Oi! ^^ Desculpem a demora! Mas teve que ser. Este mês postei mais um cap. de duas fics minhas e ainda por cima, tive perguiça para passar para o pc este cap. Hehehe

Mas...enfim...aqui o está! Espero que gostem! ^^


Capitulo V – Catched in the Act

Bright estava a adorar a sua nova vida. Estava nas nuvens a cada dia que passava no mundo humano.

Quando chegara ao castelo na companhia de Rein, conheceu logo a família dela, já que, naquele momento, ela queria pedir autorização a seu pai, ao rei Truth, se ele poderia permanecer no castelo por um determinado período de tempo. Um mês. Conforme o acordo que tinha feito com Pérola, a Bruxa do Mar.

A princípio, o rei não achara lá muito boa ideia tê-lo por lá. No entanto, foi tanta a insistência por parte de Rein, que ele acabou por aceder. Nessa altura, ele chegara a ficar muito impressionado perante aquela atitude da jovem princesa, chegando a pensar o quanto os humanos eram fantásticos ao conseguirem ter o grande dom da palavra.

Mas agora, duas semanas depois, realmente se estava a adaptar muito bem àquele mundo. Apesar de sentir saudades do mar, embora recebesse regularmente visitas da sua irmã e do Auler, sabia que lhe faltava muito por aprender e não via a hora de nas próximas duas semanas conseguir decifrar todos os mistérios dos humanos.

Era incrível como tudo nele o encantava. As paisagens, a comida, os animais, os cheiros, as pessoas…especialmente uma linda princesa de cabelos azuis.

Adorava tê-la como companheira em todos os momentos. Era uma rapariga muito divertida, que, graças a ele, começava a interagir um pouco com os outros, principalmente com a irmã, Fine.

Mas não foi só ele que a ajudou. Ela também o fez. Como? Dando-lhe a conhecer um montão de actividades, que só os humanos podiam fazer: ler, desde romances até ficção científica; passear pelos jardins do castelo, aprendendo a valorizar a natureza, bem como pelo reino; e andar a cavalo. Uma coisa à qual de inicio teve medo, mas Rein havia-lhe dado apoio, o que, no final, o ajudou a gostar de hipismo, nome que se dava a esta modalidade.

Realmente estava muito contente pelo progresso que estava a ter. E a princesa azulada do Reino do Sol havia sido duma grande ajuda, acabando por se tornar na sua melhor amiga.

Já sorria mais vezes e isso o deixava muito feliz, embora não soubesse ao certo o motivo. O que o deixava intrigado. «Será que isto que sinto pela Rein é aquilo ao qual os humanos chamam de amor?».

[…]

Enquanto Bright se sentia nas nuvens à medida que fazia a sua ronda pelo castelo, Fine e Shade resolveram, outra vez, namorar às escondidas na cozinha.

Fine era uma rapariga de cabelos compridos ruivos, presos em dois rabos-de-cavalo, e olhos da mesma cor; ao passo que Shade era um rapaz alto, não muito musculado, mas de porte, possuidor de uma beleza única. Tinha cabelos curtos e arrebitados com tons azulados e olhos azuis.

Eram um rapaz e uma rapariga comuns, senão fossem os estatutos que os separavam. Ela era uma princesa e ele o filho da cozinheira, que se chamava Maria, e irmão mais velho da jovenzita Milky, que costumava ajudar a mãe nas lidas da cozinha.

Mas, apesar disso, eles se apaixonaram. O problema era que o pai de Fine não queria que as suas filhas namorassem, muito menos com rapazes de nível social inferior ao deles.

Foi, portanto, por isso, que eles decidiram pela cozinha para poderem namorar à vontade. O rei Truth nunca iria até lá. Seria muito ruim para a sua imagem. Imaginem um rei, que transmite poder, a se dignar a ir a um local como a cozinha, que é do mais elementar possível, cheio de pessoas comuns. Nunca!

- Costa livre. Pelos vistos a tua mãe e o pessoal da cozinha foram comprar mantimentos. – constatou, Fine, assim que entraram no local.

Shade, sem dizer nada, aproximou-se dela e a puxou para junto dele, encostando o corpo dela ao seu.

- É…Mas que eu saiba…não viemos cá para ver a minha mãe, muito menos o resto do pessoal, mas sim… - mordeu o lábio inferior – para isto.

Sem que ela estivesse a contar, deu-lhe um beijo apaixonado. Atordoada, Fine correspondeu-o com a mesma paixão e o mesmo ardor. Aquilo começava a ser uma doce loucura, à qual eles não tinham maneira de a fazerem parar.

[…]

Bright sentia-se perdido. Apesar de fazer diariamente uma visita ao edifício real, ainda se sentia confuso. Ele era enorme. Cada dia descobria uma parte nova do castelo. Esse dia também não seria uma excepção, já que ao fundo de um longo corredor encontrou uma porta de madeira semi-aberta. Esta ficava num local bem recôndito. A pessoa que passasse por ali quase nem repararia nela.

