SURPREENDAM-SE :*


Eu fiquei uns dez minutos junto a ela, e o sono não vinha. Deitei-me ao seu lado e fiquei olhando seu rosto perfeito. Havia um leve sorriso em sua boca.

Já haviam se passado uma hora. Agora eram, me deixa ver, duas da manha, e nada de sono. Ta, eu assumo, eu era acostumado à bem mais do que isso. Minha mente estava feliz. Mas meu corpo não se sentia totalmente satisfeito ainda. Era por isso que o sono não vinha, mas eu me acostumaria com o ritmo dela. Cresceria junto com ela, esperando ela desabrochar esse seu lado.

Duas horas depois, eu vi que não teria mesmo jeito de dormir, eu fui fazer um tour pelo quarto dela. Coloquei minha boxer vermelha, Fui ate a porta que eu imaginei ser o closet dela ou eu sei lá, chegava a um pequeno corredor com duas portas iguais brancas. Abri uma que era o que eu pensava, o closet. Muita roupa formal pelo visto. Um monte de camisetas enfileiradas, pelo visto ela tinha um gosto bem definido.

Sai do closet dela e fui abrir a outra porta. Era um banheiro, tinha cara de garota. Um espelho que se podia ver o corpo inteiro. Eu fiquei a imaginando ali trocando diversas vezes de roupa, indecisa sobre o que escolher. Na minha mente seria eu quem ela iria ver, mas eu não sabia se era importante o suficiente pra ela ficar se trocando pra me agradar.

Fui ate os perfumes dela... "wish of hapiness". Coloquei o frasco mais próximo do meu rosto. É. Era exatamente esse o cheiro que eu tanto gostava... Maracujá, aspirei ele uma vez mais..

Voltei pro quarto e ela havia se encolhido sob as cobertas, eu queria voltar pra lá, e esquentar ela, mas se chegasse tão perto, meu corpo ia querer o dela novamente. Não que ele já não estivesse querendo, mas se eu chegasse tão perto perderia o controle. E era a primeira vez dela, não queria forçar. Teríamos muito tempo ainda.

Cheguei perto da cômoda dela. Era baixa, parecia mais uma escrivaninha de longe. Sentei-me na cadeira que ficava em frente a ela, havia dois portas-retratos, um dela e Alice abraçadas outra com ela Jasper sentados no chão, e um casal sentados no sofá logo atrás. Aqueles deviam ser os pais dela. A mulher tinha o cabelo meio ruivo, o homem um bigode horroroso, aquela que eu achava ser a mãe dela parecia ter o olhar tristonho. Bah Edward. Pare com essa historia de querer ficar lendo olhares. Foi quando eu tive a idéia de procurar uma coisa mais interessante: gaveta de calcinhas.

A primeira gaveta era dividida em duas partes, a primeira estava cheia de livros estranhos, sobre antropologia, pelo visto ela gostava mesmo daquele treco. a segunda tinha apenas duas coisas.

Um caderno grosso de capa dura roxa, fechado por um cadeado. Devia ser uma espécie de diário ou eu sei lá. E a segunda era um pasta, com capa transparente e o que eu vi escrito ali me deixou meio chocado.

"Como conquistar um garoto de programa"

Eu fiquei um tempo olhando aquelas letras grandes me certificando se não tinha lido algo errado. Não. Era aquilo mesmo, mas como assim?

Peguei a pasta de dentro da gaveta e li o titulo mais uma vez. Por que aquilo estava me incomodando tanto?

Vi escrito no rodapé da primeira folha: Nome Isabella Swan

Quarto período, antropologia, diurno, conclusão.

Como assim quarto período? Para ela poder estar no quarto período de alguma coisa teria que ter no mínimo vinte e um anos ou alguma coisa assim.

E foi assim que eu comecei a pior leitura da minha vida logo depois do melhor sexo da minha vida. De cueca, sentado numa cadeira rosa.

"COMO CONQUISTAR UM GAROTO DE PROGRAMA"

Apresentação da tese de conclusão de curso: turma diurna, antropologia: a sociedade em ascensão.

