Notas da Autora

Yukiko fica animada quando vê...

A meia in-ookami descobre que...

Capítulo 2 - Tsukishiro

A Primeira Dai Kaiou-shin a aguardava na entrada da escola imponente, com um sorriso gentil no rosto, sendo que Lillian informa a pequena que era a original.

Yukiko entra na construção e vê vários kaiou-shins e Kaious andando pelos corredores, enquanto que outros ficavam no jardim lendo livros, com muitos sentados em grupos, revisando as matérias.

Ao olhar em volta percebe que a construção era imponente e muito bem arejada.

Todos os alunos olhavam com visível interesse para a meia in-ookami, expressando surpresa em seus rostos, enquanto que os mais novos estavam curiosos, sendo que a meia saiyajin ficava igualmente surpresa pela atenção que estava tendo, enquanto Dai kaiou-shin falava, maternalmente:

- Os mais velhos sabem que você é uma in-ookami. O que eles não sabem é que você é meio in-ookami. Já, os mais novos, ainda não estudaram, por completo, as inúmeras raças em seu futuro universo.

- "Futuro universo"? - a pequena pergunta, curiosa.

- Sim. Como você sabe, há muitos universos. Para cada universo é destinado um kaiou e Kaiou-shin, assim como há Kaiou-shins que não pertencem, necessariamente, a um universo. Quando eles nascem dos frutos, da grande árvore sagrada, Kaiju, os seus poderes já são direcionados a um universo ou função. Normalmente, eles ficam inúmeros séculos estudando, assim como, treinando os seus poderes, até poder assumir a sua função em determinado universo ou a parte dos universos. Como pode ver, não são muitos. A Kaiju faz surgir frutos, quando sente que é o momento certo. Faz séculos que não surgem frutos normais ou frutos especiais dourados, que são raríssimos. Muitos acreditam que ela consegue visualizar o futuro de todos os universos e graças a isso, direciona frutos para eles, de acordo com a necessidade de tal universo, no quesito tipo de poder que o Kaiou ou Kaiou-shin terá.

- Há dois tipos de frutos? - a pequena arqueia o cenho.

- Sim. Os frutos dão origem aos chamados de Shin-jis (芯人), que é o termo que compreende Kaious e Kaiou-shins. O fruto normal dá origem a um Kaiou. O fruto especial dourado, que é raríssimo, dá origem a um Kaiou-shin.

- Nossa...

- Não se preocupe com a atenção que está tendo. Amanhã, eles já terão se acostumado. - ela fala, afagando maternalmente a cabeça da criança que sorri timidamente - Veja, está é a sala de aula que você vai frequentar.

Nisso, a primeira Dai kaiou-shin abre a porta e Yukiko entra, timidamente, para depois as crianças Kaious e Kaiou-shins sorrirem para ela, a cumprimentando, fazendo ela se animar, ao ponto de abanar a caudinha animadamente para os lados, enquanto que as demais crianças se acercavam a ela, maravilhadas com a presença de Yukiko, sendo o mesmo para a meia saiyajin, para depois ela avistar uma das projeções espirituais da Primeira dai Kaiou-shin que sorria gentilmente para a pequena, que retribui o sorriso, para depois tomar um assento.

A Primeira Dai kaiou-shin original estala os dedos e faz surgir uma mochila com material didático para Yukiko, que animada, contendo a sua caudinha felpuda a muito custo, começa a prestar atenção na aula, percebendo que não era demasiadamente diferente das aulas que tinha na Terra.

Durante o intervalo, conforme comia a sua comida junto dos outros em uma mesa, os demais alunos se acercavam a ela e conversavam animadamente, evitando tocar no assunto dos pais dela, pois, foram alertados pelas suas professoras que eram projeções astrais da Primeira Dai Kaiou-shin, enquanto que haviam percebido que Yukiko estava tão interessada neles, tanto quanto eles, nela.

Após as aulas terminarem, Lillian estava no lado de fora da escola, esperando Yukiko, que fica feliz ao ver que ela veio pegá-la, com a pequena contando animada tudo o que viu, enquanto era levada a dimensão privativa em que estava morando.

Mais tarde, Lillian cria com os seus poderes uma pulseira e explica o método de viajar pelas dimensões e somente após ter certeza que a pequena dominou o poder da joia, após alguns testes, ela a libera para explorar, sendo que se estivesse em grave perigo, deveria pensar nela, em Lillian, que ela iria socorrê-la.

