QUEM É VIVO SEMPRE APARECE! E vim aqui dizer: EU NÃO ESTOU MORTA! KKKKKKKK

Enfim, para vocês verem, a vida real chega com força, mas o amor pelo FF não some tão rápido. E eis que nos últimos dias, esses dois (ou melhor, três) estavam gritando no meu cérebro, por algo que já tinha prometido há muuuuuuuuuito tempo atrás – quase dois anos talvez... Resolvi achar um tempo e depois de três semanas, dei voz a eles. Espero que vocês gostem do que irão encontrar aqui!

No mais, agradecer a Nath Stewart e a Dra Lumichelutti por terem revisado e betado toda essas maluquice. Amizades que nasceram por conta de Twilight e persistem até hoje mesmo entre contas à pagar, chefes, pacientes e afins. Amo vocês, duas divas!

PS.: Aqui tem Dadward desbocado e ligado na temperatura alta. Sintam-se avisadas!

Boa leitura!


Eram 2h48 da manhã.

Vários anos atrás, quando eu tinha por volta dos meus 13 ou 14 anos, eu estaria acordado nesse mesmo horário para assistir algum video pornô escondido, sem volume algum e batendo uma como qualquer outro moleque pervertido dessa idade. Aos 19, eu deveria estar enfurnado em alguma festa da fraternidade, enchendo a cara e acordando ao lado de uma caloura durante o meu primeiro ano em Dartmouth. Aos 26, estaria com certeza virando a madrugada estudando algo como o sistema cardio-respiratório perinatal ou a porra de uma disfunção orgânica infantil. Com 30, provavelmente me encontrariam nesse mesmo horário atendendo alguma emergência pediátrica de um dos hospitais mais movimentados de Nova Iorque.

Hoje, aos 34, eu me vejo acordado no meio da madrugada ninando a garota mais preciosa de minha vida. Minha Lizzie.

Elizabeth Audrey Cullen tinha nascido fazia exatamente 75 dias (sim, eu era idiota o suficiente para contar o tempo que ela já estava comigo). Antes mesmo de casarmos, Bella e eu já havíamos comentado o quanto gostávamos desse nome - que coincidentemente era também como se chamavam minha avó materna e avó paterna dela. Então, antes mesmo de confirmarmos o sexo do nosso bebê, eu já vivia me referindo a nossa pequena como Lizzie, por acreditar fielmente que o Clã Cullen teria uma nova herdeira.

Já o nome do meio, nos deu um pouco mais de trabalho, uma vez que todo e qualquer nome que combinávamos dava a impressão que estávamos nomeando a próxima rainha da Inglaterra. Até que uma noite, quase no final da gravidez, me deparei na TV com um dos filmes preferidos da minha esposa, o Breakfast at Tiffany´s.

– Baby, o que você acha de Holly? – eu perguntei do nada, enquanto via a clássica cena onde a personagem principal tomava um gole do seu café em frente a famosa joalheria.

– Que Holly? – minha mulher perguntou da cozinha onde esperava pela pipoca terminar de ficar pronta.

– Holly, para o nome do meio.

– Elizabeth Holly? Não combina, Edward.

Fiz uma careta, por que de fato, os dois nomes juntos era feio pra caralho. - E que tal Audrey?

Bella apareceu no patamar da porta, a imensa barriga que guardava nossa menininha se destacando sobre minha velha camiseta de futebol da faculdade. – Está passando Bonequinha de Luxo na tevê?!

Rolei os olhos, me chutando mentalmente por ser tão obvio. – É Bella.

Imediatamente, ela desapareceu para dentro da cozinha e quinze segundos depois, voltou com uma enorme tijela de pipoca em um dos braços, caminhando como uma pata apressada até o sofá. Abri meus braços e ela se aninhou entre minhas pernas, imediatamente ficando vidrada no famoso clássico dos anos 50.

E então, o que você acha de Audrey? – indaguei, ao mesmo tempo em que levantava a camiseta para acarinhar a imensa barriga.

Audrey… Elizabeth Audrey… É bonito, não é?

Eu acho. - comentei levemente, deixando um beijo na sua nuca.

Mas Elizabeth e Audrey juntos… Talvez seja melhor não...

E por quê não?

Ela virou seu rosto para me encarar – Você sabia que a Audrey Hepburn e a ElizabethTaylor eram tipo, inimigas mortais, né? – Bella questionou, parecendo meio intrigada.

Tá, e daí?

Ela revirou os olhos. – Reza a lenda que as duas viviam em pé de guerra disputando os melhores papéis, eventos e joias… E se isso trouxer alguma espécie de karma pra nossa bebê, como ser casada sete vezes ou sofrer bullying por ser alta e magra demais?

Eu ri levemente a medida em que começava a sentir os primeiros cutucões de minha filha contra a minha palma – Nada a ver, amor. E além disso, a Lizzie parece gostar da escolha.

Bella ampliou seu sorriso, encarando a barriga que agora começava a se mexer também a cada movimento da pequena lá dentro. – É parece que você gostou do seu nome do meio, não foi, filhota?

Lógico que minha princesa gostou; fui eu quem escolhi.

Nah, eu acho que a Lizzie gostou por que ela é uma cinéfila como eu e adorou a ideia de ter o nome de duas divas da Sétima Arte.

Eu ri, e como eu não conseguia viver sem provocar a minha mulher, comentei. – E graças a Deus por não termos homenageado a Ava Gardner e Gina Lollobrigida.

Bella rolou os olhos antes de deitar sua cabeça no meu ombro. – Essa piada além de horrível é mais velha do que as nossas duas avós juntas, Edward.

Eu sei. – comentei – Só foi para não perder o velho hábito de te irritar.

Tá, agora cala a boca que eu quero ver o filme.

Ok, chefinha.

