eu queria morrer de uma overdose de Edward...
O fim de semana chegou antes de eu perceber. E dessa vez eu tinha uma ótima desculpa pra ligar pra ela no sábado, comprei um presente pra ela. Eu passei na frente de um "self-service" de perfumes. O negócio era meio caro, mas eu procurei por um com cheiro de maracujá, combinava com ela, encontrei um e coloquei num frasco pequeno e redondo. Espero que ela goste.
Ela não atendeu quando eu liguei no sábado a tarde, então eu mandei uma mensagem.
"ligue pra mim qnd puder"
Eu planejava esperar ela ligar, mas eu acabei dormindo. A correria de sexta me deixou quebrado. Quando eu acordei havia uma mensagem dela.
"Oi Ed. Você não atendeu, está tudo bem? Enfim, me retorne quando receber essa mensagem..."
É estranho. Como é que de repente uma ligação dela me dava calafrios? Era só a voz de uma garota. Ela nem tinha todas aquelas curvas. Eu já tive mulheres tão perfeitas. Por que tinha que ser essa a me chamar a atenção? Mas, como eu já disse, em minha opinião, quando não se pode explicar o que se faz é aceitar. Mas e se um dia eu vir que não era tão forte? Eu não queria brincar com os sentimentos dela, ela está relutando e eu quebrando as suas barreiras. Quando o desafio acabar será que vai perder a graça? Será que eu um coração iria acabar despedaçado nessa historia? Até que ponto eu posso ir pelo o que eu estou sentindo? Na verdade a pergunta certa e: o que eu estou sentindo e algo confiável?
Eu não sei responder. Esse negócio de sentimento é meloso demais. Ela tem só 16 anos, se ela se machucar ela se cura. Eu poderia pelo menos proporcionar bons momentos pra ela. Não era toda garotinha que tinha um garoto de programa gostosão como eu aos pés dela. Eu cansei de apenas assistir a vida dos outros, eu estava pronto pra viver a minha agora, poderia ser com ela, ou não. Poderia ser apenas uma parte dela com ela, ou não. Eu sei lá, eu repreendo Bella por isso e to fazendo a mesma coisa, estava na hora de eu parar de pensar e passar a sentir um pouco. Ficar no passageiro e muito confortável, mas dessa vez, eu vou pro volante da minha vida.
Eu liguei pra ela, ela atendeu no primeiro toque.
-Oi - ela parecia meio sem ar - Aiii... - ela disse gemendo.
-Que foi? - eu já estava rindo.
-Eu bati a cabeça na cabeceira da cama.
-Mmm... Hematomas?
-Nada que comprometa meu funcionamento cerebral, eu acho...
-Que bom. Seria estranho, ter que te visitar em um hospital de desequilibrados mentais.
-Ta, e como foi que chegamos a eu internada e babando sozinha mesmo?
Eu não consegui responder e ri alto.
-Planos pra hoje? - eu tentei controlar a risada.
-Nada muito importante, e você?
-Tenho certeza que o seu nada importante é mais interessante que o meu nada.
-Mmm... Você esta profundo hoje... - ela disse debochando.
-E a convivência... - com você. Mas não precisei dizer essa parte, ela era esperta, ia entender.
-Você quer passear no parque Ivenson?
Ela me chamando pra sair?
-Se é dinheiro emprestado que você quer meu pagamento ainda não chegou - a idéia de ela querer emprestar dinheiro de mim, era hilária por si só.
-Mas que pena, deixa pra outro dia então - ela estava rindo assim... - Que julgamento mau você faz de mim, só te chamo pra sair por interesse?
-Não, você nunca me chama pra sair na verdade.
-Não? E a balada no Hilton´s? E o noivado da Alice?
-Todos convites dela, não seus...
-Eh, mas estou te chamando agora.
-E eu vou, a que horas?
-Quanto tempo você precisa pra ficar pronto?
-Eu nasci pronto - eu disse baixo - pra tudo...
