EDWARD SEDUÇÃO NÃO CANSA DE NOS TORTURAR --'
Mas primeiro, eu me contentaria que ela me respondesse a mensagem...
"Vai sair hoje?" - eu não sei por que, mas gostava de mandar mensagens pra ela, não era invasivo e não era nada.
"Vou fazer Streep Tease em um clube gay"
"Pode me passar o endereço?"
"Você não poderia entrar... é um homem"
"Posso colocar peitos falsos"... Uma vez eu tive que fazer isso pra uma cliente bissexual. o que foi? Eu procuro não ficar falando das piores experiências pra vocês terem uma visão mais leve do meu trabalho... Enfim, ela respondeu.
"Vc é louco, rsrs"
É, tenho pensado muito isso ultimamente...
"Estou pensando em fazer frango empanado hoje pro jantar"
Eu estava no sofá enquanto me comunicava com ela, que ficou uns cinco minutos sem responder. Devia ter arrumado alguma coisa melhor pra fazer. Então eu fui pra cozinha começar a fazer meu rango quando o celular começou a tocar.
"that girl is so dangerous, that girl is a bad girl, I've seen her type…"
Era ela, ah droga, derrubei os ovos no chão. Era melhor eu parar de quebrar coisas quando ela me ligava. Eu atendi.
-O segredo e não colocar uma camada muito grossa ao empanar, senão a casca queima e o bife fica cru - eu não sabia se gostava daquele tom de sabe tudo dela, mas gostava da voz dela.
-Que bom, não gosto de mau passado. Você quer vir ver se eu faço bem? - comida gente, limpe essa mente.
-Eu estou trabalhando, sinto muito. Estou tendo que dar conta de duas funções no momento...
-Hum - é, não parecia uma desculpa esfarrapada...
-Como é que ficam as coisas agora? - ela perguntou.
-Como assim?
-Ah, sabe - ela parecia estar travando - eu não sei como dizer o que eu quero saber.
-Quer saber se eu sou seu namorado...
-VOCE NÃO É MEU NAMORADO – Uau, isso era tão ultrajante assim?
-Calma! Foi só uma piada... Eu sei lá, agente ainda é amigo, pelo menos eu acho.
-É, agente é - ela emendou rápido...
-Então é isso, em que ponto está sua dúvida?
-Eu não sei, fiquei meio confusa com aquela historia sua de te esperar, eu sei que aquilo foi mais uma vez fruto do seu alcoolismo, mas eu estava em duvida.
-Eu não falei nada aquele dia, que não falaria aqui, sãozinho da silva pra você...
-Ta, mas vamos manter a coisa de amigos por enquanto ta?
-Tudo bem, você vai saber quando algo mudar...
Ela não respondeu, aquela parecia estar sendo uma conversa confusa pra ela.
-Você não pode mesmo jantar comigo hoje? Eu não pretendo te tomar todos os sábados, se é isso que te preocupa.
-Larga de ser tonto Edward. Não é isso, mas eu realmente preciso trabalhar.
O papo havia acabado, havia algo que eu estava precisando fazer, talvez ela pudesse me ajudar.
-Será que você poderia me fazer um favor enorme amanha?
-Te acompanhar ate aos alcoólicos anônimos? Claro.
-Ha, ha, ha. - eu disse ironicamente - Talvez você e Emmett devessem se conhecer, vocês iam combinar bastante - iam ficar rindo das piadas estranhas um do outro.
-Depende, se ele for loiro, grande, alto, de olhos azuis - ela disse suspirando...
-É quase... Enfim, eu preciso que você vá a um lugar comigo.
-Onde?
-Minha antiga academia, preciso pegar umas coisas. Me daria um resto de dignidade pelo menos se eu puder prova que você existe mesmo.
-Você acha que a tal mulher contou pra alguém?
-Pra todo mundo provavelmente, é só entrar comigo lá e sair, não vai ser difícil.
-E se alguma delas tentar me seguir e me matar depois?
-Nuca deixaria que alguém machucasse você.
Eu acho que falei firme demais, devo ter assustado ela.
-Se você for trabalhar, não tem problema, eu vou sozinho.
-Não. Eu... Eu vou com você... Pra isso que os amigos servem não é? Pra apoiar os outros...
-Ta, posso te buscar de manha então?
-Umas nove horas?
-É, pode ser, eu passo ai então.
-Tudo bem, vou voltar a trabalhar então. Tchau, um beijo. - oh finalmente.
-Outro, tchau.
