Demorei eras luz. Sem perdão, eu sei!
Por isso nem vou falar muito, porque vocês já devem tá querendo me fazer de cosplay de bananeira em véspera de São João. (acho que a galera nordestina vai entender bem essa!) Enfim, deixo vocês com o capítulo novinho em folha!
Às vezes, eu me perguntava com que propósito alguém entrava na sua vida e a transformava completamente. Não entendia como a presença de uma pessoa que você sequer tinha ouvido falar anteiormente, pudesse passar a ser tão essencial a ponto de não poder mais imaginar como seriam seus dias sem ela. Como outro ser humano se tornava tão importante a ponto de considerá-lo como parte de você mesma?
Bem, era mais ou menos assim que eu me sentia nos últimos três meses.
Nunca fui de ter muitos amigos; houveram sim umas turminhas quando eu era adolescente ou quando estava na faculdade; nós saíamos juntos, conversávamos, nos divertíamos, mas nada que fosse muito pessoal. Não existiam segredos compartilhados, conversas sérias e apoio sincero quando se precisava. Eram pessoas importantes, mas não essenciais. Contudo, havia somente um ser humano além de meus pais que eu confiava veementemente: Angela Webber, a menina que eu conhecia desde o jardim de infância. Mesmo a distância, ela era minha melhor amiga. Era a única pessoa a que eu confiaria a minha vida, além de Charlie e Renee Swan.
No entanto, minha amizade com aquela garota alta e de óculos quadrados que estava prestes a se casar, com o amor da vida dela era uma coisa que foi construída ao longo de anos e anos de convivência. Eramos inseparáveis desde as brincadeiras durante a infância até as loucuras da adolescência. Era uma coisa solidificada há tempos, que eu mesma não conseguia me lembrar o momento exato em que nos conhecemos.
Bem, talvez por isso é que eu estava tão assustada com essa "ligação" que Edward Cullen e eu parecíamos ter.
Desde aquele primeiro café algumas semanas atrás, nós tínhamos criado um fácil vínculo de convívio. Não vou negar que nos primeiros encontros, eu havia ficado com o pé atrás, sem querer me aproximar muito dele devido a fama de galinha dele, e que todos no hospital iam questão de ressaltar; Contudo ele fôra bastante insistente e, de maneira tímida, nossa amizade foi surgindo. Com pouco tempo, Edward havia se transformado em um dos meus melhores amigos, quiçá o mais importante, desde que eu me mudei para Nova Iorque.
Inteligente, sagaz, bem-humorado e com um ótimo gosto musical (exceto pelo fato de que, certo dia, ele tentou trucidar a imagem da Diva Madonna) era muito fácil conviver com ele. Edward era o tipo de pessoa que te fazia esquecer os problemas por um momento e lhe passar conforto quando necessário. Ele podia falar sério e no outro minuto, te fazer rir com alguma bobagem que ele tinha escutado no plantão. Se não bastasse tudo isso, junte o fato de ele ser um dos mais belos espécimes do sexo masculino que eu já havia posto os olhos e ter um cheiro incrível.
Como seria possível resistir a alguém tão encantador quanto ele?
Quando eu havia começado a trabalhar no Presbyterian, todos os dias nos encontrávamos nem que fosse só por alguns minutinhos, apenas com o intuito de saber como andava a vida do outro. As únicas exceções eram aos domingos, dia da minha folga ou quando ele não tinha plantão. Nesses dias, a ausência dele na lanchonete me causava uma saudade que não sabia ao certo como explicar.
Juro que tentei evitar, mas a personalidade de Edward era fascinante demais para que eu pudesse evitá-lo. Mesmo com todos os avisos sobre ele ser um "destruidor de corações" era difícil não ceder àquele sorriso fácil e as leves ruguinhas ao redor de seus olhos sempre ele fazia isso. Como eu não poderia me encantar com o jeito atencioso que ele trata a mais simples das faxineiras até o alto escalão do hospital. Sem contar que eu nunca havia visto um olhar tão intensos quanto dele. Transparecia tanta verdade, mas ao mesmo tempo tinha a impressão que escondia diversos segredos.
Ser indiferente e fria era impossível para mim quando aquele homem, apesar da exaustão de um médico no final de sua residência, soltava alguma piada idiota boba apenas com o propósito de me fazer sorrir.
Sim, isso tudo era assustador. Só que o mais estranho nisso tudo, era que por mais amedrontada que eu estivesse com esse vínculo repentino que Edward e eu havíamos criado, não conseguia mais ver minha vida sem a presença e o sorriso dele.
Ou como meu coração palpitava loucamente, como exatamente nesse instante, assim que percebi ele chegando na cafeteria.
– Olá, Bella. – ele disse com um sorriso torto, enquanto se aproximava do balcão para se sentar a minha frente. – O de sempre, por favor?
