Tão vendo? Nem demorou tanto assim!

Nem vou ficar de muito blá blá blá

Boa leitura


Na manhã de sexta-feira, acabarmos acordando muito cedo por conta do alarme que Edward configurara na noite anterior. Assim que ele saiu do meu quarto e foi mais uma vez para o sofá da sala lá embaixo, eu não consegui mais pegar no sono. Passei o restante do tempo apenas observando a noite escura se transformar em um cinza perolado de mais um dia chuvoso na Península Olímpica. Muito provavelmente, aquele seria meu último dia naquele ano em Forks, uma vez que meus pais aceitaram viajar para me verem durante o Natal. Sendo assim, as mesmo das 7h da manhã resolvi sair da cama e preparar o café-da-manhã, já previa que aquele seria mais um dia agitado.

Enquanto preparava panquecas na estreita cozinha de minha mãe, pude sentir o nervosismo se apoderando de mim e querendo tirar o meu alto-controle. Agora chegara minha hora de ficar receosa já que no inicio dessa noite estaria encontrando o Sr. e Sra Cullen, os pais de Edward.

No início do nosso namoro, quando percebi que as coisas entre nós estavam ficando mais sérias, a curiosidade tirou o melhor de mim e me permitir googlar sobre a vida dos Cullens de Seattle. Não sei o porquê, mas não fiquei nem um pouco surpreendida quando li que esta era uma das famílias mais tradicionais da cidade.. Seu pai era um médico influente e professor da University of Washington, assim como sua mãe era reconhecida como uma grande benfeitora de diversas obras de caridade na região. Se não bastassem os pais, havia dois irmãos; o mais velho, Emmett - que era casado com uma ex-modelo chamada Rosalie, dono de sua própria oficina de carros e pai de dois garotinhos, sendo um deles recém-nascido – e Alice, dançarina de balé clássico e noiva de algum militar do sul do país.

Dizer que eu me sentia inapropriada seria eufemismo.

– O que é que você está pensando?

Eu saltei e isso fez com que a massa da panqueca que estava na frigideira escorregasse e acabasse caindo no chão. Xinguei baixinho e me virei para encarar meu namorado, que perceptivelmente, segurava uma risada.

– Droga, Edward, que susto!

– Desculpe, eu não quis fazer isso

Fechei a cara e desliguei o fogão, começando a limpar a bagunça que tinha feito no chão e no mesmo instante Edward se agachou e começou a me ajudar, juntando os pedaços da massa que estava quase cozida. Eu continuei a encarar o chão, meio atrapalhada por não saber me concentrar estando tão próxima a ele.

Captando que eu não estava em um dos meus melhores humores, ele usou um dos seus dedos para erguer o meu queixo. – O que foi, amor?

Dei de ombros, – Nada demais... Acho que só estou um pouquinho nervosa por conta de hoje à noite.

– Bella, meus pais irão te adorar, assim como eu. – disse com um sorriso torto, se erguendo e estendendo a mão para me ajudar.

– E só o que eu espero – retruquei, antes de voltar minha atenção ao fogão.

– Não precisa se preocupar, Belly. – ele afirmou, usando meu terrível apelido de infância e deixando um beijo no alto de minha cabeça.

– Você também vai começar a usar esse apelido idiota?

Com um sorriso, ele sibilou – O que você prefere? Belly ou Patroa?

– Definitivamente Belly.

– Tudo bem, Patroa. – ele disse, dando de ombros. – Agora, quer ajuda?

Rolei os olhos, sem tanta paciência para o bom humor matinal dele. – Você não sabe cozinhar, Edward.

Sem fazer muita cerimônia, ele abriu a geladeira e pegou alguns ovos na geladeira – Você que pensa, baby. Eu faço o melhor ovo com bacon da Costa Leste.

Com isso, nós preparamos o desjejum, e poucos minutos antes de pormos a mesa, meus pais finalmente acordaram. Surpreendentemente, todos nós estávamos famintos, bem, exceto pelo meu pai que estava um pouco envergonhado por causa da ressaca diante de Edward. Não pude deixar de rir alto quando, já depois de termos comido, flagrei meu pai cochichando baixinho, solicitando que meu namorado indicasse algum remédio para curar a ressaca.

Enquanto eu arrumava a casa ao lado de minha mãe, Edward e meu pai foram até minha velha picape, onde me surpreendi mais uma vez com uma característica desconhecida sobre meu namorado: a de que aparentemente ele também era mecânico.

Que dizer, obviamente ele não era formado ou algo assim, muito embora pude perceber que o fato do irmão ser dono de uma oficina certamente o fez ter a noção de alguma coisa. Pela janela da sala, eu fiquei espiando à medida que Edward falava e mexia no motor e Charlie o ouvia atentamente, assentindo para a maioria das coisas que ele falava.

Senti a mão de minha mãe em meu ombro e me virei para fitá-la. Renee olhava para a mesma cena que eu, tendo um sorriso fixo em seus lábios enquanto via os dois homens trabalhando sob a chuva fraca que caia.

– Ele é um bom rapaz, Bella.

Sorri levemente em resposta. – Eu sei, mãe.

– E quando é que você vai contar para ele que o ama?

Naquele momento, eu devia estar parecendo um desenho animado com o queixo caído e os olhos arregalados. Eu sabia que Renee era perceptiva, porém não imaginava o quanto.

– Como é que você?... Quer dizer, nem eu mesma sei o que sinto, então eu não sei se... – comecei a tagarelar rapidamente, sentido a cada momento minhas bochechas ainda mais quentes.

Renee riu, me puxando para um abraço – Ah minha bebê. Não adianta querer esconder nada da sua mãe, aqui. Você ama esse rapaz, e eu pude perceber nitidamente que a recíproca da parte dele é verdadeira. Edward também te ama, princesa, e eu acho que seria justo que ele soubesse o que você sente também.

– Ele nunca me disse nada, mãe. – murmurei, encarando o homem que ria com meu pai, quando a minha picape monstruosa parecia voltar a vida.

– Talvez ele só esteja com receio de seus sentimentos por ele. – minha mãe refletiu e quando tentei argumentar, ela acrescentou. – Afinal, não foi você que há cinco segundos me disse que não tinha certeza como se sentia?

Assenti, sabendo que ela tinha total razão. Mesmo que Edward não se sentisse da mesma forma em relação a mim, já achava que era a hora de lhe dizer que meu coração estava sob seu poder. Talvez eu fosse ficar ainda mais vulnerável depois de admitir isso, no entanto, já não aguentava guardar esse sentimento dentro de mim. Eu me sentia sufocada em alguns momentos e sabia que essa sensação só se extinguiria quando eu falasse aquela frase: eu te amo.

– Diga para ele, Bella. – Renee disse para logo depois deixar um beijo suave em minha bochecha.

Passei o resto da manhã pensando sobre isso; não sabia se devia falar logo agora ou se eu deveria deixar para um momento mais apropriado – se é que existia momento certo para dizer uma coisa dessas. Eu estava tão absorta em minhas próprias reflexões que nem sequer pude aproveitar direito a companhia de Edward, que havia insistido para que eu lhe mostrasse um pouquinho da minha cidade.

Demos uma volta pelo centro dentro do meu carro recém-concertado e em seguida nos dirigimos até a primeira praia, que já ficava na reserva Quileute. Caminhamos de mãos dadas na beira-mar de areia grossa e escura, vendo as ondas furiosas, cercados por uma floresta quase que intocada. O vento forte e a brisa gélida davam menção a uma tempestade se aproximando, o que seria péssimo já que em breve teríamos quatro horas de viagem até Seattle. Mas, apesar do clima não ser um dos mais românticos, eu quase lhe contei naquele instante o que eu sentia por ele.

Ao voltarmos para casa, minha mãe já estava com cara de choro por que em breve eu iria embora. Arrumei minha mochila, colocando mais alguns objetos que levaria para meu apartamento. Terminei de ajudar com o almoço e pus a mesa daquela que seria nossa última refeição até a chegada do Natal. Mesmo sem querer admitir, eu já estava morrendo de saudades dos meus pais que apesar de meio loucos, eram as pessoas mais gentis do mundo.

