Capítulo 4 (INÉDITO) pra vocês que receberam tão bem: Lolitta, Kah Reche, Jeh Fenix, Bella Brandon Cullen e Maraisa Oliveira muuuuito obrigada pelo carinho. capítulo pra vocês *-*


Acordei hoje com uma dor de cabeça horrível. Ah cara, nunca tinha dor de cabeça desde que... Enfim. Eu ia ter que achar um remédio, logo.
Me levantei e fui pro banheiro procurar o remédio, realmente um banho seria bom agora... Foi só entrar no chuveiro que eu comecei a fazer o que fazia em todo banho: pensar em problemas, obrigações, eu odiava esse negocio de ser responsável. Meu estoque de pipoca tava acabando, a roupa suja tava acumulando, precisava levar na lavanderia amanhã. E então o pior de todos os problemas veio à tona, Emmett. Eu tinha que ligar pra ele e contar que meu dinheiro extra pra faculdade e o colar da Rosalie já eram. Eu estava triste por ele mas não muito, eu havia avisado desde o começo que encontro com garotas não dá certo, mas enfim, eu ia ter que encará-lo e contar.
Sai do banho, a dor já havia melhorado e eu ainda não estava preparado pra "quebrar o coração" do Emmett, então fui pra cozinha beber um copo de água, fiquei olhando meu armário quase vazio, apenas com o último pacote de pipoca, e criei coragem, era melhor acabar com aquilo logo. Como Emmett era a única pessoa pra qual eu ligava, eu apenas apertei botão verde duas vezes. Estava demorando pra atender, isso era estranho, ele nunca demorava.
E foi então que uma voz de mulher atendeu... Essa não. Ele estava tendo amantes agora?! Eu não apoiava isso.
-Alô? - a voz parecia meio sonolenta. Caramba, eram 11 da manha.
-Quem tá falando?
-Com quem você quer falar? -Aquela voz, eu conhecia aquela voz...

-Bella? -O que a Bella tava fazendo com o Emmett? Será que...?
-Foi pro número dela que você ligou não foi?- Tá bom, tá bom, eu falava isso pros outros, todo o tempo, mas eu não gostei de ouvir, não, não gostei. Não com um tom daqueles.
-Pra falar a verdade eu não sei. O Emmett tá por ai?- Eu respondo no mesmo tom.
-Quem é Emmett?
-Este é o celular dele não é?
-Não. Este... É... O meu... Celular- E pela forma como ela tava falando as palavras devagar pra ver se eu entendia, eu tinha certeza que se estivesse na frente dela, veria aquele "seu demente" escrito na testa dela, de novo.
Eu estava tentando entender alguma coisa quando aquela cena passou por meus olhos, ela ligando do meu celular para encontrar o dela, era isso.
-Desculpe Bella, seu número ficou gravado aqui, e eu pensei que estava ligando pra outra pessoa...
-Edward, é você?
-É... Sou eu... - O quê? Ela não conhecia minha voz? Eu reconheci a dela.
-Está tudo bem, eu realmente não sabia do que você estava falando... - eu não respondi nada – Nossa... Emmett? Que nome estranho, ele teve uma mãe malvada, rsrs.
-Tia Esme é a melhor mulher do mundo - talvez meu tom fosse duro, mas todo o amor e gratidão que eu sentia por minha tia não me deixavam falar dela de outra forma.
-Edward, foi só uma pia...
-Eu sei - eu fingi um sorriso - O que eu disse também.
-Ah - eu ouvi um suspiro de alivio do outro lado da linha.
Eu esperei ela dizer alguma coisa, ela não disse nada e eu também, quanto tempo fazia que agente estava assim? Uns dois minutos...

