Ergam as mãos e gritem todos juntos: ALELUUUUIA! Sim caros leitores, essa não é uma Ilusão de otica, eu estou atualizando "Foi você quem pediu" em um prazo menor que meio ano. Minha humilde pessoa foi tomada por uma repentina inspiração! he he he, para eu atualizar tão rápido acho que um batalhão de musas inspiradoras se uniram em um esquadrão ante preguiça. Ou simplesmente por que esse foi um dos capítulos mais sádicos que eu já escrevi nessa fic... quem sabe...
Agradeço de coração os inspiradores e animadores reviews de Srta. Kinomoto , SamaraKiss, Thanatos, Antonomasia, brubru86, amdlara, em especial o de nannao, fico feliz que tenha aceitado o premio, o único problema é que seu e-mail não apareceu no seu review... lapsos do nosso sempre atrapalhado . "^.^ e a Deh Isaacs, menina que review foi aquele? Muito louco, eu a-do-rei, sem falar que resumir 17 capítulos e um review não é para qualquer um, o loiro histérico... digo, o Drack-pooh cortou um dobrado para conseguir responde-la.
Eu havia planeja para nesse capitulo colocar uma conversa entre as minhas adoráveis serpentes e os vencedores do ultimo desafio, mas se eu fizesse isso ou os comentários finais ficariam quilométricos ou a participação de cada leitor seria tão curta que não teria nem graça, por isso resolvi colocar cada leitor tendo sua conversa particular com o "trio parada dura" a cada capitulo.
A ordem vai ser do primeiro que respondeu em diante. Vai ficar mais ou menos assim:
1º-amdlara
2º-Antonomasia
3º-Thanatos
4º- Srta. Kinomoto
No dialogo, para ser um verdadeiro desafio a minha pessoa, eu não vou colocar uma única palavra na boca de vocês, vou copiar e colar exatamente as suas frases dos reviews, vamos ver no que vai dar ^.^. Ah, mas reações e movimentos serão criações minhas... se preparem para corar bastante \o/
Eu...
Draco: O que? Ela ainda não deu o fora? – Draco olha ao redor – já, já a visita vai chegar.
Severus: Calma Draco, ela já vai embora, afinal a visita só vai chegar no final do capitulo.
Fenrir: Wou Luazinha, eu não me importo se você quiser ficar, mas se tiver que ir e não tiver onde ficar pode ir por meu quarto... Claro que se ficar com sono pode deitar na minha cama e caso sinta calor pode também tirar a rou...
Severus e Draco: ELA NÃO PRECISA TIRAR NADA!
Fenrir: Eu só estava tentando ser cavalheiro.
Severus e Draco: Sei ¬¬ ¬¬
Bem... como meus nada sutis CONVIDADOS deixaram bem claro, eu fui expulsa da parte final da fic, eu vou fazer alguns comentários sobre o capitulo e depois os meninos terão uma companhia diferente a cada capitulo.
AFH...expulsa de minha própria fic, eu poderia ser mais patética?
Ah é, apenas para desencarno de consciência eu devo avisar a todos que esse capítulo tem bastante violência, sem falar de algumas cenas de tortura, e linguagem pesada.
Sem mais delongas, tenham uma boa leitura.
Capitulo quatorze: Rompendo teias.
"Não vou chorar... não posso chorar..." ... "Por que minha lagrimas sempre foram a lenha para o fogo mais negro no coração de Xio"
Sibila Trelawney
Geralmente não é algo recomendável ficar no caminho de Xionara Hooch. Dona de uma fama nada agradável, a garota amedrontava a qualquer um com seus ferozes olhos amarelos, quando esses se colocavam em "modo de combate".
- O que ela tem? – uma quintanista cochicha para a outra, enquanto se encolhem no corredor para deixar a furiosa Hooch passar correndo.
- Sei lá – a outra cochichou de volta – mas desde que não seja com a gente...
Apesar de ouvi-las, já que todos os seus sentidos estavam funcionando ao máximo, a garota nem ao menos olhou em sua direção.
Tudo ao seu redor não podia ser mais insignificante, se comparado ao desespero que explodia em seu peito, e a certeza que crescia em uma sinistra determinação.
-Vou mata-la – a menina murmura aquelas palavras que levou tanto tempo para conseguir pronunciar sem remorso – hoje definitivamente vou mata-la.
Nunca a mercenária se arrependeu tanto de algo como do dia em que formou aquela estúpida aliança com aquela maníaca.
"Na época era necessário" a menina tentava se justificar, apesar de não engolir as próprias palavras "eu precisava de alguém que me ensinasse o oficio"
Aos 13 anos havia começado a aceitar pequenos trabalhos para juntar dinheiro para levar Sibila para longe do péssimo meio familiar que ambas tinham, sem falar de pagar as necessidades básicas sem precisar depender de sua perturbada mãe, quando a jovem atingiu a idade de 15 anos o seu caminho se cruzou com o dela.
Aurora Sinistra
Ela era dois anos mais velha que Hooch, na época estava em seu ultimo ano de Hoogwarts, na casa das águias. Com uma presença imponente a garota de longos cabelos pretos, pele de ébano e profundos olhos negros a convenceu que havia jeitos mais rápidos de conseguir dinheiro, e que Hooch tinha o potencial para fazer parte desse meio obscuro.
O meio dos mercenários.
Foi ela que a apresentou a todos os seus contatos dentro do castelo e que a indicou para os seus primeiros serviços como mercenária. Na época não era nada de mais, pregava algumas peças pesadas e pequenas vinganças, algumas não tão pequenas empregando um grau de violência realmente alto, mas nada que realmente tirasse o sono de Hooch.
Quando achou que Hooch finalmente estava pronta Aurora a convenceu que os serviços para eliminar definitivamente os alvos eram os que davam maior lucro.
O ano passado foi um ano negro.
Hooch corrompeu pouco a pouco sua alma, sujou suas mãos de sangue até o ponto em que por mais que as lavasse os vestígios de suas vitimas pareciam não deixa-las.
E seus olhos pareciam sempre ver e rever uma e outra vez a face daqueles que deixaram de respirar por cruzarem o seu caminho.
Sentia nojo de si.
Mas bastava lembrar da face pálida, impassível e encharcada de Sibila na noite em que havia sido resgatada do ministério, que qualquer duvida sumia de sua mente.
Se tornaria um demônio por aquela menina.
Mergulharia sem receio em um inferno de sangue por ela.
Beijaria o desespero se isso afastasse as lagrimas do rosto de sua amada.
De sua Siby.
De sua profetiza.
E foi assim que se afastou de todos, fingindo estar sempre alegre e conversando superficialmente com alunos de outras casas e evitando os de sua própria, pois assim seria mais fácil se locomover para seus trabalhos sujos sem precisar dar grandes explicações.
Mas então conheceu Neville, um garoto que estranhamente Sibila pareceu se apegar, e logo ele...
Christopher Hardnet.
"E mesmo meu corpo e alma estando cobertos de sangue você me carregou nas costas" Hooch pela primeira vez pensou em mais alguém desde que começou aquela desesperada corrida contra o tempo "Chris, mesmo me vendo imunda de morte você me aceitou... espero que possa me aceitar mais uma vez, por que por tudo que há de mais sagrado, eu hei de matar mais uma vez".
Foi apenas quando a memória de seu amigo invadiu o turbilhão confuso de ódio e arrependimento na cabeça da garota que Hooch teve um lampejo de clareza.
- É claro! – ela para com tudo e exclama para si mesma – Se Aurora se deu ao trabalho de pegar a Sibila para me atrair para uma armadilha, elas só podem estar em algum lugar que eu associe a ela.
"A nós" ela corrigiu com nojo ao lembrar da magnitude da "parceria que um dia formaram".
Afinal, não foi apenas a sua alma que aquela suja garota corrompeu.
Seu corpo havia sido tocado por ela de uma forma que mais ninguém tocou...
"Nara, sua tolinha " se lembra da voz abafada de prazer da outra garota em uma das tantas noites que compartiram juntas "Você é minha. Desde antes de me conhecer você já era minha, agora nessa cama você é minha, amanhã e depois e depois... para sempre, você será minha ."
- Imunda... – Xionara murmura tremula – eu sou uma pessoa imunda, Siby, você ainda assim me aceita?
Afastando essa fraqueza momentânea, a garota de cabelos perolados volta a correr ao ter um estalo de genialidade que lhe deu a certeza de onde a psicótica garota pode ter levado sua amada.
-Se ela tiver tocado em um único fio de cabelo da minha amada profetiza - os nós dos dedos da Xionara se tornaram brancos de tanto que ela apertava as mãos – Não serei só eu que me arrependerei de ter cruzado seu caminho. Você chorará e se lamentará todas as noites, enterrada no mais profundo inferno que eu mesma cavarei com minhas mãos para te enfiar.
Já sabendo qual seria o lugar mais provável de encontrar as duas, Hooch tinha uma fúria e uma determinação que nunca antes aqueles olhos, por mais implacáveis que fossem, transpareceram.
Alguém tinha roubado seu bem mais precioso.
Alguém iria pagar.
Ninguém tocava em Sibila e saia impune.
Nunca Xionara permitira isso.
Nem agora...
Nem antes.
FVQP
(POV Xionara de 12 anos)
Hoje eu bati em um garoto.
Eu nunca tive medo deles, sabe? Dos garotos da vizinhança. Mas ainda assim nunca eu tive coragem de sair no braço com um deles, eles parecem tão fortes.
Mas desta vez não me segurei.
Não quando ele havia feito a minha Siby chorar.
"Vocês não são irmãs de verdade, sua idiota" o idiota gritou depois da surra que eu lhe dei "Ninguém poderia ser irmã daquela esquisitona"
Se ele ficou vivo depois de gritar isso?
Sim.
Mas só por que eu tive que correr atrás da Siby que chorando fugiu para casa.
Depois disso não voltamos a nos falar, quando cheguei em casa eu pensei em consola-la, mas ao ouvir seus soluços baixinhos por trás da porta eu perdi a coragem.
Não, preferi fazer outra coisa...
FVQP
- Mnnch – Sibila geme quando é arremessada com força contra a parede de uma das tantas salas da torre de astronomia.
Apesar de sentir um de seus ombros doer bastante devido ao recente impacto, não era a dor que a incomodava exatamente naquele momento.
A dor física já não era uma companheira desconhecida desde sua curta, mas traumática estadia no ministério dos mistérios.
O que realmente a incomodava eram aquelas vozes que brincavam em sua cabeça.
"Ela vai morreeer, ela vai morreeeer, que alegria que prazer, a vaca vai morreeer"
Não sabia de onde aquelas vozes irritantes haviam saído, nunca ela as tinha ouvido antes, elas se misturavam entre as predições de desastres que normalmente ela já ouvia, tornando tudo muito confuso.
"Não vai demoraaaar, não vai demoraaar, pode correr pode chorar, a morte vem te pegaaar."
Na verdade Sibila fazia uma pequena ideia de quando essas vozes sádicas haviam começado a cantarolar essas musiquinhas cruéis.
- Fala aí monstrinho – a garota que havia levado ela para aquela sala lhe chuta sem remorso no estomago, fazendo a pequena se encolher de dor – gostou do ambiente?
Elas, as vozes, haviam começado o seu horrível cantarolar no exato momento em que aquela horrível garota, com quem havia tido uma visão no começo da tarde, havia aparecido na sua frente.
"Vou morrer de riiiir, vou morrer de riiiir, quando o sangue lhe cair, vou morrer de riiir."
Debochadas, essas estranhas vozes infantis pareciam dançar ciranda na cabeça de Siby, festejando a morte de alguém.
De alguém que Siby sabia muito bem quem seria.
Da morte de alguém que ela tanto temia que acontecesse.
- Hein, monstrinho? – Aurora segura Sibila por um de seus rabos de cavalos e a obriga a olhar ao redor – gosta daqui? Não acha aconchegante? Sua irmãzinha pelo menos gostava.
Sibila olha ao redor, a sala deveria ser uma espécie de armazém de mapas astrológicos, ou ao menos foi o que pensou que fosse. Lá tinha varias estantes com vários pergaminhos enrolados. E preso nas paredes tinha quadros com varias constelações onde as estrelas pulsavam alegremente, sem falar de uma ou outra estrela cadente que cortava o céu noturno retratado.
Era realmente lindo, mas Siby não respondeu a provocação da mais velha.
Ela não tinha confiança para falar com qualquer um.
O medo de soltar algo que não deve sempre a atormentou.
Ao invés disso ela tenta murmurar baixinho a musiquinha que Hooch a ensinou para desanuviar a sua mente.
- Babum babum bate o relógio garoto se...
-JÁ DISSE PARA PARAR COM ISSO, SUA ABERRAÇÃO – soltando o rabo de cavalo de Sibila Aurora a esbofeteia a fazendo cair no chão – Não sei como a Nara atura ficar ao seu lado por tanto tempo – a mais velha cospe no corpo caído aos seus pés – estou com você um pouco mais de meia hora e não te suporto.
Aurora olha com nojo o corpo caído no chão.
"Foi por isso que você me trocou, Nara?" ela dá outro chute, desta vez no corpo caído de Sibila arrancando um arquejo de dor da mais nova "Por esta coisa você me evitou as féria inteiras" sem conter a força continuou a chutar a pequenina que estremecia a cada chute "por esta aberração você evitou pegar os serviços que seria obrigada a dividir comigo?" se detendo, Sinistra se abaixa, e de cócoras puxa a menina pelos cabelos e com um sorriso cruel a encara olhos nos olhos "Se essa monstrenga está no seu caminho para me encontrar, Nara, basta que eu a remova definitivamente dele, não é?"
Aurora sempre se orgulhou de ser alguém que nunca dependeu de ninguém. Com a guerra, assim como aconteceu com varias crianças, ela perdeu a sua familia para a morte.
A única diferença do caso dela para a das outras crianças era um pequeno detalhe insignificante.
O fato de que não foi um comensal da morte ou um auror que pôs fim a vida de sua família.
Foi ela mesma.
Morando apenas com seu pai, depois que sua mãe a irmã faleceram anos atrás, ela passou anos sendo abusada sexualmente por aquele porco bêbado. A garota de mente mais que retorcida aproveitou a época confusa de guerra e executou sua primeira morte aos 14 anos de idade, ao degolar seu nojento pai.
Por já ser estudante de Hogwarts a três anos e meio, a diretora permitiu que ela terminasse seus estudos, já que a garota mesma disse que conseguiria pagar as mensalidades com o dinheiro de sua herança, e durante o período de férias ela ficaria entre os refugiados.
Claro que o porco de seu pai não havia deixado herança alguma.
Mas isso nunca a impediu de conseguir dinheiro.
Não enquanto conseguisse seus mais que bem remunerados servicinhos nos caóticos corredores de Hogwarts.
Ela nunca dependeu de ninguém.
E nunca dependeria... ao menos foi o que pensou até conhecer Xionara.
No principio aceitou treinar a insistente garota apenas para se divertir, achava interessante a ideia de ver até onde aquela garota de olhos puros e temperamento explosivo aguentaria naquele meio negro, mas aos poucos foi se afeiçoando a menina.
Uma presença marcante.
Um corpo quente.
Uma alma pura.
Mais que a corromper, Aurora se viu obcecada em possui-la, tanto, que mesmo tendo condições de se formar em Hogwarts com seus conhecimentos a menina de longos cabelos tão negros quanto o piche reprovou de proposito duas vezes, algo que nunca aconteceu ainda mais vindo de alguém da casa das águias, apenas para poder ficar ao lado de Hooch.
Ela era tudo para Aurora.
Ela havia virado tudo para Aurora.
Ela seria sempre tudo para Aurora.
Desacostumada a amar alguém e qualquer coisa, Sinistra simplesmente se deleitava com o corpo de Xionara enquanto a arrastava o mais fundo possível no mundo sangrento dos mercenários, apenas para se certificar que nunca sairia de seu lado.
Que nunca teria coragem de sair de seu lado.
Era aquilo realmente amor?
Era aquilo apenas um capricho estranho?
Ninguém saberia dizer, o fato era que Aurora quase enlouqueceu quando do nada Xionara deixou de procura-la. Foi apenas no começo do ano que descobriu o motivo.
A esquisitinha da irmã dela, a que ficava escondida em alguns dos tantos quartos de refugiados, havia começado a cursar o colégio.
Sua Nara só tinha olhos para ela.
Sua Nara só procurava por ela
Sua Nara só falava com ela.
Sua Nara... sua Nara...
Sua Nara tinha que pagar.
E aquela aberração também.
- Sua irmãzinha já lhe contou quantas vezes eu a fiz gozar nesse chão mesmo? – Sinistra murmura com crueldade tentando arrancar alguma reação de Sibila. – ela te disse quantas vezes os dedos delas me levaram e trouxeram de volta do céu? – se aproximando do ouvido da menor ela lambe o lóbulo da pequena – e a língua dela então? Hun... nunca uma língua me fez vibrar tanto, em cima... e em baixo...
Satisfeita de desabafar aquilo que sabia que chocaria qualquer um, Aurora afasta o rosto para encarar sua obra prima de maldade e...
Nada.
Sibila continuava com a mesma expressão vazia.
- Fiz coisas com sua irmã que ela jamais vai esquecer – Aurora segura rudemente o queixo de Sibila e encarou profundamente aqueles olhos inexpressivos – coisas que uma merdinha desajustada como você nunca vai conseguir fazer com ela mesmo depois de crescer.
Nada... nem mesmo um piscar de olhos passou pela face fria de Trelawney.
-Ela te considera um bichinho de estimação – Sinistra esbofeteia aquele rosto que a irritava tanto – uma merda de bichinho de estimação – os golpes continuavam e se tornavam cada vez mais fortes – UMA CADELA QUE DEPOIS DE MORTA NÃO VAI FAZER FALTA A NINGUEM!
Confusa com as vozes de sua cabeça.
Atordoada pela agressão constante, apesar dessa não a incomodar tanto.
Atormentada pela previsão de uma morte em especial que se repetia uma e outra vez em sua mente.
Amedrontada pela distancia que a separava de seus amigos.
A distancia que a separava de sua Xio.
De seu príncipe.
Sibila deixa sair sem querer a predição de morte que a preocupava.
Foi apenas um sussurro, mas o suficiente para Aurora ouvir. No exato momento que ouviu aquilo, os golpes de Sinistra pararam, seus olhos se arregalaram e uma fúria assassina a cobriu como um manto.
Agarrando Sibila pelo colarinho de suas vestes, a mais velha fica em pé e a obriga a ficar também e com olhos medonhos pergunta de maneira mortal.
- O que você acabou de dizer?
Trelawney fecha os olhos com pesar.
Não queria dizer aquela palavras de novo, havia sido um acidente, mas as vozes em sua cabeça praticamente deliravam de alegria.
"Quase láaaa, quase láaaa, não adianta lamentar, a morte vem brincaaar"
Sibila nunca se sentiu tão confusa.
Tão sozinha.
"Xio... cadê você?" apesar de sua face do lado de fora ser impassível, por dentro ela se desfazia em lagrimas.
Tê-la lá era algo que ela queria e ao mesmo tempo não queria que acontecesse.
Queria, pois apenas sua presença poderia arrancá-la daquela confusa mescla de medo e trevas que havia se tornado sua mente.
Não queria, por que no momento que pisasse lá, sua predição de morte daria o primeiro passo para começar.
- Vamos, monstrinho, - com mais um tabefe Aurora agora sorria, mas desta vez com uma expressão que transpirava nervosismo – repita o que acabou de dizer.
"Ela vai morrer..." as vozes não cantavam mais, apenas se deliciavam com suas próprias palavras "hu hu hu e vai ser já já"
"Não venha Xio" finalmente Sibila se decidiu do que preferia "por favor, não venha"
Mas a pequena sabia que isso era impossível.
Xionara sempre vinha.
FVQP
(POV Sibila de 6 anos)
- O QUE VOCE TEM NESSA CABEÇA?
Ah, ela está gritando de novo.
Não gosto quando ela grita, a mamãe soa tão assustad... hã... digo...
Eu não posso chamá-la de mamãe, ela não gosta.
A Thabata fica muito assustadora quando grita, mas o por que de eu principalmente não gostar quando ela grita é por que na maioria das vezes eu sei que é por minha causa.
- COMO ASSIM NÃO VAI DESFAZER ESSA LAMBANÇA? EU VOU LIGAR PARA O SALÃO AGORA!
Sempre é por minha causa.
Ela nunca grita comigo diretamente, na verdade nem me dirige a palavra, não desde a morte do papa... do Richard, mas na maioria das vezes eu sei que é por minha culpa que ela fica tão brava.
A maioria das pessoas ficam nervosas quando estão ao meu redor.
Os adultos, por alguma razão não gostam quando seus filhos brincam comigo.
Acho que a única pessoa que fala normalmente comigo é a...
- VOLTE AQUI MOCINHA, EU NÃO ACABEI DE FALAR COM VOCE! XIONARA HOOCH, VOLTE AQUI!
Eu me encolho na cama que até então eu estava deitada. Não tenho vontade de levantar.
Sabia exatamente para onde a Xio iria.
Para o lugar que ela sempre via depois de brigar com a Thabata
- Siby, tá dormindo?
Para o meu lado.
Mas diferente do que normalmente acontecia nesse tipo de situação eu nem ao menos olho em sua direção quando ouço a porta abrir e a voz despreocupada de Xio preencher todo o ambiente.
Mas por mais que aquela voz alegrasse meu coração cada vez que a ouvia, simplesmente não consegui encará-la.
Não depois do que ouvi daquele garoto:
"Vocês não são irmãs..."
Aquilo doeu, mesmo sabendo que não somos irmãs de sangue a verdade daquelas realmente doeram.
-Siby, está dormindo? – Ela repete de novo, e sinto como ela se senta na minha cama – Oras, claro que não – sinto como sua mão afaga mais forte do que eu gostaria os meus cabelos, bagunçando um pouco os meus dois rabos de cavalo – se estivesse dormindo toda a Grã Bretanha acordaria com o ruído dos seus roncos, há há há.