Menos de duas horas depois, Edward, meu pai e eu nos esprememos na cabine da minha antiga picape, seguindo de volta até Port Angeles onde Charlie nos deixaria em uma locadora de carros para de lá seguirmos até a casa dos pais dele. Só por conta disso meu coração já se encolhia de medo, apesar de Edward ter me assegurado milhares de vezes que não havia necessidade de nervosismo de minha parte. Mas, como eu poderia me controlar se nunca tinha passado por uma situação meramente parecida antes?

O carro era conduzido de forma vagarosa pela estrada cheia de curvas acentuadas. Se não bastasse o fato de meu pai ser policial e nunca exceder o limite de velocidade, desde que saímos de Forks, um temporal fortíssimo vinha desabando, escurecendo ainda mais o céu e deixando a pista mais do que escorregadia. Estávamos praticamente levando o dobro do tempo para chegarmos até a cidade vizinha.

Eu olhava pelo painel da picape, observando o modo como os barulhentos pingos da chuva embaçavam os vidros do pára-brisa. Mesmo que eu estivesse entre eles, os dois homens que eu amava mantinham uma conversa calma, mas eu não fazia ideia sobre o que eles discutiam; preferia ver as centenárias árvores extremamente verdes ladeando a estrada ao longo caminho.

– Então, o que você acha Bells?

A voz do meu pai me chamou a atenção e eu me virei para notar que os dois homens esperavam alguma resposta minha. Senti minhas bochechas esquentarem e inquiri baixinho. – Desculpa, não estava ouvindo. O que foi?

Edward me lançou um sorriso torto, apertando meu joelho – Seu pai estava comentando que se a chuva continuar intensa desse jeito, talvez fosse melhor paramos em algum ponto. O que você acha?

Dei de ombros. Duvidava muito que uma tempestade qualquer fosse nos impedir de chegar ao nosso destino. – Tanto faz para mim.

Charlie revirou o bigode, quase como uma careta – Parece que você esqueceu o quanto essas tempestades podem ser perigosas não é, garota?

– Não se preocupe, Chefe. Se o tempo piorar durante a noite, iremos procurar algum lugar para dormirmos e seguirmos viagem amanhã de manhã.

Antes que eu pudesse contrariar, meu pai completou – Quer dizer que você pretende levar minha filha para um motel de beira de estrada?

Meu queixo caiu e vi Edward ficar tão vermelho quando um pimentão, – Não, senhor! – ele retrucou, alto demais – Q-quer dizer... eu só pensei em... achar um lugar para dormirmos... merda... mas não juntos! Se quiser eu posso... voltar para sua casa, eu acho e...

As divagações dele foram interrompidas por uma alta gargalhada de Charlie. Edward olhou para mim completamente confuso e quis que um buraco negro se abrisse naquele momento e eu fosse sugada por ele. Se soubesse que meu pai agiria assim quando finalmente eu levasse um namorado para casa, nunca teria deixado Edward sequer pisar em Forks.

– Só estava brincando, filho. – ele falou, ainda sorrindo – Eu sei que você cuidará bem da minha menina.

– Nossa pai, isso foi tãaao engraçado! – murmurei sarcasticamente.

– Não seja tão mal humorada Bells. Foi divertido.

Cruzei os braços sobre o peito e afirmei – Eu não achei.

Percebi meu pai olhando de soslaio para Edward e inquirindo – Como é que você aguenta essa garota na TPM?

– Estou aprendendo a lidar. – ele respondeu com um sorriso.

Revirei os olhos e agradeci aos céus por esse tipo de piadinhas sem graça entre aqueles dois estar finalmente acabando. Com o canto do olho, vi a forma como Edward sorria com as brincadeiras do meu pai sobre minha aparente bipolaridade, nem parecendo que a dois minutos atrás estava praticamente pirando. No fundo, eu sabia que deveria estar animada pelo fato dos dois homens que eu mais amava terem se dado bem desde o princípio, embora fosse difícil tolerar a terrível mania que os dois pareciam compartilhar: fazer de tudo para me irritar.

Não muito tempo depois, chegamos finalmente à Port Angeles e meu pai guiou direto para uma famosa rede de locadora de carros. Iríamos pegar o carro para hoje e amanhã, o deixaríamos em uma das filiais da grande Seattle. Desci do carro e coloquei minha mochila nas costas, ao mesmo tempo em que Edward tirava sua mala da parte de trás do banco da picape. Todas as vezes em que via sua bagagem bem maior que a minha, era que eu me lembrava que passaríamos alguns dias afastados um do outro.

Com o final da sua residência no mês passado, ele tinha tirado uns merecidos dias de férias e passaria esse tempo seus pais, antes de voltar para Nova Iorque e assumir o cargo de pediatra na emergência do Presbyterian. Acho que essa seria a primeira vez que ficaríamos tanto tempo longe um do outro. Mesmo ambos tendo horários completamente loucos, sempre arrumávamos um jeito para nos ver, seja um lanche rápido no intervalo do plantão ou ele indo me buscar na faculdade ou no trabalho, quando estava de folga. Não gostava nem de imaginar como é que lidaríamos com a distância durante as próximas duas semanas.

Meu pai me abraçou e deixou um beijo em minha testa depois de ter feito as milhares de recomendações policiais que fazia sempre que vinha visitá-lo. Trocou um aperto firme de mãos com meu namorado e o fez prometer que dirigiria com cuidado e que tomaria conta de mim. Despediu-se uma última vez e eu não pude deixar de recomendá-lo para ter cautela, mesmo que ele soubesse de cor cada curva daquela estrada.

Nós não demoramos muito na locadora, afinal tudo o que necessitávamos era um bom carro com tração nas quatro rodas, uma vez que não sabíamos a condição da pista dali para frente. Ele entregou seu cartão de crédito, assinou alguns papéis e poucos minutos depois estávamos no veículo, numa velocidade um pouco maior do que a que vínhamos na velha Chevy e com um CD player funcionando plenamente.

Nos primeiros quilômetros a sós de viagem, nós tagarelamos sobre os acontecimentos dos últimos dias. Foi engraçado vê-lo admitir que estivesse morrendo de medo de conhecer o meu pai e que minha mãe não fazia muito bem o papel de sogra. Isso foi um alívio para mim, porque no fundo, estava preocupada que ele não gostasse do jeito caipirão de Charlie e Renee. Não é que me envergonhasse deles, pelo contrário, tinha muito orgulho de ser filha de um casal que batalhou muito desde cedo. Porém, ter a confirmação de que Edward havia gostado dos meus pais só me dava mais segurança de que aquele era o cara certo para mim.

Durante o restante do caminho fizemos em um silêncio confortável entre nós, que só era interrompido por algumas músicas do Alice in Chains e do Pearl Jam tocando ao fundo. Eu queria ter moral para provocá-lo e dizer que ele não passava de um playboyzinho grunge, no entanto, meu lado eclético não permitia que eu lhe dissesse isso. Nunca ousaria falar mal desse tipo de rock nascido na cidade que também tinha aprendido a gostar como um segundo lar.

Nós já estávamos em Branbridge Island e apesar de já serem quase nove da noite, chegaríamos a tempo de pegar a última balsa até Seattle. A tempestade não havia dado trégua e para completar, as pistas já tinham bem mais movimento, uma vez que estávamos cada vez mais próximos da capital. Mas, mesmo assim, Edward mantinha uma velocidade constante e tinha certeza que, dentro de uma hora no máximo, chegaríamos a casa dos pais dele, no subúrbio de Seattle.

No entanto, bastaram mais alguns metros à frente para notar que teríamos problemas. Avistamos as luzes vermelhas e azuis e vários cones laranja colocados ao longo da estrada. Eu que estava quase dormindo, imediatamente fiquei alerta, imaginando o que poderia ter acontecido ali na frente. Meu estômago se apertava só com a possibilidade de ver alguma espécie de acidente mais a frente. Com minha visão periférica, notei a postura de Edward ficar mais tensa na medida em que ele diminuía a velocidade do carro até parar por completo. Apesar da chuva ainda estar bastante intensa, ele não hesitou em baixar o vidro para poder falar com o guarda de trânsito que se aproximava.