Ela demorou um pouco pra responder. Ah se ela tivesse aqui... Eu levantava uma sobrancelha passava o língua nos lábios e pronto, ela já tava na minha. He He. Pena que o efeito era curto.
-Então eu encontro você lá, em frente ao lago.
-Você não quer que eu te busque? - ela demorou um pouco pra responder.
-Eu ia pedir pro Jasper me levar, não é muito trabalho pra você?
-Nenhum. Você esta pronta?
-Só preciso colocar um tênis.
-Eu já passo ai então.
Eu coloquei uma camiseta branca e um tênis. O verão estava acabando, mas ainda estava calor durante a noite. Eu parei na frente da casa dela e buzinei uma, duas, três vezes e quando eu desci do carro a vi pela fresta do portão de braços cruzados.
-Qual seu problema? - eu perguntei meio bravo - Não me ouviu chamar?
-Não - ela disse descruzando os braços e abrindo o portão - Ouvi você buzinar, meu nome não é bibi se você não sabe.
Ela levantou a sobrancelha pra mim. Estava brava, sendo que quem estava esperando feito um tonto era eu.
-Pelo visto vamos ter nossa primeira briga agora. - eu disse levantando uma sobrancelha vendo se ela confirmava.
-É - ele saiu do transe rápido - Talvez...
Bella deu a volta no carro e esperou que eu destravasse a porta dela.
-Uma garota de respeito não atende a buzinas, sabia Edward?
-Não sei de muita coisa quando se trata de garotas - eu respondi simplesmente. Não era mentira, nem grosseria. Só um fato.
-Devia continuar com suas mulheres, se é assim então... - ela respondeu e se virou pra olhar pela janela.
É... Aquilo com certeza era um briga, ela com certeza estava de mau humor e eu com certeza tinha que concertar.
-Eu já disse que estou disposto a aprender com você - eu disse dando meu sorriso matador pra ela - Vai... Dê um sorrisinho pra mim- ela continuava olhando pra frente, séria - vamos, você consegue, é assim ó - eu disse dando um sorriso retardado esticado pra ela, vi que ela me olhou com o canto dos olhos, e não agüentou.
Como diz Homer Simpson: 'ela riu, me safei'. Eu soltei uma mão do volante e segurei a dela, aquilo era bom.
-Me desculpe - eu estava sendo sincero, a deixei ver isso. Não tinha porque continuar com aquilo.
-Tudo bem - ela deu um sorriso torto...
-Vai me ensinar a ser um cavalheiro? - eu perguntei cortez demais.
-Vou te ensinar a como tratar uma garota - ela deu uma olhada pra mim - E de graça, não me acha boazinha? - ela disse batendo as pálpebras exageradamente tentando ser engraçada.
-Eu também não cobraria meus serviços de você. Você é que não quer – ai, o tapa que ela deu no meu braço foi ardido. Ela largou minha mão pra me bater, não gostei, eu a peguei de novo.
Chegamos e ela desceu do carro. Por causa da briga inicial eu não reparei muito na roupa dela, roupa de ginástica. Até que ela estava em forma. Nada sobrando dos lados, um pouco na frente, mas isso porque eu estava acostumado com os tanquinhos femininos da academia. Até que era... Sexy uma barriguinha como aquela. Não que estivesse aparecendo alguma coisa, a regata era bem comprida.
Ela foi em direção a trilha e eu a acompanhei. Não tinha quase ninguém, pelo visto não tinha quase ninguém alem de nós que gostava de usar sábados à noite pra caminhar. E era agora que aquele silêncio constrangedor iria assolar agente.
Deviam ter se passado uns cinco minutos eu acho, não tínhamos dado nem meia volta no parque ainda, ela não havia dito uma palavra sequer também e não parecia nem um pouco incomodada com isso também, e eu aqui, quase tendo um ataque de nervos.
-Me diga uma coisa, a conversa não e necessária quando se sai pra caminhar? - eu disse colocando as mãos nos bolsos da bermuda.
