nem vou comentar muito que eu sei que vocês tão MUITO curiosas :)


-Alice - Bella fez uma cara que deu medo até em mim - Por favor. Diz que não, que você não...
-Bella - Alice estava com uma expressão de desconsolada - Era isso ou eu contar pra ele que você contratou um michê pra te acompanhar.
-EU CONTRATEI?! - Bella gritou e apontou pra ela mesma.
-Por favor, não fique assim - Alice abraçou ela - Eu não podia contar pra ele, quando Jacob contou pra ele que eu estava de braço dado com outro, ele até tirou o colar que eu dei pra ele do pescoço. Mas daí eu, esclareci as coisas...
-Mas namorado? Não podia ser amigo ou algo assim? - ela retrucou ainda zangada.
Alice apontou o dedo indicador pra mim então.
-Eu não tenho culpa se esse aqui resolveu gritar no meio do salão que você era dele. Jacob não esqueceu de citar essa parte pro Jasper também.
Parecia que Bella não tinha mais o que falar, os ombros dela caíram, e ela foi se sentar pra calçar as sandálias, havia uma lagrima solitária rolando ali.
-Escuta - eu resolvi que era a hora de abrir a boca - Vocês não precisão se desesperar, Bella me apresenta como namorado dela por hoje e boa...

-Você não precisa fazer isso por mim - Ela não estava olhando pra mim quando disse isso, ainda mexia com as sandálias. Eu sabia porque ela não gostava da idéia, ela já havia dito que não gostava que mentissem por ela.
-Mas eu quero - minha voz era firme, e meu olhar não permitiu que ela negasse.
-Tá, mas não se preocupe, amanhã mesmo eu dou um jeito de terminar com você...
-Agente vê isso - Ela parecia tão ansiosa pra se livrar de mim quanto eu estava pra encosta ela naquela pilastra de novo. Tinha sido muito curto, um beijo muito breve pra alguém que praticamente não fazia isso há sete anos.
Alice ainda tentou brincar antes de sair, pra ver se melhorava o humor da amiga.
-Bem Bells, já que é você quem esta aproveitando do produto - ela deu uma olhada pro meu cabelo bagunçado - e como está... Você paga.
Ela ficou esperando um tempo pra ver se ela respondia. Ela não o fez, então Alice saiu.
Que ótimo, ela fez questão de me lembrar o porquê eu estava ali, trabalho. Bom, se Alice não conseguiu melhorar o humor dela, talvez eu conseguisse.
-Não se preocupe com esse negocio de me pagar - começamos a andar em direção a entrada do salão - você pode me pagar um jantar e ficamos quites - eu dei um sorriso pra ela, mas ela não correspondeu.
-Eu não vou jantar com você - curta, grossa, sem mais explicações. Como ela ousava rejeitar o primeiro convite que eu fazia na minha vida?
-Por que não? - eu a puxei pela cintura pra mais perto, falando perto do ouvido dela - tem medo de gostar?

Ela parou de andar e se afastou de mim, cruzando os braços:
-E todo aquele papo de não sair com garotinhas? - bem, eu não via mais ela assim, eu não podia dizer pra ela como a via agora, ou ela sairia correndo. - onde esta o seu cuidado com seu valioso coração?
-Eu não me importo em te emprestar meu coração por um tempo - um tempo... Ele era meu, nunca ia ser de mais ninguém.
-Isso porque você esta com oito taças de champanhe na cabeça. - ela disse isso e virou rapidamente, o loiro que andava em nossa direção parecia ter chamado a atenção dela. Não parava mais de olhar pra ele, ia ficar paquerando outro na minha frente agora? Mas pera ai como? Pelo visto mais alguém estava espiando a vida do outro.
-Como sabe que bebi oito taças de champanhe? - ela não respondeu porque o loiro estava abraçando e erguendo ela do chão. Tá, pelo visto não ia dar pra sair dessa festa sem uma briga hoje. Carinha insolente e...
-Bells - ele a colocou no chão - então esse ai é o cara - e ele estava olhando pra mim dessa vez - como vai cunhado?
Era pra mim que ele estava estendendo a mão? Como assim cunhado? Oh, oh merda, era o irmão dela. Com aquele cabelo preto como eu ia imaginar que tinha um irmão loiro?
-Bem e você? - eu apertei a mão dele... Firme, mas com respeito. Ele pensava que eu estava... Bom... Eu estava pegando a irmã dele... Era o mínimo que ele merecia.
-Eu sinto, mas tenho que levar uma das princesas embora - irmão ciumento, eu entendia... Mas foi a Alice que apareceu embaixo do braço dele, ela parecia estar atrás dele o tempo todo, era tão grande que eu nem tinha enxergado.
-Você tá de carro pra leva a Bella embora?
-To sim, não se preocupe - ele assentiu.
-Então eu e minha fadinha vamos indo, faz duas semanas que eu não pego ela, eu to com saudade.

