-Eu não sou de ferro - olhei pra baixo, pra que ela soubesse do que eu estava falando.

-É. Estou sentindo - ela me deu um riso sacana, ela sabia o que estava fazendo. Agora eu percebia.

-O que te levou a essa decisão repentina? - eu perguntei subindo minhas mãos por dentro da camiseta dela.

-Não foi repentina. Tive 16 anos pra pensar nela - ela disse voltando as mãos pros botões da minha camisa.

Ela ainda era uma garota. Eu não sabia se poderia fazer aquilo do jeito certo. A história da cabeça, mão, cabeça era muito vaga, não explicava nada exatamente, não queria tornar aquilo algo ruim.

-Bella eu não sei se... - eu disse parando as mãos dela que abriam o terceiro botão.

-Edward você vive dizendo que eu penso demais. Quem esta fazendo agora isso e você. - ela beijou meu pescoço de novo. Meus neurônios estavam perdendo a força. Junior estava se animando.

-Você quer testar sua força? - ela disse com cara de atentada - será que consegue me levar ate meu quarto no colo?

Eu levantei uma sobrancelha pensando se tinha ouvido aquilo que eu tinha ouvido e o brilho de desejo misturado com o torpor em que ela ficava quando eu fazia isso, deram um resultado impressionante. Aquela era uma nova Bella. Não se parecia com uma mariposa, mas com minha mulher.

Ela se levantou e ficou me olhando, eu levantei também. Ela ficou esperando. O que eu ia fazer? Ela disfarçou bem ate aquele momento, mas eu via agora, medo, ansiedade, eu a segurei pela nuca beijando-a. se ela queria mesmo fazer isso, quem era eu pra dizer que não? Não havia resistido o quanto pude, mas era difícil discutir com alguém que te oferecia o que você maisqueria há tempos.

Ela ficou na ponta dos pés pra alcançar melhor a minha boca e enlaçando meu pescoço. Eu a levantei pelas pernas, ela cruzou as pernas nas minhas costas. A respiração dela estava falhando e eu tentava controlar a minha. Eu tentava não me animar demais. Sabia que a qualquer momento ela poderia se tocar do que estava fazendo e se soltar de mim, mas eu tava rezando pra que isso não acontecesse.

Já estávamos no andar de cima e ela me olhava sorrido, procurando por algum sinal de cansaço.

-Eu faço trocentos levantamentos por dia com o dobro do seu peso Bella. Você pra mim e como um saco de feijão... - ta, talvez a comparação tenha sido um pouco infeliz.

Percebi isso pelo modo como ela desviou o rosto. Eu parei no meio do corredor, onde começavam as portas.

-E então, onde é?

-A ultima porta a direita... - não havia nervosismo na voz dela, só que estava um tom baixo.

Eu deixei que seu corpo deslizasse pelo meu quando cheguei frente à porta. Estava cada vez mais difícil me convencer de que aquilo era só um momento de insanidade dela que já ia passar. Eu já me sentia quente. Eu já me sentia pronto feito um garanhão e ela ainda não tinha tirado uma peça de roupa sequer.

Ela virou as costas pra mim pra abrir a porta. O quarto era inteiro branco, a cama ficava de frente pra porta e uma escrivaninha do lado da porta e uma porta que devia ser o closet. Meio vazio pra um quarto de garota, gostei.

Ela não ascendeu à luz quando entrou no quarto. Estava uma meia penumbra. Estava ai a primeira contradição, eu não me lembrava da minha ultima transa de luz apagada.

Ela se virou pra mim depois que eu entrei e fechei a porta. Enquanto ela colocava os cabelos pra trás eu joguei a chave do carro e a carteira na escrivaninha dela. No meu bolso havia proteção. Eu não tinha certeza, mas suspeitava do que ia acontecer quando ela havia me chamando ontem. Eu senti suas mãos em meus cabelos e a boca dela estava muito perto, mas ainda sem me tocar.

Eu puxei ela pra mais perto. Nossas respirações se encontravam, mas as bocas continuavam separadas. Ela parecia estar sentindo o meu hálito, aquela impressão de memorização apareceu novamente. Minhas mãos subiram pelas costas dela e a camiseta foi junta, ela levantou os braços e eu terminei de tirar camiseta dela. Ela e o meu autocontrole foram juntos pro lado, porque ao mesmo tempo em que eu a puxei pra mais perto a minha boca procurou a dela e eu me assustei comigo mesmo. Eu mordi a lábio dela tão forte que acho que chegou a sangrar. Eu tentei uma vez mais me controlar, me afastando um pouco, minhas mãos hesitaram...

