- E foi isso que se passou. – Disse, muito sorridente para Fubuki. Mas esse sorriso não durou muito a ser substituído por uma cara com medo e preocupação pintadas nela. – Fu-Fubuki? – Disse ela, aproximando-se da sua face para poder ver como estava, já que a sua franja tapava os seus olhos, o que fazia com que a sua cara tivesse uma expressão neutra e um pouco fantasmagórica. – O que se passa, Fubuki? Para com isso, estás a assustar-me; sai dessa, Fubuki! Responde-me; quero ouvir a tua voz; quero ver os teus lindos olhos azuis e receber essas tuas carícias de que tanto gosto! Eu… Eu quero… Eu quero-te Fubuki! – Disse por fim, gritando com medo e a chorar.
Fubuki não estava realmente mal, apenas estava sumido em pensamentos; mas não tão sumido para não ter conseguido ouvir o que Tasha disse e para não conseguir ver o estado em que estava. Fubuki estava completamente abismado: como é que alguém podia ser tão doce, honesto e forte ao mesmo tempo? Nesse momento, ele nem sabia se era realidade ou se era um sonho bastante real, mas se era um sonho, queria que nunca acabasse. Não conseguiu conter-se mais, agarrou aquele corpo que tinha tão perto de si e abraçou-o com todas as forças que tinha, pousou a cabeça no seu ombro e partiu-se em lágrimas… Verdadeiras cataratas de felicidade, pois por fim, sabia que era correspondido.
- E-eu… Q-quer-ria dizer-te… Que… Não precisas de ter medo, porque a partir de agora eu serei a luz que te guia no escuro, a estrela polar que te vai indicar o Norte, e mais importante ainda; serei sempre aquele que não importa as circunstâncias, nem que o motivo seja menos de mínimo; a quem podes contar tudo e que te vai defender de tudo e todos. Tasha Hagane; eu amo-te, e sempre o farei.
- Fu…bu…ki… - Os olhos de Tasha encheram-se de lágrimas, o seu coração batia muito depressa, sentia as suas mãos suadas e ardiam-lhe tanto as bochechas que pareciam feitas de fogo. A sua reação? Simples: retribuir o gesto, passou os seus braços por baixo dos de Fubuki e abraçou-o; com um braço a fazer-lhe caricias nas costas e o outro a brincar com os seus cabelos prateados, esses que emitiam uma fragrância ao mesmo tempo forte e suave, que embriagavam Tasha ao ponto de só ver pequenas manchas de branco e cinzento. – Eu também te amo, Fubuki… Muito! – Disse ela, feliz, enquanto mergulhava a sua face nos cabelos de Fubuki e sussurrava um suave "obrigada" neles.
Fubuki separou-se de Tasha e secou as lágrimas com os antebraços, e encarou Tasha, sorrindo. – E que tal se fizesse-mos algo mais divertido; afinal, ainda temos muito tempo de sobra! – Disse ele, contente.
- Concordo, e acho que tenho uma coisa em mente… - Disse, chegando-se ao peito do seu recém-adquirido namorado; coisa a que ele respondeu, agarrando-a com um braço e fazendo-lhe festas na cabeça com a outra.
- Diz-me uma coisa: alguma vez beijaste alguém? – Disse, saído do nada.
- Depende: na bochecha ou—Não teve tempo de completar aquilo que quis dizer pois Fubuki foi logo direto ao assunto.
- Nos lábios… Já beijaste alguém nos lábios?
- N-não… E aposto que tu também não! – Disse ela, olhando-o com as bochechas cheias de ar, a fazer beicinho.
- Por acaso, não. Mas… Gostavas de passar a dizer que sim, a partir de hoje? – Perguntou, com um olhar atrevido, com olhos a brilhar de luxúria. Nesse momento, um arrepio percorreu as costas de Tasha.
- Posso perguntar-te uma coisa primeiro? – Perguntou ela, inocentemente. Fubuki abanou a cabeça em sinal de sim e ela continuou. – Deixa-me adivinhar: soltei o teu lobo interior?
- Por acaso não, mas… - Disse, aproximando-se do rosto de Tasha até ao ponto de as suas respirações se cruzarem – Se quiseres posso ser um cachorrinho, só para ti, queres?
- Não; para mim, seres o lobinho manso que és já me é suficiente. – Disse ela, muito docemente.
Olharam-se bem nos olhos e começaram a aproximar-se mais… Muito mais… Fubuki pôs o seu braço esquerdo na cintura de Tasha e puxou-a para si, enquanto pousou a sua mão direita na bochecha de Tasha e começaram a entrecerrar os olhos, a relaxar-se; Tasha pousou os seus braços pelo pescoço de Fubuki; fecharam os olhos e … "CLICK" os seus lábios uniram-se num belo selo, carregado de amor e carinho, projetando todas as suas emoções nesse pequeno gesto. Mas toda essa calma não demorou a sair disparada pela janela e a ser substituída pela luxúria na sua completa e perfeita forma. O beijo começou a tornar-se mais apaixonado; mas mesmo antes de passar a outro nível, tiveram de se separar pela falta de ar. Separaram-se e olharam-se um ao outro a sorrir, dizendo ao mesmo tempo:
- Maldito oxigénio!
- E então? – Perguntou Fubuki, sorrindo.
-E então, o quê? – Perguntou Tasha confusa.
- O beijo; gostaste? – Pergunta de novo.
- Mais ou menos. – Disse, fechando os olhos. – Podia ter sido melhor… - Disse, com um olhar cheio de desejo.
