Título: First Love
Autora: Eri-Chan
Beta: Samantha Tiger Blackthorn e Yume Vy
Fandom: Weiss Kreuz
Casal: Aya x Omi
Classificação: NC-17
Gênero: Yaoi, Romance, Fluffy
Disclamer: Os personagens de Weiss Kreuz pertencem a Takehito Koyasu (o dono do sorriso mais 'lindo') e Project Weiss
Sinopse: Acostumado a estar sempre sozinho em meio a uma multidão, Omi mascarou seus sentimentos. Por trás de seu sorriso sempre alegre se esconde uma gama de sentimentos confusos, normal em alguém da sua idade. No meio desse mar de hormônios como o jovem hacker reagirá à chegada de seu primeiro amor?
Observação: Plot desenvolvido para o 1º Amigo Secreto do LJ Secrets Place, e a amiga sorteada foi a Yoru no Yami.
First Love
Eri-Chan
Parte IV
Ao ver o espadachim pegar na maçaneta da porta disparou:
– Aya-kun... – Sua voz soou desesperada, súplice. – Aishiteru!
Aquelas palavras atingiram Aya como um raio. Demorou alguns segundos para que o sentido delas penetrasse em sua mente, seu corpo reagindo primeiro, voltando-se lentamente, os olhos percorrendo a fisionomia sofrida do garoto, cheia de temor e desesperança, seus traços não denunciando o sentimento tremendo que o tomava por inteiro, fugindo do seu controle férreo, mantido por tanto tempo...
O hacker já não tinha mais esperança alguma. Ver a falta de reação do ruivo o deixou ainda mais inseguro, sua cabeça girava achando que tinha estragado tudo e um medo insano tomou conta de seu ser. Abaixou a cabeça, não querendo ver a expressão de Aya e nem o momento em que ele sairia do quarto. Pelo silêncio estava convicto de que seu maior temor havia se concretizado. Sua maior vontade era chorar. Demorara tanto pra descobrir o que sentia e não queria que terminasse assim, mas agora estava feito, não tinha porque se queixar, tudo o ansiava era contar a verdade, mesmo que a reação fosse ruim.
Aya não pensou, agiu por instinto, cobrindo a distância em poucos passos, segurando os ombros pequenos com força, olhando intensamente dentro daquelas safiras adoradas, tomando aqueles lábios que achara impossível poder beijar um dia. Deixou que as mãos descessem e os braços o enlaçassem, apertando-o contra si, a língua lambendo o lábio inferior com suavidade, pedindo passagem, os dedos entremeando nos cabelos loiros.
Assustou-se ao sentir as mãos de Aya em seus ombros segurando-o com força. Ergueu a cabeça, seus olhos se encontrando com os violetas, vendo tudo o que sentia refletido ali. Viu em câmera lenta o ruivo se aproximar e tocar seus lábios suavemente, sentindo o abraço gostoso e acolhedor, cheio de ternura e toda a ansiedade desapareceu! Entreabrindo os lábios, deu a passagem que a língua atrevida pedia, sentindo pela primeira vez o doce sabor dos lábios amados e se deixando envolver, enlaçou o pescoço do ruivo, acariciando-lhe a nuca.
Sentir aqueles lábios macios era o paraíso, ser correspondido era um sonho que se tornava realidade. Seu corpo arrepiou quando suas línguas se encontraram, o leve gemido do chibi o fazendo estremecer, suspirava durante o beijo como o adolescente, até que o ato findou, e os lábios se separaram, os violetas buscando os azuis.
– Aishiterumo... Omi. – Suspirou, tirando os cabelos loiros de sobre o rosto levemente corado. – Como te condenar se eu amo um rapaz... Você!? – Sorriu delicadamente pela primeira vez em muito tempo.
O arqueiro não pode conter um gemido frustrado ao término do beijo, um leve bico emburrado surgindo em seu rosto afogueado. Não queria que isso terminasse jamais, queria estar no paraíso que era os braços de Aya eternamente... Mas ao ouvir as palavras com as quais sonhara por tanto tempo e ver-se correspondido na mesma intensidade era demais para seu jovem coração. Sem conseguir dizer nenhuma palavra, Omi apenas sorriu enquanto ficava na ponta dos pés aproximando os lábios mais uma vez.
Aya sorriu mais abertamente ao ver o leve bico na carinha emburrada do chibi, acariciando os cabelos dele, vendo os lábios se abrirem em um sorriso e buscarem os seus novamente para mais um beijo. Correspondeu com ardor, abraçando-o forte, e quando se separaram por falta de ar, beijou o pescoço dele.
– Eu queria ficar assim... – Mordiscou levemente o lóbulo da orelha dele, sussurrando em seu ouvido. – ... Para sempre, mas... – Afastou a cabeça, olhando em seus olhos, um sorriso irônico em seus lábios. – Deixar Kudou com Ken, sozinhos na loja lotada de garotas, não é uma boa idéia, não acha? Mas quando fechar a loja recomeçaremos de onde paramos, eu prometo.
Mais um suspiro deixou os lábios do mais novo ao final do beijo e um arrepio gostoso percorreu seu corpo ao sentir a leve mordida. Um torpor de felicidade embriagava-lhe todo o corpo, pois ainda não conseguia acreditar que aquilo realmente era real. E a promessa feita pelo ruivo lhe pareceu tão surreal... Na verdade temia a qualquer momento ouvir o despertador e acordar de mais um de seus sonhos.
Pensando nisso, abraçou o ruivo com força, beliscando uma das mãos ao enlaçar a cintura do mais velho. Conteve o gemido de dor e abrindo um sorriso radiante se afastou, encarando os olhos ametistas com intensidade, de forma marota.
– Irei cobrar essa promessa. – Dizendo isso foi até a porta, abrindo-a, e estendendo a mão, esperou que o ruivo o acompanhasse.
Apertou-o contra si antes de deixá-lo se afastar, rindo com o brilho safado no olhar preso ao seu.
– Eu espero que cobre mesmo, chibi... – Aya respondeu dando-lhe a mão, o puxando pelo corredor e descendo as escadas, parando por um instante na porta. – Eu terei prazer em cumprir, muito prazer... – Abriu a porta, soltando a mão dele e colocando o avental, reassumindo seu lugar no caixa, olhando seu amor também colocando o avental e atendendo as garotas.
