SENHORAS E SENHORES, DIVIRTAM-SE COM UM DOS MELHORES CAPÍTULOS DA FIC.


Aulas de psicologia é um saco mesmo. Porque tem que ter isso em administração? Alguém me explica, por favor. Eu fui à biblioteca na quarta fazer uns Xerox, e uma tal de Angélica, não, não, Ângela, veio me abordar, era uma daquelas simpatiquinhas, dizendo que uma amiga, Jessica, talvez, me achou bonito.
-Diz pra ela que isso e normal, mas pra não olhar muito que gasta a minha beleza.
Eu tentei ser simpático com a menina, afinal não era nela que eu estava dando um fora, era na amiga, porque ela mesma não tinha cara de quem iria me passar uma cantada.
Na hora do lanche eu comi um sanduíche com bastante carboidrato "como mandava a titia Emmett", como ele sempre dizia : 'coma muito carboidrato, pra ter muita energia, pra fazer muitos exercícios, pra ter muitos músculos, muitas clientes e muito dinheiro'. E depois a Rose diz que eu não penso longe, você vê? Eu comecei em um pedaço de pão e acabei com você rico, eu não queria ser rico, não tinha nada que muito dinheiro pudesse me dar que eu já não tivesse agora. Eu não precisava enriquecer. Só viver. Não com a Jessica, com certeza, eu vi a tal da Angélica dar o recado pra uma garota de cabelo castanho baixinha, uma mariposa com certeza. Espero que desista logo.
Na sexta, como eu estaria sem fazer nada a noite, decidi fazer uma das receitas mais complicadinhas que Bella colocou no papel.

"Purê recheado"
Porção para duas pessoas. Coloque três batatas de tamanho médio numa panela e coloque água ate encobri-las, tampe a panela e espere cozinhar por 30 minutos em fogo médio. (fogo médio? Ela não tinha me ensinado o que era aquilo, enfim, continuando) quando as batas estiverem totalmente cozidas retire a casca e amasse com um garfo ate virar uma massa homogênea. Use as mãos se necessário para terminar o processo. (usar as mãos? Ela podia ter me ensinado uma receita mais higiênica). Faça a carne moída no molho da receita 3, e num recipiente médio alterne camadas de purê e carne, por cima salpique queijo ralado. Aproveite.

Tinha uma ultima anotação no rodapé: "quando fizer essa receita me chame, pois é a minha preferida"
Eu poderia chamar ela, mas hoje era sexta, será que já estava livre do trabalho extra? Bem, não custava tentar e ela pediu... Ela teve tanto trabalho pra me escrever as receitas, era o mínimo que eu podia fazer... Ta, agora para de arrumar desculpa e liga logo. Meu celular, meu celular. Onde eu o deixei? Ah é, bolso da calça, certo, Bella, send.
Ela não atendeu, primeira vez que acontece isso.
-É... Oi bela, aqui e o Edward. Bem, eu fiz hoje o purê que você ensinou e vi escrito que você queria provar, então estou te ligando - isso, agora se puder soar um pouco menos estúpido eu agradeço - se você quiser vir, você me liga e eu te passo meu endereço. Mmm, tchau. Um beijo.
Putz, deixar recado em secretaria... Isso é uma coisa horrível. Não faço mais isso, nunca mais... Eu esperei uns trinta minutos e nada, então eu liguei de novo, talvez ela não checasse a secretaria. Mas nada. Não atendeu. Eu não deixei mais recados. Eu não estava tão desesperado assim, ainda não...
Eram umas oito horas quando ela me retornou, a voz dela parecia cansada.

-Oi Edward, como está? - eu já disse como odeio quando ela começa a falar comigo como se fosse uma máquina?
-Bem, eu te liguei pra lembrar a você que eu ainda estou vivo.
-Ah, pensei que fosse pra me chamar pra jantar.
-É, mais ou menos isso.
-Você já comeu?
-Ainda não. Eu acabei de chegar, estava fazendo umas coisas... - Eu definitivamente não ia contar pra ela que ainda estava com o estômago roncando esperando se ela viria, não era legal isso.
-Certo. Passe-me seu endereço então, eu vou ir ai, ver se você faz direito.
Dizem que eu faço muito bem. Ela tem dezesseis anos cara, pare de usar sua mente maligna com cada palavra que ela diz.
-Certo, então anote ai.

