Notas da Autora

Tsukishiro visita a Terra

Capítulo 5 - Tsukishiro visita a Terra

Elas chegam ao planeta de Lillian e a encontram com alguns dragões, sendo que a atendente finge não saber o que ocorreu, enquanto fala, ao olhar para elas:

- Yukiko-chan! Voltou cedo hoje. Quem é ela?

Tsukishiro assume uma forma humana e a atendente fala pensativa:

- Creio que é uma dragoa do planeta Draco. Imagino que seja uma dragoa que realiza desejos.

- Sim. Prazer em conhece-la – a dragoa curva a cabeça, respeitosamente – Me chamo Tsukishiro. Se bem, que como não estou mais no meu planeta natal e nem pertenço mais ao clã Tsukishiro, pode me chamar pelo meu nome, Hanako.

- Seu nome é Hanako? Pensei que era Tsukishiro.

- Nós, dragões nobres, sempre nos chamamos pelo nome do clã, como uma forma de distinção. Meus avôs eram íntegros e honravam o sobrenome. Aqueles bastardos dos doadores de espermatozoide e de óvulo, não fazem jus ao clã. Eu espero que eles caíam, para que Itachi assuma. Ele sim seria digno ao clã. Ou melhor, ao meu ex-clã.

- Por que ele não assumiu?

- Ele se uniu a uma dragoa de classe baixa e perdeu o direito de ser o primeiro na linha de sucessão, se tornando o terceiro. Esta Tsukishiro torce para que eles aprontem e caiam em desgraça. Assim, meu tio terá que assumir o posto e vai reerguer o clã, com certeza.

- Só porque se uniu a uma dragoa inferior? Como assim inferior? – Yukiko vira as orelhinhas para ela.

- Uma dragoa que pertence a uma classe mais baixa.

- Naquele mundo, os dragões são divididos em classes. Há cinco famílias, tidas como principais. O clã Tsukishiro é um dos principais, sendo famoso por produzir os dragões mais poderosos. Os clãs principais, esses cinco, sempre se referem pelo seu sobrenome aos outros, para demonstrar o seu status. Eles aprendem isso desde filhotes e se torna um hábito. Uma dessas famílias é considerada a guardiã do conhecimento. É em menor número, mas, é tido como um clã demasiadamente importante. Normalmente, o líder desse clã é aquele que dá aulas particulares aos líderes de outros clãs. A cultura só aceita os que nascerem do clã como dignos de pertencer a eles. Dragões adotados, mesmo recebendo o sobrenome do clã, não são considerados membros pelos demais dragões. Depois das cinco famílias principais, há as secundárias, que são os clãs menos importantes e assim por diante, indo até a terciária. Abaixo dessa são dragões sem clã. Mas, não quer dizer que não sejam poderosos. Há muitos dragões poderosos que não possuem clã.

- Não sabia, Tsukishiro-chan. – Yukiko comenta – Não cheguei a estudar essa dimensão.

- Me chame de Hanako.

- Mas...

- Não é tanto por meu status atual. Claro que ao me tornar escrava, devo abandonar o nome do meu clã. Mas, sim, porque desejo. Quase esqueço como é o meu nome por ser tão pouco usado.

- Tem certeza?

- Mesmo que você me chame de Tsukis... – ela para de falar, enquanto faz uma face de dor – Bem, o que quero dizer, é que não posso ouvir a distância. Crie o hábito de me chamar pelo meu nome. Assim, se estiver em problemas, basta me chamar, que irei aparecer, automaticamente.

- Por que você fez aquela face de dor?

- É o efeito colateral de ser uma escrava. Automaticamente, se ousar falar o nome do meu clã, me referindo a mim mesma, serei punida e cada vez, fica mais forte. Foi algo determinado há milhões de anos atrás, caso alguém de um clã caísse. Seria motivo de vergonha ao clã, além de perder todos os direitos de nascimento, se tornando uma pária. Mas, não me incomodo.

- Mas, isso é injusto!

- Sempre há injustiça, Yukiko-chan. Mas, saiba que não me importo.

- Por quê?

- Bem, estou fora do meu planeta, não sou obrigada a seguir as normas de etiqueta, além de poder xingar a vontade aqueles bastardos.

- Tem certeza que não sente falta? Pode visitar os seus amigos quando desejar. Está livre para ir e fazer o que quiser.

- Não posso pisar no planeta e não sinto falta de nada.

- Mas...