ISSO É MENTIRA! EU NÃO RONCO E ELA SABE DISSO! Só por que dividimos o mesmo quarto a Xio adora fazer esse tipo de piadinhas sem graça, mas eu sei que eu não ronco!
Pelo menos eu acho...
- Eu não ronco – eu resmungo baixinho ainda com a cabeça enterrada no travesseiro.
- Ah, ronca sim –Xionara debocha de mim – ronca tão alto que parece um trator muggle.
- É mentira – eu digo mais irritada, mas ainda sem olhar em sua direção.
- É verdade sim – ela revida – Siby tratorzinho.
- Eu não pareço um trator! – me defendo com mais veemência, apesar de não fazer a mínima idéia do que é um trator muggle... será algum tipo de animal exótico?
- Parece sim. – ela dizia com o tom de riso
-Pareço não.
- Parece sim.
-PAREÇO NÃAAO! – Brava, e convenhamos, com muita razão, eu finalmente levanto a cabeça do travesseiro para encará-la.
O que...
O que aconteceu com o cabelo dela?
Eu nunca admiti isso em voz alta, mas eu sempre fui apaixonada pelos cabelos da Xio.
Longos negros e macios, eu adorava ver a maneira como eles cascateavam até a metade de suas costas, e quando dormíamos juntas, eu fazia questão de enterrar meu rosto neles para aspirar lentamente o seu perfume e adormecer aos pouquinhos, embalada pela deliciosa fragrância.
Mas agora os cabelos dela estavam na altura de suas orelhas, sem falar que sua cor era de um estranho branco meio perolado.
-Por que...
- Hun? – Ela passa a mão toda sorridente pelo novo penteado – Gostou?
- Está esquisito. – Digo isso ainda meio em choque.
- Está? – seu sorriso aumenta – Para mim não parece esquisito, parece diferente.
"Ninguém poderia ser irmã daquela esquisitona" eu me lembro das outras palavras do garoto que mesmo não me magoando mais que as primeiras também me abalaram um pouquinho.
-Assim como você não é esquisita – ela se deita do meu lado e me abraça – Só é diferente. Mas se ainda assim alguém te chamar de esquisita – ela esfrega seu nariz no meu, conseguindo arrancar de mim uma risada que não pude conter – vai ter que me chamar de esquisita também. – detendo o "beijo de esquimó" ela manteve nossos narizes colados e me encarando disse com uma voz tão carinhosa que quase arrancou lagrimas dos meus olhos – Seremos as irmãs esquisitonas!
Não parecendo muito disposta a me soltar, Xio se acomoda melhor no travesseiro que dividíamos a duras penas, enquanto eu abri mão da minha "vaga" nele para descansar minha cabeça em seu ombro.
A ausência de seus cabelos ainda me incomodava um pouco, mas logo eu consegui encontrar uma substituta tão boa quanto.
A pele quentinha de Xio.
- Conta de novo... – murmuro de olhos fechados, já meio adormecida graças ao calorzinho que aquela pele macia emanava.
- Contar o que? – Ela se faz de desentendida.
- Você sabe o que. – eu a acuso – cooonta – faço um pouco de manhã.
- Qual é Siby? – ela choraminga – eu já te contei essa história um milhão de vezes, você já deve sabê-la de cor e salteado.
- Coooonta – insisti.
- É uma história deprimente. – ouço como bufa exasperada.
- É linda – murmuro sonhadora
-ELES MORREM! – ela fala como se eu já não conhecesse o final dessa história
-Mas eles vão se encontrar... ele prometeu a ela que vão se encontrar...
-Siby... – não sei exatamente o que se passou na cabeça dela, mas depois de alguns segundos ela suspira e se dá por vencida – tudo bem, lá vamos nós.
E ela começa a contar de cabeça aquela bela e estranhamente familiar lenda que faz meu coração bater de uma maneira diferente.
Não sei como Xio pode dizer que não gosta dela. Ela é linda!
Eu sei que pode ser um pouquinho deprimente mas... ele prometeu.
Aquele bondoso príncipe prometeu para sua amada profetiza.
Ele prometeu...
- Xio... – murmuro tão baixinho que acho que ela nem me escutou, enquanto narra minha lenda favorita – eu te adoro
... que nunca a deixaria sozinha.
FVQP
- Ora, ora ora... Repita o que acabou de dizer, monstrinha – Com um sorriso maníaco estampado em seu rosto, a menina mais velha quase sufocava Sibila com uma de suas mãos enquanto com a outra a esbofeteava repetidas vezes – Repita – TABEF – Repita – TABEF – Repita mais uma vez o que acaba de me dizer sua merdinha!
Sibila absorvia cada golpe com pesar, por que estava já tão desligada da própria dor física que tudo o que sentia era a dor impregnada na voz da menina mais velha.
O sorriso maníaco naquele rosto deformado pela loucura lhe dava pena.
Aquela dor que só era aliviada ferindo os outros lhe dava pena.
Aquela inveja que cascateava de seus olhos lhe dava pena.
A mão que lhe esbofeteava lhe dava pena.
- REPITA, SEU MONTRINHO!
- Eu disse – a pequenina diz com a voz fraca por entre seus lábios partidos – se continuar a machucar o meu rosto, encontrará a morte.
A pobre primeiranista pela primeira vez que aquela tortura começou quase chorou quando viu a expressão da garota mais velha.
Você morrerá.
Essas eram palavras que a pequenina odiava pronunciar, principalmente para a pessoa que passaria por aquela provação.
O medo que via em seus olhos.
O ressentimento.
O desespero.
Aquilo a matava aos pouquinhos.
- Vadia – Aurora murmurou – REPITA! – transtornada ela aperta mais forte ainda a garganta em sua mão e bate com força a cabeça de Trelawney contra a parede – REPITA! – e continuou batendo a cada palavra que berrava de maneira histérica – DIGA QUE MORREREI, SUA ABERRAÇÃO, DIGA DE NOVO, MONSTRINHO!
- Você... urgh... – Trelawney suportava cada impacto que sua cabeça recebia a medida que começava a sentir o próprio sangue empapando seus cabelos – você... argh... morrerá... hunnnf... se continuar... a...
- CALA A BOCA! – Aurora bate uma ultima vez com bastante força a cabeça da primeiranista contra a parede e a solta, e murmura maléfica enquanto observa a pequenina escorregar sem forças contra a parede até o chão, deixando um rastro de sangue por onde sua cabeça deslizava – Sua aberração dos infernos, acha que eu vou morrer apenas por dizer essas palavras de merda?
Sibila sentia muita dor em sua cabeça e sua visão estava muito turva, mas mesmo assim as vozes não cessavam.
"Hu hu hu... ela via morrer"
Calem a boca... era o que Sibila queria dizer
"Caaara... ela vai morrer e vai morrer nada bem..."
Calem a boca... era o que a pequenina queria implorar
"Não vai demorar muito né? Ela vai morrer daqui a pouco... wou e como vai mor..."
Calem a boca! Era o que a pobrezinha queria bradar desde o fundo de seu peito
Mas essas palavras nunca brotaram de sua boca, no lugar disso finalmente as lagrimas da menina transbordaram de seus olhos e encharcaram sua face inconsolável.
"Calem a boca..." ela implorava mentalmente "por favor..."
"Ela vai morrer. Ela vai morrer, as 22:30 a garotinha malvada vai morrer há há há há"
Eram as lagrimas de um profetizas.
As lagrimas mais conformistas de todo o mundo.
Lagrimas que lamentava aquilo que nunca poderia ser mudado.
Aquilo que NÃO DEVE ser mudado.
Elas caiam dos olhos de Sibila como uma pequena e pura cachoeira de pesar e lamentos inconformados.
- Oh... agora sim eu gostei – sem saber o verdadeiro motivo das lagrimas da pequena profetiza, Aurora havia se agachado na frente de Sibila e agarrando o cabelo da mais nova ergue a sua cabeça a fazendo encara-la – finalmente você começou a reagir como uma pessoa normal – o olhar alucinado da setimanista apenas dava mais pena a pobre Sibila que chorava cada vez mais forte, tão desconsolada que até o seu corpo tremia – como premio – Aurora se aproxima e sussurra malévola no ouvida da primeiranista – eu vou te matar como faria a uma pessoa normal.
Satisfeita consigo mesmo, Aurora afasta seu rosto e observa com orgulho o rosto destruído pela tristeza a sua frente.
"Pobrezinha" era tudo o que Sibila conseguia pensar "se ela visse o que eu visse... pobrezinha"
Um pavoroso sinistro de olhos vermelhos e sorriso malévolo dançava ao redor da repetente setimanista que de pé erguia uma de suas mangas.
Enrolado no pulso esquerdo da garota mais velha estava um elaborado arranjo de fios de aço todos ligados a uma aranha feita dos mesmos fios de aço.
- Acho que você se lembra dessa minha criança – Aurora olha quase com devoção para a aranha de aço em seu pulso – mas acho que não as apresentei com devia. Esta belezinha fui eu mesma que fiz. Sabe, eu não sou exatamente uma artesã, por isso depois de fazê-la eu fiquei por pelo menos um mês sem conseguir usar minha magia, mas valeu a pena. – provando as palavras de sua dona, a aranha de aço cospe um fio de aço que desliza até a ponta do dedo indicador da mercenária – a minha menina tece quantos fios de aço eu desejar e cada um deles obedece cada um de meus comandos – com um movimento de dedo o fio começa a dançar sob o comando da setimanista – geralmente, quando meus alvos veem esse brinquedinho, quando ainda tem tempo para pensar, elas parecem achar que eu usaria esses fios para prendê-los ou sufoca-los – sorrindo malévola, desviando seus olhos negros do seu amado brinquedinho para voltar a encarar a primeiranista, completa com uma pitada de humor negro – mas você já sabe muito bem qual é minha forma predileta de brincar, não sabe?
Sem prévio aviso, a setimanista estica o dedo indicador na direção de Sibila e o fio avança implacável na direção da pequenina e perfura o ombro de Sibila fazendo a pequena soltar um alto grito de dor.
Deliciada com a expressão de agonia da pequena, Aurora se excita e mais próxima do rosto de Sibila ela a segura a imprensando contra a parede.
Iria mata-la, estava mais que decidida e extasiada apenas com a ideia.
E faria isso com o máximo de requintes de crueldades.
- Sua fedelha infernal – Aurora cantarola de uma forma meio insana – Vou providenciar para que nunca mais essa sua boquinha solte uma única praga sequer... melhor– Aurora faz o fio coberto de sangue retroceder até que apenas uma pontinha ficasse se destacando do dedo –providenciarei que não possa mais soltar um único suspiro.
Assim que o fio de aço se recolheu de seu corpo, Sibila respira fundo algumas vezes e volta a controlar os traços de seu rosto.
"Não vou chorar... não posso chorar..." ela repetia a si mesma tentando afastar a dor de seu rosto "Se ela me ver chorar... não, ela não pode me ver chorar... se ela chegar e me ver chorando... pobre Aurora."
O futuro na mente de Sibila já estava traçado, ela sabia que nada o mudaria, mas mesmo assim... Mesmo assim ela não queria que ele ocorresse. Vê-la chorar faria apenas o sangue de Hooch ferver mais, e então...
Não, Hooch não pode vê-la chorar!
"Por que minha lagrimas" Sibila pensa enquanto tenta regularizar sua respiração "sempre foram a lenha para o fogo mais negro no coração de Xio"
- Oh não, não, não se contenha – graceja Aurora segurando o rosto neutro de Sibila enquanto aproxima o dedo que hospedava o maligno fio de aço – Afinal será a ultima vez que você terá a chance de expressar qualquer coisa – descansando o dedo no lábio inferior da pequenina cravando o fio na carne de Sibila – apenas se lembre de um pequeno conselho a titia Aurora. Não fale o mal – Aurora sussurrou maleficamente enquanto deslizava lenta e dolorosamente o fio de aço sobre o lábio inferior da ex-texuga, arrancando um filete de sangue dos trêmulos lábios de Sibila – não ouça o mal – o arame é arrastado abrindo uma fina ferida ligando da boca a orelha direita da assustada primeiranista – e... – Aurora se afasta do rosto de Sibila e ainda com um ar perverso, só que ainda mais assustador, já que seu rosto havia perdido todo e qualquer vestígio de sorriso, se cobrindo com uma mascara viva de puro ódio, ergue sua mão de maneira que fica bem na frente do rosto da mais nova, e esticando dois dedos a milímetros dos olhos da pequena faz com que agora dois fios de aço ficassem em suas pontas, esperando pelo mortal comando de sua dona, que não demorou a chegar – Não veja o mal.
FVQP
Quatro amigos quase sem folego finalmente haviam parado depois de pelo menos quarenta minutos correndo para cima e para baixo.
- Cara, sinto te dizer, mas você é um mala! – Fenrir grunhi mal-humorado enquanto se deixava cair cansado na cama de Harry – que idiota sai correndo por meio colégio quando se tem uma belezinha dessas?
- Tenho que concordar com ele – Severus lança um olhar não muito mais feliz que o de Fenrir para Harry enquanto se senta também na cama de Harry– antes de nos arrastar para sabe-se lá quantos becos sem saída poderia ter nos mostrado esse mapa.
- Eu já disse que não foi de proposito –Harry bufa se sentando entre os dois rapazes, ainda com o mapa aberto – me entregaram ele a pouco tempo, nem me lembrava que ele existia até alguns minutas atrás.
Foi quase com vontade de se jogar no lago para compensar a sua estupidez que Harry em meio a sua busca desesperada se lembrou que podia ter poupado muito do seu tempo e de seus amigos, se usasse o mapa do maroto que havia recebido de Draco naquela mesma tarde.
"É exatamente em momentos desesperado que uma mente tem que se manter mais fria que nunca Potter" o moreno se lembrou das palavras de Moody, o renomado, paranoico e mais que competente ex-auror de toda a história e que foi um de seus maiores mentores na época da guerra "Pois pequenos detalhes sempre procuram brechas como o desespero para se esconder e ferrar com a nossa vida, se lembre sempre garoto, VIGILANCIA CONSTANTE!"
Muitos podem tirar sarro de seus hábitos bizarros, mas ninguém podia negar que mais cedo ou mais tarde seus conselhos paranoicos sempre vinham a calhar.
-Mas como ele funciona? – um pouco menos rancorosa que seus companheiros, Luna se ajoelha na frente de Harry e olha para o mapa com interesse.
- Eu já disse, ele mostra todo o castelo e a posição de cada pessoa nele – ele fala mais brando, olhando para a loirinha.
- Bem, então que tal bota-lo para funcionar de uma vez? – Fenrir resmunga ainda mal-humorado pelo desperdício de tempo.
- Já vou, já vou – Harry revira os olhos, apesar dele mesmo admitir por dentro o seu lapso – eu juro solenemente não fazer nada de bom.
Mal as palavras foram ditas e no pergaminho se desenhou um muito detalhado mapa, e vários pontinhos brotaram indicando a posição de varias e varias pessoa. Sabendo muito bem quem deveriam procurar, quatro pares de olhos havidos procuram os nomes da irmãs Hooch-Trelawney
- ACHEI! – Fernrir grita devido a tensão e aponta para o pontinho que correspondia a Sibila.
- Certo, se esse pontinho é a Sibila ela está na... torre de astronomia – Harry murmura enquanto vasculha o mapa – E a Xionara está... achei, achei a Xionara
-A única a se locomover é a Xionara – Severus diz observando os pontinhos – e vai direto para onde o pontinho da Sibila está, ela deve ter descoberto aonde a irmã está mantida.
-E quem é esse pontinho perto da Siby? – Luna pergunta apontando para um pontinho negro praticamente em cima do pontinho de Sibila.
- A captora – Harry diz com raiva, e com temor lê o nome da pessoa – Aurora Sinistra.
"Minha ex-professora de astronomia?" Harry não pode deixar de associar.
- Isso é muito mau? – Luna pergunta temerosa
- Oh merda – Fenrir se levanta bastante abalado – oh merda, merda, merda...
- Acho que isso responde a sua pergunta – Severus também não parecia muito feliz com a descoberta – se bem que eu acharia uma maneira um pouco mais eloquente para responder a isso.
- Quem é ela? – Harry pergunta, apagando de sua mente todas as boas lembranças de mulher que lhe ensinou sobre as estrelas em seu mundo e focando na ideia que uma garota qualquer estaria nesse momento provavelmente torturando uma de suas preciosas amigas.
- Simplesmente uma das criaturas mais temidas desse colégio – Severus diz sombrio.
- Merda, merda, merda – Fenrir ainda dava voltas ao redor de si mesmo.
- Por quê?
- Ela, diferente de Xionara, é uma mercenária que nunca fez muita questão de esconder o que faz, e como faz... – Severus fecha os olhos, preocupado.
- Merda, merda, mer...
-NÓS JÁ ENTENDEMOS O PONTO! – Severus perde a paciência e grita para Fenrir o fazendo se recompor – CALA A BOCA, CARAMBA!
- Não companheiro, você não entendeu o ponto – Fenrir olha na direção de Severus com a face séria – você acha que as historias que deve ter ouvido da Aurora Sinistra são ruins? Então tente ouvir as que alguém que REALMENTE tem contato com o lado sombrio desse colégio já escutou. Eu já ouvi coisas dessa garota que fariam você perder o sono. Aquilo que ela fez com a Siby na quarta feira não chega nem perto do que ela já fez apenas por diversão.
- Você a conhece? – Harry pergunta.
- Já precisei de grana fácil algumas vezes – Fenrir diz meio sem jeito – eu meio que já aceitei alguns trabalhos de mercenário apenas para ajudar o meu bolso. Mas como eu dizia, Aurora não é normal, ela é uma psicopata doida que aceitava trabalhos mesmo se não ganhasse nada como pagamento, desde que pudesse escolher os meios de efetuar os serviços, meios nada legais.
- Mas por que ela cismou com a Sibila? – Luna olha preocupada para o pontinho da amiga.
-Não acho que o problema dela seja com a Sibila, não é? – Harry pergunta olhando para Fenrir.
- Não... acho que não, Xionara parecia bem abalada quando ouviu que alguém levou a Sibila, e quando ouviu a descrição da garota... Eu já ouvi boatos que essas duas andavam juntas para executar alguns serviços, o que é estranho já que ninguém mais gostava de trabalhar com aquela garota... Ela é bizarra.
"Ok, qualquer um que deixe Fenrir Greyback tão perturbado não pode ser nada normal" Harry pensa preocupado.
-Malfeito feito – Harry fecha o mapa e se levanta – vamos, antes que algo pior aconteça.
- Sibila está sozinha há quase uma hora com uma maníaca homicida sedenta de sangue – Severus se levanta junto com os outros e voltam a correr ao lado de Harry. – o que pode ser pior?
-O que pode ser pior? – Harry olha para o lado e diz sério – que tal unir ao grupo uma irmã sedenta por vingança e com a cabeça estourada?
Os quatro amigos voltam a correr dessa vez sabendo para onde deveriam correr.
Para a torre de astronomia, aonde Sibila estava com sua captora...
... e onde Xionara havia acabado de chegar.
FVQP
Sibila tremia.
Mas não era de medo.
Quem convive com a morte e o sofrimento diariamente não sente facilmente medo.
Nem de dor.
As dores em sua cabeça e ombro eram insignificantes comparadas a que sentiu dois anos atrás.
O que a fazia tremer era de expectativa, uma expectativa negra que praticamente a engolia em tristeza e pesar.
"Está quase na hora... vai acontecer a qualquer minuto" a pequenina ficava mais e mais ansiosa.
- Não fale o mal- Sibila ouvia a voz perversa de sua captora sussurrar ao seu ouvido.
"... ela não terá piedade..."
- Não ouça o mal – uma fina dor brotava em seu rosto graças ao malicioso arranhão que lhe desenhavam no rosto.
"Com certeza..."
- e...
"... ela morrerá..."
-Não veja o mal – seus olhos, marejados pelas lagrimas de pesar, encaravam sem piscar e sem medo os dois fios de aço que quase encostavam ameaçadoramente neles.
"Pobre Aurora"
Sibila pode sentir os fios encostando em suas orbitas oculares antes que assim como ela previu, os objetos perfurantes eram puxados para longe de seus olhos.
- A única coisa que ela não vai mais ver é a droga da sua cara feia.
Sibila, ainda atordoada pela confusão que as vozes faziam em sua cabeça, excitadas por estar diante da autora da tragédia que se seguiria, olha triste para a cena a sua frente.
Descomposta, meio sentada e meio deitada no chão, estava Aurora, que apenas não estava completamente esparramada no piso por que Xionara estava atrás dela segurando o seu pulso em uma posição dolorosa.
Posição dolorosa que Aurora não pareceu se importar muito.
- NARA! – exaltante, e ainda naquela posição nada agradável, a setimanista pele negra sorri transpirando felicidade pelos poros – você veio!
- Sim... eu vim. – Xionara estreita os olhos com raiva e apertando o pulso da mais velha com mais força a fazendo ficar de pé. – vim por você.
Ambas as adolescentes estavam de pé uma ao lado da outra e era quase violenta a diferença entre elas. Xionara era alta com seus olhos amarelos e cabelo curto, branco perolado. Enquanto Aurora era pelo menos dez centímetros mais baixa, negra, com seus olhos pretos e cabelos tão escuros quanto a noite.
Talvez a única semelhança entre elas era a forma esguia de seus corpos.
Corpos ágeis.
Corpos de mercenárias.
- Eu sabia que viria – deixando clara a sua verdadeira adoração pela garota a sua frente, Aurora a abraça com carinho, e a mais alta não fez qualquer esforço para se afastar – sabia, sabia, sabia que mais cedo ou mais tarde viria atrás de mim.
Sibila assistia a tudo com o coração na mão, a cena que viria a seguir não seria nada agradável.