«O que será que estará por detrás daquela porta?». Curioso, o príncipe das sereias resolveu aproximar-se. E assim que chegou junto da porta, espreitou lá para dentro. Havia umas escadas em caracol. Iam dar até a um piso inferior àquele em que ele se encontrava.

Começando a ficar fascinado pela sua nova aventura, Bright passou da porta, deixando-a tal como estava, e desceu as escadas.

Quando chegou lá em baixo, reparou em mais uma porta de madeira, mas esta estava mais gasta que a outra.

Foi então que ouviu vozes. «De quem serão estas vozes? Quem estará para lá desta porta?».

Não aguentando estar nesta expectativa toda, resolveu aproximar-se. Engolindo em seco foi na sua direcção, na direcção da porta. À medida que se ia aproximando é que pôde distinguir as vozes, assimilando-as a vozes de alguém que conhecia. Eram duas, sendo uma de uma rapariga e a outra de um rapaz. «Fine? Shade?», supôs.

Respirando fundo, abriu a porta, sem fazer barulho, e espreitou lá para dentro, para ver o que se escondia por detrás dela.

Ficou estático. Estava completamente em choque. Naquela divisória do palácio, que parecia ser o que os humanos chamavam de cozinha, uma das princesas e o filho da cozinheira estavam agarrados um ao outro, enquanto as suas bocas estavam unidas e mexiam-se rapidamente de um lado para o outro como se estivessem a travar uma mini batalha. Isto, segundo o olhar inocente do loiro que ainda desconhecia alguns hábitos humanos.

Atordoado, não sabia o que fazer. Muito menos o que dizer, já que não sabia o que aquilo era exactamente. Nunca tinha visto algo assim. Pensava apenas se também era capaz de fazê-lo com uma certa princesa de cabelos azuis…

Perdido em seus pensamentos, ele não reparou em dois pares de olhos, que o olhavam arregalados.

- Ah! N-Não é o que estão a pensar… - atrapalhado, quase que caia ao chão.

Fine e Shade olharam-se perplexos. Não sabiam o que lhes iria acontecer, agora que haviam sido descobertos. Como ainda não conheciam o loiro direito, não sabiam se ele era de confiança ou não.

- Bright… - Shade foi o primeiro a falar – Eu não sei o que dizer, mas…por favor…

- Por favor não contes isto que acabaste de ver ao meu pai! – Fine interrompeu-o, desesperada.

- Fine… - Shade virou-se na direcção da amada e colocou-lhe um braço sobre os ombros. Queria dar-lhe o seu apoio.

Bright não compreendia muito bem o que se estava a passar. No entanto fez um esforço por fazê-lo, quando olhou para eles, que, por sua vez, o olhavam de forma suplicante. Soube pela Rein, há algum tempo, que quer ela quer a irmã não poderiam namorar, já que o rei Truth não o permitia. O destino deles os dois agora dependia dele.

- Não se preocupem. – disse, mais tranquilo, após um longo suspiro – Eu não os irei denunciar ao rei.

Fine e Shade ficaram muito aliviados e igualmente agradecidos.

- Obrigado, Bright.

- Obrigada, Bright! Nem sabes o que isso significa para mim.

O loiro ficou encabulado e coçou a cabeça.

- T-Também não é para tanto…eu sou estou a fazer o que está certo…não?

- Bright…sentes-te bem? – perguntou, Fine, preocupada.

- Claro! Porque não o haveria de estar?

- Pareces um tanto estranho… - aproximou-se dele e lhe sussurrou – Às vezes…parece que não dizes coisa com coisa. Se é que me entendes.

- Ah… - ele não sabia o que responder. No entanto, sentia uma grande dúvida a pairar sobre a sua cabeça. Queria tanto saber exactamente o que eles estavam há poucos minutos a fazer, só que não tinha coragem para tal. Mas essa dúvida não podia ficar por aí. Tomando coragem, resolveu tentar a sua sorte – Posso fazer-vos uma pergunta? Isto…se não levarem a mal…é claro!

A princesa e o filho da cozinheira trocaram um olhar entre si. Estavam surpresos e com um pouco de receio do que poderia vir daí.

- Claro! Pergunta! – Shade deu-lhe permissão.

- O-O-O que era, exactamente, aquilo que vocês os dois estavam a fazer ainda há pouco? Tem nome?

Shade ficou parvo. «Mas que raio de pergunta foi esta?». Já Fine, esta apenas tenatava conter o riso que lhe estava prestes a sair da boca. E pensar que chegaram a recear do loiro. Se ele não sabia o que aquilo era, como poderia contá-lo ao rei? Haviam sido mesmo um bocadinho tolos.

- Bright… - disse, Shade, aproximando-se dele – Bright. Eu não sei se isto é uma partida ou algo do género, mas…respondendo à tua pergunta, o que nós estávamos a fazer ainda há pouco era a namorar.

- Namorar? Eu já sabia que vocês namoravam, mas…não sabia que namorar fosse quando duas pessoas se agarravam e uniam as suas bocas uma na outra!

Fine, não aguentando mais, desatou à gargalhada.