-Edward Cullen, se suas mãos largarem meu corpo agora, elas nunca mais vão tocá-lo.

Aproximei-me dela, colando nossas bocas, sentia as mãos dela impacientes nos botões da minha camisa, mas antes que ela desabotoasse o primeiro puxei a barra da camiseta dela pra cima ela ergueu os braços pra que eu terminasse. E então vi a peça que nublou meus sonhos por noites.

-Percebi que você gostou dele aquela noite - ela disse corando um pouco...

-Eu prefiro você sem ele - abracei ela, que se afastou voltando à atenção pra minha camisa de novo.

-Eu sou meio sem jeito - ela disse rindo, ainda lutando contra os botões.

Eu tire as mãos dela de lá, tirando a camisa com botão fechado e tudo pela camisa. Eu a vi rindo por causa daquilo, me aproximei dela, segurando sua mão pelo pulso.

-Deixa que eu ajeite você então... - eu deslizei as mãos dela pelo meu peito. Ela ficou sem graça, mas parecia estar gostando, pois eu já havia soltado sua mão e ela inda me alisava.

-Na primeira vez você me prometeu a melhor noite da minha vida. Como é?

-Se não for agora tentamos de novo. Sou brasileiro, não desisto nunca.

A peguei por debaixo da bunda levando-a pra cima da cama. Me deitando por cima dela. Eu tentava adiar esse momento. Ela de sutiã em cima de uma cama não ajudava muito no autocontrole de um homem.

Minha respiração acelerava mais a cada milímetro que se aproximava da boca dela. Eu estava nervoso, excitado e com um pouco de medo. Medo de que aquilo não fosse ser tão bom quanto parecia que seria agora.

Ela me olhou uma ultima vez antes de juntar nossas bocas por completo, e mordeu meu lábio inferior antes de eu sentir sua língua tocando a minha. Ela não tinha pressa. Não parecia estar tão nervosa. Não parecia que era ela a virgem naquela cama. Aquele beijo durou bastante, sem pressão. A única pressão que havia ali era a do meu corpo em cima do dela.

Ela abriu a boca pra dizer algo, mas eu não permiti. Palavras não eram necessárias naquele momento. Então minha boca já sentia a dela, nossas línguas já tinham um ritmo que me fazia pedir desesperadamente por ar.

Com a mesma calma que começamos nos paramos. Meus olhos se abriram lentamente e encontraram os delas, que mordia o lábio de uma forma que eu nunca havia visto.

Minhas mãos apertaram mais a cintura dela enquanto minha boca escorregava pro seu pescoço. Eu podia tocar qualquer lugar agora, podia beijar. Eu teria que organizar um pouco minhas prioridades. Então a minha boca mordeu a orelha dela que ofegou um pouco. Eu tinha a impressão que ela estava tentando disfarçar suas reações.

Abaixei mais a boca pra beijar seu ombro e senti sua boca no meu pescoço, mordendo, lambendo, soprando. Aquilo era... Senti suas unhas arranharem minhas costas ao mesmo tempo em que ela procurava minha boca novamente.

Minhas mãos subiram da sua cintura ate tocarem a parte de baixo do sutiã dela. Eu senti que sua boca hesitou na minha quando ela sentiu minhas mãos ali. Abri o fecho frontal e continuei olhando em seus olhos enquanto tirava aquela peça. Ficar admirando não ia ajudar muito. Então eu mantive contato visual o tempo todo, mesmo meus olhos tentando me trair a todo o momento.

Minha boca voltou par dela, mas meus lábios já não conseguiam se prender a todo o momento. Deslizei-os pelo seu pescoço e ela já não disfarçava mais a respiração descompassada. Meus lábios desceram e minha língua acariciou seu seio, a ouvi arfar quando fiz isso. Aprisionei pra que ela sentisse como fazia eu me sentir. Eu precisava me controlar. Ela precisava de muito daquilo, mordisquei um mamilo e senti suas mãos puxando meus cabelos. a olhei, estava de olhos fechados, mordendo a ponta do travesseiro. É. Pelo visto eu estava fazendo as coisas certas.

Voltei minha boca até a dela e senti que suas mãos foram ate o cós da minha calça jeans.