Ela disse que chegaria em uma hora. Estava meia hora atrasada e ainda não ligou pra dizer se esta chegando. Mulheres. Minhas clientes nunca se atrasavam, tirando a Dri, lógico. Enfim,
Prato, talher, copo; ela disse que traria a bebida e eu não tinha nem um balde de gelo pra colocar na mesa. Nem mesa eu tinha, era um balcão largo com banquetas altas que dividia a sala da cozinha, eu geralmente comia minha comida de restaurante no sofá e não ali. Não há tanto de que reclamar. Estou começando minha vida culinária agora, achei um milagre ter um recipiente descente pra colocar o purê, culpa da tia Esme, encheu minha casa dessas coisas quando eu me mudei.
Eu arrumei a mesa da melhor forma que pude, tentei me lembrar dos jantares que tinha em casa nos domingos. Era sempre assim que a mesa estava, Bella era acostumada a muito mais requinte e lógico. Pelas roupas que ela usava eu podia perceber, mas eu não ia fingir ser algo que não era, fingir ter coisas que eu não tinha, se ela era minha amiga, seria da forma como eu sou. A CAMPAINHA. É ela, é ela. Calma. espelho? Espelho? Camisa preta em ordem, zíper do jeans fechado, o cabelo ta um horror, mas eu fico gostoso de qualquer jeito. O que? Não sou eu que digo, são elas... Abri a porta.
Uau, ela estava de camiseta azul e jeans, mas uau, ela não tinha tantas curvas da primeira vez que a vi. Pelo visto a sombra preta ela usava sempre, pois hoje não era nada especial, mas lá estava ela com os olhos pretos.
-Ola... - eu disse sorrindo. Foram quatro dias só, mas eu senti falta dela.

-Oi. - ela me deu um beijo no rosto e me mostrou uma garrafa de vinho.
-Hoje você pode aproveitar, já que não precisa dirigir. - eu pedi pra ela entrar, ela entrou e começou a olhar em volta, parecia surpresa.
-Desde quando, garotos de programa que moram sozinhos têm quadros de cachorros na parede?
-Quantas casas de garoto de programa você conhece?
-Conheço muitas casas de solteiros. - ela disse levantando uma sobrancelha.
Eu olhei pra baixo, isso era um pouco embaraçoso.
-Minha tia... Quando eu fui morar sozinho ela cuidou da decoração, dizendo que minha casa ia parecer um lar e não um refúgio de um solteirão, já que ela diz que eu vou ser isso pelo resto da vida.
-Uau - ela disse tocando uma das telas como se fosse algo precioso ou algo assim - isso é um pouco drástico não? Solteiro pelo resto da vida - ela se virou pra mim, os olhos dela pareciam irritados - Por que ela acha que você nunca vai se amarrar?
-Por causa do meu ego - eu disse com um meio sorriso - dificilmente alguém chama minha atenção nesse ponto.
-Meu Deus, você precisa MESMO de uma dose de humildade. Pode terminar a vida sozinho, dizem que isso e triste. - ela disse indo em direção a minha cozinha. - o cheiro esta ótimo, que vasilha linda.
Ela olhava o recipiente que tia Esme me deu com uma admiração estranha novamente.
-Na verdade eram duas,mas eu tomei um susto no telefone outro dia e derrubei - o que foi sua culpa por sinal, mas eu não ia pesar a consciência dela com isso.
-Eu mataria você se fosse minha...
-É o que eu acho que vai acontecer quando Esme descobrir.

