Olá! Antes de postar o capítulo, umas informações:
A fic terá 10 capítulos, mas eu ainda estou terminando de ajeitar o capítul 10, não estou ficando muito satisfeita, por isso vou demorar um pouquinho mais para postar, mas eu vou tentar postar os capítulos finais o mais rápido possível ;)
CAPÍTULO 8
Lily deu o toque final nos cabelos, fixando uma charmosa onda no lado direito. Então, tomando distância do es pelho, analisou o próprio reflexo, com o máximo de espírito crítico.
Usava um vestido justo e longo, com mangas compridas e um generoso decote, todo em renda verde, rebordado com pérolas e cristais no mesmo tom do tecido. Era um traje belíssimo, do insu perável estilista francês Yves Saint Laurent, que James lhe dera especialmente para aquela ocasião.
Quanto à maquiagem, sua pele de porcelana exigira poucos re cursos para valorizar seus traços harmoniosos, entre os quais delineador preto, para os olhos, e batom carmim, nos lábios. Contudo a mudança no penteado fora decisiva, aumentando sua sensualidade e elegância inata.
Como complementos, acabou pondo um conjunto de gargantilha e brincos de ouro e esmeraldas, que ganhara do marido durante a lua-de-mel e havia deixado com ele, após a separação.
Satisfeita, sentiu-se pronta para enfrentar as esnobes convidadas dos Black em igualdade de condições.
— Está magnífica! — James exclamou, da porta do quarto, vestindo um tradicional smoking preto.
Lily recebeu o elogio com um sorriso afetuoso, que ampliava ainda mais sua beleza.
— Obrigada— agradeceu.
Pareciam felizes como nos velhos tempos, dando a impressão de que o período de dúvidas e infortúnios acabara para sempre. Vinte minutos depois, ao chegarem no hospital, encontraram Harry sentado na cama, inventando histórias para os bonecos que James lhe dera.
O menino estava muito bem-disposto e alegre, embora seu rosto permanecesse pálido e com olheiras, que o médico garantira que iriam desaparecer aos poucos.
Em breve, Harry poderia ir para casa, encerrando, com chave de ouro, aquele terrível pesadelo. Além disso, caso não houvesse nenhuma complicação, estaria apto a recomeçar o ano letivo com os mesmos colegas, em meados de fevereiro. Até lá seus cabelos teriam crescido o suficiente para encobrir a extensa cicatriz na cabeça, evitando qualquer tipo de constrangimento junto às outras crianças.
James já havia conquistado um lugar no coração do filho, desmanchando-se em carinhos e afetos, além de contar-lhe um monte de histórias sobre suas aventuras de garoto.
— Parece cansada, mamãe. Não dormiu bem? — Harry in dagou, recorrendo a sua incrível perspicácia.
Lily sorriu, meio sem graça, lembrando o modo como passara a noite anterior.
— Ontem, fui dormir muito tarde... — respondeu, tentando não corar. — E acordei muito cedo esta manhã.
"Na verdade, fui despertada por James, que insistiu para que tomássemos outro banho juntos. E, após fazermos amor, ele colo cou-me de volta na cama para me servir um delicioso café da manhã", concluiu a explicação, mentalmente.
— Precisa descansar mais... — o menino aconselhou, com ares de sabedoria. — Por que não tira umas férias com eu?
James beijou o rosto do filho, encantado com sua ingenuidade infantil.
— Não se preocupe, garotão, vou cuidar para que a mamãe não se canse demais... — prometeu, olhando maliciosamente para Lily.
Os três ficaram rindo e conversando juntos até as oito da noite, quando encerrava-se o horário de visitas. Então deram beijos de boa-noite em Harry e seguiram para o local da festa.
— Quantas pessoas haverá nesse jantar? — perguntou, apreensiva, dentro do carro. — Talvez seja melhor contar-me alguns detalhes sobre seus amigos e outros acionistas.
— Relaxe, Lily. Esse é apenas um evento social.
— Sim, mas, inevitavelmente, os homens irão falar sobre negócios. — Entretanto o que a preocupava era a ala feminina, sempre maldosa e artificial, com raras exceções.
— Nervosa?
— Deveria estar? — retrucou, sentindo o estômago arder de tanta ansiedade.
James sorriu com todo seu charme, para transmitir-lhe confiança.
— Tenho certeza de que vai se sair muito bem. Aliás será a mulher mais estonteante da festa!
— Tomara... — suspirou, calando-se. Então, para espantar o ner vosismo, tentou distrair-se com a beleza do bairro por onde passavam, com ruas arborizadas e impressionantes prédios.
Logo, ele atravessou os portões do clube mais aristocráticos de Londres, encontrando uma fila de automóveis luxuosos, próxima da sede, cujos proprietários aguardavam para serem desembarcados, com toda pompa, pelo porteiro.
