Capítulo nooovo *-*


A semana que se seguiu foi normal pra mim, nada aconteceu de diferente, graças a Deus a dona do meu restaurante preferido voltou de férias, e eu já comia como uma pessoa normal, eu saia com minhas senhoras durante a noite, e conversava com minhas "senhoras simpáticas" durante o dia na academia. Sabe, pensando bem até que aconteceu uma coisa, na quarta feira, mas não sei se pode ser chamado de algo especial.

Charlotte, uma cliente antiga minha, já estava quase levantando para colocar sua roupa e ir embora do quarto de motel, quando se lembrou de me dizer algo. O marido havia sido promovido, e ela teria que mudar para um estado distante, ela sempre marcava um encontro comigo pelo menos uma vez por mês, nos últimos três anos. Ela não parecia triste apenas por ME perder, mas por perder toda uma vida que havia construído ali, que por coincidência me tinha incluído, foi então que ela começou a chorar, não havia barulho, nem soluços, nem nada disso, apenas algumas lágrimas que pareciam escapar de seus olhos enquanto ela me contava a novidade.

Meu primeiro reflexo foi me levantar, me trocar e ir embora, antes que ela começasse a gritar, chorar alto, dizer que não viveria sem mim e queria se casar comigo. Mas eu fiquei. Eu passei um braço por seu ombro, e esperei que ela se acalmasse, ela não me agarrou nem nada por esse meu gesto, apenas encostou a cabeça no meu ombro, e ficou assim por um tempo.
Quando ela foi tomar banho, eu me troquei e fui pegar o dinheiro que ela sempre deixava em cima da cômoda, só que ali havia duas vezes a quantidade costumeira, eu logo entendi...
-Tem dinheiro a mais aqui - Eu disse quando ela saiu secando o cabelo de dentro do banheiro, eu estava sem camisa, depois de três anos, eu ainda sentia ela me comer com os olhos. Charlotte era bonita, tinha 50 anos, mas seu corpo ganhava de muitas meninas de 20, ela devia passar por uma vida muito regrada pra chegar com tamanha beleza ao meio século.

-Não, não tem não - ela disse colocando a toalha em cima da cômoda, se aproximando de mim, eu sorri pra ela.
-Por que agora? Em três anos você nunca quis, por que hoje?
-É tão simples, eu apenas quero um "beijo de despedida".
Essa era uma regra que Emmett avisava com antecedência e eu reafirmava. Eu não beijava na boca, ou melhor, eu ate beijava, mas custava o dobro.
Eu beijei seus lábios levemente uma vez e logo a língua dela invadia minha boca cheia de desejo, eu a peguei firme pela cintura levantando a um pouco, ela era muito menor do que eu. Já haviam se passado uns oito minutos e ela não me soltava mais, eu a afastei com gentileza, mas com firmeza, será que ela daria um escândalo agora?
-Obrigada - Ela disse sorrindo?
-Disponha - Eu dei um sorriso torto pra ela.
Eu peguei o dinheiro no meu bolso e separei metade, colocando em cima da cômoda.

-Aceite esse como um presente de despedida.
-Será que posso usar esse dinheiro para comprar mais um então?
-Eu sinto muito, o limite é de um por freguesa.
Ela sorriu novamente e foi se sentar na cama pra calçar as sandálias, e eu sai do quarto sem dizer nada.
Pessoas vem e vão de nossas vidas, isso não da pra se evitar ou controlar, mas você sempre pode optar por não dizer adeus.