Mas não devia intervir.
As vozes em sua cabeça brincavam em uma confusão quase histérica de felicidade.
Não PODIA intervir
"Hooch..." a menininha apertava a mão em meio a uma grande impotência "não..."
- Sim, eu vim por você – Xionara diz isso sem alterar o ar implacável de seu rosto – especialmente por sua causa – com um de seus braços ela envolve as costas da mais baixa enquanto que com a outra mão faz um leve movimento de pulso fazendo soar um quase imperceptível "click" mecânico debaixo de sua manga – especialmente... por sua vida.
Sem pegar nem por um momento Aurora de surpresa, Xionara a gira com um movimento ágil de sua mão esquerda, de maneira que as costas de Sinistra ficassem coladas ao seu peito. E da outra mão de Hooch deslizaram três afiadas adagas que se encaixaram com perfeição entre os seus dedos. Com uma frieza que faria muito adulto tremer nas bases, a adolescente de cabelos brancos em questão de segundos firmou as três adagas no punho fechado e as colocou na altura da dobra entre o queixo e o pescoço de Aurora.
As pontas das três lâminas estavam cravadas na carne da setimanista mais velha, arrancando pequenos filetes de sangue da garota negra, que no lugar de se irritar simplesmente abriu um imenso sorriso.
- Nara... – Aurora praticamente ronronou se esfregando no corpo atrás do seu, ignorando completamente as três lâminas em sua garganta – como eu senti falta desse seu lado carinhoso.
-Bem, querida – Hooch diz em um sarcasmo seco – então se prepare para sentir um pouquinho mais desse carinho. No inferno.
Sem vacilar, Hooch forçou as adagas para cima.
Mas não teve o fim que desejava.
- Claro, querida – ao sentir a pressão em seu pescoço aumentar, Nara movimentou os ombros para se livrar de parte do "abraço" que a prendia – tendo você como parceira eu dançaria em qualquer palco.
E com um pulo golpeia com força o queixo da mais alta com sua cabeça. Pegando alguns passos de distância entre as duas, Aurora se afasta de Hooch e a uma distância segura gira na direção da mortal setimanista mais jovem.
Hooch havia perdido não apenas o equilíbrio com aquele golpe, mas suas três adagas haviam caído de sua mão.
Aproveitando que ela estava ainda sem o total controle de seus movimentos, graças ao golpe no queixo, a mais velha tomou a dianteira do ataque desta vez. Aurora sentiu a excitação ferver em suas veias e sem pensar duas vezes ergueu o pulso com sua arma magica e ordenou mentalmente que três fios atacassem Xionara.
A representante da casa Hardnet recobrou a noção das coisas quando o primeiro fio perfurou sua mão esquerda arrancando dela um grito de dor. Quando os outros três também pareciam dispostos a transpassar partes de seu corpo segundos depois do primeiro, a mercenária de cabelos perolados já havia recobrado o controle sobre si e superando a dor inicial se focou no desafio a frente.
À milímetros de seu alvo os dois fios nunca chegaram a sentir o "gosto" da pele de Xionara, a garota aproveitou o fio cravado em sua mão e com um doloroso movimento circular envolveu varias vezes os outros dois fios com ele, os detendo de seu percurso assassino. Com eles detidos, Hooch arrancou o fio cravado em sua mão soltando com isso mais um grito, e segurando os revoltados fios que tentavam se soltar de sua captora, Hooch encara a garota do outro lado dos fios.
E o que viu foi um enorme e satisfeito sorriso.
- Você está definitivamente linda Nara – os olhos alucinados de Aurora devoravam a ferida na mão de Hooch com verdadeira paixão – adoro quando você se tinge de vermelho, minha querida, mesmo se o sangue que usa é o seu. – estreitando os olhos com um sadismo meio pervertido ela cantarola – se tinja para mim meu amor, se tinja mais e mais para mim.
Da aranha de aço sai mais cinco fios, mas mesmo vindo em maior quantidade que os últimos esses seriam mais fáceis de desviar, por que desta vez todos os sentidos de Hooch estavam ativados.
Unidos, focando um mesmo alvo, os fios voaram na direção do peito de Hooch. A "albina" abaixa um pouco o punho que segurava os revoltados fios e com um pulo meio atrapalhado usa o grosso conjunto que eles formavam e com eles impulsiona uma cambalhota aérea para trás, torcendo assim o pulso que segurava os fios, mas escapando do ataque fatal que vinha em sua direção.
Ao aterrissar teve o cuidado de cair bem ao lado dos fios e antes que esses fossem ordenados a dar meia volta em seu ataque. Hooch solta os três fios que estava a algum tempo segurando que caem inertes já que sua dona estava completamente concentrada nos outros cinco. E tirando sua varinha de dentro das vestes pega uma de suas adagas do chão e apontando a varinha para ela diz um feitiço que sempre irritou Aurora
- Fortitudine Maxima -
Bem a tempo de se virara para os fios que a retomavam como alvo, com apenas aquela adaga em sua mão ela correu na direção de seus atacantes de aço e se desviando agilmente daquela investida assassina, com um único e ágil movimento corta os diabólicos fios com sua adaga de lamina magicamente reforçada.
Os pedaços cortados caíram inertes no chão ao perderem o controle de sua dona, e os que ainda estavam conectados a Aurora voltaram a dona apressados.
- Tsc tsc, Nara, você sabe que eu odeio quando você fere os meus queridinhos – Aurora tenta esconder sua irritação atrás de um sorriso que não enganaria nem um criança de cinco anos – mas tudo bem, eu tenho outras "criança" como essas para te fazer dançar.
Mas antes de ter chance de concentrar sua magia desestabilizada pelos fios perdidos, Hooch faz um novo movimento pulso, desta vez com o esquerdo, emitindo novamente aquele "click" mecânico fazendo outro conjunto de três adagas caírem de sua manga e se encaixando direitinho na sua mão perfurada.
Tendo mais trabalho para estabilizar as armas na mão graças ao ferimento, Hooch corre na direção se Aurora, que ao ver o ataque arregala os olhos e praticamente lambe os lábios de prazer.
Com um ágil movimento de dedos, Hooch arremessa duas de suas adagas para cima as pegando com a outra mão tão ferida quanto a outra e mantendo apenas uma das adagas na mão perfurada ela consegue coloca-la a milímetros da garganta de Sinistra. Mas a mais velha havia finalmente conseguido estabilizar sua magia. Fazendo sua aranha magica "tecer" quatro fios, ela mesma os pega pela ponta com a outra mão e os esticando os usa como escudo.
Um alto "CLAAANG" ressoou por toda a sala quando a adaga de Hooch se chocou contra os fios de Aurora. Por trás de cada arma, as duas ex-companheiras de oficio se encararam tão próximas uma da outra que quase se afogaram nos olhos de sua rival.
No amarelo tempestuoso de Hooch
E nas provocadoras trevas de Aurora.
Ficaram assim por alguns segundos, até que Aurora empurra com seus fios a nada bem intencionada lamina de Hooch para longe de seu pescoço.
Após o primeiro impacto, Hooch não se deteve e continuou a investida atacando sempre pontos expostos e fatais, mas prevendo cada movimento da mais nova, Aurora guiava seu escudo improvisado para desviar cada golpe.
Mantiveram-se assim por um bom tempo, até que cansada da brincadeira, Hooch pega a mais velha de surpresa se abaixando no chão e aplicando uma rasteira a desestabiliza, dando para Sinistra uma passagem direta só de ida para o chão.
No chão, Aurora havia batido cabeça no piso. Atordoada, estava prestes a levantar quando Hooch a chuta com bastante força no estomago, a fazendo girar algumas vezes. Esparramada, ela apoia as duas mãos no chão e quando se preparava para se impulsionar para cima sente uma lamina sendo cravada bem no centro de sua mão, arrancando dela um urro de dor.
Agachada próxima a Aurora, ainda pressionando a adaga na mão ferida, Hooch diz quase de rosto colado com Aurora:
- Se gosta tanto disso, que tal dar uma olhadinha no seu próprio sangue – com um movimento cruel Hooch gira a adaga fazendo a mais velha se debater no chão de tanta dor – garanto que desse eu não me importo nem um pouco de te brindar.
Ainda tremula, Aurora tenta ainda se apoiar com sua mão livre, mas a dor era quase cegante, fazendo ela cair após varias tentativas, escorregando no próprio sangue e isso despertou uma gostosa gargalhada na garota de cabelos negros
- HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ – Aurora tremia agora não apenas de dor, mas também pela risada – delicioso, simplesmente delicioso – conseguindo por fim se apoiar na mão boa, mas agora coberta com o próprio sangue a menina abaixa a cabeça e lambendo o liquido viscoso e vermelho no chão ergue a cabeça na altura da de Hooch que olhava a outra garota com confusão – com certeza meu sangue é delicioso, principalmente se é tirado por você, mas... – pegando Hooch de surpresa ela se inclina para frente e lhe rouba um beijo cobrindo os lábios de Xionara com seu sangue. Hooch, enojada, se levanta e limpa a boca com as costas da mão. Ficando tão transtornada que esquece que está no meio de um duelo e se afasta o máximo que pode da outra garota – sinceramente, um menu tão delicioso deveria ser servido no "prato" certo – Aurora lambe os lábios destilando libido dos olhos negros.
- Nojenta. – Xionara grunhi, já se recuperando do choque e partindo para um novo ataque na adolescente estendida no chão.
Aurora sorri.
"Isso mesmo, venha para mim" sua mente alucinada vibrava de excitação "venha sempre para mim. Seu amor, seu ódio, sua paixão, sua sede de sangue... me de tudo, me preencha com tudo o que tiver"
Ser o centro das atenções daqueles furiosos olhos amarelos quase faziam Aurora ter um orgasmo deitada naquele chão coberto por seu sangue.
Naquele instante.
Naquele inebriante instante.
Aqueles olhos amarelos, febris de ódio, pertenciam a ela.
- Vamos lá Nara – Aurora ainda deitada no chão, apoiada por sua mão boa, praticamente rosna com prazer– me faça vibrar como sempre.
- Cale logo essa maldita boca! – já próxima o suficiente de seu alvo, Xionara arremessa as duas adagas que ainda tinha na mão.
Aurora rola mais uma vez no chão, mas desta vez por vontade própria, escapando quase por milagre das duas adagas que se cravaram no piso exatamente no local em que estava deitada antes.
Os aguçados ouvidos de matadora da jovem mais baixa ouvem mais um click mecânico vindo da direção de Hooch e sem precisar olhar na direção de sua oponente ela já sabia que outro trio de adagas viriam em sua direção. Levantando apenas o suficiente para ficar agachada ela levantou a cabeça apenas a tempo de ver as três adagas vindo em sua direção. Uma delas se cravou em sua coxa arrancando um grunhido da adolescente. Por sorte, as outras duas adagas não atingiram seus alvos, mas mesmo assim não pode se permitir ceder ao alivio, outro ataque logo seguiu aquele e mais três adagas voaram em sua direção.
Aurora se levantou em um pulo a tempo de fugir da investida das laminas, mas não do soco que a fez voar longe.
Se aproveitando da distração que suas lâminas haviam causado, Xionara havia conseguido se aproximar de Aurora o suficiente para socar aquele detestável rosto.
Mas antes que realmente voltasse a cair, Aurora consegue recobrar o equilíbrio e girando o corpo salta em um chute giratório que acertou em cheio o rosto de Hooch, fazendo esta sim cair.
Hooch mal toca o chão e com um impulso dos braços se levanta se colocando em posição de combate. Cuspindo um pouco de sangue que aquele chute lhe havia arrancado da boca a setimanista mais nova olha decidida na direção da garota que a observava com a mesma pose defensiva e ao mesmo tempo ofensiva.
Sem nunca perder o sorriso maníaco, Aurora leva sua mão boa até onde até aquele momento estava cravada a adaga em sua outra mão, e sem nem piscar a arranca.
- Devo dizer que sempre adorei a maneira com que você brinca com as suas "faquinhas" – levando a adaga a boca lambe o próprio sangue nela banhada – mas devo dizer. – assim que a sua língua se afasta da lâmina a arma desaparece da mão da garota como se ela fosse feita de fumaça no mesmo momento em que ouve outro "click" mecânico vindo de Hooch e um novo trio de adagas aparece em cada mão da "albina" – esse seu dispositivo de auto recarga é um verdadeiro saco.
Apenas naqueles poucos segundos de duelo, era de se esperar que depois de lançar tantas adagas na direção de sua oponente o chão já estaria lotado delas – sem falar que qualquer um ficaria curioso de saber de onde Hooch tirava tantas adagas – mas se olhassem naquele exato momento no chão da sala não veriam nem ao menos uma adaga no piso, fossem as que foram deixadas caídas ou as que foram cravadas no piso devido aos golpes.
A razão disso era simples.
Preso em cada antebraço de Hooch estava uma espécie de bainha mágica que tem espaço para três adagas cada uma, que ativadas por um movimento de pulso lançava por uma espécie de mola as armas estrategicamente no espaço entre os dedos da mercenária. E cada vez que as adagas ficavam longe das mãos de sua dona por um espaço de tempo de mais ou menos um minuto elas desapareciam de onde quer que estivessem e reapareciam cada uma em sua respectiva bainha.
Se permitindo por um instante desviar seus olhos de sua oponente, algo que não considerava nada inteligente dado quem enfrentava, Hooch averigua rapidamente suas mãos atrás de algo em especial.
"Bingo" pensou ao localizar em meio de suas adagas uma que tinha um tom mais azulado que as outras.
A Adaga alterada com "Fortitudine Maxima "
Aquele era um feitiço avançadíssimo que mesmo conseguindo evoca-lo, por ser ainda uma maga com muito caminho pela frente, não conseguia faze-lo mais do que uma vez ao dia sem correr o risco de sobrecarregar o seu núcleo mágico, consequência que nenhum mago são e até mesmo alguns que não batem muito bem da bola gostariam de sofrer. Por isso ela ficou tão feliz de identificar a única de suas adagas que poderia por um fim naquele duelo sangrento.
Conseguindo captar a breve distração de Hooch, Aurora foi a primeira a atacar.
Deixando de lado os ataques diretos, ela decide adotar uma técnica que esgotava mais a sua magia, mas que com certeza seria mais eficaz contra alguém como Xionara.
Deixando varias brechas abertas em sua defesa, Aurora fecha os olhos e se concentra completamente na aranha em seu pulso, fazendo dela sair um enxame de fios de aço, todos eles com movimentos irregulares e velocíssimos não apenas na direção da rival, mas acertando tudo ao seu redor, quadros estantes e lunetas.
Hooch assistia pasma como uma onda de fios de aço voava em sua direção. Ciente de que não conseguira se livrar de todos, sua única chance era conseguir evitar ao menos os mais letais. Mas descobrir qual deles atacariam aonde era o mais difícil, já que eles não tinham um padrão.
Os cabos dançaram ao redor de Hooch e a menina teve que seguir o seu ritmo. Desviando como pode, ela saltava se agachava e por varias vezes teve que se deitar no chão e se levantar em segundos, os fios ao seu redor "bebiam" seu sangue abrindo varias e várias feridas, mas até o momento todas superficiais e por sorte nenhuma ponta dos cabos conseguiu perfurar seu corpo.
Só que ficar apenas desviando das feras de aço não era o suficiente, por mais bem preparada fisicamente que fosse, logo não conseguiria manter esse ritmo.
Tinha que prepara seu revide.
Mas como fazer isso se não conseguia ficar parada tempo o suficiente para mirar na mais que desprotegida Aurora?
Simples.
Se livrando primeiro da fonte ofensiva de sua inimiga.
Com toda a força que pode juntar, a garota faz mais uma de suas miraculosas fugas das investidas dos fios, onde teve que jogar seu tronco para trás quase tocando o chão com as mãos e quando ela ergue novamente o tronco, Hooch enrola no meio do caminho pelo menos cinco dos cabos que haviam acabado de ataca-la, a medida que mais três voavam na direção de sua cabeça. A adolescente mais alta pode desviar daquela investida por segundos, mas ainda assim um deles cortou sua bochecha esquerda.
Os fios presos a seu braço o comprimia dolorosamente, mas mesmo assim Hooch não os soltou, algo que muitos não imitariam, já que aquilo limitou seus movimentos, e se antes já era difícil de escapar dos fios agora era praticamente impossível. Apesar de conseguir a duras penas evitar ser atingida nos pontos vitais, Hooch teve seu corpo perfurado pelo menos umas duas vezes até conseguir fazer o que queria.
Após conseguir enrolar mais algumas vezes os agressivos fios em seu braço, Hooch mediu satisfeita que já havia juntado o suficiente da arma de sua oponente e com muito esforço, conseguindo se manter consciente apesar dos ferimentos. Ela, com apenas uma de suas adagas na mão, faz um movimento rápido e limpo cortando os cinco fios de uma só vez.E conseguiu exatamente o efeito que esperava, já que não havia usado uma adaga qualquer.
Mas sim a sua adaga de lâmina reforçada.
No exato momento que Hooch havia feito aquilo os demais fios caem estáticos no chão. Com um ofego, Aurora abre os olhos ao notar que sua arma havia mais uma vez se desativado, desta vez graças a um dano muito maior que o ultimo. E graças ao seu atordoamento, mal pode se defender quando Hooch mais uma vez veio com tudo para cima dela. Só conseguiu notar o que acontecia ao seu redor quando mais um soco da garota albina desta vez conseguiu lançar Aurora no chão.
Querendo por um fim naquilo, Hooch se aproxima da caída Aurora, mas desta vez foi Sinistra que quando teve Hooch próximo suficiente lhe deu uma rasteira. Perdendo o equilíbrio, Hooch caia diretamente em cima de Aurora e apesar da situação inusitada, ela teve consciência o suficiente para que enquanto caía segurar uma de suas adagas perigosamente na trajetória certeira da barriga de Aurora.
Quando a arma estava prestes perfurar seu estomago, Sinistra não precisou de muito esforço para segurar o pulso de Hooch e o força-lo para cima, e assim os dois corpos finalmente se colaram um ao outro.
Hooch em cima, Sinistra em baixo.
Esparramada no chão, com seus longos cachos negros emoldurando sua figura esparramada, Aurora sorri.
-Em cima ou em baixo – roubando um selinho da cansada Hooch que não conseguiu afastar o rosto a tempo, ela solta uma baixa risadinha – nunca sei qual posição eu gosto mais de ficar com você.
- Des... graça...da... – Hooch mal conseguia falar, seu sangue escorri por muitas feridas.
- Minha Nara – se aproveitando da fraqueza da mais nova Aurora acaricia as costas do corpo deitado sobre o seu, arrancando um grunhido de raiva da outra adolescente – você ainda não percebeu? Não adianta lutar, tudo em você me pertence – as mãos da garota deslizam não mais apenas pela costas mas descendo em direção ao traseiro de Hooch, o apertando com malicia – seu corpo – com as pernas envolve a cintura da mais nova – sua alma – e com desejo lambe o sangue que escorria da bochecha de Hooch – todo o seu ser.
A garota de cabelos brancos estava fraca e presa naquele abraço mortal. Logo a arma magica de Sinistra voltaria a funcionar, e aquele seria seu fim. Hooch tenta com toda a energia que tinha se livrar daquele forte agarre, mas estava muito fraca, seus movimentos apenas fizeram com que Aurora caísse no riso mais uma vez.
- Ora vamos Nara, você sempre foi meio cabeça dura, mas acha mesmo que vai conseguir alguma coisa relutando tanto? E por quê? Por ela? – Aurora aponta com a cabeça para um pedaço esquecido da sala. Uma silenciosa Sibila assistia a tudo sem nem ao menos piscar – por seu monstrinho de estimação?
- Não ouse... – Xionara praticamente rosna.
-Não ousar o que? Não ousar falar que ela é o que é? – a voz maldosa de Aurora era sussurrada por aqueles lábios quase colados ao ouvido de Xionara – Qual é Nara? Vai dizer que você ainda não se cansou desse joguinho de babá de aberrações?
- Cale a boca. – Xionara tenta ao menos desviar a cabeça para longe, mas aqueles lábios maldosos simplesmente a seguia, zombeteiros de seus esforços.
-Vai dizer que nunca pensou que sua vida seria bem mais fácil se simplesmente esse monstrinho sumisse.
- Nunca.
-Vai me dizer que nunca desejou que essa voz entediante e mórbida dessa aberração parasse de te seguir a todos os lados.
- Nunca.
- Vai dizer que nunca sonhou que essa peste simplesmente morres...
-NUNCA!
Conseguindo soltar sua mão presa da de Aurora, Xionara crava sua adaga as cegas nas costas da outra setimanista. Com um grito surpreso de Sinistra, o aperto da mais velha afrouxa e reunindo as forças que lhe restavam Xionara se levanta, pega Sinistra pelo longo cabelo negro e a arrasta até a parede mais próxima.
A erguendo ainda pelo cabelo, Xionara só solta a fraca setimanista mais velha quando esta finalmente consegue se manter sobre seus próprios pés. E foi com um olhar tão frio quanto o gelo que Xionara segura a mão esquerda de sua adversária.
Meio grogue devido o ferimento recente, Aurora olha quase hipnotizada como Xionara segurava com delicadeza sua mão.
-Nara... olhe só para mim... – ela murmura tremula, ainda extasiada pelo toque da outra - ou me mate de uma vez... me mate ou eu te matarei – sorrindo alucinada ela arregala os olhos em uma expressão que mostrava como pouco de sua razão ainda estava em sua mente – sim... te matarei se não me olhar... te matarei se não me matar...
- Aurora... – Xionara agora sobe sua mão a altura do pulso da mais velha, onde estava a mortal pulseira de aço.
