Hazel

Capítulo XX

Escrito por Nevilla F.

-X-

A despeito de não ser fácil ignorar Severus Snape, Neville estava conseguindo fazer isso, apesar de ter alguma dificuldade. E essa tarefa se tornava ainda mais difícil pelo fato deles se esbarrarem periodicamente no ministério da magia, no átrio, na seção dos aurores e, principalmente, nos elevadores.

Para o rapaz, encontrar com Severus no elevador era torturante. O espaço era pequeno e parecia que o cheiro do Comensal da Morte impregnava todo o local. E isso despertava sentimentos fortes em Longbottom. O garoto gostaria de beijar e se agarrar com Snape ali mesmo no elevador.

Em um desses dias de encontros no elevador, Neville sentiu seus limites serem testados pelo bruxo mais velho. Longbottom esperava o elevador e quando esse chegou havia apenas Severus lá dentro. O rapaz pensou seriamente em não entrar, mas assim que os olhos negros encontraram os seus, o professor riu com deboche ao identificar a nítida dúvida dele.

"Não vai entrar, Neville? Ou acredita que eu vou te assediar sexualmente no elevador?", provocou Snape.

Movido pelo desafio, Neville inflou o peito e entrou no elevador. Ele apertou o botão do andar que queria e viu as portas se fecharem. Ele olhou de esguelha para Severus. O Comensal da Morte o olhava com um sorrisinho cínico e com os olhos famintos. Longbottom desviou o olhar e observou o chão.

"Está bastante frio, não? Será que vai nevar hoje de noite?", perguntou Neville sobre o tempo, a típica conversa de elevador.

Longbottom sentiu Snape se aproximar dele por trás. Ele podia sentir a respiração quente do bruxo mais velho no seu ombro e na sua nuca.

Severus pigarreou.

"É uma pena que ainda estejamos dando um tempo, Neville", sussurrou. "Porque eu adoraria te beijar aqui no elevador."

O garoto ficou imóvel e sem respirar alguns instantes.

Ao não obter uma resposta, Severus resolveu incitar o rapaz.

"Você gostaria de me beijar, Neville?", murmurou com a voz quente e suave.

Longbottom se arrepiou ao ouvir seu nome ser sussurrado dessa forma. Ele deu um passo para frente, se afastando do Comensal da Morte. A voz do elevador anunciou que o próximo andar era do departamento dos mistérios. Neville não pensou duas vezes e saiu do elevador assim que as portas se abriram.

Já no corredor do departamento de mistérios, ele viu algumas bruxas entrarem no elevador. Ele olhou para Severus, que permanecia sorrindo cinicamente para ele.

"Você está no andar certo, Longbottom?", Snape perguntou e as portas do elevador se fecharam.

Neville ficou um tempo parado, tentando recuperar o fôlego. Apesar de tudo, ele sentia muito orgulho de si mesmo. Afinal, havia resistido a forte investida do Comensal da Morte. Ele tinha certeza que em outro momento, ele teria beijado Severus com prazer.

Droga de tempo que se arrastava!, se lamuriou. Longbottom desejava ardentemente que esse mês acabasse logo para que ele pudesse, de fato, voltar a beijar aqueles lábios finos.

-X-

No final de tarde de uma sexta-feira do mês de fevereiro, Neville, Harry e Ron conversavam sobre os planos para o que fazer. Os rapazes estavam saindo do ministério da magia.

"Hoje nós precisamos beber. Eu preciso entrar em coma alcoólico", anunciou Weasley.

Harry e Neville riram.

"Qual a ocasião especial, Ron?"

"Teremos duelos com Snape na segunda e eu já estou sofrendo por antecipação. Quero esquecer isso ao menos por hoje."

Longbottom ficou pálido.

"Oh, droga! Eu realmente tinha me esquecido. Ele... Ele vai me matar."

Potter estava ainda mais pálido do que Neville.

"Te matar? Snape prometeu que iria me destruir."

"Vamos logo para o pub", concluiu Longbottom.

"Sem Hermione e Ginny dessa vez, ok?", pediu Ron.

"Certo", falou Harry, que ainda estava pálido.

Enquanto caminhavam, todos pareciam tristes como se não estivessem indo para um lugar para se divertir. Eles pareciam estar indo para forca para serem enforcados.