Hoje era segunda feira e o que meu dia guardava pra mim era uma das poucas coisas que faziam eu me sentir como um adolescente: primeiro dia de aula, eu nunca estive dentro de uma sala de universidade. A única vez que eu entrei naquele prédio foi pra pegar a ficha de inscrição e depois pra confirmar minha matricula.
Pelo menos eu não tinha que me preocupar com o que a maior parte tinha medo, o "social", me enturmar, sempre haviam "garotas simpáticas" ou "nerds dispostos" querendo me ajudar. As professoras não me incomodavam, mesmo quando ficavam me olhando como se eu fosse o ultimo exemplar de macho do mundo. Pelo o que eu sabia, assediar alunos ainda era proibido nesse país.
Na hora em que eu estacionei meu carro, eu senti os olhares em mim, eu era acostumado, mas era por isso que eu procurava evitar esses lugares freqüentados por "mariposas", elas já deviam estar pensando na melhor maneira de me abordar. Eu lembro como era na escola: eu cheguei a sair com quatro garotas na mesma semana e eu deixava muitos namorados fulos da vida também, eu via o olhar de ódio deles, era nesse ponto que era útil ter um primo como o Emmett, eles nunca ultrapassaram a barreira de olhar pra mim, porque eles nunca tocaram em mim, eu também não procuraria briga com algum parente do Emmett.

Eu entrei na minha sala e eu fui sentar no fundo e não me preocupei em pegar o lugar de alguém, eu já não precisava do Emmett para ter esse poder, era por isso que eu ia pra academia todos os dias. Apesar de que eu não sabia se essa historia de lugares marcados prevalecia na faculdade. Quando a professora de Psicologia entrou, eu fui a primeira pessoa pra quem ela olhou diretamente mesmo estando no fundo e com algumas pessoas em minha frente, ela me encarou por um tempo e depois se virou com vergonha. Está tudo bem minha querida, essa era uma reação normal.

No domingo Emmett me convidou para almoçar na casa dele em comemoração ao meu ingresso na universidade. Essa era uma reação que eu não esperava mesmo, mas ele estava mais feliz do que eu pelo fato de me formar. Eu tentei me desvencilhar desse convite o máximo que pude, mas ele veio com aquela conversa de que enquanto tio Carlisle e tia Esme estavam fora, a única família que tínhamos era um ao outro e que família ficava junta nos almoços de domingo, essa melosidade toda era mentira, ele tava era cansado de ficar ajudando Rosalie a arrumar o closet dela, e queria alguém de desculpa pra não fazer nada no domingo, enfim, eu acabei indo.
E logo após todo mundo acabar de comer foi que eu me lembrei do porque eu odiava ir a casa dele. Rosalie depois do terceiro copo de vinho já começava a falar como desaprovava o modo como eu ganhava minha vida, e como odiava mais ainda o fato de que era Emmett quem me ajudava, ele também não prestava, ela dizia tropeçando nas palavras.
-E POR QUE ENTÃO QUE VOCE CASOU COM ELE? SE NÃO GOSTA TANTO ASSIM DO QUE ELE FAZ?

-Por que baby? - Ela deu um selinho molhado nele antes de responder - Por que ele é muito bom de cama.
Emmett já tava sorrindo feito um tonto pra ela, isso porque a um segundo atrás ela tava falando que ele não prestava.
-Rosalie - Ele passou a mão pelo cabelo loiro dela - pare de ficar fazendo propaganda do seu maridinho por ai... Edward não tem uma namorada desde os dezessete anos, eu não sou muito certo quanto às preferências dele.
Tá, agora ele tinha extrapolado. Limpei minha boca com o guardanapo e me levantei da mesa indo pela porta de saída sem dizer nada, passei pela sala totalmente branca dele, assim como toda a casa dele era, havia muito pouco ponto de cor e o resto era irremediavelmente branco, e quando eu estava com as mãos nas maçanetas das portas duplas de saída, ele me pegou pelo braço.
-Edward, por favor, espere. me desculpe, não sabia que você ia ficar bravo, foi só uma piada.