Ele meio que bagunçou os cabelos dela, as mulheres que eu conheço teriam dado um tiro nele por ter desfeito seu penteado, mas Alice parecia... Corada? Então a pequenininha saidinha também sentia vergonha?
-Tchau tchau então - ele já estava quase na porta quando pareceu lembrar de alguma coisa e voltou correndo pra fala alguma coisa no ouvido da Bella, ela só rolou os olhos e deu um jurro no ombro dele.
-Não faz essa carinha de desentendida não, que a mim você não engana - ele disse rindo e correndo ate onde Alice esperava.
-O que ele falou pra você?
-Que... - ela desviou o olhar e começou a andar pra porta - se eu levar você pra um passo além da minha sala hoje, ele conta pro papai e meu pai te mata.
Eu não consegui evitar e dei uma risada alta. Pelo visto ela ia estar sozinha em casa hoje. Jasper era um garoto esperto, afinal era ótimo pegar a irmã dos outros. Mas quando era a própria...
Antes de entrar na barulheira eu perguntei:
-Você quer ir embora?
-Na verdade eu quero sim, você se importa? - eu não me importaria de levar ela pra pista pra dançar um pouco, mas a vontade dela prevalecia.
-Não... Vamos... - eu colei atrás dela.
Eu não costumava fazer isso, alias eu nuca fiz, mas eu coloquei uma cara de marrento no rosto enquanto agente passava pelo amontoado de gente, me certificando se não havia nenhum engraçadinho com a mão boba por ali, ou algum outro tentando se esfregar demais.
Pegamos o carro e já estávamos no meio do caminho, ela ainda não havia dito uma palavra. Eu queria que ela falasse comigo.
-Parece que minha sina e estragar suas festas - eu tentei descontrair...

-Você não estragou nada... - ela continuava seria.
-E a sua sina parece tentar me fazer sentir melhor por isso.
Ela deu um longo suspiro exasperado antes de responder.
-Edward, Jacob estava tentando me deixar um chupão intencional no pescoço, e um homem de quase quarenta anos tentava pegar nos meus peitos enquanto dançava tango comigo... Você acha mesmo que eu queria continuar lá?
Pela expressão dela? Não.
-Você se esqueceu de citar o michê descontrolado que te beijou.

-Eu não estou reclamando disso por enquanto - ela olhou pra mim pra responder dessa vez.
-Por enquanto? - eu arqueei uma sobrancelha, e aconteceu de novo. Os olhos dela perderam o foco, a boca perdeu a cor. Isso era por causa de uma sobrancelha minha? Oh garota esquisita.
-Não estou reclamando ainda - ela voltou a si - Mas vou reclamar quando você se tocar do que fez e começar a me olhar como olha pra aquelas mulheres da festa.
-E como eu olho pra aquelas mulheres da festa? - eu olhei pra ela pré perguntar.
-Você pode olhar pra pista enquanto dirige, por favor?
-Você pode responder minha pergunta, por favor? - eu usei o mesmo tom que o dela, ela não respondeu começou a soltar os cabelos do coque... - E então?

-Eu não sei, não sei se é desprezo, se é nojo, se é apenas prepotência da sua parte. Só sei que não gosto. Não gostaria que você, alias... Não gostaria que ninguém me olhasse daquela forma.
Eu pensei no que ela disse... Ela não queria que eu pensasse que ela era uma mariposa.
-Não se preocupe, eu não vou te olhar como uma mariposa, nunca.
-Não vai me olhar como uma... O que?
-Uma mariposa. Seres pequenos, insignificantes, que não podem ver um facho de luz na escuridão que se amontoam todas, e não pensam duas vezes pra largá-lo se uma luz maior aparece.
-Você fica inventando apelidos pras mulheres?