E então, depois de uma gravidez sem nenhuma surpresa, havia chegado a hora de um longo trabalho de parto onde minha esposa, conseguia sorrir o tempo todo mesmo através da dor evidente. Durante um dos momentos mais cheios de ansiedade e receio de nossas vidas, minha esposa enfrentou bravamente cada contração, alegando que cada uma delas era o preço que teria que pagar para ter nossa filha em seus braços. Bella foi perfeita, desde quanto a bolsa tinha estourado no meio da madrugada até os momentos finais, quando mesmo suada e vermelha pelo esforço de trazer uma nova vida ao mundo continuava sendo a mulher mais linda do mundo.

Quanto a mim, eu fui completamente o avesso: nervoso pra cacete, olhando a cada cinco minutos os aparelhos que monitoravam as duas, descabelado igual a porra de um louco e rosnando algo para qualquer um que ousasse falar que era normal estar ansioso. Por mais que eu soubesse muito bem todo o processo do nascimento de uma criança, tudo era diferente, por se tratar da minha mulher e do meu bebê. É foda admitir, mas meu próprio pai ameaçou a me aplicar um calmante se eu não colocasse a porra da bunda na cadeira e ficasse quieto por trinta segundos – palavras dele, não minhas.

No fim, tudo valeu a pena porque assim que escutei o grito alto e forte da minha menininha, fui tomado por uma paz que não sabia que existia. E quando ela foi colocada em meu colo, a única coisa que pude fazer foi sorrir como um retardado ao mesmo tempo em que as lágrimas que segurei durante todo o dia finalmente escorriam livremente pela minha face. Em meu colo, estava o maior legado de minha vida, meu melhor projeto, a perfeição que tinha criado com a mulher que eu amava. Meu amor mais puro e verdadeiro e a quem eu seria capaz de dar a vida.

Sim, eu era a porra de um pai babão. Mas como não ficar igual a um idiota quando minha pequena bocejava alto, para logo depois fazer um biquinho preguiçoso com sua boca minúscula. Simplesmente linda, e foda-se quem achar que sou exagerado.

Acho que eu podia me considerar um pai participativo desde o princípio. A única ultrassonografia que eu não tinha ido, foi a primeira, a qual eu ainda nem sabia que Bella estava grávida. Consultas de rotina, exames, aulas pré-natal e pré-parto… estava presente nessas porras todas sem reclamar de nada. Pelo contrário; a minha secretária no hospital é que ficou maluca, quando percebeu a diminuição do meu tempo dedicado ao trabalho. Talvez essa seja uma das grandes vantagens de ser pai na meia idade, quando minha vida profissional estava garantida o suficiente para diminuir o ritmo de trabalho, sem prejudicar o saldo bancário.

Sério, não via problemas em me acordar no meio da madrugada por conta da minha bebê. Até porque ela só fazia isso no máximo, três vezes por noite. E como Bella nos últimos dias estava sofrendo com uma crise estomacal, eu me virava muito bem sozinho com a mamadeira e pondo para arrotar. Se não bastasse ter me especializado em pediatria, acho que todo o treino com meus sobrinhos nos últimos onze anos me levaram a saber lidar muito bem com esses pequenos. Além disso, tenho que admitir que no silêncio e penumbra da madrugada, tornava esses ligação entre nós bem mais íntima, tornando nosso momento exclusivo de pai e filha.

– Agora você tem que parar de me enrolar, princesa, tá na hora de dormir. – sibilei baixinho, aconchegando melhor minha garotinha em meu colo, trazendo seu corpo frágil mais próximo do meu peito desnudo.

Essa ligação entre pai e bebês era tão importante quanto o contato com a própria mãe. Ainda mais em casos como o da Lizzie, uma vez que Bella infelizmente não conseguiu produzir leite por muito tempo. E não era porque eu não tinha prolactina e ocitocina que iria deixar de ter em meu colo a maciez e calor da minha pequena próximo a mim.

Lizzie deu um pequeno suspiro e eu não pude resistir em segurar sua mão delicada, somente para sentir sua palma contraindo em meu dedo indicador. Por ser tão atuante na área, eu sabia que o desenvolvimento da minha filha era bom pra caralho! Ela já arriscava segurar alguns objetos, mesmo que eles não permanecessem muito tempo em suas mãozinhas. Se estava deitada de bruços, já conseguia erguer seu tronco e voltar seus olhos azul esverdeados para qualquer barulho próximo. E puta merda, do jeito que ela chutava suas pernas roliças quando estava de bruços e queria brincar, eu tinha certeza que ela seria uma jogadora de futebol e tanto.

Só havia uma coisa que me intrigava pra caramba: até agora Lizzie não tinha o hábito de estranhar ninguém. Nessa idade, os bebês normalmente começam a ficar um pouco mais seletivos quanto à aproximação de um desconhecido, mas Lizzie pelo contrário, adora ser o centro das atenções e passar de colo em colo lançando seu sorriso desdentado enquanto todos se encantam por ela. Bella diz que ela herdou o meu charme, mas sinceramente eu tinha um receio infernal dessa confiança toda que minha bebê tinha em completos estranhos.

Paranóico e ciumento. Eis mais alguns adjetivos a serem acrescentados a mim quando se trata de minha filha.

Aos poucos, a mãozinha dela foi liberando o aperto e sua respiração ficando mais cadenciada. Ao mesmo tempo, o doce gorgolejo que ela fazia após a mamadeira foi diminuindo e suas pálpebras ficando mais pesadas. E pela enésima vez desde que a tive em meus braços, eu pude constatar o quando eu era apaixonado por ela.

Sério, eu nunca pensei que outra mulher poderia ser dona do meu coração como a Bella já era, porém, desde que eu soube de sua existência, Lizzie havia tomado posse de uma parte bastante significativa e minha mulher não via problemas em dividir espaço com essa garotinha aqui. Acho que não conseguiria amar mais nada tanto quanto eu venero essas duas. E quando elas estão juntas então, aí é que sou um caso perdido.