Tá, agora eu me sentia um retardado. Por que ultimamente todo mundo me dizia que eu não entendia as piadas? Ele me empurrou até que eu me sentasse no sofá branquinho da Rosalie. E eu estava pensando que qualquer dia ia derrubar um copo de vinho acidentalmente ali. Emmett se sentou ao meu lado e começou a falar:
-Eu realmente tive que fazer uma piada senão você e Rose já iam estar jogando comida um no outra na cozinha, você lembra daquele natal?
-Eu me lembro, e é por isso que eu não queria vir aqui, eu não vou vir mais, eu sinto muito por isso.
Ele passou a mão pelo cabelo, isso não era um bom sinal nele, queria dizer que ele queria conversar.
-Esquece minha ursa um pouco tá bom? Quero conversar uma coisa com você.
Droga! Isso era pior do que o cabelo. Ele tava fazendo cara de tio Carlisle, oh cara, isso é péssimo. Toda vez que ele começa a querer dar uma de pai pra cima de mim ele se enrola todo, fala um monte de merda e dá conselhos que nem mesmo ele entende.
-Como você acha que está indo sua vida? - ele tinha um sorriso meio travado no rosto.

-Emmett por que você não vai logo ao ponto? Pra eu poder ir embora e dormir ate terça-feira...
-Tá bom - ele colocou os pés em cima da mesa de centro e cruzou os braços - com quantos anos você tá? Vinte e dois, vinte e três?
-Vinte e quatro - eu respondi olhando pra janela, do lado oposto dele.
-Éh. Essa é com certeza a idade mais difícil para a sexualidade de um homem.
Eu comecei a me levantar do sofá, eu não conseguia aturar ele quando começava a querer ser engraçado.
-Tá, desculpe eu não consegui evitar - ele me puxou pelo ombro pra que eu sentasse de novo - você sabe, eu perco o primo, mas não perco a piada - eu respondi com um sorriso torto pra ele, essa regra era pra quando a piada era boa e eu sabia onde ele tava querendo chegar.
-Mas é serio cara - ele ficou mais sério realmente - você já está com vinte e três e doze meses cara, desde os dezessete tá levando essa mesma vida, sua rotina não modificou em nada, você quase não conheceu ninguém, lugar nenhum, não sente como se estivesse adiando a sua vida?

-Adiando minha vida? Claro que não Emmett, eu adoro minha vida assim como ela é, sem complicações.
-Edward você quase não tem amigos, nenhum que esteja no país pelo menos. Você não sai pra uma balada aos sábados à noite, você não leva uma mulher pra sua cama por prazer desde... Eu não sei dizer por que eu não me lembro de você ter feito isso.
-Eu trabalho muito, você mais do que ninguém tinha que entender isso.
-Eu entendo, mas isso não quer dizer que eu concorde, até quando você pretende viver assim? De comida de restaurante e pipoca de microondas? Sua vida é da academia pro motel e do motel pra casa, isso não é vida cara.
-Minha vida não é da academia pro motel!
-Ah não? - ele levantou uma sobrancelha.
-Não, eu às vezes vou pra casa delas também.
-Ei, você fez uma piada! Isso quer dizer que minha ursinha não corre mais perigo de vida.
-Eu não afirmaria isso com tanta convicção.
-É, mas pense no que eu tô te dizendo. Você está deixando passar em branco os melhores anos da sua vida, você podia procurar por uma garota lá na sua faculdade, que mereça um sorriso seu, a chama pra sair, leva ela pra dá uma volta no seu cachorrão. Ou será que só garotinhas de dezoito merecem entrar nele?

-Eu já te expliquei porque ela foi parar dentro do meu carro.
-Mas pelo menos pense no que estou te dizendo ok?
-Tá limpo irmão.
-Então tá.
E ele me deu aqueles abraços nojentos de urso dele.
-Emmett... O pulmão... Preciso deles pra depois...

Enquanto eu dirigia pra casa eu tive que concordar com Emmett. Não que eu fosse fazer o que ele disse só to dizendo que ele tem razão, eu não estou vivendo tão plenamente quanto poderia viver, mas eu não sei se não gostava disso.

