*As partes Sublinhadas são palavras que o Harryzito riscou, já que diário algum não possui esses erros básicos ;3

TW: violência doméstica


Draco estava tomando seu café da manhã completamente confuso e chocado. Não sabia o que pensar. Depois de ter escrito sobre o reencontro que teve com Daniel, sentiu-se extremamente mal de ter desabafado sobre aquilo. Iria apenas arrancar a página, mas seu surto o fez se livrar de seu diário.

Quando percebeu o que fez, que havia o deixado na biblioteca onde qualquer um poderia pegá-lo e ler seus mais profundos segredos e pensamentos, voltou lá assim que o cômodo abriu. Contudo, não estava onde havia colocado. Procurou em todos os cantos e nada de seu diário.

Passou quase um mês procurando em todos os lugares de Hogwarts, totalmente paranoico e indagando sobre todas as piores possibilidades que poderiam acontecer, sobre todas as pessoas que poderiam ter o achado.

De todas as pessoas, Harry foi a pior. O homem que amava, mas nunca admitiu. E agora ele sabia de tudo. Claro que Malfoy não sabia até onde ele havia lido, mas logo nas primeiras páginas ele já falou dele. Draco queria desaparecer, até se contentaria em nunca mais olhar Potter.

Uma coruja branca tirou-o de seus devaneios ao surgir em sua frente. Acariciou a cabeça do animal e viu que deixara uma carta a sua frente. Pegou-a intrigado. Sabia de quem era e até cogitou ler depois das aulas, mas a curiosidade não permitiu.

-º-

10 de Outubro de 1996

Querido Diário,

Eu nunca tive um diário, então não sei bem como fazer isso. Eu tenho um modelo a seguir, afinal, no ultimo mês eu li um diário de um rapaz que só descobri de quem era ontem. Mas isso não importa... Agora.

Até chegar a Hogwarts, minha vida foi bem merda, sabe? Então quando eu cheguei aqui, eu apenas abstraí minha infância, principalmente depois que fui morar com meu padrinho. Foi o momento que decidi esquecer de todo o meu passado. Contudo, o meu passado nunca quis ser esquecido. Ele se agarra em mim desesperadamente. Isso ficou bem visível nesse último mês.

Primeiro vou contar como eu achei o diário, porque foi ele que aflorou isso em mim. Talvez não tudo, afinal, eu estava tendo alguns problemas.

Eu tenho pesadelos e insônia. Não pesadelos do tipo "Ah, ok" e volta a dormir. São do tipo que não volto a dormir... Todas as noites. Nunca contei a S.¹ porque não quero preocupá-lo. Comecei a morar com ele há pouco tempo então... De qualquer forma, um dia não conseguia dormir e eu fui dar uma volta pelo castelo. Quando eu percebi, eu estava na biblioteca. Foi quando eu me deparei com livro preto de aparência nova embaixo de uma estante qualquer. Mal pude olhar a letra charmosa e um tanto desleixada quando ouvi um ruído se aproximando de mim.

Na mesma noite, eu li a primeira página. Lembro vagamente ser sobre um pai violento e babaca. Muito abusivo. E isso fez lembrar-me de minha infância. Eu cresci com meus tios, sabe? Eles não eram os tios mais amorosos do mundo. Pelo contrário. Fizeram-me sentir rejeitado e pensar que meus pais eram uns trastes.

Até eu conhecer o mundo bruxo, eu não queria ser como meu pai. Porque para mim, ele era apenas um bêbado, vagabundo, desempregado, um lixo da sociedade. Era culpa dele que minha mãe morreu no acidente. Tinha raiva mesmo. Não dele, mas de mim. Eu o amava, e eu me odiava por amar o homem que era tão desprezível e que, por causa dele, eu era tão miserável.

Mas eu aprendi a viver daquela forma. E não ligava mais.

Meus tios me xingavam de coisas que hoje nem me lembro mais. Humilhavam-me. No começo, eu chorava na minha cama. Depois eu apenas aceitei que eu era tudo o que eles falavam. Eu era o saco de pancada particular deles e de meu primo, no entanto, tinha um teto para morar e algo para comer... Às vezes... E isso me era suficiente.

Não sei se você se lembra, diário, mas se eu fazia algo que eles não gostavam, como olhar, falar, agir, qualquer coisa que não lhes agradavam, eles não me alimentavam... Talvez seja por isso que eu coma tanto aqui em Hogwarts, na casa do meu melhor amigo e em casa. Por isso que ganhei uns quilinhos. Na verdade não me sinto nem um pouco mal por isso.

