Hi everyone! I'm sorry for the late! (Olá a todos! Desculpem a demora!) But I didn't much time to wright last month. But now I'm here, so don't worry. ^^ (É que eu não tive muito tempo para escrever mês passado, mas agora estou aqui, por isso não se preocupem!) So...have fun with this chapter! Good reading! (Então divirtam-se com o capitulo! Boa leitura!)


Capítulo VIII – An Old Friend

Pérola caminhava pelos corredores do castelo do Reino do Sol.

Enquanto estava a ser escoltada por dois guardas até à presença do rei Truth, a Bruxa do Mar começou a lembrar-se da conversa que tinha tido com o seu fiel ajudante antes de embarcar naquela grande loucura de ir atrás de Bright ao mundo humano e acabar de vez com a sua felicidade.

- Tem a certeza que é isto o que quer, minha rainha?

- Sim, Boomo! Nunca tive tanta certeza como a que tenho agora! O Bright vai aprender de uma vez por todas que é a mim que ele pertence! Ou não me chamo Pérola, a Bruxa do Mar!

Apesar da preocupação de Boomo, decidira seguir com a sua vontade. Sendo que ali estava ela. No Reino do Sol. Sob a sua forma humana. Com o pretexto de querer visitar as amigas de longa data que já não via há muito tempo.

O seu plano de vingança estava prestes a começar…

[…]

- Pérola! – exclamaram as princesas gémeas ao entrarem na sala do trono e verem diante do pai a amiga que lhes era muito querida e que não viam há muito tempo.

Felicíssimas, as duas correram na sua direcção e, saltando-lhe para cima, a abraçaram com força.

- Fine! Rein! – exclamou, Pérola, fingindo também estar contente. Se quisesse que tudo saísse como o previsto, tinha de actuar conforme o personagem – Podem-se afastar um pouquinho…assim…não…consigo…respirar…

- Ah! Desculpa… - disseram as manas atrapalhadas, afastando-se dela.

Bright, que viera junto com as princesas até à sala do trono, enquanto elas iam ao encontro da convidada, havia ficado parado, feito estátua, à entrada.

Nem queria acreditar. A amiga das princesas que havia chegado era a…Pérola! Com que então o que o Auler tinha dito sempre era verdade. Nesse caso… Não! Não iria permitir que ela fizesse mal à princesa Rein.

Recuperado do susto inicial, afastou-se da entrada e foi até a um canto, para dar espaço ao reencontro das princesas gémeas com Pérola.

- E aí, Pérola? O que contas? – perguntou, Rein.

- Sim! O que tens feito? – foi a vez da Fine – Há tanto tempo que não nos dás noticias. Até pensei que já te tinhas esquecido de nós.

- Bem…eu…

- Rein! Fine! – interveio o rei – Mas que modos são esses? É assim que duas princesas respeitáveis tratam as visitas?

- Não, pai, mas…

- Mas é que a Pérola é nossa amiga. – completou, Fine, a frase da irmã – E estávamos com muitas saudades dela. – sorrindo, entrelaçou o braço dela com o seu, guiando-a até à porta – Anda daí, Pérola! Temos muita coisa a pôr em dia!

- Fine! Espera por mim! – chamou, Rein, vendo que elas se afastarem. Sem perder tempo, fez uma vénia ao pai, toda atrapalhada, e foi apressada ter com elas.

Contudo, no meio de tanta excitação, ninguém reparou no olhar que Pérola havia lançado na direcção de Bright.

Bright, ao sentir aquele olhar sobre si, começou a sentir náuseas e o estômago revolto. Odiava a sua presença, mas não o podia transmitir, já que todos poderiam desconfiar. Para além de que queria respostas. Mas antes que a pudesse confrontar, teria de entender a ligação que existia entre ela e as princesas. Para assim poder agir de cabeça fria. E como ia-o conseguir? Nada mais nada menos do que com Shade, a pessoa que as conhecia melhor do que ninguém. E tinha de o ser o mais rápido possível!