- Me mate... ou matarei esse pequeno pedaço de merda que você chama de irmã
- Aurora... – Xionara repete, ainda séria – você até agora não entendeu? Ela não é minha irmã – erguendo o pulso de Aurora até a altura da cabeça da mias velha, ela a encosta contra a parede – ela é mais que isso, ela é mais do que o ar que respiro... mais do que a noite que cai e o dia que me desperta... mais do que tudo e qualquer coisa nessa minha vida estupida – ainda segurando o pulso da mais velha contra a parede com uma das mãos Xionara maneja com total frieza a adaga enfeitiçada e sem muito esforço a lamina reforçada magicamente se crava na arma magica também transpassando o pulso de Aurora, que solta um alto grito de dor – e nunca, nada nem ninguém vai ser capaz de me tirar isso.
"Não..." a mente de Sinistra enfraquecia a cada respiração pesada que seu corpo dava.
"Não vá..." a dor em sua mão era imensa, mas a em seu peito era maior.
"Nara... não vá..." seus olhos começavam a ficar desfocados a medida em que vê a garota mais nova lhe dando as costas para caminhar trôpega na direção da primeiranista.
"Não deixe de olhar para mim..." mal conseguindo se manter em pé, ela arranca a adaga que prendia seu pulso a parede e que havia destruído de vez sua tão preciosa arma.
"Não deixe de me olhar... ou ao menos..."
E colorindo o piso com o sangue que escorria da mortal ferida em seu pulso e nas suas costas, ela precisou de apenas três longos e vacilantes passos para alcançar seu alvo.
"Ou ao menos..." com um desesperado impulso, ela consegue abraçar as costas da mais nova.
"Ou ao menos..."
-... me mate – ela chora nas costas de Xionara – você disse que me mataria... Nara... me mate.
- Me solte – foi tudo o que Xionara disse.
- Me mate – sua voz mesmo grogue ainda passava determinação – ou eu matarei ela...
- Me solte – a raiva mais uma vez era palpável na voz da "albina"
-Me mate... ou toda vez que eu encontrar uma chance eu tentarei matar ela... sempre... – ela aperta mais forte as costas de Xionara – até os fim de meus dias.
"E você nunca mais deixará de pensar em mim".
Ciente da verdade daquelas palavras, Xionara se vira e com um tapa faz com que Aurora caia de joelhos no chão.
Não muito melhor que a outra garota, Xionara se abaixa e com olhos inclementes arranca o pedaço de aço ainda enrolado em seu braço e o enrola no pescoço de Aurora.
- É sempre assim entre a gente, não é? – Xionara diz fria – você nunca está disposta a me deixar uma segunda opção.
- Esse é o meu maior prazer Nara – sorrindo satisfeita, Aurora fecha os olhos – esse sempre será o meu maior prazer.
"Morrer pelas mãos de Nara... viver em seus braços e morrer em suas mãos... esse é o meu maior prazer..."
A pressão dos fios em seu pescoço aumentava a medida que a agonia do sufocamento se espalhava em seu corpo e a paz da inconsciência lhe invadia pouco a pouco.
- Não... – uma voz baixinha interrompeu o momento de prazer de Aurora – Não faça isso Xio.
Fraca demais para reclamar pela diminuição de pressão em seu pescoço, mas consciente o suficiente para assistira cena a sua frente, Aurora viu quase com desespero como Sibila havia engatinhado até Hooch e segurado uma das mangas da irmã postiça.
E com aquele simples toque, aquele angustiado toque, as intenções assassinas de Hooch diminuíram um pouco, fazendo com que sua mente conseguisse ver além daquela neblina de ódio que a envolvia.
E apesar de que o objeto de sua proteção e adoração estivesse bem as suas costas, Xionara não teve coragem para olhar em seus olhos.
"Não agora" Hooch se dizia tristemente "não quando estou prestes a me sujar mais uma vez"
- Está tudo bem Hooch – a voz chorosa de Sibila mostrava que a menina de cabelos castanhos finalmente havia cedido aos seus sentimentos – eu estou bem, não precisa fazer mais isso, eu nem chorei... eu juro, juro que não chorei!
As mãos de Hooch tremeram ao ouvir aquelas palavras.
- Como pode dizer tal coisa... – Hooch murmura irritada ainda sem se virar – como pode dizer... ISSO... quando seu rosto está coberto de tantos ferimentos?
"E lagrimas" Hooch complementa mentalmente enquanto volta a apertar os fios no pescoço de Aurora "como pode dizer isso quando seu rosto está encharcado de lagrimas?"
O corpo a sua frente não impunha qualquer resistência ao enforcamento reiniciado, Xionara sabia que aquilo era exatamente o que Aurora estava desejando. E ela não se importou de "presentear" a garota, afinal, era o que Xionara também queria.
-Xio, pare!
Mas não o que Sibila queria.
A pequenina havia resistido bravamente durante todo aquele tempo e não se intrometeu na dolorosa batalha de sua amada.
A viu sangrar.
A viu sofrer.
A viu se torturar.
Mas aquilo ela não queria ver.
A morte que finalmente acabaria com a já tão abalada cordura de Hooch.
Isso ela não queria ver.
"Aurora morreria essa noite, mas você nunca mais seria a mesma Xio" as lagrimas caiam desconsoladas pelo rosto da primeiranista "por minha causa você não seria mais a mesma."
Furiosas, sem nem mais um pingo de seu humor negro, as vozes gritavam desesperadas em sua mente, dizendo que não deveria se intrometer.
Que aquilo deveria acontecer.
A morte não deveria voltar de mãos abanando.
Os olhos assustados de Sibila olham relutantes na direção da setimanista mais velha e sentiu um arrepio percorrer toda sua espinha. Sentado atrás dela estava o tão temido sinistro, seus olhos vermelhos a encaravam com raiva e sua boca não parecia mais conter um sorriso malvado. Ele simplesmente descansou a cabeça no ombro da imobilizada Aurora e rosnou ameaçador na direção de Sibila como se dissesse: "Se afaste da minha presa, humana asquerosa".
Mas teimosamente, Sibila simplesmente ignorava não só a ele, mas também as vozes que agora gritavam tão alto, misturando tantos lamentos um diferente do outro, que nem ao menos conseguia entender uma única palavra. Concentrava-se apenas na manga que segurava.
Mas ao ver que aquilo não havia sido o suficiente para acalmar Hooch, ela larga o tecido e sem maiores reflexões se inclina para frente e abraça o braço de sua querida Xio.
- Por favor Xio... – sua voz era um lamento entrecortado – pare...
- Me solte – sem ainda desviar os olhos para sua irmã, desta vez foi a vez de Hooch soar suplicante.
- Não – Sibila apertou mais forte o braço de Xionara, que mais uma vez afrouxou os fios no pescoço de sua vitima. – não fira mais ninguém, não mate mais ninguém... não se fira mais.
Ao ouvir aquelas palavras, Hooch aperta mais suas mãos, não com a intenção de aumentar a pressão ao redor do pescoço da garota a sua frente, mas para suprimir os sentimentos confusos pela outra menina as suas costas.
Uma sombria mistura de vergonha e raiva.
"Não fira mais ninguém"
Vergonha por ter pela primeira vez os olhos de Sibila como expectadores de um de seus assassinatos, desta vez ao vivo.
"Não mate mais ninguém"
Vergonha por não ter conseguido evitar que sua amada profetiza fosse agredida por aquela maníaca.
"Não se fira mais"
Vergonha por sempre estar coberta de sangue nos momentos em que mais precisa abraçar aquele corpo miúdo atrás de algum alento.
"Não mate mais ninguém."
E raiva...
"Não fira mais ninguém"
E raiva...
"Não se fira mais"
E raiva por...
Guiadas pela dor e rancor de sua dona, as mãos de Hooch puxam mais uma vez os fios de aço com a intenção de sufocar Aurora.
- Por que? – Hooch sente as palavras que a muito tempo estavam engasgadas em sua garganta saírem de sua boca, envoltas por uma camada de ressentimento – por que só agora? – "Não diga isso" Xionara gritava para si mesma em sua mente – Não é como... – "Não! Se eu digo isso só vou conseguir ferir mais a Siby" a albina se continha o máximo que pode mas... – Não é como se já não tivesse me assistido matar mais de uma vez.
... aquela torrente de palavras amarguradas tiveram que sair.
Aquelas não eram as palavras que ela queria dizer para Sibila
Aquelas eram palavras que ela queria poder engolir e nunca deixar que saíssem de sua boca.
Palavras que queria esquecer que um dia brotaram de seus lábios.
Esquecer que nasceram de sua cansada mente.
Mas não podia.
Não podia esquecer.
Todo aquele tempo, desde que começou a aceitar os serviços de assassinatos, Hooch se perguntava a cada minuto de seu dia se sua amada Siby havia assistido as atrocidades que cometia.
Se ela viu a facilidade com que dava fim a vida de outra pessoa.
Se ela viu o sangue que impregnava suas mãos.
Se ela viu seu olhar frio a cada missão.
Se ela viu...
Se ela viu...
"Se ela me viu abandonar pedaço por pedaço partes de minha alma"
Mas sempre que se encontravam no dia seguinte Sibila nunca demonstrava que havia visto coisa alguma, não hesitava, ou desviava seu olhar, simplesmente agia como se nada estivesse fora do lugar.
Mas ela sabia.
Ela via.
Hooch tinha certeza.
Sibila via.
Sibila havia assistido uma a uma das mortes que provocou de camarote e simplesmente agia como se não tivessem acontecido.
Como se aquilo fosse normal.
Mas não era.
Não era certo fazer aquilo com Sibila.
Não era certo dizer aquelas palavras.
Hooch não era uma ignorante sobre a maldição da irmã, ela sabia que não apenas uma descendente de Cassandra, mas qualquer profetiza de qualquer natureza, negra ou branca, não pode contrariar as suas próprias profecias, elas não podem simplesmente tentar mudar o futuro que vêem.
Era algo como um conformismo mais que psicológico, era quase biológico.
Algo entranhado em cada nervo da profetiza que a impedia de sequer cogitar a ideia de ir contra qualquer coisa que ela prever.
Por mais desastrosa que fosse.
Aquelas que tentavam normalmente enlouqueciam, ou ao menos enlouqueciam mais cedo que o normal para pessoas de sua isso para Sibila era apenas aumentar uma carga que ela mal conseguia manter.
Mas mesmos assim...
Mesmo assim...
- Por que só agora? – a dor e o arrependimento se uniram em uma fria valsa no coração da mercenária – por que não antes? Depois de tudo o que fiz, depois de tudo o que você me viu fazer... depois de eu me sujar tanto... depois...
A confusa relação sexual dela com Aurora também foi fruto da insegurança que o silencio que Sibila havia plantado em seu coração. Sentindo sua alma suja, ela não colocou muita resistência quando a adolescente negra também quis se apossar de seu corpo, o prazer do sexo apesar de meio asfixiante para seu espírito, anestesiava o suficiente os pensamentos confusos de culpa de sua mente.
Só que mesmo sua relação com Sibila não sendo carnal, ou nem ao menos oficial, Xionara não pode deixar de se sentir uma traidora. Seus sentimentos pela irmã já haviam atravessado a linha do amor fraternal a tanto tempo que nem ao menos conseguia enganar a si mesma.
Ela havia traído a Sibila.
Ela havia traído a sua amada profetisa.
E principalmente havia traído seus próprios sentimentos
Mas aquele seria apenas mais um pecado entre tantos.
Apenas mais uma sujeira em meio a tanta imundice.
Ao menos era o que Xionara acreditava.
- Xio... – Sibila larga o braço dela e abraça suas costas – Xio, você não está suja – seu rosto descansa nas costas de sua tensa irmã postiça – Uma pessoa realmente suja não lamentaria pelos pecados que comete, alguém que se martiriza tanto nunca poderia se sujar. – em uma atitude inocente, mas que fez Hooch se arrepiar toda, Sibila beija a nuca a sua frente com a intensão de consola-la – e mesmo que estivesse suja, sujeira pode ser limpa simplesmente com água. Permita que eu seja a sua água Xio, eu serei a agua que limpará suas mãos e seu coração.
Tremula, Hooch sentia suas mãos fraquejarem, e aos poucos irem soltando os fios de aço, deixando cair no chão aquelas armas mortais e sem pensar duas vezes se vira e ainda de joelhos abraça sua Sibila.
Queria abraça-la, apesar de estar coberta de sangue.
Queria abraça-la, apesar de cheirar a morte.
Queria abraça-la, mais do que tudo queria abraça-la, mesmo não se achando digna, queria abraça-la.
"Por que só aqui" Xionara pensa apertando forte o corpo quente e receptivo de Sibila "eu consigo me sentir pura mais uma vez"
Ignorada mais novamente por sua Nara, e quase sem forças, Aurora já nem ao menos conseguia enxergar direito, tão próxima estava a inconsciência de sua mente. Mas sem ser o alvo das atenções de Xionara, Aurora sentiu algo ferver em sua mente, a despertando e afastando um pouco da sua fraqueza.
"Não... não me ignore... não me ignore..." movendo mais do que qualquer um esperaria de seu desgastado corpo, a menina desliza a mão no piso e pega um dos fios que Xionara havia largado.
"Não por ela... não me ignore..." sabendo das poucas chances de sucesso que teria, dado o tanto de sangue que seus ferimentos lhe privavam, Aurora sorri com gosto, talvez morresse, e já que não seria pelas mãos de Nara, seria com as mãos nela.
Seria matando ela.
Em um ultimo e feroz ataque, Aurora firma o fio em sua mão e se joga para frente tendo como alvo o pescoço de Xionara.
"Vamos dançar uma ultima vez Nara" Aurora pensou insanamente "Uma ultima dança antes de nos reencontrarmos no inferno"
- Expulso! – uma voz quase desesperada grita do lado de fora da sala, e nem a porta termina de se fazer em pedacinhos em uma mais que exagerada explosão um novo feitiço é recitado, mas dessa vez com uma raiva fervente em cada silaba – EXPELLIARMUS!
O feitiço cruza o recinto indo com tudo na mão da ensandecida setimanista, lançando os fios para longe sem falar do corpo de Aurora que foi arremessado para longe das duas irmãs e caindo desengonçado, como se fosse uma boneca de pano.
Na porta, ainda um pouco descrentes com a cena que presenciavam, o grupo de Harry parecia se dividir entre aqueles que queriam chorar e os que queriam matar.
Adivinha em que bando estava Severus Snape.
O mago sextanista, ainda mantendo a varinha erguida mesmo após o feitiço que lançou, tinha sua face contorcida em uma mascara de repulsa. Seus olhos, ainda cravados no corpo caído de Aurora pareciam dispensar qualquer clemência. E quando sua boca se abriu para que um feitiço nada agradável saísse por seus lábios a mão de Harry se ergue e com gentileza cobre a de Severus, fazendo o aparentemente mais velho se deter.
Severus olha para Harry com um olhar interrogativo e o moreno simplesmente respondeu.
- Não acha que temos coisas mais importantes para nos preocupar? – a voz do fundador era controlada, mas para bons observadores como Severus poderia se notar pequenas pontadas de irritação.
Focando desta vez seus olhos negros em outro ponto da sala, Severus sente o coração apertar ao ver as duas irmãs ainda sentadas no chão, mas diferente de antes, Xionara abraçava Sibila não em um abraço carinhoso, mas em um estranho, onde a pequena se contorcia e gemia muito.
- O que está acontecendo com ela? – Severus pergunta preocupado.
- Abaixe essa varinha e vamos descobrir – Harry diz em um tom que não admitia replica.
Apesar do estranho comportamento de Harry, mantendo um frio controle sobre os de mais, todos se dirigiram na direção das duas irmãs.
Sibila não conseguia mais pronunciar nenhuma palavra, a dor em todo o seu corpo era quase enlouquecedora. As vozes em sua mente gritavam histéricas mandando, implorando e ameaçando matar a dona da confusa mente se ela não deixasse o curso do destino seguir seu caminho.
- Ela está lutando – Harry se abaixa próximo das irmãs e com um pouco de dificuldade cobre a testa de Sibila com sua mão – lutando contra si mesma.
- Como assim? - Xionara lutava para conter a irmã que tremia muito.
- Eu já explico – Harry, retirando a mão da testa de Sibila, sorri com empatia para a preocupação nos olhos de Hooch – Severus, pode pô-la para dormir, por favor?
O futuro grande pocionista nem ao menos pensou duas vezes antes de mais uma vez erguer sua varinha e dizer quase com carinho.
-Estupore
A pequenina ao ser atingida pelo feitiço adormece, mas mesmo inconsciente ela continuou a se debater levemente, contorcendo sua face adormecida em expressão de dor.
- O que ela tem? – Hooch abraçou mais forte a irmã
- Eu disse que vou explicar – ainda abaixado do lado das amigas, Harry segura no braço de Xionara – mas primeiro deixe ela "respirar".
Mandar uma das mercenárias mais requisitadas de Hogwarts fazer qualquer coisa enquanto ela está em um de seus estados de espírito mais instáveis não é um ato que muitos considerariam inteligente, mas a calma na voz de Harry misturado com a preocupação apenas fizeram com quem Hooch piscasse repetidas vezes antes de afrouxar o forte abraço que submetia a sua inconsciente irmã.
- Bom – Harry sorri para Hooch e ainda ao seu lado se senta no chão, assim como Luna que começou a acaricia o rosto da amiga – Xionara, eu sei que com a condição de sua irmã, você mais do que ninguém deve ter pesquisado em mais do que uma pilha de livros sobre a natureza de sua maldição. Mas agora você está tão nervosa que mal consegue pensar direito, por isso parece não está percebendo o que está acontecendo com a Sibila.
Essa longa introdução pareceu apenas deixar os outros presentes mais ansiosos e irritados pela enrolação de Chris, mas o moreno sabia o que fazia, depois de um momento tão intenso, onde seus nervos foram testados até o seu limite, a voz calma de Harry fazia o coração de Hooch bater cada vez mais calmo.
Era a voz das costas que "a carregavam"
Era a voz daquele que a aceitou mesmo coberta de sangue.
Era a voz de seu amigo.
- Xionara – a mão dele volta a tocar com confiança o braço da amiga – A Sibila teve uma previsão, não teve? Algo que deveria acontecer nessa sala, mas que ela impediu – o olhar de Harry agora era preocupado – pelo cenário a minha volta, uma das duas esteve prestes a morrer, mas algo impediu a pessoa que mataria de seguir o seu processo. Isso é importante. Quem das duas iria morrer?
Xionara parecia ainda não estar pensando totalmente direito, apenas apontou com a cabeça o corpo de Aurora caído.
Harry quase suspirou aliviado com a resposta.
- Foi a Sibila, não foi? Foi a Sibila que te impediu.
- Como você sabe?
- Por que só isso faria ela ficar nesse estado.
- Como... o meu deus... – os olhos de Hooch se arregalam quando sua mente finalmente clareou e a compreensão a golpeou como se fosse uma marreta – Ela previu a morte de Aurora por minhas mãos e agora está sofrendo as conseqüências! Siby, sua idiota!
- Consequências? Mas que raios de consequências? – Fenrir se intromete na conversa, irritado – algum dos dois poderia fazer o favor de falar a minha língua? Porque eu não tô entendendo nada por aqui! Por que a Siby ficaria assim apenas por evitar que aquela vadia morresse?
- Também não entendo – Severus também entra no assunto, apesar de em uma maneira bem menos exaltada – visões não são como profecias, elas podem ser bem mais facilmente burladas. Por que ela tem que sofrer qualquer coisa apenas por a visão que ela teve não ter se realizado?
Com exceção de Hooch, Harry parecia ser o único naquela sala com conhecimento sobre a maldição de Sibila, já que em seu mundo teve que estuda-la em uma de suas matérias do curso de aurologia. Por isso, com paciência, o moreno esclarecia com o pouco que sabia daquele pequeno mistério.
- Ela está sofrendo assim, por que a visão dela não foi burlada por qualquer um – Harry explica – mas burlada por ela mesma. Profetizas não podem simplesmente sair por aí alterando aquilo o que vêem.
- Por que não? – Fenrir ficava cada vez mais ansioso e isso fazia que sua voz se tornasse mais e mais irritada.
- Por que seria o mesmo que um artesão que forja uma espada enterra-la em sua própria barriga. Qualquer um que as ouvir podem alterar as visões de uma profetiza, mas ela mesma não pode, se ela tentar a sua própria mente se vira contra ela. Deveria ser quase impossível para a Sibila sequer pensar nisso, sua mente deveria ter barreiras que a impedissem de sequer cogitar a ideia de alterar suas próprias previsões, mas mesmo assim ela as burlou...
- Tudo para que eu não a matasse. – Hooch complementa mentalmente "tudo para que eu não matasse mais" – tudo... por mim...
-O pior já passou – Harry diz sem tirar os olhos da inquieta Trelawney – impedir a morte de Sinistra deve quase a ter levado a loucura, sabe-se lá o que deve ter se passado na cabeça dela, ouvi falar de profetizas que quase enlouqueceram tentando alterar suas visões. Mas agora que ela já conseguiu, sua mente deve serenar aos poucos.
- Ela não parece muito serena para mim – Severus resmunga, preocupado com a inquieta pequena.
- Efeitos secundários, ela deve estar tendo alucinações muito fortes. Mas logo passará
- Logo quando? – Xionara parecia a beira das lagrimas.
- Logo – Harry apenas responde e olha para Severus – Severus, você ainda se lembra aonde fica o meu estoque de poções no terceiro piso? – tendo como resposta uma inclinar de cabeça afirmativo ele prosseguiu – então por favor, vá até lá e traga alguma poções para reposição de sangue, reconstitoras de ossos... hn... Acho que algumas para as juntas e cicatrizantes – se em algo Harry era definitivamente bom era em montar um "kit pós-desastre". – Ah, e traga também uma poção para dormir sem sonhos, apesar de ela já estar dormindo, com essa poção a Sibila vai se livrar de boa parte das alucinações. – sabendo os efeitos que suas próximas palavras causariam, o moreno mais baixo as diz com extremo tato – Com exceção da ultima traga poções o suficiente para três pessoas.