Porém, o mais insuportável era meu primo. Quer dizer, tinha a bostas das bostas que era eles falarem dos meus pais, mas a bosta era meu primo. Ele me provocava, zoava, humilhava, inferiorizava, fazia-me sentir o pior ser humano do mundo e eu tinha que aceitar com um sorriso no rosto. Nunca revidar, foi isso que eu aprendi enquanto eu morei lá.

As pessoas podem te destruir emocionalmente, mas você tem que aceitar. E eles me quebraram. Eu nunca tive um conceito do que é família. Ok que todos falam que meus pais se sacrificaram por amor a mim, mas... Eu nunca vivi isso. Não quero parecer ingrato, porque eu os amo, eu sei a verdade agora. Mas viver uma vida ouvindo que você é um lixo, que merecia ter morrido junto com seus pais...

Queria que Dumbledore não tivesse me deixado lá.

Pelo menos agora não moro mais com eles. Encontrei minha família. Com S. e R.

Enfim... Fui lendo o diário e reparei nas datas... Foi ano passado, ou seja... O dono do diário ainda estava em Hogwarts. Mas eu pouco me importava com ele, pra ser sincero. Não com o dono, mas o diário em si. Afinal, quem se importaria, não é? Era só um diário. Eu nem sabia exatamente por que eu estava lendo. Mas continuei.

Identifiquei-me com o fato que os dois melhores amigos dele namoravam, até porque meus dois melhores amigos começaram a se relacionar há algum tempo. Ainda mais porque às vezes eu sinto que eles são as únicas pessoas que realmente gostam de mim por quem eu sou, não por uma fama que eu nem mereço.

Não sei se você conhece essa história, diário. Eu sou famoso no mundo bruxo. Eu sou conhecido como "O Menino que Sobreviveu". Até hoje fui o único que sobreviveu ao Avada Kedavra. Ok, todo mundo sabe dessa história, mas é muito mais do que apenas "O Menino que Sobreviveu", entendeu? Eu estou aqui por causa do amor dos meus pais e parece que todos se esquecem disso.

Enfim... Leitura vai, leitura vem... Eu vejo que o escritor tem medo de tempestades... E não sei por que isso me faz lembrar o meu problema... Não é algo que eu consiga falar com alguém sobre, sabe? Não é vergonha, mas é meio que vergonha. R.¹ meio que percebeu, porque às vezes eu acordo chorando no meio da noite (outras gritando). Ele inventa uma desculpa pros nossos companheiros, mas também nunca perguntou o que se passa. Apenas dá um olhar preocupante. Acho que no fundo ele sabe que eu não quero contar.

Mas eu posso confiar em você, certo diário? Bom, eu não tenho uma lembrança muito clara do sonho... Na verdade quase nenhuma... São mais flashes, sentimentos, fragmentos de uma cena, até mesmo cheiros... Uma luz verde e no fundo olhos vermelhos. Às vezes eu consigo ouvir uma voz fria e sibilante e um cheiro de fogo. Talvez uma silhueta de um homem de aparência réptil. De vez em quando uma cena da minha infância, mas esse homem está sempre lá, com seus olhos vermelhos e presença mórbida... É bem confuso mesmo. Contudo, eu sempre sinto abandonado, com medo, cheio de pânico.

Toda vez, eu acordo suado, parecendo que meu coração vai saltar pela boca, chorando ou gritando, inquieto, com vontade de correr, sentindo um pânico que eu nunca senti quando eu estou acordado. É uma sensação... Terrível. Eu odeio dormir porque eu sei que eu sempre vou acordar assim. Todas às vezes... Eu acordo me arrependendo de ter ido dormir. Uma vez acordado eu permaneço assim.

Então eu adio meu sono. Todas as noites. Vivo meus dias de pequenos cochilos, com grandes olheiras e poções energéticas. Já faz uns oito anos que tenho esses pesadelos, porém, têm ficado cada vez piores. Tão ruins a ponto de não conseguir pregar o olho. Quando passo as férias com S.¹ ele me pergunta sempre porque eu acordo chorando, eu minto dizendo que é saudade dos meus pais. Eu só não quero o preocupar ainda mais, entende

Lógico que eu estou nos meus últimos anos e eu preciso de uma ótima nota nos exames, mas não consigo evitar. Fora que eu sei que consigo suportar esse peso. Eu preciso suportar.