Quanto a Bella, tenho que admitir que ela era natural em relação a maternidade. Como se tivesse nascido para isso, mesmo que a natureza tivesse adiado nosso sonho por alguns anos. Porra, eu até chegava a me sentir meio presunçoso quando via as caras incrédulas de suas amigas quando ela afirmava que tudo o que ela mais queria era ter conseguido dar de mamar até o sexto mês ou que não tinha feito nada demais para perder o peso extra da gravidez. E claro, a melhor parte, que sua libido não tinha diminuído por conta de um recém nascido em casa.

E graças aos céus por isso. Eu era testemunha de que após as cinco semanas de celibato pós-parto, nossa vida sexual continuava bem pra caralho, obrigado. A paixão e o desejo que tínhamos um pelo outro não mudou nem um pouco com a chegada de uma criança. Lógico que o ato em si era mais rápido e o volume um pouco mais baixo, uma vez que tínhamos uma pessoinha menor de idade em casa agora. Mas isso era um preço irrisório de se pagar pela presença da Lizzie em nossas vidas.

Minha bebê deu em leve gemidinho em meu colo e depois de uma mínima careta escutei o som baixinho do pum que ela havia soltado. Eu ri baixinho e sem poder resistir por mais tempo trouxe meus lábios até sua cabecinha coberta por uma leve penugem ruiva.

– Você é uma mal-educadazinha, mas o papai ama você. – murmurei contra sua pele suave e em resposta escutei outro resmungo antes de seus olhos, que a cada dia se pareciam mais com os meus, se fecharem lentamente.

Acho que por conta da ruivice e da iris clara, todos diziam que ela era a minha versão feminina, entretanto, eu conseguia enxergar Bella em muitos detalhes: o formato do queixo, os lábios cheios e, graças a Deus, o nariz eram totalmente da minha mulher. Fui sortudo pra caralho por isso e não ter que pagar no futuro uma rinoplastia quando minha filha estivesse na adolescência.

Depois de mais alguns minutos em meu colo, notei que Lizzie já estava finalmente dormindo. Ela era a bebê mais tranquila do mundo, mas obvio que meus pais, os da minha mulher e meus irmãos insistiam na lenda urbana de que bebês muito calmos se tornavam verdadeiras pestinhas quando crianças. Emmett e Rosie juravam que nenhum dos seus quatro filhos acordavam durante a madrugada e hoje eles tem que praticamente lidar com um reformatório infantil em casa… Mas para mim, isso não passava de uma coinscidência.

E além do mais, não acredito que com essa carinha de querubim, minha menina poderá se tornar algum tipo de moleca travessa ou pirralha irritante. Ela é e sempre será uma lady.

Com muito cuidado me levantei da poltrona e a coloquei de volta em seu berço. Ela sequer piscou ou se mexeu, somente se aconchegou de bruços, onde eu podia ver suas costas subindo e descendo a cada respiração. Não pude me conter e fiquei velando seu sono por mais alguns minutos, admirando minha filha perfeita.

Sério, se eu não soubesse o quão prejudicial poderia ser para seu desenvolvimento físico e emocional, eu sempre a deixaria dormir conosco em nossa cama. Na verdade, eu até já tinha conseguido negar esse pedido da própria Bella, e porra, Deus sabe o quanto é difícil dizer não para aquela mulher! No entanto, preferia ter que passar algumas horas longe dela do que acabar prejudicando minha menina de alguma maneira.

Soltei um longo bocejo e percebi que também já estava na minha hora de voltar ao sono. Amanhã seria um longo dia no hospital e eu não podia me dar ao luxo de estar cansado para atender o pequeno batalhão que teria na minha agenda de amanhã. Não pude resistir em deixar um último beijo na cabeça de Lizzie, para logo em seguida dar uma última verificada em seu berço em busca de qualquer coisa que pudesse atrapalhar a respiração da minha filha. Quatro anos dentro de uma emergência pediátrica e vendo centenas de casos de sufocamento, fez com que eu ficasse mais do que alerta em relação à travesseiros, bichos de pelúcia ou lençóis ao redor do local onde minha filha dormia.

– Boa noite, princesa. – sibilei uma última vez antes de finalmente fechar a porta e seguir em direção ao fundo do corredor, onde eu dormia.

Ao entrar, percebi que a outra mulher da minha vida estava deitada de bruços bem no meio da nossa cama, o que me fez ter um puta de um trabalho para que eu subisse na cama sem precisar atrapalhá-la No entanto, tanta cautela pareceu ser em vão por que assim que estava deitado, Bella rolou de lado e emaranhou suas pernas entre as minhas.

- Lizzie está bem? - ela inquiriu se moldando melhor ao meu corpo.

- Sim. – respondi a medida em que laçava sua cintura com um braço livre – Eu só demorei mais um pouco porque você sabe que eu gosto de ficar assistindo ela dormir.

Ela deixou um beijo em meu peito enquanto sua sua mão acariciava desleixadamente os músculos de minha barriga. - Se ela não fosse nossa filha eu estaria com ciúmes.

Eu ri e recostei meus lábios em sua testa para logo depois dizer. - Você sabe que só existe vocês duas para mim.

Ela girou em nosso abraço, seus dedos ficando mais ousados ao descerem pelo cós do moletom que eu usava, trançando lentamente a linha do meu quadril. – Você tá muito cansado? – ela inquiriu através dos seus olhos que mesmo sonolentos, brilhavam de excitação.

– Nunca pra você, baby. – respondi, antes de levar minha boca em direção a sua.

Bella, me beijou com vontade, sua língua sendo apressada ao explorar cada canto em minha boca, mostrando que ela não estava no clima para algo mais romântico e meloso. Meu pau imediatamente entrou em ação, já empolgado só com a ideia de que a transa dessa noite pudesse ser um pouco mais selvagem.

