Notas da Autora
A luta feroz entre Yukiko e Kibaryuu começa...
Tsukishiro toma uma decisão, ao ver...
A atendente Lillian descobre que...
Yo!
Vou citar algo que existe no universo. Eu vi vários programas científicos sobre o universo e decidi colocar algo que vi no programa, seguido da explicação do mesmo.
Também, aproveitando o tema universo, fiz uma homenagem a Star Trek. Tem uma frase que aparece em um dos episódios, de certa forma e eu não resisti em colocar. No caso, esse trecho: "... Se estivéssemos em outra época ou situação, a teria chamado de amiga.". No caso, em Star Trek, era amigo e não amiga. Tive que adaptar para o capítulo.
Caso não descubram qual episódio é, sendo que sou fã de Star Trek, eu irei revelar em qual episódio essa fala acontece e só para constar, eu gosto de Star Wars, também. Mas, claro que só gosto dos filmes IV, V e VI. Quanto ao novo filme, eu ainda não vi, para emitir uma opinião. Parece que se passa antes do IV, senão me engano.
Antes que eu me esqueça, a fala de Kibaryuu, no capítulo anterior: "Sua atitude é louvável, assim como o seu coração. Eu lamento o fato de nossos caminhos se cruzarem. Vou honrar a força do seu coração, usando o meu poder ao máximo." No caso, mais precisamente do trecho "...Vou honrar a força do seu coração, usando o meu poder ao máximo", foi tirado de um episódio de Magic Knight Rayerth, sendo um dos últimos episódios da primeira fase.
Eu recomendo Magic Knight Rayerth, um mangá/anime excelente, que lembra um shounen, somente com parcos toques de shoujo, sendo que no quesito segunda fase, eu recomendo a do mangá. A segunda fase do anime não tem nada a ver com a do mangá. É como se fosse outra história. Detesto a segunda fase do anime e prefiro a do mangá. A única coisa da segunda fase do anime que eu gosto, são as aberturas e encerramentos, que ficaram muito legais.
No mesmo trecho, antes que a baka aqui se esqueça, homenageei Star Trek, novamente, no mesmo episódio no trecho anterior. No caso, nessa parte: "Eu lamento o fato de nossos caminhos se cruzarem...".
Em um dos trechos do capítulo, vocês vão ver certas similaridades com a cena do filme "Os vingadores", quando Hulk pega Loki e o sacode para os lados, fazendo ele atingir o chão várias vezes. Eu não resisti. Foi uma cena excelente. Confesso que essa cena me veio a mente, enquanto eu escrevia esse trecho da luta.
São apenas algumas curiosidades. ^ ^
Tenham uma boa leitura. ^ ^
Capítulo 4 - A decisão de Tsukishiro
Kibaryuu usa a sua cauda contra Yukiko, que desvia, avançando com as mandíbulas contra ela, que desvia e acerta um golpe com garras no focinho da in-ookami que gani e é jogada para o lado, com a mesma se levantando e avançando contra o braço da dragoa, o ferindo, enquanto tentava torcer e quando a dragoa tenta usar as garras do seu outro braço para acertar o lombo dela, a meia saiyajin usa a sua cauda, acertando a mão de Kibaryuu, mas, não impedindo as mandíbulas de morderem o seu lombo, sendo que havia conseguido salvar o seu pescoço no último instante.
Ela gane de dor e abre as mandíbulas, soltando o braço dela e conforme era erguida pelo pescoço forte e robusto da dragoa, ela vira o seu corpo, com o seu lombo sendo um pouco rasgado, conseguindo acerta a cauda no focinho dela, que distraída, abre um pouco as suas mandíbulas, dando uma pequena folga que Yukiko aproveita, para usar as garras contra o rosto de Kibaryuu, que ruge de dor e quando a meia in-ookami ia morder um ponto do pescoço de sua oponente, a cauda forte e musculosa da dragoa a acerta, violentamente, sendo que as cristas na mesma fizeram cortes no corpo da meia saiyajin.
A dragoa imensa se recupera, piscando os seus olhos, sendo que um deles exibia uma marca de garra, a decide avançar contra ela com as mandíbulas abertas.
Yukiko consegue se refazer do golpe, enquanto sentia o seu corpo dolorido. Ela consegue desviar ao salta para o lado e acerta uma caudada no focinho da dragoa, com os pelos a atrapalhando, para depois saltar no lombo do dragão, mordendo a base do pescoço dela por trás.