-Não, acredito que não - ela disse distraída olhando em volta e então olhou pra mim... - Exceto quando se quer... Você quer conversar?
-Não sei. Você quer?
-Não fui eu quem reclamou do silencio - ela disse rolando os olhos.
-É que - ela ficou me olhando esperando eu terminar - Eu não gosto de silêncios constrangedores.
-Então fale alguma coisa... - ela disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
-Mas eu também não tenho nada pra dizer. - ela ficou olhando um tempo pra mim, com uma cara estranha. Com o "seu demente" na testa.
-Você é estranho sabia? - ela começou a andar mais rápido, mas não era difícil pra mim acompanhá-la.
-Por que você não dá uma idéia? - eu sugeri - do que agente poderia conversar?---às vezes eu parecia o nerd correndo atrás da gostosona da escola. Ela começou a rir então, como se tivesse lembrando de alguma coisa muito engraçada.
-O que foi?
-Não é nada... - ela olhou divertida pra mim - Alice costuma dizer que quando não se tem assunto o melhor a fazer é dizer verdades. Verdade constrangedora sabe. Dai você escolhe verdades constrangedoras ou silencio constrangedor. Fale a verdade, ela é estranha as vezes não é?
-É, tenho que concordar - eu disse rindo... - Mas pode funcionar, vamos tentar, você começa.
-O que? Nem pensar, se você gostou dessa idéia absurda você começa.
-Ta, vamos ver.
Havia muitas verdades que eu não gostava de dizer.
-Eu gosto de seu beijo... - ela olhou meio torto pra mim, não acreditando.
-Você diz muito isso... - ela disse meio desconfiada... - isso é um tipo de cantada que você usa com todo mundo ou o que?
-Não! Claro que não - eu estava falando a verdade... - Mas se encaixa e é constrangedor - eu disse com um sorriso torto.
-Ah, entendi. Me beijar é constrangedor então. - ela disse se fazendo de ofendida.
-Não, é que, como eu te disse uma vez, não gostava de beijar alguém a muito tempo e eu não imaginei que quando fosse gostar iria ser como você. Eu sei lá, achei que ia ser uma loirona peituda no estilo Pámela Anderson, que é bem diferente de você...
-Ah, então eu não chego aos pés da Pámela Andersom. É, saber dessa realidade fez eu me sentir bem melhor - ela disse com um sorriso torto.
-Não Bella, você esta me entendendo errado. É que... Ah... Esquece. É a sua vez agora, vamos... Quero saber uma verdade constrangedora - eu disse esfregando as mãos com um sorriso maligno.
-Vamos ver - ela disse colocando o dedo no queixo pensando - Na verdade tem uma coisa - ela se virou pra me olhar - Às vezes, mais quando te conheci pra falar a verdade, quando eu olhava pra você eu sentia... Sentia uma espécie de... - era agora, era agora. Droga e se ela dissesse que me amava? Eu não saberia o que dizer. - uma espécie de sentimento... Instinto pra falar a verdade... Um instinto materno em relação a você.
Ela sorriu pra mim e voltou a olhar pra paisagem, às vezes ela acelerava como agora, as vezes quase parava. Oh ritmo complicado.
-Como assim instinto materno? - eu perguntei como se ela tivesse me xingado.
-Eu sei lá, como a historia de cozinhar, sinto como se você precisa disso, uma figura feminina que cuidasse de você, geralmente quando você quer ser a pessoa se chama instinto materno - pois eu pensei que se chamassem de esposas.
-Eu digo que gosto do eu beijo e você diz que se sente como minha mãe? - eu disse meio com nojo.
Ela percebeu como eu havia falado aquilo e ela começou a rir sem parar, balançando a cabeça.
-É melhor agente parar essa brincadeira por aqui ou vamos acabar causando depressão um no outro - ela disse começando a rir de novo depois.
É, nisso ela tinha razão. Agente chegou à parte da trilha que chegava perto do lago, a trilha dava a volta no gramado que cercava o lago. Era um lugar lindo ali, mas esquecido pela maioria da cidade.
