Até agora: São fins de outubro e Hogwarts recebe um novo aluno: Chikage Kakinouchi. Sonserino e oriental, ele é muito sorridente e inteligente. Hermione não gosta dele. Já Harry decide que não ligará mais para nada que tenha o nome Malfoy envolvido.

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SERPENTES E LEÕES

– Sabe, não vejo vocês dois tão quietos há muito tempo. O que aconteceu? Cansaram de infernizar a vida dos outros? – perguntou a loira, se aproximando dos dois rapazes sentados no parapeito da janela, os 20 metros que os separavam do chão não parecia afetá-los em nada.

– Tédio – responderam juntos.

O que responder? Ela apenas se sentou nas pernas de Maxxcy e ficou encarando os amigos. Dois dos três únicos que tinha.

– Não se preocupem, ele vai mandar noticias logo, logo. E terá muito o que contar.

– Só espero que ele tome cuidado com as brincadeiras que fizer por lá. Você sabe como ele não tem muita consciência de sua força – disse Maxxcy.

– Como ele poderia ter? Vocês dois são muitos mais fortes do que ele – e ela, como sempre, estava certa.

Capítulo 3 – Aproxime-se

Realmente Potter estava diferente. Hum... isso era estranho, ele sempre fora do tipo "nada me atinge" e "eu posso tudo". Puxou na memória se algo havia acontecido recentemente, mas não conseguiu lembrar de nada... nem uma nota no jornal, ou uma queda de pontos drástica da Grifinória ou a perda iminente de uma partida de quadribol. Mas, se não era nada, porque o grifinório estava com aquela cara de quem passou a noite toda acordado? E porque estava virando o vidro inteiro de extrato de bétula rosa no caldeirão? O que ele estava pensando? Queria ver tudo ir para os ares? Não estranharia nada se o caldeirão de Potter explodisse a qualquer momento! Por precaução, afastou-se um pouco, mas conteve-se em chamar o professor. Snape não demoraria muito para perceber que algo estava muito errado com a poção da dupla Potter-Weasley, ainda mais com a poção ficando cada vez mais roxa e soltando uma fumaça laranja. Quer dizer, a poção devia estar verde claro (pois só ficaria transparente depois de três dias) e com uma fumaça prateada translúcida!

Sorriu, já imaginando o que Snape diria a dupla dinâmica. Tudo bem que a poção ao seu lado estava marrom! No entanto, claro que Snape não diria nada, apenas daria um grande e silencioso zero a Bulstrange e Braick.

Já sua própria poção estava verde escuro... Droga, isso que dava perder a última aula. E para quê? Para limpar carteiras! Será que sua poção estava boa o suficiente para um 'A'? Draco esperava que sim.

Entretanto, mais uma vez Snape decepcionou os sonserinos e fingiu não ver Potter em sua sala, algo que vinha acontecendo desde o final do ano anterior para desgosto da turma da casa verde. E não foi apenas Potter que o professor ignorou, como de costume Snape passou reto pela caldeirão de Granger e sua poção verde com fumaça prata para parar na de Kakinouchi cujo verde era claro e a fumaça translúcida. Um cheiro gostoso vinha do caldeirão do oriental e Draco sentiu uma grande sensação de nostalgia, mas ele não sabia bem o porquê ou pelo quê.

– Colocou um Chifre de Unicórnio na poção, Kakinouchi? – perguntou Snape ao parar próximo do caldeirão fumegante e todos os sonserinos soltaram risadinhas ao verem a cara de Granger de indignação.

– Sim, professor, coloquei ¼ de um chifre pequeno, para não ficar com um cheiro muito forte.

– E isso estava na lista de ingredientes? – perguntou Snape, a voz fria de sempre, mas, Draco tinha certeza que Snape sabia o que esse acréscimo significaria no resultado final da poção. Ele sempre sabia exatamente qual tinha o sido erro de todos os alunos.

– Não, professor, não estava. Mas eu também não estou fazendo veritasserum... Quer dizer, ela é útil, mas por ser proibida se torna inútil! Nunca entenderei por que não é permitido usar soros da verdade antes de um interrogatório. Isso tornaria as coisas extremamentes mais faceis, acabar-se-iam os problemas de culpados soltos e inocentes presos, ainda mais num período de guerra e alerta geral como o atual. Mas já que a legislação por algum motivo estranho proíbe o uso, o melhor seria apelar a boa vontade do interrogado, não? E para isso, basta um pequeno pedaço de chifre de unicórnio, ele não altera o resultado da poção em si, mas deixa um cheiro que atrai as pessoas, fazendo-as querer bebê-la. – e deu de ombros antes de completar - A lei diz que não se pôde forçar uma pessoa a beber uma poção da verdade, mas que se a pessoa quiser bebê-la, bem, aí não tem problema nenhum.

– Sabia que o principio básico de um soro da verdade é ser incolor e inodoro?

