Oi! ^^ Desculpem a demora, mas é que este mês de Fevereiro foi um pouco complicado, para além de que o dediquei exclusivamente a uma fic one-shot naruhina, a qual irá concorrer a um concurso de fanfics. Por isso, sorry!
Enfim...aqui está mais um cap. fresquinho para começar bem o mês de Março! ^~ Espero que gostem!
Bjs
P.S: Antes de mais, gostaria de agradecer aos meus fiéis leitores isamimes e ZucchiniPiupiu pelos reviews que me mandaram até agora. Thank you very much! ^^
Capítulo VII – True Love
Fine e Shade não eram os únicos que assistiam àquele linda cena romântica. Um ser marinho de cabelos castanhos e olhos verdes também o estava. Mas com que cara de poucos amigos, pois aquela cena não iria agradar à sua rainha.
Auler e Altezza, que estavam de passagem, repararam em Boomo a ir na direcção do castelo onde Bright se encontrava. Desconfiados e, ao mesmo tempo, preocupados, os dois decidiram segui-lo.
Quando subiram à superfície, o par de namorados escondeu-se atrás de uns rochedos para não ser visto, enquanto o ajudante de Pérola ficara no mesmo sítio, à espera da sua presa.
Não teve muito o que esperar. Nesse momento, avistara, ao longe, Bright e uma rapariga de cabelos azuis. «Princesa Rein?», questionou-se, erguendo o sobrolho.
Altezza e Auler também estavam surpresos, mas por razões diferentes.
- Mas quem é aquela? – perguntou a loira, ciumenta.
- Se não me engano, ela deve ser a tal de Rein.
- A "tal" de Rein?
- Então, Altezza? Não me digas que não lembras do que o teu irmão nos tinha dito há uma semana atrás! – vendo que ela pelos vistos não tinha prestado atenção a nada, soltou um suspiro pesado – Ok. Eu volto a lembrar-te. O Bright tinha nos dito que tinha conhecido uma rapariga humana chamada Rein, uma das princesas do castelo no qual ele está hospedado, pela qual ele estava completamente apaixonado.
- Apaixonado? O Bright está apaixonado?
- Ai, Altezza…Às vezes não sei onde tens essa tua linda cabecinha toda a vez que o Bright conversa connosco!
- Isso é fácil. Na beleza dele. – respondeu com naturalidade.
Auler, frustrado, passou uma mão pela cara.
- Ai, ai…Altezza…Só mesmo tu…
- O que é? Não tenho culpa se a minha família tem bons genes! – exclamou com convicção, pois sentia muito orgulho da sua linhagem.
Auler, de repente, arregalou os olhos surpreso.
- Isto não é nada bom… - sussurrou, dando uma olhadela rápida na direcção de Boomo para saber qual seria a sua reacção.
- O que foi, Auler? O que aconteceu? – perguntou, preocupada, ao ver que a sua postura tinha mudado. Auler apontou na direcção do casal que estava na praia, a tremer, como se estivesse congelado – O quê? – Altezza não estava a acreditar no que via. O seu irmão estava com a boca colada à boca da rapariga – O que é aquilo, Auler? O que é que o Bright pensa que está a fazer? Parece que foi o mesmo que a...
- Sei tanto quanto tu, Altezza. Mas…pelo que o Bright me contou, uma vez, aquilo é um beijo na boca no mundo humano.
- Um beijo? Então isso quer dizer que a bruxa do mar também deu um beijo nele. Só que na altura achei que fosse mesmo para dar nojo. – disse, abrindo a boca e colocando um dedo no meio dela.
- Sim, tens razão. Mas este é diferente. Segundo o Bright, este existe quando duas pessoas se amam.
Altezza já estava a ver o filme, começando a ficar extremamente preocupada.
- O meu irmão só pode ter enlouquecido! Como se não bastasse, meteu-se nesta encrenca por causa de um sonho, agora quer morrer? Nem quero saber do que a bruxa… - lembrou-se de Boomo e, em sobressalto, virou a cabeça até onde ele supostamente estaria, mas este já tinha desaparecido – Oh, não! – encarou o namorado – E agora?
- Só nos resta fazer uma coisa. – colocou-lhe uma mão sobre o ombro e olhou-a com determinação – Segui-lo e ver o que eles farão a seguir. Temos de ser muito cautelosos. Não sabemos o que nos espera. Depois…depois teremos de avisar o Bright. Ok?
- Ok! Vamos!
Sem perderem tempo, os dois mergulharam fundo e, assim que avistaram Boomo, seguiram-no sem que este o percebesse.