[…]

- Bright? Tu por aqui? – perguntou, Shade, espantado.

Quando Bright havia entrado na cozinha, Shade e Milky estavam a preparar o pão.

- Será que podemos falar a sós? É que precisava mesmo de desabafar com alguém.

- Ok… - apreensivo, parou o que estava a fazer, tirou o avental e pousou-o no bengaleiro, que tinha a um canto – Milky. Assim que a mãe chegar, diz-lhe que fui ali com o Bright e que daqui a nada volto, ok?

- Ok!

Assim que chegaram ao pequeno pátio que ficava nas traseiras, perto da cozinha, muito utilizado pelo pessoal daí, Shade interpelou o amigo.

- Agora que estamos sozinhos, Bright, sobre o quê é que querias desabafar comigo?

- Bem…é sobre a nova inquilina… - sentou-se num caixote grande que havia ali por perto, ficando de frente para Shade – Não sei se já a viste.

Shade suspirou e negou-o com a cabeça.

- Não. Ainda não a vi. – encostou-se de costas à parede que estava atrás de si – Mas já ouvi por aí uns zum-zuns a esse respeito. Mas acho que, pela descrição que fizeram, só pode ser a Pérola.

- Conhece-a? – perguntou surpreendido.

- Não, não. Nem coisa que se pareça. Apenas sei como ela é por causa do que a Fine me dizia a respeito dela. Segundo ela, Pérola era uma grande amiga que ela e a irmã haviam conhecido.

- E como é que elas se conheceram? – perguntou, lançando-lhe um olhar decidido.

Shade olhava-o com o sobrolho levantado.

- Bright. Sem querer me meter. Mas já me metendo. Posso saber a que se deve esse teu súbito interesse sobre a relação que a Pérola tem com as princesas? A meu ver até parece que a conheces. À Pérola.

Bright soltou um longo suspiro, passando a olhar para o chão.

- Infelizmente sim… - abanou a cabeça com veemência – Mas isso não vem ao caso. – voltou a dirigir o olhar para o amigo – Estou preocupado com a segurança da Rein. E tu com certeza que não queres que nada de ruim aconteça à menina Fine, certo? Por isso, se souberes de alguma coisa sobre o que te acabei de perguntar, diz-me. Assim poderei protege-las, às duas, de qualquer coisa que ela venha a fazer. Isto, porque a única coisa que te posso dizer é que a Pérola não é pera doce.

Shade ficou a pensar no assunto. Bright parecia estar a ser sincero e, sobretudo, demonstrava que a sua prioridade era a segurança das princesas. Dai que não tinha outra saída senão lhe contar o que sabia, embora não acreditasse muito que a Pérola, a amiga que a Fine tanto idolatrava, fosse má pessoa.

- Ok. Sendo assim, vou dizer-te o que sei. – fechou os olhos, tentando se lembrar do que a Fine lhe havia dito há uns dois anos atrás – Um dia, eu e a Fine estivemos a conversar sobre coisas do nosso passado. No meio dessa conversa ela chegou a referir a Pérola. Segundo o que ela me havia dito, ela e a princesa Rein se conheceram num dia lindo de verão, na praia privada da família real, quando eram ainda crianças. Estavam a brincar, quando avistaram uma menina pequenina, morena e de olhos verdes, escondida entre as rochas no mar, que as estava a observar. Curiosas, elas decidiram se aproximar da menina e começaram logo a meter conversa com ela. No inicio, Pérola parecia um pouco acanhada e até mesmo assustada perante as fortes personalidades delas, mas depressa esse medo passou. Desde então elas se tornaram grandes amigas. Conversavam sobre tudo e brincavam juntas todos os dias na mesma praia que se haviam conhecido. Mas…um dia, sem razão aparente, a Pérola deixou de dar noticias. Havia desaparecido sem deixar rasto, o que havia deixado a Fine e a princesa Rein muito preocupadas na altura. E, sendo assim, o tempo foi passando. E, desde então, ela passara a ser para elas uma boa lembrança guardada em seus corações. E agora ela apareceu. Assim, de repente. – sorriu - Não a conheço pessoalmente, mas tenho a certeza que neste momento a Fine e a princesa Rein estão muito contentes com este seu regresso. Não é verdade?