Enquanto ia atender as freguesas que chegavam sua cabeça estava em outro lugar. Apesar de cordial e prestativo como sempre, sua mente estava toda voltada ao ruivo no caixa. Por várias vezes se pegava olhando para Aya ao invés de prestar atenção aos cliente e acabava tendo que solicitar para que repetissem o pedido se esforçando ao máximo para escutar sem se perder em divagações.
Yohji percebeu essa falta de atenção do arqueiro, mas vendo o brilho intenso em seus olhos e o leve sorriso em seu rosto toda a preocupação que o assolava se dissipou. Não pode deixar de reparar as várias olhadas do chibi para o ruivo e um sorriso maroto adornou-lhe o rosto de belos traços
"Finalmente tomou uma atitude ruivo." – Rindo, Yohji voltou a atender as clientes que chegavam.
O clima na floricultura mudara drasticamente, estava mais leve e até mesmo descontraído. Ter o Omi de sempre de volta tornava o ambiente mais alegre, e as horas passavam com mais rapidez.
A tarde avançava sem nenhum transtorno. Yohji e Omi atendendo as clientes, enquanto Ken fazia as entregas e Aya cobria o caixa. O movimento era frenético, os rapazes não tinham tempo algum para descansar, mas isso não parecia incomodá-los. Depois de toda tensão dos últimos dias por conta da preocupação com o chibi ter a rotina habitual era uma benção.
Ao olhar para o relógio, Omi viu que já era quase seis da tarde, em breve fechariam a Koneko e ele poderia voltar aos braços do espadachim. Era tudo o que mais queria! Adiantando um pouco o serviço, o loirinho começou a reunir os vasos de flores para guardar, foi quando ouviu a campainha da porta anunciar a chegada de uma nova cliente. Olhou ao redor e viu Yohji atendendo uma bela morena. Sabendo que o mais velho demoraria a desocupar, abriu um sorriso e virou-se para a direção da porta, mas quem estava ali era uma das últimas pessoas que queria encontrar.
– Konichu wa, Omi-kun! – A garota cumprimentou, os olhos brilhantes e predadores sobre o loirinho.
– Yo, Ouka-chan! – Omi tentou sorrir normalmente, mas ainda se sentia desconfortável pelo último encontro que tivera alguns dias antes ali mesmo.
Aya estremeceu de repugnância ao ouvir aquela voz irritante por perto, desviando o olhar discretamente do trabalho de fechar o caixa para a cena que se desenrolava. Seu controle férreo trabalhava freneticamente no intuito de mantê-lo à parte do que acontecia se, e somente se, ela não se atrevesse a agarrar seu chibi como fizera da outra vez. Só que agora, ele não perdia nenhum detalhe, seu olhar escapava de tempos em tempos para verificar se tudo estava dentro do tolerável.
– As flores estão tão bonitas hoje, não é? Tanto que não sei bem o que levar... – Ouka andava em meio aos vasos, com as mãos juntas às costas, 'olhando' e 'escolhendo', e então levantou o olhar coquete para o loirinho levemente corado. – Você não quer me sugerir nada, Omi-kun?
Yohji atendia uma morena, quando ouviu a voz melosa soar logo adiante. Deu uma olhadinha rápida para o loirinho, corado de tão constrangido, e outra para o ruivo, um franzir nos lábios finos indicando toda sua irritação, mesmo não tendo se mexido do lugar, uma olhada mortal na direção da garota mostrando que seu controle era bem mais frágil do que parecia. Sorriu ainda mais, se esmerando no atendimento à morena, que saiu logo depois satisfeitíssima com a compra.
– Você não faria para mim um arranjo como aquele que eu gostei? Aquele com as frésias... – Ouka sorriu docemente, aproximando-se mais do loirinho que arrumava os vasos, o rosto rubro, sem levantar o olhar para ela.
– Ai ai! – Yohji suspira ruidosamente, encostando-se no balcão, perto de Aya. – O amor é lindo, não acha? – Espicaça olhando ostensivamente para a cena, chamando atenção do ruivo que cora até a raiz dos cabelos. – Nossa Aya... Você tá... Se sentindo b...
Não pode terminar de falar, pois o espadachim já saía de trás do balcão, caminhando rapidamente até o chibi, o olhar assassino sobre a menina, parando logo atrás dela, suas palavras provocando um sobressalto, assustando-a.
– Omi, pode vir comigo até o depósito? Preciso de sua ajuda.
– Claro, Aya-kun! Vou fazer o arranjo para ela e...
– Ken pode fazer isso... – Dirigiu-se educadamente à garota. – Desculpe senhorita, acho que Ken pode atendê-la, não é? Eu realmente preciso do Omi, com licença. – Virou-se já se dirigindo ao depósito com o loirinho em seu encalço.
– Ui! Isso é que é ciúme... – O loiro sussurrou à passagem do ruivo ao seu lado.
– Assim que ela for embora, feche a loja. – Aya respondeu entre dentes, entrando no depósito.
Ken, que acabara de chegar de suas entregas, aproximou-se de Ouka, que desapontada acabou desistindo das flores, despedindo-se dos rapazes. Yohji comentou com Ken enquanto guardavam os vasos que estavam na rua:
– Acho que finalmente a paz voltou a esse lugar. Parece que o ruivo resolveu tomar uma atitude e resolver os problemas.
– Do que você está falando, Yotan? – Ken estava meio perdido enquanto fechava as portas da floricultura.
– Logo mais você verá. – Sorrindo Yohji esperou Ken e juntos entraram em casa passando pela porta de comunicação.
ooOoo
Assim que Omi entrou no depósito se sentiu puxado, se chocando com o corpo do ruivo, a porta se fechando suavemente atrás de si.
– A-Aya! – Omi ofegou, a cintura enlaçada pelos braços fortes, o beijo leve em seus lábios. – O... O que... Você precisa?
Aya sorriu vendo o rubor nas faces do loirinho, as mãos pequenas em seus ombros, a respiração ofegante pela surpresa. Encostou-se na parede, trazendo-o junto, aconchegando-o a si.
– De nada... Só não gosto do jeito que aquela garota te olha... – Os olhos ametistas faiscaram irritados.
– Aya... – Omi se sentiu corar, deliciado. Então ele estava... Com ciúmes? Sorriu, sem poder evitar, sentindo que poderia explodir de felicidade.