– Sim, senhor, para poder ser misturado em alimentos e ingerido sem que a pessoa perceba. – respondeu Kakinouchi, rápido, como se esperasse pela pergunta – Mas o chifre causa um cheiro característico para cada um, muito semelhante com a poção do amor. Como cada um vai sentir um cheiro que lhe atrai especificamente, não há risco de o cheiro ser agradável apenas para uns e a poção ficar inútil para outros. Assim, o quesito inodoro, apesar de útil, não é essencial, há menos, claro, que a poção seja misturada com alimentos que contenham bases cítricas, pois haverá alteração de cores.

– E foi isso que eu pedi?

– Não exatamente, senhor. O senhor mandou que fizéssemos um soro da verdade, especificamente o mais forte que existe. Mas o ponto principal não é nome da poção e sim sua funcionalidade. O soro inodoro mais forte que existe é a veritasserum, fato. Mas o senhor em nenhum momento pediu essa poção em especial. Então, estou entregando um soro da verdade que é tão forte quanto a veritasserum, e que mesmo não sendo inodoro funciona tão perfeitamente quanto.

– Interessante. Se de fato sua poção estiver certa, e for tão poderosa quanto a que mandei fazer, um 'O' para o senhor e 15 pontos para a Sonserina – respondeu Snape, antes de voltar a circular pelas mesas e ignorar Granger novamente.

Draco riu quando ouviu Weasley comentar com Potter:

– Queria ver se fossemos nós, ou Hermione, a inovar a poção se ganharíamos pontos ou se tiraríamos um 'T' por "não terem aprendido a ler ainda".

Draco teve que concordar que o Weasel estava certo.

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Dumbledore não gostava daquela sensação, de sentir que não sabia algo importante que ocorria em Hogwarts. Era como quando Black invadira o castelo no dia das bruxas, há três anos, e ele passara um bom tempo imaginando como aquilo poderia ter acontecido. Agora se via, como antes, mais atento do que o normal a todas as coisas que ocorriam no castelo, mas o final de semana passara na mais perfeita paz. Bins ainda estava nervoso, mas voltara a dar aulas (quando nem a morte te impede de lecionar, não é um pequeno acidente mágico que o fará). Nada mais anormal ocorrera, no entanto o diretor estava longe de se sentir tranquilo. Principalmente depois da conversa que tivera com Fliwitch, Minerva, Severus e Trancy. Os quatro haviam afirmado não conhecer o feitiço que pudesse ter acertado Bins, como também afirmaram que ninguém na escola tinha magia suficiente para um feitiço do tipo. Severus ainda afirmara que nunca ouvira falar de algo do tipo no círculo de Voldemort (e fantasmas vingativos são um grande problema, quando resolvem assombrar). Um feitiço das trevas não conhecido nem por Severus, nem por Trancy... só se fosse um outro tipo de magia... Mas qual?

Dumbledore, definitivamente não gostava daquele tipo de situação.

– Aquilo foi uma brincadeira, estou certo disso, apenas uma brincadeira de mal gosto... Uma brincadeira como as que Potter e Black gostavam de fazer – suspirou – Mas quem...? O problema é que se foi uma brincadeira, vai voltar a acontecer...

E ele estava certo.

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– Deixei que entrasse na aula semana passado, senhor Kakinochi, mas também acredito que deixei bem claro que na aula seguinte o senhor deveria estar corretamente uniformizado – disse McGonnagal quando viu o oriental entrar em sua sala usando calças roxas e, mais uma vez, a camisa meio aberto e a gravata frouxa – Não fui o suficientemente clara?

– Desculpe professora, me esqueci. Só um minuto – respondeu, ajeitando as vestes para esconderem suas calças coloridas, também acertou a gravata e a camisa, deixando dentro desta os colares que usava. Ninguém percebeu que a professora pronunciara errado o nome do sonserino e o próprio nada disse. Estava ali apenas há uma semana e ninguém, além de Snape e Dumbledore acertara seu nome até o momento.

Ao terminar de se arrumar e receber permissão para enfim entrar na sala, olhou para os lados, procurando um lugar para sentar. Viu Parkinson, Braick e Winford acenando para ele, mas...

– Posso me sentar aqui?

Draco ergueu os olhos para o dono da voz que ele tinha certeza que conhecia. Era uma voz peculiar, meio rouca, com um sotaque estranho. Não o típico sotaque oriental, não, também não lembrava o sotaque francês ou latino. Ainda não tinha se acostumado com o sorriso aberto do novo companheiro de casa, mas não demonstrou surpresa ao vê-lo do seu lado.

– Por que não? – respondeu e Kakinouchi sentou-se ao seu lado, ignorando a frustração das meninas não escolhidas, assim como o silencio do loiro, e tratou de iniciar uma rápida conversa, antes que a professora começasse a aula.

– Seu nome é Malfoy, certo? Monitor da Sonserina.

– Sou. Draco Malfoy, prazer. Sinto, mas não sei dizer seu nome.

– Não é o primeiro e com certeza não será o último – e... riu! Ôh, carinha que ria de tudo! – Pode me chamar como achar mais fácil, já estou até me acostumando! Ou pode me chamar de Chikage mesmo, talvez esse seja o jeito mais fácil.

