Os gemidos de Suzane eram de puro deleite, fazendo com que o corpo sob o seu ficasse mais sedento, com estocadas cada vez mais profundas e selvagens, parecia não conhecer limites e muito menos a exaustão, uma intensa e excitante batalha fora travada, isso simplesmente a enlouquecia. Os dois estavam extremamente molhados pelo suor, a cada minuto que passava o ritmo ficava alucinante, frenético, intenso, a sintonia era perfeita, a respiração ficava difícil e ofegante. Palavras desconexas eram proferidas, pelo jeito nenhum dos dois estava disposto a se render, quanto mais o tempo passava, mais o prazer e o sangue de ambos entravam em turbulência, quando menos se esperou, ele da à última investida, de uma maneira violenta ao mesmo tempo prazerosa, acompanhado de sua voz rouca e sedutora, para em fim desabar ao seu lado. Notando que ele dormira, Suzane sai da cama indo até a janela, a lua cheia brilhava magnífica no céu, depois de um tempo contemplando-a se senta em uma poltrona próxima e fica a observar aquele homem forte, de feições maduras... Mais que naquele instante lhe pareceu carente, precisando de muito mais do que uma tórrida transa, enquanto velava seu sono muitas perguntas lhe povoavam a cabeça.
Enquanto isso no salão...
Jessy se prepara para subir ao palco, estava bastante ansiosa, trajava um roupão branco contornado com pelagem artificial de tigre, cabelo solto feito babyliss, com um arco dourado em volta da cabeça, suas luvas prendiam no dedo médio, lingerie branca, mais esta ficou totalmente oculta, nos pés, botas em couro também branca, de salto alto e transparente. Ficara atrás de um painel, para fazer a famosa dança das sombras, a visão que a platéia tinha era impressionante, os acordes iniciais e seu suave balançar de cabelo, já levantou os ânimos.
Baby take off your coat
real slow
and take off your shoes
I'll take your shoes
Baby take off your dress
yes yes yes
You can leave your hat on
You can leave your hat on
You can leave your hat on
A garota executou sua performance com capricho, até que em determinado momento o painel é suspenso, revelando sua imagem, o roupão já se encontrava aberto e preso na curva de seus braços, felinamente ela desfilou até chegar ao mastro espelhado e se jogando para o lado direito, arrancou aplausos e assovios dos afoitos que a todo custo queriam tocar-lhe.
Go on over there
turn on the light
no all the lights
Come over here
stand on this chair
that's right
Raise your arms up to the air
no shake 'em
Ainda virada para o lado direito, desliza pelo mastro até ficar de joelhos, em seguida com um jeitinho sensual, pede uma cadeira, sendo prontamente atendida, senta-se com os braços apoiados no encosto, fazendo charminho. Deixando o roupão escorregar até cair no chão, enlaça o polegar direito na tirinha lateral da calcinha e ameaça desfazer o laço que a mantém no lugar, mais para "tristeza" geral, ela o deixa como esta, suavemente desce as mãos para o zíper da bota, revelando por completo sua meia 7/8 igualmente branca.
You give me a reason to live
You give me a reason to live
You give me a reason to live
You give me a reason to live
Sweet darling
Ao tocá-la, a platéia em uma só voz a pedia para tirar, com o indicador vem um "não" como resposta, de uma só vez joga o corpo para o lado esquerdo ficando de pé, segurando no encosto da cadeira. Seguindo o ritmo da música e rebolando bem provocante, por vezes indo ao chão, abusava de expressões e gestos ousados, jogadas de cabelo, carícia no próprio corpo, em fim, consegue manter todos os olhos voltados em sua direção.
You can leave your hat on
You can leave your hat on
feeling
you can leave your hat on
you can leave your hat on
you can leave your hat on
you can leave your hat on
Depois de vários protestos, Jessy apóia uma das pernas em cima da cadeira e a retira lentamente e joga à sua direita, a peça foi parar no rosto de um belo jovem loiro que estava acompanhado de um amigo, a outra teve o mesmo destino. Foi aplaudida de pé, seguida de vários assovios e palavras que exaltavam seu corpo e beleza. Com um largo sorriso, ela continua despindo-se e atiçando a curiosidade dos homens que ali estavam.
Suspicious minds a talkin'
try'n' to tear us apart
they don't believe
in this love of mine
they don't know I love you
they don't know what love is
they don't know what love is
they don't know what love is
-E então Shaka, ta gostando daqui?-tapinha no ombro- Esse é meu presente de boas vindas!- Aioria ria da cara do amigo, este estava mais vermelho que um tomate maduro.
-Não tinha um restaurante ou um local mais calmo, ou melhor, decente pra me mostra não hein?-soltou as meias em cima da mesa com uma cara de quem não gostou nadinha da "surpresa".
