Capítulo 20- Ana ponto de vista:

Então o inferno da minha vida começou. Flechas caiam no nosso meio, uma atingiu Frodo, porém ricocheteou no ar, por causa do casaco de Mithril, uma virou enfeite no chapéu do Gandalf. Haviam muitos orcs com lanças e cimitarras que brilhavam por causa da luz do fogo. Dum, dum, e os tambores continuaram a bater, dum, dum.

Legolas e eu preparamos nosso arco. Puxamos a corda do arco, porém nossas mãos caíram e as flechas também. Ele deu um grito de desespero e eu fiquei paralisada. Dois trolls enormes apareceram, eles jogaram lajes no chão para servir de passarela por cima do fogo. Mas não foram os trolls que acabaram com nossos nervos. Os orcs começaram abrir espaço, com medo.

Então a maldita criatura fez com que a luz se apagasse, Legolas segurou minha mão bem forte. A criatura pulou sobre a fissura, as chamas se ergueram em saudação, uma nuvem negra rodopiou subindo no ar. Então nosso pior pesadelo se incendiou, ele segurava na mão direita uma espada e na mão esquerda um chicote de várias correias.

"Ai! Ai! Um balrog! Um balrog vem vindo!" - Legolas gemeu me segurando pela cintura.

"A Ruína de Durin!" - Gimli gritou, deixando cair o machado e cobriu o rosto com as mãos.

Definitivamente estava no inferno, perdi minha consciência, olhando naqueles olhos.

"Mestre".

O que! Ele falou mestre? Melkor? Mas que diabos está acontecendo? Qual o motivo de enxergar Morgoth nos seus dias de glória como o senhor do escuro.

Socorro! Tira essa coisa da minha cabeça, eu não estou entendendo nada. Alguém pode me esclarecer isso?

"Ana!"

Mãe é você?

"Não é o coelho da páscoa!" – Mamãe respondeu com seu sacarsmo habitual, só pode ser ela.

"Ana acorda! Minha filha mamãe te ama, eu e seu pai estamos com você para lhe proteger, numa missão designada pelo próprio Eru".

"Ana ouça sua mãe, acorde minha princesa, depois conversaremos com você, mas fique sabendo que nós sempre estaremos com você".- Papai falou também.

"Eu amo vocês!" – Berrei com vontade.

Acordei no outro lado da ponte, não sei como Legolas conseguiu me carregar, só um milagre, depois eu pergunto pra ele.

"Você não pode passar. Sou um servidor do Fogo Secreto, que controla a chama de Anor. Você não pode passar. O fogo negro não vai lhe ajudar em nada, chama de Udûn. Volte para a sombra! Não pode passar".- Gandalf disse no meio do arco protegendo a ponte.

O balrog não respondeu, o fogo nele pareceu diminuir, mas a escuridão aumentou. Ele avançou devagar para a ponte, saltou a uma enorme altura, e suas asas se abriram, mas ainda dava pra ver o mago brilhando no escuro.

A espada do balrog brilhou em chamas. Glamdring brilhou branca em resposta. Ocorreu um estrondo e um golpe de fogo branco, a besta caiu pra trás e a sua espada voou, ficando em pedaços que se derreteram. Gandalf se desequilibrou na ponte, deu um passo para trás e ficou parado.

"Você não pode passar!" – Ele disse.

O balrog avançou para cima da ponte, com seu chicote.

"Ele não pode ficar sozinho! Elendil! Estou com você Gandalf".- Aragorn gritou.

"Gondor!" – Boromir gritou indo atrás.

"Eu também estou com você, Gandalf!" – Berrei, não pude fazer nada, eu estava brilhando, estava leve, meus pés mal tocavam o chão.

Gandalf levantou o cajado, gritando bem alto, golpeou a ponte, então se partiu e caiu da sua mão. Chamas brancas se ergueram, a ponte estalou e aos pés do balrolg se quebrou, ele caiu no abismo, mas no momento em que caia brandiu o chicote e as correias bateram e se enrolaram nos joelhos do mago o arrastando para a borda. Ele perdeu o equilibrou e caiu, agarrando-se em vão à pedra, escorregou para dentro do abismo.

"Fujam, seus tolos!" – Ele gritou e caiu.

Legolas ponto de vista:

As chamas se apagaram, a escuridão predominou. Ficamos presos ao solo, devido ao horror da cena presenciada. Quando os três voltavam correndo, o resto da ponte se partiu e caiu. Ana estava brilhando na escuridão, seus pés mal tocavam o chão, eu consegui carregá-la na ponte por causa dessa leveza, eu estava sentindo que alguém estava nos ajudando naquela hora, e graças a Eru eu tenho o bom equilíbrio dos elfos.

"Venham! Vou conduzi-los agora! Devemos obedecer a última ordem dele. Sigam-me!" – Aragorn chamou nossa atenção.

Saímos correndo alucinadamente, fizemos o que Mithrandir pediu, e finalmente o céu aberto nos saldou, o vento batia nos nossos rostos trazendo alívio. Não paramos até ficarmos bem longe das muralhas. A tristeza tomou conta de nós, alguns estavam em pé e quietos, como Aragorn, Boromir e eu, os outros estavam atirados ao chão desolados.

Me aproximei de Ana, ela estava sentada em prantos, ela se levantou e me abraçou, fiquei espantado com a reação dela, mas eu a abracei e procurei dar um pouco de conforto a ela.

"Legolas, eu estou tão mal, foi terrível o que acabou de acontecer, e principalmente o balrog me assustou mais que qualquer coisa".- Ana falou sussurando.

"Ana, também fiquei horrorizado, só que para mim o pior foi ver você tendo aquelas suas visões e eu não poder te ajudar nessa hora".- Disse preocupado.

"Uma pergunta. Como você conseguiu me carregar naquela ponte?" – Ela indagou.

"Bem, você estava inconsciente, eu te carreguei, você ficou tão leve que não foi nem um pouco difícil de correr te segurando, devido ao meu reflexo, e além do mais, senti um poder muito forte emanando de você e senti que tinha alguém nos protegendo".- Respondi.

"Eram os meu pais".- Ela respondeu com lágrimas nos olhos, então fiquei mais aliviado de saber que eles estavam por perto.

A/N: Pessoal a pista do passado de Ana já está ai, mas os detalhes só no espelho da Galadriel, porém essa pista ainda não diz muito do que ela é. Pensem em tudo o que foi colocado sobre ela na história, reflitam, e depois revelarei o enigma.

E esperem um pouco mais de mistério, horror e também romance. Quem quiser me sugerir como fazer os momentos de Ana e Legolas, aceito sugestões. Revisem por favor!

Obrigada e até mais amigos.