Nesse momento, a dor de estômago de Lily transformou-se num leve enjôo, deixando-a pálida e trêmula.
Percebendo a tensão nervosa da esposa, James passou-lhe os braços em torno dos ombros, tentando acalmá-la.
Minutos depois, já estavam no amplo e elegante hall do clube, sendo recepcionados por Sirius e Catherine.
Felizmente, o grupo não era muito grande, girando em torno de dezesseis ou vinte convidados, no máximo. E, após uma série de apresentações, Lily começou a relaxar.
James circulava com desenvoltura pelas diversas rodas, sendo festejado por todos, em especial pelas mulheres, que nem sequer disfarçavam os olhares sedutores ou maliciosos que lhe dirigiam.
Sete anos atrás, Lily sentira-se intimidada por aquelas pessoas esnobes e, numa tentativa para ser excluída, tentara copiar seus com portamentos excêntricos e sofisticados. Naquele perigoso processo em busca de aceitação, quase perdera sua própria identidade. Agora, mais madura e experiente, não mudaria nada sua maneira de agir para que eles a aceitassem.
Canapés, caviar e outros petiscos foram servidos fartamente, na próxima meia hora, regados a vinhos franceses e alemães, além de uísques.
De súbito, Sienna fez sua entrada triunfal no salão, visivelmente irritada. Após rápidos cumprimentos, foi ao encontro do pai, que conversava com James e Lily.
— O que aconteceu, querida? — Sirius indagou, apreensivo.
— Estamos à sua espera há quase uma hora.
— O culpado foi um astucioso motorista de táxi que, tomando vantagem por eu desconhecer a cidade, deu inúmeras voltas para chegar aqui. E, à custa do meu atraso, ele obteve uns vinte dólares a mais!
— Pare de reclamar — Sirius pediu, com um sorriso conciliador.
— Ao menos, deve ter aproveitado as paisagens, não foi? Sienna pareceu fuzilar o pai com os olhos. Porém, mudando o foco de sua atenção para James, sussurrou, com voz melosa:
— Preciso de um drinque, não quer acompanhar-me? — Fazendo pose de mulher fatal, admitiu: — Estou sedenta...
"Não deve ser apenas em bebidas que ela está se pensando...", Lily concluiu, maliciosa. Contudo, aqueles ataques cada vez mais ousados e explícitos a James estavam acabando com seu bom hu mor.
— Vejam, Bella está chegando! — a filha de Sirius anunciou, esfuziante, fazendo um discreto sinal para que a outra viesse encon trá-los. Em seguida, fitou Lily, fingindo piedade, embora seus olhos denunciassem vingança.
"Com certeza, essa será uma noite inesquecível... Com tudo pre parado para me aborrecer...", pensou, tomando mais um gole de vinho.
Depois de cumprimentar os anfitriões, Bellatrix Black abraçou James, dando-lhe um beijo, mais do que carinhoso, no rosto. Quanto à Lily, a mulher limitou-se a um antipático aceno de cabeça. To davia o pior ainda estava por vir...
Quando todos os convidados foram para a mesa, com os lugares marcados com antecedência, teve o desprazer de ficar bem em frente à Sienna, que tinha Bellatrix do seu lado direito (isso é que é azar).
"Que maravilha!", ironizou para si mesma, olhando para James, sentado no outro extremo, próximo a Sirius.
Aparentando calma, tentou ocupar-se apenas com a comida, pre parada com o requinte que a ocasião exigia. Porém, sabendo que cedo ou tarde, as rivais passariam a atacá-la, mal conseguia sentir o sabor dos pratos.
— Como está seu filho? — Bellatrix atacou, afinal.
Mais uma vez, a ênfase na palavra "seu" não passou despercebida para Lily, que encarou a outra, sem demonstrar medo.
— Harry está melhorando muito rápido — respondeu, polida. E, disposta a revidar na mesma moeda, acrescentou, frisando o "nós": — Aliás, nós estamos esperançosos de que ele saia do hospital em algumas semanas.
Bella tomou um gole de vinho, para ganhar tempo, antes de retomar o assunto.
— Realmente... James parece estar se divertindo muito, ban cando o papai devotado...
— Ora, você, mais do que ninguém, deveria saber o quanto os italianos (James é descendente de italianos) adoram suas famílias — Lily retrucou, sarcástica.
Surpresa com aquele argumento, ela logo camuflou a irritação com um sorriso astucioso.
— Oh! Sim! Eles são muito amorosos com os filhos.
— E com as esposas também... — acrescentou, partindo para o ataque.
— Claro! — concordou, dando uma sonora gargalhada. Então, como se fosse catedrática no assunto, disse: — Por favor, não esqueça das amantes, minha querida... Os italianos geralmente tem várias!
Lily não teve como responder aquela insinuação, percebendo que estava prestes a perder a batalha.