Kibaryuu sacode a sua cauda contra a in-ookami, que salta em um último instante, fazendo a dragoa ser atacada pela própria cauda, fazendo-a se desestabilizar sobre um rugido de raiva e de dor, para depois Yukiko morder a cauda da mesma, puxando-a e começando a jogá-la consecutivamente contra o chão, com violência, a sacudindo para os lados, ao usar a força de seu pescoço e mandíbula, até que a dragoa abre as suas mandíbulas e libera uma rajada de energia negra contra a meia saiyajin.
Ela solta a cauda, concentrando seu poder nas mandíbulas, lançando um ataque em direção ao corpo da mesma, que concentra outra rajada de energia negra, para rebater a da in-ookami. O choque de ambas as rajadas, provoca um brilho intenso, cegando Tsukishiro, que quando abre os olhos, fica estarrecida com o que vê.
Yukiko mordia o pescoço de Kibaryuu, que por sua vez, usava o seu pescoço comprido, para morder o pescoço da meia in-ookami.
Tsukishiro sabia que o vencedor desse tipo de embate, seria aquele que asfixiasse o outro primeiro ou provocasse um dano imenso na jugular, sendo que observava, também, a meia in-ookami usando as suas garras, para ferir o tórax da dragoa, que usa as suas garras para ferir o seu corpo lateralmente.
A dragoa rosa assistia a batalha com juros, até que sente uma sensação estranha, como se algo a puxasse e ao olhar para a origem, arregala os olhos, identificando o acontecimento no espaço. Era um magnetar, que apesar de estar a dezenas de milhares de anos luz dali, era possível sentir a emissão de radiação, assim como o seu campo magnético.
Os magnetares eram estrelas de nêutrons que possuíam um campo magnético absurdamente imenso e que emitiam raios-X e raios gama e pelo o que ela estudou, essas estrelas eram o resultado do colapso de estrelas supermassivas, quando chegaram a sua fase de supernova, sendo que sabia que algumas eram estrelas de nêutron anômalas, em decorrência da anomalia, no quesito altíssima rotação da estrela e ela sabia que as estrelas de nêutron, apesar de perderem os seus jatos através dos polos magnéticos, eram capazes, em contrapartida de executar "starquakes" e na escola, aprendeu que era um fenômeno magnético de uma magnetar, parecido com um vento solar e que em decorrência disso, causavam explosões colossais de ondas de raio-X, com a sua força magnética chegando a ser superior aos pulsares de rotações de milissegundos.
Então, Tsukishiro arregala os olhos, ao ver que justamente, naquele instante, ocorria uma explosão colossal de ondas de raio x e grita para ambas:
- Um magnetare está executando um starquake!
A onda imensa implode inúmeros planetas e percorre o universo como uma onda de energia massiva, que faz elas arregalarem os olhos.
Yukiko se recorda de uma das aulas da sua mãe, quando treinou teleportar um objeto de um lugar para o outro. Ela percorreu aquela parte do universo. Portanto, era conhecido, de certa forma, embora fosse extremamente ciente, de que ainda não dominava o teletransporte. Era mais fácil jogar algo de um ponto para o outro e ela conseguia fazer isso.
Afinal, das três que estavam ali, Tsukishiro era a mais fraca, fisicamente. Ela podia ter poderes mágicos imensos, mas, em matéria de resistência e força, não, já que não era uma guerreira, como elas.
Portanto, era a mais vulnerável delas.
Yukiko se concentra e a dragoa rosa sente que é atirada para outro ponto do universo, há dezenas de milhares de anos luz de onde estava, sendo que ainda via a onda, ao longe e fica apavorada por Yukiko.
No local, Yukiko e a dragoa lutam para se afastar e quando a onda as alcança, após se afastarem dezenas de anos luz, elas concentram os seus poderes.
O que não perceberam é que Kibaryuu, imune aos eventos do universo, gera um escudo mágico que resistir as primeiras ondas, embora fosse móvel, com elas sendo atiradas violentamente, com o escudo cedendo, gradativamente, provocando ferimentos nelas.
Longe dali, Tsukishiro, desesperada, vai atrás de ambas, percorrendo velozmente o universo, sendo que ainda sentia o item com ela e de fato, ele o seguiu, inutilizando os seus poderes mágicos.