Hanako afaga a cabeça da meia saiyajin, enquanto sorri, fazendo a criança relaxar, enquanto ocultava um olhar de tristeza. Ela gostava de Itachi, a esposa dele era uma grande amiga dela. Havia ainda Yukimaru, o líder do clã e dragão mais antigo dentre todos e havia Haku, seu amigo e filho adotivo de Yukimaru, o Grande dragão sábio, que contrariando as regras, o elegeu como próximo guardião. O jovem estava recebendo os ensinamentos e estudando arduamente. Ele foi o seu único amigo, naquele planeta, juntamente com Yukimaru.

Ela decidiu manter isso em segredo, para não ver Yukiko triste, pois, ela já estava triste pela situação dela, de Hanako. Não havia motivo para entristecê-la, ainda mais.

- Bem, vou mostrar o seu quarto. Pelo visto, ficará para sempre unida a ela. Se arrepende de sua escolha?

- Não. – ela fala sem pestanejar.

Lillian havia percebido a tristeza nos olhos da dragoa e percebeu que havia coisas que ela nunca contaria a Yukiko, provavelmente para não entristecê-la. Ela imaginava se tal olhar tinha a ver com aqueles que ficaram em seu planeta natal que está impedida de voltar. O planeta se fechou para ela. Se alguém de lá deseja vê-la, tem que sair do planeta para vê-la em outro lugar.

Lillian mostra o quarto e a dragoa fica animada, pois, era espaçoso e bem arrumado. Ela se prontificou a cuidar da mansão com os seus poderes mágicos, em troca da moradia e Lillian concordou.

Algumas horas depois, Yukiko estava estudando, quando Hanako se aproxima e fala, sorrindo:

- Vejo que é bem estudiosa, Yukiko-chan. – ela via a pequena como uma irmãzinha querida.

- Sim. É importante estudar. Você estudava, também?

- Eu tinha aulas gerais e depois, conteúdos específicos e ainda estava estudando.

- Notei que não se refere mais a terceira pessoa.

- É parte do efeito colateral. Não consigo usar mais a terceira pessoa. Só os nobres se referem a si mesmos em terceira pessoa, para mostrar seu status. Os de status baixo usam "eu", sempre se referindo em primeira pessoa e não possuem sobrenome.

- Eu sinto por você. Se eu tivesse sido mais forte... – as orelhas dela ficam cabisbaixas.

Hanako se agacha e afaga os cabelos dela, falando:

- Não fique assim. É só um filhote. Ela era uma dragoa adulta e muito poderosa. Além disso, eu já disse e repito. Eu não me incomodo. Saiba que ganhei uma imouto com isso e sempre quis ter uma irmãzinha. Me considero sortuda de ter o meu desejo realizado.

Ela não mentia e de fato, sempre desejou ter uma irmã mais nova para cuidar e proteger. Sempre invejou os inferiores que tinham irmãos. Os superiores nunca tinham mais de uma cria, para evitar dissolução da sua descendência e conflitos pelo poder e status.

- É verdade? – ela pergunta esperançosa, embora seus orbes estivessem úmidos.

- Claro! Você é a minha querida imouto! – ela exclama, sorrindo, para depois abraça-la, fazendo Yukiko sorrir.

Elas ficam abraçadas, com Hanako adorando a meia in-ookami, pois, ela era fofinha.

- Gostaria de pedir algo? – ela pergunta animada.

- Não sei... – a pequena fica pensativa – O que mais desejo, você não pode realizar.

Ela fala o final tristemente. Hanako ia perguntar o que era, quando se recorda da história dela e pergunta em tom de confirmação:

- É sobre os seus pais, né?

- Sim.

- De fato, não posso realizar esse desejo. Lamento...

- Tudo bem.

Ela olha a dragoa chateada e fala:

- Não fique assim. Não tenho nenhum outro desejo.

- Entendo... Bem, vou procurar me divertir, um pouco.

- Bom divertimento. – Yukiko sorri, para depois voltar a estudar.

Hanako se afasta e assume a sua forma verdadeira, se concentrando, decidindo saber tudo de onde ela veio, no caso a Terra e fica irada com o que descobre, pois, havia muitas injustiças e já que tinha liberdade para fazer o que desejasse, decide começar. Sorrindo consigo mesma, ela começa a se concentrar e some em uma luz, se teleportando até a Terra, ficando oculta em uma montanha.

- Bem, por onde posso começar? Estou tão animada! Nunca pensei que iria me divertir! – ela fala o final com um sorriso maligno, conforme pensava no castigo que pretendia aplicar nos culpados.

Ela se concentra e seus olhos brilham, sendo que sabia que precisava ser cuidadosa, pois, havia uma inocente envolvida em uma grande mentira.

