Hi! Here's the last chapter! Yes...it's the last. T.T But I hope you like it! ^^ (Oi! Aqui está o último capítulo! Sim...é o último. T.T Mas, mesmo assim, espero que gostem! ^^)
Enjoy! ;) (Divirtam-se! ;) )
Capítulo XIV – All for Love /A Happy Ending
Depois da dura batalha contra a Pérola, o reino voltara à normalidade. A única mudança que se constava era o facto de o rei estar amigável com as filhas. No entanto, estas pareciam estar a leste do seu dever como princesas. Estavam a pensar nos seus respectivos amados. Um que iria partir em breve e o outro…que possivelmente nunca mais o iria ver.
- Posso saber o que se passa com vocês as duas? – perguntou o rei após as convocar na sala do trono – Desde aquela luta contra a Pérola que vos vejo meio abatidas. O que se passa? – perguntou preocupado.
Rein e Fine olharam-se nos olhos. Depois, enquanto Rein depressa desviava o olhar, Fine suspirou e falou com calma:
- Pai…nem sei como o hei de dizer, mas…é necessário. – o rei não estava a entender o rumo daquela conversa, mas estava atento ao que ela porventura pudesse vir a dizer. – Nós não queremos aceitar o destino que o pai traçou para nós. Eu amo o Shade e recuso-me a casar com alguém que a mim não me diz nada! – olhou para a irmã – Quanto à Rein, ela…ela ama o Bright. Neste caso, o príncipe Bright. E duvido que ela queira ser freira depois de ter experimentado a magia do amor!
Truth não estava acreditar no que estava a ouvir.
- O quê?
- O que esperavas? Já não somos crianças, pai! E, digamos, a maneira como nos tens tratado, desde a morte da mãe, não foi tem sido das melhores.
Truth continuava a olhar incrédulo para ela. Abria e fechava a boca, mas nenhum som saía. Aquela era a Fine? A sua menina? Talvez ela tivesse razão. Salvara-as de Pérola, mas isso não alterava o passado. O passado mau pelo qual as fizera passar.
- Desculpem… - disse baixinho e levou as mãos ao rosto, tapando os olhos – Desculpem… Vocês têm razão. Eu sei que não fui um bom pai todos estes anos. Quando a Elsa morreu… - uma lágrima escorregou pela sua face, a qual foi perceptível pelas gémeas que se surpreenderam – eu senti meu mundo desmoronar. Foi como se algo dentro de mim tivesse morrido com ela. E, quando vos via, pensava sempre nela e isso…isso doía cá dentro. Daí a atitude que tenho tido para convosco. Em vez de…Em vez de cuidar de vocês com todo o amor que a Elsa desejaria que vos desse…eu fui o oposto…um monstro!
- Não, pai! – Rein foi ter com o pai, ajoelhando-se ao pé dele. Os seus olhos estavam húmidos. – Tu não foste um monstro! Podes ter-nos privado de muitas coisas…e, por vezes um pouco frio, mas… - mordeu o lábio inferior – mas mesmo assim gostamos muito de ti!
O rei Truth ergueu a cabeça e olhou para ela meio aturdido.
- Rein…
- Pai. – foi a vez da Fine se pronunciar e também ir ter com ele – Também te devo um pedido de desculpas. – suspirou – Apesar de tudo, sei que fizeste o melhor por nós e que no fundo gostavas de nós. – sorriu – A prova disso foi quando foste nos salvar da Pérola. Enfrentaste o alto-mar com a tua própria vida em risco apenas para nos teres a salvo. – num impulso enlaçou o pescoço dele com os braços e, fechando os olhos, pousou a cabeça sobre a dele – Adoro-te, pai…
- Fine…
Rein também fez o mesmo gesto, o que fez com que mais lágrimas saíssem dos seus olhos. Só que desta vez elas eram de felicidade. «Obrigado, meu Deus, por esta segunda oportunidade.», pensou, enquanto sentia o forte abraço em que se via envolvido.