Cravei meus dedos na pele macia de sua coxa, o que a fez gemer alto e sua mão encontrou o meu amigo, que já estava praticamente pronto para aquela deusa. Afastei nossos lábios apenas para arrancar a maldita blusa do baby doll que ela vestia, expondo seus seios perfeitos para meus olhos gananciosos.

Enquanto Bella se livrava de minha calça sem parar de me estocar, fui descendo minha boca por seu queixo, pescoço e ombros, sentindo na ponta de minha língua o gosto suave de sua pele. Com uma de minhas mãos, fui contornando a parte interna de suas coxas, subindo até a abertura do short insanamente folgado e enfim chegando aos seus lábios, onde comecei a explorar sua entrada já molhada.

– Já tão pronta, amor. – eu sussurrei próximo ao seu ouvido. – O que diabos você estava fazendo enquanto eu cuidava da nossa filha?

Em resposta, ela sugou o lóbulo da minha orelha, algo que ela sabia que era um dos meus ponto fracos. – Me preparando pra você.

– Puta merda, mulher! Eu amo pra caralho quando você me diz essas coisas! – eu gemi, meu pau cada vez mais inchado somente por conta do tom de voz dela que era puro sexo..

– Eu não tenho culpa por você ter ficado mais sexy para mim depois da paternidade.

E então, com um movimento rápido e graciosamente atípico para ela, minha esposa nos girou, até que ficasse por cima, sentada sobre o meu quadril. Devagar mas com uma perícia espetacular, Bella foi descendo seus lábios por meu peito, abdômen, virilha até provocar a minha glande com a ponta da sua língua, antes de tomá-lo em sua boca.

– Caralho, baby…

Sério, não existia nada melhor do que a boca quente de Bella em mim, me chupando com gosto, o que me deixa com ainda mais tesão. Seus lábios roçando com vontade pelas protuberâncias de minhas veias, a boca úmida fazendo os mais deliciosos sons de sucção… Sério, se existisse um paraíso para mim seria passar o resto da eternidade fazendo aquilo.

E eu sei que Bella fazia isso porque também gostava, não apenas por obrigação matrimonial. Mesmo da primeira vez, quando ela tímida e corada me pediu para ensiná-la a como me chupar, havia uma excitação enorme atrás do seu pudor. E desde então, eu sou o filho da puta mais sortudo do planeta.

Aos poucos, seus dedos começaram a brincar com minhas bolas, ao mesmo tempo em que o vai em vem de seus lábios aumentava o ritmo. Não pude evitar o movimento do meu próprio quadril fazendo com que meu pau fosse mais fundo em sua boca.

Só que apesar de amar aquilo pra caralho, eu não seria egoísta. Eu queria gozar somente depois dela gritar meu nome.

Consegui afastar minha mulher e antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, trouxe seu corpo para cima, até que nossas pélvis ficassem separadas apenas pelo tecido de cetim, em cima do meu membro. Sem perder mais tempo, Bella começou a rebolar lentamente seu quadril, roçando seu sexo contra o meu.

Eu devo ter soltado uma enxurrada de palavrões ao mesmo tempo em que tinha que respirar fundo, antes que acabasse terminando a brincadeira antes da hora. Com os olhos semi-cerrados, observei minha mulher, que parecia estar aproveitando aquilo tanto quanto eu; seu lábio inferior preso entre os dentes, os olhos fechado com força e a cabeça inclinada para trás, expondo seu pescoço delgado. Suas mãos estavam apoiadas em cada lado da minha pélvis, dando o impulso que ela precisava para fazer seu corpo ondular sobre o meu. Já os seios, que agora estavam praticamente no estado anterior à gestação, se movimentavam lentamente no ritmo que Bella impunha, os mamilos suculentos e eriçados praticamente implorando para serem chupados.

E foi exatamente isso que eu fiz. Entretanto, o gemido que recebi em resposta não foi exatamente àquele que eu esperava.

– AÍ! Caramba! – Bella vociferou, empurrando minha cabeça para longe do seu seio.

– O que foi?!

Ela cruzou braços sobre o seu peito em defesa.– Isso dói, Edward! Machucou.

– Porra, baby, me desculpe! – murmurei preocupado a medida em que me posicionava para ficar sentado, sem precisar deslocá-la do meu colo.

– Tudo bem…Acho que eles estão mais sensíveis. Alguma coisa do pós-gravidez, talvez?

Delicadamente, afastei um de seus braços e comecei a colocar leves beijos pela extensão do seu peito, rezando pra que eu não tivesse estragado o clima. – Prometo que vou ser gentil.

Para minha sorte ela assentiu, e voltou a me beijar agora com mais calma. Aproveitando que aquela era uma das posições favoritas de Bella, afastei o máximo que podia do short e posicionei meu pau bem em sua entrada, roçando a glande em seus lábios, até chegar´ao clítoris. O contato de nossas partes mais sensível fez com que nós dois gemêssemos de prazer um na boca do outro.

Sem quebrar o beijo, comecei a penetrá-la devagar, sentindo a pele quente como veludo me engolindo, ao mesmo tempo em que a seda macia da peça propositalmente esquecida provocava o restante do meu comprimento. Levei uma de minhas mãos até o seu quadril e Bella se apoiou em meus ombros, afim de ter impulso para as investidas cada vez mais fortes.

Já que minha mulher estava sensível além da conta em uma de minhas partes preferidas do corpo dela, preferi levar meus lábios até seu pescoço e começar a sugá-lo, algo que funcionava tão bem quanto meu ataque aos seus seios. Já a mão que segurava firme seu osso ciático escorregou mais um pouco, apertando a sua bunda redonda e macia até um dos meus dedos encontrarem sua outra entrada, explorando lentamente a textura da sua pele ali.

E cacete, aquilo sempre exitava minha mulher!

As investidas em meu colo ficaram mais intensas e eu tive que respirar fundo algumas vezes para não acabar gozando antes dela. Seus gemidos ficaram mais evidentes, assim como os sons de nossas peles batendo com força.