Ron olhou para Longbottom por uns segundos. Depois ficou o encarando com um sorriso, como se Neville o tivesse dado uma ideia genial.

"Neville! Você poderia ir falar com o Snape! Ter uma conversa amigável com ele!"

"Ainda estamos sem nos falar. Faltam duas semanas para terminar o prazo que eu estipulei."

"Mas uma conversa poderia ser bom para vocês. Veja, Neville, você poderia melhorar o humor de Snape."

Apesar de ter levado alguns segundos para interpretar as palavras de Ron, Longbottom entendeu a ideia implícita do amigo.

"Você quer que eu durma com ele? Só para ele pegar leve com a gente nos duelos?"

"Não!", respondeu Potter enfaticamente, como se a ideia fosse terrível.

"Não!", repetiu Ron. "Você não precisa dormir com ele, apenas conversem. Acho que seria bom para você também. Você sente a falta dele, não? Vocês dois ficariam mais felizes se conversassem. Chame-o para beber com a gente."

"Não vou fazer isso! Não quero conversar e beber com ele. Acho... Acho que vou beber sozinho", disse Longbottom.

"Não, Neville! Espere! Foi uma sugestão imbecil do Ron. Venha conosco", pediu Harry. O garoto cutucou o ruivo para buscar apoio.

"Foi uma má ideia, Neville. Venha com a gente. Eu vou entrar em coma alcoólico."

Neville olhou seriamente para os dois e anunciou:

"A palavra Snape está proibida."

"Tudo bem."

"Desculpe, Neville!", falou Weasley. "Não falo mais dele."

-X-

Severus Snape abriu a porta da sua casa e encontrou Potter. O desagrado foi tão grande que o professor não conseguiu falar nada. Esperou que o rapaz explicasse por que estava ali na sua casa sexta-feira às onze e quarenta da noite.

O garoto sorriu para ele.

"Então, Snape... Você realmente ainda sabe fazer poções?", perguntou com o usual timbre displicente e prepotente, que tanto irritava Severus.

O Comensal da Morte não se deu ao trabalho de responder. Simplesmente fechou a porta na cara do Eleito.

Ele ouviu outras vozes vindo do lado de fora. Parecia que Potter não estava sozinho. Meio segundo depois, a madeira da porta voltou a ser esmurrada com violência.

Severus rosnou, puxou a varinha e abriu a porta.

"Diga logo o que você quer, Potter!"

Mas não era Potter que estava em seu campo de visão. Era Neville, sorrindo como um bobo para ele. Corrigindo, era Neville sorrindo como um bobo drogado. Severus sempre achou que o rapaz sorria como bobo quando o via. Snape amava esse sorriso bobo. Contudo, agora parecia que havia algo errado. Potter e Weasley estavam atrás de Longbottom, o segurando e impedindo que ele caísse.

"Severus...", falou Neville com a voz pastosa. Os gloriosos olhos do rapaz pareciam opacos. Todavia, ele continuava sorrindo. "Meu Severus!", anunciou ao se jogar contra Snape.

O Comensal da Morte amparou o rapaz. Neville o agarrou como se fosse um bicho de pelúcia gigante. Em seguida, Severus se virou furioso para os rapazes.

"O que vocês fizeram com ele?"

Contudo, os dois jovens pareciam estáticos olhando como o professor segurava Neville com gentileza.

Longbottom gemeu alto e mordiscou o ombro de Snape e depois sussurrou:

"Gosto tanto do seu cheiro, Severus..."

"O que vocês fizeram com ele?", repetiu o professor, em seu tom letal.

"Não fomos nós, ok?", falou Weasley.

"Nós estávamos bebendo no pub quando McLaggen e outros colegas de Hogwarts chegaram."

"Foi McLaggen!", acusou Weasley. "Sei que foi ele que..."

Enquanto isso, Neville ria e esfregava a virilha contra as coxas de Severus. O professou olhou mais atentamente para o rapaz. Os olhos hazel estavam opacos e nublados, sinais evidentes de que ele tinha sido enfeitiçado ou envenenado. Além do fato de que ele estava rindo como um tolo.