[…]
- Vais sempre embora, Shade?
Fine estava na cozinha a conversar com Shade. Queria saber se ele sempre iria fazer aquilo que pretendia antes do incidente. Se isso fosse verdade, provavelmente aquela seria a última conversa deles.
Shade negou com a cabeça.
- Não. O rei fez-me perceber que existe mais gente que se preocupa comigo e, por isso, é que não lhes farei tamanha crueldade. No entanto… - respirou fundo – isso não quer dizer que voltaremos a estar juntos, Fine.
Fine baixou a cabeça triste.
- Entendo.
- Sei que já fizeste as pazes com o teu pai. E até te desejo sorte nisso. Mas duvido que ele te deixe…
- Namorar o filho da cozinheira?
- Pai!
- Rei Truth!
Fine e Shade foram apanhados de surpresa. O que é que ele fazia ali? Não era normal o rei visitar um lugar como aquele.
A princesa aproximou-se do pai.
- O que estás a fazer aqui, pai? Não é comum…
- Estar num lugar como este? Não era o que ias dizer?
- Sim. – respondeu envergonhada.
- Enfim…Shade?
- Sim, vossa majestade! – fez logo uma vénia.
- Amas a minha filha? – Shade o olhou de sobrolho levantado. – Amas a Fine ao ponto de seres capaz de dares a tua própria vida pela dela?
Shade pensou um pouco, mas depois respondeu com toda a confiança:
- Sim! Seria capaz de dar a minha vida por sua filha. Não porque ela é a minha princesa, mas porque a amo. Amo-a como nunca amei ninguém.
Satisfeito pela sua sincera e franca resposta, o rei aproximou-se dele e pousou a mão direita no seu ombro esquerdo. Shade encolheu-se com o contacto. Estava com receio do que ele poderia fazer.
- Estás aprovado.
- Hã?!
- Tens a minha permissão para namorares a minha filha. – sorriu – Aproveita!
- M-Mas…e o meu casamento com o Noche?
- Ficou sem efeito.
«Apesar de nunca o ter chegado a falar com o meu amigo.», pensou divertido.
Caminhou até à filha e deu-lhe um forte abraço.
- Obrigado por me abrires os olhos. Mereces ser feliz. – sussurrou-lhe ao ouvido.
Fine sentiu o seu coração a inundar-se de felicidade.
- Obrigada, pai…!
Depois que o rei Truth se foi embora, Fine lançou-se nos braços do seu amado Shade. Finalmente poderiam viver o seu amor sem qualquer impedimento.
[…]
Rein suspirava. Era décima vez que o fazia dentro do seu quarto toda a vez que olhava o mar. Como gostava de estar perto do Bright, tal como a Fine e o Shade. Juntos e felizes. Ainda nem queria acreditar que o pai teria mesmo acedido a deixá-los ficar juntos. Depois de tudo o que aconteceu, agora acreditava que ele estivesse mudado. E para melhor. No entanto com ela o caso mudava de figura. Ela e Bright eram de mundos diferentes. Por muito que o pai também quisesse, desejasse até, que ficassem juntos, seria impossível.
- Bright… - fechou os olhos e respirou a doce aragem da maresia – Como gostava de estar a teu lado. Se pudesse não me importava de ser uma sereia, desde que isso me deixasse estar a teu lado…para sempre…
Uma lágrima saiu-lhe dos olhos e escorregou por sua face, indo salpicar na ombreia da janela.
[…]
O rei Truth estava a caminhar pelo corredor ao encontro de Rein. Queria dizer-lhe que já não ia para o convento.
Ao chegar ao quarto dela, viu que a porta deste estava aberta por uma pequena frecha. Curioso, aproximou-se e espreitou. Viu a filha sentada à janela e parecia muito abatida enquanto olhava para o exterior.
Depois de ouvir o desejo dela, afastou-se da porta e encostou-se à parede. A sua filha estava mesmo assim tão apaixonada por aquele miúdo que era capaz de jogar a sua vida na terra pró alto só com a esperança de permanecer a seu lado?