-Esme? - ela tentou esconder, mas pareceu curiosa com um nome feminino. Ciúmes?
-Minha tia, lembra?
-Ah, é um nome incomum. e eu tive uma professora com esse nome, mas ela já deve estar morta. – ok, nada de ciúmes por enquanto.
-Bem, então - eu apontei uma cadeira - vamos jantar - ela teve um pouco de dificuldade pra subir na banqueta alta, eu dei uma ajuda levantando ela pela cintura, ela olhou sem graça pra mim.
-Eu geralmente uso salto 18, ate me esqueço como e ter um 1,59. - eu olhei pros pés dela, tênis, não mudou muita coisa nela.
-É, dizem que ser baixinha é um saco.
-Eu não acho. Tenho amigas de 1,80 que odeiam a altura, não podem usar salto pra sair, senão ficam maiores que os namorados.
-Olhando por esse lado, ser baixinha é maravilhoso - eu concordaria com qualquer coisa que ela dissesse, contanto que ela me fizesse companhia.
Eu servi um pouco de purê e vinho e ela esperou que eu me sentasse ao seu lado e me servisse também. Provou um pouco e não falou nada, a expressão dela era indecifrável.
-Então seu plano agora e me matar de curiosidade? - eu disse, apontando pro prato.
-Não, só estou esperando o gosto ficar ruim - ela disse tomando um gole de vinho - pelo que você disse foi sua primeira vez, não pode ter ficado tão bom assim.
Eu abri um sorriso enorme. YEAH, eu sei cozinhar.
-Obrigada, e eu estava esperando pra ver se você não morria. Como isso não aconteceu, acho que vou provar um pouco agora.

Eu comi um pouco. Estava realmente bom. Eu fiz isso? Uau, logo vou fazer lasanhas aos três molhos. Ta bom, já desci. Comemos em silencio por algum tempo, ela tomava goles pequenos de vinho.
-Você esta dirigindo? - devia ser por isso que não bebia.
-Não, meu pai esta usando o carro - ela limpou a boca e tomou mais um gole de vinho - quando você ligou, eu estava acabando de levar minhas coisas pra casa do Jasper. Meu pai vai ficar um mês fora com a minha mãe, eu tenho medo de ficar naquela casa enorme sozinha. Então vou ficar com o Jaz.
-Imagino que Alice não esta gostando muito disso... - eu disse com um sorriso malicioso...
-Na verdade, quem não gostou muito disso foi o Mike, porque agora o quarto dele e meu e ele ficou com o sofá.
-Ele tirou o amigo do quarto dele? - na verdade o que eu queria dizer era: você vai morar com esse cara também?
-Ele disse que como a casa é dele, ele não vai deixar a irmãzinha dormindo na sala - espero que ele não deixe a irmãzinha dormir de porta aberta também, como se isso fosse da sua conta...
-Nossa, o que houve pra Alice ficar noiva?... - ela meio que engasgou quando eu perguntei aquilo. Será que era tão grave? Ela tomou um gole grande de vinho.
-Ei. - eu disse segurando o copo da mão dela - vai com calma aí, isso tem álcool sabia? - eu esperei ela olhar pra mim novamente - O que há de tão grave nessa história?
Ela demorou pra falar, mas eu não ia me mexer ate ela abrir a boca.

-É... Que... Alice... Alice esta grávida... - ela estava vermelha de contar aquilo, por quê? Não era ela que estava grávida afinal. Ela não estava não é?
-Meu Deus... - eu disse e me calei. Gravidez na adolescência era normal, mas nem pobre era obrigado a casar.
-E quem está obrigando eles a se casarem?
-Ninguém - ela disse como se fosse óbvio - Jasper parece um tonto conversando com a barriga dela, e minha mãe me enchendo e me dizendo que eu vou ficar pra titia... - ela deu outro gole grande de vinho... - eu estou ficando louca naquela casa - ela estendeu a mão pra tocar a minha - você salvou meu dia hoje, obrigada.
Eu gostava daquele sorriso, sincero, doce, aquele brilho nos olhos dela. E eu já devia ter bebido muito, porque quando eu começava a ver esse brilho, era porque estava subindo. o álcool, o álcool.
-Ficar pra titia? - eu dei uma gargalhada - Você e ela já se preocupam com isso...
-Você ri, porque não e você que ela tenta empurrar pra tudo quanto e riquinho solteiro que há por ai...
-E você não considera nenhum deles digno de você. Quem aqui precisa de uma dose de humildade mesmo? - eu disse rindo.
-Não é nada disso - ela disse me dando um empurrãozinho - Aliás, é por isso todas as minhas discussões com o Jacob. Ele quer namorar serio, todos eles querem, mas eu não sei se você vai entender, mas não tem espaço pra mais ninguém na minha vida sabe.
Eu não entendia, não era o sonho de toda garota? Encontrar um bofetão pra se casar.
-Um namorado requer atenção, requer carinho, e eu - ela já não falava mais comigo, seu olhar estava perdido - no momento eu amo muito a mim mesma pra poder dividir isso com alguém - ela olhou pra mim - e eu sei que devo estar parecendo uma louca egoísta falando isso pra você...

