Capítulo 16- Ana ponto de vista.

Gandalf nos acordou dizendo:

"E durante a guarda tomei minha decisão. Não tenho vontade de ir pelo caminho do meio, e não gostei do cheiro do caminho à esquerda: há um ar pestilento lá embaixo, ou então não sou um guia. Escolhi a passagem da direita. Está na hora de começarmos a subir outra vez".

Finalmente paramos, depois de muitas horas de caminhadas, Gandalf parecia estar satisfeito, então falou:

"Escolhi o caminho certo. Finalmente estamos chegando às partes habitáveis, e acho que não estamos longe do lado Leste. Mas estamos num ponto muito elevado, bem acima do Portão do Riacho Escuro, a não ser que eu esteja enganado. Pelo ar que estou sentindo, diria que estamos num salão amplo. Agora vou arriscar um pouco mais de luz de verdade."

Ele levantou o cajado, houve um clarão brevemente, então perdi o fôlego com o que vi: um teto amplo bem acima de nossas cabeças, com muitos pilares de pedra, era um enorme salão com paredes pretas, polidas e lisas. Também vi outras três entradas, arcos negros e escuros: um à frente rumando para o Leste, e um de cada lado. Depois a luz se apagou. O mago falou:

"Isso é tudo que vou arriscar por enquanto. Costumava haver grandes janelas na encosta da montanha, e aberturas conduzindo para a luz, nos pontos mais altos das Minas. Acho que atingimos agora, mas lá fora é noite outra vez, e não podemos ter certeza até amanhã cedo. Se estou certo, amanhã poderemos realmente ver o dia nascendo, espiando aqui dentro. Mas enquanto isso é melhor não avançarmos mais. Vamos descansar, se pudermos. As coisas estão indo bem até agora, e a maior parte da estrada escura já passou. Mas ainda não atravessamos as Minas, e há um bom caminho até os Portões que lá embaixo se abrem para o mundo".

Passamos a noite no majestoso salão.

-Legolas ponto de vista.

Passamos a noite no salão, Frodo fazia a guarda, depois do hobbit eu fiz a vigília. Fiquei atento a qualquer movimentação estranha pois eu sabia que estávamos sendo seguidos.

Mas mesmo atento no que estava fazendo, eu olhava Ana dormindo, me lembrei das duas vezes que ela perdeu a consciência, o sofrimento dela. Ó Elbereth, qual é o motivo do Sauron a querer? Estou apreensivo, me ajude, me ilumine senhora das estrelas, faça com que eu a ajude de forma correta.

De manhã, depois do desjejum, Gandalf nos falou para continuarmos a marcha imediatamente:

"Estamos cansados, mas poderemos descansar melhor quando sairmos daqui. Acho que nenhum de nós deseja passar mais uma noite em Moria".

"De jeito nenhum! Que caminho vamos tomar? Continuamos pelo arco Leste?" – Indagou Boromir.

"Talvez. Mas ainda não sei exatamente onde estamos. A não ser que esteja redondamente enganado, suponho que estejamos acima e ao Norte dos Grandes Portões, e pode não ser fácil encontrar a estrada certa que desce até eles. Provavelmente, o arco Leste será o caminho que devemos tomar, mas antes de decidir temos de dar uma examinada no local. Vamos em direção àquela luz na porta Norte. Se pudéssemos encontrar uma janela, isso ajudaria bastante, mas receio que a luz só chegue aqui através das passagens de ar".- Afirmou Gandalf.

Passamos pelo arco Norte, estávamos num largo corredor, avançamos por ele e a luz ia ficando mais forte, ela vinha de uma entrada à direita que era alta e quadrada, a porta de pedra ainda estava no seu lugar, semi-aberta. Através dela via-se um enorme cômodo quadrado, fracamente iluminado.

O cômodo era iluminado por uma abertura grande na parede Leste, a luz batia numa mesa retangular no meio da sala, com sessenta centímetros de altura, nela havia uma laje de pedra branca (era um túmulo).

"Parece um túmulo".- Frodo murmurou.

"Estas são Runas de Daeron, como as que eram usadas antigamente em Moria. Aqui está escrito, nas línguas dos homens e anões:

BALIN FILHO DE FUDIN

SENHOR DE MORIA"- Gandalf disse.

"Então ele está morto. Receava que fosse verdade".- Comentou Frodo.

Gimli cobriu o rosto com o capuz.

Finalmente nos mexemos, começamos a procurar pistas do acontecido com o povo de Balin. Tinha uma porta menor do outro lado do salão, embaixo de uma passagem de ar. Perto das portas tinham muitos ossos, entre eles haviam espadas quebradas, martelos sem cabo, elmos e escudos partidos, entre essas armas estavam as cimitarras (espadas tortas) de orcs.

A/N: Finalmente estamos chegando na parte mais emocionante de Moria, Obrigada pelo apoio, e pelas revisões, estou gostando muito de escrever essa fic, estou desenvolvendo o restante da história, em breve estarei postando mais, esperem que depois tudo vai ficar emocionante.

Bom para quem não sabe Elbereth é a forma que os elfos chamam a valier Varda, rainha dos valar, e a mais amada pelo elfos, por isso em todos os momentos eles a louvam e pedem por ela interceder por eles.

Até.