Antes de mais nada, 1000 perdões pela demora! Mas a vida real é muito filha-da-puta! Culpem ela pela minha falta de updates!
Bem, minha ideia era postar algo novo por aqui, no entanto, não pude terminar o capítulo inteiro. Por isso, vou deixar vocês com a sequencia de três capitulos sobre o início da amizade de Bella e Edward. Ah, para quem já leu, existem certos detalhes novos nesse capítulo também, por isso, olhinhos bem atentos e puxem pela memória, afinal o que eu coloquei de novo aqui pode ser no mínimo, interessante para o que vem pela frente!
Agora chega de lero-lero e vamos ao capítulo!
Sempre sonhei com o dia em que me tornaria independente. Não ter mais os "toques de recolher" impostos pelo meu pai quando era adolescente, ganhar meu próprio dinheiro e comprar o que quisesse. Ficava imaginando o dia em que chegaria a hora que bem entendesse em minha própria casa, completamente diferente de quando ainda estava me graduando e morava em um dos dormitórios da Universidade de Washington, no outro lado do país.
Só que, infelizmente, o que eu não sabia enquanto devaneava tanto sobre meu futuro, era que a realidade era bem mais dura do que eu imaginava.
Quando ganhei a bolsa para fazer meu mestrado em Jornalismo em Columbia, eu praticamente explodi de felicidade ao saber que estudaria em uma das melhores Universidades da América. Tal felicidade só se comparava quando Angela – minha melhor amiga durante adolescência – me levou escondida até Seattle para vermos juntas nosso primeiro show da Madonna.
Eis que agora, eu me deparo com os problemas de "gente grande". Ganhando pouco mais de 600 dólares por mês de bolsa-estudantil e ter que pagar aluguel em Nova Iorque, eram duas coisas impossíveis de se conciliar para o meu próprio bolso. Daí, por questões de pura sobrevivência, eu tive que adiar o sonho de morar completamente sozinha e ter que me virar para arrumar dinheiro suficiente para bancar as despesas que tinha ao morar em uma metrópole como essa.
E desta forma, entre as teses e projetos jornalísticos que precisava fazer na faculdade, eu dava aulas particulares de espanhol para duas crianças na Upper East Side e escrevia como freelance para algumas revistas teens.
E o pior de tudo era que nem de longe, o dinheiro que estava ganhando era suficiente.
– Bem, Beh-lla... – uma voz com um carregado sotaque russo perguntou, – Já tem sua parte do aluguel?
Olhei envergonhada para minha colega de quarto Irina, que mantinha as mãos na sua cintura de apenas 58 centimetros. Sua sobrancelha perfeitamente arqueada estava franzida, revelando o seu mal-humor ao me fazer aquela pergunta.
Pela terceira vez naquela mesma semana.
– Ainda não Irina, mas sabe? Se a Sixteen resolver comprar o texto que eu mandei na semana passada, acho que consigo ter grana suficiente para o aluguel e cobrir o que eu estou lhe devendo.
A loira de olhar gélido me encarou mortalmente antes de suspirar – Olha só, Beh-lla. Se você não tem condições de dividir essa casa com a gente, é melhor você dá o fora daqui. Não quero nenhuma sou santa para fazer caridade por aqui, queridinha.
– Eu sei, Irina. –, murmurei, sem jeito.
– E na agência têm milhões de garotas que podem bancar esse apartamento, sem que seja necessário fazer todas essa cobranças no final do mês.
Bem, devia ter mesmo. Milhares de postes-magricelas que passavam o dia a base de alface e refrigerante diet. Meninas que depois de terem dado 10 passos em cima de um salto alto, poderiam pagar todas as minhas dívidas no final do mês.
– Bem, eu tenho que me apressar... Meu voo para Milão sai em duas horas e não posso me atrasar. E espero que quando voltar, Beh-lla você já tenha essa grana, ou então... – ela deixou a frase no ar, como se quisesse dá ênfase em alguma coisa.
Minha vergonha se misturou à raiva quando eu sibilei em resposta. – Eu vou dá um jeito, Irina.
– É o que espero. – ela disse, ao sair com os saltos clicando irritantemente contra o assoalho.