O jovem rapaz que se aproximou do carro vestia uma capa de chuva amarela e segurava uma lanterna em uma das mãos. Com os olhos semicerrados pelos pingos da chuva, ele começou a dizer – Desculpe senhor, mas não é possível seguir em frente. Houve um deslizamento de terra que está bloqueando toda a pista.

– Não existe nenhuma maneira de seguirmos? Estamos indo para Seattle e a próxima balsa sai em 20 minutos.

O guarda balançou a cabeça e respondeu – A balsa foi cancelada. É impossível que o senhor chegue ainda hoje na capital. Com esse caminho bloqueado, a única forma de se chegar a Seattle seria contornando toda a Península Olímpica.

– Porra, isso significa que eu teria que voltar e rodar no mínimo umas 300 milhas!

– Eu sinto muito, senhor.

– Isso é um absurdo! Precisamos chegar lá o quanto antes!

Pus minha mão no antebraço dele, antes que ele se exaltasse ainda mais. – Vamos Edward. Nós não podemos fazer nada.

Ele respirou fundo segurando a ponte do nariz, parecendo estar em busca de controle. – Você tem razão, baby. Desculpe-me por isso, oficial. – tentei não ficar triste também, ao notar o desapontamento em sua voz, afinal eu tinha ideia do quanto ele queria rever seus pais e conhecer o seu sobrinho bebê.

O moço sorriu complacente para nós dois – Sem problemas. Espero que vocês consigam continuar a viagem o quanto antes.

– Só uma última informação: – Edward inquiriu, antes de darmos meia volta – Poderia nos dizer onde fica o hotel mais próximo? Não quero ter que me afastar muito, porque gostaria de pegar o primeiro barco amanhã.

– Claro. Voltando uns dois quilômetros a partir daqui você encontrará o Hunter´s Hotel. Não é nenhum lugar cinco estrelas, mas é bem decente para o senhor e sua esposa.

Edward não se importou em corrigir o guarda e esse mero detalhe fez com que meu coração se acelerasse em meu peito. Era uma tremenda bobagem, e talvez cedo demais para pensarmos em coisas desse tipo, contudo era impossível não imaginar um futuro ao lado dele. Eu o amava e não tinha dúvidas disto, então não tinha como não me deixar levar e sonhar com o dia em que estaria de branco, de braço dado com meu pai, indo na direção dele que me esperaria em um altar recoberto de flores.

Edward deu meia volta na pista molhada em direção ao centro, que não ficava muito longe dali. Virei-me no banco para observá-lo e a única palavra que poderia descrevê-lo naquele instante era frustração. Era nítido que ele estava chateado ao perceber seus ombros caídos e a linha dura que tinha se formado em seus lábios. Não queria nem me por no lugar dele, tão próximo de ver seus entes queridos, mas ao mesmo tempo, tão distante.

Estiquei meu braço e pus uma de minhas mãos em sua coxa. – Eu sinto muito, baby.

– Tudo bem, amor. – Ele sorriu brevemente. – Pensando bem, não vai ser um castigo tão grande assim ter você só pra mim por mais uma noite.

Não pude resistir ao momento e o provoquei – Você não está com medo do Chefe Swan?

No mesmo instante, ele fez uma careta. – Puta merda, seu pai vai arrancar as minhas bolas...

Eu ri e me inclinei sobre o console para colocar um beijo na bochecha dele. – Esse será nosso segredo.

Ele sorriu e seguimos o pequeno trecho que nos levou até ao hotel de fachada simples, porém não havia nada de pintura descascadas, paredes sujas ou um recepcionista mal-humorado. Parecia meio infantil, mas antes de chegarmos até aqui, passou brevemente em minha cabeça aquela cena clichê de filme de terror: casal de namorados tendo que se hospedar no meio do nada e um serial-killer aparecia e assassinava os dois. Contudo, meu receio ficou para trás assim que pus meus pés na recepção, e uma moça por volta da minha idade nos atendeu.

– Vocês tiveram sorte. – ela comentou enquanto pegava o número do cartão de crédito de Edward. – Várias pessoas tiveram que se hospedar por aqui hoje por conta da tempestade. Só restam poucos quartos com disponibilidade.

Ele sorriu educadamente e perguntou logo sem querer estender muito a conversa fiada – Sabe qual é o horário do primeiro ferry em direção a Seattle?

– Às 6h45. O café-da-manhã começa a ser servido a partir das 5h. – ela disse profissionalmente, percebendo que ele não queria falar muito.

Ele assentiu e entregou o registro assinado e logo em seguida a garota nos entregou um par de chaves. –Quarto 309, terceiro andar, final do corredor. Tenham uma boa estadia.

Fomos até o elevador e assim que entramos me recostei contra o peito de Edward, que usou a mão que não segurava nossas bagagens para me abraçar. Só ali foi que percebi o quão enfadada eu estava. Acho que tinha me desacostumado a passar longas horas dentro do mesmo veículo.

Assim que abrimos a porta do nosso quarto, Edward colocou as mochilas no canto e se jogou na cama, suspirando pesadamente. Retirou o celular do bolso e discou rapidamente os números e brevemente foi atendido. – Oi mãe... Sim, sou eu. Olha aconteceu um problema na estrada então nós não vamos poder chegar em casa ainda hoje...

Enquanto ele falava com a mãe dele, resolvi segui seu exemplo e também liguei para casa, para que meus pais ficassem a par da situação. Graças a Deus eu não precisei escutar nenhuma piadinha de Charlie sobre o fato de eu ter que dormir em um hotel com meu namorado, já que foi Renee quem atendeu o telefonema. Trocamos algumas amenidades e ela me fez prometer que eu voltaria a ligar amanhã, assim que chegássemos a capital.

Depois de nos despedirmos, desliguei o telefone e me virei em direção ao meu namorado que estava me encarando com um sorriso em seu rosto. Fui timidamente até o lado dele, chutando o tênis dos meus pés e me aninhando ao seu lado. Meu cabelo ainda estava meio que úmido por conta da chuva que tomamos ao sairmos do carro e eu deveria me sentir culpada por estar molhando os lençóis, porém não conseguia achar em mim motivos para isso.

– Cansada? – ele perguntou, afastando as mechas coladas ao meu rosto. Balancei a cabeça negativamente e me aconcheguei ainda mais perto dele, que me acolheu de bom grado –Está com fome? Quer tomar um banho?

– Não. – finalmente falei, escondendo meu rosto contra o pescoço dele. – Agora, não. Só quero ficar mais um pouquinho perto de você.

Ele sorriu o seu melhor sorriso torto e fui agraciada com sua boca fria sobre a minha testa e seus braços me apertando mais firmemente em minha cintura. Lá fora, o leve barulho da chuva continuava, sendo somente abafado com os ocasionais estrondos dos trovões. Era tão fácil e confortável estar ali que nem sequer precisávamos falar para preencher o silêncio; a companhia um do outro era mais do que suficiente para suprir a falta de palavras.

Mesmo que algumas palavras precisassem realmente ser ditas por mim.

Levantei um pouco minha cabeça para que eu pudesse fitar meu namorado. Os orbes verdes que me fascinaram desde a primeira vez que as vi me fitavam de um jeito carinhoso, mas ao mesmo tempo curiosa. Os lábios tão perfeitos começaram a se inclinar para o canto, dando-me a visão do meu sorriso torto favorito. Meu coração acelerou ainda mais a medida que tomava consciência de que eu sempre amaria aquele homem-menino, não importa o que o destino nos reservasse.

– Por que tão séria? – ele disse num tom jocoso antes de puxar o canto de minha boca tentando provocar um sorriso.

– Eu preciso te dizer uma coisa. – eu disparei, tentando fazer com que minha voz não tremesse.

