Carter já estava preparado para a batalha, mas assim que a poeira abaixou, ele não acreditou no que viu. Do outro lado, completamente bem, estava o seu próprio pai, Clay!

- Pai? – indagou Carter – O que você está fazendo aqui?

- Ei filhão, não está feliz em me ver? – ele perguntou, em seu tom largado. Mas podia-se identificar um brilho de preocupação em seus olhos.

- Estou sim, na verdade, estou muito feliz! – o garoto sorriu, aliviado. Para ele era uma maravilha ver o seu pai, mas a surpresa de tê-lo encontrado ali era enorme – Como você me achou?

- Eu estava no túnel ao lado, quando ouvi sons de batalha. Parei um minuto para ouvir, quando distingui a sua voz. Aí, mandei que o meu Krokorok utilizasse o Esmagamento de Rochas. Assim, quebramos a parede.

Só então, Carter notou a presença do Pokémon crocodilo ali do lado. Ele já estava brincando com Drilbur e pareciam muito felizes. Era um dos Pokémons preferidos de seu pai.

- Legal! E como chegou ao outro túnel? – indagou o filho, curioso.

- Bem, depois da queda da parede, lá na Caverna da Pedra Carregada, alguma coisa, não sei o que, não pude ver por causa da fumaça, me jogou na parede e eu acabei desmaiando. Acordei em um túnel por aí e fui caminhando. Até chegar aqui. Mas não encontrei nenhuma saída – o pai cruzou os braços, pensativo. Ainda não havia notado o buraco lá em cima?

- Err, pai? – chamou Carter - Eu já achei uma saída... – e dizendo isso, apontou para o teto.

- Ah, isso é ótimo!

- Mas, como vamos chegar lá em cima? – perguntou o garoto, apontando para o alto e depois para o chão, tentando enfatizar a distância que havia entre eles e o buraco.

- Fácil! Não é, Krokorok? – afirmou Clay, dando uma gargalhada. Sem entender direito, Carter apenas observou. O líder de Ginásio correu até uma das paredes, sendo seguido pelo seu Pokémon. Então, deu uma ordem. – Use a Escalada em Rocha!

- Roooooooook! – grunhiu o Pokémon terrestre, enquanto colocava seu treinador em cima de suas costas e em seguida, deu um salto e socou a parede, para conseguir impulso para saltar mais para cima. Clay fez força para se segurar, enquanto Krokorok ia subindo a parede, até chegar ao topo. Lá, o líder de Ginásio desceu das costas do seu Pokémon e ordenou que o mesmo descesse para pegar o seu filho.

- Rook Rok – assentiu, pulando e caindo em queda livre, de volta a caverna. Chegando ao chão, observou Carter recolher Drilbur na Pokébola e subir em suas costas. Sem perder tempo, o crocodilo novamente começou a subir a parede, como uma lagartixa. Em questão de minutos, já estava lá em cima.

- Boa ideia, pai! – exclamou o menino, esfregando a poeira das roupas – E obrigado, Krokorok!

Recebendo um Krooo como resposta, Carter tratou de analisar o local onde estavam. O Sol baixo no oeste indicava que já havia se passado das 3 horas da tarde. A brisa fresca e as altas árvores ao redor revelavam que ainda estavam na Rota 6. Mas o garoto notou que Clay parecia preocupado:

- O que foi, pai?

- Não faço a menor ideia de onde estamos! – ele admitiu – Sim, na verdade eu sei que estamos na mesma Rota 6, mas ainda assim, não sei o caminho de volta para a casa!

- Bem... E agora? – perguntou o filho. Ele observava as montanhas ao longe, tão altas e distantes... Perdido em seus pensamentos, junto ao pai, que procurava algum ponto de referência para saírem daquele lugar selvagem, não notaram as duas silhuetas que se moviam no meio das sombras das árvores. Mas os dois seres, determinados a atingir os dois intrusos pelas costas, acabaram cometendo um erro. O mais gordo acabou pisando em um graveto.

CRAKT

- O que foi isso? – assustou-se Carter.

- Foi um crakt! – disse Clay, como se isso explicasse tudo.

- Avá! Você jura? – exclamou o menino, com ironia. Rapidamente, se virou na direção de onde vinha o som e passou a tomar conhecimento do que havia o produzido.