Enfim... Com o passar do tempo, eu fui duvidando um pouco da minha heterossexualidade. Não é como eu me achasse gay, sabe? Afinal, eu meio que gostava de garotas, mas não podia negar a possibilidade de gostar de garotos também. Foi ai que eu percebi como ler esse diário estava me fodendo completamente. Afinal, eu estava namorando!

Mas quem liga? Continuei lendo... Principalmente porque eu estava sentindo sabe-se lá o que pelo dono do diário. (Mas uma coisa era certa, sabia identificar que tinha ciúmes no meio).

Até que eu cogitei seriamente pedir ajuda para H.¹ Afinal, ela é inteligente pra caralho, iria descobrir em dois tempos. Juro que cheguei a chamá-la e estava com o diário na mão. Mas não consegui. Não podia fazer isso com ele. Quer dizer, se ele tinha um diário, então as coisas que ele escrevia lá, eram pessoais e secretas. O escritor não queria que ninguém soubesse. Compartilhar isso com H. era quebrar a confiança dele, mesmo que ele não tivesse depositado essa confiança em mim de propósito.

Fora que eu namorava na época, né. Como eu iria explicar a H. que eu queria descobrir sobre o dono de um misterioso diário porque eu estava começando a ter certos sentimentos? Ou porque eu queria devolver o diário, que por acaso eu achei enquanto divagava na biblioteca às três horas da manhã numa noite de insônia... Nenhuma explicação parecia boa o suficiente. Eu teria que dar uma explicação, afinal, H. era uma garota muito curiosa e não se contentaria com algo supérfluo.

E todas as minhas explicações eram embaraçosas ou levavam a assuntos que eu não queria levar à tona.

Acabei deixando quieto e resolvi descobrir por mim mesmo quem é o escritor. Coisa que demorou muito. E eu agradeço por ter sido tão lerdo. Porque se tivesse descoberto antes, eu não estaria escrevendo para você, diário.

No dia seguinte, eu comecei a refletir sobre meu relacionamento com G. e a realmente questionar minha sexualidade...

Merda, eu percebi que eu estava gostando de alguém que eu nunca tinha visto na minha vida! Tipo, eu nem sabia seu nome, era possível isso? Ok que ele gostava desse tal grifinório, mas era normal eu ter ciúmes? (agora eu vejo como é irônico). Ciúmes de alguém que eu nem conheço. Eu conhecia apenas sua parte vulnerável. Eu sei que não sou a pessoa mais inteligente do mundo, mas eu imagino que ele não deve ser o que ele escreve e eu queria conhecer todas suas faces. Não sabia o que mais me assustava, o fato de ele ser um garoto ou de eu nem o conhecer. Isso estava me enlouquecendo, de verdade.

Fora que eu estava namorando. Eu amava minha namorada. E eu estava me afastando dela com o passar do tempo. Sempre tivemos uma boa relação, porém, ao ler quão intensos eram os sentimentos do escritor em torno de seu amado, eu pude perceber como a relação minha com G.¹ era mais como de amizade. Claro que nós nos beijávamos e tudo mais. Só que não havia tesão, não havia intensidade. Pra ser sincero, eu nem sei o motivo de eu estar com ela. Tipo, ela era linda, engraçada, companheira, mas por que de ela ser minha namorada e não amiga, entende? O que me atraia nela como mulher? Eu não conseguia responder. Eu a admirava como pessoa, mas não era como se eu sentisse algo romântico por ela. Talvez quando a pedi em namoro, eu tenha confundido os sentimentos. Contudo, hoje eu vejo mais nitidamente as nuances das minhas emoções.

E quando percebi que não tínhamos tesão. Que eu não tinha atração física ou romântica por ela. Eu pensei que era porque eu pensava nela como uma irmãzinha. Então secretamente comecei a olhar outras mulheres de Hogwarts. Só via beleza, não sentia aquele desejo urgente de fazer algo, como meus amigos sentiam. Foi ai que eu comecei a olhar os homens também... Foi a mesma coisa... Nada... Por um segundo eu achei que não atingi a puberdade ou sei lá. Que eu estava quebrado por não sentir essas coisas. Afinal, todo mundo sente tesão pelas pessoas, não? Quer dizer, eu vejo as pessoas e as acho bonitas... Só isso. Poderia ficar horas as admirando, mas não sinto vontade de fodê-las.