- Três? – Severus pergunta seco lançando um olhar rápido em direção a Aurora para depois voltar a encara Harry – você quis dizer duas, não?
- Eu quis dizer exatamente o que eu acabei de dizer – Harry responde no mesmo tom.
Os dois rapazes de cabelos negros se encaram por alguns segundos antes de Severus fechar os olhos e soltar um longo suspiro.
- Que seja – Severus diz meio contrariado antes de se virar para partir.
Assim que Severus deixou a sala, Harry não ficou mais tranquilo, pois sabia que ainda tinha outro pequeno fator que ameaçava a vida de Aurora naquela mesma sala.
-Fenrir, aonde você pensa que vai?
O lobisomem mal deixou Severus sair e já começou a se dirigir na direção da semi-consciente setimanista, e seus olhos não prometiam nada de bom.
- Adivinha – sua voz soava como uma garantia de muita dor alheia.
- Fenrir – se levantando em um pulo Harry corre para o lado do amigo que quase chegava em Sinistra. – Pensa um pouco.
- Pensar? Acredite, eu já pensei, não sabe o quanto eu pensei em como o pescocinho daquela desgraçada se encaixa direitinho entre meus dedos. Se bem que talvez para que se encaixe realmente direitinho eu tenha que apertar um pouquinho – Fenrir olha para Harry com os olhos quase em chamas – ou talvez não tão pouquinho.
- Fenrir! – Harry segura o braço do amigo o fazendo parar, e acredite, dado a diferença de forças e motivações não era uma tarefa fácil – Fique longe dela!
- PARA QUE? – Fenrir arranca seu braço da mão de Harry e se vira furioso – PARA QUE VOCÊ POSSA BRINCAR DE ENFERMEIRO COM ESSA VADIA PASSANDO POMADINHA NAS FERIDAS DELA DEPOIS DELA TER...
- SE CONTROLA, TÁ LEGAL? – Harry grita tão alto quanto o sextanista, o fazendo se calar. –só... – o moreno suspira e tenta acalmar o próprio espírito – só se controla.
A mão de Harry tremia de vontade de meter um soco na cara de Fenrir e puxá-lo de volta ao belo e colorido mundo da lógica e da razão, e se fosse qualquer pessoa no lugar do lobisomem, talvez a cara da criatura já tivesse sido partida em duas pelo temperamental moreno de olhos verdes.
Mas apesar de ser isso que o momento pedia.
Não era aquilo que o amigo necessita.
- Tudo vai ficar bem – Harry abraça o corpo tremulo de ódio de Fenrir – não tenha medo meu amigo, basta de pessoas com medo nessa sala, preciso de alguém forte para me ajudar aqui.
Fenrir sentia a cólera flamejante que queimava cada parte de seu corpo esfriar lentamente ao contato de Harry sem falar daquela voz suave ao seu ouvido. E aos poucos a raiva foi revelando sua verdadeira natureza.
Frustração.
- Me deixe matá-la – Fenrir retribui o abraço descansando o queixo no pescoço do mais baixo enquanto fazia aquela sinistra suplica – por favor, me deixe matá-la.
Era de cortar o coração.
Nunca um pedido havia atingido tão fundo o coração de Harry.
Nunca o desejo tão profundo pela morte de alguém lhe comoveu tanto.
Ainda mais quando quem o comove é o próprio assassino.
- Não posso Fenrir, não seria justo.
- Justo? – Fenrir pergunta indignado, mas sem se soltar de Harry, na verdade ele o apertava mais como se isso fosse a única coisa que o impedisse de pular na garganta da mercenária, o que de fato realmente era – o que diabos é justo então? – Harry quase sufocava com o forte abraço do amigo, mas nem por um segundo tentou afastá-lo – ela do nada vir e detonar a Siby é justo? Ela quase matar a Xionara na frente da nanica é justo? Pois bem Chris se você acha isso justo deixa eu te dizer o que eu acho justo – Fenrir levanta a cabeça para encarar Harry olhos nos olhos - Eu poder fatiar a desgraçada como se fosse um salame ao meu ver é algo mais que justo!
Seus rostos estavam quase colados, e Harry podia ver cada pequeno detalhe do belo e transtornado rosto de seu amigo. Fenrir era uma jóia bruta, apesar de sua aparência externa ser mais polida que a do Fenrir de seu mundo original, por dentro ambos pareciam ter algo em comum.
Não tinham noção de como lidar com sentimentos humanos.
Confuso, frustrado e perdido, Fenrir havia crescido sem grandes contatos afetivos durante toda sua vida desde a morte de seus pais, o único elo afetivo que havia tentado formar muito distorcidamente foi o com o relutante Remus, e agora, quando duas das poucas pessoas que ele começara a sentir carinho estão seriamente feridas na sua frente ele não sabia como reagir.
Ódio era um sentimento familiar.
Tristeza era quase uma irmã.
Frustração já havia se tornado uma segunda pele.
O rapaz simplesmente não tinha base para agir de maneira racional naquele tipo de situação, ninguém lhe ensinou a desenvolver uma base para isso.
Bem, então Harry seria essa base.
- Não é justo, nada do que aconteceu aqui foi justo, meu amigo – Harry mantinha o tom alentador – mas matar aquela garota agora, depois do gigantesco esforço que Sibila fez para que isso não acontecesse, para mim, seria a coisa mais injusta de se acontecer nessa noite.
- Siby não queria que XIO a matasse, se eu...
- Sibila não queria que algum importante para ela matasse por sua causa – Harry o corrige forçando Fenrir a olhar em seus olhos – e é exatamente isso que vai acontecer se você for lá agora e por fim na vida dessa miserável.
- Eu não sou...
-Você é importante para ela, assim como é importante para mim, como é importante para todos nós – Harry sorri –nunca se esqueça disso, "meu irmão".
Irmão...
A conversa da noite de quarta feira foi reavivada apenas por aquela pequena palavra.
Irmão.
Aquilo foi o golpe de misericórdia para Fenrir e cedendo aos apelos de Harry ele deu as costas para a garota desprezível e se focando no que realmente importa se senta ao lado de Luna e a ajuda a limpar o sangue de suas amigas.
Após alguns minutos de sua partida, tão poucos que havia sido obvio o quão rápido Severus correu entre escadarias e corredores com a imagem de suas amigas feridas na mente como combustível, o rapaz de olhos negros mal pode acreditar em como a atmosfera da sala havia mudado em tão pouco tempo.
Hooch finalmente havia abrido mão do corpo inconsciente de Sibila, e enquanto Harry revisava o corpo da setimanista, a primeiranista sombria descansava ainda inquieta, mas desta vez no colo de Luna que murmurava palavras de apoio a amiga enquanto acariciava os fios castanhos da profetiza. Fenrir se mantinha quieto e um pouco mais tranquilo que da ultima vez que Severus o viu, ele se limitava a evitar a olhar na direção da inconsciente Aurora e manter uma conversa quase que descontraída com Hooch.
"Como você faz isso?" Severus mantem seus olhos presos no sereno Harry que esticava o braço de Hooch checando suas articulações "como sua presença pode mudar o espirito de tantas pessoas?"
Ao ver de Severus, tanto ele quanto Fenrir já teriam desmembrado a repugnante jovem de dezenove anos a muito tempo se Harry não tivesse presente.
Assim que Severus destruiu a porta daquela sala, toda a postura de Harry havia mudado, antes ele parecia tão desesperado quanto qualquer um deles, mas assim que ele pôs os olhos no cenário geral a sua frente, foi como se toda a calma e escrúpulos que havia sido expelido para longe de cada pessoa daquele grupo durante a corrida desesperada que haviam acabado de fazer tivesse se apossado de seu corpo.
Seus gestos.
Sua voz.
Sua postura.
Seus olhos.
Harry podia ter a aparência de um rapaz de quinze anos e o físico menos desenvolvido dos três rapazes, mas definitivamente, no momento que ele abriu a boca dentro daquela sala ele não falava mais como um rapaz de quinze anos.
Ele falava como o jovem adulto que realmente era no alto de seus vinte e cinco anos.
Mais que isso.
Ele falava como um verdadeiro líder.
Contendo os impulsos ao seu redor, guiando seus companheiros na escuridão do ódio, os acolhendo na inconstância do medo...
Os consolando
Os repreendendo.
Os entendendo.
"Chris, você se tornou um líder quando mais precisamos" Severus reconhece se contendo muito para não deixar que seus lábios esboçassem qualquer sorriso "parece que não só em seu mundo, mas aqui também existem pessoas que precisam de você... precisam..." Harry sorri de uma piada que Fenrir solta e que de Hooch arrancou uma gostosa gargalhada "eu preciso. Definitivamente eu preciso de você".
Ao notar a presença silenciosa de Severus, Harry ergue a cabeça em sua direção e sorri, se levantando em um pulo e caminhando na direção do moreno aparentemente mais velho.
"Merlin" totalmente ciente de seus sentimentos e de sua real natureza Severus lutou bravamente para não corar "Que diabos! Isso que estou sentindo... exatamente agora, e cada vez que o vejo... isso... isso só pode ser... amo..."
- Nossa, acho que você deve ter quebrado algum recorde de velocidade dessa vez Severus – Harry graceja e bate de leve no peito do outro, em sinal de camaradagem.
- Trouxe tudo o que pediu – se recompondo das atuais conclusões Severus aponta com a cabeça os vários francos que carregava nos braços – poções para sangue, ossos, articulações, para dormir sem sonhos e acrescentei alguns revigorantes e energizantes alem de algumas bandagens, achei que seria útil.
- Com certeza.
- E... – Severus o encara sério – apesar de trazer o suficiente para TRÊS pessoas, espero que não tenha a ilusão de que eu...
-Eu cuidarei dela – Harry responde a questão de forma compreensiva – não se preocupe, apenas, enquanto isso, aplique as poções nas meninas.
Severus não retrucou a isso, simplesmente deu a Harry a parte dele das poções e se dirigiu as suas amigas.
Cuidando dos ferimentos da setimanista de pele escura, talvez com mais cuidado do que seus amigos recomendariam, Harry retirou boa parte da roupa rasgada e ensanguentada, limpou cada ferida e as enfaixou. Logo em seguida entornou em sua boca boa parte das poções que Severus lhe entregou.
Mas apenas uma parte.
Ele nem ao menos pensou em administrar as poções energizantes.
Harry precisava dela viva, não ativa.
Satisfeito com o resultado geral de seu serviço, o moreno respirou fundo e se preparou psicologicamente para o "showzinho" que iria iniciar. A arrastando para perto de uma parede, Harry a sentou no chão, e se abaixando perto dela começou a dar vários tapinhas de leve para desperta-la.
Tudo bem, talvez não tão de leve.
- Hunnnf – incomodada pelos não exatamente doloridos, mas bastante incômodos golpes, Sinistra abre preguiçosamente os olhos com uma expressão irritada – heeei – grunhe molemente – já chega.
A contra gosto Harry deteve os golpes, sem deixar transparecer em seu rosto o quanto gostou de tê-los aplicado, na verdade sua expressão era a da mais pura inocência.
- Bem vinda ao mundo dos vivos, Sinistra.
Harry estava começando a se acostumar com o habito de falar com aqueles que um dia já foram seus respeitados professores como certo Q de igualdade. Se bem que a garota a sua frente estava longe de ser a honrada mulher que foi a Aurora Sinistra de seu mundo, alguém fascinante que valia a pena se conhecer.
- O aborto – comprovando suas conclusões aquela palavra foi a primeira coisa que saiu dos lábios de Aurora, logo seguida de uma expressão de nojo. – o que você faz aqui, aborto?
Harry simplesmente ignorou o tom depreciativo da garota e sorriu de maneira amistosa.
- Apenas vim recolher alguma de minhas amigas perdidas, sabe? – sem perder o sorriso, o moreno se aproximou mais de Aurora de maneira que não bloqueasse totalmente a visão de Sinistra para os integrantes da sua casa – parece que elas foram convidadas para uma festinha nada agradável e eu estou aqui para busca-las, espero que não se importe.
A compreensão e a memoria dos acontecimentos recentes invadiram a mente de Aurora, seus olhos negros se cravaram ávidos em Aurora, e uma fúria a invadiu ao notar que a inútil da irmãzinha postiça dela dormia em seu colo. Tentando se levantar Aurora força seu corpo para cima em um movimento inútil que só fez uma onda de dor se espalhar por todo seu corpo.
-Eu não tentaria fazer isso se fosse você – Harry, ainda agachado próximo a menina, descansa o queixo em seu punho fechado com uma expressão compreensiva – apesar de todas as suas feridas estarem estabilizadas e com o processo de cicatrização acelerado pelas poções – pegando a adolescente de surpresa, Harry estende sua mão e com um dedo aperta com força a ferida no pulso direito de Aurora fazendo a garota soltar um grito dolorido e afastar sua mão do dedo do garoto – elas ainda não estão totalmente curadas, sem falar que o seu corpo ainda deve estar bastante fraco, na verdade... – segurando um frasquinho cheio de poção revigorante na frente dos olhos de Aurora, Harry o arremessa do nada no chão com bastante força o espatifando – essa ultima parte eu mesmo providenciei que fosse assim.
Mata-la, diferente do que pregou minutos atrás para seus amigos, não era um fardo muito pesado para Harry, na verdade se não fosse pelos esforços de Sibila tanto ele como Fenrir, graças aos sues instintos demoníacos, não sofreriam grandes sequelas psicológicas com o ato.
Mas mesmo sem a intervenção da pequena profetiza, havia mais um motivo para que Harry não tivesse deixado ninguém matar ou sequer ferir a infeliz a sua frente.
Um motivo bem simples.
- Qual é a sua, abortinho? – um sorriso meio tremulo se desenha na face de Aurora – está tentando me assustar querido? Logo a mim?
- Assusta-la? – inclinando o rosto em uma falsa mascara de surpresa Harry nunca soou tão descarado em sua vida – por que iria querer assusta-la? Não, não, não, tudo o que quero, querida, são algumas respostas, e depois prometo deixar que se recupere tranquilinha.
- Não tenho nada a falar com você, aborto imundo – para pontuar suas palavras, ela cospe no rosto de Harry – minha conversa é apenas com a Nara.
Bastou sentir a sensação gosmenta em sua bochecha esquerda para pressentir algo nada de bom. Sem nem ao menos se virar para seus amigos para saber que eles haviam tomado as suas dores e se preparado para partir para o "combate" ele simplesmente estica o braço como se dissesse "fiquem onde estão" e desta vez, sem necessidades de palavras, os dois rapazes se detiveram, confiando mais uma vez na liderança de Harry;
- Que pena – O moreno diz sem perder a pose agradável, secando o cuspe com as costas da mão ele solta algo que era parte blefe, parte verdade – por que a única coisa que te mantem viva nesse exato momento é o fato de que tem algumas coisas que eu adoraria te ouvir falar.
- Viva? HÁ! Você está me ameaçando? – Aurora solta uma exagerada gargalhada – você não é desafio para mim, aborto, acha mesmo que alguém como você pode me... aaaaaaah! - interrompendo o debochado discurso da arrogante setimanista, uma forte dor na sua mão fez Aurora praticamente voltar a ficar inconsciente.
Ainda com os olhos brilhando de simpatia e gentileza, Harry havia se levantado e com um passo para frente pisou com tudo na mão esquerda da garota que descansava no chão, a mesma que tinha o pulso perfurado. A dor arrancou lagrimas dos olhos de Sinistra.
- Ameaça? Por acaso eu estou usando algum tom ameaçador aqui? – Harry gira com força o pé fazendo o som de ossos se quebrando ecoarem por todo o recinto. – acredite, eu ainda nem comecei a soar ameaçador, benzinho. Por isso eu sugiro que você comece a colaborar por aqui, caso o contrario – a face de Harry se fecha em uma mascara séria e implacável – com PRAZER eu te mostrarei o por que se deve ME temer.
Abrindo a boca para retrucar, mas ainda sentindo a dor excruciante em sua mão praticamente pulsar por todo seu corpo, a setimanista se cala, abaixa a cabeça, e murmura.
-Cai fora daqui, aborto – não tão arrogante quanto antes, ela pela primeira vez soou sincera – não sou burra o suficiente para trair o meu contratante, ninguém desse colégio seria.
- Bem – Ainda com o rosto sério, Harry ergue a palma de sua mão e a aponta para Aurora – então parece que terei de "torna-la uma pessoa burra o suficiente".
Antes que qualquer um no recinte pudesse entender seu ato, Harry ergue a outra mão na altura da sua nuca e destravando o colar que tinha em seu pescoço o deixa cair no chão. Se concentrando na sua outra mão erguida, o moreno murmura um encantamento que um dia jurou nunca mais usar de novo.
Um raio lilás sai de seus dedos e golpeia com tudo a cabeça de Aurora, a fazendo bater contra a parede.
FVQP
Devido ao impacto, a menina fecha os olhos atordoada e a escuridão momentânea em que caiu foi tão profunda que até mesmo se perguntou se não ficou alguns minutos inconsciente. Quando voltou a abrir os olhos, e sua mente começou a pensar com mais clareza, finalmente pode se perguntar o que diabos foi aquilo.
O garoto a sua frente não era um aborto?
O que ele acabou de fazer não foi um feitiço? Mais que isso! Não foi um feitiço sem varinha?
E se por acaso foi, que diabos de feitiço foi aquele?
Antes que qualquer resposta lhe fosse dada, um chute repentino jogou sua cabeça para o lado.
-Ops! Você já estava acordada? – na sua frente Harry pergunta novamente com aquele tom dissimuladamente inocente – jurava que ainda estava dormindo, e como aparentemente tapinhas demoram muito para te fazer acordar...
- Imbecil! – a garota cospe um pouco do sangue que aquele chute arrancou de sua boca – Vai te...
- hã, hã, hã – Harry a corta balançando o dedo negativamente – vamos parar de perder tempo com elogios desnecessários, como disse antes, eu tenho muuuuuito a lhe perguntar, e eu espero que você tenha muuuuuito a me responder, por que se não..
-Se não o que, aborto? – Aurora estreita os olhos tentando não se intimidar.
- Se não... – Harry se abaixa novamente ao lado de Sinistra e ainda sorrindo, pega uma de suas mãos, e sem aviso... CREC... quebra o dedo mindinho da aparentemente mais velha, arrancando um grito de dor da incrédula garota – isso irá acontecer mais e mais vezes.
Tremula, Sinistra sentia lagrimas se acumulando nos seus olhos e as palavras fugirem de sua boca disformes, semelhante a grunhidos, em meio a dor.
- Bom! – Harry aumenta seu sorriso e desliza seus dedos ágeis do dedo inutilizado de Sinistra para o próximo – vejo que conseguiu absorver bem as possíveis consequências de me decepcionar nessa nossa conversinha.
-Nh...gh... – Sinistra apenas grunhi.
- Hó, eu também recomendo que tente fazer um esforçozinho para responder as minhas perguntas, por que se não... –CREC, outro dedo de Sinistra é quebrado.
-AAAAAH!
-Se não você terá que sofrer as consequências de me decepcionar. – deslizando seus dedos para o próximo dedo, os olhos de Aurora se esbugalharam ao acompanhar aquele movimento, temendo o próximo "ataque" – e eu odeeeeio me decepcionar.
Apesar da dor que pulsava em sua mão, Sinistra estranhamente não conseguia puxa-la para longe do moreno, na verdade nenhuma parte de seu corpo respondia, será que era aquilo que se tratava o feitiço de minutos atrás?
Desviando seus olhos do moreno sádico a sua frente, ela olha na direção onde estavam os amigos de Harry antes, mas nenhum deles estava lá.
Quando eles deixaram a sala?
Como ela não percebeu?
Seus olhos, turvos pelas lagrimas de dor se voltam para a mão segurada por Harry, e algo chama sua atenção.
"Essa não era a mão em que meu pulso estava enfaixado?" ela estranha ao alem de não ver nem sombra de bandagens, não ver qualquer sinal do ferimento que Hooch fez.
"Mas como isso é possiv..."
- AAAAAAH! – Ela volta a gritar ao sentir seu dedo médio sendo quebrado.
-Sabe? Quando eu falo com as pessoas gosto que mantenham toda sua atenção em mim, eu acho isso algo bastante justo – deslizando mais uma vez seus dedos para sua próxima vitima, Harry solta um suspiro decepcionado – eu ainda nem comecei a fazer as minhas perguntinhas e os dedos de uma de suas mão já estão quase acabando. Francamente, bem que você poderia ser mais cooperativa, né Sinistra? – mas tudo bem – seu sorriso de repente ganhou um ar sinistro que fez Aurora tremer mais do que com as dores em sua mão – temos uma noite loooongaa pela frente, e não só você tem mais uma mãozinha intacta, como também dois pezinhos que podem perder um, dois ou quem sabe todos os dedinhos. Quanto você calça Sinistra? 36? 35?
O medo começava a se apoderar da menina. Sozinha e vulnerável, a dor em sua mão e as palavras frias de Harry arrancavam tremores de seu corpo como nunca aconteceu antes em toda a sua vida.
- AAAAAAAH! – Sinistra grita ao sentir mais um dedo ser quebrado.
-Eu fiz uma pergunta e acredite, não era uma retórica, minha cara, pensei que as regras do nosso joguinho já estivessem bem claras – os dedos de Harry já haviam deslizado para o dedão de Sinistra quando repetiu sua pergunta. –Quanto você calça?
- tri...trinta e seis – responde tremula.
-AH! Viu? Não é tão difícil. Trinta e seis... – o rapaz parece fazer alguns cálculos de cabeça – o que você acharia de calçar 32?
Desta vez sem parecer muito interessado em receber uma resposta a sua pergunta, Harry estica o braço para o lado na direção de uma mesinha que definitivamente na memória de Sinistra não estava lá antes, e retirando um pano branco que a cobria revela uma enorme coleção de objeto desagradavelmente cortantes e afiados, sem falar de varias e varias poções de aparência nada simpática.