Dois dias atrás eu acho que fiz uma das maiores besteiras que já fiz. Eu não entendo direito o porquê do meu momento de demência em aceitar. Não sei se foi por causa do que o Emett me disse sobre estar adiando minha vida, ou se foi porque estava querendo trabalhar o quanto pudesse pra guardar a grana pra faculdade, mas enfim, eu fiz e agora já era. Não tinha como voltar atrás, ate tinha, mas eu não sei se queria.
Eu explico, é que eu estava chegando em casa com meu almoço quando ouvi meu celular tocando no quarto. Eu não me importei, provavelmente era o Emmett e ele que ligasse depois...
Eu estava desembrulhando a comida quando o cel. começou a tocar de novo, eu dei uma corrida no quarto o peguei e fui atendendo enquanto ia pra cozinha pega uma tigela pra colocar o molho:
-Alô - eu tava de mau humor, quem ousava interromper meu rango?
-Oi Edward - aaaaiiiiiiii! Droga. Espatifei a tigela no chão, mas quando eu ia imaginar que era a pirralha?
-O que aconteceu ai? - ela perguntou assustada com o barulho.
-Nada - mas ia acontecer, quando tia Esme descobrisse que eu quebrei a tigela que ela me deu, que era da bisavó dela, mas afinal, já estava velha, não estava?
-Você esta bem?
-To bem, to bem - eu ficaria bem se escondesse o cadáver num saco de lixo - e você como está? - eu me lembrei de ser educado.
-Tudo bem - ela ficou calada então. O quê? Ela tinha ligado só pra me dizer que estava viva?

-E você me ligou só pra gastar seus créditos não foi? - eu tentei brincar, ela parecia meio travada.
-Não, não. - a voz parecia envergonhada agora, ouvi ela se sentar em alguma coisa e eu fui me sentar na banqueta da cozinha - eu estou te ligando a pedido da Alice.
-Bella eu já falei pra você que não saio mais com gar...
-Espere, deixa eu falar. - eu a ouvi dizer irritada e respirar fundo - eu não sei por que, mas ela pediu pra eu ligar, por que disse que seria mais fácil de você aceitar o pedido dela se partisse de mim, eu sei lá...
Então a pequenininha estava contando com a minha consciência pesada em relação a festa da Bella pra me jogar na cama dela? Pois bem, ela que ficasse esperando, com um vibrador, porque eu não ia aparecer.
-Ela pediu pra antes de tudo te esclareceu umas coisas.
-O que é? - eu disse já que ela não continuava...
-Ela disse que quando falou em contratar você como, enfim pro que você faz, ela estava blefando pra tentar tirar alguma coisa de mim, já que eu não quis contar nada pra ela sobre nossa noite. Ela disse que ama o namorado dela, no caso meu irmão, e que... Ai... Eu vou ter que falar... - ela parecia bem irritada.
-O que? É tão grave assim?
-Ela me mandou dizer que por mais lindo e gostoso que você possa ser ela não trocaria um fiozinho do cabelo loiro do Jasper por esse seu sorriso cínico, desculpe, foi o que ela mandou dizer.

Puxa, a velocidade com que ela falou aquilo venceu a do Emmett de quando ele me contou a cagada que fez.
-Mas enfim, ela falou que depois que você soubesse que as intenções dela não são nada sexuais ela me pediu pra te faze um convite..
-Que convite? - nada sexuais né? Tá bom. Há, há.
-Ela quer que você acompanhe ela numa festa Black Tie, onde ela vai representar o pai dela.
-E por que ela quer minha companhia? Eu não tenho um sorriso cínico?
-Bem, e que ela não considera nenhum dos garotos da nossa escola digno de acompanhar ela, e o Jasper esta viajando com meu pai a negócios e ela disse que você vai causar inveja nas outras garotas. Eu sei, também achei essa parte ridícula.
Na verdade essa era a parte que mais fazia sentido pra mim, esse era um comportamento típico delas, nos usar como um playboy pra desfilar.
-Ela disse que paga o preço normal de... Uma saída, mas que só quer que você ande ao lado dela lá.
A minha mente estava meio confusa. Alice tinha dezesseis anos também? Porque se tivesse eu não ia nem pensar na possibilidade... E, oh cara, eu estava mesmo cogitando a possibilidade de ir estava?
-Quantos anos a Alice tem?
-Dezoito. Ah qual é? Jasper tem vinte e cinco e nunca viu problema em sair com ela.