- Sim… - disse um pouco abatido, já que era esse o seu problema.

- Então, Bright? Que cara é essa? Devias estar contente por, finalmente, a Fine e a princesa Rein terem reencontrado uma amiga que não viam há muito tempo.

- Eu sei, Shade. Mas… - bufou – simplesmente não dá. – levantou-se e, aproximando-se dele, pousou uma mão no seu ombro direito, apertando-o, enquanto o olhava nos olhos – Podes achar estranho, mas tenho razões para continuar a achar que a Pérola não é quem ela aparenta ser. Não achas estranho ela aparecer assim de repente passado tanto tempo? – Shade tinha de concordar com ele. Dito daquela maneira era mesmo para desconfiar. – Daí que o seu regresso não deve ser coisa boa. Por isso…eu sei que pode ser loucura, mas…olhos bem abertos, tá? Nem eu, nem tu, queremos que algo de mal aconteça com as princesas, pois não?

Shade suspirou derrotado. Porque será que o Bright carregava sempre na mesma tecla? De que Pérola fosse má e capaz de fazer qualquer coisa contra as princesas? Das duas uma. Ou a conhecia muito bem, ou então estava a dizer aquilo apenas porque não se simpatizara com ela à primeira vista.

- Duvido que ela faça algo contra elas, mas, se te deixar mais tranquilo, prometo que ficarei atento. – assegurou, retribuindo o mesmo olhar intenso que ele o lançava, enquanto colocava a mão no ombro dele do lado oposto ao seu.

[…]

Depois de Shade se ter ido embora, regressado ao trabalho dele, Bright foi andando até ao quarto. Precisava de pensar em algo para poder enfrentar Pérola de igual para igual.

Estava quase a chegar lá, quando avistou Pérola, que vinha no sentido contrário ao seu.

- Olá! – cumprimentou-o sorridente.

Bright nada disse, mas, quando esta passou de lado, rente a ele, numa voz quase sussurrante, mas convicta, apenas lhe confrontou com as seguintes palavras:

- Pérola. Podes ter enganado todo o mundo, mas a mim não me enganas. E podes ter certeza de uma coisa. Se depender de mim, nunca vais seguir com a tua adiante.

A morena de olhos verdes apenas mostrou um sorriso cínico. Como se o que ele havia dito fosse algo divertido. Daí que depois, após ter passado por ele, incapaz de se conter, voltou-se para trás e aproximou-se do loiro, que estava de costas voltadas para ela, sussurrando-lhe ao ouvido:

- Veremos.

Enquanto ela se afastou de novo, Bright continuava ainda parado naquele corredor, próximo do seu quarto.

Muita coisa passava-lhe pela sua cabeça. Ainda bem que, no meio daquilo tudo, conseguira um aliado. O Shade. Mas, agora, o que faltava era avisar a Rein quanto à amiga. Alertar-lhe para o facto de que ela não era tão boa quanto o fazia crer.

Iria dizê-lo no dia seguinte sem falta. Mas será que ela iria acreditar nele? Ao menos ninguém lhe poderia acusar de não o ter tentado.

[…]

Os dias que se seguiram foram essenciais, quer para Pérola, quer para Bright.

Pérola fingira ter conhecido Bright pela primeira vez e, aos poucos, fora conquistando a confiança de todos aqueles que habitavam o castelo. Apenas o loiro e Shade, que andava com a pulga atrás da orelha pela conversa que tivera com o amigo, não entraram no jogo dela.