Sua sobrancelha franziu e notei que o brilho brincalhão dos seus olhos começou a ser substituído por preocupação. – Aconteceu alguma coisa?

– Não... Quer dizer, na verdade, eu acho que aconteceu sim.

Ele me soltou de seu abraço e sentou-se na cama, sua expressão cada vez mais séria. – O que foi que, Bella? Tem algo a ver com seus pais? Eles não gostaram de mim, não foi?

– Não, não é nada disso. – eu lhe sorri, imitando sua posição em cima do colchão. – Acho que se dependesse de Charlie e Renee eu poderia facilmente ser substituída por você.

Ele pareceu brevemente aliviado, mas não o suficiente para disfarçar sua preocupação. – Então qual é o problema, baby?

– Não acho que seja um problema... Que dizer, dependendo do ponto de vista da pessoa,-

– Bella!

– Eu te amo, Edward.

No momento que soltei essas palavras, imediatamente me senti bem: como se aquilo fosse a única verdade que existia em mim naquele momento. Não podia imaginar que três simples palavras pudessem pesar tanto em meu subconsciente ao ponto de quando eu as proferisse, me sentiria mais leve. Era algo que eu deveria ter lhe dito há muito tempo atrás, porém, naquele instante, tudo parecia perfeito. Eu amava Edward e proferir aquilo fez com que eu me sentisse como se tudo estivesse nos eixos; em seu devido lugar. .

Edward abriu seus olhos, e neles eu pude ver um misto de incredulidade e espanto. – O que foi que você disse?

– Que eu te amo. – sibilei, colocando a minha mão sobre sua face. – Eu sei que pode ser muito cedo e que talvez você não sent-

Minha frase morreu por conta de uma interrupção de Edward, que usou sua própria boca para me calar, me dando um beijo apaixonado. Eu retribuí de bom grado, me sentindo mais feliz do que nunca julguei ser possível. Então, quando finalmente foi preciso respirar, nos afastamos; no entanto ele permaneceu deixando beijos ao longo do meu rosto.

– Repete isso. – ele pediu, levando seus lábios até a base de meu pescoço.

– Eu te amo, Edward. Te amo demais.

Ele sorriu tomando meu rosto entre suas mãos antes de encostar nossos narizes – Eu pensei que você nunca fosse dizer isso de volta.

No mesmo instante, eu congelei. – Como assim, "dizer de volta"? Você nunca disse que me amava antes!

– E claro que eu te digo. O tempo todo.

– Não diz, não!

Ele não parou de me beijar enquanto respondia. – Bella, eu te chamo de amormeses.

– Mas não é a mesma coisa!

– É sim.

– É claro que não é, Edward!

– Então, me deixe corrigir isso. – ele falou, de repente, parecendo um homem em uma missão. – Eu não sou bom como as palavras como você, mas eu juro vou tentar.

Eu ri. – Basta dizer que me ama também, Edward. Isso é mais do que o suficiente.

– Acho que só isso não seria o bastante para dizer o que você significa para mim, Bella. – ele murmurou, me encarando profundamente ao passo que sua mão acarinhava minha bochecha. – Porra, eu nunca estive tão apaixonado como estou nesses últimos quatro meses e eu sei que isso só pode ser culpa sua. Sinceramente eu não sei mais como eu posso viver sem você Bella. Por muito tempo eu achei que essa idiotice toda de amor verdadeiro não existisse... Até que te encontrei. Por isso, baby, eu te amo. Te amo pra caralho. E tudo o que mais quero no mundo e te fazer feliz todos os dias. Exatamente como você me faz.

Minha bochechas doíam devido ao enorme sorriso que ostentava e enquanto isso as lágrimas escorriam livremente por minha face. Acho que em toda minha vida eu nunca estive mais feliz do que nesse momento. Eu me sentia completa, em todos os sentidos. As palavras que ele usou podiam ser consideradas bobas ou bregas, mas para uma romântica incurável como eu, era maravilhoso saber que eu era amada por ele também. . Nossos sentimentos eram mútuos, apenas isso importava.

– Eu te amo, minha Bella. – ele sussurrou antes de tomar minha boca com um beijo tão carinhoso que me derreteu por completo.

Nossos lábios brincavam um com o outro, ora provocando, ora se deixando levar pela atração que existia entre eles. Seu hálito quente, seu gosto, a maciez de sua língua e o jeito provocante com que seus dentes mordiscavam languidamente meu lábio inferior. Vagarosamente, ele foi nos deitando de volta no colchão, em momento algum quebrando o beijo.

Levei uma de minhas mãos até seu rosto, sentindo a aspereza de sua barba por fazer espetando a minha palma. Eu gemi alto quando senti sua palma em meu quadril, me puxando cada vez mais próxima a ele e aproveitei o momento para descer meus dedos pelo seu pescoço até atingir os primeiros botões de sua jaqueta ao mesmo tempo em que ele puxava meu suéter. Nós afastamos por um momento mínimo e voltamos com ainda mais desejo para os lábios um do outro. Minhas mãos ansiavam em busca da pele dele, retirando a camiseta que ele usava, ansiando por mais e mais.

Eu já estava tonta quando finalmente Edward afastou nossas bocas e desceu seus beijos pelo meu pescoço, subindo e descendo várias vezes a extensão dele até atingir o lóbulo da minha orelha e puxá-lo entre seus dentes. Não consegui abafar o gemido alto, e arranhei levemente suas costas já expostas para minhas mãos gananciosas. Agora foi a vez dos dedos dele começaram a desfazer os botões de minha blusa, expondo meu colo aos seus olhos. Mesmo que já tivéssemos feito isso outras vezes, não pude deixar de sentir o meu rosto em chamas sob o olhar tão intenso dele.

– Eu nunca vou me cansar de dizer o quanto eu te amo, baby – ele sibilou, traçando o indicador, de minha bochecha até o vale dos meus seios, ainda recobertos pelo sutiã lilás.

Arqueei minhas costas e puxei-o de volta pela nuca, voltando a atacar sua boca com mais fome do que anteriormente. Uma de suas mãos circundou a minha cintura e a outra veio espalmar o meu peito, me deixando ainda mais excitada. Eu me agarrava a Edward como se ele fosse minha tábua de salvação: como se eu dependesse dele para sobreviver, como se seu corpo fosse o oxigênio que eu necessitava para respirar.

Aquele era o momento perfeito; não havia mais nada e nem ninguém pudesse me impedir de ser totalmente dele. Ele tinha sido paciente desde o inicio e agora era eu quem já não podia mais esperar para sentir tudo aquilo que o sexo poderia proporcionar para nós dois. Eu queria que nos amássemos em todos os sentidos possíveis para um casal. Confiava a minha vida a ele e tinha acabado de lhe entregar o meu coração. Estava mais do que na hora oferecer-lhe o meu corpo também.

Tinha noção de que Edward não avançaria mais do que isso. Se hoje nós já saíamos das primeiras bases e tínhamos esse nível de intimidade foi por que sempre fui a primeira a ousar mais um pouco. Então tomando mentalmente uma respiração profunda, desci minha mão por todo seu abdominal e atingi o cós de seu jeans, desfazendo o botão e segurando o zíper para abri-lo.

Para minha completa frustração, aquele movimento pareceu surtir um efeito contrário em Edward. Ele segurou meu pulso e foi diminuindo a intensidade dos nossos beijos o que me deixou completamente irritada. Tentei revidar e, em um ato de ousadia, não típico em mim, lacei minha perna sobre seu quadril, montando sobre ele.

– Não, amor. – ele disse com a voz pesada e eu me senti como se tivesse seis anos de idade e tivesse acabado de fazer alguma travessura.

– Por que não? – inquiri com um toque de indignação.

Ele suspirou e me empurrou de modo que eu fui colocada em suas coxas, enquanto ele se erguia para ficar numa posição sentada. – Nós não vamos transar só porque você disse que me ama. – antes que pudesse revidar, ele continuou – Nós estamos cansados, temos que acordar cedo amanhã... E não foi isso que eu planejei para nós dois.