Então ele tinha que se informar sobre leis, e filmes de psicopata...
-E que dia seria essa festa?
-Sexta-feira, depois de amanha.
-Eu sinto muito Bella. Mas já tenho uma cliente marcada pra esse dia. - eu estava sentindo muito mesmo, eu estava ate pensando em que terno ia usar. Me divertir um pouco como Emmett disse, talvez fosse legal. Não ia dar de qualquer jeito.
-Oh, isso é uma pena. Eu não imaginava que seus encontros acabavam tão tarde, mas não tem problema, Jacob da um jeito de acompanhar nós duas então.
Ela ia a tal festa também?
-Como assim, meus encontros acabam tão tarde?
-A festa começa só depois da meia noite, você não estaria livre até essa hora?
-Você tem dezesseis anos e vai a festas que começam a meia noite? - agora eu tinha certeza, eu estava ficando velho.
-É, a alta sociedade nos permite algumas regalias - ela deu um suspiro de tédio - e como meu irmão esta fora sou eu quem tem que representar meu pai, que é sócio do pai do Jake, o que inevitavelmente torna ele meu par. Arg.
Eu pensei bem. Meu encontro com a Jéssica era só as sete e meia, e geralmente antes das onze ela já tinha ido embora para buscar o marido no trabalho.
-Já que a festa é a meia noite, se vocês puderem se atrasar uns quinze minutos, talvez eu possa ir.
-VERDADE? - ela gritou, parecia de alegria, mas a minha companhia era pra amiga... Por que era ela que estava tão feliz então? Ai ai.. Isso não está cheirando bem..é melhor eu cance...
-Ah, eu já estava me preparando pra Alice, tentando me empurrar pra cima do Jake a noite inteira, ela acha que agente combina, enfim, se você estiver lá ela vai se distrair e eu vou estar a salvo, obrigada.
Ah, então era isso, sem sinal de paixão adolescente por enquanto, isso era bom.

-E então, como eu encontro o lugar?
-Você se lembra de como chegar a minha casa? - eu me lembro de cada esquina que virei...
-Acho que sim, vagamente...
-Você nos encontra em frente a minha casa um pouco depois da meia noite então.
-Tudo bem.
-Então tá, obrigada Edward.
-Por nada.
Talvez fosse divertido. Talvez não. Eu estava sentindo uma dorsinha. Que isso cara, saudade? Ah não, agora que eu lembrei, eu estava varado de fome, é meu estomago com fome. Lasanha de frango, mmm, é nóis.

Eu contei pro Emmett que ia sair na sexta, eu geralmente não saia com alguém profissionalmente sem contar pra ele, mas eu sabia que se contasse pra ele que ia sair com a garota de 18 (que na verdade tinha 16) de novo, senão ele ia começar a criar expectativas falsas e ridículas em relação a isso, mas eu contei pra deixar ele mais sossegado, e ver que eu estava "aproveitando a vida".
Eu sai de casa na sexta às seis e meia da tarde e Jéssica estava me esperando na rua de costume. Ela também era uma "freguesa da casa". Na verdade a maioria delas não se contentava com um encontro só, elas sempre voltavam. Ela me mostrou qual seria o lugar que nos iríamos dessa vez, ela não repetia sempre o mesmo motel, tinha medo de ser seguida ou algo assim.
Nós entramos no quarto e ela não parecia gostar muito daquilo que estava vendo.
-Não gostei desse lugar Thi, parece sujo - ela fazia uma careta de desgosto.
-É você quem quer ficar mudando de lugar Jess, não eu.
Ela se aproximou de mim, passando a mão displicentemente pelos botões da minha camisa.
-Talvez agente pudesse ir pra sua casa, tenho certeza que lá é bem mais confortável... - eu peguei as mãos dela que estavam espalmadas em meu peito e fiz com que elas descessem mais um pouco.