No entanto, apesar disso, ela voltara a ter aquele vínculo com as princesas. Elas, sem desconfiarem de nada, pensando que ela era ainda a mesma Pérola que haviam conhecido em crianças, contavam-lhe tudo. Como haviam sido suas vidas desde então e até mesmo os seus casos amorosos. Fine com Shade e Rein com Bright.

Cada vez que a princesa de cabelos azuis lhe vinha contar sobre o seu relacionamento com o loiro, ela por dentro sentia uma raiva prestes a bulir, mas que não podia deixar passar para o exterior. A seu ver, Bright era dela e somente dela!

Daí que…mesmo que tivera-lhes prometido que iria manter aquilo em segredo, visto que o rei Truth não o sabia, ela começara a magicar qualquer coisa, pois essa informação lhe seria de muita utilidade. Ó se seria!

Quanto a Bright, este vira a sua quarta e última semana a passar-lhe diante de si muito rapidamente.

Entretanto tentara o seu propósito. Estava bem na companhia da sua doce Rein, mas, a cada oportunidade que tinha, tentara abrir um pouco os olhos de Rein quanto a Pérola de forma subtil.

No entanto, aquilo não surtira efeito nenhum, visto que Rein começava a ficar farta das suas acusações para com a amiga de infância. Acabou até por insinuar que a Pérola talvez tivesse razão. Ele deveria estar apenas a dizer aquelas coisas porque não gostava dela e queria que os outros também não gostassem.

Pérola podia estar a começar a virar a Rein contra si, contudo não podia deixar as coisas desse jeito. Os seus dias no mundo humano estavam prestes a acabar. Podia nunca mais ver a princesa Rein, mas ao menos, antes de partir, queria que ela soubesse quem a sua "amiga" era na realidade.

Daí que se a Pérola pensava que iria desistir…estava redondamente enganada!

[…]

- Pérola! – rei Truth ficou surpreso pela entrada repentina da morena na sala do trono, enquanto ele travava uma conversa com Poomo, a sua pessoa de maior confiança – O que estás aqui a fazer? O que se passa?

- Rei Truth. Desculpa se estou a interromper algo, mas…preciso urgentemente de falar consigo… - pedira um pouco ofegante.

- Poomo. Deixa-nos a sós. Depois retomamos esta nossa conversa.

- Sim, magestade.

Poomo fez uma vénia e afastou-se deles os dois. Assim que ele saiu definitivamente da sala, o rei sentou-se no trono, virando-se de frente para a sua hóspede.

- Já estamos a sós, Pérola. O que querias falar comigo?

Pérola mostrava-se muito abatida.

- Ai, rei Truth… Nem sei por onde começar…

- Simples. Pelo começo.

- Eu sei. – respirou fundo – Mas…espero que me compreenda. Não quero trair ninguém, mas também não quero que lhe mintam. Logo ao senhor que tão bem me acolheu. Acho isso horrível!

- Mentirem-me? – ergueu uma sobrancelha – Quem é que teria coragem de me fazer tal afronta?

- As…suas…filhas…?

- O quê? – devia não estar a ouvir direito – Estás a querer insinuar que as minhas filhas me mentiram? – Pérola, a medo, assentiu afirmativamente com a cabeça – Em que sentido?

- Ó rei Truth…por favor…não me pressione… Se elas descobrirem que eu vim até aqui…nem sei o que fazer…nunca me perdoarão. Mas não tive como não o fazer. Não podia guardar eternamente este segredo dentro de mim e deixar que o fizessem passar por bobo.

- Já sei. E agradeço a tua preocupação. Mas, por favor, antes que eu me passe, diz-me logo o que é que elas andam a esconder de mim! – estava a ficar sem paciência.

- Elas namoram.

O rei ficou mudo, abalado com o impacto que aquela revelação lhe havia dado, enquanto Pérola, sem que este o visse, soltou um grande sorriso. Naquele momento sentia-se vitoriosa.

[…]

Fine e Rein haviam sido chamadas à presença do pai na sala do trono. Ficaram confusas quando Poomo viera ter com elas, informando-as de que o pai queria falar com elas…e urgentemente.