-Você quer se sentar? - eu perguntei.
-Virmos pra caminhar - ela disse sem olhar pra mim.
-Hoje e sábado, ninguém vai nos matar se sentarmos um pouco.
-Eu não vou me sentar na grama, é cheia de carrapatos - ela disse fingindo um arrepio.
-Eu não estava pensando no mato - aqueles carrapatos eram horríveis: minúsculos e transmitiam doenças ainda por cima... - estava pensando na escadaria da igreja.
-Ta bem, vamos lá então - ela disse desviando e entrando no gramado pra agente poder ir se sentar nas escadarias.
Os degraus eram largos e estavam relativamente limpos pra um lugar onde um monte de gente pisa todo santo dia. Ali era calmo, gostoso. Nós sentamos lá e ela voltou a ficar calada com os cotovelos apoiados nos joelhos, parecia pensar em alguma coisa muito boa, ela me olhou e viu que eu estava impaciente.
-Eu não sei por que você se incomoda tanto com o silencio, não gosta de ouvir os próprios pensamentos de vez em quando?
-Eu moro sozinho, já os ouço o tempo todo - eu disse com um sorriso torto.
-Me desculpe, mas você escolheu pra única amiga a pessoa mais sem assunto da cidade - ela respondeu com o mesmo sorriso torto.
-Emmett me arrumou uma entrevista - eu não olhei pra ela enquanto dizia isso - Provavelmente vou conseguir um novo emprego - eu podia ver pelo canto dos meus olhos que ela estava chocada. - Gosto do cheiro do seu cabelo.
Minha proximidade a incomodava, eu sabia disso, mas parecia um imã, e mesmo todos os meus neurônios me dizendo que eu não tinha o direito e que ela não era o tipo de garota certa pra mim, eu ainda queria senti-la mais perto de mim.
Meus lábios estavam sobre os dela e eu nem vi como. Eu cuidei de controlar minhas mãos, elas estavam estancadas na escada. Não queria que nada atrapalhasse dessa vez, mas lá estava ela fugindo de mim outra vez... Eu fiquei quieto, queria ver qual seria a desculpa dela dessa vez. Provavelmente ia querer ir embora, pelo visto eu ia ter que escolher ou a companhia dela ou um beijo. Pelo visto não dava pra ter os dois.
-Eu gosto do seu beijo também - ela murmurou.
-Não parece, você sempre para na melhor parte... - eu disse em tom de brincadeira.
Ela ficou quieta novamente e eu sem palavras. Aproximei meu rosto novamente fazendo a ponta do meu nariz tocar a dela.
- Depois que conseguir o emprego eu quero ficar com você.
Não havia barulho ali, mas eu falava baixo.
-Eu vou ficar com você – uau, queimação no estomago não era assim, então o que era aquilo?
-Será que todo mundo tem a sorte que estou tendo agora? - eu perguntei de olhos fechados, apenas querendo sentir o cheiro dela misturado a algo que estava fazendo meu coração bater rápido.
-Não, geralmente as garotas são um pouco mais difíceis e os garotos têm que se esforçar um pouco mais - eu abri os olhos e ela olhava profundamente nos meus - mas esses seus olhos verdes são uma grande vantagem sua... - o sorriso dela era lindo, já mencionei isso?
-Você e a única que cita meus olhos como minha maior vantagem, as outras gostam mais de outra coisa.
Ela ficou meio chocada, se afastou de mim. Eu estava brincando, não havia porque ela me olhar daquele jeito.
-Às vezes você me assusta sabia? - ela disse endireitando os ombros - Do jeito que fala, parece que... Eu não sei... Eu não sou como elas... Você vai...
-Ei! - eu me ajoelhei no degrau em frente ao dela - eu não estou te pedindo pra ser como elas, você não tem que ser como elas. Eu estava só brincando... - eu passei um dedo pelo rosto dela - eu não quero que você seja como elas. - eu falei serio.
-O que você quer então? - ela perguntou igualmente séria.
