Capítulo 9- Legolas ponto de vista.
"Qual é o problema Passolargo? O que está procurando? Está sentindo falta do Vento Leste?" - Merry perguntou, tirando-me dos meus pensamentos em relação a jovem dama, cujo brilho é fora do comum pra uma humana.
"Na verdade não. Mas sinto falta de alguma coisa já estive em Azevim muitas vezes. Nenhum povo habita esta região atualmente, mas sempre houve muitas outras criaturas, especialmente pássaros. No entanto, tudo está em silêncio agora, com a exceção de vocês. Posso sentir. Não se escuta nenhum som por milhas à nossa volta, e as suas vozes parecem fazer o chão ecoar. Não entendo".- Respondeu Aragorn.
Gandalf olhou pra ele.
"Mas qual você acha que é o motivo? Existe alguma coisa além da surpresa de ver quatro hobbits, para não mencionar o resto de nós, onde pessoas são tão raramente vistas ou ouvidas?" - Indagou o mago.
"Espero que seja só isso. Mas sinto como se estivéssemos sendo vigiados, e tenho uma sensação de medo que nunca senti aqui antes".- Respondeu Passolargo.
"Então devemos ter cuidado. Se você traz um guardião numa viagem, é melhor prestar atenção ao que ele diz, especialmente se esse guardião é Aragorn. Devemos parar de conversar em voz alta, descansar em silêncio e montar guarda".- Falou Gandalf.
Sam ficou com o primeiro turno da guarda, mas Aragorn o acompanhou. Me acomodei próximo a Ana e adormeci um pouco.
Acordei com Aragorn se aproximando do lugar onde estávamos descansando, ele foi acordar o mago, levantei e acordei os demais pois pela expressão do guardião não íamos demorar a partir.
"Regimentos de corvos negros estão sobrevoando toda a região entre as montanhas e o rio Cinzento. Passaram sobre Azevim. Não são nativos desta região; são crebain originários de Fangorn e da Terra Parda. Não sei o que fazem aqui: talvez haja algum problema no Sul do qual estão fugindo, mas acho que estão espionando a região. Acho que devemos partir outra vez esta noite. Azevim não é mais um lugar seguro para nós: está sendo vigiado".- Informou Aragorn.
"E nesse caso, o passo do Chifre Vermelho também estará sendo observado. E não imagino como poderemos atravessá-lo sem sermos vistos. Mas vamos pensar nisso quando chegar a hora. Quanto a partimos ao escurecer, receio que esteja certo".- Falou Gandalf.
Ao cair da noite partimos, indo um pouco mais para o Leste, pois estávamos indo em direção ao Caradhras, que estava brilhando, um vermelho apagado, ao longe com a última luz do sol que desaparecia.
Quando estávamos em Caradhras, nos mantivemos mais perto do penhasco que dava para o Sul, perto da base se inclinava um pouco pra fora, assim poderíamos ter alguma proteção do vento Norte e das pedras que caiam. Porém rajadas formavam rodamoinhos e a neve estava bem densa.
Aconchegamo-nos uns nos outros com as costas pra parede, Bill, o pônei, estava procurando proporcionar um pouco de conforto aos pobres hobbits. Eu estava próximo a Ana, pra ver se eu podia oferecer conforto a ela. A tempestade estava forte.
"Senhorita Ana, você está bem? Vejo que você está bastante triste".- Falei com ela.
"Eu estou bem, é que essa tempestade de neve me faz lembrar de quando ainda morava com meus pais na Finlândia, eu tinha uns 10 anos, o inverno lá é rigoroso, ficava-mos em casa ouvindo música, jogando, meus pais eram as pessoas mais malucas que eu conheci, cheios de vida, daria tudo pra está com eles agora, sinto muita falta".- Ela falou com lágrimas nos olhos.
"Eu aposto que eles sentem saudade de você, onde quer que eles estejam, eu sinto isso, pois em pouco tempo que convivi com você já fui cativado por seu espírito radiante, imagina eles que conviveram a vida toda contigo, é muito fácil amar você".- Disse a verdade.
"Obrigada Legolas, me chame só de Ana, pois você é um grande amigo, pois sempre que estou do seu lado me sinto confortável, mesmo morrendo de frio numa tempestade".- Ana disse.
"Isto será a morte dos pequenos, Gandalf. É inútil permanecermos aqui até que a neve cubra as nossas cabeças. Precisamos fazer alguma coisa que nos salve!"- Disse Boromir, depois de desenterrar Frodo de um monte de neve.
"Dê-lhes isto. Apenas um gole para cada um- cada um de nós. É muito precioso. É miruvur, o licor de Imladris. Recebi de Elrond quando nos despedimos. Passe uma rodada."- Falou o mago.
A bebida quente e aromática logo me reanimou e senti esperança e vigor se renovarem. Porém a neve caia cada vez mais forte e o vento piorou.
"Que me diz de fogo? A escolha agora parece ser entre fogo e a morte, Gandalf. Sem dúvida estaremos escondidos de todos os olhos hostis quando a neve nos cobrir, mas isso não ajudará em nada".- De súbito indagou Boromir.
"Você pode fazer uma fogueira se conseguir. Se houver espiões que agüentem essa tempestade, então eles poderão nos ver, com ou sem fogo."- Respondeu Gandalf.
A/N- Pessoal os personagens e alguns diálogos pertencem a Tolkien, com exceto Ana e os pais, depois será revelado mais sobre o passado de Ana, mas digo que está ligado com a Terra-Média. Em breve virá a continuação dessa parte, obrigada pelas revisões. Até.