APRESENTAÇÃO:

Relações sociais amorosas existem desde que há conhecimento de mais de um habitante neste mundo. Começando das mais diversas maneiras, continuando entre "tapas e beijos" ou não, algumas chegam ao fim da forma mais dolorosa que se possa imaginar e outras resultam nos túmulos em que as datas de óbito, se não coincidem de ser o mesmo dia, são separados por apenas dias, ou quando muito, meses... Ou seja, o amor, como costuma ser chamado, se manifesta das mais diversas formas.

O foco desta pesquisa e o começo das relações: o que faz uma pessoa se interessar especialmente em outra, virando as costas para todo outro vasto campo de opções.

CAP 1: ESCOLHENDO OBJETO DE ESTUDO

A escolha foi feita baseada em gostos pessoais da autora. Por isso, conclui-se que por causa da alta quantia de possibilidades, o objeto será descrito como: garoto de programa, boa aparência, 25 anos aproximadamente.

O objeto foi considerado apropriado para a observação por causa da profissão curiosa e ao alto poder de escolha.

Com um cardápio de escolhas variadas à sua disposição o objeto é considerado um "alvo difícil". Conclusão baseada em fatos observados como: desatenção a olhares insinuantes de belas mulheres, a até alta pretensão ao fato de ser desejado.

CAP 2: OS REQUISITOS

Tendo em vista que o objeto já não se atrai pelo considerado clássico pela ala feminina, como chamar a atenção de alguém cujos gostos se tornaram tão refinados e nada previsíveis? Como se tornar uma opção em potencial?

*Freqüentar lugares semelhantes.

*Ter a atenção voltada a si, mas sem que o objeto perceba que foi proposital.

A apresentação da contratante, como é chamada a pessoa que quer chamar a atenção do objeto em questão, e o próprio objeto são primordiais para o inicio desta experiência. O que resulta em:

*Ser a primeira a se desculpar e se retirar já no primeiro contato direto e importante.

*O contato visual não pode exceder o tempo de 3 segundos, mais do que isso podem revelar as intenções iniciais da contratante.

CAP 3: CARACTERISTICAS PESSOAIS

Tendo em vista que o objeto não e atraído pelos "atrativos convencionais", as seguintes características são apropriadas:

*Olhos mais comuns possíveis, castanhos escuros são preferenciais.

*Curvas exageradas e muitos quilos extras não são bem vindos, corpos retos e com poucas marcações, e roupas casuais e convencionais.

*Pesquisar as mulheres que freqüentam seu ambiente costumeiro é um pré-requisito, após isso o indicado e usar o contrário do que se observa. No caso em especial apresentado, se observou que o comum em seu ambiente são mulheres maduras e bem sucedidas, então o que se aconselha e a idade entre 15 e 19 anos, com camiseta e jeans de vestuário básico.

CAP 4: O PRIMEIRO ENCONTRO.

A profissão do objeto facilita muito esta questão, mas para outros casos uma pesquisa antecipada revelariam lugares e amigos em comum que auxiliariam esta fase a se concluir.

O objeto deve ser contratado para a contratante, que devera mostrar não saber da presença do objeto. Causar algum constrangimento ao objeto por atrapalhar os supostos planos iniciais para a noite da contratante e muito importante.

Um numero de telefone para futuro contato deve ser trocado, a troca não pode ser convencional, mesmo que a oportunidade surja, a contratante deve causar algum dano que exija reparações eventuais, e por isso deixar o numero contato.

The Veronicas - Não Diga Adeus (indicação da autora)
Paramore - We are broken (indicação da beta)

Ok... Ok... Ok... Não. Não estava nada ok. Mas como um ser racional, vamos tirar algumas conclusões obvias aqui. Então ela não tinha 16 anos, ela não foi obrigada por Alice a me conhecer, aquele modo dela de se vestir era pré-montado pra chamar a minha atenção, e ela ficou me observando, antes mesmo de eu saber que ela existia?

Eu joguei a pasta com raiva em cima da cômoda, ela não tinha culpa, mas eu tinha vontade de jogar outra coisa na parede, e não seria muito cavalheiro da minha parte.

Quando me virei pra cama ela estava sentada. Os cabelos presos atrás da cabeça. Estava estranha, a postura estava estranha.

-O que significa isso? - eu perguntei apontando pra pasta.

Ela não me respondeu, se levantou da cama com o lençol enrolado. Ela tinha uma expressão de frieza. Como se estivesse brava com alguma coisa. Mas espera ai, quem acabou de descobrir que foi enganado não foi eu?