-Você quer mais alguma coisa? Porque eu tenho umas coisas pra fazer, e... - ela disse num tom educado.
Não, eu não queria nada, então por que e que eu não desligava logo essa porcaria do telefone?
-Não, eu não quero nada - Agora eu entendia porque ela não desligava coisa de etiqueta. Tia Esme tinha me ensinado isso quando eu tinha uns 10 anos, quando uma pessoa liga pra você e ela quem deve dizer a ultima palavra e é ela que deve dizer tchau. - Tchau Bella, me desculpe.
-Não por isso.
Eu fiquei parado ali por um tempo, porque eu nunca queria dizer tchau pra ela? Eu não sabia.
Eu voltei pra cozinha pra fazer minha pipoca então estava procurando uma bacia quando meu telefone tocou, fui pra sala pegar ele onde eu havia deixado o atendi.
-Ola gostosão, como está? - Ah não... Eu não merecia escutar aquela voz no meu querido domingo.
-Oi Alice, como está? - droga, devia ter ficado na cama, e com dor.

-Estou bem... É... Estou bem... Um pouco de ressaca, mas nada pra se preocupar - Que bom, porque eu não iria mesmo.
-Estou ligando pra saber como se saiu com a Bella - Eu não costumava descrever meus encontros pra ninguém, será que minha profissão tinha algum código de ética? Se tivesse, tenho certeza que fazer isso iria quebrá-lo.
-Oh man, qual é? Só quero saber se meus quinze mil valeram a pena... Como ela foi? Dê uma nota, cinco? Zero...
-Na verdade Alice, não... - Então eu me lembrei do que a garota disse, se ela fosse mentir pra Alice, e dizer que dormiu comigo eu não podia estragar as coisas agora e dizer que não aconteceu nada, afinal eu devia isso a ela, estraguei um momento especial da sua vida, apesar dela dizer que não, e mesmo sabendo que na verdade havia sido culpa da Alice por me chamar...
-O que foi gostosão, ainda esta aí?
-Na verdade Alice, não posso falar agora, estou numa... Loja... Resolvendo umas coisas... Você pode me ligar depois?

-Depois quando?
-Depois... - como eu saberia o que dizer a ela? Como saber se a garota ia mentir ou não? - Daqui umas duas, ou três horas.
-Certo, perto da noite eu te ligo então, me desculpe por atrapalhar, tchau tchau meu bonitão...
-Tchau Alice.
Droga! E agora, o que eu fazia? Ligava pra garota? Dizia a verdade pra Alice? Jogava uma bomba na casa do Emmett? Ah, talvez alguma coisa no estômago me ajudasse a pensar melhor. Peguei meu saco de pipocas e tava abrindo a porta do microondas quando meu celular tocou de novo. Mas que coisa, hoje era domingo, eu não merecia uma folguinha não?
Dessa vez eu olhei no visor antes, não estava com saco pra atender mais nenhum estranho, mas não era um, era o Emmett, ligando em momentos inapropriados, típico dele.
-Que que foi Emmett?
-Uma duvida. Responda-me uma coisa Edward. Alguma vez, nos últimos, mmm, dez anos, você acordou de bom humor?
-Não - Era como ele merecia: simples, curto e grosso.
-Certo, eu já imaginava. Bom, e então, como foi a festa?
Eu queria poder adiar mais aquilo, mas não dava, eu tinha que falar. Não era bem eu que devia estar tão preocupado, afinal não ia ser eu quem ia dar a noticia pra Rosalie de que seu colar de jades ia continuar na joalheria...
-mmm, houve algumas complicações...
-Que tipo de complicações? Os pais dela descobriram?
-Na verdade não. O encontro foi tipo uma pegadinha pra ela, que a amiga arranjou. No fim ela acabou chorando e eu a levei pra casa e ent...
-Peraí, peraí, peraí... Quem levou a garota pra casa? Você?
-É - Por que ele fazia parecer algo de outro mundo?
-Você colocou uma garota...quase menor de idade...no seu carro?
-É- Tirando o fato de que ela não era uma quase menor, ela tinha 16 anos... Mas eu não ia dar esse gostinho pra ele.
-Quem é você e o que fez com meu irmão?
-Há, há, há, muito engraçado Emmett...

