Notas do Autor

Goten descobre que...

Os irmãos decidem...

Hanako decide...

Yukiko fica triste, quando...

Capítulo 7 - A descoberta desoladora de Goten

Ambos ficaram chocados, se ainda era possível, frente aos atos da mãe contra Minako.

Goten sentiu o que restava do seu coração sendo triturado, enquanto o diário caía de suas mãos, com intrépido no chão. Ele chorou ainda mais, enquanto sentia a dor lacerante em cada poro de seu corpo. Saber que ela mandou matar a filha dele, a eliminando e ameaçando aquela que amava com toda a força de seu coração, sendo consciente de seu amor, somente o fazia alcançar um novo patamar de dor e de culpa pungente, que lhe cortava como uma faca, com ele sendo incapaz de se defender da dor.

Gohan estava chocado por ver o que a sua genitora fez a um inocente e ao se lembrar do que fez com eles, sorri tristemente por achar, mesmo que por um segundo, que ela era incapaz de algo assim e ao olhar para o seu irmão, via a dor da culpa que o tomava brutalmente, sabendo que também não estava melhor do que ele.

Porém, estava um pouco melhor e mesmo com dores lacerantes, tenta confortar o seu irmão mais novo que está inconsolável e ele sabia que ficariam assim por algum tempo, sendo que fala:

— Podemos pedir a Shenron para ressuscitar a sua filha.

Goten olha para o irmão surpreso e fala:

— Eu me esqueci dele. Eu vou atrás das Dragon Balls e farei o pedido, sendo que sei que sou indigno de conhecer a minha filha, após ressuscitá-la, sendo que terei que pedir para manipular a memória da mãe sobre a morte dela. Afinal, não vou me aproximar delas. Não sou digno disso. Mas ajudarei financeiramente elas. Tenho o dever moral de fazer isso, sendo que somente sou indigno de ser o pai dela.

Gohan não se surpreende com o que Goten fala. Depois de tudo o que fez a sua amada Videl e a princesinha dele, Pan, não tinha qualquer direito de usar o título de pai e de ser o marido de Videl. Precisava pedir perdão a elas e faria isso, mesmo sabendo ser indigno de perdão, após se humilhar para elas.

Inclusive, ele merecia ficar longe delas. Era um castigo merecido e era o mesmo pensamento de Goten. Ao ver deles, ambos eram indignos de ficar com aquelas que amavam e no caso de Gohan, com a sua filha.

Eles agora compreendiam o afastamento do avô materno deles, sendo que há alguns anos, ele evitava ficar no castelo e se ausentava.

Inclusive, desde que Goku e Yuri se sacrificaram para salvar todos, salvando também o universo, os outros universos e o outro mundo, ele havia se mudado oficialmente, cuidando dos negócios, pessoalmente. Na época, apoiaram a revolta de sua "doadora de óvulos", como se referiam a ela agora e também condenaram o seu avô materno, assim como Chichi fez.

Sabiam que o primeiro que eles deviam perdão era o avô materno deles, que tomou a sua decisão publicamente de se afastar do castelo e da filha, sendo que sempre tentou entrar em contato com os netos e que não havia conseguido, pois eles criticavam o ato do seu avô, enquanto apoiavam a sua doadora de óvulos. Os irmãos choravam ao ver que tal como a mãe, o condenaram, achando ele egoísta e injusto, assim como o ofenderam e o xingaram, junto de sua mãe, no castelo, pela atitude dele.

Mesmo sabendo serem indignos de qualquer perdão, tinham a obrigação de implorar pelo perdão a todos que sofreram com a "cegueira" deles e por terem sido estupidamente leais a uma bastarda desgraçada.

Ali, naquele quarto de edição de vídeo tiveram a sua punição e ela "veio a galope", os destroçando brutalmente, sendo que viam a sua dor lacerante e pungente como merecida, enquanto que teriam a culpa como um executor cruel e implacável que lhe fustigaria com brutalidade e dor até o final de sua vida.