Eu me senti estranhamente triste no domingo, eu sabia que seria a ultima vez que iria lá. Eu gostava daquele lugar, gostava das pessoas, com a exceção da verônica é claro. Eu passei uns cinco minutos adiantados na casa da Bella. Ela estava de óculos escuros, não parecia muito legal. Ela entrou no carro e eu já comecei a andar.
-Bom dia - eu disse sorrindo...
-Bom dia - bem, ela tentou sorrir pra mim também... Tentou. - Você tem mesmo que mudar de academia?
-Tenho, ela já deve ter espalhado pra todo mundo. Vão ficar me olhando feito um alien, você vai ver.
-E se você negar até a morte que é um michê?
-Mentir? - eu perguntei meio incrédulo...
-É, senhor moral e bons costumes. Às vezes isso e útil sabe. E não diga que não gosta de mentir, todos precisam mentir às vezes.
-Eu pensei que você não gostasse de mentira...
-Não gosto que tenham que mentir por mim, mas não vejo mal quando é em beneficio próprio.
-Você e meio estranha às vezes sabia?
-Você fica com os olhos menores do que já são pela manha - ela disse sorrindo. Pior que aquilo era verdade, hoje meus olhos pareciam inexistentes.
-Mas não se preocupe, ate que é charmoso - ela disse enquanto eu parava o carro...
-É mesmo? - eu usei todo o meu armamento, sobrancelha erguida e passando a língua por meus lábios...
Aquela reação... Era incrível. A boca branca, o ar que parecia faltar pra ela, os olhos sem foco. Será que daqui a dez, vinte anos, ela ainda ficaria assim por mim? Eu passei o braço no encosto do banco dela e me aproximei de sua boca eu estava muito perto, eu sabia o que eu queria, eu sabia o que ela queria. Os olhos dela já estavam quase fechados.
-Se você puder manter essa expressão abobalhada por mim lá dentro eu agradeço - eu disse baixinho no ouvido dela, que abriu os olhos rápido, me olhando confusa e então com raiva, e quando ela ia falar alguma coisa não muito legal eu colei meus lábios dela. Será que daqui a uns dez, vinte anos, ainda seria tão bom assim beijá-la?
-Eu já te agradeci por estar fazendo isso por mim? - eu perguntei encostando minha testa na dela de olhos fechados, queria sentir aquele cheiro de maracujá dela que eu adorava.
-Você tem um jeito muito único de fazer isso - ela disse rindo, de olhos fechados também.
Aquilo era estranho, ainda eram nove da manhã e um simples beijo daquele me fazia querer puxá-la pro meu colo pra beijar seu pescoço e ver como seu corpo reagiria a meu toque, mas eu não podia, ainda não. Nessas horas eu me perguntava se eu teria paciência o suficiente pra lidar com alguém como ela.
-Vamos lá - eu disse saindo do carro...
Na frente da porta eu fiquei meio em duvida, mas entrelacei meus dedos aos dela. Ela não fez nenhuma objeção, mas ela sabia o porquê eu havia trazido ela ali... Namorados andavam de mãos dadas. Quando entramos eu avistei três das minhas amigas senhoras simpáticas, ela se ergueu pra perguntar em tom baixo pra mim.
-Alguma senhora simpática a vista?
-Muitas - eu disse com um sorriso torto...
-E o que agente faz agora então? - ela perguntou... Confusa?
-Isso - eu a puxei pra mim, e dei jeito de levantar ela pela cintura até que seus olhos ficassem a altura dos meus, ela estava vermelha de vergonha. - Eu poderia me acostumar com isso - ter ela por perto me fazia bem.
-Eu poderia te matar por isso - ela disse tentando descer...
-Eu te disse que você ia ser minha namorada lembra?
-Entrar, deixar e pegar coisas lembra? Abraços estranhos não estavam incluídos.
-Você tem idéia, de quantas garotas dariam tudo pra estar no seu lugar? - eram mais mulheres que garotas, ainda assim eram muitas.
-Você tem idéia de como isso me deixa constrangida? - ela perguntou olhando em volta...
Eu a deixei voltar pro chão.
-Você argumenta demais - eu disse fazendo cara feia pra ela.
-E você às vezes gruda demais... - ela disse mostrando a língua e eu beijei a boca dela, que ia me chegar, mas foi impedida pela Amanda.
-Oras, vejam só quem resolveu aparecer, pensei que nunca mais fosse te ver - ela disse me medindo.
-Eu me mudei, tive que trocar de academia - eu disse com um sorriso educado.