-Não, eu entendo. É como se só o fato de saber que pelo menos uma vez por dia você tem que ligar pra pessoa, ou que todo sábado tem que haver um lugar pra irem, ou pra ficarem juntos, que isso e uma obrigação de qualquer forma, que você tem que estar sempre disposta a estar lá pra ela e abdicar da própria vida.
-É, você soube descrever melhor do que, o que eu sinto - lógico que eu sabia, era o que eu sentia também.
-Alice diz que isso acontece porque eu nunca me apaixonei, que quando isso acontecer, ligar todos os dias não será uma obrigação. Será uma necessidade.
-Alice deve estar certa, mas vai ter que acontecer com agente pra poder saber.
-É, enquanto isso - ela ergueu a taça dela - vamos brindar aos nossos sábados livres
-É - eu disse batendo minha taça na dela - Aos sábados livres.
Ela tinha medo de se prender, já eu, não encontrava ninguém com quem eu achasse que valia a pena se prender.
-Bem, eu te expliquei por que não me assusta ficar pra titia - ela disse se virando na banqueta. Ficando de frente pra mim - e você, o que fez sua vida social inexistir como você me contou no supermercado?
Aquela era uma pergunta simples de se responder, mas era complicada também.

-Bem, geralmente eu respondo que é porque eu sou gostoso demais pra qualquer garota que eu já tenha visto.
-E agora, o que vai responder? - ela sabia que aquela não era a verdade inteira, meus olhos diziam que havia mais, ela sabia ler meus olhos, eles não mentiam.
-Bem, eu não sei quando isso começou de verdade. Minha primeira vez foi aos quinze anos com uma garota de vinte um, eu não devo ter sido ruim, tive que recorrer ao Emmett pra me salvar, porque ela começou a me perseguir e assustar.
-Meu Deus... - ela estava chocada de verdade...
-Com vinte eu já trabalhava disso e na época eu saia com as garotas bonitas só por sair também. Eu acho que cheguei a pegar umas 20 meninas diferentes em um mês, e então eu sei lá, foi perdendo a graça, já não fazia diferença pra mim sair pra transar ou ficar em casa e ver futebol. Eu não sentia falta, baladas são pra isso, beijar sem compromisso. Eu não precisava de baladas pra isso. Elas vinham na minha porta me oferecer.
-Então quer dizer que isso perde a graça? Não é muito bom saber disso... - ela tentou brincar, mas estava com vergonha...
-Isso perde a graça quando você faz por fazer. Eu não sentia nada sabe, se tornou algo mecânico. Ainda é algo mecânico pra mim.
Eu não sei por que estava contando essas coisas pra ela. Ela não ia entender mesmo. tinha dezesseis anos, mas eu me senti bem agora que coloquei pra fora.
-Isso deve ser incluído naquela lista que agente fez, coisas que antes eram obrigação e depois se tornam necessidade. Talvez você não ache que perde a graça quando encontrar a pessoa certa, mas...