Já sabia o que o Bright era. Tinha-o visto no confronto contra Pérola. Pensava que seres assim não existiam, mas enfim existem. Tal como a Elsa sempre o dizia: "Tens de acreditar sempre no fantástico, querido! O que seria da nossa vida sem um pouco de magia a deslumbrá-la?". Apesar de a ter amado, nunca chegara a acreditar a cem por cento nas suas palavras. Mas agora sim. Uma das suas filhas estava apaixonada por um ser marinho que no lugar das pernas tinha uma cauda!
Arregalou os olhos de repente. Lembrara-se de algo. De um episódio muito especial entre ele e a sua esposa, quando esta ainda era viva.
«Truth e Elsa estavam no quarto. As meninas dormiam profundamente nos seus bercinhos.
- Elsa. O que se passa? Estiveste hoje todo o dia sorridente. – aproximou-se dela e a abraçou por trás, dando-lhe um beijo sonoro na face esquerda.
- Nada. Apenas uma pequena aquisição que fiz no mercado.
- E o que é?
Elsa, sem dizer nada, foi até à gaveta da mesinha de cabeceira e abriu-a. De lá tirou um pequeno frasquinho com um líquido verde.
- Continuo sem entender, Elsa. O que é isso?
- Uma poção. A mulher à qual eu a comprei no mercado disse-me que é poderosa e que é capaz de trazer felicidade a quem a possuir.
Truth abanou a cabeça frustrado. Às vezes a sua mulher era tão ingénua!
- Eu não acredito que foste gastar dinheiro nessas porcarias!
- Não são porcarias, Truth! – olhou para o frasquinho com admiração – Nunca deves subestimar o poder de uma poção. Ou até mesmo a superstição do povo. Porque nem tudo o que existe no sobrenatural é mentira.
- Sim. Ok. Como queiras. Mas…pra quem é que compraste essa poção?
- Para as minhas filhas. Para quem haveria de ser?
- O quê? Elsa, elas ainda são muito pequenas para isso!
- Mas hão-de crescer, não? Vão crescer, serem moças belas e distintas, e hão-de se apaixonar… - disse com ar sonhador.
- Sim, sim. – enlaçou com os braços a cintura da mulher, aproximando-a mais de si – Mas só por cima do meu cadáver é que eu hei-de deixar um rapaz se aproximar delas. Para isso tem de ser um cavalheiro e ter a minha total aprovação.
- Truth! – abanou a cabeça em reprovação – Tu não tens jeito!
- Mas…tou com uma dúvida.
- Qual?
- A poção é só uma e as nossas filhas duas.
- Eu sei. Eu queria partilhá-la pelas duas, mas, depois de pensar um pouco, dar-lha-ei a quem se apaixonar primeiro.
- E se elas se apaixonarem ao mesmo tempo?
- Se isso, porventura, acontecer, dou-a àquela que mais necessitar dela.
- Como assim?
- Para além de trazer felicidade, a mulher também me chegou a dizer que a poção também tem o poder de transformar num ser mítico aquele que a beber. – Truth já estava com cara de quem não estava a acreditar em uma única palavra do que a mulher estava a dizer. – Logo, aquela que eu vir que o seu amor é forte e que deseja fazer tudo por amor, apesar da distância, achando até mesmo que o amor dela seja impossível…será a escolhida.».
- E essa pelos vistos é a Rein, Elsa... A poção! Onde é que eu a pus? – questionou-se um pouco aflito.
Tentou se lembrar de onde a teria colocado depois da morte da mulher. Após tantos anos era um bocado difícil saber, visto que nem ligara muito para aquilo.
«No porão!».
Depois que a mulher tinha morrido, ele tinha criado um quarto secreto no porão e colocado lá todos os seus pertences, achando que ali estaria a preservar a memória da sua amada e a fechar um pouco o seu coração pró amor.