– Orientais não gostam de serem chamados pelo primeiro nome por pessoas que não sejam realmente amigas – disse Draco, sem pensar, mas não sem notar o olhar profundo que recebeu do outro. É ele tinha olhos bonitos. Um verde meio azul. Mesclado. Draco preferia o verde puro.

– Wow, legal! Mas também não gostamos de sermos chamados sem o "senhor" também [1]. É bem desrespeitoso, mesmo entre colegas, a menos que sejam mais velhos. De qualquer forma, eu não ligo, pois na escola que eu estudava todos se tratavam pelo primeiro nome apenas. Até mesmo aos professores.

– Uma escola latina? – perguntou Draco, puxando do fundo de sua memória a informação de que os americanos, de ascendência latina, tinham esse estranho costume. Aprendera quando visitara a América do Sul com seus pais. Ele tinha oito anos e ficara muito irritado quando o chamaram de Draco. Seu pai também não gostara, mas negócios são negócios e ele nada pôde fazer.

– Não exatamente. Uau, mas é impressionante você saber disso. Quer dizer, das diferentes formas de tratamentos. Latinos e orientais em nada se parecem! E normalmente os ingleses não sabem disso.

– Já viajei muito. Só isso. E você não tem cara de oriental, só dá para saber pelo seu nome.

– Humm... é, isso já me disseram... – disse, o rosto apoiado na mão, o cotovelo na mesa, os olhos claros fixos nos azuis. Aquele cara falava olhando nos olhos, e olhava tão fundo que... lembrava muito o olhar de Lucius, era como se o outro estivesse dentro de sua mente. Os cabelos rebeldes escorriam por seu ombro e braço, batendo na mesa. Um rapaz realmente bonito. Mas muito andrógino e Draco não achava androginia muito legal, homem tinha que parecer homem e mulher, mulher.

A partir dali Kakinouchi começou a sentar mais com Draco do que com os outros, para desgosto das meninas. Draco percebera que apesar do uniforme verde mesmo as garotas da Grifinória gostavam de sentar ao seu lado. É, o cara era mesmo popular! E fácil de conversar.

Draco só não gostava daquele olhar profundo, pois começara a se sentir desconfortável. Descobriu que sentar ao lado do oriental também tinha suas vantagens e a principal era o auxilio para as aulas. O cara era mesmo muito bom em muita coisa! Feitiços, Transfigurações, Poções, DCAT e Runas Antigas eram suas lelhores materias. Draco estava se divertindo muito. E Kakinouchi estava na escola há apenas duas semanas!

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Hermione já estava com dor de cabeça. E com sono. Também vinha estudando durante boa parte das noites e todo o fim de semana.

– Cara, eu acho que ela está de TPM. Só pode – disse Rony, baixinho, com medo que a única garota do trio ouvisse e deixando Harry vermelho. Não era como se Harry tivesse tido uma família ou amigos que falavam sobre certos assuntos de forma muito aberta. Aliás, se não fosse pelo senhor Weasley, Harry provavelmente ainda não saberia muita coisa – É sério cara, Mione esta igualzinha a mamãe! Sabe, quando ela fica mais nervosa, grita mais e as brincadeiras da gente a irritam mais? Não que Fred e Jorge já não a irritem muito nos dias normais, mas é fácil saber pelo tom do seu grito. Gina também não é muito diferente, fica toda mal-humorada, reclamando e andando com cara de doente. Uma vez azarou Jorge e outra bateu a porta no nariz de Percy! Foi engraçado, realmente. Hermione está igualzinha as duas nesses dias.

– Bem, eu acho que a Mione está mais estressada, mas...

– Meio? Por Merlin, se fosse meio ela estaria normal! – e olhando para a garota de modo meio disfarçado - Quanto tempo será que dura uma TPM?

Claro que Harry não respondeu, nem fazia ideia da resposta, e sua mente, para variar, partiu para outro lugar. Gina. Era difícil imaginar Gina toda irritada e nervosa. Ela tinha gênio forte, é claro, mas ele não se lembrava de já tê-la visto da mesma forma que Hermione estava. Lembrava a primeira vez que Gina o vira na Toca. Ela gritara e correra quarto acima. Ela era tão tímida... Tão diferente da garota de agora e seu monte de namorados. Gina realmente era popular e era bonita. Harry a achava mais bonita do que Hermione, mas gostava mais da companhia da morena. Hermione era mais legal de conversar, era inteligente. Gina não era nem de longe tão inteligente. Gina lembrava Rony em muitas coisas. Era teimosa, mandona, briguenta e tinha gênio forte. Não gostava de ser contrariada. Rony também não gostava. E nenhum dos dois eram excepcionais em suas notas. Nas brincadeiras e no humor tinha um que dos gêmeos. Mas na aparência Gina lembrava mais Gui. O mais velho dos Weasley era com certeza o mais bonito da família. E Gina era o outro extremo. O mais velho e a mais nova. Rony era mais parecido com Carlinhos, apesar de muito mais alto.