-Não, não são apelidos. É mais como grupos - ela parecia interessada dessa vez - como, por exemplo, as mulheres que fazem academia comigo, ou aquelas que ficam puxando conversa na fila do banco, aquelas eu chamo de "senhoras simpáticas" - eu disse as ultimas palavras com um sorriso esticado no rosto, deu certo, ela sorriu.
Agente chegou na casa dela então, eu desliguei o carro, ela parecia tentar disfarçar o nervosismo. Eu saí do carro e ela tirava as chaves da bolsa.
Eu me aproximei dela e peguei um cacho de seus cabelos em minha mão, enrolando-os no meu dedo, ela engoliu em seco.
-Você não precisa fazer isso - lógico, ela tinha que estragar o momento e o olhar matador que eu is passar nela agora. Eu passei meu nariz pelo dela, aspirando o perfume de maracujá que eu adorava - não precisa me beijar.
-Me diz uma coisa Bella - eu coloquei a mão na cintura dela, puxando ela pra mais perto, fazendo círculos com meu dedão na curva da cintura - quando é que alguém PRECISA beijar alguém? - pessoas não precisavam se beijar, só beijava.
-Quando você esta deixando uma cliente em casa?

Aquele "seu demente" estava de volta na testa dela. Senti falta dele. Ela pensava que eu fazia aquilo por obrigação.
-Bella eu não beijo minhas clientes na boca...
-Não? - eu respondi com um balançar de cabeça e ela olhou pra calçada - então por quê?
Eu levantei seu queixo, pra que ela olhasse pra mim e levantei uma sobrancelha... Eu sei, aquilo era golpe baixo, usar um ponto fraco que eu havia acabado de descobrir. Mas ela estava começando a pensar de novo, e ela não podia.
Bem, meu truque deu certo, o lábio inferior dela tremeu, e a respiração pareceu ficar irregular. Ela já sabia agora que era especial pra mim.

E então nossos olhos já diziam o que meus lábios ansiavam por sentir. O cheiro dela era algo que se misturava com as batidas do meu coração, fazendo tudo parecer mais lento, agora não haveria ninguém pra interromper, agente podia ir com calma. Eu me aproximei cada vez mais de seus lábios, eu já não conseguia apenas me contentar em senti-los eu queria prová-los, eu mordi o seu lábio inferior e ela abriu a boca pra respirar me deixando procurar sua língua. Sugando seu gosto que já se misturava ao meu, e eu procurava senti-la mais, buscar mais de seu gosto, ela estava na ponta dos pés pra tornar as coisas mais fáceis pra mim e eu peguei ela pela cintura pra que ficássemos em mais igualdade. Ela levou as mãos ate minha nuca exigindo mais de mim, minha língua deu uma volta na dela se escondendo em seguida, ela se colou mais em mim me cobrando e eu logo me deixei sentir o gosto dela mais uma vez. Eu puxei seu cabelo pra trás pra poder beijar seu pescoço, mordi de leve e seus ombros encolheram com o arrepio, eu mordi mais forte e ouvi-a murmurar algo, suas mãos tinham entrado em meu cabelo. Eu a deixei escorregar por meus braços pra que tocasse o chão novamente e eu deixei minhas mãos escorregarem pela lateral do vestido dela enquanto minha boca brincava com o lóbulo da orelha dela. Não, ele não estava ali, eu a abracei então minha mão passava pelas costas dela e ali estava ele, como um gesto de felicidade eu dei uma mordida mais forte no pescoço dela. Eu procurava o zíper, não que eu pretendesse abri-lo hoje, só fazia isso por costume. Já era quase um experto em encontrar aberturas por onde se tirar uma roupa.

