Capítulo 13- Ana ponto de vista.
"Bem, finalmente estamos aqui. Aqui termina o Caminho dos Elfos de Azevim. O Azevinho era o símbolo do povo daquela terra, e eles o plantaram aqui para marcar o fim de seu domínio, pois a Porta Oeste foi feita principalmente para ser usada por eles em seu comércio com os Senhores de Moria. Aqueles foram dias mais felizes, quando havia ainda uma forte amizade entre povos de raças diferentes, até mesmo entre anões e elfos".- Falou Gandalf.
"Não foi por culpa dos anões que a amizade acabou".- Disse Gimli.
"Nunca soube que tenha sido culpa dos elfos".- Legolas retrucou.
"Só podiam ser criaturas do sexo masculino mesmo".- Comentei revirando os olhos.
Esses dois mal sabem que mais pra frente eles vão ser protagonistas de uma amizade lendária, nunca houve uma amizade entre elfos e anões como a desses dois.
"Ouvi as duas coisas, e não vou fazer um julgamento agora. Mas peço a vocês dois, Legolas e Gimli, que pelo menos sejam amigos, e que me ajudem. Preciso de ambos. As portas estão fechadas e escondidas, e quanto mais rápido as encontrarmos melhor. A noite está chegando".- Falou Gandalf.
O mago falou para os demais:
"Enquanto procuro, vocês poderiam se aprontar para entrar nas minas? Pois aqui receio que devemos dizer adeus ao nosso bom animal de carga. Devem deixar de lado a maior parte das coisas que trouxemos contra o clima mais rigoroso: não vão precisar delas lá dentro, e nem, espero, quando tivermos atravessado e avançarmos para o Sul. No lugar dessa bagagem, cada um de vocês deve pegar uma parte do que o pônei vinha carregando, especialmente a comida e os frascos de água".
Fui até o pônei fazer o que o mago falou, e aproveitei pra dar meu adeus ao Bill, pois não sei se vou para o Pônei Saltitante, aonde ele vai está. Então fui tomada pelas lembranças: minha infância em Belém, minha mudança pra Europa, os meus pais.
Poxa! E por pensar que eu já ri muito e chorei com eles, me lembro dos meus desastres amorosos que chorei nos ombros deles. Meus ex-namorados só me queriam por causa da minha beleza fora do comum, eu era um objeto a ser exibido, isso me revoltava. Queria que existisse homens que nem o Legolas, queria poder ter o conhecido antes.
Sinto uma conexão com o belo elfo, algo bem forte, ele era um dos meus perssonagens preferidos, mas pessoalmente Legolas é mais fantástico, queria saber o que ele sente por mim.
Acordei dos meus devaneios com o grito de Gimli:
"Lá estão os emblemas de Durin!"
"E ali está a Árvore dos Altos-Elfos!" –Falou Legolas.
"E a Estrela da Casa de Fëanor. Estão gravados em ithildin, que reflete apenas a luz do sol e a da lua, e fica adormecido até que seja tocado por uma pessoa que pronuncie palavras há muito esquecidas na Terra-média. Faz tempo que as ouvi, e tive de pensar muito antes de trazê-las de volta à mente".- Disse Gandalf.
"Que diz a inscrição?- Pensei conhecer as letras dos elfos, mas não consigo ler estas".- Indagou Frodo.
"As palavras estão na língua élfica do Oeste da Terra-média dos Dias Antigos. Mas não dizem nada de importante para nós. Dizem apenas: As portas de Durin, Senhor de Moria. Fale, amigo, e entre. E abaixo está escrito, em letras pequenas e apagadas: Eu, Narvi, as fiz. Celebrimbor de Azevim desenhou estes sinais". Gandalf respondeu.
"Que quer dizer a frase fale, amigo, e entre?"- Merry perguntou.
"Exatamente isso! Se você é amigo, pronuncie a palavra secreta, e as portas se abrirão, e você poderá entrar".- Gimli falou.
"Sim, estas portas provavelmente são comandadas por palavras. Alguns dos portões dos anões só se abrem em ocasiões especiais, apenas para pessoas determinadas, e alguns ainda tem fechaduras e chaves que são indispensáveis, mesmo quando as ocasiões e as palavras necessárias são conhecidas. Geralmente ficavam abertas, e guardas ficavam a postos. Mas se estivessem fechadas, qualquer um que conhecesse a palavra correta poderia pronunciá-la e entrar. Pelo menos assim registrou a história, não é Gimli?"- Falou o mago.
"É sim. Mas ninguém se lembra da palavra. Narvi, seu ofício e todo seu povo desapareceram da terra".- Disse o anão.
"Mas você sabe a palavra Gandalf?"- Boromir perguntou surpreso.
"Não!" - Respondeu o mago.
"Então do que adiantou nos trazer até este ponto maldito? Disse nos que uma vez tinha passado através das Minas. Como pode ser, se você não sabia como entrar?" - Indagou estupidamente Boromir.
"Cala essa boca seu estúpido, essa não é a hora pra esses tipos de comentários!" – Gritei com Boromir.
"A resposta a sua primeira questão, Boromir, é que eu não sei a palavra- ainda. Mas logo veremos. E você pode perguntar qual a utilidade de meus feitos quando eles demonstram ser inúteis. Quanto à sua segunda pergunta: duvida do que contei? Ou não lhe sobra nenhuma inteligência? Eu não entrei por aqui. Vim pelo Leste".- Respondeu brilhantemente o mago.
"Se quiser saber, vou dizer que essas portas se abrem para fora. De dentro, pode-se abri-los com as mãos. De fora, nada poderá movê-las, a não ser o encanto de comando. Não se pode forçá-las para dentro".- Continuou Gandalf.
A/N: Gente vou dividir em alguns capítulos a parte de Minas de Moria, pois não tenho tempo pra fazer capítulos muito longos, e eu só vou colocar as situações mais importantes da história, como vocês sabem, mas eu espero que vocês percebam características importantes que foram colocados sobre a Ana.
Ela tem uma beleza fora do comum, é bem alta, tem graça e agilidade de uma elfa, tem um brilho estranho no olhar, e segundo conhecimento de Elrond e também do mago Gandalf (lógico que ele sabe qual é o poder dela, desde o início, afinal ele é bastante sábio) o passado dela é negro e se vocês perceberem as criaturas das trevas reagem de uma forma estranha com ela.
Reflitam sobre as informações, pois em breve o motivo por trás do passado de Ana está ligado a Terra-Média será revelado.
Até mais, obrigada pelo apoio.