Yukiko e Kibaryuu foram atiradas em um planeta, sendo que se levantam debilmente, extremamente feridas, tentando compreender como puderam sobreviver a um starquare.
Então, ao se entreolharem, ambas rosnam.
A dragoa se eleva nos céus, sendo que estava extremamente ferida, assim como Yukiko, que lutava para ficar consciente.
- Vou acabar com você, usando todo o meu poder restante. Vou honrar a força de seu coração, mesmo que seja a última coisa que eu faça. Eu vi que atirou aquela dragoa nobre para outro lugar no universo.
- Claro. Era a minha amiga! Eu sempre salvarei um amigo e se precisar me levantar para defendê-lo, assim eu farei!
- Aquela dragoa é sortuda de ter uma amiga como você. Nunca tive essa sorte. Quem diria que encontraria outro motivo para sentir inveja daquela dragoa que "nasceu em berço de ouro"? – ela pergunta a si mesmo, sorrindo tristemente – Se estivéssemos em outra época ou situação, a teria chamado de amiga.
- Eu também. – Yukiko fala.
- Está pronta?
- Sim. E você?
Kibaryuu consente, enquanto lutava para manter a consciência, sendo que abre as suas asas imensas, concentrando o seu poder em suas mandíbulas.
No chão, Yukiko começa a elevar os seus poderes, sendo que sente uma transformação, de certa forma. As pontas dos seus pelos ficam mais dourados e pequenas descargas de energia em forma de raios se propagam por todo o seu corpo e ela passa a concentrar esse poder em suas mandíbulas.
- Super nova! – Kibaryuu exclama.
A sua rajada negra liberada pelas suas mandíbulas avança contra a meia in-ookami, meia saiyajin, que libera uma rajada azul na boca e o encontro de ambas gera uma energia imensa que destrói o planeta e vários outros no entorno, ao gerar uma explosão maciça. Pedaços de planetas passam a flutuar pelo espaço e ambas estão extremamente feridas e inconscientes.
Tsukishiro consegue chegar até o local, sendo que viu a explosão, sentindo o seu coração se encolher, temendo pela vida de sua amiga, pois, Kibaryuu tinha a fama de ser muito poderosa, sendo que havia sentido o aumento súbito de poder dela.
Pelo seu globo, Lilian observava a batalha e queria intervir, desde que viu o encontro dela com os três dragões.
Porém, Kibaryuu havia aparecido e falado que eram ordens da Suprema deusa da criação. Ordens deixadas por ela e que não deveria falar sobre tais ordens, para ninguém mais. Lilian sentia que eram ordens de sua criadora, deixada para Kibaryuu e nada mais pode fazer, além de ver com juros a batalha, sendo que sentia orgulho ao ver como Yukiko os derrotou, embora naquele instante estivesse extremamente ferida e a beira da morte.
O seu impulso de ir até ela, ocasionou uma paralisia extrema. Sabia que não era de Kibaryuu e sim, que aquela energia esmagadora, mas, ao mesmo tempo gentil, confortadora e maternal era da Suprema Deusa da Criação, que detinha controle sobre as suas criações, diretas ou indiretas. Inclusive, podiam ser paralisadas, se assim ela desejasse.
No local da batalha, Tsukishiro chega até Yukiko e fica horrorizada com o que vê, sentindo que a vida dela está por um fio. Ela não tem mais a fruta. Estava nas mãos dela e como o teletransporte a distância da criança não foi feito corretamente, somente transportou o seu corpo e nada que estivesse segurando. Quanto ao item que bloqueava os seus poderes, ele o seguiu por si mesmo, já que estava unido contra a vontade dela, limitando os seus poderes. Ela tenta curá-la, mas, não consegue e se desespera, percebendo que somente havia uma forma de salvá-la. Claro que não a agradava, mas, de certa forma, devia a sua vida a ela. Senão fosse por Yukiko, já estaria morta. Além disso, era a sua amiga.
Suspirando, se concentra e faz surgir uma pequena esfera rosada, na altura de seu tórax, murmurando palavras desde os tempos antigos, sendo chamada de linguagem divina, para depois fazer a esfera que surgiu de seu tórax, entrar em Yukiko, enquanto que o corpo da dragoa brilhava com esse ato e ela suspira, sabendo que não havia mais volta. Mas, de certa forma, não se arrependia, sendo que se fosse no passado, o simples pensamento de fazer isso a deixaria horrorizada, além de ser demasiadamente surreal.