- Pai? – chamou – Que Pokémons são aqueles?

- Oi? Aqueles quais...? – o outro, meio distraído, se virou e então, deu um pulo de susto. Eram, de fato, dois Pokémons. Mas, o pior de tudo é que vinham para cima deles, com bastante raiva!

- Bem... filho! Vou mandar a real! São um Sawk e um Throw! Dois Pokémons do tipo Lutador.

- Sério? – Carter olhou para o pai. Este respondeu com um aceno de cabeça – Poderosos?

- De certo modo, sim! – Clay engoliu em seco. Realmente, os dois Pokémons identificados por Clay estavam avançando furiosamente para cima dos dois humanos. E não estavam para brincadeira.

O garoto percebeu que o único jeito de sair dali era batalhando:

- Vamos lá, Drilbur! Conto com você! – disse ele, sacando a Pokébola e a arremessando em campo. Ela se abriu e liberou o seu tão querido Pokémon!

Olhando a atitude do filho, o líder de Ginásio já sabia o que fazer. Olhou para Krokorok, que já estava fora de sua Pokébola e apontou para os dois adversários:

– Já sabe o que fazer? – recebeu em resposta um aceno positivo de cabeça e seu Pokémon entrou, de braços cruzados, na "arena".

Como aquilo era um sinal claro de desafio, Throw não hesitou em fazer o primeiro movimento. Foi correndo com a mão brilhando e desferiu um golpe denominado Quebra Telha, do qual Krokorok desviou com facilidade. Mas, assim que o fez, não contava que Sawk já estava em seu lado. Com uma Rasteira, derrubou o Pokémon crocodilo do deserto no chão, que, por ser metade do tipo Noturno, sentiu os danos super efetivos.

- Ajude-o, Drilbur! – gritou Carter – Use a Garra de Metal no Sawk e, em seguida, o Tapa de Lama no Throw!

Obedecendo as ordens de seu treinador e aproveitando que os adversários estavam distraídos, a pequena toupeira partiu para cima de Sawk, arranhando sua face com suas garras, que estavam completamente envoltas em uma camada de metal. E, como se já não fosse o suficiente, voltou ao chão, arrancou dois blocos de lama do chão e os jogou no rosto do Pokémon judô. Clay, aproveitando a baixa visibilidade de Throw, com a lama em seus olhos, ordenou que seu Pokémon utilizasse o Esmagamento de Rochas. Krokorok o fez e abordou o Pokémon lutador com uma de suas mãos brilhando em laranja, que forçou o adversário a recuar alguns passos, para perto do outro oponente: Sawk.

- Bom começo! Agora utilize o Giro Rápido ao redor deles! –comandou Carter.

Utilizando da mesma estratégia que usara contra o Boldore, Drilbur abriu os braços e iniciou o seu giro em torno de seu próprio eixo. Mas, como se fosse um satélite, começou também a girar na órbita dos dois inimigos, como se eles fossem o seu planeta. Eles tentavam, inutilmente atingir a toupeira com chutes e socos, mas nunca acertavam. Aproveitando a oportunidade de que Drilbur estava girando no ar, Krokorok bateu o pé no chão e causou um Terremoto, que fez com que, devido ao tremer da terra, os dois adversários caíssem no chão, um por cima do outro.

- Muito boa, Krokorok! Agora use o Cavar! – berrou Clay, enquanto uma chuva de cuspe saía de sua boca. Quando ele ficava nervoso, era assim: cuspia para todo o lado.

- E você, Drilbur, use o Garra de Metal no Sawk!

O crocodilo não perdeu tempo e, com suas patas, abriu um profundo buraco no chão, enquanto mergulhava para o subsolo. Sendo deixado sozinho na superfície, a toupeira correu para cima do Pokémon caratê caído no chão e, na hora que iria lhe desferir um arranhão com suas garras cobertas em ferro, o seu alvo desviou, rolando velozmente e, não dando chance ao Pokémon de Carter se recuperar do movimento errado, desferiu em suas costas dois poderosos chutes, que fizeram o Pokémon terrestre ser arremessado de encontro a uma árvore. Carter reconheceu aquele golpe como sendo o Chute Duplo! Satisfeito consigo mesmo, Sawk já se preparava para ajudar o seu companheiro caído, quando Krokorok apareceu repentinamente do chão e atingiu-o com um soco no queixo. Pego de surpresa, o Pokémon lutador caiu de costas no solo, machucando-se ainda mais. Throw, agora já de pé, avançava correndo para cima de Drilbur, na esperança de atingi-lo com outro Quebra Telha, mas este recebeu a ordem de Carter:

- Evasiva e Garra Furiosa!

