(N/A) Oi meus amores, quem tá curiosa pra saber como a Bella tava? AIUSHIAUSHAIUHS. enjoy.


Eu olhei pro lado e enquanto fazia isso prometendo a mim mesmo que quando virasse o rosto pra ela, ia dar uma checada rápida, nada demorada, pra ela não perceber que eu estava olhando e não só vendo. Eu me virei pra olhar então.
Ela estava sorrindo, foi a primeira coisa que eu percebi. Ela não ia dar um pití. Ela usava um vestido simples ate o meio das coxas, preto, inteirinho de lantejoula o que fazia um brilho interessante conforme ela se movia. Seus cabelos estavam presos no alto da parte de trás da cabeça em um coque o que havia deixado seu rosto em forma de coração em um formato mais fino. Seus olhos estavam obscuros, com lápis e sombra preta, estavam mais misteriosos.
Eu sabia que ela tinha percebido a inspeção, eu tentei ser rápido, mas ela foi esperta demais porque eu pude perceber um leve rubor nela, bem, que isso não sirva pra te iludir mocinha. Eu me aproximei pra dar um beijo no rosto dela e notei outra diferença, ela estava mais alta. Eu olhei pra baixo, saltos absurdamente altos em uma sandália preta com um broche de brilhantes em cima. Como uma mulher conseguia andar com aquilo?
Não era minha intenção. Realmente não era, mas depois de ver os sapatos eu levantei meu olhar os olhos dela e eles passaram pelas pernas dela, e param ali um momento. Eu me lembrei que eu já havia achado elas lindas desde o começo, lindas pra uma adolescente como eu disse desde o começo. O rubor estava pior agora, oh cara, aprenda a ser um pouco discreto.
-Belos sapatos - o que? O que mais eu poderia dizer? Adoro as suas pernas?
-Você sabe que isso soa meio gay não é?
-Por quê?
-Homens não sabem o que e apreciar belos sapatos... —ela olhava pro outro lado, estava sorrindo, isso sim continuava o mesmo.
Eita! Por que todo mundo anda resolvendo questionar minha sexualidade ultimamente hein?

-Você preferia que eu dissesse o que? Belas pernas? - eu disse com um sorriso de sarcasmo pra ela...
-Isso com certeza seria menos gay - ela olhou pra mim ao falar dessa vez, ainda rindo.
-Quem é gay por aqui? - um projeto de mulher com cabelo espetado passou por nós de vestido longo frente única vermelho, ela ficou de frente pra mim, mas não havia salto alto o suficiente que fizesse o nariz dela passar dos meus ombros – eu espero que não seja você gostosão, por que isso com certeza seria uma pena - ela sorria arrumando minha gravata. Eu saí todo apressado. Será que estava muito torta?
Eu coloquei a mão nas costas dela e guiei-a ate o lado do passageiro do meu carro:
-Bella não acredita que sei apreciar sapatos bonitos - Alice parou em frente a porta que eu havia aberto pra ela, olhando por cima do capo Bella que permanecia na calçada:
-Ele é um garoto de programa Bella. Já deve ter visto de tudo nessa vida, tenho certeza que sabe apreciar algo bonito quando encontra - ela entrou no carro então e eu fechei a porta.
Dei a volta no carro com um sorriso vencedor, e abri a porta de trás do lado do motorista pra que ela entrasse, mas meu sorriso de prepotência não parecia ter afetado o bom humor dela, seu olhar estava sem foco e só então ela percebeu que era pra entrar no carro, se sentando ela ainda disse:
-Ponto pra você... Edisinho... - então ela mesma puxou a porta com força, não permitindo que eu fizesse isso.

---Não gostei do apelido---eu disse enquanto colocava o carro em movimento...
---Foi a intenção---eu a olhei pelo retrovisor. Estava de cara fechada, o que eu tinha feito de tão ruim?
Ficamos em silêncio por um tempo, longo demais ate, e eu procurei alguma coisa pra falar...
-E então Alice - ela olhou pra mim - quer dizer que meu sorriso é cínico? - aquilo não era uma acusação, eu a deixei perceber pelo meu sorriso, era só um jeito de acabar com o silêncio.
-Ah gostosão, não fique ressentido comigo - ela apertou minha bochecha. Ela o que? - Eu adoro esses seus braços fortes, esses seus olhos verdes, mas seu sorriso é cínico sim - ela deu um sorriso maroto e me olhou de lado então - mas isso não quer dizer que eu não goste dele.
Eu não consegui não sorrir, não dava pra ficar serio perto da Alice, mesmo me chamando de "bonitão" o tempo todo, não havia mais do que brincadeira ali.
-E o que seu namorado pensa sobre você ressaltar tanto minhas qualidade físicas? - eu levantei uma sobrancelha e ouvi Bella ofegar, será que aquela cara feia era porque estava passando mal? eu dei uma checada pelo retrovisor. Não, ela estava bem.

