Último capítulo! Tá mais pra um epílogo, mas só pra fechar com um clássico final feliz
CAPÍTULO 10
Aquela manhã iniciou-se como todas as outras: após um bom mergulho na piscina, James tomou café com Lily e foi para o escritório. Entretanto, dessa vez, não havia discórdia nem ressentimento entre eles, apenas amor e muita felicidade.
Assim que ficou sozinha, Lily arrumou-se, apressada, e foi cor rendo ao laboratório, fazer o teste de gravidez.
Após poucos e angustiantes minutos de espera, uma simpática enfermeira entregou-lhe o envelope com a resposta.
Seu coração estava aos pulos e as mãos tremiam, sem coragem de romper o lacre. Temia que o resultado desse negativo.
Após o espanto inicial, ficara encantada com a possibilidade de ser mãe de novo, sentindo o milagre da vida dentro de seu próprio corpo. Isso sem mencionar a alegria de Harry, que sempre lhe pedira um irmãozinho, e de James, que ficaria tão emocionado e feliz com a novidade, que mal podia esperar para contar-lhe...
De certa maneira, devia essa emoção a ele, por tê-lo impedido de participar do desenvolvimento de Harry. Por isso, decidira não dar-lhe falsas esperanças, antes de ter certeza absoluta da verdade.
E o que fazer, agora que faltava-lhe coragem para abrir um simples envelope?
Pedindo forças a Deus, respirou fundo e rasgou o papel. Contudo, estava tão nervosa que demorou alguns segundos até que conseguisse focalizar o que estava escrito naquela folha branca.
"Positivo", leu, afinal, apertando o resultado junto ao peito, emo cionada.
Depois, mais calma, fez questão de reler o exame para ter certeza de que não havia se enganado. Porém a palavra "positivo" continuava ali, firme e forte.
Sentindo-se flutuar entre as nuvens, deixou o laboratório e foi visitar Harry, o primeiro a ensinar-lhe a alegria de ser mãe.
Os ventos pareciam soprar a seu favor nesse dia, pois teve mais uma notícia maravilhosa: seu filho teria alta na manhã seguinte.
Os dois passaram todo o horário de visitas rindo e fazendo planos para a volta para a casa. Por fim, decidiram dar uma enorme festa, para os colegas de Harry, assim que terminasse o período de convalescença.
Lily achou melhor não contar-lhe nada sobre o bebê, esperando para dar-lhe a notícia junto com James. Aliás, como uma família, deveriam partilhar todas as alegrias juntos.
Quando deixou o hospital, seu primeiro impulso foi procurar James no escritório. Mas, quando já estava a dois quarteirões do edi fício, mudou de ideia.
Decididamente, não queria dar-lhe uma notícia daquelas no seu lugar de trabalho. Tudo tinha que ser fascinante e especial...
Deixando sua imaginação fluir, encontrou a resposta perfeita sem demora, pôs seu plano em andamento.
Quinze minutos mais tarde, registrava-se no hotel mais luxuoso da cidade, pedindo nada menos do que a suíte imperial.
O quarto, se é que pode chamar-se assim um lugar tão grande, era fantástico, dividido em cinco ambientes distintos, além do enorme banheiro de mármore branco e preto, com uma banheira de hidromassagem para duas pessoas.
Confortavelmente instalada, Lily discou o número da presidência da Inter-Kromell, pedindo para falar, com urgência, com o sr. Potter.
— Alô? James? — indagou, assim que transferiram a chamada.
— Lily? Aconteceu algo errado?
— Não — respondeu, com toda a calma do mundo, embora sua en tonação mantivesse um certo clima de suspense. — Estou muito bem.
— E Harry? — tornou a pergunta, cada vez mais aflito.
— Está ótimo! Aliás, receberá alta amanhã cedo! Não é fantástico?
— Graças a Deus!
— Mas... Esse não foi o único motivo da minha ligação... — revelou, hesitante. — Queria dizer que te amo!
— Onde está? — quis saber, ansioso.
— No Hotel Plaza... Queria muito encontrá-lo...
— Estarei aí em quinze minutos — comunicou, desligando o telefone, com toda a pressa do mundo.
— Quinze minutos... — Lily repetiu, andando pela suíte. — Parece uma eternidade!
Tentando distrair-se, analisou cada detalhe da decoração, deu um retoque na maquiagem e abriu todos os armários, com impaciência, à procura do que fazer.
De repente, a porta abriu-se e James correu para os seus braços, girando-a no ar.
— Que saudade! — murmurou, afrouxando o nó da gravata.
— Contei os segundos para esse encontro!
— Pode repetir o que disse ao telefone? — suplicou, ajoelhando-se aos seus pés.
— O quê? — fingiu não se lembrar. Então, abrindo um sorriso encantador, espelho da sua alma, confessou: — Eu te amo, James Potter!
Num ímpeto de paixão, começaram a beijar-se, acariciando-se mutuamente. E, como conseqüência natural, acabaram na cama, apro veitando aquela maravilhosa tarde de amor.
Depois, cobertos apenas pelos lençóis de cambraia, abraçaram-se, ofegantes.
— Já lhe passou pela cabeça que legalmente não somos mais casados? — Lily perguntou, de súbito.
— Tem razão! Estamos divorciados!
Ela riu-se, do susto que ele levou.
— Só dei-me conta disso durante aquela discussão com Bellatrix.
— É, minha querida, no fundo, nenhum de nós sentiu-se separado nem por um segundo sequer...
Lily assentiu, dando-lhe um beijo no dorso despido, enquanto ele afagava seus cabelos ruivos.
— Cuidarei dos procedimentos burocráticos o mais rápido pos sível. Mas, não se preocupe, logo voltará a ser a sra. Potter, embora jamais tivesse deixado de ocupar esse lugar no meu coração.
— Bobo! Não foi por isso que o chamei aqui!
— Ah! Nesse caso, foi apenas a saudade que ativou sua imagi nação?
— Sim e não... — Insistiu no suspense.
— E posso saber qual foi esse motivo tão importante que a levou a me tirar do escritório no meio do expediente? — indagou, fingindo-se de contrariado.
Lily ergueu-se, ficando de joelhos na cama.
— Estou grávida! — anunciou, acariciando o ventre.
Os olhos de James ficaram úmidos e seu rosto, antes tão frio e indiferente, expressava carinho, ternura e muita alegria.
— Obrigado, meu amor — murmurou, dando-lhe um abraço cheio de gratidão.
— Oh! James perdoe-me por ter duvidado do seu amor, no passado.
— Não há o que perdoar, querida. Também errei, desprezando o diálogo. Mas, de agora em diante, prometo que vou mudar...
— Já está mudando, meu amor. Só tenho remorsos dos anos que passamos separados, sofrendo por motivos tolos...
— Temos a vida toda para recuperar isso, Lily... A vida toda...
Novamente, tornaram a beijar-se, reiniciando o ritual de erotismo e sensualidade que praticavam com tanta maestria. Entretanto, con seguiam mais do que saciar seus desejos carnais... Alcançavam a comunhão total entre suas almas, que estavam ligadas por um sen timento muito maior e divino: o amor verdadeiro.
Acabou!
Obrigada a todos que acompanharam ;)
Beijos ;***