Ela demorou um pouco pra voltar do banheiro. Vestida num roupão eu percebi uma diferença em seus olhos... Eles estavam... Estavam... Azuis? Não, não. Não pode ser... Mas era... Olhos azuis?

-Acho que essa e a única parte boa disso ter acontecido - ela disse com um sorriso torto, se sentando na beira da cama - se eu usasse aquelas lentes por muito mais tempo ficaria com uma alergia horrível.

Então ela tinha olhos azuis? Usava lentes castanhas como havia recomendado no tal trabalho. E agora, qual era o próximo passo? Tirar a peruca e dizer: oi, eu sou o Ronaldinho?

-Então você armou tudo? Desde o começo?...- - minha voz estava embargada. Parecia que eu queria chorar, talvez eu quisesse.

-Eu sabia quem você era, te conheço a mais tempo do que você possa imaginar - ela disse olhando em meus olhos... Mas essa não era a minha Bella... Essa tinha olhos azuis. Seu falar era formal, seu olhar era frio...

-Você me seguiu pra poder fazer um trabalho? - eu disse enrugando minha testa?

-Não... - ela não me olhava - O trabalho veio depois... - ela cruzou as mãos frente ao corpo e ficou olhando pra elas... - Sabe a rua que você usava pra ir à academia todo dia? - eu assenti com a cabeça - Lembra um sobrado de paredes verdes, que ocupava todo um quarteirão?

Eu procurei pela minha mente... Na verdade eu lembrava sim. Emmett vivia dizendo que se tivesse encontrado a tal coroa bilhardária antes de conhecer Rose, iria morar numa casa como aquela.

-Eu morava lá - ela disse com a voz fraca - mas aconteceram algumas coisas, e eu me mudei... - ela olhou pra mim então. Os olhos dela eram totalmente claros, era por isso que eu nunca havia visto castanhos como os dela. O marrom se misturava com o azul. - eu via você todo dia. Todo dia eu passava de um lado da rua indo pro trabalho e você passava com uma toalha amarela, com um mp4 branco, e então quando fui embora sabia que perderia o pouco que tinha de você. Você nunca me olhou. Agora nem eu poderia mais olhar você e isso doía - a voz dela foi ficando mais fraca conforme ela falava e falhou ali.

Eu fiquei esperando ela continuar, mas isso não aconteceu. Ela ficou calada, uma lagrima solitária caiu de seus olhos.

-Quantos anos faz que você fez dezesseis anos? - eu perguntei deixando a raiva na minha voz aparecer.

-Algum tempo - ela abaixou a cabeça...

-QUANTOS ISABELLA? - eu não consegui me controlar dessa vez. E me aproximei dela sentada na cama.

Ela se levantou pra me encarar então. Aquela era a Isabella, ombros retos, uma postura perfeita. Não havia mais a insegurança da minha Bella.

-Tenho vinte e três anos - ela disse entre os dentes e ficou calada.

-E eu aposto que agora você vai pedir perdão, e dizer que não pretendia me magoar não é? - eu fiz minha melhor cara de cinismo.

-Não, não vou - ela deu um sorriso torto e deu um passo na minha direção - Eu já tinha desistido de você Edward Cullen. - ela passou uma das mãos pelo meu rosto, memorizando novamente... - desisti no momento em que me vi dentro daquele escritório ontem.

.tiu? - eu disse não entendendo. Agora não era a hora em que ela tentava negar tudo? Dizer que foi por amor, que eu tinha que perdoar?

-Eu sabia que uma hora teria que contar. Mas eu faria isso aos poucos sabe. E então - mais uma lágrima rolou dos olhos dela - então você me levou no escritório e eu achei que tinha descoberto tudo que tinha me levado lá pra jogar tudo na minha cara da pior forma possível. - e pensar que cheguei a pensar que ela me acharia um mentiroso. Quando eu ia imaginar que era ela quem fazia isso?

-Essa foi uma das noites mais difíceis da minha vida - ela me olhava intensamente - com você trabalhando no escritório eu sabia que minhas mentiras seriam descobertas logo. Eu mesma ia contar pra você. Mas o destino fez isso por mim.