-Jasper não acha nada, porque ele nuuuuunca vai saber - e ela soltou uma gargalhada.
-E se a Bella te entregar pra ele?
-Bella? - ela se virou perguntando...
Pelo visto Alice também ficou curiosa pela resposta, percebendo que eu e Alice esperávamos pela resposta, ela apenas disse:
-Eu tenho minha própria vida para cuidar - eu olhei ela respondendo pelo retrovisor, ela me olhou por um momento mas logo desviou.
Eu perguntei pra Alice por onde era e ela foi me indicando as direções, fizemos o resto do caminho calados.
Precisamos de três convites para chegar ate a festa propriamente dita: um para entrar no condomínio luxuoso, outro para passar pela portaria que dava em um gramado enorme e lindo, cheio de pontos de luz espalhados por sua extensão.
Eu precisei deixar o carro lá para o manobrista estacionar. Eu não gostava nenhum um pouco de ter que deixar meu cachorrão na mão de qualquer um.

Alice e eu começamos a circular, e ela se divertia me apontando o que ela dizia ser "as pessoas importantes da festa", o resto ela dizia que só estava ali porque tinha peitos grandes e era bom pra enfeitar. Ela me mostrou donos e diretores de grandes bancos, suas respectivas filhas. Passamos por um grupo de homens, e ela me disse que aqueles eram os "bilionários intocáveis", uma espécie de clube de solteiros convictos da alta sociedade.
-Eu já apresentei Bella a quase todos esses, mas nenhum conseguiu pagar um drink a ela sequer - Alice começou a rir de alguma coisa que pareceu ter lembrado e então olhou pra mim - Mais um ponto pro seu ego gostosão. Ela preferiu você a um "milionário sexy".
Não, ela não preferiu, eu quase disse em voz alta, mas isso poria minha mentira e de Bella abaixo então eu penas me limitei a perguntar:
-Pensei que fossem bilionários sexys.
-Não... Os pais deles são bilionários, eles por enquanto são só milionários.
Uma bandeja cheia de copos médios com um liquido transparente apareceu na nossa frente:
-Bebe tequila bonitão? - Alice perguntou pegando um copo...
-Não e das minhas preferidas, mas eu aceito - eu bebi em um só gole o conteúdo e Alice parecia assustada - Essa é muito boa.
-Nada como bebida cara grátis não é? - ela respondeu sorrindo e me puxando pra continuarmos andando.
Hora ou outra ela parava pra cumprimentar algum casal de amigos e me apresentava toda orgulhosa como um amigo da família. Técnicos de som estavam montando o que parecia ser uma pista de dança quando ela começou a gritar e dar pulinhos de alegria, parecia que mais alguém havia mentido idades para mim.

-Pista pra casais, ai que legal - ela se virou pra mim com os olhos brilhantes então - acho que e pra tango... Sabe dançar tango não é gostosão?
-Na verdade eu sei sim - ela pareceu surpresa - a Patrícia, uma cliente minha, gosta de começar a noite com aula de dança. Ela acha que é empolgante - não era ético contar detalhes, mas nem em um milhão de anos ela conheceria a Paty.
-Bem.. Paty não é nada boba - ela olhou novamente pra pista - Mas se prepare, pois eu e Bella fazemos aula de dança de salão desde os onze anos, vai precisar de muita energia gostosão.
-Alice qual seu problema em não me chamar pelo nome?
Ela pareceu surpresa com a pergunta, mas não ofendida, pois respondeu com um sorriso travesso nos lábios.
-Oh bonitão qual é? Conheço garotos de programa não é de hoje, sei que vocês mentem nomes e que provavelmente o seu não é Edward, então gostosão é melhor... Assim você não pensa que me engana.
Eu peguei minha carteira no bolso interno do meu terno e tirei minha carteira de motorista pra ela, quando ela viu o que estava escrito seu queixo caiu.
-Edward Cullen... Você não mente seu nome pras clientes.
-Eu digo nomes variados - mentir era uma palavra muito pesada.
-Então porque disse seu nome pra Bella? - ela levantou uma sobrancelha.
-Por que... Eu... Não considerava ela uma cliente, ela nem sabia o que eu era.
-Se não considera Bella uma cliente, considera ela o que então? - Havia um sorriso travesso no rosto dela. droga, droga.