-Eu quero você - curto, simples, sincero. Seria sempre assim com ela, eu não ia sentir falta do que eu estava deixando pra trás, eu sabia que não, porém eu sentiria falta dela se a perdesse por não poder ser quem deveria.
Minhas palavras pareciam ter mexido com ela mais do que imaginava porque ela me beijou... E... Uau, por que ela não tinha me beijado desse jeito ainda? Eu estava num nível mais baixo que ela por causa da escada e ela segurou meu rosto entre suas mãos se inclinando em cima de mim como eu seu pudesse fugir a qualquer momento... Como se eu fosse fazer isso... Eu demorei pra corresponder o beijo, eu fiquei meio em choque, mas eram os lábios dela era a língua dela era a forma como ela sentia meu gosto e me fazia sentir o dela que estava me enlouquecendo. Eu não tinha mais impressão que ela iria fugir a qualquer momento como nas outras vezes tinha a impressão que minhas mãos criariam vida própria, porque elas estavam apertando a cintura dela e eu não vi como elas foram parar lá. Bella não recuou, ainda estava ocupada me enlouquecendo com aquele beijo que sabe Deus de onde veio.
-Ei... Quem e você e o que fez com a Bella? - eu perguntei rindo...
Ela riu meio sem jeito também.
-Mas não se preocupe, você pode ficar, exceto por uma coisa - eu disse enrugando a testa. ela me olhou curiosa... - Você também sabe cozinhar?
É, deu certo. Ela deu o maior sorriso da noite e eu a abracei, eu estava meio me desequilibrando porque estava na ponta dos pés no degrau, mas me deu vontade. Eu nunca a abracei, eu acho. O cheiro dela era bom, o que me fez lembrar que eu tinha o presente dela guardado no carro.
-Acho que agente devia ir embora, ta esfriando... - eu achei que era uma desculpa, mas ela não me esperou dizer que abraçava ela pra esquentar ou algo assim. Ela se desfez do meu abraço e se levantou descendo as escadas. O que eu fiz de errado agora?
Eu a alcancei enquanto ainda cruzava o gramado.
-Pensei que tinha dito que queria ficar comigo, não que fosse fugir de mim... - meu tom saiu meio estressado, mas vezes ela me estressava mesmo.
-Não estou fugindo de você, só estou com frio.
-Então deixa que eu esquento você - eu disse segurando seu braço, parando ela.
-Isso também não é uma desculpa pra você me abraçar - ela olhava pra grama e cruzava os braços enquanto falava.
-Eu não acho que seja... - Na verdade eu achava sim, mas ela nuuuuunca saberia disso.
Eu passei meu braço pelo ombro dela que continuava de braços cruzados. Eu não entendia, num momento ela tava na minha no outro estava correndo de novo.
Fomos ate o carro e ela esperou que eu destravasse a porta pra ela, mas eu não liguei o carro.
-Você quer ir pra casa? - eu perguntei.
-Não, estava pensando em ir dançar em alguma boate gay, o que você acha? - ela disse com um sorriso bobo nos lábios. Minha Bella de novo, obrigada Senhor.
-Eu não tenho problemas com isso. Você vê algum problema em me disputar com a viadada de lá?
-Ei! Mais respeito com eles ok? Eu tenho amigos que são - ela disse meio brava.
-Ok, mas você aceita dividir? - eu perguntei, levantando uma sobrancelha.
Às vezes aquele torpor dela era meio chato por que dessa vez eu não havia feito de propósito e eu queria ouvir a resposta dela. Mas lá ela estava novamente com a boca branca e sem dizer nada.
-Bella, por que você faz isso? - eu perguntei passando uma das mãos pelos cabelos dela.
-Faço o que? - ela perguntou umedecendo os lábios, confusa...
-Você fica em transe quando eu faço isso - e eu levantei uma sobrancelha e ela ficou em transe, de novo.
Eu fiquei esperando ela responder.
-Eu não sei - ela ficou vermelha e desviou o olhar.