O que a meia saiyajin não sabia é que a joia era especial. A atendente do Deus surpremo da luta, poderia saber o que estava acontecendo com Yukiko em tempo real.

Afinal, os universos não eram seguros, mesmo com o imenso poder dela, pois, ela era criança, ainda.

Yukiko se despede e fala que irá explorar um pouco um dos universos, para depois criar um portal e passar pelo mesmo, sendo que o globo que Lillian segurava, mostrava Yukiko e o entorno, em uma visão panorâmica.

A criança voava animada pelo universo, com a sua caudinha felpuda abanando, até que a voz gentil dentro dela, a orienta a seguir uma direção e ela, obedientemente faz e após alguns minutos, avista um planeta azul e decide entrar na atmosfera.

Ao passar as nuvens, percebe que nevava. Como estava na sua forma de in-ookami, ela não sente o frio, graças a grossa camada de pelo.

Ela pousa na superfície e passa a olhar para a neve, acabando por se perder em recordações com os seus pais, quando resolveram esquiar em uma montanha, junto de Bulma e dos outros. Foram dias divertidos e frente a essas recordações, ela chora silenciosamente, até que seca as lágrimas com as suas patas, enquanto suspirava.

Então, ela ouve alguém chorando.

Em um misto de curiosidade e pena, com o desejo de tentar ajudar quem chorava ela passa a andar em direção ao som, percebendo que vinha de uma caverna, assim como o odor que passou a capitar. Nesse caso, um cheiro salgado, provavelmente oriundo de lágrimas.

Ela entra na caverna e desce por um caminho, usando a sua audição apurada para saber o caminho, ainda mais, após chegar a um labirinto de tuneis, fazendo questão de marcar com as garras as paredes, para saber o caminho, agradecendo o fato de que tinha visão noturna.

Então, até que encontra a fonte do odor e do som, ficando surpresa com o que estava vendo. Era uma dragoa rosa peluda que estava deprimida, enquanto ficava encolhida em uma caverna. Yukiko nunca viu algo tão lindo e triste.

Como não sentia nenhuma ameaça vinda da dragoa, ela decide se aproximar.

Tsukishiro fica alarmada quando percebe a presença de alguém e rapidamente, ergue a cabeça, enquanto colocava-se em posição defensiva, concentrando a sua magia para uma usual fuga, pois, não podia fazer frente aos três dragões que a caçavam, implacavelmente, pelos universos e dimensões.

Yukiko não se intimidou com o rosnado da dragoa, que para de rosnar ao perceber que era uma criança de cabelos alvos, com orelhas e cauda felpuda, da mesma cor dos cabelos, enquanto que os seus olhos eram azuis, sendo evidente em seu olhar a curiosidade, própria de uma criança.

Então, os olhos de Tsukishiro brilham, conseguindo assim saber tudo sobre Yukiko, para depois relaxar, enquanto secava as lágrimas, para depois perguntar:

- O que faz aqui, pequena Yukiko?

- Como sabe o meu nome? - a criança pergunta surpresa, se acercando da dragoa.

- Pertenço a um dos clãs de dragões mágicos. Tenho poder mágico para saber o que desejo, assim como para realizar desejos.

- Na Terra, no universo Sete, há dois dragões que realizam desejos. Shenlong e Porunga.

- Não me compare a eles. Eles são dragões criados por alguém. Eu nasci assim e não sigo regras. A não ser algumas especiais, condizentes a todos os dragões. Não fui criada por alguém. Eu nasci e meu clã é o mais importante de todos.

- Não sabia... Mas, por que está sozinha e com um olhar triste? - a pequena pergunta preocupada.

- Cometi um crime grave que desonrou o meu clã, fazendo com que os meus genitores me expulsassem do clã, além de contratarem assassinos para me caçar, a fim de restaurar a honra do clã que eu manchei com os meus atos.

Yukiko, que havia sentado do chão fica surpresa, para depois falar, com visível confusão no rosto pueril:

- Você não parece má. Não acredito que tenha feito coisas ruins. - a pequena fala, enquanto balançava negativamente a cabeça para os lados.

Tsukishiro sorri tristemente e fala:

- De fato, não fiz nada ruim. Quer dizer, só deturpei alguns desejos, tornando-os cruéis, mas, depois me arrependi. Usei os meus poderes para jogar um planeta inocente em um dos universos, impedindo assim que fosse sequestrado e que seu povo sofresse, novamente. Afinal, há algumas regras imutáveis e uma delas diz que não podem sequestrar planetas e nem população de outros universos, levando-os a Dimensão mágica.