Respirei fundo tentando me acalmar. Eu tinha que arrumar um outro trabalho. E, pelo visto, urgentemente . Só não sabia, como nem onde e nem quando, já que meus horários eram tão loucos quanto os moradores de um hospício.
– Ah, eu preciso de um emprego! –, meio que choraminguei para ninguém em particular.
– Talvez, eu possa te ajudar.
Voltei meus olhos para porta e vi Kate, a outra garota que dividia o apartamento comigo. Apesar de ser tão magra e alta como Irina, Kate na verdade era enfermeira de um hospital infantil aqui mesmo em Manhattan. As vezes nós duas mal nos encontrávamos devido aos seus horários de plantões loucos. Mas o pouco que conversávamos, ela demonstrava ser uma pessoa legal e gentil, bem diferente da guerrilheira soviética que vivia conosco.
– Como? –, foi tudo o que consegui inquirir, enquanto a encava arrumando sua indumentária azul.
– É que a garota que trabalha na lanchonete do hospital entrou de licença maternidade. Então a Jinn, gerente de lá, está louca atrás de alguém que queria substituí-la pelos próximos meses, sabe?
Suspirei alto, já sabendo que talvez isso não desse certo para mim por conta das aulas de espanhol e da faculdade. – Eu acho que não dá, Kate. Meus horários são tão malucos...
Ela sorriu amplamente antes de responder, – Não é em horário integral, Bella. Apenas algumas horas, em dias alternados. E o salário não é tão ruim assim, afinal de contas, nem todo mundo tem tanto sangue frio quanto médicos e enfermeiros.
– Sério? E quando é que eu posso ir lá?
Ela simplesmente deu de ombros, como se aquilo fosse algo sem importância. – Se quiser, pode vir comigo, agora.
Não demorei nem mais um segundo sequer e disparei em direção ao meu armário e pegar a roupa menos amassada que eu tivesse ali no fundo do armário. Eu tinha uma entrevista de emprego para ir e pelo visto, não poderia me dar o luxo de me arrumar muito por conta do horario de Kate.
De repente, me senti muito mais empolgada como não ficava há dias. Afinal, quem sabe se por conta disso, eu não poderia começar a pensar em ficar independente?
[...]
Boa parte da minha infância, eu tinha gastado em visitas ocasionais a sala de emergência do pequeno hospital em Forks. Sempre fui desajeitada, mas parece que tal coisa era um pouquinho pior quando eu era criança. Portanto, não era como se eu estivesse fora completamente fora da minha zona de conforto ali no Presbyterian.
Jinn era uma mulher por volta dos seus cinquenta anos, que aparentava ser durona, mas na verdade era um doce de pessoa. Nós conversamos por algum tempo e notei que a maioria dos meus horários, bateria tranquilamente com a grade da faculdade. A única coisa que eu teria que fazer era substituir um dos horários da aula com os gêmeos. Empolgada por ter encontrado mais uma fonte de renda para sobreviver naquela selva de pedras chamada Nova Iorque, eu lhe perguntei quando poderia começar.
– Se depender de mim, agora mesmo! – , foi a resposta que eu recebi dela.
E assim, me deram uma farda bege que ficou tão folgada que parecia mais que eu havia pegado um saco de batatas velhas, uma touca para que cabelos revoltos não caíssem nos cafés alheios e um monte de instruções que não consegui assimilar nem metade delas.
O corre-corre de pessoas naquele pequeno refeitório era surpreendente; havia tantas pessoas entrando e saindo o tempo todo, que até parecia que a lanchonete era uma verdadeira Starbucks, digna de bebidas totalmente refinadas.
Claro, não podia negar que me senti mal quando tive que abordar três ou quatro clientes que tinham as expressões carregadas de tristeza, provavelmente preocupados com seus entes queridos. Afinal de contas, aquele era um hospital infantil, provavelmente aquelas pessoas deviam ser tios, avós ou até mesmo os pais dos pequenos que se encontravam ali. Meu coração se apertou só de imaginar que deveria haver dezenas de crianças por perto precisando de cuidados.