-Calma - disse passando um dedo pela barriga branca dela - nós temos tempo...

-Eu já disse - ela abriu o botão da minha calça - já esperei 16 anos por isso - senti suas mãos abrindo meu zíper.

Senti suas mãos descendo junto com a minha calça e tirei a camisinha de dentro do bolso antes de ajudá-la a terminar de fazer aquilo.

Quando ela me olhou novamente, coloquei a embalagem embaixo do elástico da calcinha preta dela.

-Muito sexy - ela disse beijando meu pescoço.

-Preciso deixar na vista senão eu esqueço - eu disse pressionando um seio dela. - você me faz esquecer de tudo o que é certo.

-Você acha isso errado? - ela disse com um sorriso malicioso, apertando minha bunda.

-Nesse momento eu não consigo pensar em nada mais certo do que isso - deslizei minha Mao por sua cintura a apertei a dela também.

-Eu sempre imaginei você em uma boxer vermelha - ela sussurrou no meu ouvido, olhando por cima do meu ombro. Senti as mãos dela apertando minha bunda de novo, mas dessa vez por dentro da cueca, pelo visto ela tinha algum fetiche por isso.

-E eu sempre imaginei que você se encaixava perfeitamente em minhas mãos. - e mostrei a que me referia, encaixando minhas mãos em seus seios - você acreditaria se eu te dissesse que acho que você foi feita pra mim?

Ela não me respondeu aquilo, se aproximou me beijando novamente. as unhas dela arranhavam as minhas costas e aquilo estava me fazendo quase perder o controle. Minhas mãos foram primeiro pra calcinha dela. Eu ia puxar o elástico da tanga pra brincar, mas quando percebi estourei ela. Agora já estava feito, não dava pra consertar. Então fiz minhas mãos deslizarem pelo corpo dela. Passando pelas pernas... Chegando mais perto de onde elas realmente queriam chegar. Uma mão eu subi de volta pros cabelos dela. Puxando o que cobria seu rosto pra trás.

-Bella? - eu perguntei com a voz rouca - eu deixo você excitada? - então por cima da calcinha eu movimentei meu dedo sobre o sexo dela, fazendo-a arquear, se aproximando mais de mim.

-Muito - ela às vezes fechava os olhos pra sentir melhor o que eu a estava fazendo sentir.

-E o que você tem vontade de fazer... - estourei o elástico do outro lado. Tirando aquela peça de lá. - quando eu te faço sentir assim?

Eu coloquei um dedo meu dentro dela. E seus olhos se arregalaram, sua respiração me alcançava mesmo um tanto longe dela. Agora eu percebia, nunca havia sido tão bom. Eu só não sabia se era por causa das preliminares ou por causa de ser ela a estar debaixo de mim.

Eu a excitei mais e mais. Talvez ela já estivesse pronta, mas eu não sabia e então ela resolveu responder minha pergunta. Suas unhas me arranharam na lateral da minha cintura subindo ate as minhas costelas. Ela percebeu minha mudança. Percebeu seu efeito. Eu não sabia se agüentaria muito mais.

-Vamos lá, pare de me enrolar - senti seus dentes mordendo meu pescoço. Suas mãos estavam lutando com a minha boxer.

-Por que a pressa? - eu disse enquanto ajudava ela a terminar de fazer aquilo.

-Eu já disse - as pernas dela me abraçaram, me fazendo chegar mais perto - eu já esperei demais.

Ela estava muito perto. Eu já estava no limite. Aquela era a primeira vez dela. Como fazer aquilo se tornar algo especial?

Eu me afastei um pouco dela pra colocar proteção. Já estava desabituado a aquilo. Freguesas não gostavam. Eu a beijei enquanto isso. Beijar Bella cheia de desejo daquela forma chegava a ser magia.

-Bella - eu disse quando já chegava mais perto dela de novo. Ela estava de olhos fechados e eu mordi o lábio que antes estavam entre os dentes dela - olhe pra mim...

Ela o fez. Eu via ali: medo, insegurança, mas acima de tudo, o que me fazia ter certeza de que aquilo era algo certo.

