Oi! ^^
A nossa querida Rein entra, finalmente, em cena! XD Espero que gostem, porque haverá alguns momentos cómicos entre ela e Bright.
Portanto, aqui vai mais um cap! Boa leitura! ^^
P.S: Gostaria de agradecer à ZucchiniPiupiu pelos reviews! XD
Capitulo IV – The Meeting
Rein caminhava triste sobre a areia fina de uma praia próxima do castelo, a que estava apenas destinada aos habitantes do magestoso edificio, onde morava com o pai Truth e a irmã gémea, Fine.
Ela era uma linda jovem, possuidora de uns cabelos azuis muito sedosos e de uns estonteantes olhos verdes, a princesa do Reino do Sol.
Há poucos anos havia sofrido com a perda da mãe Elsa. Com esta perda, quer ela, quer a irmã, tiveram de sofrer um pouco sob o domínio do pai. Este tornou-se muito rígido e severo e, como tal, não queria que as suas meninas se aproximassem de nenhum rapaz do reino, já que, como princesas, só se poderiam casar com membros da realeza.
Isso deixava Rein muito triste. Daí ter decidido fazer aquele passeio à praia. Ao menos arejava um pouco as ideias e sentia-se em paz.
Se bem se lembrava, foi por causa dessa mesma severidade, que fez com que Fine começasse a aproximar de Shade, irmão de Milky e filho da cozinheira, Maria. Em pouco tempo, eles se apaixonaram e, para que ninguém soubesse do caso dos dois, especialmente o rei Truth, decidiram namorar às escondidas. Apenas a família dele, a Rein e a Mirlo, filha do jardineiro e melhor amiga desta, sabiam deste romance e de tudo faziam para o encobrir.
Apesar de ficar feliz pela sua irmã, Rein sentia que lhe faltava algo. Nunca tivera a oportunidade de conhecer o amor. No entanto, queria acreditar que, um dia, o iria encontrar. Para ela, cada pessoa tinha uma alma gémea, o que queria dizer que, algures nesse mundo fora, haveria alguém que lhe estava destinado…só que ainda não o havia encontrado. Quando o fizesse, tinha a certeza que seria muito feliz!
«Só espero que esse dia chegue logo…», pensou, suspirando, enquanto se sentava na areia, junto a uma pequena rocha de frente para o mar.
Aquele era o seu lugar preferido. Era ali que vinha, quase todos os dias, partilhar com o seu diário, que então segurava na mão, todas as suas aventuras e desventuras. O mar dava-lhe a paz que tanto necessitava.
Rein começou a escrever no diário o que havia lhe acontecido nesse dia, quando, de repente, ouviu barulhos estranhos. Parecia o salpicar de água. Ergueu a cabeça na direcção do mar, a ver se alguém estava lá a fazer tais barulhos, mas não viu ninguém. «Deve ter sido imaginação minha.», pensou, continuando a escrever.
Mas os barulhos continuavam. E faziam-se ouvir cada vez mais alto. Parecia que alguém se estava a aproximar. E não se enganou, porque, ao longe, viu uma silhueta de um rapaz a vir na sua direcção.
Bright não sabia como andar com as novas pernas, o que o fazia desequilibrar-se. Dai que não estava muito atento ao caminho por onde andava, acabando por tropeçar e cair com a cabeça no colo dela.
Rein nem queria acreditar. Aquilo parecia um sonho! É que só o poderia ser. Desde quando é que um rapaz super giro, loiro de olhos vermelhos, cairia a seus pés?
Olharam-se nos olhos. Quer ela, quer Bright, pareciam estar maravilhados um com o outro. Foi um momento único, mágico…até que ela desviou o olhar para mais adiante e pôde perceber que ele estava nu, voltando assim à realidade.
- Ai, meu Deus…! – exclamou, atrapalhada, tapando a cara com as mãos – Estás…nu…
- O quê?
Bright olhou para baixo e reparou que não tinha nada no corpo a não ser um grande pau entre as pernas. «Será que é isto o que a deixa tão nervosa? Os humanos são tão estranhos…», pensou, enquanto tentava procurar algo para se tapar.
Rein, cada vez que ele se mexia, tapava os olhos com as mãos e corava. Aquilo não era apropriado para uma rapariga estar a ver daquela maneira, ainda por cima, uma do seu estatuto.
- Pode destapar-se. Eu já me tapei. – avisou, Bright.