- Você fez algo bom! É errado caçarem você! - ela exclama indignada.

- Para o meu clã, não. Eles prezam o orgulho e o status. Não importa se eu salvei inocentes. Eu desonrei o meu clã.

- Isso é injustiça! - Yukiko fica indignada – É por isso que estava chorando?

- Sim – ela fala em um murmúrio, com a cabeça apoiada em suas patas - Infelizmente, há muita injustiça nos universos, Yukiko. - ela fala em um suspiro.

- Eu não vou deixar que a injustiça domine! Nunca aceitarei isso!

A meia in-ookami fala fervorosamente, surpreendendo a dragoa, que se surpreende ainda mais, quando ouve ela falar:

- Quer vim comigo? Eu acho que a nee-san Lillian não vai se incomodar. Assim... Eu posso pedir antes. Você não precisaria ter medo onde eu moro.

- Eu não quero arriscar ninguém. Você não seria páreo para os três e não quero causar problemas a atendente do Deus surpremo da luta, apesar dela conseguir derrota-los em um piscar de olhos, se desejar.

- Eu vou protegê-la deles. Você não fez nada de errado. - a meia in-ookami fala determinada, arrancando um sorriso gentil da dragoa.

- Entendo.

Então, todos os dias, Yukiko ia até aquele planeta que somente era habitado pela dragoa rosa peluda e esguia com um focinho de aparência felina, acabando por decorar o caminho dentre o emaranhado de tuneis profundos daquela caverna.

Elas passavam várias horas conversando, com a meia saiyajin trazendo doces e sucos em sua mochila. Naqueles momentos, Tsukishiro permitia-se esquecer do motivo de ter caído em desgraça e o fato de estar sendo caçada por um grupo de mercenários.

A meia saiyajin estava animada para levar a sua amiga para conhecer Lillian, sendo que quando soube quem estava cuidando da pequena, ficou estarrecida.

A meia in-ookami fez vários pedidos e ela os negou, pois, não queria envolver ninguém em seus problemas e já bastava a pequena que se recusava a abandoná-la, somente saindo para os seus treinos e estudos.

Então, após alguns meses, ocorre uma explosão na superfície do planeta onde ela e a dragoa estava.

Rapidamente, Tsukishiro as teleporta da caverna para a superfície, com a meia in-ookami vendo três dragões imensos, sendo que um deles parecia ser o líder e fala com uma voz feminina, surpreendendo Yukiko:

- Finalmente a encontramos. Não se preocupe, nós matamos nosso alvo antes de degolamos ele.

Tsukishiro tenta concentrar a sua magia, novamente, mas, fica estarrecida ao ver que não conseguia se teleportar fora daquele universo e ao ver a face atordoada da dragoa rosa, um dos dragões que estava ao lado da líder, fala, mostrando um item, conforme ria malignamente:

- Reconhece isso, bastarda?

Ela arregala os olhos e murmura:

- Não... Quer dizer...

- Nós contamos ao seu clã que o seu teletransporte entre universos prejudicava a nossa caçada e gentilmente, os seus pais nos entregaram isso.

- Eu me recuso a chama-los de pais!

- Que seja. Mas, você sabe que esse item pode bloquear o seu teletransporte, assim como a sua magia, já que é uma criação de seus genitores e como você ainda não é adulta, eles têm muita influência sobre você. Claro que podemos brincar de pega-pega nesse universo. Mas, convenhamos, somos três contra um.

- Não vou deixa-los machucarem a minha amiga! - Yukiko exclama, rosnando, assumindo a forma de uma in-ookami.

- Yukiko-chan... não... assim... como assim amigas? Por favor, vai se ferir. Eu posso tentar fugir. - a dragoa rosa tentava inutilmente parar a criança, pois, temia pela pequena.

Yukiko nega veemente com a cabeça e assume uma posição defensiva, surpreendendo os dragões, sendo que a imensa dragoa negra fala:

- É apenas um filhote. Se afaste ou irá se machucar.

- Não!

- Vamos ataca-la, líder. Se ela é uma idiota de defender essa dragoa em desgraça, azar o dela. Não tenho problemas em atacar filhotes. - o dragão fala malignamente.

- Filhote, se afaste. Não posso negar a eles o ataque contra você. - Kibaryuu (牙竜 - presa do dragão), a dragoa negra, fala preocupada.

- Não vou permitir que vocês matem inocentes! Não vou sair da frente. - Yukiko fala seriamente.

Então, os dois dragões avançam, sendo que próximo dali, Tenryuu está observando o início da batalha.