Com os ventos da boa sorte soprando a seu favor, Bella deu um longo suspiro, dizendo:
— Mas não culpe as mulheres... Afinal quem pode resistir ao charme de James?
— Nenhuma, eu suponho... — respondeu, fingindo não dar im portância ao fato.
James continuava a falar com Sirius, olhando para a esposa em curtos intervalos. Aliás, parecia muito satisfeito por vê-la con versando com Bellatrix.
Pareceu levar um século até que o jantar terminasse, permitindo que os convidados fossem conduzidos para outro ambiente, onde seria servido o café.
Para infelicidade de Lily, todos os homens concentraram-se numa extremidade da sala, debatendo idéias sobre negócios, enquanto as mulheres ficaram no lado oposto.
A única exceção era Bellatrix Black, que preferiu ficar junto ao grupo masculino, precisamente perto de James. Seu intento era cristalino: queria ressaltar suas diferenças com a sra. Potter.
O contraste entre ambas era imenso, a começar pelas diferenças físicas até atingir as qualificações profissionais. Há sete anos, esses aspectos tiveram um grande impacto sobre Lily, provocando-lhe terríveis complexos de inferioridade.
Agora, isso não a incomodava mais... Em parte, por descobrir que não significavam nada. E também por ter conseguido um diploma universitário, além de ter se destacado em seu ramo de atuação. Se quisesse, poderia juntar-se aos amigos de James e discutir, de igual para igual, sobre qualquer assunto relativo ao mercado financeiro. Porém não queria provar nada para aquelas pessoas.
— Precisa visitar-nos quando forem aos Estados Unidos — Catherine disse, fazendo-a abandonar aqueles devaneios.
— Será um prazer — respondeu, com um sorriso amável. — Já faz muitos anos que estive lá...
— A casa é enorme — Catherine prosseguiu. — E adoramos receber hóspedes.
Lily reconheceu que fizera mau juízo de Catherine, chegando até a admirar sua calma e paciência. Afinal, a moça acompanhava Sirius em tudo, sempre procurando agradá-lo, além de agüentar o mau gênio e as provocações de Sienna.
— Obrigada, falarei com James sobre seu convite — respondeu, gentil.
Ambas iniciaram uma agradável conversa, descobrindo uma série de coisas em comum. Por fim, Catherine foi obrigada a afastar-se para dar atenção a outras convidadas.
Passando os olhos pela sala, Lily viu, satisfeita, que Sienna desistira de James, ocupando-se de um outro empresário. Quanto ao seu marido, participava de uma animada discussão com outros dois colegas, além de Bellatrix Black, é claro.
Por mais que se esforçasse para observá-los de modo imparcial, era visível o modo insinuante como Bellatrix se portava, tentando seduzi-lo de todas as maneiras imagináveis. Contudo James agia com naturalidade, ignorando todas aquelas investidas.
De repente, ele despediu-se dos colegas e veio ao seu encontro, dando-lhe um beijo no rosto, capaz de deixá-la toda arrepiada.
— Podemos ir, querida? — indagou, enlaçando-a pela cintura. Imaginando o que a esperava quando chegasse em casa, Lily enrubesceu, sendo dominada pelo fogo da paixão...
Como seria bom ficar a sós com James, sentindo toda a virilidade daquele corpo em sua pele desnuda... Ou então, aproveitar os poucos momentos de descanso para descobrir novos pontos de prazer, através de tentadoras massagens erógenas...
— Quando quiser... — disse, enfim, ardendo de desejo.
Em poucos minutos, despediram-se de Sirius e Catherine, loucos para saírem daquela festa interminável.
— Vai embora tão cedo, James? — a voz de Bellatrix soou irritante, sem o menor esforço para esconder seu desagrado.
— Minha esposa deseja ir para casa.
Aquela era a pura verdade, entretanto Lily ficou furiosa por ter sido colocada como a única responsável pela saída do casal. Bellatrix não perdeu a oportunidade de ridicularizar a concorrente.
— Ora, meu bem... — disse, venenosa. — E uma pena que não consiga agüentar uma simples reunião entre amigos...
— Engano seu... — Lily retrucou, em tom de confidencia. — Essa é apenas uma desculpa educada que James arranjou para que pudéssemos ir para um local mais íntimo... Entende, não?
Sem palavras, Bellatrix afastou-se, pisando duro.
Um ressentimento profundo brotou na alma de Lily, expandindo-se com rapidez, até atingir proporções imensuráveis. Sufocada pela raiva, tinha vontade de esclarecer todos os pontos que a inco modavam, ali mesmo, no clube. Apesar disso, manteve a classe, enquanto ainda estavam em público.
— Parece divertir-se jogando-me para os leões, não é? — declarou, afinal, quando já estavam sozinhos no carro.
— Do que está falando?