Rein, a medo, retirou as mãos da frente dos olhos e pôde constatar que ele não lhe havia enganado.
Resolvido o pequeno problema, ele resolveu sentar-se, um pouco afastado dela, olhando para a linda paisagem com que se deparava. Ao olhar para o mar, tinha a certeza de que valera a pena ter feito o que fez só para chegar até ali. Estava finalmente no mundo que tanto queria conhecer. Sentia-se super bem consigo mesmo. Não importava que tivesse de se casar com Pérola, já que, por aquilo, lhe ficaria agradecido pelo resto da sua vida.
- Onde estou? – perguntou, quebrando o silêncio que se havia instalado entre eles – Que lugar é este?
- Estamos no Reino do Sol. Mais precisamente na praia privada da família real.
- Praia… - repetiu, nostálgico, tentando memorizar a palavra – Real? Quer dizer que aqui também existe realeza? – perguntou, surpreso.
- S-sim… - «O que se passa com este rapaz? Parece que é de outro mundo…» - Por acaso não és daqui, pois não?
- Não. Venho de um lugar distante e acabo agora mesmo de chegar.
- Nu?
- Ahm… - estava feito. E agora? Como é que se safava desta? – Bem…roubaram-me as roupas! - «Boa!» - Antes de chegares, alguém deve ter pegado nas minhas roupas, enquanto estava a tomar banho no mar.
- Estranho…esta é uma praia privada. Só o pessoal que mora no palácio tem acesso a ela.
- Ai é? - «Oh…e agora? Não me digas que estou feito?», questionou-se aflito – Então está-se mesmo a ver, que deve ter sido algum empregado...
- É…tens razão. – disse, um pouco mais convencida.
«Ufa! Estou safo!», pensou, aliviado.
- Wow! – exclamou, Bright, olhando numa determinada direcção, ao mesmo tempo que, com o indicador, apontava nessa mesma direcção – O que é aquilo?
Rein virou-se na direcção que ele apontava.
- Ah! É o castelo! É onde a família real mora.
- A sério? – estava encantado com tudo aquilo.
O castelo era um edifício de grande porte, com torres e ameias. Parecia um daqueles dos contos de fadas.
- Sabes? Eu também moro lá.
- Moras? – fez cara de desconfiado, olhando-a de cima a baixo – Mas és o quê? Uma empregada ou a filha de algum empregado?
Rein corou de vergonha. Sem conseguir o encarar, virou a cara para o lado e disse:
- Não…não sou uma coisa, nem outra. Sou…uma princesa…
- Princesa? – Bright estava de queixo caído. Como é que aquela menina tímida e vestida daquela maneira seria uma princesa? Se formos a compará-la com a sua irmã, a Altezza, não tinham nada a ver uma com a outra. Altezza era, sem dúvida, uma princesa que fazia honrar o titulo – Por essa é que eu não esperava… - Rein não sabia o que dizer – Mas devo confessar uma coisa… - segurou com delicadeza o seu queixo, voltando o rosto dela na sua direcção – Tu até que és bonitinha. – Rein corou – Quero que saibas que, assim que caí no teu…no teu... – a palavra não lhe saia da boca.
- Colo? – Rein tentou adivinhar o que ele quereria dizer, ajudando-o a acabar a frase.
- Sim! Colo! Desde esse momento que eu fiquei fascinado pelos teus olhos. São lindos! – exclamou, aproximando o rosto mais para si e passando a dar mais atenção aos olhos dela – Parecem cristalinos…dois focos de harmonia e paz…tal como o mar…
- Obrigada… - disse, meio que envergonhada. Nunca ninguém lhe havia elogiado, daquela forma, os seus olhos, principalmente um rapaz. Era a primeira vez que tal acontecia. Mas, tudo o que é bom tem de acabar, não é verdade? – Bem…tenho de ir embora. Tá a ficar tarde.
Rein ia a levantar-se, mas foi impedida por Bright.
- Já? Logo agora que estava a gostar da tua companhia.
- A sério? – perguntou, esperançosa. Era a primeira vez que um rapaz, para além do namorado da irmã, a quem considerava um irmão, dizia que gostava da sua companhia. – Disseste que vieste de muito longe, não foi? – ele acenou que sim com a cabeça – E ainda por cima ficaste sem roupas… - ele engoliu em seco e começou a coçar a cabeça sem que ela reparasse – Então, porque é que não vens morar para o palácio? Se eu disser ao meu pai, que é temporariamente, com certeza que ele não fará qualquer objecção à tua estadia lá. – olhou para ele com olhos esperançosos e extasiados – E então? O que é que me dizes?