– Ela acredita que você é dela... E você é meu! – Sorriu feliz e beijou-o intensamente, as mãos passeando no corpo menor com carinho e desejo, o tempo passando sem que os apaixonados notassem a luz do dia se apagando lá fora.
ooOoo
A rotina na Koneko se desenrolava como de costume, a ausência de missões na última semana sendo até um alívio depois do susto que quase lhes tirou o Omi. Aya se concentrava nos arranjos para um grande casamento, que o ocuparam pela manhã toda e boa parte da tarde. Sentia a ausência do chibi na loja e isso era visível na sua expressão fechada, no mau-humor transparente para qualquer um poder ver.
Yohji e Ken trabalhavam em silêncio, pois as poucas vezes que tentaram brincar durante o trabalho foram presenteados com algumas pérolas do 'repertório de chatice do líder dos Weiss'. Palavras essas vindas do loiro, mas ditas em um murmúrio, pois mesmo ele não tinha vontade de provocá-lo abertamente hoje.
– Boa tarde, pessoal! – Omi entrou esbaforido, com a mochila nas costas. – Desculpem o atraso, mas demoramos pra terminar o trabalho pra Feira de Ciências.
– Graças a Kami que você chegou! – O playboy abriu seu mais lindo sorriso.
– Nossa! O que houve? – O arqueiro sorriu diante de uma recepção tão calorosa.
– Só assim ficamos livres da cara feia... – Falou esperando uma resposta malcriada.
Mas ao contrário do que ele pensava, o ruivo apenas largou o arranjo sobre a mesa de trabalho, aproximou-se do garoto e tocou seus lábios delicadamente, arrancando suspiros entusiasmados das meninas presentes. E ele pensava que o líder do Weiss e seu atual namorado só fazia aquilo por ciúmes.
– Senti sua falta... – Aya disse em um sussurro, bem próximo da orelha de Omi.
Os olhos azuis brilharam satisfeitos, levemente corado, ainda não acreditando que tudo isso era verdade e seus sonhos começavam a se tornar uma improvável realidade.
– Não precisa vir nos ajudar. – Um sorriso tímido surgiu no rosto pouco acostumado com isso. – Vista uma roupa bonita que vamos sair pra comemorar seu aniversário.
– Mas vocês... – Omi sabia muito bem que tinham uma encomenda grande e eles precisavam de ajuda.
– O Yohji já vai sair pra entregar os arranjos e vamos fechar. – Falou de forma suave.
– Eu?! Não era o Ken? – O loiro parecia indignado.
– Falou bem... Era! Isso é pra você aprender a não ser engraçadinho. – Sentenciou sem esperar ouvir resposta, vendo o seu chibi sair pela porta de comunicação ainda rindo dos dois.
ooOoo
– Eu não consigo comer mais nada! – Yohji disse abrindo o cinto e estufando a barriga.
– Você comeu até a minha sobremesa, seu guloso! – Ken concordou, arrancando o pratinho já vazio da frente dele.
– Quem mandou ficar enrolando com a comida? – Ele não via mal nenhum na sua atitude.
– Enrolando? Pelo menos eu mastigo... Não sou como você. – Sentia-se traído, pois o loiro sabia muito bem que ele adorava doces.
– Vamos parar de discutir vocês dois! – Aya decidiu encerrar a discussão antes que se irritasse com ela. – Estamos aqui pra comemorar o aniversário do Omi.
Os dois se calaram, mas mantendo uma guerra fria, o moreno decidido a não perdoar o outro por tê-lo privado de saborear sua parte favorita do jantar inteiro.
Omi sorriu para tudo que acontecia, vendo em cada pequena coisa a família que os quatro vinham sendo uns para os outros. E seus olhos repousavam sobre o ruivo, lindo como sempre, segurando sua mão sob a mesa, brincando com seus dedos. Tudo um presente mágico, como jamais esperou receber.
Depois que Aya pagou a conta, cada um deles caminhou até seus veículos, ficando ele e Omi para trás, o ruivo abriu a porta de seu carro para que o chibi entrasse. Os dois se mantinham silenciosos, uma tensão incômoda entre eles, permanecendo assim por alguém tempo, até que o garoto percebeu que não estavam indo para casa.
– Onde estamos indo? – Perguntou surpreso, mas temeroso da resposta.
– Logo você vai ver... – Aya disse apenas isso, mantendo a atenção no trânsito.
A cabecinha loira se acomodou no encosto do banco do carro, os olhos azuis voltados para o ruivo tão sério, tentando entender o que ele estava tramando, ao mesmo tempo em que preferia a surpresa, enlevado com essa faceta até então desconhecida do espadachim. Percebeu que entraram por uma rua conhecida, passando na frente de sua escola e pararam depois na praça em que viu os amigos se beijando.
– Por que estamos aqui? – Algo dentro dele se aqueceu.
– Onde você viu os seus amigos? – Aya continuava sério e misterioso.
A praça à noite tinha outra aparência, a iluminação dando-lhe um ar lúgubre, as sombras tirando a beleza dos arbustos que começavam a dar sinais da chegada próxima da primavera. Mesmo estranhando, o arqueiro avançou, saindo do veículo, sendo seguido de perto pelo ruivo, tentando evitar a tremedeira que se apossava de seu interior. Passaram pelo local onde ficou escondido, chegando ao ponto mais central, exatamente sob a enorme árvore onde Akishino e Shun se beijavam com tanto carinho.
– Foi aqui... Mas me fala por... – A apreensão fez Omi se voltar para ele, mas foi calado pelo beijo ardente que tomou sua boca, sendo empurrado contra o tronco, sua cintura enlaçada sem qualquer aviso.
Aya sentia-se tomado pela paixão, desejando esse corpo delicioso como jamais quis algo em sua vida. Suas mãos se colocaram sob a camiseta do garoto, sentindo a pele macia, se deliciando com os arrepios que o seu toque provocou na cútis alva.
– Quis conhecer o nosso local especial... – Disse Aya, se afastando ligeiramente, os lábios se tocando de leve. – Onde você descobriu que podia me amar.
– Eu... – O corpo pequeno tremeu diante daquelas deliciosas palavras.
Mais uma vez os lábios se uniram de forma impudica, o ruivo apossando-se da boca pequena com volúpia, a ânsia de tê-lo para si aquecendo seu corpo, provocando um perigoso formigamento em seu baixo ventre, excitando-o mais do que deveria neste momento.
– Omi... Você me quer? – Perguntou ofegante, distanciando-se apenas o suficiente para falar.
Omi estava ofegante, o coração batendo forte devido aquele beijo cheio de paixão... E ele ainda não acreditava que era real, que estava acontecendo de verdade, porém o corpo de Aya se mantinha colado ao seu, pressionando-o contra a árvore de forma delirante, excitante.