- Rein! – chamou, abrindo a porta e entrando no quarto desta.
- Pai?
Rein ficou surpresa. Não estava a contar que o pai entrasse assim de repente no seu quarto. Rapidamente limpou com os dedos da mão a face olhada pela lágrima.
Enquanto isso, o rei Truth aproximou-se e, agarrando-lhe no pulso, puxou-a, fazendo com esta se levantasse, para fora do quarto.
- Vamos! Há algo que quero mostrar-te!
Rein não estava a entender nada. Até tentava decifrar a expressão do rosto do pai. Mas nada. Ele apenas mostrava-se decidido em levá-la até ao determinado lugar, o qual não tinha a mínima ideia de qual seria.
- Que sítio é este, pai?
Ao que tudo parecia indicar, o seu pai tinha-lhe levado para um local meio escuro que ficava nos fundos do castelo.
- Isto é o porão do castelo.
- E o que fazemos aqui?
- Quero que vejas uma coisa.
Nada mais disse. Se o pai queria apenas mostrar-lhe algo teria de acreditar e confiar nele.
De repente ele parou e ela chocou com a cara nas suas costas.
- Chegamos.
Respirou fundo, levou a mão à porta que estava diante de si e abriu-a. A habitação também estava igualmente escura, até que ligou o candeeiro do tecto no interruptor.
Rein, que estava ainda na porta, nem queria acreditar no que via. Aquele quarto podia estar um pouco poeirento, mas notava-se que era ostentoso. Estava cheio de coisas que deveriam ter pertencido a uma mulher, pois a maioria das coisas eram cor-de-rosa, uma cor que estava um tanto abatida. Aquilo devia estar ali há anos.
Depois de ver o pai a andar por aquele espaço como se estivesse à procura de algo, finalmente perguntou:
- De quem é tudo isto?
- Da tua mãe, filha.
Rein quase que se engasgara.
- Da minha mãe?
- Sim… - estava concentrado na sua busca, mas ao mesmo tempo tentava aplacar da melhor maneira possível a curiosidade da menina – Depois que a tua mãe morreu, eu mandei construir esta divisória para conservar as suas coisas.
Tentava abrir a gaveta da mesinha de cabeceira, mas esta estava perra. «Droga! Abre-te!».
- Então isso quer dizer que tudo o que está aqui dentro era da mãe?
- Sim… - a gaveta abriu-se. – Finalmente!
- O que se passa, pai? – aproximou-se dele e olhou para o interior da gaveta que ele tanto tentara abrir. Lá estava um pequeno frasco infestado de pó com um estranho líquido verde no seu interior. – O que é isso?
- Já vais saber, Rein. – sorrindo, voltou a pegar no pulso dela, arrastando-a dali para fora – Vamos! Vamos limpar isto e ver se o que a tua mãe disse era verdade!
Rein não entendia. Aquilo fora tudo tão rápido. O que estaria dentro daquele frasco? Sorriu. Porque queria tanto saber? O pai estava contente e ela…bem, ela finalmente havia visto o "mundo" da mãe. Aquele que o seu pai tanto ocultara.
[…]
- O que vocês os dois estão aqui a fazer? – perguntou o rei, enquanto limpava com o seu lenço o pó do frasquinho.
Apesar de estar concentrado na sua tarefa, havia detectado a proximidade da outra filha e do namorado desta.
- Bom…vimos-te a vir até aqui para a praia apressado, levando a Rein junto, que pensamos…
- No pior, não é verdade, Fine? – perguntou com um sorriso sarcástico.
- Ai, pai…! – fez bico – O que é queres que eu faça? Foram anos de desilusões…!
- Não faz mal. Eu entendo.
Olhou para Shade.
- Nem venha sua majestade! Eu apenas a vim acompanhar, porque ela me obrigou!
O rei Truth sorriu e, quando terminou de limpar o dito objecto, Fine avistou-o e ficou curiosa.
- Que objecto é esse, pai?