– C-claro. – Balbuciei, enquanto o fitava de volta, por um momento mais longo do que o necessário. Percebi seu sorriso aumentar e minha bochechas imediatamente pegaram fogo.
– Então, como andam as coisas?
Finalmente, consegui encontrar forças para desviar o seu olhar e começar a trabalhar no café extremamente açucarado dele. – Tudo bem, eu acho.
– Isso me parece chato pra cacete... Nenhuma novidade na faculdade ou na convivência com a Princesa do Gelo?
Eu ri de leve ao escutar o apelido que ele havia inventado para minha companheira de apartamento, Irina. A russa monumental que, apesar de ser uma mulher linda, era na verdade uma vadia de categoria maior. –Bem, na verdade aconteceu algo sim.
– Quer falar sobre isso?
Tocada pela atenção que ele sempre parecia me oferecer, eu comecei, logo depois de colocar a xícara a sua frente. – Ontem, enquanto eu escutava minha coletânea do The Smiths, a vadia teve a audácia de entrar no meu quarto, desligar meu velho aparelho de som e dizer que essas músicas eram um lixo para seus ouvidos.
Seus olhos ampliaram. – Tá brincando?!
– Eu fiquei tão indignada com essa atitude, mas não ousei falar nada, já que a mesma havia coberto minha parte do aluguel no mês anterior.
– Porra, Bella, e porque você não me falou nada? – ele bradou, parecendo realmente irritado. – Eu poderia ter te ajudado.
– Está tudo bem, eu não devo mais nada aquela vadia.
– Bella, nós somos amigos, certo? – ele indagou, me encarando intensamente.
–S-sim. – respondi timidamente.
Ele olhou para os lados e mesmo não tendo ninguém, ele começou a sussurrar – Então há a problema algum se você me procurar se estiver precisando de... alguma coisa.
– É sério, Edward, está tudo bem agora... Não foi grande coisa.
Ele ergueu as mãos, impedindo que eu continuasse. – Eu sei. Mas se você precisar, sabe que pode contar comigo, certo? Além do mais, eu sei onde você trabalha para vir te cobrar. Qualquer coisa, eu posso confiscar suas gorjetas.
Aquilo me fez rir alto. – Tudo bem. Mas a parte do aluguel nem de longe foi a pior parte.
A expressão dele ficou séria de repente. – O que foi que a puta fez com você?
–Bem, a idiota simplesmente teve a coragem de dizer na minha cara que The Smiths era a pior banda dos anos oitenta!– ao disparar isso, notei Edward tentar segurar um sorriso. –Como alguém em sã consciência pode sequer considerar isso? – bradei irritada, esfregando com força a flanela sobre o balcão da lanchonete.
– Bem, pelo jeito como você falou, parecendo uma gatinha furiosa, pensei que ela tivesse feito algo bem pior. – ele por fim comentou, parecendo bem mais relaxado
– Pior como?
– Sei lá. De repente ter te expulsado de casa e te deixado na rua. Ter batido na sua cara... Qualquer merda parecida com isso.
– Eu sei me defender, Edward. Sou filha de um policial, lembra?
Ele tomou minha mão, e segurou ao redor do meu antebraço com extrema delicadeza. – Eu não sei. Magrela desse jeito, acho que você não faria nenhum estrago numa mulher de um metro e oitenta.
Tentei conter os arrepios que eclodiram minha pele na parte onde ele me tocava, e afastei sua mão de mim. – Sou mais forte do que você pensa. Além do mais, ela estava falando mal dos Smiths, cara!
–Ignore Bella. – ele disse, rolando os olhos. –The Smiths é foda, assim como todas as bandas de rock britânico dos anos 80. Só uma pessoa estúpida discordaria disso.
Assenti veementemente – Estúpida, é que não viveu na melhor década de todos os tempo.
Ele riu abertamente e apertou a ponta do meu nariz – Você não deveria prestar atenção nessas coisas, Bella. Principalmente vindo de uma mulher que provavelmente só escuta essas boybands como Backstreet Boys ou algo parecido – ele comentou antes de sorver seu café.
Era triste admitir, mas aos poucos, Dr. Edward Cullen havia me conquistado completamente. Tínhamos tantas coisas em comum que chegava a ficar assustada com tamanha coincidência entre nós dois; viemos de Washington, gostávamos das mesmas séries televisivas, odiávamos pasta de amendoim, contávamos piadas sem graça e amávamos crianças. Como não estar em sintonia com uma pessoa dessas?
Estiquei meu braço para pegar um prato plástico deixado no balcão e retruquei com sarcasmo – É isso, ou talvez as pessoas na Rússia tenham um péssimo gosto musical...
– Wow... Sério que Bella Swan, a garota que me deu uma aula sobre xenofobia algumas semanas atrás, está mesmo me dizendo isto?
Rolei os olhos, mal-humorada. Nesses meses de convivência, essas eram as duas coisas que eu não sabia se gostava tanto assim nele. O sarcasmo afiado que ele sempre usava para fazer alguma piadinha idiota e sua memória de elefante.