Então, após vários minutos, buscando uma força desconhecida a eles, movidos pelo desejo de tentarem reparar os seus atos, de alguma forma, Gohan pega uma sacola e ele, junto de Goten, se moviam mecanicamente, pegando os vídeos que eles apareciam para se defenderem de qualquer ação de sua genitora. Não sabiam o que ela podia fazer, mas, era melhor prevenir.

Além disso, sabiam que se a confrontassem com as provas, iriam soca-la até a morte, com eles ficando deprimidos ao saber que ela morreria em alguns segundos, não dando a satisfação a eles de prolongarem a surra.

Então, eles se retiram, mas, não sem antes, Gohan deixar um recado que eles descobriram a verdade e que se ela tinha amor a vida, devia manter distância deles. No caso de Gohan, ela devia manter distância de Videl e de Pan.

Já, Goten, adicionou que ela devia orar e muito para ele achar Minako, pois, se não conseguisse encontra-la ou se algo tivesse acontecido com aquela que amava, Chichi conheceria o inferno em vida e ele faria questão de ser o mais doloroso possível e Gohan assinalou que iria ajudar o seu irmão.

Em suma, se ela dava algum valor a vida "miserável" e "bastarda" dela, devia manter a devida distância, além de orar para Goten encontrar aquela que amava.

Conforme via eles saindo, Hanako sorri, pois, ainda faltava um ato final contra a "megera vaca" da Chichi, como se referia a humana e teria um prazer imenso em fazer isso, após ela descobrir a carta de Gohan e Goten, com eles tendo descoberto a verdade.

Pelo seu globo, Lillian assistiu a tudo e estava adorando ver a bastarda se ferrar, sendo que sorria imensamente, assim como gostou de ver o sofrimento dos irmãos. Eles mereceram, sendo que sabia que sofreriam pelo resto de sua vida e ao ver o sorriso de Hanako, sabia que a punição da megera não havia terminado. Confessava que estava ansiosa para ver qual outra punição daria a ela, sabendo que Yukiko, com um coração gentil e cristalino como o que tinha, nunca concordaria com tais punições.

Ela tinha um coração puro e muito gentil, tal como o pai e a mãe.

Portanto, manteria tais acontecimentos em segredo dela e sabia que Hanako faria o mesmo.

Chichi chega em seu castelo, possessa, sem qualquer pudor e enquanto se dirigia ao seu quarto, ordenou aos seus guarda-costas que procurassem a bastarda, como se referia a criança que rasgou a sua roupa caríssima.

Após estar trocada, ela sai do seu quarto e percebe que a porta do quarto de edição de vídeo estava entreaberta e rapidamente entra, esperando que os seus filhos não tivessem entrado na sala, até que nota o sumiço dos vídeos sobre eles e em seguida, vê o recado e ao ler o mesmo, sente o sangue gelar, pois, podia sentir o ódio e ira em cada palavra, sentindo que de fato, eles iriam cumprir com a ameaça.

Amassando o bilhete em suas mãos com raiva, pergunta aos empregados que confirmam que de fato, os príncipes haviam feito as malas e saíram do castelo, sendo que pareciam transtornados.

Ela grita de raiva e deseja culpar alguém, com a sua mente buscando alguém para despejar a sua raiva, enquanto que Hanako, ainda usando magia para ficar desiludida, sorria malignamente, conforme concentrava os seus poderes para puni-la.

Então, após alguns minutos, sorrindo, a dragoa abre um portal e retorna até a dimensão particular de Lillian.

Após se teleportar, fica aliviada ao ver que Yukiko estava estudando, ainda, sendo que a atendente do Deus supremo da luta se aproxima e pergunta:

— O que reservou a aquela vaca?

— Viu tudo o que eu fiz? – Hanako pergunta surpresa.

— Sim. E adorei. Estou curiosa para saber o que fez para aquela vadia.

Tsukishiro sorri malignamente e fala:

— Dei um tumor para aquela bastarda, que é impossível de ser retirado, sendo que vai pressionar a área de dor do cérebro dela, fazendo-a sentir dores crônicas constantes, assim como não irá controlar os esfíncteres, fazendo-a urinar e defecar sem qualquer controle, a obrigando a usar fralda geriátrica para o resto de sua vida, sendo que o rosto dela irá ressecar, terá olheiras e o seu cabelo, que tanto trata com produtos, ficará ressecado. Além disso, ela terá várias vezes sarna.