– Eu... Eu quero, Aya-kun... – Sussurrou o menor, lambendo lentamente os lábios, erguendo a mão para tocar no rosto bonito, desenhando-o com a ponta dos dedos, deslizando os dígitos para a nuca do ruivo, puxando-o para si, beijando-o suavemente.
– Hum... – Por mais que Aya tivesse se preparado para essa noite, a voz doce e sedenta o enlouquecia. Um arrepio subia por sua espinha, a excitação fazendo-o colocar a perna entre as do garoto, seus lábios abandonando a boca faminta, apesar dos protestos velados.
– Eu quero muito você... – Omi ronronou contra os lábios dele ao se afastar, suas bochechas completamente rubras, mas era impossível negar o desejo.
Aya seguiu o percurso que imaginara durante toda a noite, enquanto estava na cama pensando na primeira vez deles... Na primeira de toda a vida de Omi. Como fazê-lo se sentir especial? Como fazê-lo perceber que jamais seria apenas mais um, mas que era o único que já amara? Era nisso que ficou refletindo o tempo todo. Seus lábios então desceram gulosos pelo pescoço, mordiscando a pele branquinha, lambendo-o, sugando a curva entre ele e o ombro.
– Aahmmm... Aya... – O chibi mordeu o lábio inferior, se arrepiando com as mordiscadas em seu pescoço, suspirando e se arrepiando todo devido aos carinhos dele.
Omi sentia a coxa de Aya entre suas pernas, pressionando enfaticamente aquela área sensível, fazendo-o morder o lábio inferior e arfar, olhando-o enlevado, mas ao menos tempo envergonhado devido ao baixo gemido que deixou escapar de seus lábios.
– Você está com medo? – Aya perguntou voltando a encará-lo nos olhos, aguardando a resposta oculta naquelas lindas pupilas azuis.
– Não... Eu jamais teria medo de você, Aya-kun. – Omi mordeu o lábio inferior, sentindo suas bochechas mais quentes, porém, apesar da vergonha, o prazer e o desejo pelo ruivo eram mais fortes, por isso sorriu docemente a ele. – Eu sei que você não vai me machucar...
Seguro do quanto desejava o garoto, Aya o envolveu pela cintura, ainda encostado na árvore, mas tirando-o do chão, colocando as coxas roliças em torno de seu corpo. Tomou mais uma vez a boca deliciosa, brincando com sua língua, mordendo de leve seus lábios.
– Aya...? – Omi sussurrou surpreso ante a ação do ruivo, mas só pôde corresponder ao beijo quente que ele lhe dava, estremecendo.
As mãos de dedos longos e finos escorregaram pela perna macia, mantendo-o firme no lugar, se colocando sob suas nádegas, cada vez mais próximo, podendo sentir o efeito disso no garoto, sentindo a ereção presa pela calça cargo cáqui de encontro ao seu ventre.
O corpo do pequeno se arrepiava, se aquecendo aos poucos à medida que era explorado pela boca e mãos do mais velho, sentindo-se excitar cada vez mais, correspondendo àquela paixão avassaladora vinda de Aya, beijando-o de volta com ardor, entrelaçando seus dedos nos fios cereja, puxando-os de leve, arqueando sutilmente.
– Huuummmm... Ayaaa... Ahm... – Omi suspirava em deleite, mordendo o lábio inferior, sentindo em cada carícia todo o amor que Aya tinha [troquei 'sentia' para não repetir] por ele.
– Eu te desejo... Mas quero que seja especial... Você é especial pra mim. – Aya disse entre uma série de beijos quentes, alternando com selinhos castos e gentis. – Preparei algo... Apenas pra essa noite...
– Uhmm... Então me mostra... – Sussurrou de olhos fechados, a cabeça repousando sobre o ombro do amado.
Ao ouvir aquela resposta, Aya se sentiu enlevado... E ainda com o chibi em seu colo, caminhou até o carro, deitando-o sobre o capô e ali mesmo beijou-o ardentemente, sentindo-se cada vez mais excitado.
Omi se deixou levar e, ao ser deitado sobre o carro, o beijou com mais afinco, até o ar faltar em seus pulmões, mordendo o lábio inferior em seguida, respirando de forma ofegante, olhando-o com desejo.
– Eu estou louco por você... – O ruivo disse refugiando-se no pescoço do chibi, embriagando-se com seu perfume. – Você é delicioso... Mas... Não aqui... – Sussurrou quase se deitando sobre ele, contendo-se a muito custo, insano de vontade de tomá-lo ali mesmo, neste instante, mas sabia que Omi merecia mais, muito mais.
– Aya... – O pequeno suspirou completamente enlevado, sorrindo de forma doce e terna.
Aya puxou-o para si mais uma vez, o segurando no colo e carregando para dentro do carro, acomodando-o confortavelmente no banco do passageiro. Deu a volta, sentando atrás do volante, saindo com o veículo sem perder de tempo, seguindo por uma rua deserta que saía da praça. Seguiam em silêncio, percebendo como as safiras o observavam atentas, curiosas acima de tudo, mas parecendo querer desvendá-lo.
– Sei que não costumo ser assim... Impetuoso... Mas... – Falou sem tirar os olhos da rua que percorria seguro.
Pararam diante de uma construção exótica, um motel com pequenos chalés em estilo japonês, cortados por uma pequena alameda que começava a florescer.
– Bom é aqui. – O espadachim falou, ainda mais nervoso pela proximidade do momento deles.
Percebendo onde estavam o chibi corou, sentia-se tímido, mas ao mesmo tempo ansioso e mais excitado. Ao ouvi-lo falar seu coração bateu mais rápido, logo concordando com a cabeça, vendo o ruivo sair do veículo, entrando no motel, pegando as chaves para se dirigir ao chalé onde ficariam e sem demora voltou, indo até o local indicado, estacionando o carro diante de um chalé no final da alameda... E o coração de Omi apenas batia mais forte, enquanto o olhava na penumbra do carro.
– Aya... – Chamou o ruivo, mordendo o lábio inferior e... – Aishiteru!
– Acredita que sempre desejei ouvir isso de você? – O ruivo disse um tanto sem jeito, evitando olhar para o belo rosto iluminado pela lua.
Então saíram do carro e caminharam de mãos dadas até a entrada, as luzes acesas, o espadachim levando a chave à porta e fazendo Omi entrar na frente. Olhou para seu rostinho, esperando pela reação dele ao ver tudo que pediu que fosse preparado para recebê-lo.