– Isso não tem nada a ver com preconceito contra estrangeiros, Edward.
– Não? – ele inquiriu, erguendo uma sobrancelha.
– Lógico que não! Você sim é que foi preconceituoso ao dizer que mal sabia andar pelo East Harlem por conta de tantos anúncios em espanhol!
Ele deu de ombros. – Eu vivo na América. Não tenho a obrigação de aprender qualquer outra língua que não seja o inglês...
– Você tem noção do quanto esse comentário é mesquinho?
– Sim, eu sei. Mas eu não consigo evitar, já que você fica ainda mais linda toda irritadinha.
Senti minhas bochechas voltarem a pegar fogo e desviei meu olhar dele. Essa era uma parte em nosso relacionamento que vinha mudando ultimamente. Talvez acho que o verdadeiro motivo de estar tão receosa em relação a presença dele em minha vida era o fato de que Edward parecia que nossa amizade excedesse os limites dessa cafeteria.
Há mais ou menos cinco semanas atrás, Edward havia me chamado para sair. Foi meio fofo vê-lo balbuciando baixinho e desviando o olhar enquanto me convidava, e por mais difícil que tivesse sido para mim, eu lhe disse que não. Mas ao que parece, aquela negação tinha se transformado em determinação para ele, e desde então Edward sempre arrumava um jeitinho de me convidar para um encontro ou flertar de alguma maneira comigo.
O pior é que eu não conseguia ficar totalmente à vontade com isso, assim como meu ego feminino também gostava de ter um homem como aquele me cantando. E o pior de tudo era que no quesito paquera eu tinha sido uma péssima aluna, nunca fui muito boa em lidar com as indiretas de alguns homens, principalmente daqueles que eu tinha vontade de flertar de volta. Ou seja, era tudo uma confusão tão grande um minha mente que eu não sabia mais como lidar.
Para falar a verdade, acho que o grande responsável pelo meu mal jeito em lidar com o sexo masculino era o que tinha acontecido comigo quando era adolescente. Talvez o incidente naquela viela escura de Port Angeles, tivesse me traumatizado para sempre, criando uma barreira para o sexo oposto.
Graças ao bom Deus, eu não tinha chegado a ser uma vítima de fato daquele desgraçado, no entanto, eu tinha calafrios somente de lembrar daquele hálito de álcool em meu pescoço e daquelas mãos sujas rasgando minha blusa em busca de meus seios. Por sorte, houveram duas coisas que haviam me salvado de consequências piores naquele dia: ter um pai que me ensinou algumas coisas de defesa pessoal e uma garganta forte para gritar o mais alto que eu pude.
Talvez, eu devesse voltar a fazer terapia... Isso não era normal.
Desviei meus olhos enquanto minha mente trabalhava em busca de alguma réplica a altura do que ele havia dito, embora nada me viesse. Eu praticamente sentia seu olhar fixo sobre mim, no entanto eu não ousava fitá-lo de volta, afinal eu já estava
tão envolvida por aquele homem que acho que não conseguiria ter alguma reação coerente se eu encarasse o dono daquele par de olhos verdes tão intensos.
– Bella, eu... – ele começou e o tom de brincadeira que havia alguns minutos atrás tinha sido substituído por palavras mais sérias. – bem, eu meio que já pedi isso várias vezes antes, mas não custa nada insistir. – ele respirou fundo antes de disparar a pergunta que eu já conhecia – Será que qualquer dia desses nós poderíamos sair? Sabe, talvez para-.
Antes que ele continuasse, o interrompi – Edward, você sabe que eu estou estudando. Eu tenho trabalho demais por fazer e você já sabe que não posso me dar ao luxo de perder essa bolsa de estudos!
Ele ergueu as mãos, como se tentasse se defender da enxurrada que eu havia dito
– Bella, você não deve se matar desse jeito. Porra, você precisa viver um pouco, sabe?
– Há, há. Olha só quem fala senhor
eu-estudei-Medicina-em-uma-faculdade-da-Ivy-League ! Garanto que você devia ser um daqueles nerds toscos que viviam para os livros e nada mais!
Ele cruzou os braços sobre o peito numa postura defensiva e aquele movimento só fez intensificar ainda mais toda sua beleza. – Pelo contrário. Se eu não tivesse meus momentos de lazer, estaria internado em algum manicômio e não aqui hoje.
– Já faz alguns anos que os manicômios foram proibidos por lei, Edward.
– Você sabe o que eu quis dizer, Bella. – ele comentou, revirando os olhos. – Olha, eu não estou te chamando com segundas intenções nem nada disso. Só estou te pedindo para sair; como amigos.
– Edward...
Ele esticou sua mão, pairando sobre a minha. – Não é nada demais, Bella. Quem sabe na próxima Sexta-feira, huh? Nós poderíamos ir ao cinema e quem sabe comer em algum restaurante mexicano, se isso for te deixar feliz...