-Eu amo você - antes que ela entrasse em choque, como ela entrou, eu estava dentro dela. Senti algo se partindo, vi a testa dela se enrugando um pouco. Eu esperei. Saí e voltei a nos unir. Ela arqueou o corpo. Senti sua respiração ficar irregular, ou era a minha? Eu não sabia. Aquilo havia saído do meu controle já. Eu me movimentava dentro dela. Aumentando o ritmo enquanto a respiração dela às vezes falhava. Eu sabia que ela já não sentia mais dor. Mas eu não sabia de muita coisa. Aquilo que eu sentia agora era diferente, eu tentava segurar porque eu não queria que acabasse. Nossos olhos não se desgrudaram enquanto descobríamos as sensações que podíamos causar um ao outro. Eu queria que durasse mais, mas eu sentia que não suportaria por mais tempo. Senti o corpo dela estremecer embaixo do meu e um leve tremor em seus lábios. Sua primeira vez... Nos meus braços... E eu a amava...

Eu a beijei de novo enquanto tirava a camisinha usada, senti suas mãos percorrendo as minhas costas.

-E então? - eu disse me apoiando nos cotovelos. Olhando em seus olhos. Aquele brilho misterioso mais forte do que nunca.

-Foi perfeito - ela disse passando as unhas de leve na minha cintura - eu só acho estranho. Todo mundo diz que fica tão sonolento depois que acaba. Não sinto sono. - ela beijou meu pescoço uma vez mais.

-E porque ainda não acabou - eu mordi seu pescoço e senti as mãos dela entrando no meu cabelo enquanto nos unia novamente. Não tinha mais proteção, mas eu não me controlava. Pensaria nas conseqüências amanha. Hoje eu queria sentir ela perto de mim o maior tempo possível. Percorri seu corpo uma vez mais. Agora eu tinha certeza, ela se encaixava perfeitamente em mim. Minhas mãos pareciam ter sido feitas pra tocar suas costas, seus seios. Eu parecia saber o que ela queria, por que em cada canto que ela sentia minhas mãos sua respiração aumentava e eu podia ouvir meu nome saindo às vezes num gemido de seus lábios. Nosso ritmo aumentava e eu senti suas mãos apertando minha bunda de novo.

-Você gosta desse lugar hein? - eu disse rente ao seu pescoço.

-Foi só por ela que você me ganhou - ela disse me apertando de novo. Eu sentia que já não agüentaria tanto como antes. A todo o momento era estranho como eu tirava o peso do meu corpo para ela mudar de posição, tentar me tocar um pouco mais, e era então que eu lembrava que não era assim, ainda não. Ela era diferente, e era por isso que estava sendo tão bom. Senti seu corpo tremer pela segunda vez naquela noite e eu me deixei explodir também. Eu já disse, só pensaria no que fazer sobre isso amanha. Esperei que nossos corpos se sentissem saciados por completo e enquanto saia de dentro dela quando senti seus músculos se contraindo. Num ultimo carinho invisível.
-Será que você nunca se satisfaz não? - eu disse sorrindo. Os olhos dela ainda fechados.

-Nunca vou me satisfazer de você - ela disse tirando as mãos dos meus cabelos.

-Bella - eu ainda tentava fazer minha respiração voltar ao normal. Soltando meu corpo em cima do corpo relaxado dela, encostando minha cabeça no meio do colo dela, sentindo aquele cheiro de maracujá que eu adorava - eu não tinha outra camisinha e eu imagino que você não tome pílula... E agora? - não era bem a hora de falar sobre aquilo, eu sei, mas era um fato importante. Poderia trazer conseqüências.

-Não se preocupe... Alice me arrumou uma daquelas pílulas mágicas que inventaram - a voz dela também saia um tanto entrecortada. Já sentia as mãos dela descansarem ao lado do corpo. Seus olhos pareciam estar ficando pesados.

-Você esta com sono agora? - eu perguntei, rindo da expressão de quem havia trabalhado pesado um dia inteiro.

Pensei que ela já estava dormindo. Meu queixo ainda descansava no meio do colo dela. Que perguntou ainda de olhos fechados, com uma voz cansada.

-Edward? - eu respondi um sim... - Isso e sempre bom assim, ou é porque e você aqui?

Eu me perguntava isso também. Nunca havia sido daquela forma. Eu tinha certeza de que era por causa dela, mas quanto aos sentimentos dela eu não poderia dizer.

-É perfeito porque somos nós.

Foi só o que consegui formular. Foi só no que eu consegui pensar. Foi só o que dissemos. Porque eu já sentia sua respiração normalizada, ela havia dormido.


Não vou falar nada pra não quebrar a 'magia' do capítulo. Alguem tá emocionada, feliz ou até chorando que nem eu?