Já recuperado do Chute Duplo que recebera antes, a toupeira ficou de pé a tempo de saltar para o lado e deixar que uma árvore fosse derrubada com o poderoso golpe da mão do Pokémon judô. Mas, assim que caiu de volta no chão, partiu para cima, desferindo diversos arranhões. Throw deixou-se ser atingido. Assim que Drilbur parou o ataque, o lutador segurou-o com um dos braços, deu um giro e depois arremessou o Pokémon terrestre para longe, até que esse se chocasse com Krokorok, que caiu no chão com o impacto, sendo seguido pela toupeira. Sawk, aproveitando a deixa, atingiu o Pokémon crocodilo com a parte lateral de sua mão, em um Golpe de Caratê.

- Reaja, Krokorok! – incentivou Clay – Vamos com tudo agora com o Mastigar!

Já se levantando, o crocodilo abriu sua enorme mandíbula e mordeu dolorosamente o braço de Sawk, porém, este resistiu bem, pois o golpe, sendo do tipo Noturno, não fazia muito efeito em um tipo Lutador. Throw, no entanto, já estava correndo para cima de Drilbur, preparado para mais um Quebra Telha. Mas, graças a um comando rápido de Carter, a toupeira rolou para o lado e deixou a mão do Pokémon judô atingir a terra, inofensivamente. E já de pé, Drilbur atacou o Pokémon vermelho com suas garras, em repetidos arranhões (Garra Furiosa) que fizeram seu adversário recuar alguns passos.

Sawk, já se vendo livre da mordida feroz do Pokémon crocodilo, veio correndo velozmente com a mão esquerda brilhando em vermelho, em um golpe que Clay reconheceu como sendo o Esmagamento de Rochas.

- Vamos lá! Esquive-se e use o Cavar! - ordenou o líder de Ginásio, temeroso. E foi quase como uma combinação perfeita...

Krokorok não contava com a grande velocidade do Pokémon azul e acabou sendo atingido pelo movimento super efetivo. E, sem dar chances ao crocodilo de mergulhar no subterrâneo, o Pokémon caratê desferiu uma Rasteira certeira nos pés do outro, fazendo-o cair no chão, meio tonto. Throw aproveitou o momento de distração de Drilbur, que olhava assustado para o seu aliado, e atacou-o com o Arremesso Sísmico! Segurou o Pokémon terrestre pelas pernas e o levantou de ponta cabeça. Então, saltou e deu uma cambalhota para trás. E ainda no ar, jogou a toupeira no solo, completamente zonza pelo impacto.

- Vamos lá! Levante-se! – incentivou Carter

- Você pode continuar! Vamos, vamos! – incitou Clay.

Mas eles estavam quase derrotados. Os dois Pokémons lutadores já estavam se afastando de costas. Parecia que iriam desistir, mas não o fizeram. Apenas tomaram distância para realizar o próximo golpe! Os dois então, começaram a juntar bastante energia em suas mãos. Uma energia azul pulsante, que rodava e girava. Um golpe bem poderoso, pela aparência.

- É a Explosão Focalizada! – identificou o líder de Ginásio – Um movimento muito poderoso! Se acertar o Krokorok, que é do tipo Noturno, ou o Drilbur, que tem pouco treino, deixará ambos fora de combate!

- Ai, não! Vamos lá, Drilbur, levante-se! Você precisa levantar! – berrou o garoto, em vão. A toupeira estava zonza demais para se levantar. O mesmo acontecia com o crocodilo. E foi aí que tudo ficou mais estranho!