Eu estava devolvendo o copo quando vi a tal mesa de frutas que a Bella tinha falado... Não podia ver muito bem porque havia muita gente circulando na minha frente e aquele canto parecia meio escuro, mas ela estava lá, e o tonto que eu dispensei na festa dela também. eles estavam discutindo?
Ele tentou se aproximar, e ela o empurrou, mas ele revidou e pegou ela com mais força porque ela parecia estar tendo dificuldades em se livrar dessa vez. Será que era essa a hora que eu ia lá e matava ele na parede? Eu não pude completar meu raciocínio, quando vi acho que Bella havia dado um pisão nele, porque ele pulava feito uma gazela e parecia estar chingando ela de alguma coisa. Eu não conseguia ouvir, a música estava muito alta. Muita gente falando... Quando eu decidi que ia lá ensinar boas maneiras pra ele. Alice começou a me puxar pelo braço, em direção a uma mulher em cima de uma espécie de palco que dizia:
- Bem senhoras e senhores, como uma pequena surpresa para vocês, trouxemos esta noite a banda Homônimos, conhecidos por fazer o melhor tango de todo o país, queremos vê-los dando uma show nesta pista de dança... Aproveitem.
Os primeiros acordes ainda nem haviam começado direito e Alice já colocava minha mão em sua cintura e começamos a dançar. Aquilo era algo normal pra mim, eu não precisava mais pensar pra fazer. Alice ainda parecia ter duvidas em quantas vezes movimentar o pé direito e eu a peguei mais forte pela cintura pra que ela não corresse riscos de se perder, eu comecei a procurar pela Bella, se eu visse aquele projeto de homem gritando com ela mais uma vez ele não teria mais os dentes pra fazer uma segunda... Não que eu estivesse protegendo ela não era isso, eu só odiava a falta de cavalheirismo em um homem. Só isso.

Alice errou um passo e estava se desequilibrando quando eu a puxei firme pela cintura e a levantei dando um meio giro e a colocando de volta no chão. Esse era um truque que eu havia aprendido em minhas aulas pra disfarçar alguma falha feminina nos passos.
-Meu Deus bonitão, cuidado - ela se abanou um pouco - não sei se tenho um coração forte pra isso. - eu dei um meio sorriso pra ela, é eu sei, era sempre esse o efeito.
Procurei por Bella novamente, e a encontrei dançando com um dos "bilionários milionários", ela parecia tentar manter alguma distancia do cara enquanto ele tentava se colar mais a ela... O que ele estava pensando? Ele já devia ter mais de trinta anos e ela nem era maior de idade ainda.
-Se importa de dançar com Bella um pouco? Ela não parece muito bem com "inatingível" ali...
-Por mim tudo bem - eu não fazia questão nenhuma, não mesmo.
Alice foi à direção dela e falou alguma coisa em seu ouvido, Bella olhou pra mim e se virou pra se desculpar com seu acompanhante e começou a vir em minha direção, havia um sorriso leve em seus lábios. Ela parou na minha frente e eu beijei a mão dela, e só pra variar ela ficou roxa, isso era tão... bonitinho, acho que eu gostava. Não via uma garota corar tanto por minha causa fazia tempo, muito tempo.
-Muito lisonjeiro - ela disse tentando esconder a vergonha, eu a peguei pela cintura e a comecei a conduzir para a direita.
-Você não parece estar tendo sorte ao escolher seus acompanhantes hoje - eu virei e comecei a conduzí-la pra direita.

-Nem me fale - ela sorriu - primeiro o Jake depois esse estu... Espera aí, como você sabe?
Eu não respondi, a virei de costas pra mim e a colei em meu corpo... Não foi que mexeu comigo... Mas ela estava quente? Ela esticou a perna direita e fez um meio giro com ela e se virando pra mim novamente com acusação nos olhos:
-O salão é pequeno - eu disse como justificativa.
-Não - ela deu uma volta ao meu redor passando a mão direita pelo meu rosto, meus ombros. É, ela estava quente, talvez fosse a fumaça - o salão tem mil metros quadrados - ela disse passando a perna direita em volta da minha perna esquerda e baixando o pé pela minha panturrilha calmamente, ela estava começando a chegar perto demais. Foi só então que eu percebi que esse era um último passo, a música estava acabando, eu a peguei pela cintura enquanto ela se inclinava pra trás e eu acompanhava o movimento dela encostando minha testa em seu queixo e levantando-a novamente. A música havia acabado, pelo visto pra ela... Aquela conversa não.