Contudo, quando entraram na sala e viram que lá, para além do pai, também estavam Pérola, Shade e Bright, aí é que a desconfiança e a confusão aumentaram. «Mas o que raios se está a passar aqui?».

- Estamos aqui, pai. – pronunciou-se, Rein, assim que ficaram de frente para o pai, que estava sentado no trono.

- Hum… - Fine olhou a seu redor – Posso saber o que se está a passar? A que se deve esta reunião?

- Isso sou eu quem devia perguntar. Fine. Rein. – lançou o seu duro olhar para cada uma conforme ia dizendo o seu nome.

Fine e Rein olharam uma para a outra. Continuavam sem entender nada. O pai nunca lhes falara naquele tom de voz. Estava estranho.

- Bom…a verdade é que nós as duas não sabemos ao certo a que se deve esta convocatória. E o porquê de o Shade, o Bright e a Pérola estarem também presentes…

- Não sabem? – perguntou de forma desentendida – E eu a pensar que isto poderia ser um sinal para que vocês fossem capazes de perceber o que eu pretendia.

As irmãs e os meninos arregalaram os olhos e sentiram a cabeça a pesar-lhes, o que fez com que engolissem em seco. Será que o pai estava a insinuar de que já sabia do caso amoroso deles? Impossível!

- E…posso saber o que o senhor pretende? – perguntou, Rein, a medo.

O rei Truth deu um meio sorriso.

- Como vocês são ingénuas. Vocês pensavam que essa vossa mentira iria durar para sempre? – perguntou já um pouco exaltado.

- Pai…

- Não é o que parece, pai.

- Agora vão-me dizer que vocês não namoram com esses dois daí?

- Mas… - por um momento Fine ficou quase sem fala – Mas como é que o pai sabe disso? Quem foi que lhe disse?

- Não interessa quem mo disse. Isso não vem ao caso. O que interessa é que vocês, minhas meninas, todo este tempo andaram a meter-me areia para os olhos! O que é que lhes passou pela cabeça? Pensavam que eu nunca o iria descobrir? Queriam continuar uma vida toda a fazerem-me de troxa?

- Nunca foi essa a nossa intenção, pai! – interveio, Fine, desesperada – Nós nunca quisemos passar o senhor por bobo, apenas queríamos viver a nossa felicidade!

- Felicidade?

- Sim! O pai, desde que a mãe morreu, tentou isolar-nos de tudo e de todos. Nem de um rapaz nos deixava aproximar. A Pérola foi a única amiga que tivemos vinda do exterior… - disse comovida, olhando para Pérola, que estava atrás de si. Rein também seguiu o exemplo da irmã. – Por isso… - respirou fundo, voltando-se de novo para o pai – se existe aqui um culpado nesta história toda, esse é o senhor!

- Eu?

- Sim!

- Fine…não achas que já chega? Vamos parar por aqui enquanto é tempo. - sussurrou, Rein, para a irmã.

- Não, Rein. Se chegamos até aqui, não é agora que devemos desistir. Vou dizer tudo o que me está entalado na garganta há muito tempo. Quero que pai enxergue a verdade daquilo que semeou! – Rein suspirou e abaixou a cabeça de forma derrotista – Pai, quando tu nos proibiste de aproximarmos de rapazes, posso afirmar, não tenho nada a esconder, de que isso na altura suscitou a minha curiosidade. À Rein não, mas a mim sim. E foi levada por essa curiosidade que conheci o Shade. – virou-se para ele e o olhou de forma apaixonada – Tornamo-nos amigos e depois…não houve volta a dar. Acabei por me apaixonar por ele. No entanto… - voltou a encarar o rei – eu sabia que tu nunca que o irias aceitar, o nosso relacionamento, e dai que resolvi ocultá-lo de ti. Porque se o soubesses, sabia que irias nos tentar separar de todas as formas possíveis imagináveis. E isso, podes ter a certeza que era algo que eu não queria!