Os dois lutadores dispararam os golpes ao mesmo tempo. Mas, na hora que parecia o fim, o golpe não atingiu seu alvo! Vinda do meio da floresta, uma esfera de energia de coloração turquesa atingiu a esfera de energia jogada por Sawk. A colisão fez as duas explodirem e a energia resultante da explosão atingiu a esfera enviada por Throw, anulando-a também. Antes, sequer que os dois humanos pudessem pensar em alguma coisa, um Pokémon pulou do meio da mata e mordeu ferozmente o braço de Sawk. O mesmo caiu no chão de dor, enquanto Throw corria atacar o inimigo que aparecera do nada. Mas o tal Pokémon foi mais esperto. Abriu a boca e um raio de energia azul foi disparado, atingindo Throw certeiramente e o jogando de costas no chão, com o golpe conhecido como Sopro do Dragão. Sawk tentou atacar com a Rasteira, mas o Pokémon oculto deu um salto e desviou. Ao cair, desferiu uma poderosa Cabeçada no peito do Pokémon caratê e o deixou inconsciente no chão. Throw, já de pé, foi correndo para tentar um Quebra Telha, mas também foi nocauteado ao receber do adversário recém-chegado outra daquelas esferas turquesa, que Carter já conhecia bem!

- Você! – acusou o garoto – Foi você que me salvou alguns minutos atrás! Você que me salvou daqueles Roggenrolas! E eu nem sei o que é você!

Então, o seu interlocutor se virou para ele. Era um Pokémon de baixa estatura, quadrúpede. Na maior parte de seu corpo ele tinha uma coloração azul. Mas, cobrindo seu pescoço, ombros, cabeça e até por cima dos olhos, o que o dava uma aparência emo, ele tinha um pelo de cor preta. Estava com um sorriso estampado no rosto.

- Ei, eu sei que Pokémon é esse! – disse Clay – É um Deino, um Pokémon dos tipos dragão e noturno! São bem raros! Demos sorte de encontrarmos um por aqui...

- Dei Dei Deei! – sorriu o Deino. Ele pulou de um lado para o outro, bem feliz.

- Parece que gostou de você... – observou o pai.

- De mim? – estranhou Carter – Por que de mim? Ele salvou o Krokorok também!

- Mas você não acabou de dizer que ele te salvou na caverna também? De uns Roggenrolas?

- Bem... Isso é verdade... Mas o que ele quer comigo?

Deino respondeu com uma de suas esferas de energia, denominadas Vibração do Dragão, atingindo o chão perto de Drilbur, que já estava de pé novamente.

- Uma batalha? – Carter se surpreendeu – Bem... Drilbur, você acha que aguenta depois da luta com o Sawk e o Throw? – o garoto sorriu, ao receber de resposta um aceno positivo de cabeça da sua toupeirinha. Em seguida, ele se postou de frente ao adversário, preparado!

- Vamos lá! Eu quero que você comece com o Giro Rápido!

O Pokémon não hesitou. Antes que Deino pudesse raciocinar sobre tudo o que estava acontecendo, foi atingido pelo Pokémon terrestre girando em alta velocidade. Mas o dragão não deixou barato! Abriu a boca e dela saiu outro raio de energia azul, que pegou Drilbur de surpresa e o arremessou para trás, para ele bater em uma árvore.

- Isso foi um Sopro do Dragão! Poderoso... Mas não importa! – Carter mantinha o punho cerrado, de emoção de sua batalha. – Use a Garra Furiosa!

Já de pé, a toupeira correu para cima de Deino, as garras à mostra. Mas, antes sequer que chegasse perto, o adversário disparou outra de suas esferas turquesa, não dando tempo de Drilbur se aproximar. Atingido pela Vibração do Dragão, a toupeira caiu com as costas no chão, dando tempo do Deino vir correndo na direção dele, com a boca aberta, acertando uma Mordida no braço esquerdo do Pokémon terrestre.

- Levante-se, Drilbur! Vamos, vamos! – berrou Carter. Estava preocupado com o seu Pokémon. Talvez a batalha contra os dois Pokémons lutadores tivesse sido demais para ele... Mas, esse pensamento mudou ao vê-lo se levantar, com bastante esforço e com determinação. Deino parou, abismado! Mas, certo da vitória, disparou outro Sopro do Dragão que teria nocauteado a toupeira, se o seu treinador não tivesse ordenado um movimento:

- Use a Garra de Metal como defesa!