-Mas parece que...
"NUNCA VAI ACONTECER COM AGENTE" Falamos ao mesmo tempo, e começamos a rir feito uns tontos.
-É, acho que apesar de tudo, agente se parece.
-É, mas eu tenho fé que um dia agente seja privilegiado. Pode acontecer a qualquer momento andando na rua ou com o tempo, então você vê que alguém que antes não tinha nenhuma importância de repente se torna o eixo do seu mundo.
-Experiência própria? - porque ela falando aquilo enquanto contornava o gargalo do copo. Parecia que estava falando de algo que já viveu.
-Você fez sobremesa? - eu não sabia se ela não me ouviu ou se estava simplesmente mudando de assunto.
-Não, me desculpe, precisei de uma hora e meia só pro molho. Não deu tempo, mas tem biscoito, se você quiser.
-Eu acho que vou aceitar, posso ligar a TV?
-Fique a vontade... - eu disse enquanto tirava a loça da mesa. Quando eu fui pra sala ela estava toda esparramada no meu sofá. Eu levei a garrafa de vinho junto e dois pacotes de biscoito recheado de morango, coloquei em cima da mesa e me sentei no tapete e ela veio se sentar comigo. Eu servi meio copo pra ela.
-Você ainda é menor, não pode beber muito - eu disse quando ela ficou indignada com a quantidade de vinho que eu coloquei pra ela.
-Nessas horas você se lembra da minha idade né? - ela disse sorrindo.
-É, mas eu tento ignorar ela o resto do tempo - eu disse retribuindo o sorriso.
-Mas eu ainda cozinho melhor do que você e fui muito legal de te ensinar.
-Você quer que eu te ensine o que eu sei fazer de melhor?... - eu disse tomando um gole de vinho, ela estava em choque, com a boca aberta, os olhos arregalados.
-É isso ai mesmo que você esta pensando - eu disse rindo alto, desconfiei desde o principio que ela ia ficar assim...

-Eu tinha me esquecido de como você é engraçadinho quando bebe... - ela disse colocando um biscoito na boca e mastigando.
-A culpa hoje foi sua, você trouxe a bebida... Aposto que foi de propósito - eu disse colocando meu rosto próximo ao dela - só pra se aproveitar da minha inocência.
-Muito, muito engraçadinho - ela disse olhando pro meu copo.
-Primeira lição grátis, o que você acha?
-Acho que você devia procurar a reabilitação.
-Esta começando a se esconder atrás das piadas, quer dizer que você esta tentada.
-Como é? Eu to me escondendo?
-É, ta se escondendo porque sabe que quer o que te ofereço - ela olhava pra mim e eu olhei pra baixo, o que levou o olhar dela junto - e pior ainda, você sabe que vai gostar.
-É... - aquele brilho se apoderou dos olhos dela - Aposto que você seria muito bom. Seria a minha primeira vez e eu ia quer mais e você sabe que garotas geralmente se apaixonam pelo primeiro homem? É, eu sei onde você mora, seu telefone, eu tornaria sua vida um inferno ate você se casar comigo. - ela disse com um olhar maligno.
-Esta tentando me assustar? - eu disse desafiando.
-Não estou tentando te assustar. Estou te assustando.
Eu não respondi na hora, formei um quadro em minha mente: ela me ligando, seguindo-me, querendo mais. Estranho, não parecia ruim.
-Por quanto tempo você acha que seria capaz de me perseguir?
-O bastante pra te fazer desistir de me afastar e tentar o suicídio - ela disse rindo e tomando mais um gole de vinho.
-E se eu te dissesse que esse momento nunca chegaria.
Ela não respondeu, deu uma checada nos meus olhos, não deve ter gostado do que viu lá, pois desviou.

-Não tem graça brincar com você assim - ela disse fazendo uma careta pra mim e eu toquei os lábios dela de leve com os meus.
-Posso brincar um pouco com você também?
Ela não parecia acreditar, não parecia querer ver.
-Geralmente só um beijo seria o bastante pra isso, mas já que você é diferente, eu vou ter que usar outra tática.
-O que? Edward você já tentou procurar tratamento? Isso tem cura sabia?
-Pare com as brincadeirinhas e me ouça um pouco... - impressionante, mas ela obedeceu. Endireitou o corpo, virou pro outro lado e quando se voltou pra mim novamente retirou o olhar cínico.
-Eu te disse na festa lembra? Eu não me interesso por ninguém há muito tempo e aconteceu com você... - ela parecia chocada.
O que será que ela estava pensando agora?..A melhor maneira de fugir dali antes que eu pegasse uma faca e matasse ela?...dizer que sentiriam falta dela se ela não voltasse mais pra casa?
-Eu não sei dizer o porquê você, se é isso que você quer saber, mas eu não sou o tipo de pessoa que nega o que sente. Eu apenas me conformo, eu gosto de ficar perto de você.
Ela ainda não falava nada, continuava em choque.
-E se você dissesse alguma coisa agora ajudaria... - eu disse bebendo um gole de vinho. Talvez sozinho com ela na minha casa não fosse o lugar ideal pra dizer aquilo, ela podia pensar que eu estava tentando me aproveitar da situação. E eu não estava?
Ela não estava em transe como acontecia quando eu levantava uma sobrancelha. Estava em choque, era diferente, parecia que não estava me vendo na frente dela.

