Capítulo 8- Ana ponto de vista

De Valfenda saíram várias comitivas para analisar a situação dos caminhos possíveis, trazendo relatórios dos lugares visitados.

No tempo que fiquei na casa de Elrond, fiquei muito amiga dos hobbits e de todos os elfos. Passei todo esse tempo treinando com arco e flecha e espada, aprendi com facilidade, pois sempre fui bem atlética, sou boa de luta e sempre fui campeã de corrida nos lugares que estudei, e além disso estudei muito sobre a história de Arda, e estou aprendendo sindarin.

Em dezembro as comitivas voltaram, o restante da comitiva foi definido: Pipin, Merry, Gandalf, Legolas, Gimli, Aragorn e Boromir, graças aos céus que eu não causei nenhuma interferência em relação aos membros originais da sociedade. Finalmente chegou o dia de nossa partida. Com a chegada do crepúsculo nos preparamos para partir.

O momento da despedida foi difícil, adoro Valfenda, aprendi muito aqui e encontrei a paz que eu precisava. Queria chorar, pois Elrond foi amável comigo como um pai, afinal eu sou órfã agora.

Essa dor voltou com tudo agora, até que senti as lágrimas caírem.

"Senhorita Ana, você está bem?" - Perguntou Legolas.

"Estou, é que mestre Elrond me tratou como se fosse sua filha, amo esse lugar, porém agora a dor da morte de meus pais voltaram com tudo agora".- Respondi.

"Sinto muito, minha dama".- O elfo disse colocando sua mão em meu ombro.

"Esta é minha última palavra. O portador do Anel está partindo na Demanda da Montanha da Perdição. Apenas sobre ele recaem exigências: de não se desfazer do Anel, nem entregá-lo a qualquer servidor do inimigo, nem sequer deixar que qualquer pessoa o toque, com a exceção de membros da Comitiva e do Conselho, e mesmo assim apenas em caso de extrema necessidade. Os outros partem com ele como companheiros livres, para ajudá-lo no caminho. A vocês é permitido permanecer em algum ponto, ou voltar, ou desviar por outros caminhos, como o destino o permitir. Quanto mais avançarem, mais difícil será recuar; apesar disso não lhes é impingido qualquer juramento ou compromisso de continuar além do que estiverem dispostos. Pois vocês ainda não conhecem a força dos próprios corações, e não podem prever o que cada um vai encontrar na estrada".- Falou Elrond.

"Desonesto é aquele que diz adeus quando a estrada escurece".- Gimli disse.

"Talvez, mas não jure que caminhará no escuro aquele que não viu o cair da noite".- Respondeu sabiamente o mestre elfo.

"Ainda assim, o juramento feito pode fortalecer o coração que treme".- Gimli retrucou.

"Ou destruí-lo. Não muito à frente! Mas partam agora com coragem nos corações! Adeus, e que a benção dos elfos e dos homens e de todos os Povos Livres os acompanhe. Que as estrelas brilhem em seus rostos!" - Elrond disse.

"Boa...boa sorte! Não suponho que você consiga escrever um diário, Frodo, meu rapaz, mas vou estar esperando um relatório completo quando você voltar. E não demore muito! Boa viagem!" – Gritou Bilbo, com frio.

"Namarië, e muito obrigada pela hospitalidade!" - Falei alto.

"Você sempre será bem vinda, minha filha".- Respondeu Elrond.

"Namarië"- Despediu-se Elrond.

A/N- Namarië é o tchau em élfico.

- Legolas ponto de vista.

Saímos de Valfenda, na noite de 25 de dezembro, a despedida foi penosa, pois agora vamos enfrentar grandes perigos, a nossa jornada começou.

Fiquei penalizado em ver o sofrimento nos olhos da jovem Ana, Valfenda foi um refúgio para a dor dela, onde ela fez amigos verdadeiros, amizade que nunca será esquecido por nenhum de nós.

É um mistério entender o motivo da sua vinda a Terra-Média, mas sinto que algo muito bom vai acontecer por causa disso. A vinda dela afetará a todos, meus sentidos me dizem isso.

Quando chegamos em Azevim, antiga morada dos elfos, decidimos acampar num fosso profundo. Foi decidido que partiríamos somente na noite seguinte. Aragorn estava inquieto, sentado à sombra de uma árvore, olhando para o Sul e o Oeste.

Estava sentado ao lado de Ana, ela parece ser uma pessoa fantástica, ela tem uma beleza fora do comum, não só fisicamente, mas a alma dela é tão radiante, é uma pena o que aconteceu com os pais dela. A conversa estava animada, devido ao fato do lugar ter sido habitado por elfos, nós deixamos nossas marcas onde vivemos, muito fortes que demoram muito tempo para elas desaparecerem.

"Ana, o que você fazia antes de vim para a Terra-Média?" – Perguntou Pipin.

Lógico que eu já sei, ela disse isso no conselho, porém Merry e Pipin não estavam no conselho então eles não sabem.

"Eu adoro estudar sobre cultura e a história de povos antigos, gosto também de encontrar objetos antigos e estudá-los, inclusive escolhi isso como profissão, ocupação".- Disse Ana.

"Você deve ser uma pessoa bastante sábia, então. Pois a busca constante de conhecimento sobre outros povos nos fornece um entendimento melhor sobre outras pessoas".- Comentei.

"Sempre fui muito dedicada e eu amo aprender, mas ainda tem muita coisa pra eu aprender, principalmente sobre a história e as culturas dos povos da Terra-Média".- Ana falou.

Espero que eu possa contribuir com o meu conhecimento no que concerne aos elfos, mas eu aposto que ela já conhece bastante coisas, ela é muito sábia, e passou um tempo estudando com Elrond e Gandalf depois do conselho.

A/N- Obrigada pelas revisões, já tenho algumas idéias que pretendo botar em prática, muito obrigada pelas sugestões.

Namarië mellon nin- Até meus amigos.