Quando saímos da pista Alice estava conversando numa língua estranha com uns carinhas de olhinho puxado. Eu dei um olhar meio torto pra Bella, tipo não to entendendo.
-Alice sabe falar cinco idiomas, ela adora quando pode praticar.
Pelo visto aquilo iria demorar, porque Alice estava enganchada no braço de um, rindo feito uma idiota.
-Você quer ir pegar uma bebida? - ela disse depois de uns cinco minutos esperando Alice notar agente ali e nada.
-Quero ir pra qualquer lugar onde falem nosso idioma.
Agente estava quase chegando na mesa quando um pivete entrou na nossa frente.
-Hora hora - ele cruzou os braços em frente ao peito- s e não é o segurança ilustre da festa da Bella.
-Em carne, músculos e beleza - eu usei meu melhor sorriso cínico pra ele - com licença.
Eu tentei passar por ele mas ele deu um passo pro lado me impedindo a passagem. Ah, mas que beleza, o baixinho queria briga.
-Aquilo não vai ficar assim cara - ele colocou o dedo no meu peito e eu abaixei o olhar devagar pra ver se ele estava fazendo aquilo mesmo - Ninguém me fez de idiota e fica por isso mesmo.
Ah, cheiro de briga. Eu não sentia isso a tanto tempo, a expectativa antes de quebrar o nariz de alguém, mas eu me lembrei onde e com quem eu estava. Eu fugia de garotas com lindos olhos castanhos pra não enfrentar processos, quebrar a cara daquele moleque não ia ajudar muito nisso...
-Coloque o dedo no peito - minha voz era baixa, controlada e eu me aproximei do rosto dele pra ele entender meu tom - num lugar onde não haja trinta e cinco seguranças pra te salvar - eu estreitei um olho - que daí eu te mostro meu tratamento vip. ( tá, eu to tentando imitar o olhar que o Hancock faz: me chama de otário, mais uma vez...)

Ele entendeu meu recado, porque eu vi as pupilas deles dilatarem, ele descruzou os braços e umedeceu um lábio, mas claro, ele não ia desistir tão fácil assim:
-Eu não tenho medo de você...
Ele deu um sorrisinho, eu não costumava implicar com crianças, mas esse ai me tirava do serio. Eu queria acertar ele... Onde parecia mais doer.
-Sai fora cara, ela é minha agora. - eu peguei uma taça de champanhe que estava passando numa bandeja e ergui um brinde pra ele - Perdeu.
Eu peguei Bella pela cintura e comecei a levar ela pra porta que dava pros bancos nos gramados... Ela não devia estar entendendo nada agora e se ela resolvesse me empurrar e dizer que eu estava louco, que não era de ninguém eu ia entender, eu só ia dar meia volta e ir embora, mas ela não fez isso, ela passou a mão pela minha cintura.
Agente chegou do lado de fora e eu estava com um gelo na barriga, eu estava nervoso, me sentindo com dezessete anos novamente. O que eu fazia agora? Ela já devia estar com um olhar todo apaixonado a essa hora, fazendo planos de casamento. Eu ia quebrar o coração dela, mas eu não podia dar esperanças tolas pra criança. Eu finalmente tomei coragem de olhar pra ela, e ela estava se contorcendo de tanto rir

Cara! Será que ela era gay? Ou seus olhos não funcionavam muito bem... Ela estava coçando os olhos... De novo, ela tava fazendo muito isso hoje.
-Você esta com alguma alergia?
-Não, é que estou usando lentes.
Tá vendo? Ela tinha problemas de visão, por isso não estava caindo de amores por mim ainda! Mas, usando lentes?
-Você usa lentes?
Ela demorou mais do que o habitual pra responder.
-É que, ai, se você conta pra alguém eu mato você – tá, e pra quem eu ia contar? O amiguinho Jacob? - Eu tenho que usar óculos, mas eu sou muito destrambelhada, eles não duram nem uma semana na minha mão. Então tenho que usar lentes.
-Porque você não usa lentes coloridas então? - Já que era pra sofrer, porque não sofrer com charme?
-Como você acha que eu ficaria com olhos azuis?
-Muito bem - eu acabei sorrindo, é, ela conseguiu arrancar um elogio da minha boca, pelo menos esse não soava gay como ela costumava dizer.