- Mas agora sei-o. – deu um meio sorriso – E acho que ainda vou muito a tempo de o fazer. – virou-se para Rein – E tu, Rein? Não vais também te pronunciar como o fez a tua irmã? Que eu me recorde, deixei com que Bright ficasse por algum tempo no castelo, porque tu mo pediste, e é assim que me agradeces?

- Pai…eu nunca quis magoá-lo. Mas simplesmente aconteceu! Não está feliz por nós? Por termos encontrado o verdadeiro amor?

- Já chega! – gritou exaltado – Começo a ficar farto dessa vossa lengalenga! Mas não se preocupem…que eu vou tomar medidas quanto a esta vossa rebeldia!

- Q-Que m-medidas? – perguntou, Fine, temendo o pior.

Rei Truth levantou-se e olhou-as de forma ameaçadora e decidida.

- Fine! Tu, como castigo, já que gostas de ter um homem à tua beira, vais casar-te com o Noche, o filho de um amigo meu que já algum tempo anda interessado em ti! – Fine caiu de joelhos derrotada – E tu, minha menina, - apontou para Rein – tu, já que és a mais ingenuíssima das duas, que não pode ver um rapaz que se apaixona logo, mandar-te-ei para um convento! E dou o dito por encerrado!

Rein também ficara abalada com a notícia. As lágrimas queriam sair dos olhos. Olhou para Bright e este também a olhava profundamente abalado. Como se estivesse a sentir a mesma dor que ela.

Desesperada, olhando para todos os rostos presentes e ver neles angustia e pena e certos olhares de censura por parte do pai, resolveu fugir dali o mais rápido possível. Recobrando a pouca força que ainda lhe restava, desatou a correr até à porta da sala do trono, saindo de lá sem olhar para trás.

Ainda na sala, os rapazes continuavam igualmente abalados, após ouvirem o decreto do rei. Shade queria avançar e poder abraçar a sua Fine. Dar-lhe força e dizer-lhe que estaria para sempre a seu lado. Mas não podia. O rei não o iria permitir. Para além de que não queria arranjar mais sarilhos para o lado dela. Já o Bright, esse ficara triste pela sua Rein. Queria fazer alguma coisa para remediar a situação, mas pelos vistos não havia nada a fazer. A decisão do rei era soberana.

Um pouco depois que Rein saíra da sala, ele olhou para Pérola. Ela parecia muito calma. Bastante passiva quanto àquele triste episódio. «Foi ela! Maldita! Foi ela que foi contar ao rei dos nossos namoros!», deduziu furioso.

Era verdade que Pérola estava passiva, mostrando-se profundamente abalada, mas, no fundo, ela rejubilava de alegria. O seu plano lhe tinha saído melhor do que a encomenda. Teria de dar louvores ao rei Truth, pois ele não poderia ter dado melhor destino para aquelas duas princesas do que aqueles que dera.

O seu alvo sempre fora a princesa Rein, mas se para a abater tinha que também deitar abaixo a outra irmã…tinhamos pena. Não tinha nada contra a Fine, mas ao menos isso fez com que a Rein ficasse bem longe do seu Bright. «Agora, Bright…». Virou a cabeça na direcção dele e, ao ver que ele também olhava para ela, mostrou-lhe um largo sorriso. Um sorriso de triunfo e com muita, muita malícia. «Agora sabes que não brinco em serviço! Ah, ah, ah!».


So...did you liked it? I hope so. (E aí? Gostaram? Espero bem que sim)

We almost there! So don't forget to send me your reviews, because that helps me a lot to make sure that you enjoy my work! ^^ (Estamos quase lá! Por isso, não se esqueçam de me mandar os vossos cometários, já que isso me ajuda muito, nem que seja para ter a certeza de que vocês gostam do meu trabalho!)

See you on the next chapter: The Truth (Vêmo-nos no próximo episódio!)

Kisses (Bjs)