- Fine…? - a sua namorada não estava a ajudar. Sentia-se frustrado. Mas fazer o quê? Até que aquilo tinha o seu lado cómico – Também não é bem assim. – ficou ao lado dele – Sabes…namorar também pode significar quereres estar a todo o momento com aquela pessoa especial. Com a pessoa de quem gostas. Ao mesmo tempo que tem-la no pensamento. E, quando estão juntos, há magia…! Magia essa que implica a demonstração de afectos, que provam o que ambos estão a sentir um pelo outro.

- Hum… - o loiro ficou pensativo – E…isso…era o que vocês estavam a fazer…

- Sim, Bright. – respondeu, Fine, aproximando-se deles, depois de se recuperar do seu súbito ataque de riso – Eu e o Shade só estávamos a beijar-nos e a acariciar-nos mutuamente.

- Beijar é… - tentou exemplificá-lo com as mãos e os dedos.

- Sim, Bright, sim. – Shade colocou uma mão sobre o ombro dele, sorrindo – E posso dizer-te que é muito bom…

- Shade! – repreendeu-lhe, Fine, divertida, dando-lhe uma palmada no braço.

- Tou a ver… Acham que…a Rein irá gostar se eu lhe der um beijo?

- A Rein? – a princesa ergueu uma sobrancelha, perplexa – A minha irmã, Rein? – o loiro o confirmou com a cabeça – Por acaso gostas dela, Bright?

- Bem… - coçou a cabeça, meio que encabulado – Não sei…acho que sim…

- Então se sim, acho que o fazes bem. – Fine olhou-o de forma interrogativa. Não sabia qual era a dele – Se sentires que existe algo de mágico entre vocês os dois, cada vez que estiverem juntos, então podes avançar e beijá-la. – fez uma pequena pausa e depois dirigiu a sua atenção para a princesa de cabelos avermelhados, olhando-a olhos nos olhos – Quando gostamos de alguém, não podemos reter o que sentimos. Temos, por alguma razão inexplicável, de deitar cá pra fora esse mesmo sentimento. Porque acima de tudo queremos a felicidade dessa pessoa.

- Ok…A-Acho que é melhor eu ir andando. Tenho de pensar no assunto. – olhou para eles com um sorriso nos lábios – Obrigado por tudo. Pelos conselhos. - afastou-se um pouco, tentando chegar o mais rapidamente possível à porta, um tanto trapalhão. Apercebera-se de que estava a atrapalhar o dito momento mágico entre eles os dois – Sendo assim…podem continuar com o que estavam a fazer ainda há pouco…a beijarem-se… - abriu a porta apressado assim que a alcançou – Fui!

Enquanto Bright saia dali o máximo que as suas pobres duas pernas o permitiam, o par de namorados estava perplexo com esta súbita atitude por parte do loiro.

- Ai, ai… Aquele Bright não existe…

- É… - olhou para ela com malícia – Mas…agora que ele já se foi embora, podemos… - ergueu as sobrancelhas, querendo sugerir algo menos apropriado para menores.

- Se fazes assim tanta questão…não vejo porque não…

Divertida e apaixonada, Fine aproximou-se dele, enlaçando-lhe os braços ao redor do pescoço, pronta para o beijar.

Mas, quando os seus lábios estavam a chegar ao seu destino, aos lábios do seu amado, eis que surge no meio deles uma pequena pessoa de cabelo cor-de-rosa e olhos azuis. Milky. A irmã mais nova de Shade.

- Milky! – o rapaz, assustado com o seu súbito aparecimento, afastou-se de Fine – O que é que estás aqui a fazer?

- Eu é que deveria fazer essa pergunta, Shade. – olhou para um e para outro e suspirou – Há algum tempo que sei do vosso namoro. E quero que saibam que não tenho nada contra, se isso vos deixa felizes, mas…têm que ter mais cuidado! Desta vez fui eu. Mas imaginem que, em vez de mim, fosse a mãe ou até mesmo o rei?

O casal nem queria pensar nisso. Mas, apesar disso, Milky tinha razão. Teriam de ser mais cautelosos na próxima vez que se encontrarem.

- Sendo assim, agradeço a tua preocupação, Milky. Mas acho melhor eu ir embora agora. Podem dar pela minha falta. Se me dão licença...

- Espera, Fine! – Shade a alcançou, quando ela estava prestes a abrir a porta da cozinha para se ir embora, agarrando-a por um braço e a virando para si – Por favor…eu…

Fine soltou o braço.

- Não dá, Shade. Tenho mesmo de ir. Depois falamos, ok? – deu-lhe um selinho e foi-se embora.

- Bem…agora que a princesa se foi embora, podemos voltar ao trabalho, Shade? – perguntou, Milky, bem-disposta.

Shade bufou frustrado.

- Ok…Vamos lá trabalhar! – exclamou, virando-se para a sua irmã com um sorriso, enquanto punha o avental.

Os dois irmãos deram assim inicio a um longo dia de trabalho…


E aí? Gostaram? O próximo, intitulado "The First Kiss", também promete ser muito emocionante! ^^

Esse mesmo cap. e o VII já estão escritos, só falta mesmo os passar para o pc. xp

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