– Não posso acreditar... – Omi observava incrédulo o quarto bonito, iluminado por velas, o chão coberto de pétalas de rosa, a cama de dossel escondida pelo cortinado, somente o suficiente para manter o mistério, mas deixando entrever os lençóis de cetim cor de vinho. – Fez tudo isso pra mim?
– E pra quem mais eu faria... – Aya se colocou diante dele, as mãos segurando o rostinho emocionado. – A não ser pra pessoa que eu amo?
Os lábios de Aya tocaram os do chibi mais uma vez, primeiro com delicadeza, roçando com leveza. O sabor daquela boca o excitava, tomou-a de novo, os braços fortes descendo pelos dele, que estavam um tanto trêmulos, e se acomodaram na cintura do pequeno, estreitando-o mais próximo de seu corpo, tocando-lhe as costas, aprofundando mais o beijo, as línguas se tocando deliciosamente.
Omi se deixava envolver, sentindo em cada toque todo o amor e o calor do ruivo. Não podia negar que estava nervoso e hesitante, afinal nos seus sonhos nunca tinham chegado a tal ponto, mas ao mesmo tempo seu desejo aumentava com a intensidade do momento e seu corpo estremecia reagindo ao menor toque.
– Eu te quero... Mas só vamos fazer o que você quiser. – O ruivo disse com ternura.
– Eu também... Ahhh... Também te quero... – O loirinho gemeu a resposta, ofegando. – Sempre sonhei com... Com esse momento... – Ao dizer essas palavras, sentiu que toda sua hesitação foi substituída pela expectativa do que viria a seguir.
Aya passou suas mãos sob a camiseta, novamente beijando-o, afagando com delicadeza a pele macia, seu toque contrastando com o desejo que demonstrava na boca pecaminosa. Abraçou-o forte, quase tirando os pés pequenos do chão, conduzindo-o devagar até a cama, fazendo o chibi se sentar. Os lábios se separaram e os orbes se encontraram de forma doce, brilhantes pelo fogo da paixão.
– Te amo demais! Nunca imaginei que estaríamos juntos assim. – O ruivo surpreendentemente se sentia nervoso.
Os dedos quentes do espadachim em sua pele provocavam deliciosos arrepios, e sem se conter deixou escapar um gemido no meio do beijo. Abraçando Aya com mais força se sentou na cama, sentindo borboletas no estômago, suas mãos começaram a suar, mas ao encontrar as belas ametistas se perderam no mar de sentimentos... E deixando todo o temor de lado, se entregou totalmente ao momento.
– Nem eu acredito que estamos aqui, mas se isso for um sonho não quero acordar tão cedo... – Sussurrou ofegante passando a ponta dos dedos delicadamente sobre o rosto do ruivo.
– Não é um sonho, mas uma deliciosa realidade. – Aya disse de forma sensual, puxando a camiseta do pequeno e passando por sua cabeça, soltando-a aos seus pés, enquanto se apossava mais uma vez dos lábios pequenos.
Devagar, Aya foi deitando Omi sobre a cama macia, deixando sua boca, descendo delicadamente por seu pescoço, saboreando com cuidado a pele acetinada. Chegou a um dos mamilos como se fosse por acaso, circulando-o com a língua, tomando-o entre seus lábios, o provocando... Suas mãos passeavam pela cútis, descendo pelo ventre, sentindo o tremor leve, abrindo o botão da calça.
– Ahm... –Aya ouviu o gemido contido e o observou sorrindo, vendo Omi morder o lábio inferior, as bochechas deliciosamente coradas.
– Nervoso? – O ruivo sussurrou, sorrindo.
A voz de Aya aqueceu o pequeno coração, tirando todas as dúvidas. Beijou-o desesperadamente e acompanhando o movimento do espadachim, sentiu o peso do belo corpo sobre o seu. Ao ter seus lábios abandonados um gemido de protesto se formou em sua garganta, mas foi contido ao sentir os lábios molhados descendo por seu pescoço. Sentia como se brasas vivas ardessem sob as mãos de Fujimiya e um doce sorriso surgiu em seu rosto.
– Não... Confio em você. – Omi respondeu em um tom de voz baixa, mas firme não demonstrando qualquer hesitação.
Ainda completamente vestido Aya se ergueu, abrindo a camisa devagar, revelando seu corpo, insinuando um leve strip-tease para relaxar o garoto.
– Não quer me ajudar a tirar essa camisa? – O ruivo indagou, malicioso.
Omi sentiu seu rosto esquentar pelo rubor, mas mesmo assim, se sentou na cama de frente para Aya com um sorriso tímido a brincar em seus lábios. Erguendo os braços passou as mãos lentamente sobre o peito alvo e fascinado com a maciez da pele, mordeu os lábios de leve, sentindo o baixo-vente formigar. Com suavidade prosseguiu, subindo as mãos até os ombros por baixo da camisa e num movimento continuo deslizando a peça pelos braços fortes do espadachim, jogando-a na mesma direção de sua camiseta no chão.
Inclinando o corpo um pouco para frente depositou um beijo cálido no pescoço de Aya, subindo com a trilha molhada pelo maxilar até chagar no lóbulo da orelha esquerda, onde mordendo levemente murmurou:
– Essa ajuda está boa? – Omi voltou a ficar de frente para o ruivo olhando-o marotamente.
– Viu como você sabe ser safadinho? – O sorriso brilhante do ruivo mostrou o quanto apreciou isso.
– Sei? – Sua voz saiu em tom incrédulo enquanto seu rosto ruborizava ainda mais, o sorriso do ruivo aquecendo-lhe o coração.
Aya tomou mais uma vez os lábios sedentos, a língua entrando por sua boca, ameaçando sufocá-lo com tal ânsia, as mãos finas desciam pelos braços, passando pelos dedos pequenos, brincando com eles carinhosamente... Dali para o cós da calça do chibi foi mais rápido do que planejava, abrindo o botão e puxando-a cuidadosamente pelos quadris, empurrando-a até que a tirasse completamente, soltando-a no chão.
Omi estremeceu ao sentir sua calça sendo retirada, o nervosismo ameaçando tomar conta de seu ser, então ele respirou fundo, se controlando, pois confiava plenamente em seu amado. Deixando-se deitar novamente na cama, abraçou Aya, enroscando suas mãos nos fios ruivos, se entregando ao beijo.