Contudo, quando Snape observava a feição ruborizado no rosto do amante e uma certa adoração nos olhos hazel, o professor sentia sua ereção reagir. Como se Neville tivesse percebido isso, o rapaz sorriu e colocou a mão em cima do membro dele. O professor não reagiu provavelmente por ter trabalho diversos anos como espião. Ao longe, ele ouvia Potter e Weasley falando palavras inteligíveis. Ambos pareciam não perceber o que o amigo fazia.

"Gosto muito disso", murmurou Longbottom enquanto acariciava o membro de Snape sob a calça.

O Comensal da Morte sabia que não iria se manter impassível a essa carícia durante muito tempo. Severus respirou fundo e retirou gentilmente a mão do rapaz do seu membro. Em seguida, agarrou Neville pelos ombros e o trouxe para dentro de casa. Enquanto conduzia seu amante pela sala, ele ordenou para os outros dois:

"Entrem!"

Snape colocou Longbottom com delicadeza na poltrona da sala de estar. Quando tentou se afastar, Neville agarrou o pulso dele. A feição do jovem antes alegre, ficou desesperada de tristeza.

"Não me deixe, Severus! Por favor, não me deixe! Você já me deixou uma vez. Foi como morrer! Não me deixe de novo!"

Longbottom não pedia, ele implorava. E havia tanta dor em suas palavras! Snape sentiu como se uma mão invisível espremesse o seu coração.

"Não vou te deixar, Neville", prometeu solenemente.

Longbottom sorriu, mas não soltou Severus.

Snape olhou para os outros dois bruxos. Weasley e Potter pareciam ainda mais perplexos com suas demonstrações de carinho.

"Então...", instigou o professor.

"Achamos que alguém de uma poção para ele. Por isso, ele está assim."

"Foi McLaggen", insistiu Weasley.

Severus revirou os olhos para Weasley e suas acusações.

"Você tem provas disso, Weasley?", indagou Snape.

"Bem... Ele nos detesta. E detesta particularmente o Neville e..."

"Chega! Por que vocês acham que foi uma poção? Poderia ser um feitiço."

"Não foi feitiço!", falou Potter com convicção. "Foi alguma poção que colocaram na bebida de Neville. Nós estávamos com Neville o tempo todo, se tivesse sido um feitiço, nós teríamos visto algo."

Longbottom puxou Severus para mais perto. Ele riu e enlaçou a cintura do professor com os braços.

O bruxo mais velho olhou alguns segundos para o rapaz antes de se dirigir aos outros dois.

"E vocês tem ideia de qual poção ele ingeriu?"

"Bem... O mestre em Poções é você, não?", provocou Potter.

"Por isso vocês o trouxeram até mim?"

"Não!", respondeu Neville. "Eu queria te ver! Precisava tanto te ver... Eu me senti tão mal por ter te pedido um tempo. Eu te amo tanto..."

Snape se controlou para não beijar o rapaz.

O ruivo olhava para Longbottom com pena.

"Parece como uma poção do amor, não?", sugeriu Weasley. Ele parecia solidário ao estado em que Neville se encontrava.

"Você saberia, não Weasley?", zombou Severus.

"Só queremos ajudar."

"Eu agradeço por terem trazido Neville até mim. Agora eu resolvo isso. Podem ir."

"Tem certeza, Snape? Eu ia levá-lo para o St Mungus, contudo, Neville não parava de dizer que queria te ver. Por isso, achei melhor não levá-lo para o hospital", falou Potter e fez uma pausa. Com um sorriso enviesado, continuou: "Afinal, se os healers ou qualquer outro bruxo ouvisse que ele te ama ou o quanto ele te deseja, com certeza internariam Neville na seção de doenças mentais."

Longbottom riu.

Severus lançou um olhar gelado para Potter, depois falou em seu tom suave e glacial:

"Eu disse que cuido disso, Potter. Quando Neville estiver em condições normais, eu peço para ele mandar uma mensagem para vocês."

"Certo", disse Weasley já se dirigindo para a porta. "Tchau, Neville!"

"Tchau, Ron!"

Potter sorria com deboche para o professor.

"Só tente não abusar dele, está bem? Neville está sem condições de se defender e..."

"Saia já daqui, Potter!", mandou Severus.