Sem precisar olhar para onde dirigia sua mão, Harry a estica com a mesma felicidade com que uma criança esticaria para pegar um pote de sorvete na geladeira e pega algo muito parecido a um alicate e quase com doçura diz sem perder o ar maligno em seu olhos.
- Agora vamos partir para um novo nível na nossa brincadeira – ainda segurando a mão de Sinistra, ele posiciona o alicate mantendo o dedo da garota entre as grossas laminas afiadas – primeira pergunta, quantos de vocês, filhos da puta, foram contratados para atacar os meus amigos na quarta feira.
-Eu não posso contar... – lagrimas desesperadas finalmente caiam dos olhos de Aurora – eu juro... juro que...
- Resposta errada.
TEC!
- AAAAAAAAAAAH!
FVQP
Nenhum dos amigos de Harry conseguiram entender o que estava acontecendo ali.
Em um momento Chris estava todo sorridente com a Aurora, no outro quase esmigalha a mão da garota e de repente do nada, ele tira o colar de proteção do seu pescoço e com um movimento de mão lança sabe-se lá que feitiço em Aurora que faz ela do nada começa a falar sozinha e em seguida começa a gritar feito uma louca.
E gritos nada baixos.
- Reparo Totalus – ainda sem varinha, Harry recupera a porta destruída por Severus para logo em seguida, com outro movimento de mão recitar o feitiço para isolar os sons de dentro da sala.
Tão calmo quanto havia começado sua conversa com Aurora, ele se abaixa para pegar o colar do chão, o coloca em seu pescoço e volta ao lado de seus amigos que o encaravam questionadores.
- O que exatamente você fez com ela? – Fenrir perguntou mais curioso do que preocupado.
- Nada de mais – Harry responde misterioso – apenas estou pegando o caminho mais curto para algumas respostas.
-NHHHGHHHHH – A garota remia e grunhia de tanta dor – CINCO NÓS ERAMOS CINCO!
Severus foi o primeiro a captar a mensagem.
-Você está torturando ela! – definitivamente não era censura o que cada um dos presentes ouviu em sua voz, aquilo estava mais para admiração.
Aurora se contorcia com uma expressão de dor e pavor estampada em cada pedacinho de sua face. Apesar de estar solta, ela se contorcia como se estivesse presa a uma espécie de corda invisível, a prendendo no chão.
- Bom, acho que a idéia geral é essa – Harry ignorava os gritos as suas costas enquanto falava tranquilamente com seus amigos – mas para que o feitiço não a matasse logo de cara eu precisava que o corpo dela estivesse bem o suficiente para recebê-lo sem entrar em choque.
- Por isso não deixou que nós encostássemos nela? – Fenrir pergunta sentindo seu humor voltar aos pouquinhos.
-Era necessário, ela é a primeira integrante do grupo que os atacou que conseguimos colocar as mãos, e já que até onde eu sei vocês não pretendiam apenas "encostar" nela – Harry lança um olhar acusador para Fenrir que nem de longe pareceu se sentir culpado, na verdade ele sorria de orelha a orelha – achei melhor manter as coisas daquela forma, ela de um lado e vocês do outro.
-GHAAAAA! – os olhos da menina quase saltam das orbitas com o grito que solta – EU DIGO! EU DIGO EU JURO QUE DIIIIGO!
- Mas como você está torturando ela? – Xionara olha fascinada como Aurora perde o controle da própria bexiga e começa a se urinar – ela não é uma pessoa exatamente fácil de se "quebrar"
- Não há quem não quebre com esse feitiço – Harry dá entre ombros – ele invade a mente da pessoa e começa uma sessão de tortura onde quem lançou o feitiço está torturando o enfeitiçado, de maneiras...bem... nada agradáveis – Harry torce a cara em uma careta de desagrado, já que mesmo sem saber o que exatamente acontece na mente do torturado, fazia uma leve idéia – essa sessão de tortura segue até o corpo na mente do enfeitiçado ficar todo mutilado, e quando em sua mente ele morre tudo começa novamente até que que tudo o que tem de ser respondido for respondido.
- Isso é horrível – Luna murmura, sem encara seu amigo.
-Eu sei. Mas necessário – Harry suspira afagando a cabeça da pequena – esse é um dos feitiços mais cureis criados em meu mundo, a quarta imperdoável.
- A coisa é tão séria assim? – Xionara se surpreendeu.
- Tomara que seja – Fenrir cantarola sem desviar os olhos da garota que estrebuchava não muito longe dali. – ela merece.
Apesar de não por em palavras, o olhar que Severus e Hooch lançam na direção da desesperada Aurora parecia concordar com a afirmação do amigo.
- É... devo dizer que a idéia geral não era para criar algo desse gênero mas no final... – Harry soou tão constrangido que despertou uma duvida em Fenrir.
- Foi você quem criou esse feitiço? – o lobo, se tivesse um rabo, o estaria balançando alegremente naquele exato momento.
- Não, foi um amigo meu. Ele fazia parte do setor de inteligência do nosso lado na guerra, ele e mais um grupo de pesquisadores desenvolveram esse feitiço para conseguir arrancar informações dos inimigos capturados, sem precisar de recorrer a danos físicos, mas...
- A coisa saiu bem pior do que queriam evitar. – Severus conclui, tentando imaginar a mente desequilibrada que criou tal feitiço.
-Por aí, esse feitiço apesar de não afetar diretamente o corpo, transmite exatamente a mesma dor que se a pessoa fosse mesmo torturada em cada nervo do torturado, isso acarretava um monte de doenças, sem falar dos danos cerebrais, algumas pessoas enlouqueceram no meio dos testes, sem falar dos que morreram.
- Vocês testaram isso em seres humanos? – Luna parecia ficar cada vez mais pálida a cada informação que recebia de seu amigo.
-Era uma guerra, tudo se justifica em uma guerra.
"Tudo", Harry pensa voltando a olhar para a garota que se debatia violentamente, ele não gostava exatamente daquele feitiço, mas também não pode negar que sentiu um pouco de prazer em aplica-lo.
Era um sádico prazer que seres humanos normais normalmente se assustariam em sentir. Mas que no caso de Harry fazia a besta dentro dele sorrir de orelha a orelha.
Já no caso dos humanos normais...
"Eu nunca vou me esquecer da cara do Rony quando descobriu que era o criador da quarta imperdoável" Harry sorri internamente " acho que ele ficou mais branco que leite"
O amigo de Harry, no outro mundo, assim que descobriu o seu feito, foi o primeiro a assinar o documento que proibia terminantemente o uso daquele feitiço em seres humanos ou mágicos.
Um feitiço desumano.
Aquele era definitivamente um feitiço desumano.
Não gostando desse tipo de coisa, mas entendendo os sentimentos de seus amigos mais velhos, Luna decidiu se manter fora do assunto, se concentrando em simplesmente em continuar acariciando os cabelos de sua amiga agra serenamente adormecida.
- E isso vai durar por quanto tempo mais? – Fenrir pergunta.
Harry se aproxima de Hooch e abaixando ao seu lado pede que ela empunhe a própria varinha e responde a pergunta do amigo.
- Vai durar o tempo que acharem ser necessário. Eu vou precisar sair agora – o moreno fecha os olhos ao sentir um nada agradável calafrio – eu já estou atrasado para a detenção com o professor Riddle. Fiquem atentos a cada palavra que Sinistra disser aqui, qualquer detalhe pode ser importante para descobrir a identidade das outras pessoas que os feriram. Quando acharem que não tem mais nada que se arrancar dela basta realizar o contra feitiço.
Por alguns minutos Harry ensinou com paciência o contra-feitiço para Hooch, suas palavras e movimentos. Apesar de quase todos estarem observando atentos, era obvio que as intensões de Harry era deixar claro que a única que deveria quebrar o feitiço quando a hora chegar era a própria Hooch.
Quando já estava satisfeito com sua pequena aulinha, Harry se levantou e se encaminhou a porta. Seguindo os passos de Harry, Severus o acompanhou a saída e o parou ainda dentro do aposento, apenas para trocar algumas poucas palavras antes de deixar o mais baixo sair.
- Deixar o contra-feitiço nas mãos da pessoa que mais quer ver a caveira daquela garota me parece um ato bem cruel. Severus não poupou palavra na hora de botar para fora a sua opinião.
- As vezes os atos mais cruéis são os mais justos – Harry olha para Hooch, que sem desviar os olhos por um segundo da outra setimanista, absorvia a dor de Aurora – Xionara não vai permitir que Sinistra morra, não depois dos esforços de Sibila, mas decidir quanto a outra garota deve pagar em vida me parece um pagamento equivalente ao sofrimento que ambas sofreram.
-Colocando desse jeito – Severus, que também estava observando a silenciosa amiga, agora volta toda sua atenção a Harry, e antes que pudesse deter as próprias palavras perguntou de maneira séria – Você está bem?
Virando seu rosto na direção de Severus, Harry o encara como se perguntasse se ele estava REALMENTE fazendo aquela pergunta para ele. Sorrindo descontraído o quintanista responde:
-Você não acha que está perguntando isso para a pessoa errada? – Harry ri e se move com a intenção de deixar a sala – Tipo, a Xionara deve ter perdido uns mil litros de san...
-Você – Severus interrompe Harry o segurando pelo pulso e cravando seus olhos negros nos verdes de Harry como se dissessem "poupe-me dessa conversa fiada e diga logo o que eu quero ouvir" e depois de uma constrangedora pausa conclui a oração, igual a antes mas com um tom intimidador – está bem?
Harry até mesmo tinha aberto a boca para soltar um novo gracejo, mas desconcertado, o moreno sentiu as palavras descontraídas morrerem em sua garganta. Aqueles olhos negros o perfuravam de uma maneira quase cruel, arrancando cada camada de falsa segurança que o moreno havia se revestido.
Cruel...e doce.
De uma forma cruel e doce o moreno era facilmente desarmado por aqueles olhos.
- Você não precisa estar sangrando para não estar bem – o tom seco de Severus parecia suavizar a cada palavra que ele pronunciava, como se sua voz fosse feita de gelo e que começasse a derreter sob os dois sois verdes cravados no rosto do outro moreno – você antes de qualquer um deveria saber disso.
Um estranho cansaço começou a golpear o moreno mais baixo.
Cada palavra de Severus parecia drenar um pouco das forças que ele havia tão duramente juntado. Mas aquela não era uma fraqueza ruim, era como o cansaço de alguém que havia acabado de correr uma maratona e finalmente conseguiu se deitar em uma cama.
E os olhos negros de Severus eram aquela cama.
A mão que segurava seu pulso era aquela cama.
Sua voz, determinada e ao mesmo tempo preocupada era aquela cama.
Como um porto seguro pode nascer em tão pouco tempo em apenas uma pessoa?
- Vou repetir – Severus achou que já havia dado tempo o suficiente para Harry absorver suas palavras – você está bem?
A mão de Severus parecia emanar agora um tipo diferente de calor, um calor que parecia se espalhar desde seu pulso até o resto de seu corpo, fazendo Harry se perguntar se por acaso ele deixasse seu corpo cair para frente, não só aquela mão, mas todo o corpo de Severus lhe emanaria aquele calor.
"Mas oque diabos eu estou pensando?" Harry se reprime "como eu posso pensar isso, e logo com o Severus"
- Estou – Harry responde resistindo ao impulso de colar seu corpo ao do amigo atrás de mais proteção – agora estou bem.
Desta vez Severus se sentiu satisfeito com a resposta. Mas ao invés de solta-lo pôs a mão em seu ombro, fazendo o mais baixo estremecer de surpresa.
- Você pode ser um mago poderoso Chris, e seus poderes podem já ter voltado – Severus diz ainda sério, apesar de mais aliviado – mas isso não quer dizer que tem que carregar a todos nós nas costas. Se estamos com você não é para que nos carregue, mas que nos apoie, assim como queremos apoiar você.
Fechando os olhos, uma felicidade inocente percorreu o corpo de Harry, e mais uma vez a vontade de deixar seu corpo para frente o dominou, mas assim como antes resistiu.
- Obrigado, Severus – foi tudo o que Harry conseguiu dizer.
Um pouco constrangido com a expressão grata de Harry, Snape afrouxa as mãos que seguravam o moreno e se virando, caminha na direção das amigas feridas.
Vendo boa parte de seus novos amigos reunidos, Harry suspira.
"Eu estou bem" ele se vira para deixar a sala "enquanto vocês estiverem ao meu lado eu estarei bem"
FVQP
Albus Dumbledore tinha um problema.
Bem, na verdade ele tinha váaaarios problemas, mas apenas dois tinham a capacidade de lhe tirar o sono no atual momento.
Um era um problema protagonizado por um loiro de olhos azuis acinzentados e o outro era por um moreno de olhos verdes.
Se algum de seus admiradores idiotas lhe perguntasse no momento se ele estava confiante quanto ao duelo que travaria contra Malfoy, ele provavelmente responderia:
"Confiante? Eu estou simplesmente sentido por esse terrível mal entendido, mas se não tenho outra alternativa, a única coisa que posso fazer é honrar esse lamentável desafio"
Mas se alguém conseguisse arrancar a verdadeira resposta do fundo daquele coraçãozinho negro, iria ouvir algo mais ou menos assim:
"Confiante? Há, como se aquela serpente estúpido pudesse ter qualquer chance contra mim! Antes de ele conseguir empunhar a varinha já vai estar enterrado a sete palmos do chão."
E esse era um dos problemas.
Vencer Malfoy não seria um desafio muito grande para Dumbledore, o dilema era que a vitoria de Dumbledore significava a morte do loiro, e isso iria atrapalhar e muito os seus planos atuais.
Já o problema que envolvia o suposto Harry James Potter era um pouquinho mais complicado.
Desde o ano passado Albus havia começado a sua busca por algo que muitos considerariam inatingível, já que sua localização era quase impossível de definir.
Os quatro núcleos de Hogwarts.
Um colégio da magia normal geralmente tem um núcleo magico. Algo que estabiliza as ondas magicas de um local lotado de jovens magos com suas auras magicas ainda instáveis, sem falar que é esse núcleo que mantem as barreiras de proteção dos estabelecimentos. Mas Hogwarts era diferente de qualquer um desses colégios ordinários, ele não tinha um núcleo magico, mas quatro, cada um criado por um fundador no dia do nascimento do colégio. Outra diferença digna de ser citada é o fato de que esses núcleos, diferente de um núcleo normal, não está materializado em um objeto, esses núcleos são espécies de auras que se escondem dentro do coração de um estudante, e quando esse estudante se forma ele volta a migrar para o coração de outro estudante, e assim por diante. Esse foi um método de segurança que os fundadores criaram para que nem eles mesmos soubessem aonde se escondem os núcleos do colégio, e assim mantê-los seguros.
Mas todo núcleo, pelo menos uma vez a cada século, precisa de uma revisão, por isso foi criado um método para identificar os corações em que estão escondidos os núcleos.
"O caminho dos quatro" esse era o nome do pergaminho que Dumbledore tinha em seu poder, um documento magico que forma uma espécie de esquema para identificar os quatro corações.
Mas mesmo assim não seria uma tarefa fácil.
"O caminho dos quatro" como diz o nome, é apenas um caminho, ele forma um conjunto com uma pena magica que cria quatro listas de alunos potencias de cada casa que poderiam guardar um dos núcleos do castelo no coração, e um catalizador.
O catalizador é a pessoa que testará as pessoas da lista e baseado nesses desafios o pergaminho descobrirá se essa pessoa esconde ou não um dos núcleos.
- E o catalizador da vez não poderia ser alguém mais complicado de se manipular – Dumbledore resmunga olhando o nome de Hardnet no final do papel abaixo das quatro listas.
Ou seria melhor dizer, o nome de Harry James Potter?
O loiro ainda não havia descoberto o mistério por trás desse nome, apesar de pesquisar muito não conseguiu achar nenhum Harry James Potter nas milhares arvores genealógicas da famosa família da luz.
"Mas se ele se chama Harry, Christopher, Marcos ou Fred não é a questão aqui" Albus se repreende e retoma os trilhos de seus pensamentos anteriores "De um lado eu tenho esse tal de Harry, que eu não faço a mínima idéia de como devo usa-lo para que teste, só Merlin sabe como, cada pessoa dessa maldita lista, incluindo Malfoy, e do outro tenho Lucius que é ao meu ver a minha melhor aposta para ser a pessoa que abriga o núcleo de Slytherin, e se eu o mato nesse duelo o núcleo migrará para outro coração e eu corro o risco de quando Malfoy morrer o núcleo ir para alguém que não está na lista atual... isso estragaria tudo!"
Aquilo era definitivamente um balaio de gato dos infernos.
Tão perdido estava em seus pensamentos, Albus quase não nota quando Harry passa bem ao seu lado. Quando Dumbledore se deu conta, o moreno já estava alguns passos de distancia, mas aquela rápida aparicação foi o suficiente para um lampejo iluminar os pensamentos do setimanista.
"É claro!" um sorriso calculista nasceu m seus lábios "basta eu fazer com que um problema resolva o outro!"
Se virando na direção das costas do moreno que se afastavam decididas dele, Albus precisou apenas desses preciosos segundos para esquematizar todo o seu plano maligno. E com uma expressão que já fez mais de um estudante de Hogwarts desmaiar apaixonado, Albus chega finalmente ao lado do moreno que além de não se deter manteve seu ritmo apressado.
Sem se deixar abalar pelo gelo do outro rapaz que apesar de obviamente o notar não o cumprimentou, o setimanista diz?
- Oras, você parece meio apressado hoje, Hardnet.
Harry, apesar de ouvir o setimanista, simplesmente o ignorou e se forçou a avançar apressando mais o passo, mas Albus parecia não se incomodar em igualar o ritmo do moreno.
- Para onde será que está indo? – a voz de Dumbledore ao seu lado soava bastante despreocupada e amigável.
"Não responda..." Harry se pressionava "apenas não responda"
O moreno não tinha provas, mas desde que ouviu as suspeitas de Lucius, sua mente parecia lhe gritar que o loiro, sim, é culpado.
Mas ainda assim não tinha provas.
E aquilo era irritante, por isso, com medo do que poderia fazer o melhor era evitar o rapaz mais alto.
- Será que está indo visitar seu amigo na enfermaria? Ouvi falar que ele está inconsciente desde hoje de manhã.
O moreno apertava as mãos com força, tentando se acalmar e não ceder ao seu impulso de calar aquela voz que o seguia a base de socos.
- Que trágico... – Harry sente uma mão segurar seu ombro, detendo seus passos, e uma voz bem menos amistosa sussurrou em seu ouvido – talvez eu devesse ter pedido a minha amiguinha para maneirar no veneno que injetou em Longbottom.
Bastou isso para Harry mandar tudo para o inferno e sentindo toda a sua razão sendo devorada pelas chamas do ódio, o moreno girou sobre os calcanhares e se liberando da mão que o segurava antes agora era ele que tinha não apenas uma mão mas ambas as mãos em cada ombro de Dumbledore o imprensando contra a parede. As íris verdes de seus olhos agora se tornaram pequenas continhas amarelas de puro ódio.
Dumbledore nunca antes se sentiu tão intimidado como naquele momento, o corpo a sua frente tremia, como se se contivesse para não estraçalha-lo.
Como se aquela frágil figura de um adolescente esguio fosse simplesmente uma espécie de cela que aprisionasse uma fera.
Uma cela prestes a se estraçalhar.
- Maldito – Harry soltou a palavra em um grunhido meio animalesco, suas mãos apertavam os ombros de Dumbledore com tanta força que parecia que a qualquer instantes iam tritura-los – então foi mesmo você.
A dor a que era submetido quase fez Albus perder o controle sobre si e sair do curso que havia planejado para aquela conversa. Mas como bom estrategista, logo conseguiu retomar a frieza de sua mente.
E com um sorriso tão amigável quanto o que usava em seu dia a dia respondeu:
- Quer dizer que já suspeitava de mim? Pensei que era apenas o Malfoy...
- Seu infeliz – Harry a solta um dos ombros de Albus apenas para com sua mão livre cravar os dedos na face do aparentemente mais velho e apertar dolorosamente com a mesma força aquele rosto, como se quisesse fundir seus dedos naquela pele impecável – desfaça o que seja lá diabos que fez com Neville ou eu vou transformar esse seu rostinho em papa com minhas próprias mãos.
Qualquer um no lugar de Dumbledore não teria duvidado das palavras de Harry, ainda mais quando podia sentir os dedos do moreno pressionando mais e mais o seu rosto. E Dumbledore assim como qualquer um não duvidou.
E mesmo assim não temeu.
Afinal, diferente de qualquer um, ele tinha uma carta na manga.
-Se eu fosse você, não faria isso – apesar de ter seu rosto pressionado por aqueles dedos vingativos, sua voz não poderia ter soado mais jovial e relaxada.
-Engraçado – Harry responde ainda mordaz – pois no momento eu não poderia imaginar nada melhor para fazer.
-Jura? Mesmo se isso custasse a vida de seu amiguinho.
Os dedos se detiveram.
- O que?
- Eu disse "Jura? Mesmo..." – Dumbledore ia repetir com um ar completamente debochado.
- EU OUVI O QUE VOCÊ DISSE! – Harry esbraveja para depois voltar a baixar o tom, mas mantendo a mesma raiva – o que eu quero saber é o que diabos que você quer dizer com isso.
O moreno estava tão confuso que mal notou quando afrouxou o aperto de sua mão no rosto do loiro e aproveitando a brecha Albus esbofeteou a mão de Harry do caminho e aproximando seu rosto ao do outro rapaz, murmura:
-Eu quero dizer, que se eu quiser, um simples coma seria o menor dos problemas para o seu amiguinho, Potter.
O sobrenome sussurrado em sua orelha abalou tanto a Harry que toda a força que fazia para prender Albus contra a parede cedeu de vez. E perplexo encara fundo os olhos azuis a sua frente.
Não havia com o negar.
Não havia como blefar.
Albus Dumbledore simplesmente praticamente o absorvia com aqueles frios e decididos olhos azuis.
