Notas do Autor
Yukiko visita os seus pais no Outro Mundo e...
Enma Daiou fala...
Hanako decide...
Capítulo 10 - A decisão de Hanako
No planeta de Lillian, a atendente do Deus supremo da luta observa que Yukiko vinha até ela para depois pedir:
- Eu terminei de estudar e gostaria de visitar os meus pais.
- Pode ir. Eu pensei que ia me perguntar sobre Hanako e Kibaryuu.
- Elas devem ter saído para passear. Hanako disse que eu saberia se elas estivessem em perigo.
- Sim. Você vai sentir isso.
Então, se afastando, ela se concentra e segura o pingente que Lillian deu para ela, desejando ver os seus pais e ao desejar isso, surge um portal onde ela avista do outro lado os seus pais e passa pelo mesmo.
Yukiko chega em uma bela campina, avistando o esquife do seu pai e ao lado dele, a sua mãe dormindo profundamente, sendo que estava na sua forma de in-ookami.
A meia in-ookami e meia saiyajin, abraça o esquife do seu pai e depois abraça a sua mãe, para em seguida sentar junto deles começando a falar o que ela fazia e como foi o seu dia, sendo que sempre fazia isso, ficando algumas horas junto deles, para depois chorar, enquanto se recordava de como era a sua vida antes, dos momentos que viveu com os seus pais, se recordando dos amigos dos seus pais e que se tornaram seus amigos, com ela sabendo que não poderia ir até eles por causa do selamento usado em sua mãe e que iria repercutir nela.
Ela não condenou em nenhum momento as atitudes dos Kaiou´s e nem da Primeira Dai Kaiou-shin. Compreendeu que foi necessário. Compreendia o motivo de tudo aquilo e que seus pais salvaram inúmeros universos. Mesmo assim, ela não podia impedir a tristeza que a acometia ao se recordar de tudo o que perdeu naquele dia fatídico e o fato de que os seus pais estavam ali, mas não estavam com ela, ao mesmo tempo.
Então, a meia in-ookami sente um deslocamento no tecido espaço-tempo e vê surgirem pessoas ao lado dela, uma jovem e um homem, além de outra mulher, com ela forçando a memória, para depois reconhecê-los, abrindo um sorriso ao identifica-los como sendo Pan, Vegeta e ao lado deste, Bulma e que a outra mulher junto dela era Videl, a mãe de Pan. Vegeta e Pan estavam no Modo Deus Super saiyajin, com o aspecto azul. Por causa dessa transformação, ela não conseguiu reconhecê-los de imediato.
Eles olham para Yukiko e sorriem, sendo que a pequena se levanta e os abraça, com Vegeta afagando a cabeça da pequena para depois Pan, perguntar:
- Como você está, Yukiko-chan?
- Bem.
- Como está sendo a vida com a atendente do Deus supremo da Luta? – Videl pergunta, após afagar maternalmente a cabeça de Yukiko, assim como Bulma afagou maternalmente a cabeça da meia in-ookami.
- Ela é muito gentil.
Nisso, ela começa conta sobre a sua vida, para depois eles ficarem surpresos ao saber que havia duas dragoas e que uma delas podia conceder quantos desejos Yukiko quisesse, com a criança contando que eram suas amigas e não as suas escravas com ela odiando a palavra escravidão.
- Você viveu muitas aventuras. – Vegeta comenta.
- Sim. Vocês vieram visitar os meus pais?
- Nós sempre visitamos. Vegeta-san não quis aprender o Shukan no idou. Logo, tenho que trazê-lo. – Pan fala sorrindo.
- Você sabe muito bem que prefiro me deslocar por mim mesmo a usar essa "mágica". – ele fala com o seu usual mau humor com os braços flexionados na frente do tórax.
Pan e Bulma reviram os olhos com a cientista falando:
- Não é mágica, Veggie.
- Eu sei. Mas, não me agrada.
A cientista dá um sorriso de raposa e fala:
- Você está certo Veggie. Além disso, é algo muito complicado e eu compreendo. Não se preocupe, meu amor. – Bulma fala de forma confortadora.
Pan e Videl haviam notado sorriso de raposa de Bulma e evitavam sorrir ao compreenderem o plano dela.
Como esperado, o príncipe dos saiyajins fica indignado e fala:
- Nada é difícil demais para este Vegeta! Eu sou o príncipe dos saiyajins! Até parece que não aprenderia uma técnica dessas! Por quem me toma?
Bulma finge confusão e fala em um tom conciliador:
- Mas, você mesmo disse que era mágica e...
Vegeta estufa o peito e fala com a sua típica altivez:
- Vou mostrar que o grande Vegeta pode aprender o que desejar! – nisso, ele se vira para Pan que via a cena com uma gota na cabeça – Me ensine essa mágica que vou mostrar que posso aprender o que desejar!