– Me toque, Edward. – ela sussurrou rouca junto ao meu ouvido. – Por favor, me toque.

Mesmo arriscando meu equilíbrio, tirei a mão que estava apoiada no colchão e levei até onde ela desejava, circulando furiosamente meus dedos ao redor do clitóris dela. – É assim que você quer, baby?

Ela me respondeu com um grunhido, afundando seu rosto em meu ombro para sugar a parte entre meu pescoço e clavícula. Amanhã eu teria uma marca roxa do caralho naquela região, mas eu estava pouco me lixando. Não quando eu tinha aquela morena gemendo meu nome me cavalgado daquele jeito.

Não demorou muito para que eu começasse a sentir os primeiros espasmos do seu sexo apertando o meu. Era quase impossível controlar meu próprio orgasmo

– Isso, Bella... Goza pra mim, amor – eu sibilei, traçando com meu indicador uma linha que ia do seu cóccix até o períneo.

O grito rouco e a forma intensa que meu pau era mordido por ela, fez com que eu não durasse muito mais tempo e acabamos chegando ao clímax praticamente juntos. Cai de costas contra o colchão e Bella veio junto, respirando pesado contra o meu peito mas com um sorriso lindo e satisfeito enfeitando os lábios perfeitos.

– Isso foi... intenso. – ela disparou com uma risadinha e enfiando seu rosto contra meu peito.

Beijei o topo de sua cabeça e comentei ainda meio que sem fôlego – Se toda vez que eu cuidar da Lizzie receber uma foda dessas... Por favor, me acorde sempre!

– Vou pensar na sua proposta. – ela disse rindo, enquanto saía de cima de mim e se livrava do maldito short, que com certeza não devia estar muito usável depois da nossa experiência.

Puxei-a para se deitar ao meu lado, onde aproveitei para aspirar o perfume de morango em seus cabelos. Ao mesmo tempo, Bella arrumou os lençóis em nossos corpos antes de se aconchegar melhor à lateral de meu corpo para curtirmos mais um pouco o clima pós-coito.

– Quanto tempo até nossa filha acordar de novo? – Bella perguntou para logo em seguida soltar um grande bocejo.

– Três horas, se tivermos sorte, baby.

Com um último beijo em meu queixo, ela sibilou – Okey. Noite e amo você, Edward.

– Também te amo, Bells. – murmurei, já me sentindo sendo tomado pela inconsciência de Morfeu.

[***]

Eu reconhecia aquele som repugnante. E foi por conta disso que me vi acordando, um pouco mais de três horas após ter fechado os olhos, como constatei pelo relógio em cima do criado mudo.

Franzi meu cenho em direção ao banheiro, onde pela fresta da porta percebi a luz acessa e os sons cada vez mais altos de alguém vomitando. Se bem que eu sabia exatamente quem estaria lá.

– Bella? Você está bem? – perguntei estupidamente ao mesmo tempo em que me levantava da cama e vestia a cueca que estava jogada no canto.

– E-eu estou… – foi tudo o que ela conseguiu retrucar, antes de ser interrompida por uma crise.

Segui em direção a suite, e me deparei com minha mulher enrolada no roupáo, tentanto segurar os cabelos enquanto esvaziava seu estômago. Agachei-me ao lado dela, auxiliando com suas longas madeixas ao passo que ela continuava praticamente sofrendo com aquela merda de vômitos. Era a terceira vez em cinco dias que ela acordava naquela situação e passava o resto do dia inteiro correndo a cada meia hora para o vaso sanitário.

Quando finalmente acabou, ela se desvincilhou de mim, ativou a descarga e correu até a pia para lavar o rosto e escovar com uma força desnecessária seus dentes. Levantei-me lentamente e disparei as palavras que eu sabia que iria começar a nossa próxima briga.

– Bella, talvez esteja na hora de você procurar um médico.

E nam essiso ocula nenum édico pe quê am em asa. – ela retrucou com a boca coberta de espuma e pasta dental.

– Bem, eu posso ser muitas coisas menos um leitor de mentes, Bella! – respondi, já meio que frustrado.

Finalmente enxaguando sua boca, ela me encarou através do espelho. – Eu disse que não preciso procurar nenhum médico por que já tenho um em casa.

– Tá, mas acontece que você já está um pouco grandinha para ser minha paciente!

– Eu estou bem, Edward. Eu só nunca mais vou comer tanta guacamole como ontem!

– Isso não foi a porra do jantar de ontem ,baby. Você acordou assim pela terceira vez em menos de dez dias, Bella! – disparei, já perdendo a paciência para a teimosia daquela mulher. Caralho, será que ela não percebia que ela podia estar com algo sério?

No entanto, quando eu disse aquilo, Bella pareceu ficar ainda mais pálida do que o normal. – Você disse três dias?

– É, Bella. Três malditos dias que você acorda desse jeito! Você tem ideia de que isso pode ser uma infecção? Uma virose ou sei lá até a porra de uma meningite!

Tudo bem, eu sabia que estava sendo um pouco exagerado, mas se tratando de minha esposa era sempre bom pecar pelo excesso e pelo drama do contrário ela se recusaria a procurar qualquer ajuda médica..

Devagar, Bella foi de volta até a privada e se sentou em cima dela, com o olhar meio perdido. Seu cenho se franziu como ela sempre fazia quando estava muito concentrada em algo e isso me deixou mais tenso ainda. Então, resolvi apelar para minha recém descoberta persuasiva que estava se mostrando bastante eficaz.

– Baby, nós temos uma filha em casa que precisa da mãe dela saudável. – me aproximei, voltando a ficar agachado, agora de frente para ela – Precisa se cuidar não só por você, mas pela Lizzie também.

– Edward, – ela começou finalmente voltando a me encarar – se eu te fizer algumas perguntas sobre… medicina... você pode me responder?