-É serio cara, qual foi a ultima vez que você colocou uma mulher dentro do seu carro? Tipo, nunca?
-Eu acabei com a festa da menina, ela tava fula com a amiga por me contratar, os pais já tinham ido embora e ela queria andar 16 quadras a pé, de vestido longo, sozinha e as três da manhã, queria o quê? - E por que eu tava me explicando tanto?
-Você fez a coisa certa, eu nunca questionei isso.
-Agora eu tô meio confuso, porque ela disse que talvez mentisse pra amiga dizendo que dormiu comigo sendo que não dormiu, e a amiga ta ligando, graças a você que deu meu número pra ela, atrás de mim querendo saber se eu fiz o trabalho ou não, e eu não sei se digo que vou devolver o dinheiro porque não fiz nada, ou se deixo o dinheiro pra você porque vou mentir pra ela.
-Calma irmão, me deixa processar isso direito. Então não rolo nada?
-Não
-Mas a garota disse que talvez mentisse pra contratante?
-É, parece que essa Alice não quer ver ela virgem.
-E que historia e essa de dar o dinheiro pra mim?
-Eu não o quero Emmett, não quero nada, não trabalhei pra ganha ele, só estraguei a noite de uma criança.
-Tudo bem, se você não quer aceitar, eu também não vou, mas eu vou contar pra Rosalie, que ela ficou sem colar, e por sua causa.

O quadro que se formou na minha mente com essa possibilidade não era muito legal... Porque eu estava morrendo, Rosalie tava me matando.
-Por que você tá complicando as coisas?- Eu perguntei mal humorado
-Não, por que VOCÊ tá complicando as coisas?
Emmett era honesto demais pra fica com todo o dinheiro pra ele, eu entendia, mas não queria, meu estômago estava vazio, eu não conseguia pensar direito.
-Tá bom Emmett, mas não adianta agente discutir isso, como eu vou saber o que dizer?
-É, complicou mesmo, porque eu não tenho nenhum contato da garota, só da Alice...
Bem, talvez...
-Na verdade, eu tenho o número dela...
-Não me diga, pediu o telefone dela? Ahh que bonitinho, chamou ela pra tomar um sorvete também?
-Larga de falar merda Emmett, eu tenho o número dela, mas não é porque eu pedi, ou porque ela deu, é uma historia longa... Complicada.
-Tá bom, mas então liga pra garota e resolve seus problemas.
-Tá.
-Mas agora, é serio irmão, não se preocupe com minha mulher, o colar já ta comprado, com cachê ou sem cachê...
-Certo... Obrigado Emmett
-Valeu irmão...
E era só por isso que eu não jogava uma bomba na casa dele, não tinha ninguém no mundo mais generoso que o Emmett.

Eu finalmente fiz minha pipoca, mas não foi tão bom come-la quanto eu imaginava, hoje era domingo, o restaurante não funcionava, não tinha nenhuma lanchonete perto da minha casa. Eu estava com vontade de tomar café fresco da tia Esme. Impossível. Por quê? Ela estava em Roma, tendo a milionésima lua de mel com o tio Carlisle.
Eu fui pro meu quarto e comecei a separar a roupa que levaria pra lavanderia amanhã, e encontrei a camisa que eu usei ontem. Tinha um pouco do perfume de maracujá dela, não estava suja, eu dobrei e coloquei na gaveta indo contra todos os meus instintos higiênicos.
Eu arrumei minha cama, fiz a mala com a roupa suja, lavei a tigela que usei pra comer pipoca, e bebi um copo de água só pra ter mais uma peça de louça pra lavar; e então o momento que eu mais temia chegou, eu não tinha nada pra fazer, era como a hora do banho, os problemas me atacavam, e no momento ele tinha ate nome: Bella.
Eu ia ligar e dizer o quê? "Oi, tudo bem? Então, vai dizer pra ela que agente transou pra eu poder ganhar dez mil pratas?"
Eu peguei meu celular, não ia ser tão difícil dizer isso, eu não me preocupava com os sentimentos dela, então que mal havia nisso?