-Fico mais gostoso quando faço isso não é? Você me acha uma delicia... Pode falar. - eu disse com um sorriso safado.
Ela se aproximou de mim. Estava perto, muito perto. Ela beijou meu pescoço. Mmm, isso era bom.
-Eu acho você muito... Muito - ela tirou o rosto do meu pescoço e me olhou então... - convencido... - e mordeu o lábio.
Ela sabia que mexia comigo, ela sabia o que um beijo daquele faria comigo e ela estava sendo malvada.
-Você ta brincando com fogo - eu disse estreitando os olhos.
-Então nos somos dois - ela disse rindo e desviando o olhar.
Eu coloquei uma mão na perna dela. E subi um pouco, aquilo não era nada demais, mas ela devia saber que eu não ia esperar pra sempre.
-Você ainda não me mostrou o seu fogo - eu disse com um sorriso torto.
-Você ainda não merece tê-lo - ela disse soltando e cabelo do rabo de cavalo.
-Que tal uma demonstração de incentivo? - eu dei meu melhor sorriso safado pra ela.
Ela se levantou do banco e veio se sentar no meu colo. É, com certeza havia um alienígena no corpo dela e eu gostei do alien.
-Em que tipo de demonstração você estava pensando? - ela disse rindo.
-O que você teria ai pra me mostrar?
Ela beijou minha bochecha e a minha mandíbula, a boca dela deslizou pelo meu queixo e parou no meu pescoço beijando de leve.
-É só o que sei... - ela disse mordendo um lábio.
Que bom, porque com ela assim no meu colo eu ficaria numa situação complicada se ela fizesse algo mais. Como se eu já não estivesse em uma...
-Você me ensinou a cozinhar, em troca eu te ensino uns truques - eu pisquei pra ela que abriu a boca pra dizer alguma coisa, mas um bip começou a tocar do nada, não dava pra saber de onde era.
Ela pegou o celular de dentro do sutiã e deu uma olhada.
-Belo esconderijo - eu disse impressionado.
-Obrigada - ela respondeu com um sorriso torto, olhando algo no celular.
-Jasper está avisando que vai dormir fora e que me quer em casa antes das duas... - ela retorceu a boca quando leu a ultima frase.
-Como ele vai saber que você chegou em casa se não vai estar lá?
-Ele me faz ligar do telefone da casa dele pra ver o numero na bina... – é, com certeza ele era um irmão esperto.
-Você vai ligar do telefone dele?
-É eu estou ficando lá lembra? Eu espero que Mike esteja lá, senão vou ter que pular a janela - ela disse fazendo cara feia...
-Você vai dormir sozinha na mesma casa que esse cara?
Ela olhou pra mim assustada. Talvez eu tivesse exagerado um pouco no tom, mas aquilo era... Era... Eu não sei... Só sei que não gostei.
-Que espécie de garota você pensa que eu sou? Qual o problema com isso? - ela disse se afastando de mim.
-Nenhum, me desculpe - eu disse abraçando ela forte.
-Edward eu não... - ela estava brava.
-Me desculpe - eu disse beijando o pescoço dela... - não queria te ofender - eu falei baixo.
Ela não respondeu. Eu também não queria falar mais nada, não era pra isso que eu queria usar minha boca. Eu adorava beijá-la, por mim usaria 80 % do nosso tempo pra isso, pois eu queria guardar 20 % pra usar em outra coisa mais pra frente. Mas não, na metade do tempo ela preferia mesmo era fugir de mim.
-Eu gosto de você Bella - não era necessário isso pra ela me desculpar. Mas era necessário eu falar, talvez ela pensasse que era qualquer uma pra mim, mas ela não era. Não existia 'qualquer uma' na minha vida, eu não perdia tempo com esse tipo. Ela era especial.