Não ousei nem responder tampouco levantar meu rosto por conta do medo que eu tinha de acabar me envolvendo mais do que eu já estava. Por maior que fosse a nossa sintonia, romance não era uma coisa que estava nos meus planos; principalmente quanto envolvia a única pessoa que eu tinha me afeiçoado desde que eu chegara a esta metrópole. Eu já presenciei diversos casos para saber que se algo viesse a acontecer entre nós dois, não teríamos como voltar ao patamar de amigos como antes. Por isso, permaneci em silêncio esperando que isso fosse o suficiente para que Edward entendesse que não deveríamos arriscar nossa amizade desta maneira.
No entanto, meus esforços pareceram ter sido em vão. Não demorou muito para que eu sentisse seus dedos sob meu queixo, fazendo com que eu levantasse meu rosto para fitar aqueles intensos olhos que pareciam ainda mais vívidos, com um brilho diferente que me deixou sem reação. Senti minha respiração engatar para logo em seguida acelerar de forma descontrolada, praticamente me fazendo bufar como um animal em perigo.
Embora, eu estivesse de verdade em perigo; o de acabar me apaixonando por ele.
– Edward, eu...
Dr. Cullen, por favor, compareça com urgência à emergência pediátrica no setor II. Dr. Cullen, compareça a emergência pediátrica, setor II.
– Merda... Desculpe Bella, eu tenho que ir. – disse ele, já pulando do banco a minha frente à medida que tirava uma nota de 10 dólares de um dos bolsos do jaleco. Em questão de milésimos de segundos, Edward assumira o papel do médico dedicado que ele era, deixando de lado todo o clima romântico que havia surgido mais cedo.
Ele balbuciou uma saudação de despedida, enquanto digitava alguma coisa rapidamente em seu bip, saindo como um foguete da cafeteria onde eu ainda me encontrava: abobalhada, deslumbrada e sem um pingo sequer de coerência em minha mente.
Não era justo que em tão pouco tempo uma pessoa tivesse a capacidade de causar tal efeito sobre mim. Chegava até a ser insano que eu tivesse tal conexão com um homem que há pouco atrás eu sequer sabia que existia; que Edward tivesse o poder de fazer com que meu coração martelasse acelerado no meu peito ao mesmo tempo em que eu me sentia tão segura como nunca antes fiquei na presença de qualquer outro cara.
Como era possível que seu sorriso causasse tantos sentimentos diferentes e conflitantes em mim ao mesmo tempo? Que as bobagens durante os poucos minutos diários que compartilhávamos fizessem com que risse alto, sem nunca ser julgada por minha risada soar estridente demais? Que ele com apenas um ligeiro toque de suas mãos fizesse um calor percorrer todo meu corpo, causando calafrios?
Não era justo!
Mesmo pedindo todos os dias ao meu coração para que não cedesse, ele acabou me desobedecendo e se encantando por Edward. Um cara que provavelmente só queria uma distração, afinal, o que um médico como ele poderia querer de uma simples garçonete como eu?
Suspirei alto, com certeza parecendo uma daquelas enfermeiras idiotas que viviam fazendo exatamente isso por ele. Comecei a esfregar a bancada com força demasiada, como se aquele lugar fosse culpado por todos os conflitos nos quais minha mente se encontrava naquele momento. Em certo ponto, eu acreditava mesmo nisso já que tinha sido ali que havíamos começado a nos conhecer melhor.
– Sabe, eu estava errada no início. – Jinn disse ao puxar a flanela de minha mão, fazendo com que eu tomasse um susto por vê-la de repente. Ela sorriu com gosto e comentou. – Definitivamente, eu julguei de maneira errada o Dr. Cullen. Esse rapaz só tem olhos para você.
Arrumei a touca de proteção ridícula sobre os meus cabelos, murmurando sem graça – Eu não sei do que você está falando.
– Ah, você sabe, querida. Eu tenho alguns anos de experiência a sua frente, sem contar que não sou cega para não perceber o quanto ele está gamado em você. O ruim é que eu não sei dizer até quando ele irá te esperar.
Não pude evitar ruborizar outra vez, – É só impressão. Dr. Cullen trata todas as pessoas muito bem. Ele é muito gentil comigo, só isso.
– Bem, no meu tempo esse tipo de gentileza tinha outro nome, Bella. Sem contar que vocês formariam um casal muito bonito.
Aquilo foi a gota d´agua para que me irritasse – Ele é apenas meu amigo, Jinn! Não existe a menor possibilidade de sermos qualquer coisa além disso!
– É uma pena. – ela comentou à medida em que começava a contar as notas do caixa. – Se bem que talvez isso seja uma boa coisa para você. Namoros à distância nunca dão certo.
Minha curiosidade foi maior que eu e não consegui evitar morder a isca. – Distância?