Sorriu imaginando como seria se ele e Hermione tivessem irmãos. Seriam eles parecidos? Ele com certeza seria ciumento. Como ele reagiria se tivesse uma irmã mais nova e Rony se interessasse por ela? Foi pensando nessas coisas que Harry adormeceu, apenas meio consciente que ao seu lado Rony e Hermione discutiam baixinho sobre a quantidade de lições da garota.

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Estava numa das últimas arquibancadas assistindo o treino de quadribol da Sonserina. Era interessante. Chikage nunca havia jogado quabridol (ele era fã de basquete, um esporte trouxa que ele achava muito divertido, mesmo que o próprio não fosse um bom jogador). Mas ali, vendo os integrantes de seu time jogando o esporte mais popular entre os bruxos ingleses, Chikage entendeu porque a Sonserina não ganhava há tantos anos. Realmente, eles jogavam muito mal! Nossa, se Maxxcy visse um jogo daqueles! Ele ia sentar e chorar. Bem, não chorar, porque ele não chorava, mas...

– O que esta achando, Kakichi? – perguntou Klein, a garota que o acompanhava no momento.

– Hum... um pouco sem graça. As vassouras são meio lentas e o jogo é meio parado... E ainda não sei o que Malfoy faz. Só o vejo voando de um canto para o outro e não fazendo mais nada.

– Ah, ele é o apanhador. Ele só tem que pegar o pomo. O jogo só acaba quando o pomo é pego. Malfoy é bom nisso.

– Qual das bolas mesmo é o pomo?

– Uma bolinha alada e dourada. Ela é muito rápida!

– Aquela bolinha dourada? – perguntou Chikage, apontando para baixo, para perto das arquibancadas que ficavam a sua direita.

– Onde? Você está vendo o pomo?

– Sim, está a... ah não, acho que não, me enganei – disse sorrindo e Klein riu, falando que achar o pomo não era tão fácil assim. Se fosse o apanhador não teria a posição mais difícil do time.

Como não havia uma resposta a afirmação, Chikage voltou sua atenção novamente ao jogo. Em partes lembrava uma corrida de vassouras. Ele gostava de brincar assim. Mas aquelas vassouras eram lentas e ele estava entediado. Muito entediado.

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Eles tinham 11 anos e estavam no Expresso para Hogwarts pela primeira vez. Estava sentado com Rony, a sua frente um garoto loiro e com cara de riquinho tinha sua mão estendida para ele e falava:

– Você não vai demorar a descobrir que algumas famílias de bruxos são bem melhores do que outras, Harry. Você não vai querer fazer amizade com as ruins. E eu posso ajudá-lo nisso.

– Acho que sei fazer isso sozinho, obrigado – respondeu Harry.

E Harry tentou não sentir culpa quando viu o sorriso do garoto loiro morrer. Por alguma razão sentiu que aquilo fora uma ferida mais profunda do que poderia imaginar. Não era só o ego do outro que estava se partindo. Era toda a sua esperança. Era como se ele tivesse esperado por algo por muito tempo e perdesse isso no momento que enfim o tinha. Ou pouco antes de tê-lo. Mas Harry sabia que isso era mentira, pois o loiro não deixou a tristeza e a decepção transparecerem, apenas o orgulho ferido. O resto era imaginação pura. O loiro não queria a sua amizade, ele queria o companheirismo do menino-que-sobreviveu.

Mas Draco não saiu da cabine. Continuou ali parado, encarando o moreno. Sem sorrir, sem nada dizer. Respirou fundo e disse, apenas:

– Você é quem sabe, Potter. Só não se arrependa quando mudar de ideia. Quando perceber que está sendo tão preconceituoso como eu, me julgando sem me conhecer. Quem sabe, quando isso acontecer, eu já não esteja nem aí para você? – era uma ameaça clara e Harry sentiu seu coração falhar uma batida. Não tinha mais 11 anos, ambos tinham 16 e se encaravam, a mão de Malfoy estendida. Quando a dele se aproximava para enfim apertá-la ele a retirou.

– Não disse, às vezes, Harry, é tarde demais.

– Hermione, já chega! Caramba, você não acha que já está passando dos limites?

Harry acordou assustado, o coração aos pulos, a mente perdida, tentando se localizar.

Ok, estava no salão da Grifinória, certo. Era noite, beleza. E Rony brigava com Hermione mais uma vez. Ok, nada de novo. Ele só havia dormido na poltrona enquanto lia.

Harry esfregou os olhos, tentando acordar e forçou a mente, tentando lembrar do sonho que estava tendo e que já desaparecia de sua memória. O coração ainda acelerado e a respiração desigual. Não percebeu que o motivo da briga de seus amigos era o fato de Hermione estar novamente querendo estudar mais do que conseguia, como no 3ª. ano, ela estava passando dos limites e não via isso. Rony tentava chamar a atenção da morena para o fato, mas ela não ouvia. Ela também estava nervosa (ele andava bem nervosa mesmo, talvez Rony tivesse razão). E aquela discussão estava lhe dando dor de cabeça.

Disse um boa noite que ninguém ouviu e foi para a cama, fugindo dos dois amigos que continuavam a discutir. Achou ter ouvido Hermione dizendo que não ia tirar notas mais baixas que alguém que passava o dia todo flertando com as garotas da escola, mas não registrou a noticia direito. Também não notou o olhar de Gina sobre ele.