Por fim, eu acho que estava preste a passar definitivamente pelo meu teste de fogo; tinha confundido vários pedidos, mas por sorte ninguém pareceu realmente muito incomodado com isso. Acho que o pior de tudo foi ter que andar com uma mancha enorme de café na camiseta, devido a um tropeção que eu dei por conta da bainha da calça muito longa; por sorte, eram resquícios de um iced-coffee, portanto não precisei de uma visita à sala de emergência para avaliar uma queimadura justo no primeiro dia.
Era final da tarde, e pelo que uns dos colegas de trabalho mencionara, esta era o hora mais calma do dia, já que o horário de visitas já havia terminado. Jinn já tinha me avisado que em meia hora eu estaria livre, e que ela me aguardava para o dia seguinte, as nove da manhã. Não pude evitar o sorriso enorme que surgiu em meu rosto, e fiz uma nota mental de comprar uns cupcakes para Kate em agradecimento.
Estava limpando a bancada de mármore quando escutei a porta de abrindo, sinal de que alguém havia acabado de chegar, olhei para o lado e percebi que eu era única atendente disponível, já que os outros estavam ocupados lavando alguns pratos que haviam na copa. Enquadrei os ombros, disposta a não agir de novo como uma retardada para aquele que provavelmente seria o meu último cliente do dia.
Foi quando eu o vi.
Lindo seria eufemismo para descrevê-lo. Mesmo sob aquela aparência esgotada, com olheiras roxas contrastando com sua pele pálida e os cabelos ruivos despenteados apontando para todos os lugares, ele parecia mais um modelo do que um médico – por conta do capote verde e do jaleco branco, como haviam me instruído logo no início da minha jornada de trabalho. Ele encavara alguns papéis e isso fazia com que o vinco entre suas sobrancelhas ficassem pronunciados, lhe dando uma expressão séria e compenetrada, como imaginei que todo médico deveria ser.
Respirei fundo, e tentei caminhar seguramente até ele. Ao longo da minha primeira tarde de trabalho, percebi que alguns profissionais do hospital sempre apareciam por aqui, mesmo que houvesse uma cafeteira na sala dos funcionários. Brevemente, torci para se caso ela estivesse quebrada, ela permanecesse assim por muito e muito tempo...
O que diabos eu estava pensando?
De repente, seu rosto se levantou e eu me deparei com o par de olhos verdes mais instigantes que já havia encarado. Não eram tão claros, ao ponto de serem confundidos com um azul, mas sim de um verde floresta tão intenso que me fascinou completamente. Era como se estivesse vendo duas pedras de jade ou esmeralda tamanho a intensidade da cor. Poderia ser mal-educado de minha parte, mas não consegui afastar meu olhar dele.
Até que eu tropecei nos meus próprios pés.
Acho que pisei no cadarço do meu tênis ou algo assim, por que quando eu dei por mim, lá estava eu andando aos tropeços tentando me equilibrar. O médico bonitão se colocou a frente rapidamente e segurou meu antebraço, evitando que eu acabasse me estabanando no chão.
Essa sou eu; Bella Desajeitada Swan.
– Você está bem? –, sua voz de veludo me perguntou, transparecendo preocupação.
– Tá tudo bem... só me desequilibrei um pouquinho. –, retruquei sem jeito, sentindo minhas bochechas ardendo. Numa escala de 0 à 10 de vermelhidão, minha face deveria estar no 11° grau.
– Bem, fico feliz por isso. –, ele respondeu com um sorriso – Porque sinceramente, tudo o que eu menos que agora e ter que voltar para a sala de emergência.
Voltei a fitá-lo e percebi que o canto de sua boca tremia, provavelmente querendo prender uma risada. Podia parecer imbecil de minha parte, mas aquilo me irritou.
Bastante.
Me desvencilhei de seu braço, e fiz minha cara mais profissional possível. – Em que posso ajudá-lo, doutor?
Seu sorriso se ampliou um pouco mais, mostrando que seus lábios se elevavam mais em um canto do que no outro. – Eu preciso de um café preto com bastante açúcar, senhorita.
