A/N: Desculpem pessoal pela demora, pois eu tive muitas coisas para resolver e não deu para postar a continuação da história, mas eu vou terminar essa história, só peço a paciência de vocês, aqui está o capítulo 27.

Capítulo 27- Ana ponto de vista:

Aragorn contou toda a história.

"Parecia um mal do Mundo Antigo, que eu nunca tinha visto antes. Era ao mesmo tempo uma sombra e uma chama, forte e terrível".- Ele comentou sobre a criatura pavorosa de Moria.

Senti um tremor percorrer meu corpo e Legolas segurou minha mão, então me acalmei.

"Era um balrog de Morgoth. A mais mortal das maldições que afligem os elfos, com exceção daquele que está na Torre Escura".- Legolas disse.

"De fato, eu vi sobre a ponte aquele que assombra nossos piores sonhos. Eu vi a Ruína de Durin".- Disse Gimli com um olhar aterrorizado.

"Isso é muito triste! Há muito tempo já temíamos que existisse um terror adormecido sob Caradhras. Mas se eu soubesse que os anões tinham acordado esse mal em Moria outra vez, teria proibido que você passasse pela fronteira do Norte, você e todos os que o acompanham. E se isso fosse possível, talvez se pudesse dizer que Gandalf, no último momento, da sabedoria caiu na loucura, entrando sem necessidade nas entranhas de Moria".- Celeborn disse, sendo não sendo nada educado.

"Dizer isso seria muito precipitado. Nenhum do feitos de Gandalf foi desnecessário em toda sua vida. Aqueles que o seguiam não sabiam o que passava em sua cabeça e não podem prestar contas de seus propósitos. Mas o que quer que tenha acontecido com o guia, seus seguidores não têm culpa. Não se arrependa de ter dado boas-vindas ao anão. Se nosso povo estivesse exilado longe de Lothlórien há muito tempo, quem dos Galadhrim, até mesmo Celeborn o sábio, passando perto daqui, não desejaria rever seu antigo lar, mesmo que tivesse se tornado um covil de dragões?" – Galadriel falou com sua voz poderosa.

"Escura são as águas do Kheled-zâran, e frias são as nascentes do Kibill-nâla, e belos eram os salões cheios de pilares de Khazad-dûm nos Dias Antigos, antes que poderosos reis caíssem no seio da rocha".

Galadriel olhou para Gimli e sorriu. O anão que estava carrancudo e triste ouviu os nomes em sua língua, levantou os encontrando os dela e viu amor e compreensão, então passou a admirá-la e sorriu. Levantou-se de forma desajeitada e fez uma reverência fofa da maneira dos anões:

"Apesar disso, mais bela ainda é a terra de Lórien, e a Senhora Galadriel está acima de todas as jóias que existem sobre a terra!" – Gimli disse.

Depois do silêncio, Celeborn finalmente falou:

"Eu não sabia que sua situação era tão delicada. Que Gimli esqueça as palavras precipitadas: falei com o coração confuso. Farei o que puder para ajudá-los, a cada um de acordo com suas necessidades e desejos, mas especialmente aquele entre os pequenos que carrega o fardo".

"Sua demanda é conhecida por nós-disse Galadriel olhando para Frodo. – Mas não conversaremos sobre ela mais abertamente neste local. Mesmo assim, talvez o fato de terem vindo até aqui procurando ajuda não terra sido em vão, e fica claro agora que esses eram os próprios propósitos de Gandalf. Pois o senhor dos Galadhrim é considerado o mais sábio de todos os elfos da Terra-Média, capaz de dar presentes acima do poder dos mais poderosos reis. Ele mora no Oeste desde os dias da aurora, e eu já morei com ele por anos sem conta; antes da queda de Nargothrond ou Gondolin, eu atravessei as montanhas, e juntos, através de eras do mundo, combatemos a longa derrota".