-Bella - eu passava uma mão aberta em frente aos olhos dela e nada. eu tinha uma forma mais útil de fazer ela voltar a si.
A boca dela estava um pouco aberta, e eu a invadi com minha língua. Eu não esperava, mas ela respondeu tocando a minha com a dela. As mãos dela se enterravam no meu cabelo enquanto ela se ajoelhava pra poder me alcançar. Eu sentia o gosto dela e ela procurava sentir mais de mim e ela enfiou as mãos nos meus cabelos. Era a primeira vez que ela respondia tão forte assim. Nem o sem mãos da biblioteca havia conseguido isso. Eu a puxei pela cintura colocando minhas mãos por dentro da camiseta dela pra sentir a pele da sua cintura fina, pensei que ela pudesse recuar ao me sentir fazendo isso, mas não, ela se aproximou como se pedisse por mais. Eu subi um pouco minhas mãos e ela mordeu meu pescoço. Uau, então era assim que agente que minhas clientes se sentiam quando eu fazia isso? Ela beijou meu pescoço, um beijo molhado e soprou por cima. Eu me contorci com o arrepio, mas isso não fez com que ela parasse. Apenas com que mordesse o outro lado do meu pescoço, eu me desviei da sua boca e beijei seu ombro e subi minha boca até o pescoço mordendo-o de leve, ela deu um suspiro. Não, não volta a pensar agora não. e peguei ela mais forte pela cintura e colei o corpo dela no meu. Subindo minha mão por dentro da camiseta. Passei um dedo pelo vinco que tinha no comprimento das costas dela e ela arqueou chegando mais perto de mim. Minha boca procurava a dela, mas ela já não respondeu mais. É, olha o cérebro dela funcionando de novo...
-Edward... É melhor... Não.
-Por que não - eu disse beijando o pescoço dela - eu sei que você gosta e você sabe que eu quero.
-Mas eu sou a única que tem algo a perder aqui.
-Como assim algo a perder? - eu disse ma afastando pra olhar nos olhos dela.

-Você tem razão. Eu gosto de você, gosto muito, mas seu coração teve muito tempo pra aprender a não se apaixonar por ninguém, mas e quanto a mim?
Eu não entendia. Como assim e quanto a ela. O que ela perderia? Eu só tinha pra dar pra ela, não pra tirar. Eu tiraria uma cosa, mas ela teria algo muito melhor em troca, me teria.
-Você estava certo em acreditar que eu estava blefando, eu não te perseguiria ate se casar comigo, não transformaria sua vida num inferno, mas a minha vida se transformaria num inferno. Porque eu saberia que estava apaixonada por alguém que nunca seria meu.
Agora eu entendia. Ela não tinha medo do que aconteceria no "ato em si", mas ela tinha medo do dia seguinte, ela não era tão anti-romântica quanto eu pensava, ela só se entregaria por paixão, e eu não merecia o amor dela. Eu não poderia dar fidelidade a ela e ela havia deixado bem claro uma vez, não aceitava menos do que isso. Eu era um estúpido mesmo.
-Me desculpe Bella - eu percebi que ainda a mantinha perto de mim. Eu ainda não estava pronto pra solta-la, literalmente - Esse tempo todo eu estive pensando só em mim. Esqueci que sou um gostosão pelo qual todas se apaixonam.
Ela deu um sorriso torto, seus braços continuavam em volta do meu pescoço.
-Eu nunca achei que fosse odiar tanto esse lado da minha personalidade.
-Por que odiá-lo? - ela disse confusa.
-Por quê? Horas. Você é a primeira pessoa que eu tento me aproximar desde Deus sabe quando. E não posso te ter por ser gostoso demais, eu não sei como mudar isso.