Quando o raio de energia proveniente da boca de Deino estava próximo, Drilbur envolveu as suas garras inteiramente em metal e as cruzou na frente do peito, fazendo-as absorver todo o impacto do golpe adversário. Mas, o Pokémon terrestre foi além! Começou a andar para frente, ainda com as garras em posição defensiva. Foi cada vez mais, atravessando o sopro de energia do Pokémon dragão e se aproximando. E, quando chegou perto, descruzou as garras bruscamente, rebatendo o golpe adversário de volta para o próprio Deino! Quando ele foi atingido pelo próprio golpe super efetivo, cambaleou para trás, meio zonzo e assustado.

- Perfeito! – Carter levantou o braço, preparado para ordenar o próximo ataque e fazer sua pose de vitória, quando sentiu alguém agarrar a sua mão. Quando se virou para trás, viu que era o próprio pai, sorrindo e lhe entregando um objeto. O garoto se maravilhou.

- Pegue! Isso é uma Pokébola, filhão! Está na hora de você capturar o seu primeiro Pokémon! – afirmou Clay, com tanta confiança no filho que ele não pode deixar de sorrir.

- Obrigado! – Carter agradeceu e se virou de volta para o Pokémon inimigo. Este já começava a se levantar. A hora era agora! – Pokébola, faça o seu trabalho!

A emoção de arremessá-la foi indescritível! Ver a esfera cortando o ar e se chocando com a cabeça de Deino foi demais! Assim, o Pokémon dragão foi encolhido em uma espécie de energia vermelha e sugado para dentro da Pokébola. Então, esta chacoalhou durante alguns segundos no solo, emitindo bipes agudos.

"Por favor, capture, capture!" torcia Carter em seu pensamento. Observar o Pokémon lutando para sair de dentro daquele objeto era agonizante. Mas, logo, a Pokébola parou e emitiu um som mais agudo que os outros. Indicava o sucesso da captura!

- Issooooo! – gritou o garoto, catando a esfera bicolor do chão e a levantando, como se fosse ouro – Eu capturei o meu primeiro Pokémon! E é um Deino!

- Dril Driiil – comemorou Drilbur, saltando de alegria. Depois, observou o seu treinador tirar o seu novo amigo da Pokébola e lhe dar as boas-vindas ao time. E eles fizeram amizade, brincaram um pouco. Era uma cena de grande felicidade!

- Parabéns, filhão! – Clay chegou perto, envolvendo Carter com o braço – Você foi demais! Estou orgulhoso!

- Obrigado, pai! Eu te agradeço muito!

- Deeei – grunhiu Deino, mais alegre. Agora, ele tinha amigos! Uma coisa que ele nunca tivera na vida...

- Deino, iremos treinar juntos a partir de agora! E nós seremos muito fortes! Venceremos várias batalhas! Combinado? – sorriu o treinador. O dragão respondeu com um aceno positivo de cabeça. Drilbur se aproximou deles e compartilhou toda aquela felicidade do primeiro Pokémon capturado!

- E eu acho que tenho uma boa notícia... Acho que já descobri como voltar para casa! – anunciou o líder de Ginásio.

- Sério? Como?

- Bem ali! – Clay apontou para longe na mata. Acima das árvores, alguns telhadinhos começavam a se erguer. E Carter reconheceu o telhado escuro do Ginásio. Era a cidade de Driftveil!

- Legal! Agora posso descansar em paz na minha cama!

- Pois é! E acho que já treinamos o suficiente, né?

- Como assim, pai?

- Lembra que eu te levei na Caverna da Pedra Carregada para treinarmos? E ver se você podia ser um treinador? Bem, minha resposta é sim, vendo o quão bem você se saiu nas três batalhas que enfrentou!

- Isso! Quer dizer que poderei ser um treinador Pokémon? – os olhos de Carter se iluminaram. E ele se animou ainda mais quando Clay assentiu em resposta – Yes! Eu serei o melhor de todos os treinadores, papai, eu prometo!

- Sei que será, filho! E terá bastantes desafios pela frente! E o seu primeiro começa amanhã! – ele já começava a virar as costas, na direção da cidade, quando o garoto perguntou:

- Qual?

- Oras, óbvio, não? – um sorriso travesso brincou nos lábios do pai – Você irá me enfrentar no Ginásio!