– Puta merda, Bella! Você precisa encontrar um clínico geral ou talvez um gastroenterologista pra quem sabe fazer uma endoscopia e-.

Ela ergueu uma de suas mãos, colocando-a em cima de minha boca. – São perguntas simples, Edward. Você mesmo deve ter visto isso em algum ponto durante a faculdade.

Suspirando, eu disparei. – Tá, mas depois disso você vai procurar um especialista?

Ela assentiu – Com certeza.

Rolando os olhos para a teimosia dela, disparei. - Manda a primeira.

- Bem, depois que a Lizzie nasceu, você deve lembrar que eu fiquei sangrando por uns quinze dias, certo?

– Sim, o lóquios. Seu corpo eliminando o resto do material da gestação da Lizzie. Mas o que isso tem a ver com-

Ela não deixou nem que eu terminasse minha frase, para continuar por si mesma – Eu sei que não é, mais não custa confirmar... Esse sangramento não é menstruação, certo? Tipo, ciclo menstrual e essas coisas, né?

– Não. Nada a ver. – respondi, sem entender onde diabos ela queria chegar.

Ela assentiu calmamente e depois inquiriu – E quando é que a mulher volta a ter um ciclo completo, com ovulação, TPM e essas coisas todas?

– Bem, depois do período de puerpério, o sistema reprodutivo feminino volta praticamente ao estado pré gestacional. – retruquei cada vez mais curioso. – Mas geralmente a mulher não ovula nos primeiros meses devido a alta concentração dos hormônios da lactação no organismo dela.

Bella sorriu levemente com a minha resposta. – Eu já te disse o quanto você fica sexy falando em termos médicos?

Rolei os olhos. – Já acabaram as perguntas?

– O que vocês quis dizer na última frase… e que se a mulher não amamenta, ela fica sem essa "proteção natural" anti-ovulação, correto? – Ela indagou

– Correto. Mas até agora eu não entendi onde você quer chegar.

Bella segurou meu rosto com suas mãos frias e vagarosamente comentou. – Edward, eu só amamentei a Elizabeth por um mês, lembra?

Puta merda…

– E bem, depois eu fui liberada pro sexo e… bem nós meio que estamos bem ativos desde então.

Porra...

Bella balançou a cabeça, como se estivesse em negação consigo mesma. – É que, desde que nos casamos, eu nunca tomei nenhum contraceptivo. Quer dizer, nem lembro quando foi a última vez que nós usamos camisinha! Acho que nem éramos noivos ainda! Aí a Lizzie apareceu de surpresa então nenhum de nós dois sequer pensou na possibilidade de que poderíamos… você sabe!

Caralh-

– Edward, por favor, quer parar de falar tanto palavrão e dizer algo que realmente faça sentido?! – Bella, vociferou, a medida em que apertava minhas bochechas.

Engoli em seco e finalmente consegui balbuciar – Baby, você acha que pode estar grávida? De novo?

– Como você mesmo já disse: eu estou vomitando há uma semana, não lembro quando foi a última vez que sangrei desde os primeiros dias da nossa filha e meus peitos não aguentam nem ser tocados..

Como um foguete, eu me pus de pé – Você já fez xixi hoje?

– Não. – ela balbuciou, franzindo suas sobrancelhas.

– Ótimo. Eu vou na farmácia comprar alguns testes.

Ela rolou os olhos a medida em que seguíamos para o closet. – Edward, ainda é madrugada! Mais tarde eu posso ir sem problemas. até porque eu preciso comprar mais fraldas para Lizzie.

– Eu sei onde tem uma drograria 24h aqui perto. Volto em cinco minutos. – retruquei, enquanto pegava uma camiseta qualquer.

Minha mulher se recostou no batente da entrada e cruzou os braços.– Eu ainda acho desnecessário.

– Eu não – respondi, enquanto vestia um jeans e já procurava o tênis mais fácil de calçar – Precisamos saber o quanto antes se isso é verdade ou não.

Bella caminhou até uma gaveta e tirou de lá um par de meias branca para me entregar – Você deve ter esquecido que isso pode ser também uma virose, ou quem sabe uma meningite… – ela comentou quase que sarcástica.

Preferi ignorar aquilo e deixei um rápido beijo em sua testa antes de partir em direção à garagem. – Eu volto rápido, ok?

Ela suspirou, afinal, ela sabia o quanto eu podia ser teimoso também quando decidia uma coisa. – Ok.

Eu já estava no patamar da escada quando dei por mim que não havia feito uma coisa muito importante. Voltei a passos largos para o quarto e flagrei Bella de costas, começando a arrumar nossa cama. Sem perder mais tempo, fui em sua direção prendendo-a pela cintura ao mesmo tempo em que virava seu corpo em direção ao meu.

– Edward, eu pen-

Ela não completou a frase porque levei minha boca até a dela, beijando-a profundamente. Eu precisava mostrar pra ela o quanto aquela mera possibilidade me fazia ainda mais realizado.

Puta merda, eu amava demais essa mulher e mesmo sem termos a certeza ainda, sabia que ela estava me dando outro motivo para que eu me apaixonasse ainda mais por ela:.

Ela carregava outro bebê. Nosso outro bebê.

– Eu volto logo, ok?

Finalmente, eu vi algo que me fez transbordar ainda mais de felicidade, ao notar o mesmo sorriso idiota em seu rosto perfeito. – Vai logo, porque você está me deixando ansiosa.

Dei um último beijo em seus lábios antes de me afastar e retrucar – Por favor, segure esse mijo.

– Urgh, Edward, você é tão nojento!

– Eu também te amo, baby – respondi do corredor, acelerando o passo para chegar o mais rápido possível dos oito dólares que poderiam mudar para sempre nossas vidas.

[***]

Os cinco minutos na verdade se transformaram em quarenta. Parece que a porra da farmácia não era tão próximo como eu imaginava. Isso sem contar a cara estranha que recebi da balconista, enquanto ela registrava os testes de farmácia junto com vários pacotes de fraldas descartáveis tamanho M. Eu queria rir, porque, cacete, era mesmo surreal que estivesse fazendo aquelas compras em conjunto.