– E desde quando isso precisa de planejamento? Isso não deveria ser algo espontâneo ou algo assim?

Ele segurou a ponte do nariz e fechou os olhos. – Não é tão simples assim..

– Sinceramente, eu não vejo como isso pode ser complicado! – falei jogando os braços para o ar e com o movimento pude perceber que Edward tinha fixado o olhar em meu sutiã. Puxei o rosto dele fazendo com que me encarasse – Eu te amo e você me ama. Só me dê algum motivo para que isso não aconteça agora!

Ele beijou a palma da minha mão e depois respondeu – Primeiro, só porque nos amamos não significa que somos obrigados fazer qualquer coisa.

– Mas eu quero isso! – revidei teimosamente.

– Baby, você não consegue nem falar a palavra "sexo". Isso só prova que você ainda não está preparada.

– Quem disse que eu não consigo falar? – rebati exasperada – Você quer que eu seja mais explícita? Quer que eu diga que quero transar? Ou seria melhor falar que eu quero dar para você? Ou quem sabe, trepar, fud-

Não pude completar minha frase porque a mão de Edward sobre a minha boca impediu – Tá bom, Bella. Eu entendi a mensagem. – ele disse rindo. – Mas isso não significa que vou mudar de ideia. Se eu sou o cara com que você vai ter sua primeira vez, isso terá que ser especial para nós dois. Você merece bem mais do que algo apressado em um hotel no meio do nada.

– Eu não preciso de um hotel cinco estrelas, champagne ou pétalas de flores! Só preciso de você. Por favor, apenas por favor... – supliquei pateticamente, voltando a atacar o cós de sua calça.

Ele balançou a cabeça e segurou minha mão, impedindo qualquer avanço – Você vai embora no depois de amanhã, Bella.

– Eu não me importo. – murmurei baixinho – Eu preciso de você agora, Edward.

Ele se inclinou contra mim, encostando sua cabeça no meu ombro e tomando respirações profundas contra minha pele. – Bella... – ele meio que gemeu com a voz rouca e senti seu aperto se intensificar contra a minha cintura, me puxando cada vez mais próximo de seu corpo. Essa era a maneira de suas mãos demonstrarem que ele realmente ansiava por isso tanto quanto eu – Não sei se eu consigo, baby. Eu nunca fiz isso... quer dizer... nunca tirei a virgindade de alguém antes... eu tenho medo de te machucar.

– Você não vai fazer isso, Edward. – afirmei com convicção. – Eu confio em você.

Sabendo que ele não poderia resistir por mais tempo, afastei-me minimamente para fitá-lo, e percebi sua expressão de angústia e desejo exposta claramente em suas pupilas. Edward queria isso tanto quanto eu e não havia cabimento algum esperar por mais tempo. Eu confiava plenamente em Edward, além de meu namorado, ele era meu amigo, companheiro e confidente. Nunca tive ligação nenhuma com outro ser humano que se comparasse àquela que eu sentia pelo homem a minha frente e tinha absoluta certeza que nunca iria encontrar nada que pudesse se comparar a isso.

– Eu preciso de você – sibilei, contra seus lábios e ele fechou os olhos com força, como se estivesse lutando contra os últimos vestígios de determinação que possuía. – Faça amor comigo, Edward.

Com um grunhido, ele tomou meu lábios com força, sugando todo o fôlego que eu tinha em meus pulmões. Sua boca estava quase que desesperada na minha ao passo que seus braços me puxavam com força contra ele, não deixando nenhum espaço entre nossos troncos.

– Puta merda mulher, você vai ser a minha morte. – ele retrucou quando afastou sua boca da minha, colocando beijos pela extensão do meu pescoço. – Eu não consigo dizer te dizer não.

Tentei me concentrar mas, seus dedos escorregando pela linha da minha coluna e indo até o fecho do meu sutiã. – Q-quer dizer que...

– Foda-se o que eu penso. Nada vai me impedir de fazer amor com você, Bella.

Todo meu corpo se arrepiou com aquela afirmação, e mesmo que fosse estranho sorrir entre meus a enxurrada de arrepios produzidos pelo meu corpo, meus lábios se abriram para isso. Levei meus dedos ao emaranhado de seus cabelos e puxei-os levemente, fazendo com que ele me fitasse com os olhos brilhantes e um sorriso torto na face. Era explícito em sua expressão o amor que ele sentia por mim e isso fez com que meu peito se inflasse de felicidade.

Delicadamente, ele afastou as alças da lingerie, expondo meus seios à temperatura fria da noite. No mesmo instante suas mãos se encaixaram em cada um dos meus deles, massageando-os e fazendo com que eu me arqueasse na direção dele. – Eu vou fazer amor com você a noite toda, baby. Vou te mostrar o quanto isso é bom.

Como não consegui responder devido ao longo gemido que saiu de meus lábios, eu apenas balancei a cabeça em afirmação. Seu polegar rolou ao redor de um de meus mamilos, provocando- o e o deixando ainda mais eriçado contra o seu toque. Imediatamente minhas unhas cravaram em seu antebraço; eu precisava me apoiar em alguma coisa, pois sentia que poderia flutuar a qualquer momento.

– E a propósito – ele sussurrou, mordiscando a ponta da minha orelha. – Eu te amo, Bella.

Um sorriso de felicidade brotou em meu rosto. Meu coração palpitava rápido em meu peito, como se ali não houvesse espaço suficiente para comportar a alegria que sentia naquele instante

Aos poucos, as mãos de Edward desceram de minhas costas e passaram por minha barriga, só que desta vez, não provocaram a sensação de cócegas como na noite anterior. Invés disso, houve uma série de arrepios em cada poro que seus longos dedos me tocavam, descendo por todo meu corpo até atingir o primeiro botão do jeans que vestia.

Ansiedade, empolgação e medo me dominaram por completo quando Edward conseguiu abrir minha calça e puxar o tecido grosso do meu quadril, revelando a simples calcinha de algodão branca que eu vestia. Eu mordi meu lábio inferiorenquanto ficava sob o olhar fixo dele sob meu corpo exposto: o excesso de sardas no colo, a cicatriz esquisita da cirurgia de apendicite que fiz aos 10 anos, a pinta de nascença que tinha abaixo do umbigo... Estava autoconsciente de cada detalhe do meu corpo e agora tudo estava livre ao seu olhar atento. De repente, toda a ousadia desapareceu e me senti tímida.

– Você é tão linda, Bella.– ele murmurou, colocando uma mão sobre a minha bochecha. – Absurdamente linda.

Devo ter feito uma careta em descrença, que não foi muito bem aceita por Edward. Tomou a minha mão e eu arfei quando ele a colocou no bojo de sua calça. Mesmo através do jeans, eu pude senti a maneira como seu membro estava rígido sob a minha palma. Ele se inclinou sobre mim e outra vez sibilou com a voz cheia de desejo. – Sente o que você faz em mim, Isabella? Sente o quanto você me afeta? – murmurou, esfregando minha palma por toda a extensão dele.

Minha mente ficou em branco e eu não consegui pensar em nada coerente para lhe responder e a única coisa que pude fazer foi puxá-lo para mais um beijo. Línguas e dentes brigavam de forma incessante, não querendo abandonar um minuto sequer a luta que nenhum de nós perderíamos. Eu estava embriagada se sensações e começava a imaginar se tudo isso não era apenas um sonho muito, muito bom.

Finalmente, Edward soltou minha boca e trilhou beijos quentes em direção ao meu seio esquerdo, sugando com fome o mamilo para dentro de sua boca sedenta. Isso arrancou um gemido alto de minha garganta, fazendo com que minhas pernas se cruzassem em volta das coxas dele. Ele continuava seus ataques, ora mordiscando o bico já rígido, ora soprando seu hálito fresco sobre a pele, a medida em que sua outra mão desenhava padrões aleatórios no pé de minha barriga.

– Por favor, Edward – implorei sem saber ao certo pelo o quê, erguendo meu quadril contra o dele ao mesmo tempo em que ele voltava sua atenção para o meu outro seio, sem deixar de instigar o outro mamilo molhado por sua saliva.