Então a boca dela fugiu de mim pra direita, eu fui procurá-la, mas ela já estava na esquerda.
-Duas coisas - ela disse tentando colocar a respiração em ordem, colocando uma mão no peito pra que eu me afastasse um pouco. Que droga, ela estava começando a pensar de novo - você vai machucar sua mão se ficar passando ela pelo meu vestido.
O que? Ela ia me bater? Não... Não era isso, minhas mãos estavam ardendo. Aqueles paetês machucavam a mão. Odeio você vestido da Bella.
-E segundo, pare de me morder, você vai acabar me deixando uma marca. E meu irmão vai te matar, e eu não quero que você morra.
Eu olhei pra ela, estava sorrindo. Ela era linda, controlada demais... Mas linda
-Me desculpe... Eu - ela levantou uma mão e não me deixou continuar.
-Não, não use suas desculpas agora - ela olhou pra chave em sua mão e olhou pra mim novamente - Quando você acordar amanha você vai querer ter todas elas disponíveis.
Ela falava aquilo com tanta convicção que eu começava a pensar ate que ponto aquilo era verdade. Até que ponto aquela Bella que eu via agora era fruto do álcool que eu havia ingerido?
-Eu ligo pra você amanha - eu não sabia o que mais poderia dizer. usar a sobrancelha de novo talvez não adiantasse.
-Tudo bem - ela se virou e começou a abrir o portão. Tá bom, eu tinha que ser rápido. Puxar o cabelo, beijar o pescoço e sair correndo.

Ela sentiu minha mão no cabelo dela e se virou, meu plano era o pescoço, mas a boca dela foi quem acabou ganhando o beijo eu acho que assustei ela.
-Ei, rapazinho, olha o respeito - ela me empurrou com e dedo indicador.
-É o champanhe, o que eu posso fazer? - eu levantei as mãos, se ela queria usar esse argumento, eu também podia.
-Você não tomou tanto champanhe assim - ela estreitou os olhos - Eu falo com você amanhã, tchau Edward.
-Tchau Isabella - eu coloquei a língua pra fora pra falar o "la", ela não pareceu gostar muito, e rolou os olhos.
Ela já estava quase entrando quando parou e se virou:
-Você pode me fazer um favor?
Claro que eu podia, eu faria qualquer coisa por ela no momento.
-Na sua cama ou na minha? - eu disse com um sorriso safado, ele era irresistível.
-Na verdade pode ser na sua – NOSSA, ela não parecia estar brincando. - Quando você já estiver deitado, quase dormindo, pode me mandar uma mensagem, me dizendo que chegou em casa?
Eu levantei uma sobrancelha pra mostrar que não tinha entendido... Não foi proposital, mas lá estava ela com os olhos sem foco e engolindo em seco. Eu dei um passo na direção dela, mas ela se afastou.
-E que você bebeu álcool, e não parece estar no seu juízo perfeito. E eu sei que vou ficar pensando se você chegou bem ou abraçou algum poste por ai.
Ela deu um sorriso torto, aquilo eu sabia o que significava, ela achava que estava sendo ridícula. Ela não estava, na verdade ela acabou de me deixar em choque.
-Tudo bem - mas eu queria algo em troca - Você pode me fazer um favor também?

-Claro - ela tinha sorte que eu era um cavalheiro, eu podia me aproveitar daquela resposta.
- Fique parada. - eu peguei meu celular e tirei uma foto dela, ela tinha um meio sorriso lindo, com os cabelos soltos e aquela sombra preta. Era melhor que fosse assim, meia Bella e meia "mulher que eu desejo". E então eu salvei a foto, e nomeei o numero dela, colocando: Bella, simplesmente, só havia ela e Emmett naquela agenda mesmo. Eu me despedi com um aceno e ela entrou.
Entrei no meu carro e fui pra casa. Eu me sentia estranho com o fato de ela se importar. Oh cara, larga de ser sentimentalista. Ela só falou isso pra poder dormir em paz.
Eu cheguei em casa, eu queria comer alguma coisa. eu tenho que aprender a comprar biscoitos no supermercado... Tomei um banho, me deitei e peguei meu celular.

"Cheguei em casa, meu carro continua inteiro, e eu adoro seu beijo"
-Não, muito meloso...
"Cheguei em casa, os postes ficaram inteiros"
-Não, detalhes demais...
"Cheguei em casa"
Agora sim, uma mensagem de macho que não se apaixona. Não por uma adolescente, talvez o álcool estivesse perdendo o efeito...