- Pode deixar, Vegeta-san.
Yukiko não compreendia o sorriso vitorioso de Bulma, sendo que tudo correu como ela planejou. Pan e Videl perceberam o que a cientista fez e sorriram discretamente.
De fato, era uma tática alternativa para fazer uma pessoa teimosa e reticente fazer algo que em outra situação nunca faria e ambas controlavam o sorriso, assim como Bulma.
Então, Pan conta sobre como estava a Terra e o fato de que o avô dela foi desmascarado com ela falando que já era tempo de alguém desmascarar as mentiras dele e conhecerem os verdadeiros heróis.
Pan fala que não detestava o seu avô. Como avô ele foi muito bom para ela e a sua mãe. Mas, no quesito de tomar a glória dos outros e fazer fortuna com essa falsa fama, foi algo repulsivo. Ela nunca gostou disso, assim como a sua mãe que estava feliz por enfim revelar o segredo que guardou por tantos anos, dando a devida glória e crédito aos verdadeiros heróis e não há alguém que usurpou por mais de vinte anos a glória de outras pessoas em proveito próprio e não obstante, usou a influência e dinheiro para comprar as suas vitórias no Tenkaichi Budoukai, garantindo assim a sua invencibilidade.
Eles notam que Yukiko cai sentada, começando a ficar sonolenta, sendo que Kita no Kaiou fala mentalmente a eles:
"A proteção dela a presença de vocês está acabando. Vocês devem se retirar agora, antes que ela caia em um sono profundo."
Eles se despedem e Pan os teleporta dali, o mais rápido possível.
Após eles se afastarem dela, Yukiko torna a ficar desperta quando a sonolência cessa abruptamente, tal como surgiu.
A meia saiyajin se levanta, para depois se aproximar dos seus pais, passando algum tempo com eles e ao sentir que a proteção enfraquecia novamente, ela se prepara para voltar ao planeta de Lillian, quando aparece um atendente de Enma Daiou que se aproxima dela e fala respeitosamente:
- Enma Daiou-sama gostaria de vê-la.
- Obrigada. Eu vou agora.
Ela se vira para seus pais, afagando o esquife de Goku, para depois abraçar uma parte do focinho da sua mãe com lágrimas escorrendo pelos seus orbes, para depois se teleportar até Enma Daiou.
Ao chegar na sala dele, o mesmo a vê e fica triste ao ver as lágrimas dela, falando:
- Olhe, eu pedi para fazer alguns docinhos e um milk-shake de chocolate para você. Poderia ficar comigo, um pouco? Aqui, a sua proteção não se desgasta tão fácil. Pode ficar, ainda, alguns minutos.
Ela consente e flutua, até fica na mesa dele que afaga paternalmente com a ponta do dedo a cabeça dela, para depois falar, enquanto estendia o milk-shake para ela que começa a tomar, além de provar alguns docinhos.
Ele puxa conversa com ela, querendo saber como foi o dia dela, fazendo-a ter a sensação de quando era como com os seus pais, quando eles perguntavam como foi o seu dia e o que fez. Era o mesmo que Lillian fazia, também.
Yukiko começa a sorrir levemente, contando sobre as suas aulas e treinamento, assim como sobre as dragoas, deixando Enma Daiou surpreso por ela ter junto dela uma dragoa do clã Tsukishiro.
- O senhor conhece esse clã?
- Sim. Eles são famosos. Pertencem a um dos clãs mais poderosos, capazes de realizar qualquer desejo. Porém, igual a sua fama é o fato deles se divertirem em deturparem os desejos, apenas para ver o sofrimento dos outros. Bem, eles estão fora do meu julgamento. Meu julgamento, assim como de outros Enma Daiou´s em outros universos não o alcançam.
- Ela mudou. Agora é outra dragoa. Se bem, que ela sempre se sentiu incomodada quanto a deturpar os desejos e que "despertou", por assim dizer ao realizar um desejo – Yukiko fala.
Após alguns minutos, quando Yukiko conta o que Hanako fez e as consequências de seu ato, ele fala pensativo:
- De fato, a única forma dela se salvar da sentença de morte foi ter se tornado a sua escrava.
- Não gosto dessa palavra. Ela é a minha amiga e é livre para fazer o que desejar.
- Fico orgulhoso em saber disso e com certeza, os seus pais ficariam orgulhosos de você.
- O senhor acha? – ela pergunta expectante.
- Com certeza. Você herdou o coração dos seus pais. Também fiquei agradavelmente surpreso quando não culpou nenhum Kaiou e Kaiou-shin que teve que selar a sua mãe para poder selar aquele ser cruel.