Aquele brilho que eu sempre via nos olhos dela estava lá de volta. Seus olhos ficavam de uma cor mais estranha ainda quando tinham aquele brilho... Era fascinante. Ela estava me beijando de novo então da mesma forma estranha da escada, da mesma forma intensa. Eu tentei puxar um pouco de ar, mas ela não me deixava. As mãos dela puxavam meu cabelo pra que eu chegasse mais perto e minhas mãos apertavam mais a cintura dela por dentro da camiseta e eu precisava me concentrar em manter elas ali, o que era difícil quando ela me mostrava aquela outra face: a da mulher que beijava maravilhosamente bem. Eu prendi a língua dela na minha boca e ela bateu alguma coisa na janela do carro, mas eu ignorei colocando a mão na perna dela e puxando pra que ela chegasse um pouco mais perto, mas algo bateu na janela do carro de novo e eu abri os olhos pra ver o que era.
Ow , ow, não. Isso com certeza não é nada bom. O homem uniformizado fez sinal com a mão pra que eu abaixasse o vidro. Será que não havia algum assalto pra ele atrapalhar? Ele tinha que aparecer justo quando meu alien preferido havia se apossado da Bella?
-Boa noite garotos... - ele disse ascendendo a lanterna com a qual batia no vidro antes e se abaixando para poder nos olhar.
-Boa noite guarda, noite fria não? - eu disse segurando o riso. Ele estava olhando pra ela no meu colo, talvez aquilo estivesse dando uma impressão errada. Bella não respondeu pra ele, estava com o rosto no meu pescoço escondendo o rosto no meu cabelo. Eu sentia o rosto quente de vergonha dela em contato com a minha pele.
-Meu rapaz, eu tenho certeza que uma garota tão linda como essa, merece que você pague um motel pra terem um pouco mais de... Privacidade - é pelo menos ele estava sendo simpático... - o parque e freqüentado por famílias, então se vocês puderem...
-Claro, sem problema, me desculpe - eu disse rindo e acenando com a cabeça antes de fechar o vidro.
Ela tirou o rosto do meu pescoço. Como pensei, o rosto dela estava em brasa, ela saiu do meu colo e pulou de volta pro banco dela. Eu saí com o carro dali depressa e ela ficou quieta ate eu estacionar o carro na frente da casa dela.
-Tem certeza que quer dormir ai? - eu perguntei apontando pra casa dela - Eu ainda acho que minha casa é mais segura - eu disse com um sorriso torto.
-Eu tranco a porta - ela disse com o mesmo sorriso torto.
Ela se aproximou e beijou meu rosto, mas continuou com os olhos próximos aos meus. Ela sabia que eu queria mais que aquilo, ela também queria. Ela estava brincando comigo, como sempre. Dois podiam brincar...
-Até mais - eu disse indo de um olho a outro dela. A frustração estava evidente, mas ela merecia. Eu merecia que ela lutasse um pouquinho que fosse por mim também, se ela não quisesse, eu voltava a beijar os pés dela como antes...
Ela saiu do carro e bateu a porta forte. Qual é? Num tem geladeira em casa não?
Eu liguei o carro morrendo de vontade de voltar e dar o que nos dois merecíamos, mas como diz o Ramom do Happy Feet: 'Deja ellas na vontade'
Trabalho feito Ed, deixou todas nós na vontade. e é incrível como cada dia mais eu amo esse homem.
IUAHSDSODJOISJDOJSID, bom hoje eu to meia mal e meia bem, mal porque eu queria mais reviews e bem porque amei as que recebi. Ise Cullen, Lud, Gabby B. Lupin, Lily A. Cullen, Alline Viana, Lolitta, BabyLizzie, Mimy Cullen, sora-nee, Mih Brandon Cullen, Nanda Souza, BabyLizzie, Isa Stream, Magdinha, Reneesme Carlie Cullen milhõões de beijos pra vocês e MUITO obrigada pelo carinho.
Bom, eu quero reviews pra me animar :). e eu amo vocês :*
(conversinha off: Meu sonho ia se SUPER realizar se um dia gravassem um filme HP e Crepúsculo. AUIHSIAUSH, é sério. vícios maiores não há.)