Sua boca se separou de minha pele em um estalo audível – Diga o que você quer, Bella.

– Você. – consegui sibilar precariamente.

– Eu já sou seu, meu amor.

Não havia palavras suficientes no dicionário que pudessem traduzir o que eu sentia naquele instante, então fiz a única coisa que poderia. Beijei-o outra vez com todo meu coração.

Quando o ato de respirar foi necessário, Edward afastou nossos lábios e começou a beijar meu pescoço e usar sua barba cerrada para fazer cócegas; – Você se acha muito presunçosa não, Swan? Só porque eu não consigo resistir a você.

Eu ri enquanto ele descia seus lábios por meus ombros, esterno, costelas e barriga até brincar com sua língua ao redor do meu umbigo. – Eu t-tento.

– Hmmm, vamos ver então do que mais você é capaz. – ele retrucou, enganchando seus dedos na lateral de minha calcinha e começando a arrastá-la vagarosamente ao longo de minhas pernas.

Mordi meu lábio com força e fechei os olhos, caindo na real de que isso nós iriamos mesmo transar pela primeira vez, e por mais louco que parecesse, estava ansiosa e mais do que nervosa com o que estava prestes a acontecer. Por mais estúpido que fosse, de repente tive um surto louco de vontade de que cruzar minhas pernas e desistir daquilo naquele instante. Eu me sentia preparada, porém ao mesmo tempo também não. Era estranha, empolgante e assustadora a corrente de adrenalina que se espalhava por minha corrente sanguínea, me impedindo de agir coerentemente.

Assim que eu fiquei completamente nua, ele pediu com a voz rouca e com um tom autoritário que me fez tremer por completo – Olhe para mim, Bella.

Obedeci, só para encontrar uma imagem que com certeza queimaria em meu cérebro pelo resto de minha vida: ele segurava o tecido alvo em seu punho e aspirava-o. Devo ter soltado um gemido muito alto porque Edward sorriu de canto. – Você tem um cheiro tão bom, amor. Eu me pergunto como deve ser o seu gosto...– murmurou e então dois de seus dedos tracejaram desde a parte de trás do meus joelhos, passando como uma pluma pela parte interna da minha coxa até atingirem meu ápice.

Não existia nada que pudesse se comparar; a sensação de seus dedos longos em meu sexo era algo deliciosamente inesperado para mim. Por mais que tivesse escutado várias vezes o quanto um toque como aquele era bom, nunca poderia mensurar que fosse algo tão... incrível. Era avassalador, instigante e explosivo. Nem mesmo quando nas ocasiões que eu recorri a mim mesma para aliviar a tensão do dia, pude me deleitar com a mesma quantidade de prazer que Edward me proporcionava.

– Tão molhada… – ele silvou. – Tão minha.

Os dedos longos exploravam cada canto de meus lábios, descobrindo novos pontos que me deixaram cada vez mais excitada. Ao chegar ao meu clitóris ele colocou a quantidade de pressão exata para que eu grunhisse alto de prazer.

Mas, cedo demais, ele parou de me tocar e quando estava pronta para protestar, o vi colocando os dedos que estavam em mim, dentro de sua boca. Ofeguei alto, enquanto encarava aquela cena absolutamente sexy.

– Hmmm... Mal posso esperar para saborear você. – murmurou ele, pegando uma de minhas pernas e colocando por cima do ombro dele e refazendo o mesmo caminho que sua mão havia feito, só que agora salpicando beijos na pele sensível da parte interior de minha coxa e subindo cada vez mais.

Antes mesmo que pudesse entender ou me envergonhar pelo que ele faria em seguida, a sua boca já estava em mim, deixando-me com a respiração suspensa. Meu quadril instintivamente se elevou, enquanto sua língua afoita desvendava cada ponto de prazer desconhecido.

– Oh, Edward!

Eu me contorcia a medida em que Edward sorvia de meu sexo com tanta vontade que parecia que meu corpo inteiro estava em chamas. Minhas mãos, que precisavam de qualquer ponto para segurar, encontram o cabelo dele, mantendo-o ali entre minhas pernas.

Era algo imensurável o prazer que ele me proporcionava. Suas mãos me seguraram com firmeza pelo quadril, me mantendo no lugar ao mesmo tempo em que meus gemidos se tornavam cada vez mais desesperados. Não sabia exatamente o que, mas sei que precisava de mais. Quanto mais Edward me sugava e lambia, maior ficava a sensação de nós se formando no meu baixo ventre. Era algo que aumentava mais e mais, como se houvesse um vazio que ainda não fora preenchido.

O nome dele saia de meus lábios em forma de súplica, quase como uma oração. Não sabia ao certo pelo que eu tanto rogava, no entanto, Edward parecia compreender muito bem o que pedia. As ministrações de sua língua só se intensificavam, me levando cada vez mais perto do ponto máximo de prazer. Arrepios se formavam em minha coluna, a garganta ficou seca e a minha cabeça foi jogada para trás contra os travesseiros por conta de tudo aquilo que ele me causava.

De repente, uma chama que se acendeu em meu centro e se irradiou por cada canto do meu corpo. Edward pareceu entender que meu limite estava próximo e resolveu dar um ponto final nisso ao segurar meu clitóris entre seus dentes e puxa-lo delicadamente. Naquele momento eu explodi, sendo agraciada com o melhor orgasmo de toda minha vida.

Meu ser inteiro parecia estava sobre o feito do que tinha acontecido: minha respiração acelerada, visão turva, pernas trêmulas e a pele totalmente sensível a qualquer toque. Edward deixou mais alguns beijos na parte interna da minha coxa antes de se afastar e me fitar, com um olhar completamente orgulhoso. Pude perceber lábios levemente molhados por minha excitação e isso me fez corar intensamente.

Ele riu levemente e afagou minha bochecha antes de falar – Não tem do que se envergonhar, linda. Foi uma massagem no meu ego te fazer gritar meu nome desse jeito.

Rolei meus olhos, – Sério que você quer arruinar o momento mais erótico de minha vida com alguma piadinha cheia de prepotência?

– Não. – ele respondeu, se inclinando contra o meu corpo e murmurando contra meu ouvido. – Até porque o momento mais erótico de sua vida nem sequer começou ainda.

Estremeci ante essa promessa e aproximei nossos lábios, onde pude degustar de mim mesma em seus beijos. Desci minhas mãos por seu tórax e abdômen, ajudando-o com o jeans que ele ainda vestia e propositalmente, toquei na evidente ereção sob a boxer negra que ele usava. Edward silvou de prazer e investiu contra minha palma, onde pude sentir seu membro rijo e extenso, ainda abrigado pela malha fria da cueca.

Não parei de acariciar todo seu comprimento, tentando descobrir a maneira certa de fazer aquilo, procurando retribuir minimamente o prazer que ele tinha me proporcionado poucos momentos atrás. Senti-me levemente orgulhosa, quando a respiração dele ficou mais pesada e suas estocadas mais frequentes contra a minha mão. Arrisquei com a outra mão puxar o cós da cueca até o ponto de sentir a penugem macia dos fios púbicos dele.

De repente, Edward disparou – Puta que pariu!

Levantei meus olhos para encará-lo, meio que assustada com a mudança de clima. – O que foi?

– Merda, amor, eu não tenho camisinha!

– Eu tenho algumas. Bolso lateral da minha mochila. – murmurei rapidamente.

Ele ergueu uma sobrancelha. – Porque diabos você têm camisinhas na mochila?

Dei de ombros. – Só estou sendo previnida, já que meu namorado, aparentemente não anda com algo que ele tem que usar.

– E você sabia que isso iria acontecer, né?

– Claro que não.

– Então, como é que-

Peguei a face dele entre minhas mãos e praticamente gritei. – Você vai pegar ou não?

Edward sorriu, me dando mais um selinho antes pular da cama – Sim, senhora.

Tentei evitar, mas foi impossível não rir. Talvez estivesse na hora de admitir para mim que eu era mesmo mandona.