Eu apertei o verde duas vezes e esperei:
-Alô? - Ela parecia meio afobada?
-Oi, Bella... É o Edward... - nossa, se o Emmett me escuta dizendo isso...
-Ah, oi Edward, um momento, por favor - eu escutei uma porta batendo.
-Ai - ela parecia estar respirando fundo, parecia estar recuperando o fôlego. - Me desculpe, e que eu estava recolhendo as compras do meu irmão e subi correndo pra atender o celular.
-Roupas do seu irmão?
-Não... Compras... E que na verdade ele mora numa casa anexa a minha, com um amigo de faculdade, dois homens morando juntos, então você já viu né? Se deixar, eles comem 'nissin' no almoço e na janta. Mas enfim, acho que você não ligou interessado na dieta do Jasper, você quer alguma coisa dessa vez, ou foi outro engano?

-Não. Digo... Sim... Quero falar com você dessa vez.
Eu ouvi um barulho, parecia ser ela deitando na cama, ou algo assim...
-E que Alice me ligou, perguntando sobre ontem...
Ela ficou em silencio durante algum tempo...
-E o que você disse a ela?
-Eu não sei, por isso estou te ligando, o que eu digo a ela?
-Você não disse nada ainda?
-Não, disse que estava ocupado, que ligasse depois.
-Ah... Certo.
Ela não disse mais nada, desligou?
-Você ainda esta ai?
-Estou... Estou, pensando...
-Em que?
-Não sei... O que você acha que digo pra ela?

-Não sei o que você vai dizer, quero saber o que eu vou dizer. - Eu já estava me cansando de perder meu domingo com dramas adolescentes... Se ela demorasse muito eu ia dizer pra Alice que ela continuava mais virgem do que nunca, e pronto
-É que... - Ela parecia ressentida pelo modo como falei com ela, caramba, isso já era excesso de fragilidade - Eu não sei se tenho direito de te pedir pra mentir por mim, não sei se é algo fácil pra você, ou não.
-Não é algo fácil, mas eu posso fazer isso, eu devo a você.
-Voce não me deve nada.
-Eu minto pra você, se você quiser Bella, é simples assim.
Ela ficou em silencio, o que viria agora? Choro de novo meu Deus, por favor.
-Tá bem, você diz que, me levou pra... - ela tava engasgando pra fala ou era impressão minha? - Você sabe... Pra um motel... Por favor, não invente detalhes, se ela pedir você só diz que não pode falar nada e pronto.
-Está bem então, tá acertado assim.
-E principalmente, gaste muito bem aquele dinheiro estupidamente gasto dela.
-Certo. - Pronto, eu tinha terminado, não foi tão difícil.
-Certo. - Ela completou
Eu sabia que ela não ia dizer tchau antes de mim, e eu não fazia idéia de quanto tempo ela poderia ficar ali esperando, mas eu não conseguia dizer tchau, nunca conseguia dizer tchau pra ela.
-Edward você quer conversar?
AI! Eu caí do sofá, nossa cara, essa doeu. Ela não tava me perguntando se eu queria conversar com ela. Parecia que estava constatando um fato. O que? Ela achava que eu estava querendo bater papo com ela? No telefone? Tá bom, era só o que me faltava.
-Você fica quieto quando o assunto acaba, diz meias palavras, isso é coisa de quem quer conversar... - ela disse com humor na voz
Ela conhecia as minhas caras, sabia quando eu estava querendo conversa, ela achava que era o que, uma vidente?

-Eu não quero conversar - minha voz parecia a de uma criança teimosa, eu sabia.
-Você já escolheu o que vai querer estudar na faculdade?
-Administração - só tinha uma coisa pior do que uma garota estar puxando papo. E era eu dar trela.
-Oh, um curso legal, mas zero em personalidade.
-Eu tenho uma vida pra cuida, to muito ocupado pra ter personalidade.
-Quando o seu diploma estiver pendurado na parede e você estiver etiquetando produtos em um supermercado você vai me dar razão.
-Não teria problema, eu sempre teria minha profissão atual pra recorrer, e eu sou muito bom nela.
-Mas sua juventude um dia irá acabar.
-A juventude sim, a pegada nunca.
Por que eu estava discutindo meu futuro com uma garota de 16 anos mesmo? Ah é, estômago vazio.
-Enfim, acho que se você quer mudar de vida, deveria escolher um curso com um pouco mais de personalidade... É chance de prosperidade.