- Junta-te ao clube, Fine. – disse, Rein, saindo por trás do pai – Eu também quero saber o que é, mas o pai não diz nada. Apenas sei que ele o retirou da gaveta de uma mesinha de cabeceira que estava no quarto da mãe.
- Da mãe?!
Aquilo foi um choque para ela.
- Sim. Pelos vistos o pai não despojou de todas as coisas dela. Ele guardou-as todas naquele quarto, que fica no porão.
- A sério? – virou-se para o pai – Porque é que nos ocultaste isso, pai?
- Eu sei que errei, Fine. Por isso que, de agora em diante, se o quiseres podes sempre o visitar. Ele estará sempre aberto para ti.
- A sério, pai? – perguntou emocionada.
- Claro! Se o amostrei à Rein não acho justo não to amostrar a ti, não achas?
- Pai!
Feliz, Fine levantou um pouco a saia do vestido rosa que usava e foi ao seu encontro. Abraçou-o com força.
- Ok…Fine…Agora…será que me podias largar? Estás a sufocar-me…!
- Oh! Desculpa, pai.
Afastou-se e o rei olhou para a mão direita. Ainda bem que não tinha deixado cair o frasquinho.
- Vamos agora tratar de assuntos sérios. – olhou para a filha de olhos azulados – Rein. Vem cá.
- Sim, pai.
Rein aproximou-se e fixou o seu olhar nele.
- Tás a ver este frasquinho? – Rein acenou com a cabeça – Pois bem…isto é uma poção que a tua mãe me amostrou um dia. Ela a tinha comprado a uma senhora qualquer no mercado. – deu um sorriso amarelo – É que...caso não saibas…a tua mãe gostava muito dessas coisas do sobrenatural e do exoterismo. – vendo que a filha o olhava e não lhe dizia nada, resolveu continuar – Esta poção ela comprou para ti e para a tua irmã. Segundo a dita senhora, ela vos traria felicidade e, quem a bebesse, se transformaria num ser mítico. – Rein arregalou os olhos – É por isso que, a pedido dela e porque sei que estás a precisar mais do que a tua irmã, ta dou. – pegou na mão direita dela e depositou nela o pequeno objecto. – Tudo o que desejo é a tua felicidade, filha. Se para isso tenho de me abdicar de ti, que assim seja. – sorriu.
- Pai…
Tudo nela tremia. Ela não estava a acreditar no que lhe acabara de acontecer. O seu pai estava a dar-lhe a tão desejada oportunidade de ser feliz com o Bright! E tudo porque um dia a sua mãe teve a feliz ideia de comprar aquela poção, que agora estava em sua posse.
«Obrigada, mãe.», agradeceu, dando um beijo no frasquinho.
- Mas será que isso resulta? – perguntou, Shade, aproximando-se deles abraçado à Fine.
- Só há uma forma de o sabermos.
Nesse momento todos os olhares se dirigiram para Rein, que corou ao de leve. Respirou fundo e depois abriu o frasco. O odor não era dos melhores, mas mesmo assim não iria desistir do seu feito.
- Antes de a beber, quero que saibam que vos amo muito e que serei eternamente grata por tudo o que fizeram por mim. Especialmente tu, pai. – deu um passo em frente e deu-lhe um beijo no rosto – Amo-te…
Olhando feliz para eles, bebeu por fim o conteúdo do frasquinho. Bebeu tudo num trago e até à última gota.
- Sentes-te diferente?
- Não sei…
- Se calhar a poção devia ser mesmo uma fantocha…
- Ah!
O rei Truth não chegou a terminar a frase. Rein começara a gritar que nem uma doida. A sua cabeça doía. Uma dor forte. Tão forte que a deixou de joelhos sobre a areia e com a respiração entrecortada.
- Rein! Rein, o que se passa?
Todos estavam preocupados. Até que viram uma estranha luz, entre o branco e o amarelo, a iluminá-la.