Ele foi rápido ao encontrar o pacotinho prateado dentro do local que havia indicado e meio segundo depois, já voltara, cobrindo meu corpo sob o seu. Olhou-me de um jeito tão carinhoso, que foi impossível não sorri de volta para ele enquanto ele alisava a maçã de meu rosto com o polegar.

– Acho que isso vai doer um pouquinho para você – ele retrucou, quase de forma apologética.

– Tudo bem, baby.

– Tem certeza? – ele inquiriu uma última vez, apenas para se certificar.

– Absoluta.

Ele deu mais um rápido beijo em minha testa, antes de se afastar. Fechei os olhos, e apenas escutei o farfalhar dos lençóis enquanto ele retirava a última peça de roupa e barulho do rasgo da embalagem metálica da camisinha. Tomei o ar em longas tragadas, tentando permanecer calma, por mais que fosse difícil. Aquela era a primeira vez que transaria e todas as inseguranças que qualquer mulher possuía me abateram.

E se doesse demais? E se eu fosse frígida? E se ele não gostasse?

O peso de Edward cobriu meu corpo outra vez, com a única diferença de que agora nada mais nos separava. Podia sentir claramente o seu membro no meu baixo ventre, onde quase arranquei meu lábio inferior afim de segurar um gemido devido a sensação gostosa que aquilo causava. Segurei-o com força pelo ombros ao mesmo tempo em que ele escorregava mais um pouco, fazendo nossas partes íntimas roçarem uma conta a outra, causando em ambos um gemido gutural.

Ficamos daquela maneira por um tempo, seu sexo se esfregando vagarosamente na minha entrada, me levando a loucura com o êxtase daquele contato.. Mesmo que aquela dança de nossos quadril já nos fosse conhecida devido aos tantos amassos que tivemos, nada se comparava àquele nível já que estavamos praticamente pele a pele. A respiração dele vinha curta e rápida contra o vão do meu pescoço e aproveitei para deslizar minhas mãos em suas costas, já cobertas por uma fina camada de suor. Aquele espécime perfeito de homem estava prestes a me amar e isso só multiplicava os níveis de empolgação e receio.

Momentos depois, senti Edward afastar um pouco mais a minhas pernas, me deixando mais exposta para ele. Mas uma vez ele alinhou nossos quadris e aos poucos, eu pude sentir a ponta do seu sexo na entrada do meu.

– Baby, se te machucar, por favor, me avise , ok? – ele pediu com a voz rouca e tudo o que eu pude fazer foi assentir firmemente.

Minha respiração ficou suspensa a medida em que sentia seu pênis se alastrando centímetro a centímetro dentro de mim. Por mais que estivesse preparada e relaxada, era meio estranho tê-lo ali. Estava um pouquinho desconfortável, embora também não fosse a pior dor do mundo como muitas meninas costumavam dizer.

Finalmente, Edward encontrou a barreira do meu hímen. Antes mesmo que pudesse fazer ou dizer qualquer coisa, ele segurou a minha coxa com força e investiu contra o meu sexo de uma única vez. Eu gritei, tanto de surpresa quanto de incômodo, tendo a impressão de que havia sido rasgada por dentro.

– Merda! Merda! Desculpa, baby. Desculpa! – ele balbuciou, enchendo meu rosto de beijos enquanto fazia menção de se afastar.

– Não. – murmurei, erguendo a minha perna para cruzá-la sobre ele e fazendo uma careta pela dor que aquele movimento causou. – Eu vou ficar bem, só me dê um minuto.

As sobrancelhas dele se cruzaram em preocupação – Bella, talvez seja melhor eu me afastar..

– Não. Só espero um pouquinho, sim?

Ele meneou a cabeça em compreensão e beijou carinhosamente meus lábios antes de voltar a esconder o rosto no vão do meu pescoço. Eu podia sentir a tensão das costas dele na ponta dos meus dedos e não podia deixar de me sentir um pouco mal por ele. Edward era um cara que havia abdicado de sua vida sexual por um tempo, e agora, quando finalmente estávamos transando não podíamos ser livres por completo

Tomei coragem e arrisquei me movimentar um pouco, o que não foi tão ruim assim. A dor ainda persistia, porém era bem mais suportável do que antes. Com isso, Edward grunhiu de prazer e a mão que estava em minha perna apertou com um pouco mais de força a minha carne. Ele voltou outra vez seu rosto para mim e fiquei sem fôlego diante da beleza daquele homem: as pupilas de seus olhos dilatadas, escondendo boa parte de suas orbes verdes, o maxilar forte em uma linha tensa de concentração, o acúmulo de suor na têmpora devido ao esforço que fazia para não se movimentar... Simplesmente lindo e perfeito.

Não resistindo por mais tempo, puxei-o para outro beijo e ignorando qualquer incômodo que estivesse sentindo, comecei a rebolar contra ele e Edward gemeu em minha boca, cruzando os braços na minha cintura, me deixando absolutamente presa. Quando nossas bocas se separaram, ele recostou sua testa a minha e ficou me observando atentamente a medida que tentava estocar sutilmente e lhe sorri, demonstrando que aquilo já não era problema para mim.

– Ainda dói? – Ele sibilou ofegante.

Balancei a minha cabeça negativamente e logo em seguida comecei a mordiscar a lateral do pescoço dele. Edward sabia me ler muito bem e eu não queria estragar nosso momento só por conta de um pouquinho de uma desconforto quase irrelevante.

Edward gemeu alto, movimentando lentamente sua pélvis. – Tem certeza?

Minha confirmação foi escorregar minhas mãos de suas costas até sua bunda, forçando com que ele me penetrasse um pouco mais firme. A partir desse movimento, já pude notar que além da dor, havia algo a mais. Algo bem mais prazeroso vindo de suas investidas.

Com isso, Edward encontrou um ritmo, indo e voltando lentamente, mas sem se retirar por completo. Fechei os olhos e me deixei ser levada pela importância do momento em minha vida. Ali, tendo-o respirando contra o meu nariz, com nossa transpiração se misturando enquanto nossos corpos se fundiam em um só confirmava aquilo que eu imaginava a muito tempo: que Edward era o primeiro e único a quem amaria dessa maneira.

Não sei por quanto tempo ficamos daquele jeito, envolvidos em nossa própria bolha de calor e prazer, esquecendo qualquer coisa que existia no mundo que não fosse nós dois. Aos poucos o desconforto de possuí-lo dentro de mim foi embora e foi substituído por algo que causava calafrios por todo o meu corpo. Se não bastasse isso para fazer com que minhas pernas ficassem igual a geleia, Edward pontuava cada uma de suas estocadas com beijos ao longo do meu rosto, pescoço e colo, e murmurava palavras doces ao meu ouvido.

Não sei por quanto tempo ficamos naquele vai e vem incansável, embora fosse tempo suficiente para que apenas sentisse deleite com os movimentos intensos que fazíamos. Nossas peles deslizavam facilmente uma na outra devido aos nossos corpos molhados pelo esforço repetitivo. Era algo avassalador demais para ser descrito.

– Merda, baby. Eu não vou durar muito mais tempo. – ele retrucou com a respiração bastante pesada e escondendo o rosto no meu pescoço.

– Não pare, Edward. – sibilei tão ofegante quanto ele. – Por favor, não pare

Cruzei minhas pernas em sua cintura, e isso fez com que a penetração se tornasse mais profunda, fazendo com que a fricção entre nossos ossos púbicos se tornasse mais firme. Gemi com o contato e as investidas dele se tornaram ainda mais rápidas e erráticas a medida em que ele murmurava meu nome com adoração. Instintivamente, tentei acompanhar o ritmo do quadril dele, causando ainda mais atrito entre nossos sexos e consequentemente um aperto ainda maior começou em meu baixo ventre.

Sua mão buscou a minha e nossos dedos se entrelaçaram no exato momento em que ele jogou a cabeça para trás, em uma lamúria muda quando finalmente chegou ao orgasmo. E mesmo que não tivesse acontecido comigo, ter o prazer de ver aquela cena acontecendo bem ali, diante de meus olhos e sabendo que era por minha causa, valia bem mais do que qualquer gozo. Do hoje em diante, o prazer dele seria o meu também.