-Como, por exemplo, o que? - vamos ver se ela era tão espertinha quanto queria parecer ser.
-Eu estava pensando em desenho de moda, já ouviu falar de qual e a renda mensal do Armani? Ele ta mais do que milionário.
Mais é claro, sarcasmo, você esperava o que, a solução pra sua vida sem saída?
-Muito bom Srta. Swan, acho que esta na hora de dizer tchau agora.
-É, eu também acho, mas não esqueça de pensar no que eu disse.
-E por que eu deveria?
-Porque eu quero o seu bem.
-Você não tem que querer nada pra mim.
Ela ficou calada, estava esperando eu dizer tchau, tudo bem, talvez eu tivesse exagerado um pouco.
-Olha, me desculpe Bella, mas eu não como uma refeição descente faz uns cinco dias e acho que isso esta afetando meu humor.

-Geralmente dizem que homem sem sexo fica de mau humor, como você tem isso de sobra, o que te deixa chato e a falta de comida, rsrs.
-É... Alguma coisa assim - era estranho como ela tratava minha profissão de um ponto de vista inédito, humorado.
-Me deixaeu adivinhar, você mora sozinho?
-Por quê?
-Isso é típico de homem solteiro, a única coisa que você deve ter ai pra comer, mmm, Batata frita congelada...
-Na verdade era um pacote de pipoca, que eu comi há uns quinze minutos.
Porque eu estava contando isso pra ela?
-É minha vez de adivinhar, você não tem nada pra fazer agora não é?
-Não - Ela parecia estar confessando algo muito vergonhoso - Faz duas horas e meia que Alice entrou na casa do Jasper, e não sai mais de lá.
-Hum... E não tem mais nenhuma amiga que fica ai com você?
-Não... Eu não sou o que chamam de sociável
-Sem clube da Lulusinha.

-Não, eu sou mais exigente pra amizades, no meu caso esta mais pra dupla dinâmica.
E assim, agente ficou conversando, aquilo era uma experiência nova pra mim, eu não me lembrava de ter ficado mais de cinco minutos conversando com uma garota ao telefone... Ou pessoalmente, mas conversar com ela era fácil, não era uma conversa baseada em perguntas e respostas, ou em acusações, era só uma conversa, simples assim.
Eram umas nove da noite quando Alice me ligou, eu fiz o que combinei com Bella, disse que rolou, mas não disse mais nada, disse que ia contra a minha política de trabalho revelar segredos íntimos dos clientes. Como se eu tivesse uma política de alguma coisa.

Eu já estava deitado na minha cama quando meu celular tocou novamente, peguei ele no criado mudo e atendi sem ver quem era.
-Edward? Me desculpe pela hora, você está ocupado?
Eu levantei de supetão, eu esperava ouvir a voz dela nunca mais depois de hoje, um leve sorriso se formou em minha boca.
-Oi Bella, não, não estou ocupado.
Escutei um som como algo de ela estar sentando em algo, e eu me encostei na cabeceira, se ela estava sentando, era porque queria conversar.
-E então, qual o motivo da ligação?
-Mmm ... Eu preciso de um motivo pra ligar pra você então?
Ah, beleza, agora ela achava que eu era o que? Comadre dela, pra ela ficar me ligando a toda hora? Isso ate quando ela fizesse o que todas querem fazer, pular pra minha cama...
-Na verdade não é isso. É que eu...
-Calma, isso foi só uma piada.
-Você diz muito isso.
-Porque você nunca as entende.

O silencio veio então, mas ele já não me incomodava mais. Eu não sei por que, mas eu preferia que ela ficasse quieta a desligar o telefone.
-Na verdade eu liguei porque Alice me ligou dando os parabéns pelo meu novo estado... mmm... Não virginiano - Ela pareceu engasgar nessa parte - Na verdade, o que ela queria mesmo era os detalhes, pra ver se... Você valia mais 15 mil, só que dessa vez pra ela...
Mas ela não era namorada do irmão dela? Ah, eu devo estar ficando velho rápido demais.
-Pois diga a ela pra desistir, nem por todo o dinheiro do mundo eu aceito outro encontro com garotas.
-Você sabe que isso soa meio gay não é?
-Gay eu iria me tornar na cadeia se for preso por pedofilia.
-Certo... - Ela estava rindo, ela achava graça ate demais das coisas. - Mas enfim, eu liguei mesmo, pra te agradecer... Sabe, eu não costumo fazer isso, pedir pra que mintam por mim, mas é que nesse caso, vai me poupar muita dor de cabeça, obrigada.
-E eu já te disse que não é meu costume, estragar festas de debutantes não é?