Para minha total idiotice, eu havia esquecido o bloquinho de notas e a caneta. Fiz uma careta, e tentei memorizar seu pedido, por mais que eu fosse péssima nesse aspecto. Disfarçadamente, sai de perto dele sibilando baixinho "café preto com bastante açúcar". Brevemente, pensei tê-lo escutado bufar, no entanto, quando olhei para trás tudo o que pude perceber foi que ele havia erguido toda papelada na altura do seu rosto, provavelmente analisando os casos clínicos do dia.
Já na bancada, repeti o pedido do médico bonitão para Lucy, a barista da lanchonete.
– Ah, Dr. Cullen! – ela meio que suspirou sonhadora, – o objeto de desejo de 10 entre 10 mulheres do Presbyterian.
Fiz uma careta com a referência de homem-objeto e por cima do ombro, voltei a encará-lo. Assim que o fiz, fui flagrada por ele e pude sentir minhas bochechas arderem de vergonha. – Ele é bem bonito. – retruquei bobamente.
– Bonito? Ele é um Deus, querida! –, ela continuou, já tirando a xícara da máquina de café expresso e adicionando três saquinhos de açúcar a mistura e me entregando a bebida. – Aqui.
De repente, eu tive medo de voltar até ele. – Eu tenho mesmo que ir?
Lucy riu alto, – Garota, quem me dera ter sua sorte nesse momento! Vá lá e mostre sua magia tigresa.
Eu ri sem graça antes de morder o lábio, tentando me concentrar ao máximo para não acabar fazendo outra vez papel de palhaça na frente dele. Mesmo que no fundo eu soubesse que um homem como aquele nunca ia querer algo com alguém como eu, não queria me envergonhar ainda mais. Por hoje, já deveria ter esgotado minha cota de micos.
– Aqui está, Doutor Cullen. – respondi da maneira mais formal que eu pude.
Ele sorriu levemente e falou antes de tomar um gole do seu café. – Eu não me lembro de termos sido apresentados ainda...
Corei outra vez e murmurei como a grande idiota que eu era. – Lucy me disse seu nome.
Ele me encarou um pouco, antes de sorver mais um pouco do café fumegante. Passou a língua sobre os lábios e me deu um sorriso de canto. – Bem, será que eu terei que perguntar a ela para saber o seu também?
Ok, eu tenho que admitir; ele era bonito e pelo visto muito inteligente, já que aparentava pouca idade, era médico de um hospital renomado. No entanto, tudo isso não valia de nada para mim, já que ele parecia ser o típico homem cafajeste que eu tanto odiava.
Cruzei os braços sobre o peito e respondi o mais ríspida que pude. – Posso lhe garantir que isso não é necessário, doutor.
– Tudo bem, Isabella. Sem problemas.
– Como... C-como você sabe meu nome?
Ele riu, e apontou para o meu peito. Não acredito que ele podia ser tão descarado ao ponto de...
– Seu crachá.
Olhei na direção que ele apontava, e de fato notei o crachá de papel recoberto por um plástico, com meu nome e sobrenome escritos com caneta esferográfica. Eu nem lembrara que tinha o recebido logo no início do dia, junto com esse fardamento tosco. Senti minhas bochechas esquentando outra vez e amaldiçoei internamente minha triste tendência a corar.
– Você fica ainda mais bonita envergonha. –, ele comentou, puxando sua carteira e me entregando uma nota de 20 dólares. – Fique com o troco, Bella. – disse, já selevantando e indo até a porta, provavelmente de volta para suas rondas médicas.
Fiquei um pouco que abobalhada quando ele falou meu apelido, como geralmente todos me conheciam se referiam a mim. Acho que nunca imaginei que isso pudesse soar tão certos vindos dos lábios dele.
Um pouco antes de sair, ele se virou de volta e falou um pouco mais alto. – Ah, e Bella. Doutor Cullen é só para meus pacientes. Pode me chamar de Edward. – comentou sorrindo e piscando, antes de finalmente ir embora.
Permaneci parada como uma boba por algum tempo ali, bem no meio da lanchonete. Não pude evitar que meus próprios lábios esboçassem o sorriso que eu evitava. Caminhei lentamente até o balcão, levando de volta a xícara que ele havia usado.