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Não fora bem a intenção dele criar um caos, ele apenas estava afim de se divertir um pouquinho, aquele lugar era tããão parado. Sentia falta de seus amigos. Sentia falta de um pouco de adrenalina (e nada proporcionava mais adrenalina do que fugir de Era, com certeza!). Queria ter conhecido os gêmeos Weasley, diziam que ambos eram ótimos para criar caos e confusão. Pelo menos foi o que lhe contaram quando perguntou por que havia um pedaço de pântano dentro da escola. Ótima ideia a daqueles dois. Em especial a dos fogos. Aquela ele ainda ia utilizar alguma vez, mas em Hogwarts já não teria mais a mesma graça. Realmente, queria conhecer a tal loja dos dois, poderia render um presente bem engraçado para os seus amigos. Quem sabe fosse lá no próximo fim de semana...

Isso se não descobrissem que o autor da bagunça fora ele. Caso contrário, com certeza, passaria os próximos fins de semana em detenção. E nem era para tanto! O pessoal que era muito estressado. Quer dizer, fora só uma pequena explosão de névoa purpurinada! Era para ser engraçado! Pessoas coloridas era engraçado! Quando o pó, que vinha dentro de uma névoa, tocava na pele das pessoas esta mudava de cor. Pessoas que ficavam parecendo arco-íris eram as melhores! E saia facilmente com água. Muito melhor do que uma bomba de bosta. Mais higiênico e menos danoso também.

O problema foi que a névoa era prateada antes de tocar na pele e a maioria dos alunos confundiu-o com fantasmas! Fantasma, vê se pode! Acharam que os fantasmas tinham explodido! Que maluquice!

Conclusão: muitas saíram para todos os lados, fugindo nevoa prateada. O que resultou numa confusão danada. Para acabar com a bagunça era preciso água e de onde tirar água? Como estavam dentro do Salão Principal a ideia veio sem que pudesse pensar nas consequências. De acordo com o teto mágico do Salão, chovia do lado de fora, então era só chover do lado de dentro! A água lavaria tudo e seria o fim do problema.

Que engano...

Alunos foram para todos as direções e para impedir uma queda em massas das escadas ele as assustou, fazendo todas as escadarias que davam para o térreo subirem, isolando o andar molhado.

No fim, não fora realmente engraçado...

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– Definitivamente, algo muito maluco aconteceu hoje – reclamou Rony, chacoalhando as roupas molhadas – Onde já se viu? Chover dentro da escola!

– Não faço ideia do que aconteceu, mas o que mais quero saber é como vamos subir. Quero um banho quente – disse Harry, tentando enxugar os óculos com a camisa molhada - Hermione, seu cabelo está ótimo – disse, enquanto a amiga tentava salvar seus livros. Ela estava definitivamente mal-humorada e antes que pudesse responder sua fala foi interrompida por uma voz arrastada, uma voz que Harry conhecia muito bem.

– Ei, Potter, seu cabelo ficou quase apresentável agora – disse Malfoy, que se aproximava. Harry realmente pensou em ignorá-lo, pois essa havia sido a sua resolução, mas parecia que desde que decidira que não se importava mais com as ações suspeitas do loiro eles agora se trombavam em todos os lugares possíveis. Era sempre assim, só encontramos o que procuramos quando não precisamos mais.

– Sai daqui, Malfoy – rosnou Rony.

– Eu gostaria, mas as escadas resolveram não colaborar. Ou você ainda não percebeu, Weasley? – retrucou Malfoy, mas não olhava para Rony, ele olhava para Harry.

Olhos prata cobertos por fios loiros e muita água.

Era como se estivesse tendo um deja vu. Malfoy molhado, ele molhado, olhos nos olhos. A diferença é que dessa vez havia Rony e Hermione como plateia. E os amigos sonserinos do loiro também. Definitivamente não era a hora nem o local para comportamentos estranhos e lembranças embaraçosas.

Mas era difícil.

Muito difícil.

Eles estavam frente a frente. Mas dessa vez não estavam em cima um do outro, o que não significava que seus corações estivessem menos disparados e que seus olhos não estivessem absorvendo cada detalhe exposto pelas roupas molhadas. Malfoy usava uma corrente no pescoço e Potter um relógio grosso e preto, a prova d'água (presente de Hermione). Harry nem percebia Rony e Malfoy se alfinetando e Pansy não percebeu que as palavras de Draco eram puramente mecânicas, que a mente de Draco não estava no jovem ruivo que o ofendia e sim no moreno que tentava acalmar a situação.

Passado e presente se misturavam em sua mente, não deixando-o não perceber a água que escorria pela camisa branca do loiro, tornando-a transparente, assim como pelos cabelos sedosos e a mão pálida os puxava para trás de forma a... Seu pensamento foi interrompido quando Malfoy passou a língua pelos lábios. Foi nesse momento que Harry teve certeza que algo muito estranho estava acontecendo com ele, definitivamente. A partir dali ele devia, a qualquer custo, manter distancia do sonserino loiro. Antes que se arrependesse, antes que tomasse consciência do que estava acontecendo consigo mesmo. Antes de ser tarde demais.