Nas mãos de um jornalista, faz surgir uma gravação, sendo que cria uma da batalha do time do dragão contra Cell. O jornalista não compreende a fita, até que ela manipula a memória de todos, aceitando a existem da gravação como verdadeira, enquanto faz eles acreditarem que os jornalistas que gravaram a batalha, não levaram sua profissão a sério e que outra emissora, conseguiu filmar a luta, mostrando Satan derrotado e os guerreiros os enfrentando.

Também colocou na mente deles que Videl era inocente e que não sabia do que o pai fez, para evitar culparem ela, suprimindo assim qualquer sentimento que surgisse contra ela.

O vídeo foi exibido e aceito por todos, graças a magia dela. As estátuas de Mister Satan foram quebradas e a cidade chamada Satan City, voltou ao seu nome original. As empresas e mansões já haviam sido vendidas por Videl, que distribuiu o dinheiro entre os guerreiros do time do dragão e o ato dela, que no passado revoltou muitos, por dar o legado do herói do mundo e aquele que venceu Cell, para pessoas desconhecidas, passaram a elogiá-la.

Videl estava em uma coletiva de empresa, após a magia ser realizada e fala, não sabendo que foi influenciada como todos, sendo que as suas memórias não haviam sido alteradas, ao contrário dos outros:

- Peço perdão em nome do meu pai. Estou profundamente envergonhada pelo que ele fez. Roubar a glória dos verdadeiros heróis para uso dele próprio, se enriquecendo ao roubar o que de direito eram desses fantásticos guerreiros, é algo que me envergonha. Eu fiquei como vocês. Chocada e estarrecida quando descobri a verdade. Por isso, comecei a vender tudo que pertencia ao meu pai, para gerar dinheiro, a fim de entregar a quem era de direito. Até alguns dias atrás, reclamaram do meu ato, agora entendem porque eu fiz isso. Descobri a pouco tempo a verdade e quando ele faleceu, pude enfim começar a devolver para quem é de direito, toda a fortuna dele. Fico feliz que a verdade veio a tona e que podemos agora exaltar os nossos verdadeiros heróis.

Habilmente, Videl responde as perguntas dos jornalistas, até que um deles pergunta:

- Como conseguiu contatá-los? Afinal, transferiu dinheiro para eles.

- Após descobrir a verdade, comecei a busca por algum deles, pois, acreditava que se encontrasse um, encontraria os outros e de fato, após exaustivas investigações, encontrei um deles. A partir daí, pude contactar os demais. Também tenho que anunciar algo. Goku, o jovem que defendeu a Terra de Piccolo Daimaou há décadas atrás e se sacrificou para deter Cell, juntamente com uma jovem capaz de se transformar em lobo gigante, chamada Yuri, usaram uma técnica que os fez cair em um sono profundo, contra aquele inimigo que parecia uma sombra e não se encontram mais nesse planeta. Portanto, do time do dragão, como eles se autodenominam, esses dois heróis não estarão aqui. Assim como no passado, que Goku se sacrificou para deter a explosão do Cell, atualmente, ele e a sua esposa se sacrificaram para deter o monstro que ameaçou o planeta há alguns meses, cujas gravações vocês assistiram.

Ocorre um murmúrio em massa e em todo o planeta, os que acompanhavam a entrevista de Videl, sentem apenas a tristeza ao saber que o herói se sacrificou duas vezes e dessa vez, com a sua esposa, enquanto que até algumas horas atrás, glorificavam um falso herói, que nada mais era do que um charlatão.

Após o murmúrio, ela fala:

- Vou apresentar os verdadeiros heróis.

Nisso, o time do dragão aparece, parcialmente. Vegeta e Pan mostraram a forma super saiyajin e depois, voltam a forma super saiyajin 4, para depois assumirem o modo Deus, fazendo as câmeras enlouquecerem. Tenshihan e Chaouz acenam e Piccolo assume uma posição relaxada.

Videl os apresenta e fala:

- Teremos a falta de alguns heróis, pois, eles vivem entre vocês e querem continuar anônimos.

Então, segue-se um murmúrio e várias entrevistas, para depois eles partirem, enquanto Videl terminava de responder as últimas perguntas. Os jornalistas entrevistaram aos que vieram, sobre a sua vida e sobre os outros heróis, principalmente aqueles que se sacrificaram.

Em todo o mundo, os livros eram alterados, sendo retirada a parte de Satan, além de citá-lo como um charlatão, enquanto que a história dos verdadeiros heróis era escrita. Conforme o desejo de Hanako, ninguém culpava Videl. Somente culpavam Satan, que ocultou de sua filha a verdade.

No alto da montanha, camuflada graças aos seus poderes, Hanako abre os olhos e murmura feliz:

- Uma das justiças já foi feita. Ainda falta alguns bastardos, principalmente uma. – ela fala o final dentre um rosnado de raiva, enquanto se teleportava dali.