[…]
Pérola estava entretida no seu quarto, aninhada na cama. Pensava no príncipe loiro de olhos da cor do rubi. «Ai…nem acredito que daqui a uma semana serás finalmente meu!», pensou, sorrindo de lado.
De repente pressentiu a chegada de alguém. A chegada do seu ajudante.
- Vamos ver que notícias me traz sobre o meu futuro marido! Ahahah! – levantou-se e foi ter com ele à sala do trono.
Assim que a viu a entrar na sala e a sentar no seu trono, Boomo fez-lhe uma vénia.
- E, então, Boomo? Que notícias me trazes?
- Minha rainha, fiz tudo o que pedira, fui ver como estavam as coisas com o príncipe Bright, mas…acho que não tenho muito boas notícias para lhe dar…
Pérola semicerrou os olhos. Aquilo não era bem o que gostaria de ouvir.
- E o que se passa então, Boomo? – perguntou entre dentes.
Entretanto, Altezza e Auler haviam entrado no palácio negro, indo de encontro a onde os vilões se encontravam. Escondidos, sem que eles dessem por isso, puseram-se à escuta.
Boomo começou a suar, a ficar atrapalhado. Não gostava de ver a sua senhora de mau humor.
- Bom…é que… O príncipe Bright se encontra bem…
- Mas…? – ergueu o sobrolho, começando a irritar-se com o rumo daquela conversa.
Boomo respirou fundo e resolveu dizer tudo de uma vez.
- O príncipe Bright anda com a princesa Rein!
- O quê? – perguntou, indignada, levantando-se de rompante.
Boomo continuava a sentir um certo receio.
- Lamento, minha senhora, mas…é a mais pura das verdades. Vi-o com os meus próprios olhos. E…ainda por cima…estavam-se a beijar…
- Não! – gritou com raiva – Isto não pode estar a acontecer! Bright é meu e só meu!
Auler e Altezza estavam receosos, tal como Boomo, principalmente a loira, que tinha o coração a ficar apertado.
- Mas…espera aí. Disseste Rein? A princesa Rein do Reino do Sol? A rapariga de cabelos azuis, filha do Rei Truth?
- Sim… - engoliu em seco – Essa mesma…
A cara de Pérola ficou fechada. Boomo pensava que a casa vinha abaixo. Mas ficou estupefacto, quando ela do nada começou-se a rir, dando de seguida umas boas gargalhadas.
- Ah, ah, ah! Ah, ah, ah! Ai…ah, ah…essa foi do além… - Boomo a olhava desconcertado – Nunca pensei que fosses capaz, mas essa foi a melhor piada que eu já ouvi! – tentava se controlar, mas desatou, de novo, na gargalhada. Era totalmente absurdo o simples facto do Bright e da Rein estarem juntos.
- M-Mas…é a verdade, minha senhora.
Pérola parou de rir e olhou-o com ar sério.
- Tens como o provar?
- Como assim? Não confias na palavra deste teu humilde servo? Eu, que sempre lhe fui fiel.
- É claro que confio, Boomo. – disse, emburrada, voltando a sentar-se – Mas não me cabe na cabeça que o príncipe Bright possa estar com a princesa Rein. São incompatíveis. Alguém da estirpe dele nunca se interessaria por uma menina sem sal como ela.
[…]
- Como é que ela o sabe, Auler? – perguntou, Altezza – Devo confessar que ela tem um pouco de razão… - recebeu um olhar recriminado da parte dele, que foi ignorado – Mas, mesmo assim, como é que ela o sabe?
Auler pôs-se a pensar.
- Hum…se calhar…elas se conhecem. A Rein e a Bruxa do Mar.
- E como isso é possível, se uma mora na superfície e a outra no mar?
- Não sei, Altezza. Isso eu já não sei. Talvez tenham um passado em comum. Não sei…
[…]
- Minha senhora, se digo que eles os dois estavam juntos e, ainda por cima, se estavam a beijar é porque é verdade.
- Bolas! Maldição! – bateu de punho fechado num dos braços da sua poltrona – Recuso a aceitar que fui derrotada pela Rein! E logo por ela! Eu sou muito mais gira! – a raiva aumentava dentro dela – Ele será meu e só meu! Nem que para isso use todo o meu poder!
Boomo, Altezza e Auler ficaram de boca aberta e olhos arregalados.
- Minha rainha…tem certeza no que diz? Esse príncipe vale assim tanto a pena?
- Sim, Boomo. Vale. E muito. – levantou-se, decidida – Vamos, Boomo! Não percamos tempo!
- Sim, minha rainha! – fez uma vénia, fazendo questão de a seguir.
- O Bright não sabe com quem está a lidar. – sorriu de lado.