Logo Aya sentiu as mãos delicadas acariciarem sua nuca e descerem por seu corpo, passando por seu tórax, imitando seus movimentos, chegando à sua cintura e abrindo sua calça, descendo o jeans por seus quadris, parando nas suas coxas, deixando que acabasse de se livrar delas sozinho, ficando apenas com a boxer negra.
Movimentando-se, Aya fez Omi se deitar devagar sobre a cama novamente, as cortinas diáfanas roçando no corpo nu, causando-lhe um arrepio que apenas aumentou ainda mais sua excitação. Por ele deixaria fugir a fera, apossando-se do corpo pequeno e ansioso sobre os lençóis de cetim, vestido apenas com a cueca branca, que começava a falhar em conter a ereção.
Mas Omi não era mais um caso, alguém que não teria mais importância depois de algum tempo. Ele era alguém especial, aquele a quem amava, quem o fez se sentir inteiro novamente. Para o chibi sexo era amor e sua primeira vez precisava ser inesquecível.
A boca selvagem deixa-se perder na pele clara e macia, descendo para a garganta com fome, beijando e lambendo, deslizando pelo tórax adolescente, chegando ao umbigo e circulando-o com a língua, penetrando-o devagar e sensualmente. Sentiu a cútis do pequeno se arrepiar ainda mais, a expectativa aumentando sua ereção, fazendo Aya sorrir maliciosamente ao se esmerar pelo abdômen e chegar à cueca.
– Hummm... O que temos aqui? – Disse ao passar a ponta do nariz sobre o pênis pulsando sob o tecido.
Omi sentiu sua pele queimar sob os beijos molhados. Cada vez estava mais difícil respirar, as mãos puxando levemente os fios cerejas, a cabeça indo para trás, afundando no travesseiro.
– Ahmm... – Omi deixou um gemido escapar, apesar dos dentes apertarem o lábio vermelho e inchado pelos beijos, o quadril se movendo discretamente em direção ao rosto amado, inconscientemente pedindo pelo toque daqueles lábios quentes e sensuais.
Aquele gemido tímido e envergonhado apenas fez Aya sentir vontade de provocá-lo ainda mais, mordendo o tecido fino e puxando com os dentes, vagarosamente revelando o membro teso e úmido... Uma deliciosa tentação que fez o ruivo morder o lábio inferior ao ver, aproximando-se de forma felina e roçando os lábios na glande, saboreando de leve, tocando-a com a língua atrevida.
- Uhhhhhmmmmm... – Omi gemeu, estremecendo ante o contato.
– Uhmmm... Seu gosto é tão bom... – Disse com os lábios quase colados à glande, mas roçando-os vez ou outra, fazendo o corpo pequeno reagir deliciosamente, contorcendo-se ao contato, circulando com a ponta da língua, depois a abocanhando com cuidado.
Omi abriu os olhos que nem havia notado que estavam fechados, surpreso com o ato do ruivo e um calor intenso foi subindo por seu corpo a partir do toque da boca atrevida fazendo-o ofegar.
– Ahhhh... Ayaaaahhh... – O chibi gemeu inebriado, uma das mãos segurando com força nos lençóis, a outra firme nos cabelos ruivos, toda sua sanidade sumindo.
A boca atrevida do ruivo tomou de vez o membro rijo, primeiro mordiscando de leve, para em seguida tê-lo todo em seu interior, movimentando-se com suavidade, sentindo-o cada vez mais úmido. Deliciava-se com cada gemidinho contido, cada revolver dele sobre a cama, com os dedos pequenos agarrados a seus cabelos... Tudo nele o excitava, o enlouquecia, sua inocência muito mais presente do que já viu antes.
O loirinho arqueava o corpo, estremecendo ao sentir o calor da boca de Aya envolvê-lo por completo. Não conseguia conter os gemidos mais altos que escapavam de sua garganta, a temperatura do quarto subindo drasticamente, fazendo-o achar que iria explodir de prazer, enquanto uma camada fina de suor começou a descer sobre seu rosto completamente extasiado pela enxurrada de sensações.
– Como você é tentador! – Fujimiya levantou os olhos, encarando o rostinho perdido em prazer, vendo as safiras se fixando nos seus. – Posso ir em frente?
– Pode... – Omi falou firme, mas rouca pelo desejo. – Sou todo seu.
– Trouxe um brinquedinho pra te preparar... – A voz de Aya saiu levemente tremida.
Ofegante de tesão, Aya passou a mão sob o travesseiro, trazendo consigo um tubo de lubrificante e um cordão de silicone que continha uma série de bolinhas em ordem crescente de tamanho. Sorriu com luxúria, mesmo que a reação de Omi parecesse um pouco temerosa... Mas apesar do brinquedo parecer um pouco ousado para a primeira vez, não havia objeto mais eficiente para prepará-lo para a penetração.
– ...? – O mais novo olhou surpreso para o brinquedo na mão do espadachim, seu coração falhou uma batida e sentiu seu rosto queimar ainda mais.
– Não tenha medo... Não dói. – Falou já preocupado em deixá-lo inseguro.
Surpreendentemente não era o nervosismo que o fez Omi tremer e sim a expectativa do que estava por vir, e sorrindo docemente, ele estendeu a mão passando-a suavemente pelo rosto afogueado de seu amado.
– Não estou com medo. – O chibi falou, arquejando ao encarar firmemente os olhos violetas.
Empolgado, Aya lubrificou bem o brinquedo, passando o gel também em Omi, que estremeceu ao ser tocado tão intimamente, o fazendo sorrir, o cativando ainda mais. Segurou o objeto numa das mãos, voltando com a boca no membro um tanto esquecido, o segurando com uma das mãos e o abocanhando por inteiro, movimentando-se devagar no início e em seguida com mais intensidade, criando a distração perfeita...
Omi sentiu seu corpo ficar levemente tenso ao sentir as carícias mais íntimas, porém suspirou elevado com os lábios quentes sobre seu membro, gemidos baixos deixando sua garganta. Lentamente erguia seu quadril acompanhando o movimento do ruivo, deixando-se arrastar ainda mais para o mar de prazer proporcionado pela boca de Aya. Aos poucos seus movimentos aumentaram, necessitando de mais contanto, exigindo mais.
Os olhos violetas se mantinham fixos na face de Omi, continuando a distraí-lo... E enquanto o chibi gemia pelas investidas da sua boca, introduziu devagar a primeira bolinha, olhando para o loirinho, a espera de algum sinal de que devesse parar...