Dor de cabeça de novo. Oh merda, isso já estava virando um vicio. Fui ao banheiro pegar um comprimido. Nada. Acabou. Fui à cozinha, nada pra comer, merda, o melhor mesmo era ir assistir televisão. Ana Maria Braga num sábado? É tudo o que um homem de ressaca, com dor de cabeça e estômago vazio precisava pra começar bem seu dia. Eu deitei no sofá e estava quase dormindo... E meu celular toca, eu acordei em alerta... Ela?
Eu fui pro meu quarto em choque. Eu ainda não sabia o que dizer pra ela, olhei no visor. Emmett.
-Fala grandão - minha voz estava rouca, só agora eu percebi, ressaca com certeza.
-Ligando pra te passar a agenda do dia, e porque não estou ouvindo o barulho da academia?.
-Porque eu não estou nela? - Aquele "seu demente" da Bella estava na minha testa.
-Eu já te falei o que acontece se você ficar magrelo feito um franguinho né? Falência. Por que não esta na academia?
-Ressaca - uma simples resposta, que dizia tudo.
-Como que ressaca? Você não bebe.
-Eu saí ontem lembra? E eu bebo sim, só não bebo quando estou trabalhando, sou profissional.

-Ta, então seja profissional e trate de ir malhar um pouco, bem, hoje as sete você encontra a Dri na Rua Antonias, ela mandou avisar que vai estar num carro verde, e você segue ela com o seu. Amanhã você esta de folga porque eu vou viajar com a Rosalie e eu não vou estar a postos caso uma delas tente te matar.
-Ta - eu estava com poucas palavras, minha mente estava indo pra longe. - Tchau.
Eu não esperei ele responder, desliguei. E se ela ligasse? O que eu ia dizer pra ela? Eu queria olhar pra dentro de mim agora, e saber o que eu estava sentindo... Saber o que queria fazer...
mas eu não conseguia... Havia duas dela em minha mente... Uma debutante e uma de lindas pernas. o que eu precisava saber no momento? O que dizer caso ela estivesse fazendo planos em relação a "nos", e o que fazer se ela dissesse que eu era legal, mas que não servia pra ela.
Se ela estiver fazendo planos? Eu corro dela. Se eu não for bom o suficiente, eu corro atrás dela. Pronto, simples, assim eu não precisava me preocupar. Não era como se eu tivesse pedido ela em casamento, era só uma garota, diferente, que eu queria beijar de novo. Talvez não fosse por ela, talvez fosse por mim, eu não sentia falta de uma vida social. Não se pode sentir saudade daquilo que não se conhece. Mas agora eu sabia, eu queria mais.

Eu tomei um banho e me arrumei pra ir pra academia... Precisava cuidar do meu ganha pão primeiro... No caso, meu tanquinho.
Eu cheguei lá e acenei pra Verônica, ela era gorduchinha e fazia aula de hidroginástica comigo. Às vezes as outras senhoras simpáticas diziam que ela era gay, 48 anos e nenhum marido. Ah que legal, então se eu resolvesse curtir minha solteirice ate os cinqüenta eu automaticamente entrava pro time dos homossexuais?
Eu liguei a esteira pra dar uma aquecida e ela veio falar comigo?
-Como está Ed?
-Bem e você? - eu já estava correndo, e ela me medindo, elas adoravam quando eu usava regata branca.
-Eu já disse que adoro te ver de branco?
-Na verdade você já disse sim. - mas eu sorri pra ela, pra que não ficasse envergonhada.
-Eu estava pensando se você não queria sair, um dia desses.
Ela estava diferente, então eu olhei pra ela de verdade. Eu conhecia aquele olhar, mariposa. Ah, tava demorando, droga, será que nem aqui mais eu teria sossego?
-Eu vou falar com a minha namorada, e agente pode marcar, os três.
Ela deu um sorriso estranho, eu não estava gostando do rumo daquilo.
-Na verdade eu estava pensando em dois. Não três.
-Bem... Então acho que eu vou ter que ficar te devendo.
-Vamos lá Ed, quem você quer enganar? Nos dois sabemos que você não tem namorada nenhuma.
-Não? - eu levantei uma sobrancelha, e esperei, seu estúpido, isso não tem efeito nela.
-Não acredito que alguém com a sua profissão possa ter alguém fixo.