-Ah, e imagino que o motivo da mudança tenha sido essa garota linda aqui - ela disse pegando no queixo da Bella, não havia maldade naquele gesto, só curiosidade... - Vocês se casaram?
-Sim - eu disse.
-Não - Bella disse ao mesmo tempo.
Nós nos olhamos então...
-Não - eu disse.
-Sim - ela disse junto novamente.
-Sim ou não? Não há meio termo.
Eu ia responder, mas Bella tomou minha frente tentando disfarçar a cara de desesperada.
-É que na verdade nos apenas fomos morar juntos o que é considerado casamento por uns e outros não. Não oficializamos em nenhum lugar - ela disse pegando na minha mão.
-Mas vejam só, no dia a dia do casal, um papel assinado não vale de nada, o que importa e o amor que há entre os dois.
-Isso é verdade - eu disse passando meu braço pelo ombro dela e beijando seu pescoço, que me abraçou pela cintura e enterrou as unhas na minha costa.
-AIIII - eu disse gritando... E Amanda me olhou estranho - Ai... Eu... Esqueci de apresentar vocês. Bella esta é a Amanda. Amanda esta é a Bella.
Bella sorriu pra ela, mas não se aproximou... Ainda tinha medo de uma delas ser uma psicopata em potencial.
-Eu preciso ir à secretaria pegar uns papeis, foi bom rever você Mandy.
-Venha nos visitar de vez em quando e traga sua esposa para as outras garotas conhecerem. Verônica ficou dizendo que ela não existia. Veja só se seria possível, um garoto tão bonito feito você precisar de uma namorada imaginária.
-E não é - eu disse fazendo cara de surpreso - você acha mesmo que uma garota linda como essa iria resistir a mim, o gato mais quente dessa academia...
-Eu acho que você concorda comigo quando digo que ele precisa de uma boa dose de humildade não é? - ela disse em tom de conspiração com a Amanda.
-Tenho certeza de que com esse rostinho lindo você pode providenciar isso meu bem. Eu tenho muita experiência e acredite - ela olhou pra mim - ele está caidinho por você.
Amanda se foi. Bella me olhava procurando por algo.
-Caidinho é? - ela disse rindo...
-Ela ta meio velha, caduquice, você entende né? - eu ainda precisava da minha dignidade...
-Sei... Você ta caidinho por mim.
E assim ela ficou o resto da manha, tirando sarro de mim enquanto eu pegava os papeis e assinava tudo. Mulheres... Adoram se sentir as maiorais.
-Você quer almoçar na minha casa? - ela perguntou quando entramos no carro...
-Pensei que não houvesse ninguém lá...
-Vai haver nos dois e eu sei cozinhar, não de dependo de empregadas.
-Seus pais não podem ficar bravos por você levar alguém lá enquanto eles não estão...
-Eles não precisam saber - ele disse rindo.
Se fosse qualquer outra eu sabia exatamente que não era alimentos que ela estaria me oferecendo pra ir comer na casa dela... Mas como era ela, eu sabia que não era exatamente isso. Mas minha mente imunda já estava trabalhando...
Eu sempre imaginei como seria a casa dela. Algo muito ostentoso, cheio de ouro. Mas não era. As portas brancas eram lindas. Mas era um sobrado comum, um hall de entrada, pelo visto a cozinha era de um lado e a sala de estar do outro. A escada que levava aos cômodos de cima, ficava bem em frente à porta de entrada. A cozinha ficava bem onde eu imaginava mesmo e ela foi ate lá jogando a bolsa num balcão...
-Você pode ficar a vontade, que eu vou colocar alguma coisa mais confortável... - ela disse indo em direção a escada.
Mais confortável seria sem elas. Omo na mente Edward... Omo na mente.
-Ta... Eu vou pegar um copo de água...
Ela demorou um pouco e eu bebi uns quatro copos de água gelada... Esse negócio de amigo... Eu não devia ter vindo.
-Você não acha meio engraçado, como nas novelas eles vivem comendo coisas levinhas. Como alguém consegue viver só de mato daquele jeito? - ela chegou falando da escada, e abrindo a porta da geladeira tirando umas coisas estranhas. De short, regata e cabelo preso, agora ela realmente parecia uma adolescente de dezesseis anos, aquilo era bom, pra deixar meu sangue no lugar certo. Se bem que ajudaria se o short fosse maior...
-Edward, Edward. OI! – opa, distraído de novo.
