Capítulo 24- Legolas ponto de vista:
Nos acordamos no meio da noite, pois um bando de orcs estavam passando, ficamos em silêncio para não provocar confusão, a ameaça se foi graças aos elfos de Lórien.
Amanheceu, comemos um pouco e nos preparamos para descer do talan, ainda bem cedo partimos novamente, guiados pelos irmãos Haldir e Rúmil.
"Adeus, doce Nimrodel!" - Gritei.
Senti a mão de Ana na minha, caminhamos de mãos dadas.
"Adeus!" – Frodo também se despediu de Nimrodel.
Voltamos para a trilha que prosseguia ao longo do lado Oeste do Veio de Prata, e por algumas milhas seguimos para o Sul, tinha pegadas de orcs na terra. Haldir tomou outra direção e entrou na floresta, paramos na margem do rio sob as sombras.
"Há um membro de meu povo lá adiante, do outro lado da margem, embora possa passar despercebido por vocês".- Haldir disse.
Lógico que eu vi um jovem elfo atrás de uma moita, ele saiu de lá quando Haldir imitou o piar baixo de um pássaro, estava vestido de cinza.
Haldir jogou um rolo de corda cinza, o elfo apanhou a ponta e a prendeu em volta de uma árvore próxima a margem.
"O Celebrant já é uma correnteza forte aqui, como podem ver. E nesse ponto corre rápido e já está fundo, e sua água é muito fria. Não entramos nele aqui tão ao Norte, a não ser que seja necessário. Mas nestes dias de vigilância, não construímos pontes. É assim que atravessamos! Sigam-me!" – Haldir disse.
Ele amarrou sua ponta numa outra árvore, então correu por ela, de uma margem até a outra.
"Eu consigo andar nesse caminho. Mas os outro não têm essa habilidade. Será que terão que nadar?" – Disse.
"Não! Temos outras duas cordas. Vamos amarrá-las acima da outra, uma na altura dos ombros e outra na altura da cintura. Segurando nelas esses forasteiros podem atravessar, com cuidado".- Haldir respondeu.
Então todos atravessaram, os dois melhores foram Pippin e Ana.
"Vivendo e aprendendo! Como costumava dizer meu velho pai. Apesar de ele se referir à jardinagem, e não a ficar empoleirado como um pássaro, ou tentar andar como uma aranha. Nem mesmo meu tio Andy jamais fez uma façanha como essa!" – Sam disse, depois de atravessar.
Não pude deixar de sorrir com esse comentário, os hobbits são tão cheios de vida, nada os abala.
"Agora, amigos, vocês entraram no Naith de Lórien, ou o Gomo, como vocês diriam, pois esta é a região que se estende no formato de uma ponta de lança entre o Veio de Prata e o Grande Anduin. Não permitimos que estranhos espionem os segredos do Naith. Na verdade, a poucos se permitem que coloquem os pés aqui".- Haldir disse.
Ana, sabendo o que ia acontecer, se aproximou de Gimli e colocou a mão no ombro dele.
"Como combinamos, vou vendar os olhos do anão. Os outros podem andar livremente até que cheguemos mais perto de nossas moradias, em Egladil, no ângulo entre os dois rios".
Gimli não estava feliz.
"O acordo foi feito sem minha permissão. Não vou andar com os olhos vendados, como um mendigo ou um prisioneiro. Não sou um espião. Meu povo nunca teve contato com qualquer um dos servidores do Inimigo. Do mesmo modo, nunca fizemos mal algum aos elfos. Eu não estou mais propenso a traí-los do que Legolas, ou qualquer um de meus companheiros".- O anão disse.
"Não duvido do que está dizendo. Mas esta é nossa lei. Não sou o dono das leis, e não posso ignorá-las. Já fiz muito permitindo que vocês colocassem os pés no Celebrant".- Haldir rebateu.
Gimli não estava aceitando, afastou os pés fincando-os no chão, colocou as mãos no cabo do machado. Que anão teimoso!
"Vou caminhar livremente, ou então volto e procuro minha própria terra, onde todos sabem que sou um anão de palavra, mesmo que possa sucumbir em meios as regiões desertas".- Gimli falou.
"Você não pode voltar. Agora que chegou até aqui, precisa ser levado à presença do Senhor e da Senhora. Eles devem julgá-lo, retê-lo aqui ou permitir que parta, conforme quiserem. Você não pode atravessar os rios outra vez, pois lá atrás agora estão sentinelas secretas, pelas quais não poderá passar. Seria morto antes mesmo que as visse".- Haldir falou.
Gimli puxou o machado do cinto, Haldir e os outros elfos aprontaram seus arcos.
"Malditos anões com sua teimosia!" – Disse.
"Cale-se Legolas! Pra que tanta hostilidade, se meus pais estivessem aqui eles estariam com muita raiva, cadê a diplomacia? Onde está o respeito pelo próximo?" – Ana levantou a voz, deixando todos boquiabertos.
"Calma! Se ainda sou o líder desta Comitiva, vocês devem fazer o que eu determinar. É difícil para o anão ser discriminado desta maneira. Todos nós vamos com olhos vendados, até mesmo Legolas. Será melhor assim, apesar de nossa viagem ficar monótona e demorada".- Aragorn disse.
Gimli estava rindo.
"Vamos parecer um bando de bobos alegres! Haldir vai nos levar numa coleira, como vários mendigos cegos seguindo um cachorro? Mas fico satisfeito se apenas Legolas dividir essa cegueira comigo".- Gimli falou.
Esse anão me tira do sério!
"Sou um elfo e parente do povo daqui".- Disse, estava ficando furioso.
"Então vamos gritar: Malditos elfos com sua teimosia! Mas a Comitiva deve partilhar tudo da mesma maneira. Venha, cubra nossos olhos, Haldir!"- Aragorn falou.
A/N: Malditos anões com sua teimosia! Hahahahaha! Me espoquei de rir quando li essa parte do livro, não podia deixar isso de fora da minha fic, espero que gostem. A tendência da história é melhorar daqui pra frente, então vamos lá, vou seguir até o fim com a minha idéia.
O que será que vai acontecer com a Ana em Lórien? O que o espelho da Galadriel vai revelar sobre a Ana? E quando Legolas descobrir sobre o passado da jovem ele vai continuar a amando? Por Eru e pelos valar! Que raios de ligação que essa autora maluca resolveu inventar entre Ana e Melkor?
Todas essas perguntas espero responder nos próximos capítulos, não se preocupem vou postar, só peço paciência, pois tenho que matar alguns balrogs, uns dragões, uns trolls, e alguns orcs também, ando um pouco ocupada.
Até mais, meus amigos.
Namarië.