- Não sei… - Bright não sabia o que lhe dizer. Era certo que não tinha nenhum sítio para onde ir, mas não podia aproveitar-se assim da boa vontade das pessoas. Não estava certo. No entanto, também era mau desiludir as pessoas, principalmente aquela menina, que parecia tão contente por tê-lo por perto. Suspirou, indeciso – Sinceramente, não sei…
- Por favor… Assim teria mais uma amigo com quem falar, para além da Mirlo. Às vezes sinto-me tão sozinha… - ficou cabisbaixa, mas não desistiu de o convencer a ficar no palácio – Fazíamos companhia um ao outro. Conheceríamos melhor e mostrar-te-ia o reino de uma ponta à outra. Por favor… - fez olhinhos e beicinho.
Bright não conseguia resistir àquele olhar suplicante. Os humanos, às vezes, eram bem engenhosos para conseguirem ir com a sua avante.
Suspirou derrotado.
- Ok. Conseguiste me convencer. Eu vou morar para o castelo…mas temporariamente, ouviste?
- Que bom! – exclamou, Rein, correndo para o abraçar – Estou tão feliz!
Bright não soube o que fazer. Era a primeira vez que recebia um abraço…que por acaso até era bom. Reconfortante. Ahhhh….que bem que se estava abraçado a ela. Por ele ficava todo o dia assim, mas não era possível. Dali a um mês ele tinha a sua sina traçada. O seu casamento com a Bruxa do Mar, senão o seu reino passava à história.
Ficou triste, quando ela se afastou dos seus braços, mas fazer o quê? Tinha de ser. Mas de uma coisa estava certo. Se precisasse de esquecer os problemas, um abraço seria uma boa solução para os fazer desaparecer.
- A Mirlo vai ficar tão contente por saber que fiz mais um amigo! – exclamou, Rein, contente, pegando na mão dele. Começou a guiá-lo na direcção do palácio.
- Quem é a Mirlo? – perguntou, Bright, curioso – É a tua irmã?
- Não. A Mirlo é a filha do jardineiro e a minha melhor amiga. A única por sinal, já que o meu pai me impede de fazer outras amizades fora do castelo. O que faz do Shade, o namorado da minha irmã, o único amigo rapaz.
- E…como é que se chama a tua irmã?
- Fine. Somos gémeas, embora não sejamos nada parecidas. Eu tenho cabelos azulados, como podes ver, e os dela são avermelhados. – olhou para ele também curiosa - E tu?
- E eu o quê? – fora apanhado desprevenido.
- Também tens irmãos?
- Sim. Uma irmã. Chama-se Altezza, é loira, e, tal como a tua, também tem um namorado, o Auler. Nós os dois damo-nos bem. Apoiamo-nos em tudo.
- Que sorte! Eu já não posso dizer da minha…
- O que foi? Não me digas que não te dás bem com a tua irmã? – perguntou, preocupado com súbito tom de tristeza na voz dela.
- Não, não é isso! É só que…eu e a Fine não somos assim tão ligadas. Bem que eu gostaria, mas…acho que não vai ser possível. Desde que ela namora com o Shade, o filho da cozinheira, que não temos muito tempo para estarmos juntas.
- Isso soa muito triste… - de repente deu-lhe uma vontade de animá-la - Mas não te preocupes. Porque agora tens-me a mim. Estarei ao teu lado sempre que quiseres. E, claro, se tiver dentro das minhas possibilidades, farei com que tenhas uma relação mais próxima com a tua irmã. Considera-me o teu anjo da guarda! – disse, piscando-lhe o olho.
Rein deu um largo sorriso. Estava super contente. «Ainda bem que me deparei com o…Ups! Andamos a conversar há tanto tempo e eu não sei o nome dele!».
- Ah…a propósito…como é que te chamas?
- Bright. O meu nome é Bright. – disse, enquanto a olhava nos olhos – E o teu?
- Rein. Simplesmente Rein.
Foi nesta cumplicidade, que os dois novos amigos se dirigiam para o palácio. Parecia que a vida deles estava prestes a mudar…e, possivelmente, para melhor.
E...foi mais um capitulo. Grande encontro entre Rein e Bright, não acham?
O próximo capítulo terá como título: "Catch in the Act".
Fico à espera dos vossos comentários! ^^
Bjs