-É, eu acho que desmaiaria se comece só alface... - eu disse passando a mão no cabelo.
Ela sorriu e levou as coisas pra pia e começou a tirar alguma coisa da embalagem.
-Congelados? Pensei que você não gostasse deles.
-Eu recorro a eles quando estou sozinha em casa, mas não é bom comer isso todo dia.
Ela colocou, acho que era uma torta, no microondas e ficou em frente a ele, de costas pra mim.
-Minhas receitas estão acabando, logo eu vou te que começar a repetir - eu disse me aproximando...
-Eu vou providenciar mais pra você...
O cabelo dela cheirava bem.
-Você vai lá pra me ensinar?
Ela deu um pulo de susto, se afastando de mim.
-Você anda muito saidinho pro meu gosto mocinho - ela disse se fingindo de brava, colocando um dedo no meu peito...
-Eu sou um garoto de programa meu bem, você queria o que? - eu disse beijando o dedo dela. Uau, que tom de vermelho será que era aquele? Escuro, com certeza.
-Que se controle - ela disse rindo e tirando a lasanha do microondas. Eu estou tentando, eu juro que to tentando.
Ela pegou uns pratos e uns talheres arrumando-os em cima da mesa, sob uma toalha de linho branco.
Lasanha semi-pronta era uma delícia, acho que vou comprar uns congelados escondido dela.
-Como está indo com a faculdade? - ela perguntou comendo outro pedaço.
-Bem... Eu adoro o curso, mas não suporto as aulas de psicologia, são um saco, não sei porque precisa daquilo...
-Você vai interagir com outras pessoas na profissão de administração, precisa estar preparado pra isso... - quando ela usava esse tom, parecia tio Carlisle.
-É, mas eu continuo não gostando da aula... - eu disse com um sorriso torto.
-Você não gosta porque esse tipo de aula nos faz pensar sobre o que somos na verdade... - ela olhou pra mim - nem sempre gostamos da verdade estampada na nossa cara - ela disse com um sorriso malvado.
-Eu sei muito bem como sou na verdade, e você também... Sou gostoso - ela ia dizer alguma coisa - é um fato, não tente negar isso.
Ela não respondeu, apenas começou a rir. Eu sabia o que ela queria dizer 'você precisa de uma dose de humildade'. Mas eu sabia o que ela pensava na verdade: 'você é muito gostoso mesmo'. Era o que todas pensavam, ela não era diferente.
-Você já sabe o que pretende cursar ou ainda não pensa sobre isso?
-Antropologia... - ela respondeu simplesmente e voltou a comer, eu fiquei olhando pra ela.
-Que foi? - ela perguntou..
-Antro o que? - eu perguntei atrapalhado.
-A.n.t.r.o.p.o.l.o.g.i.a - ela disse devagar.
-E o que diabos isso faz?
-Falta de cultura é mesmo um carma - ela disse bufando, mas explicou - Antropólogo é alguém que estuda a sociedade humana, como nós interagimos e evoluímos ate chegar numa sociedade como a de hoje.
-E você vai viver disso? Estudar? E ainda por cima a vida dos outros? - eu disse inconformado.
-Na verdade meu carma será administrar a empresa do meu pai - ela disse de mau humor - mas pelo menos nos estudos vou fazer o que eu gosto.
Pelo visto ela tinha ficado chateada sobre meu ponto de vista da "paixão" dela.
-Por que você gosta disso? - tentei ser educado dessa vez, ela suspirou, descansou os talheres, tomou um gole de suco e me olhou.
-Eu trabalho na área de Departamento Pessoal da empresa desde os treze anos, eu investigo passados, administro o presente e as vezes decido o futuro de pessoas. Eu não sei, acho que acabei criando uma paixão pela natureza humana fazendo isso.
Aquilo era profundo, devia ser. Porque como eu não entendi nada era porque era algo profundo demais para os meus neurônios. Ela parecia triste.
-Por que administrar a empresa é um carma? Você não pode optar por não cuidar?
-Não, não posso. Ou eu cuido, ou deixo que se acabe nas mãos de estranhos. As pessoas não costumam ter cuidado com aquilo que não foi feito pelo próprio suor, ninguém daria valor como eu dou.
-E o seu irmão? Ele não poderia cuidar de tudo?
-Quem? O Jasper? - ela deu uma risada alta e balançou a cabeça - Quando ele tinha 16 anos pegou uma grana com meu pai, e abriu uma "empresa de excursão" desculpa pra ir escalar todo fim de semana e dizer que ganha alguma coisa com isso. Às vezes, quando meu pai implora, ele dá uma mão com a empresa. Jasper é uma criança no corpo de um homem.