– São apenas rumores, querida. Deve ter surgido de alguma enfermeira maldosa que já tenha percebido o quanto o Dr. Cullen gosta de você.
– Jinn, por favor, você pode parar de enrolar e me dizer?
Ela mordeu o lábio ligeiramente, como se protelasse o assunto até que finalmente disparou a falar. – O que se fala pelos corredores é que Edward não irá aceitar a proposta do diretor-geral para que ele participe do quadro efetivo dos médicos.
– Como assim?!
– Estão dizendo que ele voltará para Washington assim que acabar sua residência. Vai trabalhar com o pai dele que também é médico em um grande hospital infantil de Seatlle.
Dizer que fiquei chocada era eufemismo; as palavras de Jinn me atingiram como um soco no estômago, me tirando o fôlego por alguns instantes. Não sabia o que falar ou como agir, pois a única coisa que vinha em minha mente era que Edward poderia ir embora.
E, por mais que eu soubesse que isso poderia ser apenas mais uma fofoca maldosa, algo dentro de mim dizia que não. Afinal, quantas vezes eu já tinha escutado Edward reclamando o quanto sentia falta de sua família? Como lamentava não ter visto o nascimento dos primeiros sobrinhos e o tanto que odiava morar em uma cidade imensa onde ele não conhecia praticamente ninguém? Tudo fazia sentido para que ele se enveredasse por este caminho.
Fui acometida por uma sensação de vazio que nem eu mesma poderia explicar o por que. Não ter mais os sorrisos que trocávamos diariamente, as piadinhas sem a mínima graça que contávamos um para o outro e nunca mais escutar suas provocações propositais sobre alguma coisa que eu curtia. Ficar sem a cumplicidade daquele homem que em tão pouco tempo havia ganhado minha afeição de tal forma que eu já não poderia imaginar minha vida sem ele.
– Seu tempo acabou Bella.
Não, ainda não. Eu poderia mudar isso.
– Jinn, – pedi, já começando a tirar aquele maldito avental – será que eu poderia sair alguns minutinhos antes? Eu tenho algo importante para fazer.
Para minha surpresa, ela riu alto. – Em que mundo você está, Bella? Acabei de te dizer que seu turno terminou!
– Ah, tá... ok então... Bem, eu te vejo na sexta, Jinn. – retruquei rapidamente, jogando a touca com grampos e tudo dentro do pequeno armário sob o balcão.
Ela riu outra vez, antes de falar – Boa sorte, querida. Só não se esqueça de me convidar para o casamento!
Ignorei aquele comentário e olhei de relance para o relógio em meu pulso. Nessa altura, eu deveria estar correndo em direção ao metrô com o intuito de atravessar a cidade e chegar a tempo na Upper East Side onde daria a aula de espanhol aos gêmeos, no entanto, eu me dirigi com pressa até a ala infantil, torcendo para que não fosse tarde demais para mim.
Não tinha noção do que havia me levado a mudar de ideia tão rapidamente, já que alguns minutos atrás eu estava praticamente pirando com um simples convite para sair. Tudo o que eu pensava é que eu não podia mais renegar aquilo que eu sentia pelo Edward, e por mais insano que fosse, eu não poderia perder essa chance.
Praticamente ignorei tudo a minha volta em busca do meu objetivo: crianças berrando, médicos correndo, pais chorando... apenas continuei apressada pelos corredores da emergência. Apesar de terem sido muito poucos os momentos em que eu havia ido até aquela parte do hospital, foi muito fácil encontrar o posto onde a maioria dos médicos e enfermeiros se reunia. Respirei fundo e tomei toda coragem que eu necessitava para fazer aquela pergunta.
– Com licença, Edw... Dr. Cullen, por favor?
Tentei ao máximo não me incomodar com os olhares intrigados e de desprezo que a maioria das mulheres me deram ao citar o nome dele. A única que se deu ao trabalho de me responder, nem sequer desviou o olhar de sua prancheta. – Ele está ocupado, garçonete. Se quiser pode se sentar ali e esperar como qualquer um.
Eu estava prestes a replicar quando escutei alguém dizendo. – Não seja idiota, Michelle. Ela não é qualquer uma, mas sim a namorada dele.
Meu queixo caiu não só porque eu tinha ouvido aquilo mais também por quem havia feito tal afirmação; a Dra. Hannah Thompson, médica-chefe da pediatria e mentora de Edward. A própria a quem muitos do hospital diziam teve um relacionamento secreto com Edward, algumas semanas antes de que eu entrasse para trabalhar aqui.
Seus olhos cor de mel continuaram encarando de maneira dura a pobre enfermeira, que apenas abaixou a cabeça e murmurou algo, antes de partir para o leito de algum paciente.
– Dra... e-eu não sou ... – fui impedida de falar, porque a médica fez um breve gesto para que eu permanecesse em silêncio. Assenti brevemente, à medida que ela lançava o mesmo olhar letal a todos os outros profissionais que ali se encontravam.