Enquanto caminhava até ao laboratório, seguida de perto pelo seu ajudante, Pérola possuía um brilho de fúria e de vingança no olhar. Em breve, o príncipe das sereias e a princesa Rein iriam ver o que lhes iria acontecer. Ninguém a fazia passar por boba! Assim que recuperasse Bright, após afastá-lo de Rein, trataria logo de se casar com ele. Teria, finalmente, a sua vingança!
[…]
- Estou preocupada, Auler. – confessou a loira, levando uma mão ao peito, depois que os dois vilões se foram embora.
- Também eu, Altezza.
- Maldito sonho! – exclamou, frustrada. – Porque é que ele tinha de ter um sonho tão estúpido? Se não o tivesse, isto não estaria a acontecer.
- Eu sei, Altezza. Mas tens de ver, que foi ele quem assim o quis. – deu-lhe a mão, à qual ela aceitou – Vamos, Altezza. Primeiro vamos até ao nosso reino. Já devem estar preocupados. E depois… - com um dedo levantou-lhe o rosto pelo queixo, fazendo com que ela o olhasse nos olhos – depois iremos avisar o teu irmão da encrenca em que se meteu. – sorriu – Assim está melhor?
- Sim!
Sorrindo, embora estando um pouco reticente, Altezza acompanhou o namorado, indo os dois em direcção ao reino das sereias.
[…]
- Vens comigo, Rein? – perguntou, Bright, depois do beijo.
- A onde?
- Confias em mim? – perguntou, enquanto lhe pegava nas mãos e a olhava intensamente nos olhos.
- É claro que confio, Bright. Amo-te.
- Também te amo, Rein.
Bright estava muito feliz por ela confiar nele e por saber que o sentimento, que ele sentia, também era correspondido. Nunca acharia capaz de encontrar alguém assim como ela, alguém que confiasse nele e o compreendesse tão bem. Mas encontrou, o que o deixava em completo êxtase.
Naquele momento, a única coisa que queria era realizar o que o seu coração ditava. Durante aquelas três semanas que se haviam passado, aprendera muito. Principalmente sobre o amor e do que dele advém, graças à pequena grande ajuda que o Shane e a Fine lhe haviam dado. E, agora, por isso mesmo, queria demonstrar tudo aquilo que aprendera com a sua amada Rein. Ela era o seu tesouro e, por isso, queria tratá-la como tal.
Sem mais demoras, Bright começou a correr, puxando-a consigo pela mão. Os dois riam-se animados. Pareciam duas crianças a descobrirem um mundo novo.
Rein, ao menos, se sentia dessa forma. Aquele rapaz que estava à sua beira, era sem dúvida aquele que lhe estava destinado. E nunca poderia imaginar que amar alguém fosse maravilhoso! Por ele seria capaz de fazer tudo. O que importava era estar com ele nesse mesmo instante e sempre. Para todo o sempre. Tal como nos contos infantis.
[…]
Bright rodou a chave na fechadura, assim que chegou ao seu destino. Ao seu quarto. Depois de ambos entrarem, fez questão de fechar a porta.
Rein analisava aquela pequena divisão do castelo, que lhe estava destinada.
- É mesmo a tua cara. O teu quarto. Bem limpinho e arrumadinho.
- Rein. – abraçou-a por trás, encaixando o queixo na curvatura do seu pescoço – Ainda bem que aprecias o meu quarto, mas não foi para isso que te trouxe até aqui.
- Não? – nervosa, Rein susteve a respiração.
- Não. – deu-lhe um beijo naquele ponto, deixando-a com a pele arrepiada.
Delicadamente, sem deixar de a olhar, virou-a para si e a abraçou pela cintura, fazendo com que os corpos se tocassem.
Rein ficou surpreendida. Mas, quando o olhou nos olhos, soube que havia chegado a hora. A hora de se deixar levar por aquele amor que sentia por ele.
Como se estivessem ligados por um hímen, as cabeças foram-se aproximando uma da outra. À medida que o iam fazendo, os olhos iam-se fechando…até que o inevitável aconteceu.
Beijavam-se de forma apaixonada, que, a cada beijo dado, mais prazer eles sentiam.
Bright, pressentindo que ambos se encontravam num mundo mágico que só a eles lhes pertencia, colocou de forma delicada a princesa na cama, sem a parar de beijar.
Com ele sobre ela, sem nunca pararem de demonstrarem o amor que sentiam um pelo outro, os dois apaixonados deram assim inicio à noite mais fantástica das suas vidas.