E nenhum deles percebia o olhar interessado de Kakinouchi na cena, nem quando ele apareceu ao lado de Hermione.

– Esses dois parecem que não se entendem, não? - disse fazendo a menina se assustar. Afirmar que ele sorria de novo seria cansativo, ele sempre sorria e era a primeira vez que a grifinória o via tão de perto. Molhado como estava, sua blusa assumia tons transparente, assim como a de seus amigos, mas seu corpo era muito bem definido (Pansy perceberia que o corpo oriental era tão bonito quanto o do sonserino loiro) seu rosto indicava um corpo magro como o de Harry, mas a água provara o contraria. Seus cabelos agora estavam lisos e sua franja cobria os olhos exóticos. E seu rosto era realmente harmonioso. Aquele sorriso de dentes brancos e perfeitos podia ser de encantar para qualquer outra pessoa, mas para a morena ele era provocador. Ela fechou a cara, emburrando imediatamente e não gostando em nada da presença ao seu lado.

– Malfoy nunca fez nada que nos fizesse respeitá-lo - disse, sem conseguir esconder o tom de raiva de sua voz - Ele sempre importuna Harry sem motivo, Harry apenas revida.

– Ah, a velha sina. Interessante.

– Que velha sina?

– Dos opostos, claro. Grifinório versus sonserino, loiro versus moreno, puro-sangue versus mestiço, menino bom versus menino malvado, Astucia versus coragem. Todas essas coisas, entende? Opostos se atraem, de uma forma ou de outra, seja no amor, seja no ódio.

– Que bela filosofia - disse a garota sarcasticamente, mas intimamente impressionada com a capacidade do outro de resumir cinco anos e meio de conflitos em tão poucas palavras e ao mesmo tempo dar tanto sentido a elas. Mesmo que fosse um sentido estranho, meio louco e distorcido.

– Ora, obrigado! Mas, admito, ela não é minha - respondeu o estrangeiro, sorrindo e ficando triste de modo teatral - Me diz, é comum assim, chover dentro do castelo?

– De forma alguma, é a primeira vez. Não sei o que aconteceu, primeiro aquela névoa, depois a chuva.

– Falando na névoa, por que todo mundo saiu correndo quando ela começou? Não entendi nada! E quase perdi meu suco quando o pessoal passou correndo por mim!

– Não sei, provavelmente confundiram com alguma coisa, fantasmas, dementadores, foi um pouco parecido. Já fui cercada por dementadores eles uma vez, é quase daquela forma, quando chegam perto sempre há uma neblina prateada e um frio intenso. Mas lembrei que eles não podem entrar no castelo e a sensação era diferente.

– Frio? Hum... não senti nada - e ante ao olhar surpreso da menina, completou - acho que era porque estava lutando contra uma sopa realmente quente que me queimou a língua. Ai, ai, foi quase trágico.

– Você é altamente dramático, sabia?

– Já me disseram isso, mas - e Chikage se aproximou da menina, deixando seus rostos próximos, agindo rápido demais, soprando as palavras em seu ouvido - a vida já é cheia de desgraças e provações, se não virmos alegria nas coisas simples, é melhor morrer de uma vez, não? - e Hermione tinha certeza que o arrepio que sentiu foi de repulsa por tê-lo tão perto dela - Aproveitar a vida e rir de tudo o que for possível, esta é a minha filosofia.

– O que está fazendo aí, Kakichi? - perguntou Brainc, irritada, quando percebeu o colega do lado da grifinória. Mas ele apenas sorriu mais ainda. Sua resposta ou qualquer outra coisa que alguém poderia ter dito foi suprimida pela chegada do professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Alois Trancy.

Alois Trancy, definitivamente, lembrava um pouco Gilderoy Lockhart. Ambos eram loiros e sorridentes demais. E demasiadamente convencidos. A diferença era que Alois Trancy realmente sabia o que estava fazendo. Ele era baixo e bastante magro, mas bonito, tinha uma grande preferência por roupas roxas e chamativas e um jeito de falar muito arrogante. Seu sorriso era sempre sarcástico, de alguém que se acha muito superior aos outros. Ele sempre olhava de cima. Seus olhos eram de um estranho tom púrpura e sua voz tinha o tom arrastado. Lembrava muito a voz arrastada e o tom de deboche de alguns sonserinos. Mas ele realmente sabia dar aulas, era um bom professor. E provavelmente sabia tanto de magia negra quanto Snape.

Sem muitas palavras e com pouco esforço ele dispersou os alunos, mandando todos as suas casas pelas escadas do fundo, que já haviam retornado. Todos conheciam o gênio do novo professor e todos sabiam que desobedecê-lo nunca era uma boa ideia. Ele tinha outras semelhanças com o professor de Poções que iam além de seus conhecimentos de magia negra e que não incluíam a permanência na casa verde (ele se formara em Beauxbatons, na França, mas havia rumores que seu primeiro ano fora cursado em Hogwarts, como um Lufa-Lufa, se os rumores eram verdadeiros ou não, ninguém sabia).