Eu não entendia isso. Não parecia que ela havia sido pegada no flagrante, como havia sido. Ela estava calma. A voz fria. Como se fosse eu o errado na historia. Eu já havia ouvido demais.

-Você sabe que eu odeio você não sabe? - eu perguntei entre os dentes. Tentando controlar minha ira.

-Eu sei - a frieza continuava - Mas você já ouviu falar que alguma coisa e melhor que nada?

Não. Mas já ouvi falar em psiquiatra e eu indicaria no caso dela.

-Você me odeia. Até o ódio e melhor do que nada. Se eu não tivesse feito alguma coisa, você nunca iria saber quem eu sou. Nunca... Eu não podia agüentar isso - ela apertou mais o roupão - Eu escolhi as piores armas possíveis pra lutar, mas eram as únicas que eu tinha... Pra lutar pelo meu amor...

-PELO SEU AMOR? VOCE ME CHAMA DE OBJETO NO SEU TRABALHO. VOCE USOU LENTES DE CONTATO, VOCE MENTIU SUA IDADE. QUE ESPECIE DE AMOR E ESSE SUA DOENTE - eu movimentava minhas mãos enquanto falava. As lagrimas saiam agora. Mas eu não me envergonhava. Não era eu que tinha que ter vergonha dos meus atos naquele quarto.

-Esse trabalho foi um erro, por isso ficou arquivado e sem terminar - ela começou a mexer no cabelo. A voz dela não subia ou descia um tom que fosse - Faz três anos que eu tento concluir essa faculdade. Mas sou sempre reprovada por causa da bendita tese de conclusão. Esse ano meu pai me deu um ultimato. Ou concluía ou mudaria de curso.

Eu a vi ir ate a cômoda e pegar a pasta e vir na minha direção.

-Minha matricula na faculdade de administração já foi feita. Foi a segunda desistência que eu fiz ontem. - ela me entregou a pasta. - Você pode levar. Eu não vou usar mais isso.

Ela ficou parada, esperando minha reação.

-Não pense que eu acredito em uma palavra que esta saindo da sua boca.

-Você ainda não entendeu Edward - ela colocou uma mão no meu braço. Eu queria me afastar, eu deveria, mas não conseguia... - Eu sei que perdi você. Pra sempre. Não estou tentando fazer com que você me perdoe. Você não vai mais me ver. Estou entregando os pontos. Acabou - então por um segundo, ela deixou transparecer dor, sofrimento, mas conseguiu esconder depois.

-Eu vou deixar você sozinho pra se trocar - ela engoliu em seco e pegou um molho de chaves - Essa e a da porta da frente e essa do portão. Pode deixar elas ao lado do portão, depois eu pego.

Ela se virou e foi pro banheiro. Ouvi a porta se abrir e se fechar. Eu peguei minhas roupas amassadas e coloquei rápido. Então abri a porta do quarto e fechei. Mas quando fechei ainda estava do lado de dentro. Aproximei-me da porta do banheiro e ouvi-a desabar. Parecia que havia alguém batendo nela. Tão forte os soluços saiam. ela estava sofrendo, tanto ou mais do que eu. Esperou eu sair pra chorar. Não queria minha pena. Não queria mostrar o quanto estava sofrendo. Mas não adiantava. Aquela mulher de olhos azuis, postura perfeita e jeito distante de falar não era a garota que eu amava.

Ponto de Vista da Bella

Tinha acabado e a dor que eu sentia não chegava nem perto daquela que eu imaginava que iria sentir. Dizer "adeus pra sempre" era doloroso... Era... Eu não sabia mais. Eu estava chorando forte ha uns dez minutos. Sei lá. Eu acho que havia uma cota de lagrimas que se pode derramar por dia. Acho que a minha havia chegado ao limite. Levantei-me pra tomar um banho. Teria que sair de madrugada ainda pra poder chegar de manha ao hospital. Minha mente era muito boa em fugir da dor. Eu já conseguia não pensar nele. Só fazia a cada dois segundos no momento. Terminei meu banho e coloquei meu roupão de novo. Minha vida de viver com a roupa de cama sobre mim e não na cama havia voltado. Alice ficaria chateada, mas a chateação dela não seria nada em vista do meu coração quebrado.