[…]
O sol já começava a despontar no horizonte. Bright acordou com os primeiros raios luminosos e a seu lado estava Rein, nua, coberta pelo lençol, que dormia profundamente.
Ao vê-la nesse estado, ele não deixou de admirar a sua beleza e de pensar em como aquela noite havia sido maravilhosa. Ela era tão bonita! Até mesmo de olhos fechados.
Mas algo não batia certo.
Podia estar feliz, mas pressentia que alguma coisa ruim estava para acontecer. O que a Bruxa do Mar faria se viesse a tomar conhecimento daquilo que acabara de fazer? Nem queria pensar nisso! Se alguma coisa acontecesse à sua amada Rein, nunca se perdoaria. Para ele, ela era o seu mais que tudo e, por isso, tinha de a proteger. Nem que para isso desse a sua vida!
Inquieto, demasiado para ficar mais um segundo na cama, levantou-se sem acordá-la. Vestiu-se e, antes de sair do quarto, deixou sobre a mesinha de cabeceira um lembrete.
[…]
Rein acordava a pouco e pouco, abrindo os olhos bem devagar, enquanto alguém fechava a porta do quarto.
- Bright? És tu? – começou a apalpar a cama e notou que fora ele quem havia saído – Não está. Saiu. – murmurou, baixinho, um pouco triste. De seguida sentou-se e colocou a cabeça entre os joelhos – Será que se arrependeu? – perguntou, triste, com lágrimas nos olhos e coração apertado. Depois, inclinando a cabeça para o lado, encarou a mesinha de cabeceira. Foi, então, que reparou numa pequena folha de papel branco sobre a madeira escura – O que é isto? – limpou as lágrimas, enquanto esticava um braço para pegar no pequeno papel – Um lembrete? – curiosa, abriu-o e começou a lê-lo – Minha querida Rein… desculpa o facto de não poder estar aí a teu lado quando acordares. É que tive um assunto a resolver, que só eu era capaz de o resolver. Mas, para a próxima, prometo que te levarei o pequeno-almoço à cama, tal como tu o mereces.
- Bobo. – sorriu e continuou a ler.
Mas, apesar de tudo, quero que saibas que a noite de ontem foi muito especial para mim. Amei-te tal como queria que fosses amada. Foi um momento bastante intenso, no qual tu, minha doce e querida Rein, me converteste na pessoa mais feliz do mundo!
Espero que, quando estiveres a ler este lembrete, estejas a sorrir. Adoro o teu sorriso. Como o adoro! Acalma-me. Dá-me a paz que necessito. Daí, que preciso que me acalmes, com esse teu lindo sorriso e doçura que me tanto hão cativado, todas as noites que passarmos juntos daqui por diante. Amo-te. Sempre te amarei.
Com amor.
Bright
Rein, mal terminou de ler, apertou o lembrete contra o peito. Duas copiosas lágrimas caíam dos seus olhos. Não eram lágrimas de tristeza dessa vez, mas sim, de felicidade. «O teu sorriso, Bright, também me acalma. Amo-te.».
[…]
O loiro foi até ao mar, depois de ter saído do quarto. Só o mar o conseguia ajudar a pôr as ideias no lugar, a pensar com mais claridade.
- Altezza! Auler! – exclamou, surpreso, assim que os amigos surgiram no mar. Mas depressa se preocupou, visto que as suas caras estavam sérias. Pelos vistos, não traziam boas notícias – O que fazem aqui? E que caras são essas? Vocês nem sabem o que me acon…
- Bright. – interrompeu, Auler, o seu entusiasmo, com um tom de voz firme – Acho que temos más notícias para te dar.
- Como assim?
- Ontem vimos-te com uma rapariga à beira-mar. – começou por explicar a princesa de olhos verdes.
- A Rein.
- Sim. Como queiras. – abanou a mão no ar, querendo tirar importância àquele simples facto, já que era o menor dos seus problemas – O que interessa é que o Boomo, o ajudante da bruxa, também te viu.
- O quê? – Bright começou a ficar preocupado.
- Isso mesmo, Bright. – Auler interpôs-se de novo na conversa – E o pior, é que ela não gostou nada de saber que estava a ser "traída".
- Eu sabia! - o príncipe estava agitado, passando as mãos pelo rosto – Bem que tive um sentimento estranho esta manhã. Como se algo não estivesse certo.
- E prepara-te. – continuou o rapaz sereia – Porque ela não o vai deixar barato. Não sabemos ao certo qual será o plano, mas ela está disposta a ter-te somente do lado dela.
- Mano… - viu a sua cara tristonha – Estou preocupada…
- Não te preocupes, Altezza. – sorriu para a reconfortar – Vai tudo correr bem. Apesar do mal estar feito, há sempre uma solução.