-É, você frisou bem esse aspecto da sua profissão.
O assunto acabou então, eu não ia enrolar dessa vez, ia quebrar as regras e dizer tchau logo, mesmo indo contra ao que tia Esme me ensinou, mas não deu tempo, ela continuou a falar comigo.
-Por que todo esse medo ou repugno, eu não sei, de sair com garotas mais novas? Não devia ser parte da sua profissão aceitar o que vier? - Eu devo ter demorado pra responder, porque ela completou - Não me leve a mal, por favor, e só curiosidade. Nunca conheci um garoto de programa antes.
Ela não estava curiosa sobre quantas mulheres eu já peguei de uma vez só, ou as posições variadas que eu aprendi durante os anos, porque essas eram as comuns curiosidades dentre as pessoas, não, ela queria saber o porquê das minhas escolhas, é, eu estava mesmo lidando com uma criança.
-É que garotas são complicadas. Sabe, mulheres, mais velhas, elas já sabem o que querem... E a maioria das minhas clientes são mulheres casadas... Com muito dinheiro e muito pouco o que fazer... Elas não vão se envolver... Já meninas não. Elas pensam que com elas vai ser diferente, que eu vou me apaixonar como nos filmes - isso servia como um aviso pra ela também - E isso não acontece, e isso as deixa zangadas. E eu vejo filmes de terror, sei o que uma garota apaixonada louca psicopata é capaz de fazer.

Nossa, eu ate respirei fundo. Eu estava falando demais já... Eu estava falando muito, já ela estava calada, pensando no que eu disse?
-Eu me pergunto o que e que você esta escondendo... - a voz dela parecia distante, como se aquilo fosse um pensamento dito em voz alta.
-O que?
-O que você ouviu. Deve ser alguma coisa muito grave, um defeito muito grande, eu sei lá, Pra que você tenha tantos argumentos absurdos pra se afastar das pessoas.
-Eu não sei do que você esta falando - eu não sabia mesmo, ela estava me assustando.
-É, eu também não, mas eu sei que estou vendo da minha janela Alice saindo da casa do Jasper e abotoando a camisa, o que significa que daqui a setenta e cinco segundos ela estará aqui e eu já posso te deixar em paz pra dormir ou trabalhar, não sei.
Era claro que ela estava falando tchau dessa vez, ela seguia mesmo a regra da tia Esme, e eu também sabia que aquela ultima citação era uma tentativa de tirar informações de mim, mas eu não era bonzinho o suficiente pra dar isso pra ela.
-Certo, tchau Bella.

-Tchau Edward. Err, bem qualquer dia desses eu te ligo pra agente conversar sabe...
-Até mais...
Ela não ia tenho quase certeza. Não que eu quisesse que ela ligasse, afinal, por que ela ligaria? Eu não era o que se pode chamar de educado com ela. E essa também não era minha intenção. E só que eu geralmente não era simpático com ninguém e isso nunca fazia diferença, por que elas sempre continuavam correndo atrás de mim.


(N/A) Oi oi, bom algumas coisas importantes pra se falar: Pra manter o padrão dos capítulos que são bem grandes, pode haver alguma demora pra atualizar. eu vou fazer de tudo pra atualizar sempre o melhor pra vocês, e as vezes pode demorar um pouco. Pretendo atualizar com muuuita frequência, e manterei vocês informadas sobre o andamento das coisas. Falem o que vocês estão achando, dêem opiniões, vocês não tem noção da diferença que faz. Ah, tem muita gente adicionando essa história nos favoritos, deixa uma reviewzinha pra fazer eu e a alice felizes *-*. Beijos pra Alice e pro Edward que não para de me ligar --'. IUAHSIUASHAIUSHAIUSH. Muitos coments pro próximo capítulo :*