Normal: narração e fala
Itálico: pensamento
(entre parênteses): (sinais de mão)
Capítulo 13.
Dias depois, na casa do Eizan, ele e sua mãe faziam um bolo.
Eizan: Será que já tem bastante farinha?
Sarai: Não sei, é a primeira vez que uso farinha pra fazer bolo.
Voz: *vinda da sala* Querida, cheguei!
Sarai: Estamos aqui na cozinha, querido!
Naruto correu para a cozinha, beijando sua esposa e fazendo cafuné na cabeça de Eizan.
Eizan: Sinto algo na sua mão, pai. É um pergaminho?
Naruto: Sim, é sim. Sarai, a vovó Tsunade nos mandou numa missão pra entregar esse pergaminho.
Sarai: *surpresa* Justo hoje? Amanhã é o dia da graduação do Eizan!
Naruto: Se formos agora, podemos chegar amanhã de manhã, a tempo da graduação.
Eizan: Ufa, ainda bem! Ficaria triste de não ver meus pais na graduação.
Sarai: Nesse caso, Naruto, vamos preparar nossas coisas. Quanto antes saírmos, mais cedo voltaremos.
Naruto concordou, antes dele e de sua esposa irem preparar suas coisas. No final, antes de irem, Sarai falou com Eizan pela última vez.
Sarai: Não sei exatamente quando voltaremos da missão, possivelmente perto do sol nascer, mas você é responsável pela casa e pela Ayame. Pode tomar conta da sua irmãzinha até voltarmos, certo?
Eizan: Eu prometo, mamãe.
Sarai: *beijando o filho no rosto* Até amanhã de manhã, filho. E descanse bastante para a graduação.
Eizan concordou com a cabeça, ante de seus pais irem embora. Entretanto, o que ele não esperava é que uma reunião estivesse acontecendo num beco. Uma reunião de três pessoas.
Pessoa 1: Finalmente chegou o dia que nos livraremos dele. O demônio finalmente será derrotado, e junto com a família.
Pessoa 2: Só foi uma surpresa aquela jounnin nos pagar pra fazer isso. Será que vai dar certo?
Pessoa 3: Que pergunta! Claro que vai! Nenhum demônio pode sobreviver à um incêndio, certo?
Pessoas 1 e 2: Certo.
Horas depois, na casa da família Uzumaki, Eizan acordou com o choro de Ayame.
Eizan: *levantando da cama, sonolento* Agora eu sei como pais de primeira viagem se sentem. Ei, espera aí! *fungando* Isso é cheiro de fumaça?
Eizan ficou um pouco preocupado, mas sua preocupação se transformou em medo ao sentir que a temperatura do ar estava bem maior. Logo deduziu o que estava acontecendo.
Eizan: A CASA ESTÁ EM CHAMAS!
Eizan correu como um desesperado para o quarto de sua irmãzinha, ignorando totalmente o fato de ter se queimado um pouco no caminho, tanto o corpo quanto o pijama. Mas estava mais preocupado com Ayame do que consigo mesmo.
Uma vez que chegou ao quarto de Ayame, Eizan a pegou no colo, o que a fez parar de chorar. O Uzumaki logo deduziu que ela tinha chorado por medo do fogo, e agora se sentia mais calma por ele estar ali.
Mas ele não estava nada calmo. A casa estava coberta pelas chamas e, se os dois não saíssem logo dali, acabariam morrendo. Felizmente, a janela do quarto de Ayame não estava bloqueada por nada, mas era a única saída, pois uma tábua em chamas tinha caído na frente da porta.
Eizan: Ayame, eu vou tentar sair pela janela, mas você vai ter que se segurar firme em mim, entendeu?
Apesar da pouca idade, Ayame havia entendido o que seu irmão mais velho havia dito e, concordando com a cabeça, se segurou firme. Eizan tentou sair da casa pela janela, que dava no telhado. Infelizmente, acabou tropeçando nas telhas e quase caiu, ficando pendurado por apenas uma mão, já que segurava Ayame com a outra.
A esta altura, havia uma multidão do lado de fora, sendo que alguns estavam bem felizes. Afinal, eram moradores da vila e detestavam Naruto, então queriam a destruição dele e de sua família. Mas alguns estavam bem assustados, tanto que alguém fez questão de chamar a AMBU.
Voltando ao Eizan, este tentava puxar Ayame e a si mesmo, mas usando apenas um braço era impossível. Sem falar que estava quase sem forças e logo iria cair do telhado.
Eizan: *tentando comunicação mental* Kurama! Kurama, está me ouvindo?
Kurama: Estou aqui, Eizan.
Eizan: Kurama, me ajuda! Tem um incêndio na minha casa e eu estou pendurado no telhado com a minha irmãzinha, ambos prestes a cair! Eu não vou aguentar muito tempo!
Kurama: Eu vou ajudá-lo, Eizan, não se preocupe.