-Essa não é uma opção a se discutir, mas se você estiver interessada, tudo isso aqui no momento é seu - ela sabia do que eu estava falando, eu estava a fazendo saber do que eu estava falando naquele momento com a mão dela.
Ela deu um beijo molhado no meu pescoço e eu comecei a abrir a calça jeans dela e ela me impediu.
-Ei, devagar, vamos aproveitar isso com mais calma - ela me deu um sorriso malicioso.
Eu avancei e ela se afastou, eu avancei e ela se afastou, ela não tinha mais pra onde ir e tentou correr pro lado, eu a peguei pela cintura e prensei firme na parede.
-E se eu não quiser ir devagar? - com uma puxada só eu abri a camisa dela e os botões voaram pra todo lado.
-Você vai fazer o que então? - a respiração dela já falhava e eu nem tinha relado nela direito.
-Eu vou te mostrar já já.
Eu levantei ela com uma perna de cada lado do meu corpo e ela soltou uma risada alta e mordeu o meu pescoço. Sem marcas, por favor, hoje que eu vou sair em publico. Eu a joguei na cama e quando cheguei perto ela já estava com as mãos na minha calça tentando tirá-la. Eu a ajudei a fazer aquilo e tirei a saia dela logo também. Eu já estava dentro dela antes mesmo dela tentar abrir o primeiro botão da minha camisa, e então ela perdeu a vontade de fazer isso, eu sei, eu estava com um pouco mais de pressa do que o normal pra acaba com aquilo, mas é que eu não queria me atrasar. Eu gosto de ser profissional, porém ela não se importou com a minha pressa, por isso eu adorava essas minhas senhoras, elas não precisavam perder tempo com preliminares em excesso. Elas preferiam a quantidade à qualidade, elas sabiam obter o prazer por si só.

Agente estava terminando a terceira quando ela finalmente pareceu satisfeita e virou para o lado. Ela estava mais suada do que o normal, será que era a menopausa?
-Você esta inspirado hoje hein? Olha o estado que eu estou. - eu dei um sorriso torto pra ela.
-Você não tem que ir buscar seu marido hoje?
-É... Eu tenho, por quê? Ta querendo se vê livre de mim logo? - ela disse passando um dedo levemente pelo meu peito, aquilo não mexia comigo. Será que eu era gay? Não, não, eu sabia do que eu gostava.
-É claro que não - eu disse parando o dedo dela e beijando sua mão, aquilo não me ascendia, mas eu sabia que ascendia ela, e já eram quase onze, agente não tinha tempo pra mais um round. - Toma banho comigo? - a chamar pra tomar banho era a maneira mais educada que havia pra se livrar de uma cliente, porque depois do banho, dizer tchau era obrigatório.
-Você me leva no colo?

Eu consegui chegar em casa às onze e meia e eram meia noite e dez quando eu consegui saí apresentável de lá, eu tinha que tomar um banho de verdade, fazer a barba, escolher gravata, enfim...
Cheguei na esquina da casa da Bella ao mesmo tempo em que ela saiu do pelo portão, devia estar me procurando, já era meia noite e meia, eu estava atrasado. Ela pareceu reconhecer meu carro, porque cruzou as mãos enquanto esperava eu estacionar. Se ela viesse dar pití de garota porque eu estava atrasado, eu só ia virar as costas e ir embora. Eu percebi ela coçar os olhos, será que eu tinha demorado tanto que ela já estava com sono?
Eu desliguei o carro e saí. Foi só então que eu notei. Eu conversava muito com ela no telefone, mas o que via agora não combinava com a imagem que eu tinha em minha mente. Talvez em festas de debutantes você não pudesse usar um visual daqueles, porque aquela não era a Bella que eu havia conhecido...


(N/A) e aí gente, como vocês acham que a bella tava? IAUHSIUAHSIUAHSIUAHSUIAHSIAUHS.

desculpa a demora, mais eu queria (e merecia) mais reviews *-* bom gente, não abandonarei vocês. então não me abandonem. MIIIIIIIIL BEIJOS PRA ALICE, E PRA VOCÊS LEITORAS MARAVILHOSAS! amomuitotudoisso :* coments?