Harry deixou o loiro falando sozinho e partiu com seus amigos, levando Hermione pelo braço, com um toque suave. Tentou não sorrir quando passou por um Filch irritadíssimo que não parava de resmungar sobre "todo o trabalho que teria para limpar aquele monte de água".

Sem nem uma palavra dirigida a seu rival, Harry se afastou, por isso não percebeu que era olhado com a muita intensidade. Aquela mesma intensidade que lhe era dirigida há tantos anos e há tantos anos era ignorada. Os olhos prata, cobertos pelos fios amarelos, não conseguiam esconder a inveja, a magoa e o desejo que Malfoy sentia por aquele que lhe rejeitara. Numa mistura de amor e ódio, Draco queria vingança pela rejeição. Ele não odiava os Weasleys por eles serem pobres ou traidores do sangue, ele os odiavam porque eram eles os amigos de Harry. Ele os odiava porque era para uma deles que Harry olhava, era para a Weasley fêmea que os olhos verdes estavam dirigidos, era para a camisa transparente da ruiva que os olhos desejados seguiam. Os olhos que, duas semanas antes, estavam dirigidos para os seus lábios.

Draco sentiu raiva, muita raiva.

Mal sabia ele que há duas semanas os olhos verdes herdados de Lilian Evans não seguiam mais a amiga ruiva como antes.

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Quando Hermione entrou na torre da Grifinoria ela estava ainda pior do que antes. Foi direto para o chuveiro e dali para seu canto de estudo, irritou todos os outros alunos, exigindo silencio para aqueles que queriam estudar e mandou todos os primeiro anistas para a cama cedo. Quando enfim foram dormir Rony estava agradecendo ao fato.

Harry não queria dormir cedo, pois quanto mais dormia mais se lembrava de seus sonhos e tinha quase certeza que um par de olhos cinza, com tons de azuis, faziam parte dos pesadelos que vinha tempo.

– Maldito Malfoy – murmurou para o vazio.

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Naquela noite, no dormitório da Sonserina, ninguém percebeu o sorriso altamente satisfeito e malandro que preenchia os lábios do novo colega, sentado perto da lareira, olhando as chamas, já em seu pijama. Ninguém também saberia que naquele exato instante Draco estava tendo um ataque dentro do banheiro, apertando o cabelo com as mãos, irritado consigo mesmo, se perguntando se alguém ouviria se por acaso ele começasse a bater a cabeça na parede.

Era completo deja vu visto que Harry estava na mesma situação. Ambos com as imagens do rival presas em suas mentes. E mais uma vez não era uma imagem de um rival empunhando uma varinha para amaldiçoar o outro e sim com roupas molhadas e transparentes. E a todo custo, embaixo do próprio chuveiro, Harry tentava pensar em qualquer coisa que não fosse um desagradável pensamento envolvendo água. Foi com alivio que se lembrou que tinha Gina ao seu lado naquela tarde e que ela também estava molhada. Lembrou então da blusa que marcava os seios pequenos e de como ele tivera uma visão privilegiada do decote da ruiva. Então se lembrou que Gina era a irmã de Rony e que ele não devia estar reparando nos seios dela! Porque ele nunca reparara nos seios de Hermione! Ou de qualquer outra garota!

– Maldita duma vida complicada - murmurou sem saber que a mesma frase era repetida por um outro rapaz, numa masmorra muitos metros abaixo da Torre da Grifinória.

Chikage ainda estava envolvido com a luz brilhante do fogo quando ouviu:

– Quem olha, acha que algum pássaro usou sua cabeça como ninho. O que tem de tão interessante em observar as chamas?

– Muitas coisas, Malfoy, mas a principal é o movimento que nunca se acaba, formando sempre novos detalhes, novos caminhos, se consumindo e crescendo a partir de si mesmo, oscilando em cores. Eu gosto disso. Do calor perigoso que o fogo oferece. É nessas horas que mais amo ser um bruxo, os bruxos não temem o fogo, eles o utilizam como meio de transporte e comunicação.

– Não gosto da cor vermelha.

– Não? E qual é a sua cor favorita?

– Verde - respondeu imediatamente. Afinal era um sonserino! Mas havia outra coisa de tons verdes que constantemente atraiam sua atenção, mesmo que o loiro ainda não tivesse percebido essa comparação.

– Eu gosto... de verde e... lilás, acho. Gosto dessa cor. Sabia que o verde significa esperança? Quer dizer: tenha esperança.

– Não sabia disso. E o lilás?

– Filtro de coisas más. O lilás filtra as energias que se aproximam de você, permitindo que apenas as boas passem. Ele quer que as coisas não te machuquem.

– Sabe você é muito estanho.

– Sempre me disseram isso.

– E parece uma daquelas meninas que estudam adivinhação.

– Eu sempre gostei um pouco de esoterismo. É o que mais se aproxima da nossa cultura. Afinal, não deixa de ser o estudo de coisas que vão além do racional. A magia não é muito diferente.

– Você tem umas ideias estranhas. Bem, cada louco com sua mania.