Eu tomei a champanhe que estava na minha mão... Ela estava tirando as sandálias, oh cara, que pernas. Eu engoli em seco.
-Você não acha que eu merecia ter sido avisada antes, sobre ser sua? - ela disse se sentando ao meu lado.
-Você quer uma aliança?
-Não, mas quero que você pare de beber champanhe, acho que já está bom por hoje.
Ela estava fazendo piadas, ela estava nervosa.
-Você tem medo de mim - eu concluí com um sorriso bobo, e ela aproximou seu rosto.
-Não, o medroso aqui é você.
-Eu? - eu era medroso? Só porque não quebrei a cara do pivetinho lá dentro da festa? Eu ia e fazia agora se ela quisesse.
-Eu sei muito bem que não são processos que você tem medo de perder pra essas garotas que você tanto evita - os olhos dela estavam próximos dos meus - é o seu coração.

Eu não tenho medo disso - eu não tinha... Tinha?
-Ah não? - ela arqueou uma sobrancelha - Então qual foi a ultima vez que levou uma mulher pra sua cama... Por prazer, não por dinheiro?
-Por que todo mundo anda me perguntando isso ultimamente?
-Tá vendo! Eu não fui a primeira a notar!
E qual a cor da minha cueca já que você é tão intuitiva assim?
-Você não sabe do que está falando.
-E você não sabe o que esta perdendo.
Ela notou que havia exagerado no volume e ficou vermelha, e se virou pro outro lado, olhando a grama.
-E se eu quisesse te deixar mostrar? - haviam fios soltos do coque dela, bem até eles se arrepiaram, isso foi um alivio, ela não era tão imune assim.
-Você sai com senhoras a tanto tempo, que não deve lembrar como tratar uma garota - ela estava tentando colocar humor na voz, mas ela estava tensa, eu podia sentir.
-Eu posso aprender com você - meu deus eu estava insistindo? Quem é você e o que fez comigo mesmo?
-Talvez eu não queira te ensinar.

Minha primeira reação foi pensar que ela estava se fazendo de difícil, mas ela não estava. Ela não se interessava em mim, isso quase nunca acontecia, como eu agia agora?
Eu estava meio indeciso, eu coloquei a mão na perna dela, precisava que ela olhasse pra mim. Deu certo ela olhou, ela parecia querer me matar também por minha mão estar ali.
-Você acreditaria se eu dissesse que e a primeira vez em sete anos que eu não sei o que fazer em frente a uma mulher? - eu olhei no vidro fumê, eu parecia estar com dor, porque minha cara estava assim?
-Você não sabe o que quer fazer? - ela não estava duvidando. estava só confirmando, eu apenas neguei com a cabeça.
-O que você quer fazer?
Abrir o zíper do seu vestido? Não seu idiota, leve lembra? Seja leve... Eu não consegui responder... Não havia nada de leve na minha mente no momento que pudesse ser dito a ela.
-Você esta vermelho? - oh droga! Então quando agente sente o rosto queimar ele fica vermelho? Ah, que bom pra mim.
-Edisinho olha pra mim.

Eu olhei, minha Bella estava ali embaixo de toda aquela maquiagem, a que eu ficava conversando no telefone. Não essa ai de pernas lindas e olhos estranhamente sedutores.
A cabeça dela pendeu pra um lado um pouco.
-Ah meu Deus, você quer me beijar não quer? - ela colocou uma mão na boca, ela parecia assustada, bem estávamos sendo sinceros não?
-Talvez - eu assentia devagar com a cabeça, pensando se era mesmo.
-Mas você tem medo? - eu assenti - Porque beijar na boca apaixona?
-Eu sei o que você esta fazendo - eu fui mais pro lado e passei um braço por detrás das costas dela - fica fazendo piadinhas pra tirar essa tensão de sexo no ar que você mesma criou, mas eu tenho uma novidade pra você.
-E qual é? - ela estava tentando controlar, mas a respiração já não era mais a mesma.
-Depois da primeira vez que ela parece, ela vai estar sempre lá. Sempre que um de nos ficar calado você vai sentir essa mesma vontade que está agora de pular no meu pescoço.
Eu tinha acabado de inventar aquilo tudo, mas quem sabe dava certo?
-Mas eu não - eu mordi o lábio inferior dela, puxando levemente - eu não - eu inspirei no pescoço dela, estava ali a fragrância de maracujá eu que adorei da primeira vez - não quero - eu mordi o lóbulo da orelha dela então a tracei o contorno da mandíbula com meus lábios e então ela finalmente se calou, bem, o que eu usava com minhas senhoras dava certo com ela ate agora pelo menos. Encostei minha testa na dela.
-Você não me deixe pensar - parecia que haviam roubado um doce de uma criança.
-Eu não quero que você pense - eu abri meus olhos - é a sua vez de olhar pra mim.
Ela abriu os olhos, aquele brilho que eu vi desde a primeira vez estava ali novamente. E então eu o decifrei, desejo. Diferente daqueles que já havia visto... Mas era desejo com certeza.
-Me faça parar de pensar então.