-Não senhor... –aponta para o palco- E pelo jeito a gatinha gostou de você, além de atirar as meias, não pára de olhar pra cá... Por que não curte a noite? Vai lá, xaveca ela, que custa?
-"Por que não curte a noite?"-torce o nariz- Não sou como você que sai catando mulher parecendo que vai morrer no dia seguinte! Sabe muito bem qual é meu ritmo nesse assunto!
-E como sei... –bebe do wisk- É mais lento que uma lesma de ressaca!-completa a frase com uma sonora gargalhada.
-Muito engraçado... –fecha a cara- Não sei como a Marin te suporta!
-Simples meu caro... –sorriso galante- Ela não resiste ao meu charme!-com isso puxa a gola da própria camisa.
-Hum... Sei... – retruca emburrado.
-Ah não faz essa cara vai... –Aioria brincava.
-Aqui estão os coquetéis- uma linda morena de olhos verdes aparece pelo lado esquerdo do grego com uma bandeja nas mãos.
-Uau!-surpreso- Estou no Olimpo!-tecendo o comentário, levanta da mesa e fica dando voltas olhando para a garota como se estudasse uma tela em um museu.
-Que foi? Perdeu alguma coisa ai?-ela olha torto para o rapaz que estava de boca aberta e os olhos grudados em seu bumbum que naturalmente é avantajado, mais a calça negra, de couro e bem colada, o deixou mais evidente.
-Ãhn... –cara de bobo- Nada... –galante coça o queixo- A gatinha não quer sentar aqui comigo?
-Por que não vai pra casa?-irônica- Sua esposa não vai gostar nadinha de saber que você anda em boates!- ela solta as bebidas na mesa e sai sem olhar para trás deixando-o atordoado.
-Acho que ela falou da sua aliança... -aponta para o arco dourado na mão esquerda dele- Senhor pegador!-o loiro ri da cara de raiva do amigo, ah como era doce o sabor da vingança.
-Ah não enche!-emburrado o grego sai pisando duro.
No bar...
-Odeio homens imbecis!- Ísis senta em um dos bancos de cara amarrada, sentia-se um lixo com as cantadas toscas que ouvia... Mais a de Aioria, para ela fora o fim da picada.
-Ih, que foi que aconteceu... Você não fica com essa cara de limão à toa... –pergunta Morgana na intenção de fazê-la sorrir, mais sem muito sucesso.
-Nada, apenas mais uma das incontáveis cantadas idiotas que ouvi... –suspiro- eu sei que nem de longe isso aqui pode ser classificado como "lugar de respeito"-encerra fazendo sinal de aspas- mais mesmo assim, não gosto disso, você não imagina a vontade que deu de socar aquela cara cínica do traste da mesa 8.
-Entendo... Ainda bem que não preciso me sujeitar a isso, apesar de ter muito engraçadinho que estaciona aqui no balcão e... –bufa- tenho que aturar cada uma que você nem imagina!
-Kombanwa [1]- cumprimenta Miyako, uma linda japonesa de corpo esguio, pele alva, lábios carnudos e naturalmente vermelhos, trajava um kimono vermelho sangue, deixando um de seus ombros e parte da delicada lingerie a mostra, o laço do obi[2] estava virado para frente, e nas costas da peça havia um enorme dragão desenhado, seu cabelo estava amarrado como o de uma gueixa, mais de maneira displicente, como se houvesse acabado de acordar e nos pés, típicos tamancos japoneses.
-Miyako, pensei que não viesse mais hoje... Algum problema com a Amie?-Paole entra na conversa ao vê-la encostar-se ao balcão de granito.
-Não, com Amie não... –suspiro- É com a Amelie, ela esta doente e eu tive que deixá-la sozinha... –respira fundo- Bom, o importante é que estou aqui, tive que entrar pelos fundos pra não levar bronca daquele rabugento do Mateo.-finaliza com o cenho franzido.
-Ai amiga... Quando o diabo não vem sempre manda a sogra, não se esqueça disso!-dispara a italiana servindo uma dose de tequila para um cliente.
-Porque diz isso Morgana?-pergunta a libanesa.
-Vai me dizer que não conhece o sócio daquele carcamano?-se aproxima das outras sussurrando- Thomas Icelord é o que se pode chamar "poço de mistério" principalmente porque ele nunca sai daqui sem levar sua pistola 45 e a katana.
A conversa não durou muito tempo, pois logo o alvo do comentário aponta na entrada principal da boate e pela sua expressão... Acabara de saldar mais uma divida.
N/A: Gente... Mil perdões pelo mega atraso, espero que o capitulo não tenha ficado insosso, se tiver podem reclamar certo? Ah, a Ísis é a libanesa ok? Bem, fico por aqui, até o próximo!
Continua...
[1]: Kombanwa significa boa noite em japonês, é usado quando se chega em algum lugar.
[2]: O obi é a faixa usada na cintura dos kimonos das gueixas.