Não sabiam como, mas, perante os olhos de todos, o vestido que ela tinha desaparecera. No seu peito começou-se, então, a avistar um sutiã de conchas azuis e as pernas…essas começavam a convergir num tom azul, passando a estar no seu lugar uma longa e linda cauda da mesma cor.
- Eu não acredito… - Fine estava abismada. Mas não era a única. O pai e Shade também o estavam. – Rein. Transformaste-te numa sereia!
Rein, que até então não estava ciente do que lhe havia acontecido, abriu os olhos e, perante a afirmação da irmã, o seu olhar direccionou-se para as pernas. E…em vez de ver duas pernas longas e finas, avistou uma longa cauda azul.
- Eu sou uma sereia…Eu sou uma sereia! – riu-se e bateu palmas contente, enquanto a cauda batia na areia.
- Bom… - o rei ainda estava meio abobado – pelo menos já sabemos que a senhora não enganou a vossa mãe…
Fine e Shade riram-se baixinho entre si.
- Fine. É melhor pomo-la no mar.
- Sim, Shade. Tens razão.
Sendo assim, o rapaz aproximou-se de Rein e, com cuidado, pegou nela ao colo. Não queria dizer nada, mas a cauda dela estava a fazer-lhe um pouco de impressão.
- Espera, Shade! – parou-o Rein, quando este estava pronto para a jogar ao mar. – Antes quero me despedir da minha família.
Sem alternativa, virou-se e foi ter com os outros dois. Quando estavam perto deles, Rein esticou os braços. Queria agarrar com cada uma das mãos no pai e na irmã.
- Pai. Fine. Obrigada por tudo. Vou sentir saudades.
- Nós também, Rein. Nós também.
- Rein…Espero que o Bright saiba te amar como deve ser. Se ele for capaz disso, fico por satisfeito.
- Pai…
Os olhos dela começaram a ficar húmidos, bem como os do rei e os da Fine. Os três, unidos em sua pequena dor, a dor da separação, abraçaram-se.
Apesar de aquilo ser uma despedida, sabiam que não seria a última. Bastava olharem para o mar, que saberiam que ela estaria ali a olhar por eles. Pelo menos era o que pensavam no momento em que se puseram a olhar para o horizonte após Rein se ter ido embora.
[…]
Bright estava no seu quarto. Olhava para o exterior com ar ausente. Pensava em Rein.
Há já algum tempo que não a via. Se não a visse, nem que fosse por breves momentos, morreria. Mas…por causa da sua façanha ficara de castigo. Logo não podia ir ter com ela.
Teria mesmo de renunciar ao seu amor como a Altezza uma vez dissera? Sabia que eram de mundos diferentes. Tinha tido essa consciência de quando a olhara pela última vez, mas…não era justo. Não era! As saudades dela, do seu cheiro, do seu beijo, eram tantas que o seu coração se via feito em farrapos. Cada vez mais enfraquecido à medida que os dias iam avançando.
O que poderia fazer para que as coisas mudassem? Paras que seguissem outro rumo?
[…]
- Já é décima vez hoje que ele suspira. – mencionou, Altezza, preocupada.
Ela e os pais estavam juntos e estavam atentos ao que o príncipe fazia sem se atreverem a entrar nos seus aposentos.
- É. Para além de que tem comido ultimamente tão pouco.
- Não te preocupes, querida. Deve ser uma fase. Depois passa.
- Não sei. – contrariou, Altezza – É que o Bright amava realmente a Rein. Duvido que a consiga esquecer.
A rainha levou uma mão ao coração.
- Oh. Pobrezinho. – virou-se para o marido - Aaron. O nosso filho está a sofrer por amor.
Aaron abraçou-a.
- Sim. Mas, por muito doloroso que seja, ele tem de aceitar a realidade. Eles pertencem a mundos diferentes.
Os três abaixaram as cabeças. O seu semblante era de pura preocupação. Até que de repente as levantaram. Alguém estava a se aproximar do reino e…não era alguém que eles conhecessem. Quem poderia ser? Era o que questionavam ao olharem uns para os outros.