– Vocês já sabem que tivemos perdas demais por hoje e tenho certeza que existem coisas melhores para serem feitas por aqui do que ficar fazendo fofoca. – A médica vociferou, fazendo com que todos os outros profissionais saíssem imediatamente daquele local.
Observei todos sem dispersarem rapidamente ao mesmo tempo em que ela permanecia a minha frente. Ao ver o corte perfeito de seu cabelo loiro claro, os traços delicados de seu rosto que mesmo já estando na casa dos quarenta anos, parecia ainda perfeito. Uma mistura de feminilidade e experiência, que colocava a segurança de qualquer mulher em xeque. Principalmente se ela teve um caso com o homem que eu estava... interessada.
Depois que já não havia sequer a sombra de alguém ali, ela voltou-se para mim. – Edward está nas escadas de emergência. Disse que não quer ver ninguém agora, mas creio que você seja uma exceção.
– Dra. Thompson, nós somos apenas amigos. Não existe nada entre nós. – murmurei, fitando meus próprios pés.
Ela suspirou profundamente e comentou – Não importa para mim que tipo de relacionamento vocês tenham. Edward precisa de apoio agora. – seu olhar pareceu levemente entristecido quando ela acrescentou – E ao que parece, você é a única que pode fazer isso de agora em diante.
Eu tentei lhe perguntar o que ela queria dizer com aquilo, mas ela simplesmente gesticulou em direção a porta de emergência e saiu as pressas do saguão. Protelei por alguns segundos aquela informação dela, no entanto decidi enfim ir na direção que ela havia me indicado.
Diversos cenários passaram em minha mente enquanto descia os primeiros degraus, porém, nenhum deles me preparava para aquilo que eu vi na minha frente: Edward com a cabeça entre os joelhos e fungando alto.
Ele estava chorando.
Sem nem pensar duas vezes, apressei meus passos e me sentei rapidamente ao lado dele, puxando-o para um abraço. Ele pareceu tenso no início, mas não demorou muito para que ele retribuísse, me apertando contra seu peito.
Não sei por quanto tempo ficamos ali daquele jeito; poderiam ter sido horas, contudo parecia ser somente meros minutos ao tê-lo ali comigo, em um contato tão íntimo e reconfortante que eu não tinha ousadia suficiente para quebrá-lo. Entretanto, cedo demais para o meu gosto ele acabou se afastando, para enxugar as poucas lágrimas que insistiam em rolar por seu rosto perfeito.
Ele sorriu sem graça, enquanto esfregava as costas das mãos sobre seus olhos. – Desculpe por isso, Bella. Eu devo parecer um idiota para você agora.
– É claro que não. – retruquei de imediato, esfregando levemente seus ombros. – Posso saber o que aconteceu?
– Houve um acidente. Um garotinho foi atropelado por um motorista há algumas quadras de distância daqui.
– Meu Deus! – ofeguei, já imaginando o tinha acontecido – Não me diga que eu te prendi lá na lanchonete enquanto...
Ele riu, apesar de seus olhos continuarem tristes – Não, nada disso... Naquele momento ele ainda estava vindo na ambulância. Só me chamaram porque eu precisava estar lá, na sala de cirurgia. – ele encarou o teto enquanto completava. – Sei que coisas assim podem acontecer no meu trabalho, mas ainda é foda ter que lidar com isso. Não consigo ser frio a essa ponto, entende? Ele só tinha quatro anos...
– Eu sinto muito, Edward – comentei, já sentindo meus próprios olhos enchendo de lágrimas.
– Hey, não precisa ficar com essa carinha. – ele murmurou, passando a ponta do seu polegar sobre os meus olhos. – Você é muito linda para ficar chorando.
– Desculpa...
Ele riu outra vez, arrumando meu cabelo atrás da minha orelha. Não queria nem imaginar o tamanho da bagunça que ele deveria estar depois que eu nem sequer o penteei quando saí da lanchonete alguns minutos atrás.
– Então você é morena, huh?
Eu ri e ruborizei. – Não seja estúpido, dá para ver a cor dele por baixo da touca.
– É, dá sim. Só não sabia que você tinha o costume de andar com os fios todos bagunçados por aí. – ele comentou, bagunçando ainda mais as mechas embaralhadas.
Eu dei um tapinha em seu antebraço enquanto ele ria abertamente. Aquela risada depois de vê-lo chorar fez com que me coração se aquecesse e uma sensação de tranquilidade me dominasse por completo.
Permanecemos calados por um tempo, até que ele resolveu falar outra vez – Não que eu esteja reclamando, mas o que diabos você está fazendo aqui?
Para minha vergonha e entrega total, senti minha face esquentar outra vez. De repente, não sei se tinha mais toda aquela coragem que aparentemente me dominava assim que deixei a cafeteria. – Eu... não s-sei. Acho que queria te ver...