- Se não tivessem feito isso, o ser destruiria tudo, até não sobrar nada. Sequer o tempo e o espaço. Meus pais seriam mortos, também. Inúmeras vidas seriam destruídas. Não restaria nada. Eu compreendo o que foi feito e os motivos. Tenho orgulho dos meus pais que foram heróis, mas... Não consigo impedir de sentir saudades deles. – ela fala com os orbes umedecidos.
- Está tudo bem. É normal ficar assim. Compreender não quer dizer que não possa se sentir assim. Foi privada dos seus pais e de tudo que era conhecido para você. Devia se sentir orgulhosa por pensar assim. Saiba que você aceitar o que aconteceu e não culpar nenhum deles é algo que dificilmente as pessoas conseguiriam fazer em seu lugar. Seu coração é nobre, bondoso, puro e gentil. São sentimentos que nem todos possuem. Deve ficar orgulhosa, pois os seus pais com certeza sempre tiveram e sempre vão ter orgulho de você. Eles também devem estar pensando em você. Quem sabe, um dia, eles não voltem para você?
Ela fica surpresa e ergue a face úmida perguntando a ele:
- O senhor também acha que um dia poderei vê-los acordados? Eu nutro isso em meu coração. Eu acredito que um dia poderemos ficar juntos, novamente.
- Então, não perca essa esperança e guarde-a em seu coração. Não sabemos como será o futuro. Quem sabe isso não aconteça? O importante é não perder a esperança e ter fé no futuro.
- Sim.
Eles voltam a conversar outros assuntos, sendo que em outra dimensão, Hanako estava olhando por um espelho especial que criou com os seus poderes e que mostrava Yukiko, desde que saiu do planeta de Lillian para visitar os seus pais e a conversa dela.
A dragoa estava triste, enquanto que se sentia impotente perante essa situação.
Afinal, era plenamente ciente de que se havia um desejo que a sua amiga desejava, esse desejo seria ter os seus pais de volta. Um desejo que ela não poderia conceder, sendo que também sabia que ela nunca pediria isso, pois Yukiko tinha a exata e triste noção de que despertar a sua mãe era o mesmo que despertar esse mal absoluto e indestrutível. O sacrifício da sua mãe com a ajuda do seu pai selou esse ser e assim ele deveria ficar, já que nada poderia destruí-lo a não ser outro Deus da mesma grandeza de seu criador e a única Deusa capaz disso seria a Suprema Deusa da criação que sacrificou a sua existência para conter o Supremo Deus da destruição.
Tsukishiro era plenamente ciente de que a Deusa que criou tudo e todos, não poderia ser trazida de volta a vida.
Afinal, ela existiu mesmo antes de existir o tempo e espaço. Inclusive, o tecido tempo-espaço e os demais universos foram criadas por ela. Sua existência estava a margem de tudo, pois todos se originaram dela. Logo, era impossível trazê-la de volta a vida, pois sequer ela morreu. Apenas desapareceu além da margem do tempo e espaço.
Em virtude disso tudo, nada e nem ninguém poderia trazê-la de volta a vida, sendo que muitos acham que sequer ela morreu e sim, que a sua presença desapareceu a trilhões de anos atrás.
Suspirando, ela fala tristemente com os orbes úmidos, enquanto fazia o espelho esvanecer como uma névoa prateada:
- O único desejo que você teria, o único almejado no fundo do seu coração é justamente o único que não posso conceber... Mas, como eu desejaria poder concebê-lo.
Então, enquanto estava cabisbaixa, surge uma ideia e ela fica animada, embora a sua consciência pedisse para ela levar tal ideia com parcimônia, pois poderia não ser possível.
Mesmo sabendo disso, ela decide que iria procurar aquele que poderia ter alguma ideia ou conhecer algum método para lidar com o selamento ou se teria algum modo de garantir o selamento do ser cruel, enquanto Yuri seria libertada. Claro, seria algo difícil e duvidava que houvesse de fato alguma forma.
Porém, tinha grandes esperanças que tivesse alguma forma de fazer isso e ela jurou para si mesmo que se houvesse ela faria tudo para ter os pais de Yukiko de volta.
Quando ela decidiu ir até esse ser, se recorda de Kibaryuu e decide esperar por ela, pois havia prometido.
Então, para passar o tempo, decide verificar o passado de Yukiko e de seus pais, assim como dos amigos da meia in-ookami para procurar por algum desejo que poderia animar a sua amiga. Algum desejo que ela poderia realizar.
Em outro universo, mais precisamente no universo dos dragões, Eichiteki, que era chamado de "O grande dragão sábio" cujos nobres se curvavam a ele e não o contrário se encontrava naquele instante lendo alguns livros milenares, ou melhor, os relia, quando ouve uma voz que ele conhecia bem e que cujo dono entrava abruptamente em uma das várias salas de leitura com o lendário dragão já prevendo o que o jovem dragão ia perguntar:
- É verdade que a Tsukishiro se tornou escrava de outro ser?