Eu gelei por dentro... Ela sabia, eu tentava esconder isso nas ultimas três academias nos últimos dois anos, mas nunca durava muito, o mundo era muito pequeno, alguém sempre acabava descobrindo. Eu ia sentir falta dessa aqui.
-E claro que eu tenho uma namorada, quer ver?
Eu peguei meu celular do bolso do short e procurei a foto dela, era o sorriso que eu me lembrava. O álcool não tinha afetado tanto minha cabeça, eu dei o celular pra ela. - você pode checar na agenda se quiser. Só há ela e meu primo nesse celular, por que ela a única mulher que eu preciso.
Outra senhora simpática se aproximou querendo ver o que ela estava vendo.
-O que esta fazendo seu queixo cair Veh?
-Minha namorada - eu disse pra ela.
-Oh - ela olhou e os olhos dela se arregalaram também - Naty, Helena, Manda,Paty e Tika venham ver! - ela gritou toda animada e metade dos habitantes do lugar estavam vindo em minha direção.
Quando elas já estavam mais perto, ela apontou meu celular na direção delas.
-Nosso garoto finalmente resolveu nos mostrar quem é a felizarda dele - ela deu mais uma olhada - Ah, eu sabia que você não ia me decepcionar, ela é realmente linda.
-Obrigada - eu disse com um sorriso torto, todas começaram a falar sobre como ela era linda, menos Verônica, o olhar de mariposa não havia saído dali ainda.
Elas me devolveram o aparelho e foram fazer seus exercícios, eu sai da esteira e estava indo pra outro aparelho quando Verônica apareceu na minha frente, colocando um dedo no meu peito.
-Uma foto não prova nada pra mim - eu tentei me afastar mas ela se aproximou de novo - Não precisa fazer assim meu querido, eu não quero nada de graça, eu pago bem. - ela me deu uma piscada e me deu nojo também.
Eu dei apenas uma risada ácida pra ela, peguei minha toalha e me retirei. É, eu ia sentir falta de lá. Mas agora não tinha mais outro jeito.

Eu cheguei em casa e já eram quase onze da manha, e eu estava fedendo, por causa da raiva daquela mariposa, nem tomei um banho. Sabe, eu construí uma vida naquela academia, os poucos relacionamentos que eu tinha estavam lá. Paty estava com dois cd´s meus, eu estava com três livros da Helena, que eu nunca li, aceitei por educação, e a Amanda me prometeu ensinar uma receita de miojo incrementado, porque do jeito normal eu não podia sentir nem o cheiro. Meu estomago estava revoltado, hoje a comida demorava pra chegar. O que mais eu poderia fazer? Peguei meu celular pra ligar pra ela.
-Alo? - era ela, fala alguma coisa, estúpido.
-Você também esta de ressaca? Porque eu não estou agüentando minha cabeça.
-Não, eu não bebi nada lembra? - pela voz, ela estava de bom humor. Bem, e agora? A conversa que eu tinha em mente se baseava no fato de ela estar com a cabeça estourando também. Eu tentei pensar em alguma coisa mais pra falar. Nada.
-Vamos lá Edward, não fique com vergonha, pode começar.
-Começar com o que?
-Você sabe: Desculpe-me por aquilo, eu espero não ter te passado a impressão errada, eu não quero nada serio agora, o problema não é você, sou eu. Todas essas baboseiras que os homens dizem no outro dia, o dia da ressaca.
Bem, essa seria exatamente a minha reação, seria se eu não gostasse tanto das pernas, digo, da amizade, da amizade dela.
-Bem, na verdade eu tenho algo pra falar sim.
-Então diga logo, tenho coisas pra fazer. - eu queria dizer logo, mas eu estava... Travado.
-Bella, é que... Faz muito... Muito tempo que eu não deixo alguém novo entrar de verdade na minha vida - vamos lá. Agora diga o importante - e eu vou sentir sua falta... Se você sair dela agora.


OME, OME, OME. como não se apaixonar por um homem desse? (ainda mais sendo um 'profissional do sekiçu.)? QUEM TÁ CURIOSA DÁ UM OME! iuahsiuhsiauhsuhaiuhs. bom gente, eu acho que eu amo meeeeeesmo vocês, eu amei todas as reviews, ri muito, chorei muito e tudo mais. como eu disse, vocês são espetaculares. milhões de beijos pra Diva Alice que escreveu a história mais perfeita que eu ja li. e coments pro próximo *-*