-Como... – Harry tenta perguntar, mas Albus ergue a mão o detendo de prosseguir.
-Um passarinho me contou... – Dumbledore cantarola descontraído "na verdade uma gralha morta" o rapaz pensa em sua companheira falecida – mas não acho que é com isso que você deveria se preocupar no momento, é?
Harry estreita os olhos, irritado.
- O que você fez com Neville?
- Essa sim é uma boa pergunta! Mas você realmente quer discutir isso aqui? – afastando seu rosto do de Harry, Dumbledore abandona qualquer traço de falsa simpatia em seu rosto - no meio de um corredor que qualquer um pode passar a qualquer momento?
Lançando um olhar assassino para Dumbledore como resposta, Harry simplesmente se restringiu a se calar e seguir o aparentemente mais velho para sabe se lá onde que o setimanista achasse mais apropriado.
Assim que encontram uma das tantas salas vazias do colégio, ambos entram e Albus enfeitiça a porta para que ninguém possa entrar ou ouvir atrás dela.
-Bom, bom, bom – Albus retoma a conversa interrompida – por onde começamos?
- Eu não sei, que tal com você me respondendo o que diabos fez com o Neville – Harry sugere de maneira mordaz
- Eu? – Dumbledore se escora em uma carteira e deixando de lado qualquer mascara mostra sua verdadeira face, uma face malévola – mas se eu não fiz nada. É muito mais fácil simplesmente achar QUEM FAÇA o serviço sujo nesse castelo, com tantos desajustados e magos recalcados loucos para usar um pouco de seu poder medíocre para ferir uns aos outros. – cruzando as longas pernas enquanto seus cotovelos se apoiavam na mesa ele inclina a cabeça de lado, lançando um sorriso cruel – bastou que eu recrutasse menos de meia dúzia de idiotas com algumas poucas promessas e pronto.
Nunca Harry quis tanto esmigalhar o rosto de alguém, e isso queria dizer muito para alguém que já foi o nêmeses de um dos maiores magos das trevas de seu mundo.
Era difícil controlar o impulso de pular na garganta do loiro, ainda mais faltando apenas quatro dias para a lua cheia.
Mas mesmo assim, mordendo o lábio inferior, Harry se conteve o quanto pode.
- E o que um de sua "menos de meia dúzia de idiotas" fez com Neville – a irritação na voz de Harry era quase palpável – você havia dito algo sobre veneno agora a pouco, mas a Srta. Hargreaves não conseguiu identificar nada no organismo do Neville.
- Só por que a enfermeira Hargreaves não identificou nada, não quer dizer que não esteja lá. – apesar de se deliciar com a confusão estampada no rosto do quintanista, Albus explicou –Já começo lhe avisando, que o veneno injetado em Longbottom é um que em circunstancias normais matariam sua vitima em menos de uma hora, a única coisa que o mantem vivo é o fato de que a pessoa que o envenenou mantem uma espécie de controle sobre esse veneno, podendo manipular de onde estiver a substancia no corpo de seu amigo. Por isso, por mais que a enfermeira Hargreaves procure, ela nunca vai achar nada enquanto essa pessoa que controla o veneno assim o quiser.
Harry nunca havia ouvido falar de tal habilidade, e algo lhe dizia que o maldito loiro a sua frente não estaria muito disposto a lhe dar o nome, ano e casa da dita pessoa para que Harry lhe pudesse fazer uma visitinha.
- Fascinante Dumbledore, acredito que todo esse esforço não foi gratuito, não é? – Harry tenta soar calmo, mas sua voz tremula o traia – por que infernos você se deu a todo esse trabalho.
- Alguém já lhe disse que você pragueja mais que o civilizadamente apropriado quando está bravinho? – Dumbledore debocha.
- Acredite Dumbledore – o desejo de esganar aquele miserável ela latente em seu tom de voz – entre apenas pragueja e o que eu realmente gostaria estar fazendo com você, eu garanto que você vai preferir a primeira opção.
- Não duvido – longe de se sentir intimidado com a ameaça explicita, Albus com um impulso se desescora da carteira e volta a se aproximar de Harry e sereno o encara com todo o desprezo que sempre sentiu por todos ao seu redor, mas que só agora finalmente pode demonstrar – mas não serei apenas eu a sofrer as consequências se essa "segunda opção" acontecesse.
Furioso e sem poder descontar naquele em quem gostaria descontar, Harry estica seu braço para frente e sua mão ficou a centímetros da garganta do loiro que nem ao menos piscou ou sequer perdeu seu irritante ar de superioridade. Frustrado pro não poder causar a dor que gostaria de causar no outro rapaz, Harry paralisa sua mão naquela posição por alguns segundos para em seguida lança-la com violência para o lado e golpeando a mesa que tinha não muito longe de si, sente a madeira da carteira ceder deixando um rombo que deixaria mais de um professor muito irritado ao descobri-lo.
Mas que se dane.
Pelo menos parte de sua frustração se foi.
Apenas parte.
- Diga logo o que diabos você quer com tudo isso!– Harry grunhi ainda com a mão enterrada na madeira ao seu lado,
-Simples – Albus da mais uma passo para frente ficando mais próximo a Harry e apoiando uma mão na mesma mesa onde Harry ainda mantinha a sua, ele fica quase colado ao moreno e face a face completa –quero que você tome o meu lugar no duelo contra Malfoy.
Aquilo definitivamente pegou Harry de surpresa.
Pasmo, o moreno sente seus joelhos fraquejarem e escorregando desaba no chão carregando com ele a carteira quebrada. Albus não teve o mesmo fim, já que segundos antes afastou sua mão do instável apoio.
No chão, Harry precisou de alguns segundos para absorver aquelas palavras.
-Você quer... – ele ergue a cabeça, confuso, para encarar o ravenclaw – você quer que eu tome o seu lugar no duelo de domingo? No SEU duelo de até a MORTE contra Malfoy.
-Isso, e eu achando que seria difícil fazer você pegar os pontos importantes da conversa – mais uma vez Dumbledore retoma seu ar debochado – Quero que VOCÊ tome o MEU lugar no duelo até a MORTE contra Malfoy.
Aquilo só podia ser piada.
- O que foi Dumbledore? – Harry mal podia esconder o nervosismo em sua voz – não anda muito confiante nas suas chances de ganhar?
- Oh, muito pelo contrario – O loiro diz jovialmente como se o ultimo comentário não havia sido um claro ataque ao seu potencial como mago – eu apenas não acho conveniente me involucrar nesses tipos de eventos por enquanto, sem falar que a morte de Malfoy não me traria beneficio algum.
- Ótimo! – Harry diz sarcástico enquanto se levantava – Simplesmente perfeito! Então você acha que ele terá mais chances de sair vivo se o duelo até a MORTE for contra mim? – Harry realmente ainda não sabia se ria ou chorava daquilo tudo – Nossa, valeu pelo voto de confiança.
-Esse é o ponto – Dumbledore se afasta de Harry e tranquilamente dá algumas voltas pela sala sem olhar diretamente para o moreno – é exatamente por confiar no seu "potencial" que eu escolhi você – parando próximo a outra carteira, Albus se senta nela e volta a encara Harry mas dessa vez com uma expressão séria – não sei se você conhece essa tradição, mas se você é desafiado a um duelo até a morte, a pessoa é obrigada a duela até que um dos dois duelistas pereça.
- Isso fica um pouco implícito no próprio titulo, não? – dessa vez foi a vez de Harry soar debochado.
-Sim, mas algo que quase ninguém recorre, por questão de orgulho, é uma clausula nesse contrato verbal que permite que qualquer um que queira tomar o lugar do desafiado decidir se quer ou não matar seu oponente.
- Hã?
- Por isso te escolhi – Dumbledore sorri – Se você duelar contra Malfoy terá que vencer para não perecer, e quando ganhar não poderá assassina-lo, ou o noivinho de Malfoy não vai ficar muito feliz, pelo menos é o que suponho.
Era perfeito.
Isso solucionaria ambos os problemas de Dumbledore, ele não seria obrigado a matar Malfoy e poderia tocar para frente seu plano, usando esse tal de Potter como "catalizador" para descobrir se Malfoy é ou não um dos portadores de um dos núcleos.
Claro que Harry não estava tão feliz com a situação atual.
- E se eu me recusar?
- Sempre haverá essa opção, é claro. E se for pensar bem, Longbottom nem ao menos terá a chance de chorar pelo noivinho que serei obrigado a assassinar... a não ser que ele consiga derramar lagrimas no mundo dos mortos.
- Desgraçado – Harry praticamente voa na direção de Albus e o segura pelo colarinho e coloca seu punho ameaçadoramente na bochecha esquerda da águia. – não acho que eu preciso me dar ao trabalho de me meter em um duelo contra Malfoy – sua voz saiu tão áspera quanto a quantidade de raiva contida em seus olhos – basta que me livre de você, aqui e agora.
Aparentemente, apesar de não gostar da ideia de permitir Hooch seguir o sangrento caminho de ceifadora de vidas, tal percurso não parece incomodar tanto a Harry, na verdade sua besta interior simplesmente vibrava com a ideia de finalmente, depois de uma semana e meia poder mais uma vez brindar a morte com mais uma alma.
- Isso ainda não seria muito pratico para você – Albus não se abalou tanto com a investida do moreno, sem perder seu ar de superioridade, continuou – afinal, a criança que mantem seu amigo cativo na cama da enfermaria é muuuito dependente de mim, se eu sumisse por um único dia sequer ela perceberia, e seguindo minhas instruções eliminaria de uma vez por todas o seu amigo desse mundo.
Sem palavras, Harry tremia de ódio. Seu punho não havia abaixado ainda, na verdade ele se pressionava mais e mais no rosto do setimanista que sorria descarado.
"Neville"
Estava encurralado
"Neville"
Suas opções dançava cruelmente em sua cabeça apesar da escolha entre elas ser obvia.
"Neville"
Seu amigo morreria
"Neville"
Se não fizesse alguma coisa seu amigo morreria.
"Nevil..."
E mandando as favas as opções que lhe era impostas, o moreno tenta criar uma nova opção.
Largando Dumbledore, Harry ergue sua mão em um movimento rápido em direção a sua própria nuca e em segundos destrava pela segunda vez naquela noite o colar em seu pescoço. Por estar sem varinha ele se vê mais uma vez obrigado a apelar para sua a magia sem varinha, e com movimentos rápidos de mão, antes mesmo que Dumbledore pudesse sequer imaginar o que ele estava tramando, ele recita.
- Legimentes!
Ele tinha que descobrir quem era a pessoa por trás do atentado ao momento que soubesse mataria Dumbledore e correria feito louco atrás dessa pessoa e a convenceria a desfazer o que fez.
Nem que para isso tivesse eu recorrer a um segundo assassinato naquela noite.
Devido ao aumento de sua magia, sem falar de sua já a muito desenvolvida presteza com feitiços mentais, já que teve que treinar eles quase até a morte devido a guerra de seu mundo, Harry não teve o menor problema em invadir a mente de Dumbledore.
Claro, houveram barreiras, mas eram barreira criadas por um adolescente e por mais poderoso que fosse, o Dumbledore daquele mundo não passava disso, um adolescente comum.
Certo?
Errado...
O que Harry viu na mente do garoto o assustou um pouco, era uma mente confusa e cheia de valores destorcidos.
Como se fosse uma espécie de parodia da moral.
Como se o bem fosse visto através de um caleidoscópio confuso de vidros quebrados.
Não havia exatamente trevas naquele coração, se Harry fosse sincero teria eu admitir que havia até certo ponto muita bondade, mas uma bondade distorcida e confusa.
"Tudo por um bem maior"
Aquela frase se repetia quase que infinitamente, travando a "visão" de Harry de varios dos pensamentos do menino. Apesar disso, o fundador pode perceber que ele tramava algo grandioso, algo que envolvia Hogwarts, mas não pode entender o que.
E que ele, Harry, teria um papel muito importante nisso.
Sabendo que talvez não teria muito tempo, Harry resolve se focar em apenas achar a identidade do agressor de Neville. Mas por mais que tentasse guiar sua consciência dentro da mente de Albus para o ponto que queria, Harry se encontrava apenas com vários e vários pontos negros.
Como se aquela mente estivesse repleta de lacunas.
Frustrado, Harry tenta mergulhar mais fundo ainda nas recordações do loiro, mas do nada sente uma forte pressão o puxando para trás.
Dumbledore estava resistindo a sua invasão.
Já completamente fora da mente do adolescente Harry cambaleia um pouco tonto, respirando fundo. enquanto Albus puxava o ar com os olhos arregalados.
O loiro nunca tinha tido a mente invadida por ninguém.
Ninguém.
Aquilo enfureceu Dumbledore.
- Nunca mais repita isso, Potter – Albus ameaça, mas mantem a distancia entre eles – ou nem mesmo considero a ideia de manter seu amiguinho vivo, e você não precisará mais chorar por ele em uma cama de enfermaria, mas em sua sepultura.
"Ele é poderoso" Harry também respirava pesadamente "mesmo sendo um adolescente ele com certeza já é poderoso... diabos, ele ainda nem mesmo se formou em Hogwarts ainda!"
Expulsar Harry da mente que o moreno invadia não era uma tarefa fácil, o Severus Snape de seu mundo original havia providenciado para que isso fosse quase impossível.
Mas aquele adolescente conseguiu.
Albus Dumbledore conseguiu.
Mais recomposto, inconsciente de sua proeza, Albus olha da figura cansada de Harry para o colar em sua mão, e sorri vitorioso.
- Ora, para um aborto até que você é muito bom com magia sem varinha.
"Merda" Harry se toca que além de não ter conseguido o nome do agressor de Neville ele havia se exposto de vez na frente de Dumbledore.
- Isso vai ser útil, não? – Dumbledore se recompõe e vota a falar com toooda a calma do mundo – Contra Malfoy, digo. Mal posso esperar para ver um duelo entre vocês dois.
Aquilo fez o sangue de Harry ferver mais do que tudo.
E mais uma vez investindo na direção de Albus, o quintanista não conteve mais seu punho e com um soco potente o suficiente para fazer o adolescente aparentemente mais velho voar na direção das carteiras, cair no chão e no processo arrastar mesas e cadeiras com ele, descarregou um pouco da frustração que sentia.
No chão, Albus se senta perplexo pela agressão, outra coisa inédita havia acabado de acontecer! Nunca alguém havia tocado em seu rosto dessa maneira! E mais perplexo ainda ele se vê obrigado cuspir no chão uma mistura de saliva e sangue, que olhando com mais atenção notou que nele havia um pequeno "corpo" branco.
- Meu dente! – de olhos arregalados vê o próprio dente no chão – Você quebrou o meu dente!
Já próximo a porta, prestes a sair, Harry olha na direção de Albus com frieza e respondeu.
- Vou aceitar sua proposta Dumbledore – com uma voz imponente Harry finaliza aquela desagradável conversa – duelarei em sue lugar, e ganharei. Mas se mesmo depois disso alguma coisa acontecer com Neville, eu te juro que um ou dois dentes quebrados serão o menor de seus problemas.
E sem mais palavras deixa a sala.
Ainda um pouco irritado com a agressão, Dumbledore volta a cuspir uma nova mistura de saliva e sangue.
Respirando fundo, o setimanista tenta retomar o controle sobre si mesmo. Mais calmo, ele recolhe o dentre arrancado, tentando se lembrar em que livro havia visto um feitiço para restaurações dentarias.
Guardando o dente no bolso interno de suas vestes negras de estudante, Albus retira do mesmo bolso o pergaminho mais precioso e antigo que já teve a chance de tocar em toda sua vida.
O pergaminho "O caminho dos quatro".
Desenrolando o precioso manuscrito, o loiro mal pode conter a felicidade que se estampou em sua face. Bastou ter aquela "agradabilíssima" conversa com misterioso novato que pequenas, mas importantes alterações haviam ocorrido nos nomes escritos.
Na lista dos nomes dos alunos de Slytherin o nome de Lucius Malfoy se destacava dos demais, já que agora a tinta em que estava escrito não era mais negra, mas verde. E o nome isolado dos demais que pertencia ao suposto Sr. Potter também havia adquirido a mesma cor.
- O teste começou – Albus murmura para si mesmo sem conseguir desviar os olhos do que sinalizava o inicio de um jogo perigoso - Tudo por um bem maior. Não adianta relutar Hardnet, ou melhor, Potter, tudo deve trabalhar em pró de um bem maior.
FVQP
Se havia algo que irritava Harry era quando alguém o manipulava.
Mas só foi depois do bate boca "amigável" que havia tido com Dumbledore, quando finalmente deixou aquela maldita sala, que o moreno percebeu que no fim das contas a situação não era tão desfavorável afinal.
Quer dizer, ser obrigado a participar de mais um duelo não era sua ideia de programa ideal para o domingo, mas ao menos agora tinha a certeza de com quem estava lidando. Sem falar que assim como Dumbledore disse, se ele fosse o oponente de Malfoy as chances do loiro sobreviver são maiores, algo que aparentemente não desagradaria muito a Neville, apesar de claramente o seu amigo estar por alguma razão reprimindo seus sentimentos pelo loiro.
Harry encosta-se à parede do corredor em que estava, próximo a uma janela e fecha os olhos com cansaço.
As coisas estavam ficando cada vez mais complicadas.
Isso queria dizer que ele teria que usar seus poderes na frente de todo mundo?
O próprio Albus, seu suposto maior inimigo já sabia de seus poderes, então qual o sentido de esconder?
"Se do nada todos descobrirem que eu posso fazer magia, muitas perguntas incomodas vão ser feitas, como o fato de eu não conseguir fazer magia em minha primeira semana em Hogwarts, não preciso que alguém comece a tentar fuçar minha vida apenas para saciar a própria curiosidade".
E dado que ele havia começado a andar com as quatro criaturas mais bisbilhoteiras de toda a Hoguarts – vulgo: Marotos – não era algo muito recomendável dar brecha para que eles começassem a bisbilhotar o seu passado inexistente nesse universo.
- Ele sabe meu nome – Harry murmura ao se lembrar de Dumbledore o chamado por seu verdadeiro nome – mas como?
"Primeiro devo me preocupar com algo mais importante" Harry suspira mentalmente ao se ver cada vez mais encurralado por Dumbledore "como vou duelar com Malfoy sem usar magia? Em um duelo contra Severus, que não era até a morte ainda dava para arriscar, mas agora..."
Tlin tlin tlin
Um tilintar que veio de sua mão, faz Harry abaixar os olhos para o colar que ainda segurava.
- Claro! – Harry sorri vitorioso colocando o colar no pescoço – basta que eu use o colar.
Com aquele escudo anti-feitiço, qualquer coisa que Malfoy lançasse nele seria anulada, tornando o duelo sem o uso de magia de ambos os lados.
E vencer um meio lincatropo em uma disputa de força não era algo muito fácil.
Mas e se não se tratasse apenas de força? Duelos podem ser imprevisíveis, sem falar que o Lucius Malfoy desse mundo, apesar de mais jovem, parecia ser tão astuto quanto o de seu mundo original. Ir para o duelo completamente desarmado seria muito arriscado.
O primeiro pensamento de Harry foi o de levar o chicote de pele de basilisco, mas talvez Malfoy já tenha considerado que Harry fizesse isso se fosse se basear em seu ultimo duelo.
Não, mais uma vez o moreno tinha que ter um elemento surpresa.
Se dirigindo a janela que não estava muito longe dele, Harry se apóia com os cotovelos no rodapé e deixa o vento frio da noite bater em seu rosto enquanto mantém os olhos fechados. Ao abrir os olhos seus olhos caem em uma paisagem que lhe deu uma ideia.
Uma ideia nada segura, como sempre.
Sorrindo, sem tirar os olhos da floresta proibida, diz para si mesmo.
- Oras, de qualquer jeito eu estava esperando uma chance de recuperar as minhas "meninas" – lançando um ultimo olhar para a floresta proibida ele solta um suspiro e complementa - Essa será uma looonga noite.
E sem saber o quão verdadeiras eram suas palavras, o moreno se dirige a sua tão temida detenção.
A qual, por acaso, estava mais do que atrasado.
FVQP
NNNNNHF! (Luana se espreguiçando) sinto como se cada pedacinho de meu sadismo desse um gostoso espreguiçar enquanto diz "AAAAAACORDEEEEI!". Nhai, eu disse que esse capitulo seria tenso, mas acho que não mencionei o excesso de sangue... foi mal, mas eu estava a algum tempo precisando escrever um capitulo assim, os dois últimos estavam muito paradões ¬¬ eu quase enlouqueci!
O Potty-pooh mal apareceu nesse capitulo, as cenas foram praticamente absorvidas pelas irmãs Trelawney-Hooch e pela minha bem amada Aurora. O passado das meninas foi 25% revelado, e a maior parte foi referente a Hooch, e acho que boa parte do que eu esquematizei para essas adoráveis irmãs não terá a chance de aparecer na fic ToT. Fazer o que? Acho que a maior parte dos autores passam por esse problema (suspira).
Aurora Sinistra (Luana estremece de prazer) eu preciso dizer que amei colocá-la na fic? Ela seria apenas uma pontinha que apareceria em um capitulo e morreria no mesmo, mas acabei me apaixonando perdidamente por essa criatura sádica e perturbada, e resolvi não mata-la ainda, vou guarda-la para... hn... momentos mais interessantes, quando Harry cair de cabeça na guerra do mundo magico.
O que vocês acharam do duelo das meninas? Eu sei que para um duelo entre duas magas faltou feitiços (na verdade só teve um durante ele todo ¬¬) mas eu considero na minha fic que utilizar uma arma magica requer a mesma concentração que usar uma varinha, ou seja, lutar com uma arma e uma varinha equivalia a usar duas varinhas e eu não acho que elas estariam nesse nível como magas. Por isso fiz com que se focassem em suas armas, apesar de que tecnicamente eu só criei a arma da Hooch (as adagas com dispositivo auto-recarregante) no meio da batalha, por que será que eu só consigo criar esse tipo de coisas em cima da hora?