Ela sorri satisfeita ao ver que o item desaparecia, por ser incapaz de manter a sua função e que sua doadora de óvulos e doador de espermatozoide, sabiam do que ela fez e ao analisar melhor, perceber o quanto deve ter sido humilhante para eles, saber o que a renegada de seu clã, fez e isso a fez sorrir.
Lillian viu o acontecimento e pergunta a Kibaryuu, sendo que estava ao lado dela no universo:
- Por isso não quis que eu intervisse?
- Sim. Era o destino. Além disso, isso não é tudo.
- Como assim?
- Faz parte do plano maior dela. A nossa mãe sabia o que iria acontecer. Ela viu. Tenho mais ordens que tem que ser cumpridas.
- Isso quer dizer que a sombra do Supremo Deus da Destruição vai se libertar? Mesmo após...
Kibaryuu não responde, mas, suspira e Lillian arregala os olhos, pois, o silencia dizia muita coisa, para depois ela chorar, torcendo o punho, enquanto perguntava:
- Então, o sacrifício da reencarnação de meu Deus Supremo da luta, Gokuh e da in-ookami do passado, foi a toa? Afinal, ele irá ressurgir. A sombra não ficará selada para sempre. É o destino deles, desde que se conheceram em outra vida? Se sacrificarem para o nada, após se reencontrarem? – ela pergunta revoltada.
- Ambos são heróis. Não se pode esperar outra conduta. Além disso...
- O quê? – Lillian pergunta, preocupada.
Kibaryuu fica com um olhar perdido, para depois olhar para Yukiko, exibindo um olhar pesaroso, fazendo o coração de Lillian se encolher, pois, significava que Yukiko, também sofreria ou aconteceria algo pior.
Então, se lembra das palavras de Tenryuu "Ambos são heróis. Não se pode esperar outra conduta".
De fato, Yukiko herdou isso dos pais. Herdou o coração e o forte senso de proteção. Quando o Magnetare liberou o starquare, ela pensou primeiro na segurança de sua amiga e a teleportou dali, jogando em outro ponto no universo, para depois pensar em sua segurança.
Além disso, para salvá-la, enfrentou dragões adultos e em nenhum momento, demonstrou que se arrependia. Na verdade, só havia determinação em seus olhos. Mesmo sentindo orgulho dela, não deixava de sentir pesar.
Afinal, com certeza, Yukiko não pensaria duas vezes em se sacrificar, se fosse para salvar dimensões e universos. De bom grado, daria a sua vida, se isso pudesse salvar inocentes. Era um coração nobre, gentil, amável, altruísta e heroico. Uma combinação dessas virtudes era raro de ser encontrado.
No local da batalha, Yukiko continuava entre a vida e a morte, com a dragoa lutando para ela ficar consciente, o suficiente para o que era necessário.
Tsukishiro segura a cabeça dela e fala:
- Por favor, diga eu desejo ser curada.
- Dizer?
- Pedir. – ela fala desesperada ao sentir a vida se esvaindo do corpo de Yukiko.
A meia in-ookami estava próxima da inconsciência, sendo que murmura, embora estivesse ainda desorientada:
- Desejo ser curada.
Os olhos de Tsukishiro brilham e um brilho envolve o corpo de Yukiko que é curado, com a mesma abrindo os olhos, olhando surpresa para o seu corpo e para a dragoa rosa que a abraça, emocionada, após Yukiko desfazer a sua transformação.
Ela olha para Kibaryuu, sentindo que a vida dela estava por um fio e pergunta:
- Poderia curar ela?
- Ela? – Tsukishiro está meio incerta.
- Por favor. Quero enfrenta-la, de novo. Além disso, ela é diferente dos outros. Aliais, poderia ressuscitar os outros, também?
- Ressuscitar os outros dois? Aqueles que lhe feriram?
- Sim.
Ela fica surpresa, para depois abanar a cabeça para os lados, sorrindo, sendo que fala:
- De fato, o seu coração é único.
- Agora que lembrei! Um deles a feriu! Se não quiser ressuscitá-lo, tudo bem. Afinal, ele te feriu.
- Não me importo. Eles não estariam atrás de mim, senão fossem os bastardos dos meus pais. Eles estavam cumprindo com as suas obrigações. Se os bastardos dos meus genitores não os tivessem contratado, eles não estariam me caçando. Se você, que foi a que mais sofreu, os perdoa, então, tudo bem.