Foi tudo muito rápido, cinco segundos eu acho, eu não podia fazer aquilo sentado... Foram sete anos esperando essa vontade chegar, eu precisava de espaço.
Eu levantei, puxei ela pela cintura e encostei ela na pilastra na nossa frente, e quando eu coloquei uma mão de cada lado da cabeça dela ela estava com a boca branca:
-Por favor, não desmaia agora não! - eu implorei com a voz baixa.
-Você foi bom, minha mente esta vazia no momento.
Ótimo, então essa era a hora... Por onde eu começo? Pela boca seu idiota, esta bem ai na sua frente, ah é, vamos lá. Ela tem dezesseis anos, não se esqueça disso.
Eu encostei meus lábios nos dela e ela respondeu, eu pressionei mais e me afastei mais pra ver como ela estava.
-Edward – droga. Fiz besteira - qual é seu problema? Eu tenho 16... Não 5.

Ela me puxou pela aba do terno então e mordeu meu lábio e eu passei minha língua pelos lábios dela e sem perceber ela já havia me capturado. Eu havia me esquecido como aquilo era bom, ela puxou meus cabelos e eu tentei me separar pra ela respirar um pouco com um selinho, mas ela puxou meus cabelos mais forte, querendo mais, eu suguei a língua dela pra mim e ela fez o mesmo começando uma brincadeira que só nos dois sabíamos que havia ali. eu queria beijar o pescoço dela, eu queria mas eu não sabia se devia, eu desci minha boca pra sua mandíbula e ela arqueou o pescoço me dando passagem, e eu sabia de uma coisa: eu adorava mulher de cabelo preso, e mordi levemente o pescoço dela e ela deu um suspiro e limpou a garganta. Não, não havia sido ela quem limpou a garganta. Eu senti suas mãos se afrouxarem meu cabelo e ela se virou assustada, Alice estava ali parada, com a bolsa na mão olhando pra gente, sem nenhuma expressão.
-Eu odeio atrapalhar vocês - ah é? Então porque fez? - Mas Bella, seu irmão tá ai.
-O Jasper?
-Não, um que Charlie acabou de adotar. - ela bufou e chegou mais perto, Bella se tocou das mãos em volta do meu pescoço e me soltou. Merda.
-Ele quer ver o nosso acompanhante - Alice fazia cara de mártir.
-Mas - a boca dela ficou branca de novo - como? O que agente faz? Onde o Edward se esconde?
-Bom eu tenho uma palavra pra você, Jacob - então era ele a velha fofoqueira - mas não se preocupe, eu já expliquei a maior parte pra ele.
-Ah que bom - Bella deu um suspiro pra ele.
-Só tem um probleminha - Alice me lançou um olhar travesso então - Agora ele quer conhecer seu namorado.


(N/A) Bom, um dos meus capítulos preferidos *-*, Gente vocês não tem noção do tanto que eu fico feliz quando eu vejo os recadinhos que vocês mandam, é isso que dá vontade de continuar. milhões de beijos pra Kah Reche, Mih Brandon Cullen, Bella Brandon Cullen, Alline Viana, Mocho Azul, Joyce Flexa, Lolitta, Vitoria Sheba, Marianne S. Denali, Jessika Sant'Iago, BabyLizzie, Maraisa Oliveira, JehFenix, vocês não tem noção do tanto que eu amo ler as reviews de vocês, vocês são espetaculares. Beijo pra Alice e dêem opinião, críticas, elogios e sugestões. Coments?