– Certo, mas como você sabia que eu estava exatamente aqui?
– A Dra. Thompson me disse.
Ele assentiu, mas não comentou nada além disso. Entretanto, minha veia jornalistica parecia eternamente pulsante, e a curiosidade inflamou ainda mais pela simples indiferença dele. Será que realmente havia alguma coisa entre os dois no passado.
Sem pensar ao certo, não resistir ao dizer. – Ela me parecia meio triste também... Ela estava na cirurgia junto com você?
– Não. – ele murmurou, fungando um pouco no nariz. –Na verdade, eu meio que agora devo um pedido de desculpas para ela.
– Por quê?
– Eu agi como um imbecil alguns minutos atrás. E eu não devia ter feito isso, principalmente por saber que ela tem... sentimentos por mim.
Meu estômago deu um nó ao ouvi-lo dizer aquilo. Uma coisa era ouvir boatos e outra era quando o envolvido na questão afirmava a veracidade dos fatos. E por mais triste que fosse para admitir, eles pareciam perfeitos um para o outro, mesmo que ela fosse alguns anos mais velha do que ele. Ambos eram pediatras, lindos e bem resolvidos, enquanto eu era uma garota sem graça do interior que mal conseguia pagar suas contas no final do mês.
Mas, como eu uma tremenda masoquista, eu não pude resistir de interrogar. – Vocês são namorados?
Ele suspirou profundamente antes de dizer. – Não. Quer dizer, nós tentamos, mas não deu certo. Hannah é uma mulher maravilhosa, mas eu não gostava dela como ela parecia... ou ainda parece gostar de mim.
– Mas isso me parece meio errado, não. – balbuciei sem pensar. – afinal, ela é sua monitora, não?
– Bem, é incorreto pra caralho, mas acho que esse era o menor dos problemas. Hannah estava disposta a pedir demissão do hospital e o Dr. Salling ficaria sendo o responsável pela minha residência. Mas... simplesmente não deu tudo antes mesmo que algo pudesse começar, mas ao que parece ela ainda não superou.
– Você não considera o quanto isso deve ser difícil para ela? – sai na defensiva, sem saber ao certo porque do nada me senti solidária com a Dra. Thompson. – Ela estava disposta a abandonar o emprego dela por você.
– Tá, enquanto ao que eu sinto? – ele rebateu, seu tom ficando mais duro. – Fingir que estou afim de alguém somente porque o outro gosta de mim? Abdicar de trabalhar no melhor hospital infantil do país porque sua mentora se apaixonou por você? Não é meio injusto que eu mentisse para ela ou que abandonasse meu sonho por conta disso?
Eu não pude rebater o que ele dissera. Edward tinha razão e de certa forma, ele fora mais sensato ao ter tomado essa atitude.
– A Hannah não é quem eu quero, Bella. – ele afirmou de repente. – E acredite, eu sei como é complicado gostar de alguém e não ser correspondido.
Milhares de borboletas invadiram meu estômago e uma vontade louca de fugir dali tomou conta de mim. – Olha, eu tenho que ir... – balbuciei já começando a levantar para ir embora.
Fui impedida pela mão dele segurando meu pulso. – Bella, por favor, fique.
Tomei uma respiração profunda, tentando me acalmar o mínimo que fosse. Permaneci no mesmo local embora não ousasse olhar para ele, querendo esganar a mim mesma por conta do tamanho de minha covardia.
– Olha, se você não quiser que eu insista no assunto, tudo bem, mas eu não posso viver comigo mesmo se eu não te perguntar nem que seja uma última vez.
- Edward...
– Só me escuta, ok? Eu gosto de você, Bella. De verdade. É por isso que venho insistindo tanto em te chamar para sair, porque eu só te vejo o tempo todo ralando pra caralho sem nunca ter tempo para descansar. – ele escorregou a mão que estava próxima ao meu pulso até entrelaçar nossos dedos – Você merece se divertir um pouquinho que seja, é por isso que insisto tanto desse jeito.
Mantive minha cabeça abaixada, mas aproveitando a sensação gostosa de ter sua mão grande cobrindo a minha à medida em que ele continuava a falar – Eu terei o meu primeiro final de semana livre esse ano. Eu não sei o que é ter tanto tempo livre há tempos. Então, eu só pensei em fazer alguma coisa com você. Foi por isso que eu te chamei para sair na sexta-feira, lá na lanchonete
– É... realmente eu não posso. – balbuciei sem jeito – Tenho um seminário para apresentar nesse dia.
– Tudo bem, Bella. Não tem problema. Eu vou parar de te incom...
– Mas se você quiser, eu não tenho muita coisa para fazer no sábado.