Altezza sorriu-lhe de volta. Apesar de ainda estar preocupada com o que lhe pudesse acontecer, tinha de acreditar nas palavras dele.
- Altezza. Vai andando, que já vou ter contigo. Tenho mais uma coisa para dizer ao Bright.
- E posso saber porque não o podes dizer à minha frente? – perguntou, indignada.
- Não discutas, Altezza. Apenas faz o que te digo. Nem que seja só desta vez. Por favor…
- Ok. – bufou – Ganhaste. Mas deves-me uma.
Assim que ela os tinha deixado a sós, Auler encarou o amigo.
- Realmente amas essa moça?
- Como? – ficou um pouco desconcertado com a pergunta.
- Se realmente amas essa moça. Aquela por quem disseste que estavas apaixonado. A Rein.
- Sim, Auler. Eu a amo de verdade. E ontem tivemos a noite mais maravilhosa de sempre, juntos.
Ao vê-lo com um sorriso bobo, percebeu logo o que aquilo poderia significar.
- Ainda bem que mandei a Altezza embora. – sorriu – Ela ia ficar uma fera se soubesse disso.
- Pois…pois… - disse, Bright, com um sorriso trémulo, puxando com o indicador a gola da camisa. Conhecendo a irmã como conhecia, se ela o soubesse iria logo aprontar um escândalo. Ainda bem que podia contar com a amizade de Auler, senão não sabia o que seria dele.
- Mas…mudando de assunto… Eu só queria ter a certeza de que realmente a amavas, porque ela também poderá vir a ser prejudicada no meio disto tudo.
- O quê? Como assim?
- É que depois do beijo seguimos o Boomo e no decorrer da conversa que ele teve com a bruxa, esta parecia conhecê-la. A humana.
- Como isso é possível? – Bright estava com os nervos em franja. «A minha Rein não…».
- Não sei. Mas da forma como ela falou dela é porque a conhece. Bem como a este reino.
O loiro fechou a mão e apertou-a com fúria e desespero.
- Não me importo que ela se vingue em mim, já que a culpa é inteiramente minha por a ter ido procurar…mas…à minha Rein é que não! Não mesmo! Nem que tenha de morrer, ela nunca que irá tocar num fio de cabelo dela que seja!
Aquele súbita determinação por parte do príncipe em proteger uma simples humana, fez com que Auler ficasse admirado. Agora tinha a prova. Só um ser apaixonado se arriscaria em prol da vida do ser amado. «A Rein é uma humana de muita sorte. Muitas sereias gostariam de estar no lugar dela neste momento.», pensou com um sorriso.
- Obrigada, Auler. – o loiro já se havia acalmado e encarava o amigo de forma serena – Obrigada por mo contares. Agora sei com o que poderei contar.
- Sempre às ordens, sua alteza! – respondeu com ironia, batendo continência. Bright riu-se da figura do amigo – Agora está tudo nas tuas mãos, Bright. Boa sorte.
Dito isto, Auler mergulhou e foi ao encontro da sua namorada, deixando o loiro sozinho com os seus pensamentos.
Ele fixava de novo o olhar no horizonte, tal como o estivera a fazer antes do amigo e da irmã terem chegado. No entanto, o estado de espírito que ele tinha de nada se podia comparar ao anterior. Era distinto. Estava mais confiante e determinado. Sabia quais seriam os problemas que teria de enfrentar dali por diante, mas estava convicto de que o seu amor pela doce Rein iria ser capaz de superar tudo.
Amá-la foi algo inesperado. Não estava à espera que tal lhe acontecesse em tão pouco tempo, no entanto não se arrependia de nada do que fizera até então. Não se arrependia de todos os momentos por que passara com ela. Muito menos a mais recente noite que tiveram juntos.
Sendo assim, não era justo que a Rein pagasse por tabela. Viesse a sofrer por causa de um pacto que ele mesmo havia feito com Bruxa do Mar. Nem que desse a sua vida em troca, ele iria fazer de tudo para que ela saísse ilesa desta confusão. «A Pérola que venha. Por muito que ela se esforce, nunca será capaz de matar o amor que sinto, aqui dentro do meu coração, pela princesa Rein. Prepara-te, Bruxa do Mar! Porque este príncipe do mar já não é o mesmo de antes!».
Ui! E agora? O que será que irá a acontecer? O que será que Pérola tem em mente? Só no próximo capítulo é que ficarão a saber. XD Terá como título: An Old Friend. Acho que este título diz qualquer coisinha, não? ^^
Pf favor não deixem de mandar reviews. Bjs