Ao chegar de volta em casa, sai rapidamente da garagem e já ia me dirigir de volta ao andar superior mas um movimento periférico que vi pela janela da sala chamou minha atenção. Aproximei-me da grande abertura de vidro e notei que Bella carregava Elizabeth em seu colo, caminhando entre as poucas folhas que começavam a cobrir nosso quintal anunciando a chegada do Outono. A luz dos primeiros raios da manhã iluminavam os cabelos da minha esposa, que ganhou um tom de vermelho, provando que Lizzie e eu não éramos os únicos ruivos daquela casa. Já minha fiilha, tinha a cor laranja esquisita ainda mais nítida, entretanto não deixava de ser adorável.

Eu poderia estar criando esperanças demais porém, não pude deixar de imaginar que daqui a alguns meses, eu poderia estar vendo essa mesma cena, mas tendo algumas diferenças: minha bebê estaria bem maior e minha esposa ostentando outra vez a barriga redonda, gerando o irmão ou irmãzinha da garota que ela teria em seu colo.

Porra, eu era sortudo pra caralho. Será que eu merecia mesmo essa felicidade toda?

Bella notou que era observada e me lançou um sorriso travesso enquanto caminhava de volta para casa. Sendo o besta que eu era, fui em direção ao alpendre, porque exatamente como imãs, eu era atraído com a proximidade dela.

– Então, cinco minutos, hein? – ela disparou sem parar de conter o sorriso.

– É. A porra do lugar fica um pouco mais longe do que eu esperava.

– Sei... E onde está o teste? – ela indagou, enquanto passava nossa filha pros meus braços - Minha bexiga está praticamente estourando aqui!

Aninhei Elizabeth melhor em meu colo, ao passo em que ela balbuciava coisas incompreensíveis. – Estão os quatro no sofá, no mesmo pacote da fraldas

Quatro, Edward? – Bella disparou – Qual a necessidade de tudo isso?!

Dei de ombros – A prova, a contra-prova. Ou "por via das dúvidas e o "só para no caso".

Ela riu da minha estupidez. – Eu volto logo.

– Você tem três minutos, Isabella! – disparei em sua direção – Três minutos ou do contrário, Lizzie e eu vamos invadir aquele banheiro.

Ela se inclinou em direção a testa de Lizzie deixando um pequeno beijo para logo em seguida ficar na ponta dos pés para alcançar meus lábios. – Se eu não voltar em três minutos é porque eu devo ter desmaiado depois do resultado. – ela disse sorrindo, antes de finalmente se virar e seguir para o banheiro.

– É parece que somos só nós dois de novo, mocinha – comentei ao olhar para minha filha, que estava agora levando a mão à boca e babando-a completamente.

Eu ri, e fui me sentar em uma das poltronas do terraço, continuando a fazer com que Lizzie pegasse os primeiros raios de sol daquela manhã clara e fria de Seattle. – Cara, se sua mãe estiver mesmo grávida de novo, nós estamos tão fudidos… Como é que vamos lidar com dois bebês em casa?

No entanto, apesar dessa dúvida, acho que não estava tão aterrorizado com uma nova gestação. Sempre quisemos mais de uma criança, então a única diferença é que talvez a chegada dele ou dela viesse um pouco mais precipitado do que pretendíamos.

Ou talvez, minha mulher nem poderia estar grávida mesmo. Quantas e quantas vezes nós já estivemos em uma situação parecida como esta, antes de Elizabeth nascer? Foram malditos quatro anos tentando a ponto de desistirmos de termos filhos, até que a Lizzie apareceu de surpresa, quando nós nem estávamos fazendo mais nenhum tipo de acompanhamento de fertilidade.

Outro ponto que eu tinha que levar em consideração era que eu não tinha como saber ao certo como estavam as taxas hormonais da minha esposa após a gestação. Bella não seria a primeira e tampouco a última mulher do mundo a ter alterações significativas após o parto, a ponto de não menstruar. Não era comum, no entanto, também não seria impossível.

Isso sem contar que nesses anos todos que conheço a Bella, houve momentos em que o período pré-menstrual dela tinha sido difícil… enxaquecas, corpo dolorido, até mesmo a porcaria dos vômitos ocorreram em algumas ocasiões.

Agora eu quis me dar um soco por ser tão idiota: com certeza, eu estava confundindo a provável volta da TPM da minha mulher com uma gravidez. Porra, desse jeito parecia até que eu tinha feito o curso de medicina por correspondência!

Olhei para a bebê em meu colo, e não pude deixar de me sentir um pouco decepcionado, o que era até estranho. Afinal, como é que eu ainda poderia desejar mais quando eu já tinha tudo comigo?

Como eu podia querer uma nova gravidez que com certeza seria algo complicado pra caralho de se lidar? Seria impossível conseguir dar atenção para uma bebê que estaria arriscando os primeiros passos e peraltices e ao mesmo tempo ter um recém nascido sobre o mesmo teto. Isso sem contar em todas as dificuldades de uma possível gestação muito próxima uma da outra. Não é de hoje que sei o quanto isso pode ser perigoso para a mãe, cujo os órgãos internos podem ainda não estar 100% recuperados após a gestação. Além disso, o feto também poderia ter algumas situações onde sua evolução seria comprometida justamente porque o corpo da mãe ainda não estava preparado para gerá-lo.