-Edward eu não estou cobrando nada de você, eu não...
-Eu sei que não está... - eu dei um selinho nela e me levantei ajudando-a a fazer isso também... - Mas eu não vou desistir de você... - eu não ia, ela dizia que era melhor não lutar. Eu não concordava, eu me sentia ansioso pelo dia em que iria ter que fazer isso. O dia chegou. Eu não ia fugir.
-Você o que? - ela estava chocada de novo.
-Eu vou me tornar digno de merecer você.
-Edward eu nunca disse que você não era...
-Eu sei, mas eu não sou... Você merece mais que isso. Mais do que um garoto de programa que sai com uma velha por dia.
-Agora você esta fazendo eu me sentir mesquinha.
-Você não tem que se sentir assim, tem que sentir como a garota maravilhosa que você é.
Ela estava corada, com as mãos no bolso de traz da calça, mas não adiantava de nada eu querer lutar por ela... Se ela não...
-E só você dizer que vai me esperar. Que não vai deixar ninguém como aquele Jacob te convencer que é melhor do que eu pra você.
-Edward eu não te pedi... - eu a impedi com a minha boca, queria que ela tivesse alguma coisa pra lembrar. Alguma coisa pra pesar na balança dela quando pensasse se eu valia à pena. Eu estava deixando ela sem ar. Eu não dava espaço pra respirar enquanto sentia a boca dela na minha, mas essa era a única arma que eu tinha. Não tinha uma família de nome renomado. Nem bilhões de dinheiro. Só tinha eu mesmo.
-Só me diz que vai me esperar e eu não preciso saber mais nada. - eu disse deixando um espaço mínimo entre nós.
Ela demorou, mas respondeu.
-Ta...
-Ta? Isso quer dizer quê?
-Que eu prometo não me casar ou algo assim ate você fazer eu sei lá o que - ela disse com um sorriso enorme.
-Ótimo - eu disse provando os lábios dela uma vez mais - Você não vai se arrepender.
Eu fiquei olhando ela por um tempo que eu não sabia dizer, isso era bom, eu tinha uma perspectiva. Eu tinha sonhos. Eu tinha desejo. E isso... Tudo isso era bom.

-O que foi? - ela disse percebendo que eu não falava nada, e eu continuei assim... – Edward, diz alguma coisa... - ela já estava roxa de vergonha.

-You make me speechless... - (você me deixa sem fala).


Trilha sonora sugerida pela autora: The Veronicas. Speechless (tradução)


Parece que eu sempre te conheci
E juro que sonhei com você
Todas aquelas noites sem fim em que eu estava sozinha
É como se eu tivesse sempre procurado
E agora sei que valeu
Com você me sinto finalmente em casa
Estou caindo
Pensei que soubesse como era
Mas com você parece que é o primeiro dia da minha vida
Refrão:
Porque você me deixa sem fala, quando fala comigo
Você me deixa sem ar da maneira como olha pra mim
Você consegue me desarmar, minha alma está brilhando
Não posso evitar me render a você
Pensei que pudesse resistir a você
Pensei que eu era forte
De alguma maneira você é diferente do que eu conheci
Não vi chegando
Você me tomou de surpresa e
Roubou meu coração antes que eu pudesse dizer não
Você me deixa sem fala
O seu cheiro, a maneira como você tocou meu rosto
Você me deixa sem ar
Há algo que você faz, não posso explicar
Eu correria mil milhas só pra ouvir você dizer meu nome
Meu bem


QUEM ESTÁ DANDO PULINHOS NA CADEIRA QUE NEM EU? aiushiauhsiauhsi. Capítulo lindo não é? meu 3º favorito. Ele, literalmente, me deixa sem fala. Aconteceu uma coisa engraçada hoje, eu fui betar o capítulo e me empolguei tanto que na hora que eu tomei consciência eu simplesmente percebi que esse capítulo conseguiu ser MUITO maior que o passado. IUAHSIUAHS. Sobre as reviews: bom gente, eu JURO que vocês vão descobrir porque a Bella tava chorando, em breve. Ahh, e vai ter Bella PoV sim! Pode me chamar de Ka tbm *-* EU AMO AS REVIEWS DE VOCÊS, as grandes tbm tá Flah Malfoy? asiuahsiuahs. SUPER BEIJO PRA TODAS, sem exceção, um muito especial pra Natthy que me ajudou :) e pra diva Alice. Quem tá curiosa de verdade tem que me mandar Reviews. Amovocês :*