Jinn e Lucy me encaravam, cada uma com seu ar especulador. Entreguei o dinheiro para minha chefe, e a xícara de volta para a barista. Ambas me olhavam de maneira esquisita que não pude deixar de questionar. – O que?
– O charme dele é irresistível, não é? –, Lucy acrescentou com um sorriso – Pediatra, louco por crianças, lindo, sexy pra caralho... Eu não culpo você por ficar com essa carinha.
– Que carinha? – questionei prontamente
Jinn sorriu, embora parecesse algo cansado, como se tivesse receio por mim. – De alguém que acabou de encontrar o homem de sua vida.
Estava prestes a rebater o que ela havia dito, porém, não pude, já que ela voltara a falar – Não se iluda. Médicos lindos como ele tem qualquer mulher aos seus pés deles, querida. Até mesmo uma velhota como eu cairia fácil na dele. Por isso, não se iluda.
– Dr. Cullen é conhecido aqui no hospital por suas conquistas. – Lucy acrescentou, enquanto esfregava veementemente alguns copos na pia. – Há quem diga que ele pegou a própria mentora da residencia dele aqui dentro do hospital, no almoxarifado.
Meus olhos se arregalaram com aquela informação. – Isso é tão... Absurdo! E antiético, e caramba, até anti-higiênico!
– Isso só são boatos, Lucy. – Jinn afirmou antes de voltar sua atenção para mim. Ele não é para você.
Eu era autoconsciente de minha aparência comum demais. Afinal de contas eu morava com uma modelo, certo? Sabia que não havia chances de alguém como ele ter o mínimo interesse por mim. Isso sem contar que eu não podia me envolver romanticamente com alguém.
Nunca.
– Eu não pretendo nada, Jinn. Eu sei o meu lugar e só estou aqui para fazer meu trabalho.
Com seu jeito afetuoso, ela respondeu. – Não me interprete mal, querida. Você é uma garota linda, e também nenhum pouco idiota, se está estudando na Columbia. E nem está contra as regras do trabalho se relacionar com alguém do hospital. O que eu quero dizer é que aparentemente, você é uma garota que quer ser levada a sério e que gostaria de um cara que a respeitasse. Edward Cullen tem metade das mulheres de Nova Iorque aos seus pés e nós dois anos que ele está aqui, nós nunca o vimos ou ouvimos sobre qualquer relacionamento sério dele.
Lucy riu quando Jinn comentou isso. – Logo quando ele chegou, disseram que ele era homossexual. Mas cara, nenhum gay poderia dar uns pegas numa mulher como eu vi ele fazendo com a enfermeira Rice algumas semanas atrás.
Senti um toque maternal em minha mão, quando Jinn de repente, comentou – Você me parece realmente doce para ser machucada por alguém como ele. Por isso, não se envolva, ok?
Tudo o que eu pude fazer foi menear a cabeça em compreensão. – Tudo bem, Jinn. Isso não irá acontecer.
Ela sorriu e disse que eu estava liberada por hoje. Fui até o vestiário e troquei rapidamente de roupa, já que eu tinha que terminar mais um texto e tentar vendê-lo até o final da semana. Peguei todas as minhas coisas, incluindo o novo fardamento e joguei na minha mochila, me apressando para pegar o próximo metrô até meu apartamento. Despedi-me dos novos colegas de trabalho e sai da lanchonete.
Durante meu trajeto até a saida do hospital, uma cabeleira ruiva chamou minha atenção. Diminui meus passos e notei o Dr. Cullen agachado de frente para uma menininha, enchendo uma luva descartável como um balão e depois desenhar algo na mesma. A garotinha lhe deu um sorriso desdentado, ele fez um cafuné em seus cabelos antes de se levantar e voltar assoviando para emergência.
Me vi sorrindo com aquela cena e percebi que Lucy e Jinn tinham razão. Não importa a idade; Edward Cullen era um perigo para o coração de qualquer mulher.
Inclusive para o meu.
Continua...
E aí? Quem conseguiu identificar o que tem de novo? Qualquer coisa, é só deixar uma review dizendo o que percebeu. Quem não souber a diferença, deixa um comentariozinho eu conto a novidade PM .
Beijos e até a próxima!