-Ele também se daria bem com o Emmett então... - eu disse rindo. Os dois eram belos exemplos de crianças em corpos de homem.
Aquele foi um almoço legal. Ela era alguém interessante de se conversar e parecia gostar de me ouvir falar e não estava apenas ouvindo enfadada e esperando pela hora em que eu a levaria pro quarto mais próximo.
Depois de comer, fui ajudá-la a lavar a louça, mas diferente do comum, dessa vez eu lavava e ela secava.
-Isso não é justo, geralmente o homem seca... - eu sou reclamão, eu sei...
-Eu fiz a comida, então você faz o trabalho pesado.
-Você tirou a torta da embalagem e colocou no microondas, quanta coisa... - eu disse sarcástico.
-Ei! Não desvalorize meu trabalho ok?
Não demorou muito pra terminar, ela terminou de secar o ultimo copo e me olhou.
-Eu tenho que fazer compras agora com a Alice... - ela disse meio nervosa, vendo que o almoço tinha acabado.
Eu fiquei de frente pra ela que estava de costas na pia, colocando um braço de cada lado dela.
-Agora você pode me dar uma recompensa por ter lavado toda aquela loça.
-Toda a loça? Eram dois copos e dois pratos.
-Não desvalorize meu trabalho ok? - eu disse segurando o riso, ela me olhou, a boca meio aberta... - E me dê um beijo... - eu disse fazendo cara de cachorro sem dono.
-Um beijo - ela disse confusa.
-É - eu disse dando um selinho nela - mais ou menos assim...
A boca dela estava branca, os olhos sem foco... Ah, agora que eu percebi, minha sobrancelha estava arqueada. Dessa vez não foi proposital eu juro.
-Mas você disse que... amigos - ela disse baixo.
-Não estou te pedindo casamento - eu disse em tom baixo também - só um beijo...
Ela me olhou e me deu um sorriso lindo. Aqueles olhos, daquela cor estranha, mas fascinantes. Eu adorava aquela garota e eu nem sabia dizer por que. Eu adorava o beijo dela, mas esse porque eu sabia. Ela tinha um jeito único de me beijar querendo, mas não querendo. Quase fugindo fazendo com que a todo instante eu tivesse que recapturá-la como eu fazia agora. Eu tocava seus lábios e ela tocava os meus também e quando eu sentia que ela ia se afastar eu a beijava mais forte, eu segurava ela mais forte pela cintura.
-Ai - ela disse baixinho.
-O que foi?
-Meu pescoço, muito tempo levantado dói. Você é alto demais sabia? - ela disse rindo.
Droga de quase um metro e noventa. Que ótimo. Por causa dela agora eu odiava minha profissão e minha altura. Eu ia ficar complexado assim, eu era muito alto, droga, droga. o que eu faço? O que eu faço? Uma mesa, mesa, mesa, mesa. Isso, ali.
-Com licença - eu pedi...
-O que? - ela perguntou confusa, mas entendeu quando eu a levantei pelas pernas pra sentá-la na mesa.
-Edward isso não é legal - ela disse me repreendendo.
-Você prometeu - eu disse fazendo bico.
Mas eu não deixei ela responder. Eu a beijei de novo, ela que não se atrevesse a começar a pensar de novo. Amanhã seria segunda, seria mais uma semana inteira sem vê-la. Nossa isso era muito bom, eu gostava de beijar ela assim. Sem medo que sem mais nem menos ela se afastasse. Eu a beijava devagar e então aumentava o ritmo, passeava com minhas mãos pelas costas dela enquanto incitava-a a me corresponder. Eu sei que não serve como desculpa, mas sentir prazer ao beijar alguém era novo pra mim. Eu devia ter me controlado mais, eu sei, mas quando vi minha mão havia subido demais e ido longe demais e ela se afastou de mim. Que droga cara, eu tinha que ser retardado o suficiente pra estragar tudo.
-Bella, me desculpe - eu disse e ela não respondeu, apenas me afastou pra poder descer da mesa.
-Me desculpe, eu não...
Ela encheu um copo de água.
-Me desculpe... - -ela fez um gesto com a mão pra eu parar de falar enquanto terminava de beber a água...
-Edward já chega, eu já entendi - ela me deu um sorriso doce - não vou te mandar pra forca por isso, não se preocupe.
-Mas eu realmente não.