Ainda sorrindo satisfeito, O Eleito deixou a casa e fechou a porta.

Neville intensificou o aperto em volta do professor.

"Minta para mim e diga que me ama. Eu quero ouvir isso na sua voz."

Severus olhava para o rapaz com ternura. Uma intensa ternura que o professor só sentia ao ver os olhos hazel. O bruxo tinha certeza de que Longbottom era um bruxo excepcional por fazê-lo sentir ternura.

"Eu preciso pegar uma poção você beber, Neville. Para você se recuperar."

"Diz que me ama, Severus", pediu com desespero.

Snape acariciou o cabelo do rapaz.

"Vou dizer que te amo quando eu sentir esse sentimento. Por hora, posso dizer que gosto muito de você, Neville."

Os olhos hazel opacos piscaram.

" gosta de mim? Mas eu te amo! Você devia me amar também!", falou em tom choroso.

Severus o olhou com intensidade. Sabia que o rapaz estava sob o efeito de uma poção e, por isso, não iria se lembrar dessa conversa. Contudo, ele queria tranquilizar o jovem bruxo.

"Gosto muito de você, Neville Longbottom", repetiu e fez uma pausa. Não tinha certeza se devia dizer as palavras seguintes ou não. Todavia, optou por dizer. "Acredito que em um futuro próximo meu sentimento por você irá se intensificar e se transformará em algo mais forte."

Neville sorriu, apesar de seus olhos ainda estarem confusos.

Snape ficou examinando o rapaz, pensando em qual poção iria administrar nele. Ele tinha em seu estoque no laboratório uma poção feita com benzoar que funcionava para a maioria das intoxicações com poções.

Longbottom piscou mais algumas vezes. Parecia ainda mais perdido e aturdido. Ele focou seu olhar no professor como se o tivesse identificado.

"Severus! Vamos para a cama? Vamos fazer sexo usando posições que eu fique de frente para você? Eu não gosto de ficar de bruços, porque assim eu não consigo te ver."

Com certo esforço para manter o foco no problema e não nos pedidos tentadores de Neville, Snape tentava analisar a situação. Parecia que Longbottom tinha ingerido uma mistura de poções. Uma das poções era de exacerbação de sentimentos e a segunda poderia ser algum tipo de poção da verdade. Severus tinha certeza de que o rapaz não tinha ingerido uma poção do amor, já que ele sabia que o garoto o amava antes dessa intoxicação. O bruxo concluiu que poção feita com bezoar iria servir, porém deixaria o rapaz com uma forte enxaqueca. Resolvido o problema, Snape resolveu brincar um pouco com o rapaz.

"Gosta de me ver, Neville?"

"É o bruxo mais bonito para mim, Severus. Sua voz me enlouquece. Eu adoro o seu corpo inteirinho. E o seu cheiro...", o rapaz pausou e olhou para o próprio colo. "Viu? Só te olhando eu já estou ficando excitado."

"Estou vendo", comentou Snape olhando para a calça do rapaz. "E assim que eu te administrar uma poção e você voltar ao normal, eu prometo, se você quiser, que eu cuido disso."

"Eu sempre quero, Severus. Eu sempre quero você!"

O lado calculista Slytherin foi mais forte. Ele resolveu usar a intoxicação de Neville para fazer umas perguntas.

"Então por que me disse que eu tenho que te reconquistar? Por que pediu um tempo da nossa relação?"

"Eu... Você fez com que eu me sentisse um lixo. Primeiro, parecia que eu havia sido descartado quando não te vi ao meu lado na cama. Nós transamos e você foi mandado de volta para Azkaban! E eu estava nu na sua cama! Tinha sido tão fantástico... O melhor sexo da minha vida."

Apesar de ter recebido um enorme elogio, Snape preferiu questionar o rapaz.

"Foi a sua primeira vez", corrigiu Severus. "Você não tinha parâmetros para comparar."

Um certo brilho passou pelos olhos opacos de Neville.

"Ainda assim foi mágica! A minha bunda doeu por dois dias! Dois dias! Mas eu fiquei feliz com a dor. A dor era a única prova que eu não tinha imaginado tudo que nós fizemos."