Lendo o diário e sentindo cada vez mais ciúmes do escritor e percebendo que eu não sentia o mesmo pela G., eu vi que não era justo com ela. Eu a chamei para conversar. Desabafei tudo. Tipo, tudo mesmo. Não era minha intensão, ia falar aqueles clichês de términos de "não é você, sou eu", mas quando eu vi, minha boca grande estava falando tudo. Disse sobre meus conflitos de não sentir nada pelas pessoas, inclusive ela. De ter meio que surgido um cara na minha vida e isso estava me fodendo a cabeça e eu não sabia lidar com esses sentimentos. De como eu estava confuso. Nem conseguia olhar em seus olhos. Merlin, como estava envergonhado. Porém, G. foi magnífica como sempre e me abraçou. Disse que sempre percebeu que eu não tinha muito interesse nela, que sempre me viu mais como um melhor amigo... Na verdade, estava querendo terminar comigo há muito tempo, só não sabia como. Irônico não? Até porque... Olhe a maior ironia... Ela estava gostando de uma corvinal... Isso mesmo diário... Do gênero feminino... G. não é hétero, ao que parece...

Devo dizer que elas namoram agora, como você deve saber. R. ficou louco de ciúmes... Mas isso não vem ao caso.

Enfim... Após mais leituras, eu percebi que na época (ano passado), o escritor estava no quinto ano. E ele pensava sobre seus exames, o O.W.L., e isso me fez pensar sobre a minha profissão. Muitas pessoas podem não acreditar, mas eu quero ser um Auror. Sim, eu sou um pouco egoísta², mas eu quero ajudar as pessoas. Eu quero prevenir que as pessoas morram, como meus pais morreram. Não quero que tenha outro eu por ai. E pra isso eu tenho que estudar pra caralho, porque aparentemente é muito difícil passar! Ainda mais porque eu não queria passar pela minha influência, e sim pelo meu mérito.

Eu sei que eu devo estar falando os assuntos de forma solta, desculpe diário. Mas é que minha cabeça pula de um assunto a outro de maneira muito rápida. Enfim.

Já contei que eu moro com meu padrinho S., certo? S. e R., pra ser mais especifico. Eles são como meus pais. Então quando eu li no diário que R.¹, que é o Professor Lupin, estava namorando e não me contou, eu me senti traído, sabe? Eu confio tanto nele e ele não fez o mesmo por mim. Eu sei que ele é bem reservado, mas moramos na mesma casa (agora eu vejo como eu fui lerdo por não perceber). Eu não me importaria de ele não ser hétero, eu só queria um pouco de reciprocidade, entende?

Hoje eu vejo que era bem óbvio e era só eu ter perguntado pra confirmar... Até porque não era segredo nenhum, segundo S.

Mas na época... Merlin, eu fiquei mesmo sem olhar na cara dele... Juro!

Enfim... Era... Esse negócio da minha sexualidade estava me enlouquecendo, sabe? Nunca tive urgência de fazer sexo, nunca tive vontade de fazer... Eu sou, literalmente, virgem... Claro que já me masturbei, algumas vezes... Porém, nunca pensei em algo ou alguém (exceto uma vez que prefiro não comentar, tenho vergonha, diário).

No quesito de beijos, eles eram bem indiferentes, apenas o beijo de G. era bom... No decorrer do tempo, porque no começo também não sentia nada. Sempre ouvi meus amigos dizendo como era gostoso beijar, mas pra mim foi tão... Sabe?

Não vou negar que cheguei a perguntar a R. se ele já achou um cara bonito, se já beijou ou já transou com um... Foi super constrangedor, mas pude ver como somos diferentes. Enquanto ele disse que acha homens platonicamente bonitos, mas não sente vontade de beijar ou de transar, eu realmente penso nessa possibilidade. Tipo... Existe de fato. Principalmente se for um certo alguém...

Não é como se assim que eu achasse um cara bacana eu quisesse foder, mas também não achei uma mulher que eu quisesse foder. Apesar que... Apareceu um cara que eu quero beijar... Já que eu acho a palavra foder forte demais. Porque eu não sei no que isso vai dar.

Eu só pude ver como eu estava me apaixonando por ele nesses últimos dias. Nem sabia seu nome, nem sabia seu rosto, sua casa. Mas sabia quem ele realmente era... Seus desejos, seus medos, seus segredos... E agora eu sei sua pior face, sua máscara. E nada mudou.