Se eu já estava constrangida anteriormente, isso pareceu aumentar exponencialmente depois daquela minha frase. Levantei meu rosto, só para me deparar com aqueles olhos reveladores e o sorriso torto começando a se formar pelo seu rosto ainda úmido. Se havia alguma dúvida que eu poderia não estar apaixonada por aquele homem, elas foram dizimadas naquele momento. Eu só precisava ser forte para enfrentar os meus maiores temores... Tantos os pesadelos da insegurança que me perseguiam desde a minha adolescência quanto ao medo de acabar me tornando a próxima Dra. Hannah Thompson
– Você tá falando sério?
De repente, eu fiquei com raiva. – O que? Você passa 500 semanas insistindo para que eu aceite jantar com você e quando finalmente consegue, tudo o que você faz e ficar me olhando com esse sorrisinho idiota? Quer dizer então que eu deixei de dar aula para os gêmeos a troco de nada?
Para minha total surpresa, ele simplesmente se inclinou e deixou um beijo demorado na minha bochecha. A barba dele por fazer arranhou a pele da minha face de um jeito bom, fazendo com que arrepios se espalhassem pelo resto do meu corpo. Não consegui evitar fechar os olhos e me aproveitar um pouquinho daquela sensação.
– Obrigado, Bella. De verdade – ele sussurrou, dando um leve aperto em minha mão.
Ficamos apenas nos olhando, acho que cada um com um sorriso bobo maior que o outro, até que fomos interrompidos por uma batida da porta. Eu tentei me afastar dele, entretanto Edward foi mais rápido e envolveu meus ombros com um dos seus braços, e voltou seu rosto em direção a porta acima dos degraus.
– Dr. Cullen, eu sei que não é um bom momento, mas precisamos do senhor no ambulatório. As radiografias do paciente no quarto 502 ficaram prontas.
– Tudo bem, Shelby. – ele respondeu – Vou subir em um minuto.
A enfermeira com cara de vovó fechou a porta com um sorriso doce em sua face, nos deixando a sós outra vez. Por mais que quisesse continuar ali, envolvida naquela bolha com Edward, eu tinha compromissos a serem cumpridos. Eu tinha que
arrumar uma desculpa decente para a Sra. Waldorf por não ter ido ensinar seus filhos hoje e ter, pelo menos, 2000 palavras para o artigo que estava escrevendo para a Seventeen.
– Eu tenho que ir... – murmurei baixinho, me soltando do seu abraço.
– Eu vou te ver por aqui amanhã? – ele inquiriu timidamente.
– É a minha folga mensal. Vou passar o dia na faculdade entregando uns artigos.
– Então isso significa que vou ficar sem te ver até o nosso encontro. Qual a hora que eu posso passar na sua casa no sábado?
– Não precisa se incomodar com isso. Eu me encontro com você em algum lugar.
– Mas...
– Não, Edward. – eu repeti, – Você não precisa fazer nada.
– Eu insisto – ele falou, se levantando e estendendo sua mão reconfortante para que eu a pegasse.
Eu bufei, a medida em que começávamos a subir de volta até os corredores movimentados do Presbyterian. – Você sempre foi assim tão teimoso?
– Sempre. Afinal, foi por conta da minha teimosia que consegui o que eu queria, não foi?
Rolei os olhos e abri a porta. – Bobo.
Ao chegarmos ao saguão, Edward continuou segurando minha mão, e eu quase pude sentir os olhares maldosos queimando em minhas costas. – Então, você conhece o Joe´s Pizza?
Meneei a cabeça e sorri amplamente; por mais que nos conhecêssemos a tão pouco tempo, Edward sabia que eu odiava lugares cheios de frescuras. – Sei onde fica.
Seu sorriso em resposta foi ainda mais lindo. – Então, podemos nos encontrar lá por volta das sete?
– Por mim tudo bem. – respondi com minha voz trêmula.
Ele se inclinou novamente e deixou outro beijo demorado em minha bochecha, antes de se afastar e dizer – Até o sábado, Bella. – e com isso, ele se afastou e começou a caminhar pelos corredores movimentados do hospital, parando apenas no posto para pegar alguns papéis e seguir direto para o quarto de algum paciente.
Tinha a impressão de que poderia voar à medida em que começava a sair do hospital. A cada passo que eu dava, sabia que tudo poderia mudar completamente entre nós com aquela pequena atitude minha, embora, não encontrasse motivos para me arrepender. Bastava apenas olhar para aquele sorriso e toda certeza da epifania que tive na lanchonete me domasse o peito, dizendo que eu deveria sim dar essa chance para Edward.
Eu teria um encontro com ninguém menos que Edward Cullen. O médico mais desejado do maior hospital infantil de Nova Iorque.
Com o coração batendo aos saltos, eu só podia torcer para que eu não me arrependesse dessa decisão.
Continua...
Vou aproveitar o feriado aqui nas minhas terras e tentar postar mais um capitulo amanhã, juntamente com Fighterward!
E apesar da demora do capitulo, eu amo, adoro, venero reviews. Então, por favor, me deixem uma, sim? *pisca
Até amanhã, pessoas!