Nhoooi, acho que para o primeiro AlbusxHarry podemos considerar que terminou em um empate, apesar de Neville estar nas mão de Albus, e Harry estar pegando a rota que o loiro malvado estar traçando, o moreno não parece muito disposto a abaixar a cabeça... os dentes do Albus que o digam, k k k . Talvez alguns de vocês estivessem esperando um pouco mais do CONFRONTO entre Albus e Harry, mas pelo momento esses dois não vão ter nenhum confronto decisivo, o Albus está muito "verde" para desafiar alguém do calibre mágico do Harry, ele vai precisar de um... digamos up grade na sua magia, e se tudo der certo com os seus planos... teremos um confronto que realmente vale a pena de se ler entre esses dois.
E Harry se meteu em mais um duelo... cara, eu podia ser mais repetitiva? Mas fazer o que? Eu adoro meter esse morenasso em confusão. Se bem que quem vai ralar mesmo desse delo vai ser o Lucius, mas ele é um cara inteligente, logo vai sacar uma maneira de peitar nosso meio licantropo favrito ^.^
Harry no podeeeeer! Sinto como se o Harry tivesse entrado na sala, recuperado todos os anos esquecidos que ele na verdade tem e com um cascudo na cabeça de cada "pirralho" os feito se sentar no cantinho da sala comportadinhos. Hu hu hu, Harry não só é um mago poderoso como tem muita experiência em momentos críticos, por isso se ele esfria a cabeça deveria saber como lidar com esse tipo de situação, e acredite Severus, não foi só o seu coração que bateu mais forte quando Harry mostrou seu lado forte, enquanto eu escrevia eu me derretia em cima do teclado.
Severus: Co...coração... do coração de quem você está falando?(vermelheiiiiissimo) CAIA FORA DAQUI DE UMA VEZ, SUA ESCRITORA SEM NOÇÃO! ESTÁ NA HORA DE RECEBERMOS A NOSSA CONVIDADA!
Luana: Tá, tá! Francamente, homens que não são sinceros consigo mesmos não são naaaada atraentes.
Seveurs: FOOOOORA! – Bastou esse grito para Luana sair correndo do recinto.
Draco: Bem, já que o Severus já pôs o lixo para fora, vamos receber a nossa convidada, a Amdlara
Amdlara :Olá – a leitora, toda sorrisos, cumprimenta as serpentes
Draco: Seja bem vinda, minha Lady – a serpente pega a mão da leitora e a beija – é sempre um prazer e uma hora receber as nossas leitoras.
Fenrir: Opa! A parte da honra eu não sei – o lobisomem pega a outra mão da leitora e a beija de uma maneira mais safada – mas quanto ao prazer eu posso lhe garantir que é minha especialidade.
Severus: Quanta carência – Severus balança a cabeça descrente com os modos de seus companheiros – nem ao menos deixam a jovem chegar e já vão a atacando de todos os Llados – bufa exasperado – bem vinda jovem, espero que não tenha se ofendido com a brusca recepção
Amdlara: Você não imagina como me alegrou – nem um pouco incomodada Amdlara não apenas tinhas suas mãos seguradas pelas duas serpentes, mas ela também SEGURAVA a deles, e olhando do mago loiro para o sexy lobisomem murmura extasiada - Eu amo essa fic
Fenrir: Yarrru! Consegui mais uma fã! Se minha popularidade crescer mais vou ter grandes chances de conseguir o primeiro lemon da fic.
Draco: Alto lá, cachorro sarnento, este privilégio será meu! Assim que eu conseguir um corpo eu e o Harry...
Amdlara: eu devo dizer que continuo torcendo pelo Severus
Draco e Fenrir: O QUEEE! – olham surpresos com a revelação da leitora
Draco: Você está torcendo pelo Severus? Por que? Você não quer que eu apareça mais na fic? Que eu apareça mais COM O HARRY?
Amdlara: Senti falta do Draco – a garota admite olhando com carinho para a mão do loiro que ainda não a soltou apesar da "rejeição"– mas o Severus é uma gracinha – ela pisca para o pocionista que sorri com superioridade para os outros dois rapazes – ai ai, como eu queria ele para mim
Fenrir: Bem, gosto não se discute – Fenrir dá entre ombros, confiante que mesmo não ganhando o primeiro lemon da fic pelo menos não corria o risco de perder o seu parceiro de futuras brincadeiras como certo loiro presente no recinto. E piscando para a garota conclui – só não esqueça que o meu coraçãozinho está em suas mãos.
Draco: Gosto? Mau gosto você quer dizer! – o loiro suspira – mas tudo bem, teremos tempo para que o bom senso dê o ar da graça em sua pessoa...- ele leva novamente a mão da leitora na altura dos lábios e com um olhar sedutor complementa – providenciarei pessoalmente isso.
Severus: ENQUANTO ISSO! – Severus pega Amdlara pelos ombros e a afasta daquela má influencia – vamos responder agora as cartas dos leitores – segurando os ombros da leitora com mais delicadeza ele aproxima seus lábios da orelha dela e pergunta de maneira atenciosa – você quer deixar alguma mensagem final, Srta. Amdlara?
Amdlara: por favor não suma de novo. – ela diz isso se referindo a inútil escritora, com um beeeelo sorriso, mas complementa com um ar mortal – Senão teremos que instalar um Rastreador em vc e assim que possivel atualize!
Respostas para os reviews do capitulo 17:
Deh Isaacs – Wou, parabéns... eu acho, ler tantos capítulos em tão pouco tempo é algo impressionante, apesar de que um Malfoy como eu provavelmente não teria dificuldade de imitar... ou melhor, SUPERAR! *0*
Simples minha cara, comece por aquilo que obviamente você e todo mundo mais ama, EU!
Hn, não se preocupe com isso, boa parte dos leitores já disseram ao menos uma vez isso, a idiota da Luana tem que começar a rever seus conceitos na hora de iniciar as suas fics.
Wua, então você sacou que era a Rowena antes de ser revelado na história? Pelo visto não são só nos começos que a Luana tem que ficar mais atenta, mas também com a dificuldade de seus mistérios (o loiro anota mais um item na loooonga lista de pontos fracos da Luana)
A Luana também, ela sempre procura fics de Harrys sombrios, porque geralmente nessas é quase batata que o Harry além de poderoso é muito confiante, apesar de que tem algumas dele como mago da luz que ela diz valerem muito a pena ler...
O clube do piquenique é simplesmente uma das joias da Luana, ela sempre gostou de juntar personagens inusitados, mas esse conjunto foi o que ela mais gostou, não sei por que, já que eu não estou no meio, mas fazer o que? Nem tudo na vida é perfeito.
Não desculpo nãaaao! Mas mesmo com a torcida contra eu não vou abrir mão do que é meu por direito! Pois é, a imbecil da Luana vai colocar mais um personagem na disputa pelo coração do MEU Harry, e não sei por que ela não revela a identidade nem para mim nem para o Severus... não sei por que... (tenta fazer cara de anjinho enquanto segura varias espadas, maças, flechas e lanças).
Gostou daquela albina bipolar? É ela está bem popular ultimamente, a Luana disse que as personalidades foram nascendo ao pouco suprindo o que a fic necesstava... resumindo a opera, foi aleatoriamente
É atualmente o casal preferido da Luana nessa fic, ou seja, elas ainda vão sofreeeer muito..
O relacionamento de Neville com meu pai (tem um calafrio) é algo que será abordado maaaais a frente, segundo a Luana. E de fato, se voce está lendo essa fic é bom se desapegar ao conceito de "casais adequados", aqui é todo mundo junto e misturado... TIRANDO O MEU HARRY, SSE AÍ É SÓ MEU!
Quanto a parte do maníaco sexual eu não acho que voce deveria reconsiderar... mas não só o Fenrir mas muitos personagens das trevas parecem ter escolhido o "bom caminho" nesse universo, já alguns da luz, nem tanto, Aurora Sinistra qu o diga. E apesar de eu não ser um garoto de recados, eu vou passar a sua mensagem para o lobo sarnento, quem sabe assi mele larga um pouquinho o pé do MEU Harry.
Está matendo a voce e a metade dos leitores, mas tenha calma, logo as coisas vão começar a ganhar corpo... eu acho
Sinceramente essa foi a escolha de professora mais questionável de toda a história de Hogwarts... mas fazer o que? Nesse universo tudo está de pernas para o ar mesmo.
A identidade de Voldemorte (estremece ao dizer o nome) e as intenções de Dumbledore são coisas a serem tratadas maaaaais a frente
Digamos que ela não estava muito surpresa... hn... certo melhor para por aqui se não eu solto um tremendo spoiler da fic. Infelizmente não são muitos os alunos que pensam como você, o Harry vai ter que suar a camisa para conseguir que a casa dele fique com o numero de alunos o suficiente até o final do ano. Ah, apesar do seu comentário ter feito a Luana cair na gargalhada no meio do trabalho, ganhando uma bela coleção de olhares reprovadores – sim, essa garota não tem a mínima noção de auto-controle u.u – não se preocupe, a escritora de meia pataca já pensou em uma maneira de todo e qualquer estudante de sua casa entrar na nova casa e sem ter que criar uma nova passagem, e nem alterar o "sistema de segurança padrão".
Ferimenos, desmaios e lagrimas fazem parte do pacote padrão de toda e qualquer fic da Luana, não se preocupe, apesar e ser de uma forma beeeem deturpada, essa é a forma que a idiota da Luana dizer que nos ama (diz isso mas por dentro o loiro está dando graças a Deus por não ter um corpo para a Luana macular em meio a uma de suas provas de amor)
McGonagal vai ter apenas algumas pontinhas por enquanto, a Luana diz que na próxima fase todo o passado dela vai ser revelado, se bem que nos próximos capítulos, não sei qual, a Luana disse que vai deixar um pouco a entender sobre a nova natureza da diretora mais misteriosa de todos os tempos.
Quem sabe... a Luana não pensou em nada para ele, talvez faça uma pontinha aqui... outra ali...
Não se preocupe, ele não vai me esquecer, eu não vou permitir (fala com determinação) a Luana que ouse me contrariar!
1/7? Tudo bem, pelo menos já estou dentro dele, me apossar do restante é apenas questão de tempo hi hi hi he he he há há há (risada maligna digna de um slytherin) Apesar da Luana saber o que vai acontecer comigo ela não quer me dizer (suspira) mas vindo dela não consigo imaginar nada de bom.
Grande? Foi gigantesca! Você tinha que ver o sorriso de orelha a orelha que a escritora idiota abriu quando viu a barra de rolagem ficar pequenininha. Sem falar que ela ficou feito uma boba alegre por deus sabe quanto tempo... apesar de que boba ela já é 24h por dia.
Você fez a maioria das perguntas padrão que toda leitora faz, mas não se preocupe, cada vez que essas perguntas são feitas o coração da escritora panaca se enche de felicidade, ao ver separadamente o interesse de cada leitor pela fic. Nunca se acanhe e pergunte o que quiser, mesmo se a pergunta já foi feita antes por outro leitor.
Todo mundo ama dragões ^o^, e... hey! Você vai votar no lobo? ISSO É TRAIÇÃO!
Humpf, só de birra eu vou roubar todos os beijos para mim, e não se preocupe, "mamãe" (faz sua melhor pose sexy) nunca ouviu falar em incesto?
Um nada respeitador da moral e dos bons costumes, Draco Malfoy
Srta. Kinomoto: OPA OPA! Ama lobos? Então quer dizer que você meio que me ama, certo? – Fenrir graceja, mas complementa com um tom sedutor – o que terei de fazer para você me amar por inteiro? – o lobo lambe o lábio superior de maneira sugestiva.
Wou, então você é uma garota da sorte, se você adora os marotos vai ter uma verdadeira overdose deles nessa fase, principalmente do meu delicioso Remus...
O mistério dos Weasleys é oooutro tema que vai ser bastante abordado nessa fase, você não perde por esperar.
Homem maravilhoso... sim, eu me enquadro nesse perfil, gatinha, mas meus olhos, coração e mãos estão voltados apenas para o Remus... tá bom, volta e meia eu brinco um pouco com um e outro mas fazer o que? Tenho que aproveitar a minha solteirice enquanto ela durar... Falando nisso, você está disponível essa noite? (pisca matreiro)
Wou, guerreiro eu não sei, mas nesse capitulo eu não gostaria de ficar no caminho dele, o cara estava completamente elétrico, os dentes do Dumbledore que o digam hu hu hu.
E você aceeeeertou! Assim como boa parte da meninas que tentaram responder ¬¬ hô perguntinha fácil a Luazinha foi arranjar, bem, não posso dizer que não foi de propósito, e nem que não vou adorar te receber por essas bandas (manda um beijinho)
Um mais que receptivo, Fenrir Greyback
SamaraKiss – Seja bem vinda, srta. Kiss... hnn... . que nome sugestivo (ergue uma sobrancelha intrigado) A srta. Rosette simplesmente se divertiu muito acompanhando cada comentário que você fez dos capítulos que você ia lendo, ela sempre gosta de ouvir a opinião de novos leitores, principalmente sobre capítulos já postados a tanto tempo.
Sua fidelidade para com meu afilhado é deveras comovente, mas temo então que ao pé em que está a fic você deve se sentir meio frustrada. Seria uma pena se isso for verdade, mas caso seja, espero que consiga superar esse pequeno detalhe e que continue a nos acompanhar, cada leitor é muito precioso para a Srta. Rosette.
Mais uma vez, seja bem, e volte sempre.
Um inusitadamente gentil, Severus Snape
Antonomasia – Nem eu, minha cara, nem eu, mas fazer o que? A idiota da escritora parece querer me perseguir a cada capitulo, mas mesmo essa IDIOTA não se decidindo qual final dar pro Harry eu respondo por ela: É LOGICO QUE EU E O HARRY TEREMOS UM FELIZES PARA SEMPRE! *O*
Wou... realmente suas taxas de acerto são baixíssimas, não acertou uma, mas não desanime, mesmo que não estejam certas a Luana simplesmente adora ver a opinião do publico, para pesar como deve levar a fic, ou se está complicando de mais as coisas, fato que ao meu ver já deveria estar mais que obvio!
O que? Agora eu devo engolir minhas palavras, não é que você acertou duas questões em seguida? De fato o cabelo dela é preto e foi ela mesma que descoloriu em uma poção errada... estou impressionado.
Tecnicamente falando, a idiota da Luana fez com que eu entregasse o mapa do maroto pensando principalmente nessa ocasião. Mas ela não podia deixar que Harry o usasse logo de cara, ou os "salvadores" chegariam na cena do crime antes de Hooch, e o duelo das duas mercenárias não aconteceria. Por isso, o MEU Harry ficou um pouco afobado de mais no começo, mas depois das duas setimanistas sagrarem o bastante ela deixou que eles chegassem para as separar. Resumindo, tudo isso foi para satisfazer os instintos sádicos da escritora fajuta.
Potter é um idiota, e infelizmente é o MEU idiota. Se eu me arrisquei a fazer esse feitiço foi justamente por que sabia que ele se deixaria levar pela emoção do momento sem fazer maiores perguntas... ai ai... agora sou apenas eu que corro atrás do prejuízo enquanto fica aparecendo um monte de gavião ao redor dele
Um mais que justificadamente ciumento, Draco Malfoy
Thanatos – A Luazinha está ficando mestra nesses finais filhos da puta, he he, mas até que dessa vez a atualização não demorou tanto, admita.
Você é perigoso, carinha (Fenrir sorri malicioso). Eu tô falando, a cada review que você manda a Luazinha treme nas bases com os quesitos "o familiar misterioso da família Potter e o novo VOdemort". Você acertou muita coisa nessa brincadeira, mas também não acertou algumas, tanto no quesito do familiar banido da família Potter como no caso Voldemort, só não digo exatamente o que você errou por que aí fica obvio o que você acertou e então os leitores que lerem a minha resposta vão ganhar as respostas de mão beijada ^.^
Péeee, essa aí você errou, se bem que até agora ninguém acertou ¬¬. Tá bom que na saga original ela não é uma personagem de graaaande destaque, mas com aqueles seios... (pensamentos libidinosos modo: on) a única coisa que eu posso soltar é que na estória da titia Rowling ela sempre é descrita como uma linda mulher.
Peter... esse aí é uma pedra no sapato da Luana, ela diz que ainda não sabe quando vai coloca-lo na fic, e quanto a Hermione... digamos que a Luazinha está planejando uma entrada bem mais dramática para a garota.
Rowena quer algo... mas apesar de já ter definido o que é, a Luazinha está em duvida se para conseguir esse "algo" ela vai se manter como aliada ou se vai virar um dos vilões... Só o tempo dirá, tudo depende de quanto desse "algo" ela vai querer... fui vago o suficiente, senhor detetive? ^.~
Querido, com uma proposta destas mesmo se você tivesse respondido rosa com coraçõezinhos lilases eu teria considerado como uma resposta correta (lambe os lábios com expectativa) por isso não se preocupe, na sua vez de participar dos comentários finais eu farei questão de realizar os seus desejos... e os meus...
Um hormonalmente cooperativo, Fenrir Greyback
brubru86 - Divido sua simpatia por essa bela ave, Srta. Brubru. Pelo menos é melhor do que lobos sarnentos e repteis estúpidos que cospem fogo ¬¬
Espero que o capitulo que acabou tenha satisfeito um pouco de sua curiosidade, se não, fique atenta a historia paralela que vai ser postada na "antes de você pedir".
Srta. Delacout tem sido a opção mais ciada até o momento, mas sinceramente ninguém parece estar considerando o fato que a Rondy não tem sotaque Frances... detalhe que como o sotaque do Sr. Kruun, a nossa tola escritora nunca deixaria de fora u.u
Mistério Weasley... essa família, como sempre, vai dar trabalho ¬¬
Lapso... foi apenas um lapso, na primeira versão desse capitulo, o Neville não tinha sido internado e na hora de remodelar a cena a incompetente Srta. Rosette simplesmente esqueceu de trocar o nome... apenas releve... assim como eu relevo a maioria das ESTUPIDEZES que ela faz.
Um rabugentamente compreensivo, Severus Snape
Amdlara – E nos encontramos novamente, sinta-se honrada, não são todos os leitores que tem a hora de falar com um Malfoy duas vezes no mesmo capitulo (nariz em pé)
Apesar de não fazer a mínima idéia do que está escrito eu tenho certeza que suas palavras não poderiam ser mais certas, já que eu não poderia fazer nada mal-feito e... HEEEY que papo é esse de estar torcendo para o Severus? Você estava falando sério antes?.
Muitas pessoas perguntam por essas duas, mas elas vão demorar um pouquinho para entrar na trama, a Luana disse que como a saga é loooonga ela não queria despejar todos os personagens mais interessantes de uma vez, se não seria um desperdício e não teria como aproveita-los devidamente.
Prefiro evitar de imaginar meu pai nesse tipo de traje u/u
A Luana disse que vai considerar a sua resposta... mas quando ela perguntou qual era a cor do cabelo da Hoch era a do mundo alternativo, não a do mundo original do Harry, e não só ela considerou sua resposta, como Ela foi a primeira... mas acho que isso você já tinha notado... tipo quando falou com a gente e...( sem jeito por ter se enrolado) aaaah você entendeu o que eu quis dizer Ò/Ó
Um adoravelmente encabulado, Draco Malfoy
Nannao- Vencedora! Vencedora! Parabéns, apesar de ser um vitoria por W.O... mas vitoria é vitoria.
O único problema é que o fanfiction não está mostrando o seu e-mail, tenta passar de novo, e caso não consiga novamente, mande um e-mail para minha deliciosa escritora no
Tipo... nunca tem o suficiente de mim em qualquer momento, gata, nunca terá, eu sou viciante, mas quanto a promessa da Luazinha ela disse que falaria mais sobre mim e as irmãs Blacks durante essa fase, mas não que seria imediatamente. Mas eu entendo a sua ansiedade. Qualquer um ficaria ansioso de ter mais de mim... todos querem mais de mim...
Um mais que convencido, Fenrir Greyback
Draco: Eu não quero nada de você.
Severus: Eu quero até menos que nada
Fenrir: Como diria minha amada Luazinha: "quanto amor ¬¬"
Luana: Alguém me chamou?
Severus e Draco: NÃO!
Fenrir: SIM! – pula no pescoço dela e joga todo o seu peso para a pobre escritora carregar – a Amdlara já foi embora e esses caras não me dão o devido valor – pose dramática.
Luana: Pobre lobinho – afaga a cabeça dele.
Draco: fala sério... – revira os olhos, anuncia logo o próximo desafio e vê se desinfeta de vez!
Luana: Ué, mas não tem próximo desafio, eu não disse que por um tempo eu vou dar uma pausa nos desafios?
Severus: E o que você veio fazer aqui então?
Luana: Tipo, eu sei que é meio difícil de se lembrar as vezes, mas eu AINDA sou a escritora dessa JOSSA, isso deveria me dar, sei lá, algum tipo de passe livre, não?
Draco e Severus: Não.
Luana: Que seja, vamos aos procedimentos finas da fic! Antes de qualquer coisa, a votação:
Dragão: 9
Lobo: 7
Pantera negra: 3
Esfinge: 2
Fênix: 3
Sapo: 1
Pégaso: 1
Raposa: 1
Salmão: 1
Sátiro: 1
Cervo: 1
Não teve grandes mudanças, mas vou manter o placar por pura cabeçadurisse de minha parte.
No próximo capitulo: Finalmente Harry terá que encarar a tão temida detenção do professor Riddler, como o professor de poções vai reagir ao pequeno atraso do moreno? E mais tarde Harry vai se aventurar mais uma vez na floresta proibida, onde reencontrará uma venenosa amiga e fará uma aliada muito... excêntrica.
Obrigada por lerem mais esse capitulo, nos vemos no próximo.