Lilian sorri ainda mais e fala:

— Eu adorei! Imagino que ela terá esses sintomas, agora.

— Ainda não.

A atendente dragão arqueia o cenho e a dragoa rosa fala:

— Ela tem uma festa glamorosa em um castelo de um nobre, vizinho ao reino dela. Será televisionado. Ela irá defecar e urinar enquanto valsar, na frente das câmeras – ela fala sorrindo malignamente, sendo seguido de Lillian – Somente após essa humilhação, quando for ao médico, vai descobrir o tumor benigno.

— Eu adorei. Será maravilhoso.

— Eu estou ansiosa pelo dia de amanhã.

Então, Lillian fica séria e se aproxima da entrada da mansão do Deus dela, fazendo Hanako arquear o cenho, seguindo o olhar dela, que ergue as mãos para o céu e abre um portal. Por ele, passa uma dragoa negra enorme, que a dragoa rosa reconheceu como sendo Kibaryuu.

A mesma pousa na entrada, sendo que os demais dragões olham para a grande dragoa negra. Yukiko havia visto a movimentação dos dragões e avistou o dragão, reconhecendo como sendo Kibaryuu.

Ela se levantou e foi até lá.

A dragoa negra olhou para Yukiko e se virou para ela, curvando a cabeça até o chão, assumindo em seguida a forma semelhante a humana com armadura, se prostrando para a meia in-ookami, meia saiyajin, com a fronte encostada ao chão.

— Por que está fazendo isso? – a meia in-ookami pergunta, curiosa.

— Você salvou a minha vida e agora estou em dívida com você. Pela tradição, serei a sua escrava, até poder quitar essa dívida.

— Mas... – Yukiko fica triste.

— É assim mesmo, Yukiko-chan. Eu imaginava quando ela viria até você. Até poder se libertar dessa dívida, ela se tornará proscrita entre os dragões. – Hanako fala, seriamente.

— E se eu a libertar? E se eu não querer essa dívida? Eu não quero escravas! – Yukiko exclama com lágrimas nos olhos.

Ryuusou ouvia o desespero de Yukiko e sentia o cheiro salgado de lágrimas, ficando estarrecida, pois, qualquer um adoraria ter uma dragoa poderosa como ela, como escrava. A reação da sua mestra, a sua frente, era ilógica a mesma, até pelo fato que a atacou e que quase a matou durante a batalha. Seria uma oportunidade perfeita para se vingar dela, que teria que aceitar qualquer vingança daquela que era proprietária de sua vida.

— Não tem como, Yukiko-chan. Essa é a lei daquele mundo. É assim é há milhares de anos. – Hanako fala pesarosamente, vendo as lágrimas nos orbes da meia in-ookami.

A pequena se vira e fala:

— Por favor, se levante e não aja com servidão para mim, por favor. Aja normalmente e olhe nos meus olhos quando desejar. Seremos amigas e eu prometo que acabarei com essa lei estúpida.

Ryuusou se surpreende e ergue o seu rosto, olhando para a jovem a sua frente, que olha dela para Hanako, falando determinada, enquanto torcia os punhos, com a face ainda úmida pelas lágrimas:

— Se essa é a lei, eu irei acabar com ela! Eu prometo! Vocês então serão livres e mais ninguém terá que se sujeitar ao outro.

A dragoa negra está estarrecida, custando a acreditar que o que Yukiko falava era verdade, até que vê os olhos determinados dela, sendo que a dragoa rosa sorria, pois, acreditava que a pequena teria tal reação, quando Ryuusou viesse se sujeitar como escrava dela e inclusive, acreditava, não sabendo o motivo, que aquela jovem poderia mudar essa lei.

— Mas... isso... Quer dizer, eu sou poderosa. Qualquer um adoraria ter alguém como eu como escrava e eu quase a matei. Seria uma oportunidade perfeita para se vingar. – a dragoa fala confusa, pois, nunca esperaria tal reação.