Respirei fundo e olhei de volta para a Lizzie, que me encarava com seus olhos atentos a cada movimento meu. E eu não pude deixar de me perguntar como ela seria sendo uma irmã mais velha… Talvez de um moleque que viveria mexendo em suas coisas, riscando a cara de suas bonecas exatamente como eu fazia com Alice. Um garoto com meu sorriso pateta os olhos encantadores da mãe

Quem sabe, dois bebês ao mesmo tempo não seria tão ruim assim; seria uma pressão filha da puta, mas talvez pudesse dar certo, meio como ter todo o trabalho de uma vez só. Minha própria mãe era prova disso! Esme e Carlisle tiveram três filhos num período de cinco anos e os dois estão bem vivos pra contar a história. Porra, se até meu irmão e Rosalie puderam fazer isso, Bella e eu poderíamos tirar isso de letra.

Não tiraríamos?

Ah, merda! Decida-se, Cullen!

O som da porta se abrindo chamou minha atenção, e Bella reapareceu no alpendre com a cara impassível. Olhei de relance para o relógio em meu pulso e percebi que já havia se passado muito além dos três minutos que eu tinha me dado de ultimato

Engoli em seco e indaguei com o coração acelerado – E então?

Ela se aproximou devagar até se sentar no braço da poltrona. – Eu fiz o teste.

Bufei resignado. – Porra, é claro que você fez, Bella. Mas qual foi o resultado?!

– Bem, – ela começou, esticando uma de suas mãos para pentear os poucos fios de cabelo da Lizzie – eu vou ter que procurar um especialista.

Meu coração se afundou: só naquele momento que me dei conta do quanto eu verdadeiramente queria um novo filho ou filha. – Vou tentar ligar pro Drake, o novo clínico lá do hospital… Acho que a agenda dele não está tão cheia essa semana e talvez você consiga fazer os exames necessários hoje à tarde ou amanhã pela manhã.

– Só que o especialista que eu preciso é um obstetra.

– Quer dizer então que você…

– Sim, eu estougrávida de novo. – ela falou, mostrando os bastões com duas linhas rosas cada. – Vamos ter um novo bebê!

– Puta merda, você quer me dar um infarto?! – Eu ri, puxando-a do lugar com meu braço livre até que ela caísse meio que desengonçada sobre a minha coxa. Bella segurou meu rosto, trazendo meus lábios aos meus, deixando Lizzie quase espremida tamanho a nossa empolgação.

Ali, com seus lábios junto aos meus e com meus bens mais preciosos em meu colo, eu me esqueci completamente das dificuldades que teríamos daqui para frente. Mais noites sem dormir, mais choros e mais bagunças pareciam coisas banais para mim, principalmente agora. Eu só podia agradecer pelo quão agraciado eu era por ter a chance de ser pai outra vez. De aumentar a minha família. De ter a partir de então um carinha para chamar de campeão, amigo… De filho.

Afastei nossas bocas e desci minha mão até o ventre de Bella, e não pude resistir em fazer um leve carinho na pele ali. – Bem-vindo a família Cullen, Edward Junior.

– Edward o que?! – Bella indagou.

– Junior! Edward Junior. Nosso garotão. – e antes que ela pudesse abrir a boca para comentar qualquer coisa. – Bem, você sabe que eu acertei com a Lizzie. E meu instinto tá dizendo que nós teremos um menino agora.

– Sim, mais quem te disse que Edward vai ser o nome do nosso filho?! Sem chance, não é Lizzie?

E como se concordasse,minha menina abriu enorme um sorriso. – E que tal Edmund? Ou Enerst? – opinei.

Bella tomou nossa filha de meus braços e se levantou. – Nós não vamos ser um daqueles casais bestas que nomeiam os filhos com a mesma letra do alfabeto!

– Eu acho legal. – argumentei em defesa. – Elizabeth e Edwin Cullen, por exemplo.

– De jeito nenhum.

– É uma tradição dos Cullens, Bella. Já notou quantas pessoas temos na família com a letra E? – indaguei, começando a contar nos dedos – Minha mãe, o Emmett, eu mesmo, nossa filha, meu sobrinho Ethan, meu tio Eleazer, um primo distante chamado Embry.

– Não, Edward!

– E por quê não?

Sua sobrancelha se franziu e a lateral do nariz ficou meio que dilatada, típicos sinais de quando minha mulher começava a ficar com raiva – Já parou para pensar que pode ser outra menina?! E vamos chama-lá de quê? Eugenie ou Eleonore?

– Prefiro Edwina, mas eu sei que é um moleque. – respondi na maior casualidade.

– Presta atenção, Edward, por que eu não vou repetir outra vez: – ela disparou, se transformando naquela gatinha furiosa que eu tanto adorava – independente de ser um menino ou uma menina, de jeito nenhum iremos nomeá-lo em homenagem a você! – e com isso, ela virou a cara, se dirigindo para dentro de casa outra vez

Eu ri por que mesmo que estivéssemos juntos há tanto tempo, eu sempre era capaz de encontrar um jeito de deixar a Bella irritadinha. Peguei meu celular e procurei no Google por nomes de meninos começados com a letra E e tive que prender o riso enquanto repassava a lista rapidamente pelo visor do telefone. È claro que de forma alguma eu deixaria meu garoto ser batizado com esses nomes do tempo do caralho, mas pelos próximos meses, eu teria bastante material para provocar a minha esposa.

– Amor, e que tal Ephraim? – Comentei sorrindo, enquanto entrava de volta para a sala – Aposto que minha mãe ficaria bastante orgulhosa se fizermos uma homenagem ao bisavô dela…

Escutei sua voz da cozinha, resmungando algo para nossa Lizzie como pai estúpido e provocador. E por mais que eu gostasse da palavra marido, eu não pude deixar de me sentir orgulhoso com a substituição recente que aquela frase tinha sofrido.

A palavra pai.

FIM


E aí, gostaram?! Bem, algumas pessoas talvez se lembrem qual o sexo do novo bebê Beward, mas para aqueles que não recordam ou que estejam lendo isso aqui pela primeira vez, garanto que não iremos demorar para saber se de fato é uma Edwin ou Edwina.

Bem, eu fico esperando as reviews enquanto já começo a editar o novo capítulo, certo?

Um grande beijo!

Line

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