- Tipo… Assim? – Disse, empurrando Tasha para trás, fazendo-a estender-se ao longo da sua cama. Colocou-se de quatro patas sobre ela, devorando-a com a vista; para depois dirigir a vista ao seu rosto e abrir os olhos como pratos. – T-Tasha? Por que é que estás tão vermelha? Não estás com febre, pois não? – Perguntou-lhe inocentemente.
- Mas… Tu estás parvo ou quê?! – Gritou ela muito envergonhada.
- Tu és muito fofa, sabias? – Disse Fubuki muito ternamente. – És tão querida, só me apetece abraçar-te e acarinhar-te, como se fosses uma gatinha! – Disse, sorrindo muito; fazendo Tasha relaxar-se até ficar apenas com um pequeno e terno rubor. – Mais calma?
- Sim; mas… - Tasha agarrou Fubuki pelos ombros e empurrou-o para trás, sentando-se na sua cintura, e encarando-o de frente. – Eu não vou ser a mascote de ninguém, esta noite! – Disse, com um sorriso matreiro, que deixava ver um dos seus caninos. – E quanto a isso da gatinha, não sabes a razão que tens… – Disse, olhando para o lado, sorrindo. Fubuki olhou para ela, confuso. – Conto-te amanhã, a ti, e a todos.
- Agora, onde é que nós íamos? – Disse Fubuki, levantando-se de debaixo de Tasha e sentando-se, com ela sentada sobre os joelhos, no seu colo, segurando-a pela cintura, para que não caísse para trás. Tasha segurou-se a Fubuki pelos ombros e foram ambos aproximando-se dos lábios um do outro. Estavam quase a tocar-se, quando…
- Espera aí um bocadinho! – Disse Fubuki, pondo um dedo sobre os lábios de Tasha, fazendo-a parar e encará-lo – Primeiro, quero pedir-te duas coisas, OK? – Tasha respondeu afirmativamente. – Primeiro, posso? – Perguntou, apontando para as ligaduras de Tasha, que tinham um nó atrás do pescoço.
- S-sim, mas tem cuidado. – Disse, recostando a sua cabeça na curva do pescoço de Fubuki, para que este não visse o seu rosto corado.
- Ora, vamos lá. – Disse, desfazendo suavemente o nó que Tasha tinha feito; sentindo-a tremer durante este feito. Fubuki sorriu e acariciou-lhe a cabeça. – Tem calma, não te vou fazer nada! – Riu-se ele, levemente. – Finalmente.
-Já conseguiste o que tu querias? – Perguntou ela.
- Yep!
- E não tens nada a dizer a respeito disso?
- Só uma coisa: Aleluia! – Disse, rindo-se, juntamente com Tasha.
- E qual era o segundo pedido?
- O meu nome. – Disse ele, num tom orgulhoso.
- Sim. O que é que tem o teu nome, Fubuki? – Perguntou ela confusa.
- Fubuki: o meu apelido. Já que aqui estamos, quero que me trates pelo meu nome, pode ser? – Pediu-lhe docemente, acariciando-lhe a face com um mão.
- Como queiras, Shirou-chan! – Disse, contente.
- Linda gatinha! – Disse, afagando-lhe a cabeça com amor. – Mas dispenso o "chan", está bem?
- Sim, Shirou. – Disse secamente. – Digo, patrão. – Disse, rindo-se.
- Diz-me uma coisa. – Disse ele, captando a atenção de Tasha. – Tu és vi- Fubuki não pode terminar a sua frase, devido ao olhar matador que Tasha lhe estava a mandar. – Vais matar-me se eu continuar a minha frase, não vais?
- Oh, sim! – Disse, com vontade de esganar Shirou. – Podes crer que vou! Quando eu te puser as m— Tasha foi cortada por Fubuki, quem a beijou (finalmente).
Fubuki passou as mãos pelas costas de Tasha, dirigindo uma das suas mãos para a nuca desta, tentando obter mais contacto. E assim foi; Tasha chegou-se a Fubuki até ao ponto em que os seus corpos superiores roçavam e chocavam um contra o outro. Tasha passou os braços pelo pescoço de Shirou e ambos inclinaram ligeiramente a cabeça para a direita, criando uma espécie de cadeado com os seus lábios. Mas ambos estavam com fome, com fome um do outro. Tasha deixou-se deitar na cama de Shirou, com ele por cima de si. E ouve um momento, em que o beijo partiu verdadeiramente para outro nível. Shirou lambeu levemente o lábio inferior de Tasha, fazendo-a gemer um pouco e entreabrir os lábios, abrindo passagem à travessa língua de Shirou. Este explorou e desfrutou de cada recanto da até então virgem boca de Tasha, até chocar com a língua dela; criando um baile carregado de amor e carinho. Mas mais uma vez, tiveram de se separar por causa da mesma coisa… Oxigénio. Mas desta vez, tinham uma prova do seu prazer: um fino fio de saliva que partia das suas bocas.
- Foi melhor… Desta vez? – Disse, ofegante.
- Sim… Muito melhor… - Disse, com os olhos repletos de amor.
- E então, que tal subirmos mais um degrau?
- Parece-me muito bem! – Disse, deixando Shirou aproximando-se da sua face.
Mais uma vez, selaram os seus lábios, mas Shirou tinha outra ideia. Foi lentamente descendo pela face de Tasha até chegar ao seu pescoço, dando-lhe pequenos beijos e suaves mordidelas, fazendo-a corar e gemer; coisa que a partir desse dia se tornaria a canção em nº 1 no seu top 10; para sempre.
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