"Fui eu quem pela primeira vez reuniu o Conselho Branco. E se meus planos não tivessem falhado, o Conselho teria sido governado por Gandalf, o cinzento, e talvez as coisas tivessem acontecido de outra forma. Mas mesmo assim ainda resta esperança. Não vou lhes dar conselho, dizendo"faça isto", "façam aquilo". Pois não é dizendo ou planejando, nem escolhendo entre um ou outro caminho, que posso ser de ajuda; posso ajudá-los sabendo o que aconteceu e acontece e, em parte, o que vai acontecer. Mas vou lhes dizer isto: sua Demanda está sobre o fio de uma faca. Desviem só um pouco do caminho, e nada dará certo, para a ruína de todos. Mas a esperança ainda permanece, enquanto toda a Comitiva for sincera".

Depois que a Galadriel terminou de falar, ela nos segurou com o olhar, penetrando nossas mentes; Legolas, Aragorn e eu (não sei como), conseguimos segurar o olhar dela por mais tempo. Quando ela me olhou ela disse na minha mente:

"Você teme o seu passado e como isso vai influenciar no seu futuro. Mas eu lhe digo um conselho: não tema a escuridão do seu passado, pois nele você deve mergulhar para assim encontrar um meio de destruir o mal. E mais uma coisa, o amor é a única arma que poderá salvar a sua vida e a do Legolas".

Quando terminou de nos olhar ela sorriu e disse:

"Não permitam que seus corações fiquem consternados. Esta noite dormirão em paz".

Suspiramos e nos sentimos cansados com se tivéssemos passado por um longo interrogatório, apesar do não pronunciamento de palavras.

"Podem ir agora! Vocês estão exaustos com tanta tristeza e de tanto caminharem. Mesmo que sua Demanda não nos interesse muito, vocês teriam refúgio nesta cidade, até que estivessem curados e reconfortados. Agora devem descansar, e vamos evitar de falar, por um tempo, da estrada que os espera".- Celeborn disse.

Naquela noite dormimos no chão, os hobbits ficaram satisfeitos, foi erguido um pavilhão entre as árvores perto da fonte, e colocaram ali colchões macios, os elfos falaram palavras de paz em sua língua e nos deixaram. Enquanto os hobbits conversavam, eu me sentei no meu colchão, estava pensativa que nem percebi Legolas sentando do meu lado.

"Ana, meleth nin (meu amor), você está muito pensativa, o que houve?"

'Eu estou pensando no que a Senhora me disse, estou com medo do que vou descobrir sobre o passado da minha família, estou desconfiada do motivo do Inimigo me querer, por enquanto não posso te contar nada, prefiro confirmar minhas suspeitas primeiro. Só vou te falar isso agora. Ela me disse que o amor é a única forma de salvar nossas vidas".

"Ana, eu vou te ajudar no que for necessário, estarei ao seu lado sempre que você precisar de mim, eu te amo! A Senhora Galadriel me aconselhou a escutar meu coração e deixá-lo me guiar pelo caminho certo, e ele me diz para estar sempre com você".

"Obrigada Legolas, boa noite meu amor".

"Boa noite minha amada".

Na madrugada do dia de 18 de janeiro de 3019 da Terceira Era, mas precisamente na primeira madrugada da Comitiva em Caras Galadhon, eu acordei desesperada, mamãe e papai falaram comigo e disseram que eu tinha de procurar o espelho da Galadriel e descobrir de uma vez por todas sobre o passado da família.

Todos dormiam, então me levantei e fui procurar Galadriel.

A/N: Finalmente eu pude arrumar um tempo pra postar o novo capítulo, e esperem o próximo já é o espelho de Galadriel, finalmente tudo será revelado, e a Ana vai poder libertar seus poderes.

O que será que vai ser mostrado no espelho da Galadriel? Qual vai ser o poder da Ana? Qual é a sua ligação com o Melkor? E o Legolas, como ele vai reagir depois de descobrir sobre o passado de sua amada?

Preparem-se que a tendência da história é fica mais pesada, apesar dos momento mais leves, pretendo usar esse estilo do Tolkien de narrar, intercalando emoções, fazendo com que o leitor sinta alegria, terror, melancolia, etc.