Onde eu estava? Ah sim... Eu percebi que eu estava apaixonado pelo dono do diário, tipo... De verdade! Mas não conseguia descobrir quem era e eu nunca que iria procurar ajuda, como já citei anteriormente. Estava quase desistindo, contudo, continuei lendo, porque eu sou trouxa e gostava de saber mais sobre ele.

Foi então que eu descobri que o dono do diário era o Draco Fucking Malfoy... Tipo, foi demais pra minha cabeça, afinal, quem esperaria por isso, certo? Então, juntando todas minhas merdas e pensamentos, eu taquei um foda-se e escrevi uma carta para S., planejando contar tudo! Mas só contei do Malfoy, do Remus³ e da minha sexualidade (hey, melhor que nada). E naquela noite eu não consegui dormir.

No dia seguinte, recebi sua resposta. Foi quando descobri que ele era o namorado de Remus. Ele achava que eu sabia, já que na cabeça dele era bem óbvio. Parando pra pensar agora é mesmo. Eles dormiam no mesmo quarto, ficavam abraçados no sofá conversando banalidades, dentre outras coisas. Enfim. Ele também falou que eu não sou uma aberração por não sentir vontade de fazer sexo. É apenas minha sexualidade. Não existe apenas heterossexualidade e homossexualidade, aparentemente tem uma gama muito maior. Sinto-me bem melhor por não ser uma aberração.

S. não ficou tão surpreso quanto eu por eu estar interessado por um garoto, mas com certeza ficou chocado por ele ser o Malfoy. Provavelmente ele fez muitas cartas antes de mandar a que eu recebi, porque ele só fez um ou outro comentário maldoso e era sobre o pai dele. No final, só disse para eu ir fundo.

O que eu estou querendo dizer, diário, é que se até S. te aprovou, por que não tentar?

O que eu estou querendo dizer, diário, é que eu estou apaix

O que eu estou querendo dizer, diário, é que eu nem sei o que eu

O que eu estou querendo dizer, Malfoy, é que eu estarei te esperando no lago após o jantar.

H.P.

Ps.: Queria te mostrar o quão estava perto de descobrir quem era o dono do diário antes de você me flagrar lendo seu diário.

1. Duncan Inglebee (R)

2. Jason Samuels (R)

4. Draco Malfoy (S)

5. Vincent Crabbe (S)

6. Greg Goyle (S)

-º-

Draco terminou de ler a carta com o rosto abrasado e um sorriso escapando de seus lábios. Mal podia acreditar que seu amor platônico estava mandando uma carta dizendo sobre seus segredos e também quase se declarando.

Olhou para os lados e viu Harry com seus amigos. Mordeu os lábios e tudo parecia um sonho do qual logo mais despertaria. No entanto, Potter virou seu rosto e seus olhares se cruzaram. Seus verdes fixaram-se em si em tal intensidade que Malfoy ficou sem ação. Sentiu-se pegando fogo.

Então Harry sorriu. Um riso genuíno e galante, como se ele se gabasse por existir e isso irritou profundamente Draco. Dobrou sem jeito a carta e abaixou o olhar.

Respirou fundo, tentando aquietar todos os sentimentos que borbulhavam dentro dele. Levantou a cabeça, procurando pelo outro, porém, não o encontrou sentado.

Nota que o jantar acabou e sorri envergonhado. Guarda a carta levantando-se e sussurra como se Potter estivesse ouvindo "idiota".


¹. R.: Ron

S.: Sirius

H.: Hermione

G.: Ginny

R.: é o único nome identificado porque o Harry está escrevendo essa carta em forma de diário e usando o diário do Draco como referência. E como o Draco revelou a identidade de Remus, Harry não a manteve em segredo.

². Sobre o Harry dessa realidade: Como ele não teve que se doar tanto as pessoas por ter que ficar lutando tanto contra o Voldemort, eu imagino que ele poderia ter a oportunidade de ser mais egoísta.

³. Pra esclarecer as sexualidades do Remus e do Sirius. Sirius: demissexual e demirromantico/ Remus: Bissexual birromantico.

Nota da Autora: Olaaar . Postando mais um capítulo... KDOPSAKD, poisé, eles ainda não se encontraram mesmo, maaas, não é como se o Harry pudesse chegar como quem não quer nada no Draco ne. Querendo ou não, o Draco ainda é um cara orgulhoso e o Harry sabe disso. E chegar nele com suas defesas completamente no alto é suicídio...

Acho que foi a melhor forma que Harry achou de chegar no Draco :3.