– Huuummm... – O mais novo gemeu langüidamente, erguendo ainda mais o quadril ao sentir a primeira bolinha penetrando-o.
Uma sensação de incomodo se instalou, logo sendo dissipada pelo prazer dos movimentos fluidos da língua atrevida. A cada movimento, seu corpo arqueava e seus gemidos ecoavam mais alto pelo quarto.
Aya movia a bolinha, segurando pela haste, chegando a quase colocar mais uma, ora fazendo um discreto vai e vem, ora fazendo um movimento circular, o provocando. Concentrou os lábios e a língua apenas na glande, fazendo a mesma coisa com a língua no membro dele, sincronizando as bolinhas com a sua boca. Então o tomou inteiro novamente, colocou outra bolinha, voltando aos mesmos carinhos, na intenção de enlouquecê-lo de prazer, a língua pressionando o membro no céu da boca, sugando deliciosamente.
A boca deixou o membro, a mão o envolveu por inteiro, os dedos o pressionando, movendo-se para cima e para baixo. Os lábios úmidos beijaram a glande, logo depois sobre os pelinhos, e então sobre os testículos, a boca aberta os envolveu alternadamente, acariciando com a língua, enquanto os gemidos baixos o incentivavam, guiando suas carícias. Mais outra bolinha invadiu o loirinho, a língua acariciando em volta, a mão movendo-as em seu interior ao mesmo tempo em que a outra estimulava o pênis rijo, umedecido pelo prazer.
– Aya... Ayaaaaaaaa... – O chibi gemia ofegante. – Eu quero maaaaaaaais...
A cada movimento das bolinhas o pequeno incômodo que ainda havia se dissipava através dos choques elétricos que passavam por seu corpo, arrepiando-lhe todo. Perdendo todo o acanhamento, o loiro movimentava o quadril com mais vontade, acompanhando os movimentos de Aya. Uma de suas mãos agarrada os fios ruivos, enquanto a outra apertava os lençóis com força.
– Issso... Gemeee... – Aya dizia entre as lambidas em volta da haste das bolinhas, os sussurros junto à pele sendo mais provocantes ainda. – Huuummm... Fala pra mim... Fala... Diz o que você quer...
Colocou a última bolinha, a maior, movendo-as em seu interior com mais ardor, colocando cada testículo na boca, sugando-os, um de cada vez, e voltou à glande, lambendo-a sem pressa, a língua cutucando o pequeno buraquinho sorvendo as gotinhas de sêmen que escapavam dali.
– Aya... Aya... Ahmm... – Omi gemia, mordendo o lábio inferior, sentindo aquele prazer delicioso se alastrando por todo o seu corpo.
– Hummm... Delicioso... – O ruivo movia as bolinhas, fazendo um vai-e-vem intenso, a bolinha maior entrando e saindo de seu interior, o preparando mais.
– Mais... Ahm... Eu quero... – Pediu o loirinho, ondulando o quadril contra ele.
– Eu também... – Aya suspirou, sussurrando desejoso, sentindo o próprio membro dolorido, igualmente umedecido pela excitação intensa. – Também quero mais...
– Hmmmmm... Ayaaaaaaaaaaaa... – Cada vez mais Omi sentia seu corpo envolvido em brasa. Puxando o cabelo do espadachim com um pouco mais de força, enterrou a cabeça nos travesseiros, embriagado pelo êxtase do momento, gemendo palavras inteligíveis, enquanto seu corpo se movimentava no ritmo de Aya, sempre pedindo por mais... Ansiando por mais.
Aya ouviu os gemidos altos, sentindo a força com que ele se agarrava aos seus cabelos e beijando a pele delicada, deixou o membro teso e abaixou mais seu corpo, afastando mais as pernas dele, salpicando as coxas de beijos e pequenas mordidas, a mão alisando e apertando as coxas. Retirou as bolinhas lentamente, a boca subindo pelo abdômen, ficando de quatro por cima dele, olhando o corpo nu sob si.
– Hummm... – Gemendo baixinho, Omi franziu o cenho por um momento, sentindo o corpo ser abandonado pelas bolinhas.
Aya apoiou os cotovelos ao lado da cabeça de Omi e aproximou o rosto beijando-lhe os lábios levemente, deixando seu corpo ainda meio vestido pesar sobre ele, mordiscando o lábio inferior, e as bochechas e então o beijou profundamente. Pressionando os abdomens, deixou-o sentir seu membro rijo ainda preso sob a calça, notando-o se arrepiar todo, sabendo que a pressão seus baixo-ventres o atiçaria mais.
– Omi... – Aya chamou quando o chibi interrompeu o beijo, sussurrou ao pé de seu ouvido...
– Aya... – Agarrou-se a ele, arranhando-lhe as costas, lambendo o pescoço do mais velho, puxando-o mais para si. – Venha para mim... Agora... Eu quero sentir você!
Seu corpo arrepiou-se ao ouvir as palavras de Omi, afastando-se e olhando em seus olhos azuis, os lábios vermelhos, separando-se um pouco mais, colocando os polegares sob o elástico da cueca, deslizando por suas pernas, ficando nu diante dele, que o olhava ansioso. Ajoelhou-se na cama, acomodando-se sobre ele, beijando-o novamente, abraçando-o apertando, pegando o gel, colocando um pouco na mão do loirinho, levando-a ao seu próprio membro, quase fechando os olhos com o prazer, ante aquele toque, procurando o seu olhar, deixando toda paixão expressa nos ametistas.
Ao sentir sua mão sendo guiada Omi fechou os olhos, corando furiosamente. Fechou os dedos com delicadeza, temendo machucá-lo e iniciou então movimentos lentos e cadenciados. Ao ouvir os gemidos roucos do ruivo abriu os olhos, encontrando os violetas fixos nos seus.
– Você gosta disso, Aya? – Omi sussurrou sedutoramente, surpreso com sua própria ousadia. Sentindo-se mais confiante, acelerou os movimentos, deixando que um sorriso malicioso surgisse em seu rosto.
Aya sorriu com a pergunta dele, olhando para o rosto ruborizado, sentindo seu corpo reagindo àquele toque delicado, àquele tom de voz sensual, o membro pulsando entre os dedos dele, seu controle por um fio...
– Huuummm... Omiii... Eu... – Gemeu o nome dele, deliciado com as ondas quentes de prazer que atravessavam seu corpo. – Eu gosto... Gosto de tudo que você faz comigo... – Levou a mão sobre a dele, fazendo-a aumentar a pressão sobre o seu membro, o prazer ficando tão grande que quase não conseguia suportar.