- Então, vai trazê-los de volta?
- Basta você desejar.
- Desejar?
Yukiko inclina a cabeça, confusa, virando as duas orelhinhas para Tsukishiro, que acha as orelhas e cauda fofinhas, assim como a face da mesma. Sentia muita vontade de apertá-la.
- Sim. Diga apenas, eu desejo e depois faça o pedido.
- Eu desejo que ressuscite os dois dragões e cure Kibaryuu.
Nisso, ela vê os orbes azuis dela brilhando, sendo que um brilho envolve a dragoa negra, cujos ferimentos são restaurados e a dragoa rosa fala:
- Quanto aos outros dois, eles vão ignorar o seu ato. Mas, ela não.
A dragoa rosa olha para a dragoa negra e fala em pensamento:
"Eu imagino como ela vai reagir com o ato de Yukiko-chan."
Então, a criança se recorda do que ela pediu e pergunta:
- Mas, o item bloqueava os seus poderes. Além disso, por que tenho que falar "eu desejo"?
- Quando eu era uma dragoa livre, estava vinculada ao clã e aos meus doadores de óvulos e de espermatozoide. Mas, agora, não sou mais livre. Me tornei a sua dragoa que concede desejos. Sem qualquer limite ou regras, a menos que queria definir regras que podem ser mudadas por você. Não é esta Tsukishiro que define as regras e sim, você. A minha vida e poderes lhe pertencem. Foi a única forma de salvá-la. Claro que pode ter desejos que não consigo realizar, devido o quesito poder mágico. Mas, sabia que nasci no clã mais poderoso e que os meus poderes estavam acima da média. Inclusive, sou tida como a dragoa mágica mais poderosa.
- Você disse vida e poder, assim como disse que era livre. Isso quer dizer... – ela fala com os orbes rasos de lágrimas.
Tsukishiro nota a tristeza nos orbes azuis, sendo algo que ela esperava, considerando o coração de Yukiko e o fato de que a protegeu sem nenhum interessa. A protegeu por amizade e lhe salvou, não só dos dragões, como do starsquare, já que como não tinha os seus poderes, teria morrido pela onda destrutiva. Com certeza, ela iria reagir de forma muita diferente de outra pessoa, que tivesse um dragão pessoal de desejos, para conceder quaisquer desejos sem qualquer limite ou regras.
Ela fala com pesar pela dor de Yukiko:
- Sim. Sou a sua escrava. Foi a única forma de salvá-la. Não me perdoaria se a deixasse morrer. Saiba que foi a minha escolha.
- Eu desejo a sua liberdade.
A dragoa sorri imensamente feliz ao ver a profundidade dos sentimentos de Yukiko e o desespero dela em libertá-la. Já esperava algo assim.
Ela passa a mão carinhosamente na cabeça da meia in-ookami e fala:
- Lamento. Mas, isso está acima dos meus poderes. Há regras que não podem ser quebradas. Tenryuu as fez e somente ela pode conceder a alguém a quebra de uma das leis. Porém, Tenryuu nunca é vista e nunca fez isso, desde que o universo existe. Somente ela poderia me libertar, desfazendo a técnica que usei e duvido que vá fazer isso. Inclusive, por que faria? Foi a minha escolha e eu era ciente das consequências.
- Mas...
- Veja pelo lado bom. O clã não pode mais deter os meus poderes e não podem mais restaurar a sua honra me matando, pois, sou a sua propriedade. Eles perderam esse direito. Inclusive, é crime se eles fizerem algo e serão punidos por isso. Esta Tsukishiro quer que eles tentem fazer algo, apenas para se ferrarem e caírem ainda mais em desgraça. – ela fala o final com um sorriso maligno ao imaginar as novas formas de desonra para o seu ex-clã, pois, duvidava que eles ficassem quietos, com a nova desonra que ocasionou a eles.
- Eu desejo que seja livre para fazer o que quiser. Não precisa de minha autorização. Fique livre para usar os seus poderes. Você é minha amiga e não minha escrava. Nunca será minha propriedade. – Yukiko fala emotiva.
Os olhos de Tsukishiro brilham e ela fala, sorrindo imensamente:
- Desejo realizado.
Nisso, elas se afastam dali, com a dragoa decidindo leva-la até onde Lillian morava, para que contassem a novidade.