— Ora, não se faça de desentendido! Por que disse que eu queria ir para casa?
— E o que há de mal nisso? — respondeu, com outra pergunta. Na verdade, sabia que James tinha razão, porém relutava em concordar com tudo o que ele dissesse.
— Bem, numa escala de um a dez, diria que nossa reconciliação atingiu, no máximo, nota oito — afirmou, mais tranqüila.
— Puxa! Achei que não daria nem cinco! — exclamou, irônico.
Depois, tornando-se sério, acrescentou: — Você é que não consegue libertar-se do passado, ruivinha.
No fundo, temia que tudo acontecesse de novo...
Após várias investidas de Bellatrix, em público, as pessoas pas sariam a comentar que tinha um caso com James. Pronto! Em semanas, aquela boato ganharia os jornais e revistas de fofoca do país, transformando a vida de Lily num inferno! Então, sentindo-se traída, acabaria fugindo, levando Harry consigo...
— Nada mudou... — lamentou-se, com amargura.
— A respeito do quê?
— Por acaso ficou cego? — atacou, agressiva. — Bellatrix parecia devorá-lo com os olhos!
Ele riu, achando graça daquela típica cena de ciúme. Entretanto, como no passado, não deu nenhuma explicação, concentrando-se apenas no percurso.
Entendendo aquele silêncio como prova de culpa, Lily calou-se, mortalmente ferida.
Trinta minutos mais tarde, o carro parava na frente da mansão, sem que seus ocupantes tivessem trocado uma palavra naquele tempo todo.
Por infelicidade, o enjôo de Lily voltara, junto com uma leve dor de cabeça.
"Acho que comi algo que não me fez bem...", pensou, subindo a escadaria, enquanto James tomava um drinque, na sala.
Assim que chegou ao quarto, jogou-se na cama, sentindo tudo rodar ao seu redor. Gostaria de pedir ajuda, mas era incapaz de mover-se...
Algum tempo depois, aquele terrível mal-estar foi embora, como se jamais tivesse existido.
Mesmo achando estranho o que acabara de acontecer com seu corpo, Lily pôs a culpa no estresse. Afinal, não ia perder tempo com algumas indisposições passageiras, enquanto tinha uma enxur rada de problemas mais graves para se ocupar.
Já terminava de tirar a maquiagem, vestindo uma camisola de renda marfim, quando James entrou na suíte, alterado pelo excesso de uísque.
— Venha cá, Lily — chamou, desabotoando a camisa, sentado na borda da cama.
— Preciso dormir. Estou com dor de cabeça — declarou, apelando para aquela clássica desculpa feminina.
Exibindo o peito nu, James foi até ela, deslizando a mão pelo decote da camisola.
Arrepiada de prazer, até o último fio de cabelo, Lily recorreu à sua auto-estima para repeli-lo, com um forte empurrão.
— Deixe-me em paz! — gritou, ofendida. — Não temos nada para conversar!
James riu, jogando a cabeça para trás, cheio de charme.
—Ora, ruivinha, nunca precisamos de palavras para nos enten dermos... — respondeu, roçando o corpo no dela.
Mais uma vez, ela o afastou.
— Sexo não é a resposta para tudo!
— Não? — perguntou, malicioso, agarrando-a pela cintura. Lily tentou protestar, mas foi calada por um beijo possessivo e avassalador.
No princípio, tentou rebelar-se, mas, aos poucos, foi entregando as armas, deixando seu corpo à mercê daquele irresistível e inescrupuloso inimigo, que tomava posse de cada parte, arrancando-lhe ainda lascivos gemidos de satisfação...
Sem saber como, logo já estava nua, sentindo os toques de James em suas coxas e seios. Então, deixando o papel passivo de lado, também passou a atacar, respondendo à cada carícia com outra ainda mais sensual e envolvente...
Mestres naquele jogo de paixão deram liberdade a todos os seus sonhos eróticos, amando-se seguidas vezes, sem que a chama do desejo se apagasse...
Quase adormecendo, após aquela enxurrada torrencial de prazeres, Lily acariciou James, que jazia exausto, ao seu lado.
"Apesar de tudo, estou com o homem que amo. E sempre ama rei...", consolou-se, fechando os olhos, feliz.
Que dúvida quanto ao final! Tô batendo a cabeça aqui com o acerto de contas da Lily e do James, que vai ser no próximo capítulo, mas ainda não estou 100% satisfeita.
Ninha Souma: Bem vinda! Adorei sua review ;) eu sei que o James pode ser bem frustrante às vezes , mas a Lily não é fácil também, afinal de contas será que foi só a Lily que sofreu e sofre com a separação dos dois? Eu tento vê o lado dos dois. Mas é bem verdade que o James tá errado em achar que sexo é resposta e nunca dar uma explicação pra Lily. Que bom que está gostando! Continue acompanhando. Beijos;*