Ver Aya sem a máscara habitual de frieza, gemendo seu nome de forma tão entregue, fez o loirinho mergulhar ainda mais no redemoinho de sentimentos que o envolvia naquele momento.
Soltou a mão de Omi de si, colocando-a em seu peito, levando a outra mão até a coxa dele, erguendo-a devagar, expondo o corpo sob si um pouco mais. Buscou os olhos azuis, como que pedindo permissão, encaixando-se entre as nádegas, beijando suavemente.
Sem desviar por nenhum momento seus olhos dos de Aya, correspondeu aquele ato com ainda mais fervor, como se quisesse fundir sua alma à dele, através do beijo e ao sentir seu corpo ficar tenso, Omi soltou o ar devagar tentando relaxar pra facilitar o movimento.
Aya sentiu o abandono dele em seus braços, aprofundando mais o beijo, e impulsionou seu corpo com cuidado, sentindo a glande invadindo seu interior. Ouviu os gemidos abafados, parando a cada arremetida, até encostar seu abdômen nele, gemendo com o enorme prazer de se sentir envolvido por ele. Afundou o rosto no pescoço delicado, trêmulo pelo esforço de conter seus movimentos, a respiração ofegante.
O loirinho enterneceu-se ao ver todo o cuidado e carinho com que o ruivo o penetrava. Assim que o movimento findou, fechou os olhos, aguardando o corpo se acostumar com o volume dentro de si, sentindo uma mistura de dor, prazer e amor.
– Es-está... Tudo... Tudo bem...? – O mais velho sussurrou entre preocupado e extasiado. – Me... M-me mos-tra... – Suspirou. – Quando quiser...
Lentamente, Omi ergueu o quadril em direção ao corpo de Aya em um pedido silencioso para que continuasse quando a dor se amainou. Sentiu então que o ruivo se moveu, saindo e entrando novamente, devagar e cuidadosamente, deixando que o instinto os guiasse. Ouvia os gemidos e palavras desconexas, o incentivando, ditando o ritmo com que o amava, os corpos entrelaçados sobre os lençóis, mergulhados no prazer de pertencerem um ao outro.
Omi gemeu alto, totalmente imerso à delícia do momento, o contato com a pele quente de Aya o excitando ainda mais. Deixando-se guiar, meneou o corpo entrando em sintonia com os movimentos do ruivo, sedento de mais contato. Rapidamente o prazer subiu a um nível diferente, mais instintivo, mais animal. Suas mãos pequenas passeavam pelas costas de Aya, arranhando e apertando enquanto a temperatura de seu corpo aumentava ainda mais. O suor brotava com mais abundancia por sua pele e sentia que estava mais sensível que nunca.
Aya abria os olhos de vez em quando, fitando a face corada, os orbes azuis escondidos pelas pálpebras que se abriam no meio do turbilhão de sensações extasiantes que os conduziam... E então o beijou na boca, e nos olhos, e no pescoço, sentindo o corpo dele agarrado a si, se fundindo ao seu.
Omi não conseguia mais se controlar. Gemidos e gritos escapavam por sua boca enquanto sentia as estocadas profundas de Aya tocarem em um ponto que arrepiava todo o seu corpo, aumentando ainda mais o fogo.
Aya sentia-se cada vez mais tensionado, não conseguia se conter, mordiscava-lhe a orelha e sussurrava palavras de amor ao seu ouvido.
– Te amo... Te amo... Hummm... – Sugava seu pescoço, os dedos enroscados nas mechas loiras. – N-não estou... Aaahhh... – Baixou a boca sugando um mamilo, mordendo e puxando o biquinho.
– Aaahhhh... Aya... Eu... Aahhhh... – Omi gemia cada vez mais alto, as sensações deliciosas sendo cada vez mais intensas, principalmente quando o ruivo tomou seu mamilo, sugando-o daquele jeito tão gostoso.
– Não posso... Mais... – Aya se perdia naquela paixão, aguardando apenas que ele se rendesse ao êxtase, para deixar seu corpo segui-lo.
– Aishiteru, Ayaaaaa... Aya... – O pequeno gemia ofegante, seu corpo se tensionando ao máximo.
Os gemidos dele, cada vez mais altos faziam Aya estremecer, seu nome em meio aos gritos de prazer, se misturando aos seus gemidos. Sentiu o corpo sob o seu se tensionar, se fechar sobre si, o alçando ao êxtase total.
– Aaahhhmmm... Ayaaahhhh... – Não conseguindo mais resistir às investidas do ruivo Omi se entregou ao mar de prazer e gozou intensamente, sujando seus abdomens com seu sêmen.
– Omi... Aaahhhhhh... – Seu corpo se arqueou, se desmanchando dentro dele, movendo-se ainda, prolongando o prazer inebriante que sentiam, parando lentamente, deixando seu corpo pesar sobre o do chibi, a testa encostando-se em seu ombro.
– Aishiterumo... – Beijou a pele suada. – Te amo tenshi...
- Uhmm... Aya... – O pequeno sussurrou, sentindo o ruivo se retirar de seu interior, devagar, deitando ao seu lado, puxando-o para si, acomodando seu corpo sobre o dele, acariciando-lhe as costas suadas, beijando-o na testa.
Ao se aninhar no peito de Aya o loirinho sentia-se pleno. Nunca tinha experimentado tamanha felicidade, tamanha paz. Pensou em todas as noites em que sonhara estar nos braços do ruivo como estava agora... Noites que sempre terminavam na agonia de acreditar que tal sonho era errado e nunca se concretizaria.
Mas a maravilhosa realidade estava ali em sua cama, o odor de rosas embriagando-o, a pele macia tocando na sua e ainda o fazendo tremer. E sentiu que por ele é capaz de enfrentar tudo, pois Aya é e sempre será SEU.
FIM!
Aqui está o quarto e último chapie dessa fic *enxuga as lágrimas*
Minha primeira fic de Weiss, meu primeiro lemon. Essa fic é muitissimo especial pra mim.
Depois de um 'parto' complicado, esse plot só tem me dado alegrias.
Espero que tenham gostado.
Agradeço mais uma vez às minhas betas amadas Yume Vy e Samantha Tiger Blackthorn.
E à minha Mommis linda Lady Anubis.
Sem vocês eu nem estaria aqui.
Agradeço a todos que dedicaram seu tempo ao lerem essa fic.
Beijos,
Eri-Chan
11 de Maio de 2009 - 14h:15min