-Se você não parar agora, eu vou contar pro meu irmão, e daí sim você vai ter que se desculpar- ela disse em tom de ameaça.
-Ta bem... - eu disse rindo.
-Agora eu tenho que ir, fiquei de fazer compras com a Alice e ela fica furiosa com atrasos quando o assunto são roupas.
Eu me despedi dela e fui embora então. Não cheguei perto dela de novo. Eu estava irado comigo mesmo. Eu devia saber que não podia me arriscar a sair com alguém da idade dela. Eu sabia que beijar não seria suficiente pra mim por muito tempo. Não sei por que eu ainda insistia com aquilo.
Na segunda Emmett me ligou passando a agenda da semana. Havia dois encontros na sexta-feira, um de manhã e outro a noite. Eu odiava ter que trabalhar pela manha porque quando acontecia isso eu tinha que madrugar pra poder ir pra academia, encontrar a cliente, ir pra faculdade durante a tarde, trabalhar de noite. Resultado: quando cheguei em casa eu tava morto. Eu não conseguia mexer meus dedos nem pra acender o fogão, quanto menos pra fazer meu jantar. Aqueles congelados seriam bons agora. Alguém pra fazer eles pra mim também. Ouvi o toque de mensagem no meu celular, será que era ela se oferecendo pra fazer meu jantar?
"Liga pra mim Ed"
Emmett... Economizava palavras, mas por que eu ligar pra ele? Ta, vamos lá.
-Que foi Emmett? - eu disse entediado.
-Meu credito acabou irmão, desculpa.
-Ta, que foi?
-Bem, lembra que você me pediu um emprego novo?
-É, eu lembro - eu me interessei na conversa então...
-Bem, tem uma amiga minha que tem um amigo que conhece alguém que vai precisar de um assistente novo daqui umas duas semanas porque o atual vai ir trabalhar fora do país. É na área de propaganda eu acho, mas você pode até usar como estagio na sua faculdade mais pra frente. Ta interes...
-TÔ! CLARO QUE EU TÔ - Ops, exagerei de novo - eu digo... Talvez seja legal - tentei parecer desinteressado - posso voltar pra profissão antiga se não der certo... Enfim.
-Ta, eu arrumei uma entrevista pra você, daqui a uma semana eu levo você lá. Você vai precisar da minha presença imponente pra impressionar lá.
-Emmett qual seu problema hein? - essa mania dele de fazer piadinhas me enchia.
-De nada Edward, eu sei que seria mais complicado arrumar emprego assim tão rápido, mas eu me esforcei pra encontrar um pra você.
-Ow. Desculpa, desculpa. Você sabe que eu te amo cara.
-Você fala comigo feito um gay, e depois eu sou o problemático aqui? Eu falo com você depois. Tchau, mas eu amo você também.
Tu. Tu. Tu. Rosalie tava ensinando ele a desligar o telefone na cara dos outros agora?
Um emprego. Isso era bom. Isso era mais do que bom, isso era ótimo. Eu devia contar pra ela já? Ou deixar conseguir primeiro, mas e se...
E se ela só disse que "esperava", porque achava que eu nunca ia fazer o que disse que ia fazer? E se agora que eu consegui, ela dissesse que não me queria? Cara, então ser inseguro é assim? Puts, isso é horrível.
Eu tinha que confiar em mim mesmo. Se ela dissesse que não me queria, eu a arrastava pra cama mais próxima e mostrava que ela estava errada. Na verdade nem precisaria de uma cama... Não... Precisaria sim, a garota é virgem! O que você está pensando seu estúpido? Ah, to precisando de um café. E você quer saber a melhor parte? Eu tenho café agora. Morra de inveja. Tenho um pacote inteiro de Nescafé só pra mim. Tá, parei. To indo.
Eu não sei vocês, mas eu adoro quando ele fica falando com ele mesmo. IUAHIAUHSIAUHSIUAHIHS. Fato engraçado: eu quero ser piscicóloga sabe? e eu sonhei que o ed ia no meu consultório e falava que ele tava passando por um problema sério, ele era apaixonado por uma menina de 16 anos. eu acordei e ri horrores. Amei as reviews, amo vocês, amo a alice, e amo essa fic. QUERO MAIS REVIEWS PRO PRÓXIMO CAPÍTULO.
(Perguntinha off: QUEM JÁ VIU HP E O ENIGAMA DO PRÍNCIPE? ovulei com aquele filme *-*)
PS: Vocês viram que presentão foi esse capítulo? um dos maiores *-*