- Aonde vais, Altezza? – perguntou o rei assim que a filha se afastou deles.
- Vou chamar o Auler. Vamos os dois ver quem é esta estranha presença.
- Boa sorte.
[…]
Altezza e Auler, depois de descobrirem que se tratava de Rein, não esconderam a sua surpresa. Nunca que haveriam de colocar a possibilidade daquela presença ser ela. Quem diria que ela acabaria por se transformar numa sereia por amor a Bright?
Radiantes, os dois a levaram ao palácio. Queriam fazer uma bela surpresa ao Bright.
Chegados lá, eles a apresentaram ao rei Aaron e à rainha Camelia, que, apesar de espantados, foram bastante cordiais com ela. E, quando souberam do que ela tinha feito, começaram a olhar para a convidada com outros olhos.
- És mesmo uma rapariga corajosa, Rein.
- Que nada, vossa majestade. – respondeu a mais nova sereia envergonhada – Sou apenas uma rapariga apaixonada.
[…]
Bright continuava cabisbaixo no seu quarto, quando avistou uma estranha cabeleira azul. «Rein?!».
Sem saber o que pensar, Bright endireitou-se e, saindo do castelo, nadou o mais rápido que podia até ao local onde, supostamente, a tinha visto, enquanto seis pares de olhos o olhavam divertidos com um sorriso nos lábios.
- Droga! Parece que a perdi!
Nesse momento sem que estivesse à espera, voltou a ver a dita cabeleira ao longe. Ela estava a ir para a superfície. Ansioso, ele seguiu-a. Queria tanto confirmar se ela era sua querida Rein. Tanto!
Chegado lá, respirando o ar puro do grande céu azul, viu-a ao pé de um rochedo que estava ali perto. Concretamente por detrás deste.
Aproximou-se e, à medida que o ia fazendo, ia sentindo o seu coração a bater cada vez mais forte dentro do seu peito.
Ela virou a cabeça na sua direcção. O seu coração parou. Rein. Era ela!
- Rein. – estava tão nervoso que as palavras não conseguiam sair-lhe da boca – M-Mas o que estás aqui a fazer? Como é que consegues nadar no fundo do mar sem aquele fato de mergulho?
Rein sorriu e levantou a cauda, mostrando-lhe que agora era como ele.
- És uma sereia! M-Mas c-como?
- Minha mãe há muito tempo tinha comprado uma poção. O meu pai lembrou-se disso e ma deu. Apesar de tudo, ele nos ama, a mim e à minha irmã, e só quer que sejamos felizes.
- Rein, que bom! – aproximou-se dela e tocou-lhe no rosto com a mão direita – Não importa como, mas agora finalmente já não pertencemos a mundos diferentes, pois não?
- Não, Bright. – o sorriso alargou-se – Agora poderemos ser felizes. Muito felizes. E para sempre. No fundo do mar.
Sem conseguirem tirar os olhos um do outro, os rostos dos dois foram-se aproximando até que selaram os lábios, dando um beijo suave e apaixonado.
- Rein. Minha linda, Rein…
- Bright. Meu príncipe do mar...
E viveram felizes para sempre.
Fim
And that's the big finaly! xD I hope that you like it! ^^ No...that you love it, because I don't accept the opposite. hehe (E aqui está o grande final! xD Espero que tenham gostado! ^^ Não...que o tenham amado, porque não vou aceitar o contrário. hehe)
I'm looking for your reviews and I want to thank you all, all the people that read this fic and review it, because without your support I didn't write it in the first place. So...to all of them here it goes my special thanks! xD (Fico à espera dos vossos comentários e, para além disso, gostaria de agradecer a todos vocês, principalmente àquelas que leram e comentaram esta fic, porque sem o vosso apoio eu não a teria conseguido escrever em primeiro lugar. Logo...para vocês aqui vai o meu especial obrigado! xD)
See ya! ^^ (Vê-mo-nos por aí! ^^)
