-Por falar em sogra do diabo... –Paole comenta torcendo a boca ao vê-lo entrar.
-Disse alguma coisa lindinha... – ironiza o homem de penetrantes olhos verdes, já se encostando ao balcão.
-Não, não disse nada senhor Icelord... –pega uma garrafa- champanhe?
-Acho bom, -tocando seu rosto- pois eu não quero fazer mal a uma das melhores strippers da casa... –sorriso galante- E sim, quero champanhe!
Enquanto apreciava a bebida, seus olhos caminhavam por toda a extensão da boate luxuosamente decorada, com extremo requinte, o belo lustre de cristal ao centro era "a menina dos olhos" de Mateo, pois o havia comprado em uma de suas viagens a França, ele tinha que admitir, seu sócio tem muito bom gosto, todos os freqüentadores tinham uma boa posição social, as moças estavam elegantemente arrumadas e perfeitamente divididas em suas funções, seja servindo bebidas, dançando ou apenas conversando, até que uma cena em especial lhe chamou a atenção, parecia ser uma briga, sem pensar duas vezes foi até lá, pois não tolerava desrespeito com as funcionárias.
-Me solta, -Cristine estava desesperada- já disse que não faço programa!- seu braço já estava dormente de tanto que era pressionado.
-É assim que eu gosto... –beijando o pescoço- quanto mais a vadia recusa, mais eu quero... Você vale muito boneca, vim aqui pra me divertir...
-Mais não comigo seu porco-empurrão- me solta ou eu grito!-nem precisou cumprir a ameaça, logo o infeliz cai aos seus pés devido a uma violenta coronhada desferida por Thomas.
-Você esta bem Cristine?-ele a fitava com o mais sedutor dos sorrisos.
- Sim... Tudo bem... Eu... – vendo quem se tratava sorri sarcástica– Thomas? O que faz aqui?
- Ora, vim ver como está o movimento, sou sócio do dono esqueceu minha querida?- Enquanto ele a puxava delicadamente repousando as mãos em sua cintura sussurrava em seu ouvido, provocando-a – O que acha de matarmos a saudade hum? Sei que não resiste ao seu patrão...
-Desculpe patrão, -puxa a gola de sua camisa enquanto enfatiza bem a palavra- mas eu preciso voltar ao trabalho, outra hora conversamos... –antes de lhe dar as costas, beija a ponta do dedo indicador ao mesmo tempo pisca os olhos sensualmente.
Ele a observa atentamente no meio da multidão, sabia que sua vampira era uma mulher segura de seus atos, mas precisava mantê-la o máximo possível distante de toda e qualquer confusão.
Enquanto isso na sala private... (N/A: A pronuncia dessa palavra é privê)
Malika envolve o jovem Solo em sua dança, trajava um conjunto dominatrix (1), que por ser super colado ao corpo delineia suas generosas curvas, os olhos dele não piscavam um minuto sequer, parecia em transe, com mãos habilidosas, a moça abriu os botões de sua camisa, deslumbrada com o que vê, vai acariciando o peito primeiramente com as unhas, deixando marcas por toda a pele alva do rapaz, com isso domina-o facilmente, para depois contornar com a língua sensualmente todos os gominhos daquela barriga sarada, a cada gemido que ouve intensifica os movimentos, ele apenas a encara com suas safiras brilhantes, mordendo o lábio inferior tamanho seu desejo, não satisfeita, ela o manda deitar de bruços em sua cama, dando início a uma massagem com uma de suas essências favoritas, a de rosas.
-Você tem mãos tão suaves... –sussurra com os olhos semi-abertos.
-Ainda não viu nada meu bem... –seu sorriso demonstrava mil e um planos.
-Então faça o que quiser minha deusa, sou todo seu... –dizendo isso apenas fecha os olhos e aproveita cada movimento.
-Não se preocupe, esse será o melhor aniversário de sua vida.
Voltando ao bar...
Miyako ajudava Morgana a organizar as garrafas em uma prateleira ao lado do balcão, quando uma voz grave e incrivelmente cínica lhe dirige um comentário nada agradável, do susto uma das garrafas se espatifa no chão ferindo seriamente seu pé.
-Ora... Ora o que temos aqui... Minha ninfetinha (2) fujona... Ta mais linda que nunca... –encerra a frase tocando-lhe o seio por cima do quimono o que a deixa extremamente nervosa.
-O que faz aqui seu crápula- com lágrimas nos olhos- não ta satisfeito em ter me engravidado e me obrigado a parar de estudar? Tudo o que eu queria era nunca ter cruzado seu caminho, mas INFELIZMENTE isso aconteceu... Até hoje não sei como vou me apresentar aos meus pais, com certeza morreriam de desgosto se soubessem o tipo de vida que levo por sua culpa!
-Veja bem minha gueixa, -irônico- se você tivesse sido boazinha comigo, aquele episódio não teria acontecido.
-Não me chame de "minha gueixa", -falando mais alto- eu tenho nojo de você!
-O que esta havendo aqui? –pergunta Hachiko soltando sua bandeja no balcão.
-Nada demais Hachiko, a Miyako apenas quebrou uma garrafa, logo a gente cuida disso, pode deixar...
-Se quiser eu faço o curativo Miyako, esse ferimento pode infeccionar se não tratar...
-Não, arigatou, eu estou bem... –a japonesa sai praticamente correndo, tudo o que ela queria era sumir daquele salão, tentar esquecer que esse dia existiu, mas ela nem imaginava que seu pesadelo estava apenas começando.
Continua...
1: Roupa negra típica dessas casas de fetiche, onde na maioria das vezes são as mulheres que dominam.
2: Maneira vulgar para se referir a uma moça muito jovem assim como a Miyako.
N/A: Finalmente, capitulo 4 no ar... Espero que essa demora toda não tenha deixado capitulo terrivelmente o Ó, sejam sinceras em seus comentários, sendo construtivos como os da Lune Kuruta, eu agradeço! Bjos e até o próximo!