Havia um estoque de traquinas e cappuccino da dispensa. Quando Alice resolveu parar de criticar meu plano e finalmente me ajudar havia comprado aquilo ela disse que eu ia precisar daquilo quando desse errado. Eu odiava quando ela tinha razão, mas odiava ainda mais os quilos que ia ganhar comendo tudo aquilo. Porque acreditem, eu ia.

Sai do banheiro pra procurar minha escova. E eu achei que a loura havia finalmente chegado. Vinte minutos sem vê-lo e eu já estava tendo alucinações. Porque eu tinha certeza de que ele havia ido embora eu tinha ouvido a porta. Mas eu ainda o via ali, com as roupas amassadas, os olhos ligeiramente vermelhos. Ele se levantou da cama quando me viu sair. Eu olhei em seus olhos, ele parecia procurar algo em mim.

-Eu quero que você me conte quem mais ajudou você... - como assim?

-Como assim?

-Como assim o que? Você tem que ter tido ajuda. Como você sabia que seu perfume mexeria comigo porque minha fruta preferida era maracujá? - eu percebia que ele tentava controlar a raiva na voz... - Como sabia que me mostrar uma fraqueza como a historia da sobrancelha me fazia sentir algo diferente - ele se descontrolava agora. Lagrimas lutavam pra rolar... - Quem te contou que o fato de você me pedir pra mandar uma mensagem avisando que cheguei bem era algo novo pra mim. Que me faria sentir especial... - ele mexeu no cabelo, estava nervoso.

-Eu não sab...

-PARA DE MENTIR PRA MIM - ele disse chegando mais perto e me sacudindo pelos ombros.

-EU NAO SABIA - eu gritei pra ele... As lágrimas voltaram com tudo então. Eu não sabia de nada do que ele estava falando. Eu não sabia qual a fruta preferida dele.

Ele me soltou então. Virando as costas, pegando a carteira, colocando as chaves no bolso e pegando as que eu dei pra ele. Eu não queria ver essa cena, por isso tinha fugido pro banheiro. Mas eu via agora. Ele estava indo embora.

-Você sabe qual e a pior parte?

Consegui fazê-lo parar pra me ouvir. Mas ele não se virou pra mim.

-Eu fiz tudo o que fiz por que... Porque tinha certeza que meu caminho nunca se cruzaria com o seu. Que você nunca me olharia, mas eu estava errada.

Quando ele ouviu isso se virou pra mim para que eu continuasse.

-Todo ano a turma do colégio do Jasper se reúne na casa de alguém. Bem, esse ano a reunião vai ser na minha casa. E eu estava fazendo os convites pro Jasper - eu cruzei os braços na frente do meu corpo - E lá estava, Emmett Cullen. Perguntei pro meu irmão sobre ele e ele se lembrou porque tinha a impressão de conhecer você de algum lugar e ele se lembrou. Disse que você sempre vai à reunião com esse Emmett.

-Emmett me arrastava pra me tirar da frente da televisão - ele respondeu grosso, frio.

-É. Você viria a minha casa esse ano e não é só isso. Como eu não tinha uma boa idéia pra tese de conclusão eu comecei a procurar cursos de administração a mando do meu pai. Eu ia pra faculdade de uma amigona minha, Ângela Webber. Eu mostrei uma foto sua pra ela um dia na internet falando de como você era lindo, se ela concordava. - eu não consegui controlar as lagrimas, mas voltei a poder falar - Ela me disse que ajuda você às vezes na faculdade. Nós teríamos ate amigos em comum, você acredita?

-Eu não vou mais lá se voc...

-Não perca seu tempo. Não foi lá que eu fiz minha matricula.

Eu esperei. Fiquei olhando ele por um tempo, queria marcar sua imagem no meu rosto.

-Eu estava certa quando pensei que você foi feito pra mim. Que você era o homem da minha vida - eu não poderia falar muito mais... Eu estava desabando de novo - Eu quis ser mais rápida que o destino e acabei estragando tudo. Agente ia se encontrar sem a minha interferência.

Eu não consegui falar mais nada e ele também não. Abriu a porta e foi embora. Ele foi embora.


Estou muito chocada para comentar. AMEI TODAS AS REVIEWS, amo vocês, amo a Alice, e quem tá curiosa pra saber o que acontece tem que me mandar reviews. :*