Aos poucos, os movimentos dele foram se abrandando até seu corpo cair pesadamente sobre o meu. Fiquei acariciando seus cabelos enquanto ele tentava acalmar sua respiração acelerada e vagarosamente desembrulhou do outro braço de minha cintura.

Ele voltou a me fitar e eu pude ver sua expressão receosa – Desculpe, amor.

– Pelo que? – inquiri com um sorriso, afastando uma mecha suada de seus olhos.

Ele fez uma careta – Bem, por isso. Porra, eu devia ter me controlado um pouco mais. Deu para notar que você estava perto e-

Interrompi suas divagações colocando um beijo no canto dos seus lábios. – Foi perfeito, Edward. Nunca teria sido assim se não fosse com você.

Ele sorriu, deixando um beijo na ponta do meu nariz antes começar a alisar a minha barriga e ir descendo em direção ao meu baixo ventre. – Sabe, eu posso dar um jeito nisso. – sussurrou de forma sexy, escorregando dois dedos por meus lábios.

Por mais que a tentação fosse grande, eu consegui segurar seu pulso e puxar sua mão dali e colocá-la contra a minha cintura. – Não, baby. Porque não deixamos isso para mais tarde, huh?

Seu sorriso se tornou diabólico quando falou? – Mais tarde? Caramba, você acabou de fazer sexo pela primeira vez e já está pensando na segunda? Caralho, acho que criei um monstro.

Eu gargalhei e dei um soquinho leve nele. – Cala a boca! – retruquei antes de esconder meu rosto em seu peito, extremamente feliz por perceber que essa parte do nosso relacionamento era tão natural quanto qualquer outra.

– Eu estou te esmagando, não estou? – ele indagou, fazendo menção a se afastar.

Segurei-o com meus braços, impedindo que ele saísse de perto. – Só fica assim mais um pouquinho, por favor?

Ele deixou um beijo em minha testa. – Tudo bem, baby.

Nós ficamos alguns minutos ali naquela posição tão intima. Minha mão desenhava padrões aleatórios em suas costas largas ao mesmo tempo em que ele brincava com algumas mechas de meu cabelo. Notei também que o ar a nossa volta tinha um cheiro diferente, e logo percebi que aquilo era o que algumas de minhas amigas comentavam: o cheiro de sexo. Eu ri comigo mesma, percebendo que agora, eu não era mais a virgem deslocada que não comentava nada quando um grupo de meninas se reunia pra comentar suas aventuras sexuais. Talvez agora – e dependendo também do nível de álcool em meu corpo – eu pudesse contribuir também em relação à detalhes mais apimentados.

Bem… Acho que nem tanto. Afinal de contas, Edward era meu e eu não estava disposta a compartilhar nada. Nem que fosse para me gabar por ter o namorado mais sexy e sedutor do Universo inteiro.

– Hmm... Bella?

Ergui meu olhos para fitá-lo que parecia um tanto que… constrangido?

– Por mais que eu queira continuar dentro de você, eu realmente preciso tirar a porra dessa camisinha. As coisas tão ficando meio pegajosas aqui em baixo. – ele concluiu meio que fazendo uma careta.

– Ah! – sibilei, ainda sem perder o rubor no meu rosto. – Desculpa.

Ele deixou um beijo em minha têmpora. – Ok. Mas eu só te perdôo se você aceitar tomar um banho comigo.

Assenti e rapidamente ele beijou meus lábios, antes de começar a se afastar. O mais estranho foi que quando seu membro escorregou completamente para fora, parecia que estava faltando alguma coisa dentro de mim . Ele rolou de costas na cama e imediatamente me trouxe para perto, me puxando em seu colo antes de se levantar.

– Isso é realmente necessário? – eu indaguei, laçando meus braços em seu pescoço.

– Bem, – ele começou. – agora que você se transformou em uma viciada em sexo, eu não sei se consigo tirar minha mãos de você.

– Edward… isso quer dizer que.. eu fui… você sabe, boa? – retruquei, meio que sem jeito.

– Eu não usaria a palavra boa… – ele disse com um sorriso de lado. – Talvez maravilhosa seria uma certa se não soasse tão gay. Fantástica também seria uma escolha legal, mas ainda não parece o suficiente. Eu poderia dizer que você é um tesão na cama, se bem que particularmente eu prefiro falar que você foi gostosa pra cacete… literalmente falando.

Entrando na brincadeira, eu murmurei. – Nossa, onde está o meu namorado romântico de cinco minutos atrás? Não acredito que tenha dado minha virgindade pra esse aprendiz de pedreiro!

Rindo, nós chegarmos na suíte onde Edward me pôs em cima da bancada de mármore. Enquanto ele se livrava da camisinha, virei minha face em direção ao espelho, buscando alguma diferença em mim mesma. Afora o cabelo bagunçado, algumas marcas em meu colo e pescoço e o brilho a mais me meu olhar, tudo parecia exatamente igual, o que de certa forma era estranho pois muitas coisas haviam se transformado na última hora.

Percebi Edward se aproximando com uma toalha, e delicadamente ele afastou minhas pernas para começar a limpar as pequenas manchas de sangue no alto de minhas coxas. E esta era realmente a prova de que realmente algo havia de fato mudado a partir de agora.

Como se tivesse lido minha mente, Edward comentou rindo. – Não há nada de diferente em você, amor. Bem, exceto pelos seu peitos: eles parecem meio maiores agora.

No mesmo instante, abaixei meu olhar para o meus seios. – Parecem?!

Com isso, meu namorado gargalhou e eu me toquei que essa só era mais uma das piadinhas sem graça dele. Dei um tapa no ombro dele e retruquei. – Caramba, você é muito idiota!

Devagar, ele aproximou seu rosto do meu antes de dizer – Mas um idiota que você ama.

– Sim. Definitivamente eu amo. – retruquei, dando um selinho em seus lábios ansiosos. – Amo e muito.

– Bom saber… Porque eu também te amo, minha taradinha. – ele respondeu, tomando meus lábios com mais vontade.

Muito breve, ele encerrou o beijo e me puxou da pia para seguirmos para o chuveiro. Quando finalmente pude dar uma olhar melhor para meu namorado, fiquei com uma cara espantada quando vi o tamanho dele. Ele me lançou uma piscadela presunçosa quando me percebeu encarando e eu corei intensamente, o que o fez rir ainda mais.

Debaixo do chuveiro, aproveitamos o momento para curtimos um ao outro: deleitei-me com a massagem que Edward fez nas minhas costas e descobri que ele não era tão imune a cosquinhas quando o toquei a parte interna do cotovelo dele. Era algo tão bobo mas ao mesmo tempo tão íntimo que não pude deixar de me sentir completamente realizada por ter também ganhado essa parte em meu namoro.

Quando a água morna finalmente acabou, nós saímos rapidamente do chuveiro e praticamente começamos com as preliminares ali mesmo, enquanto enxugávamos um ao outro. A forma com que ele passava a toalha macia sobre meus seios já estava me instigando outra vez e eu precisei segurar com força no seu antebraço para que minhas pernas não tremessem como gelatina.

– Edward…

– Hmm…

– Você acha que já está na hora do mais tarde? – eu perguntei, enquanto a toalha que tentava enxugar minha virilha foi substituída por seus dedos.

Sua única resposta foi me puxar em seus braços, fazendo com que nós voltássemos o mais rápido para a cama. Agora que minha vida amorosa era completa em todos os sentidos, eu estava mais do que disposta a passar o resto das noites de minha vida ao lado daquele homem que me mostrou como ser amada de corpo, alma e espírito.

Que me provou que a vida não é nada daquilo que você espera


Nhaaaiii! Eles fizeram amorzinho!

E aí gostaram das mudanças? Eu espero que sim!

Agora posso fazer chantagem emocional? Se eu tiver muitas reviews quem sabe não rola alguma coisa de Natal, hum?

Beijos!

Line