– Essa, nunca me disseram.

– Sabia que você sorri demais? – e Draco bocejou – Acho que vou dormir, está tarde.

– Está bem, boa noite, Malfoy.

– Boa noite – respondeu o loiro, sem utilizar-se do nome do colega. Para alguém orgulhoso como ele não conseguir falar o nome de outro não era algo muito legal. E menos ainda seria pronunciar errado. Chikage já havia notado que Malfoy nunca lhe chamava pelo nome e sorriu pensando como ele o chamaria quando não tivesse mais como evitar.

– Será que Maxxcy já está na casa dele? – perguntou para si mesmo. Ele estava louco por uma conversa amiga. Levantou-se, dizendo que ia para a cama. Sorte sua que as camas tinham cortinas, assim ninguém saberia que ele não estava lá.

Só esperava que Era estivesse entre os que não saberiam.

continua...

setembro/2010

Notas [1]– Mas também não gostamos de sermos chamados sem o "senhor" também – No Japão, Chikage deveria ser chamado de Kakinouchi-san (tradução: senhor Kakinouchi). Chamá-lo apenas de Kakinouchi já significa intimidade, então Chikage apenas, para um japonês, é muito íntimo!

No oriente, é costume que as pessoas se tratem apenas pelo sobrenome, até mesmo entre amigos não há o uso do primeiro nome, que é reservado para familiares, amigos de infância e pessoas íntimas. Além do sobrenome também é necessário utilizar-se de pronomes de tratamento (sama, san, chan, kun, dono, sensei, no Japão) que sempre vem no fim do nome e não no início, como estamos acostumados.

Enquanto 'chan' (para meninas e crianças) e 'kun' (para meninos) já demonstram certa intimidade e muitas vezes carinho, o 'san' é usado por todos e normalmente é traduzido como 'senhor/a'. Ninguém chama um japonês sem adicionar o 'san' se não for amigo dele. Foi isso que Chikage quis dizer.

N/A: Isso de ninguém saber falar o nome de Chikage está deixando as coisas difíceis O.o Ainda mais pelo meu jeito de narrativa (discurso direto livre, mistura de narrador onisciente)...

Pobre Hermione, eu realmente gosto dela. Tudo bem que meus personagens favoritos são Draco e Severus, mas do trio ela é a minha favorita. Talvez por isso não esteja conseguindo demonstrar muito bem o quanto ela está irritada com Chikage. Sei que isso é meio idiota, mas não consigo vê-la reagindo de outra forma. E, mesmo que ela obviamente ainda não saiba, Chikage nem é tão bom assim em tudo. Ele tem defeitos e falhas e inclusive reprovações em seu currículo.

Extra: Isso eu queria ter postado no 1º. capítulo, mas esqueci XD Então, um desenho de Chikage para vocês! Não ficou muito bom, mas foi o que deu para fazer essa semana. Quando eu tiver outros eu posto.

Mas como não sei postar imagens em páginas únicas na internet (se alguém souber e quiser se oferecer...) o desenho está postado no meu Orkut, no álbum, pasta "Fic: Serpentes e Leões"

Para os que quiserem ver Chikage e um Draco Malfoy lindo e todo molhado: www(ponto)orkut(ponto)com(ponto)br/Main#Album?uid=13692484439673344302&aid=1

Uma pergunta: estou pensando em contar mais de Chikage utilizando sempre os extras antes do capítulo (como tenho feito até agora), sempre em pequenas doses, mais ou menos com o mesmo tamanho, às vezes com ele, às vezes, pelo ponto de vista dos amigos dele. Seria a história dele a partir de trechos de sua vida, antes ou durante seu ingresso em Hogwarts. Sei que pode soar muito confuso também, principalmente no inicio, por isso quero saber a opinião de vocês.

Mantenho ou tiro os pequenos extras iniciais?

Agradecimentos: Nossa, reviews tem um incrível poder de adivinhação! É a segunda vez que Nana M.U adivinha coisas já escritas! Então, obrigada aos que leram, têm lido e pretendem continuar lendo essa fic e um agradecimento especial a todos os que deixaram reviews (Nana M.U, Mayara Malfoy Dracomaniaca e Mary Sumeragi ). As respostas chegarão, espero eu, por e-mail.

E desculpem os erros de português, incoerência ou qualquer coisa do gênero. Meu português não é dos melhores ^^" E isso inclui nomes de personagens com grafia errada, o inglês e eu temos uma inimizade natural ^^"

Prévia do próximo capítulo:

Malfoy não ficou atrás e também já tinha sua varinha apontada para o rival, a raiva transbordando.

- Acho que ainda não percebeu Potter, que em DCAT, meus feitiços costumam ser eficientes. Quer testar? Quer saber, Granger, se uma sangue-ruim como você consegue me enfrentar?

E Hermione chegou a dar um passo a frente, mas Harry tomou sua dianteira, num ato típico dele. Draco sorriu cínico. E depois ainda lhe perguntavam por que ele gostava de chamar Harry de o Santo-Potter.

- Está tão ansioso assim para me enfrentar, Potter?