Severus sentiu como se tivesse levado um golpe no rosto. Era a segunda vez que Longbottom comentava isso com ele. Ainda assim, não era menos doloroso.

"Lamento, Neville."

"Então é por isso que eu estou fazendo você correr atrás de mim. Eu precisava sentir que você realmente queria algo sério comigo. Você quer algo sério, Severus? Ou só gosta de fazer sexo comigo?"

"Posso te responder isso quando você estiver bem. E o pedido de tempo? Por que pediu?"

Longbottom franziu o rosto de tristeza.

"Você foi muito cruel comigo no dia do seu aniversário. Eu só queria te agradar, te fazer feliz... Porém, você ficou furioso... E eu só tinha boas intenções. Aí eu pensei que talvez não valesse a pena ter uma relação com você... Você me magoa muito!"

Neville fungou e voltou a falar.

"Eu me arrependi logo em seguida! Fiquei tão apavorado de que você fosse se apaixonar por outra pessoa. Mas aí você apareceu depois da aula de poções e me tranquilizou. Você me deixou tão feliz, Severus."

"Só tenho olhos para você."

O rapaz piscou algumas vezes.

"As vezes acho que você me odeia. Por que ficou tão zangado em Godric's Hollow? Achou mesmo que eu te faria sofrer propositalmente? Eu te amo!"

"Eu não te odeio. E lamento pelo que ocorreu em Godric's Hollow. Eu me excedi e sinto muito por isso. Eu preciso aprender a lidar com você. Estou me esforçando para não falhar de novo."

Estou mesmo?, refletiu Snape. Estou aqui interrogando o rapaz intoxicado para saber mais sobre a nossa relação.

Longbottom riu e falou:

"Severus, eu não te disse antes para não te irritar ainda mais, mas eu continuei estudando os times de futebol e... Eu decidi que gosto mais do Manchester City."

Foi a vez de Snape se sentir aturdido.

"O que? Você o quê? Não se troca um time de futebol!", falou com indignação.

"O City foi para a terceira divisão e voltou para a Premier League. É um time muito guerreiro. É como uma fênix, é como eu... Igual a minha transformação... Eu era um menininho que sofria bullying e depois me tornei o líder da Armada de Dumbledore. Eu desafiava você como diretor de Hogwarts e desafiei Voldemort!"

Snape não acreditava na conversa insana que estavam tendo. Primeiro conversavam sobre a relação deles e agora estavam falando sobre times de futebol e Voldemort.

Os olhos do rapaz ficaram fixos por alguns segundos. Snape achou melhor agir logo. Não queria que a situação de Longbottom piorasse, a despeito de estar sendo ótimo ter uma conversa franca com ele. O professor passou a mão na frente do rosto dele para ver se os olhos reagiam.

Neville piscou uma vez e olhou para ele. O garoto sorriu ao identificá-lo.

"Severus... Nós podemos transar aqui mesmo nessa poltrona!"

"Foi como disse Potter, eu não vou abusar de você nesse estado."

"Ah... Você pode abusar de mim o quanto quiser, Severus. Eu sou seu."

Snape deu um meio sorriso.

"Eu preciso pegar umas poções para você no meu estoque. Você pode ficar sentado esperando aqui ou subir comigo. O que prefere?"

"Sempre vou escolher ficar com você, Severus."

Snape assentiu.

"Vamos até o meu laboratório."

Continua?

-X-

Comentários da autora: Olá, pessoas! Obrigada por continuarem lendo Hazel! : DDD

Eu fiz uma bruxaria para conseguir publicar o capítulo hoje, dia 9/1/17. Hoje é um dia super especial. Além de ser aniversário do Severus (Parabéns, amor das nossas vidas!), hoje faz TRÊS ANOS que eu comecei a publicar essa história. Nossa! Muito tempo, não? Acho fantástico que tem gente como a Sandra Longbottom que está acompanhando desde a primeira publicação há três anos atrás. Uau! Sou tua fã! ; D

Enfim... Dia especial! : )

E aí? Vocês gostaram do capítulo? Sim ou não? Quem será que deu essa poção para o Neville? O Snape deveria ter abusado do Longbottom? Hahahaha... Por favor, escrevam suas opiniões no review!

Até o próximo capítulo! Bjs,