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/Cry me a river – Justin Timberlake/

Me Chore Um Rio
Você era o meu sol
Você era a minha terra
Mas você não sabia as maneiras como eu te amava, não
Então você aproveitou a chance
E fez outros planos
Mas eu aposto que você não pensava que iria tudo por água abaixo, não

Você não precisa dizer o que você fez
Eu já sei, eu descobri através dele
Agora não há mais chances pra você e eu,
Nunca mais vai haver
E não fique triste por isso

Você me disse que me amava
Por que você me deixou, sozinho?
Agora você me diz que precisa de mim
Quando me liga, ao telefone
Garota eu recuso que você deva ter me confundido
Com outro cara
Suas pontes foram queimadas, e agora é a sua vez
De chorar,

Chore me um rio, chore me um rio garota.

Eu sei o que eles dizem
Que algumas coisas ficam melhores quando não são ditas
Não foi como você disse,
que só falou com ele e você sabe disso
(Não aja como se você não soubesse)
Todas essas coisas que as pessoas me contaram
Ficam bagunçando com a minha cabeça
(Bagunçando com a minha cabeça)
Você deveria ter sido honesta
Talvez você não estaria tão nervosa

O estrago foi feito
Então eu acho que estou indo embora


Sonhei com uma balada. Não sei se era bem uma balada porque na verdade eu não me lembrava qual a ultima vez que havia estado em uma, mas eu estava lá e Bella estava se casando. Eu estava com uma arma e ia atirar. Havia uma voz que dizia 'você não pode fazer isso'...

Mas a voz não dizia isso pelos motivos óbvios pelos os quais você esta pensando. A voz me dizia que eu não podia porque aquilo era culpa minha. Eu havia me afastado. Eu havia afastado ela e era seu direito seguir com sua vida e eu que seguisse com a minha. Mesmo assim eu atirei e atirei de novo...

E foi quando eu saí do transe do sono e percebi que aqueles barulhos não eram tiros e muito menos estavam atingindo Jacob. Eram socos na porta da frente. Mais um... Cacete. Quem é que estava tentando derrubar minha porta?

E porque será que eu me fiz essa pergunta idiota? Emmett. Só pra variar um pouquinho.

-Você me deve uma porta nova - eu disse com cara amarrada e abrindo a porta pra ele.

-E você me deve uma explicação - ele se jogou no meu sofá - Como você explica essa cara de sono às seis da tarde de uma segunda?

-Eu não sei se você sabe... Mas eu tirei umas férias com uma grana que certo primo escondeu de mim por quase dez anos.

É. Deu certo. Ele desviou a cara e começou a olhar pros meus quadros de cachorro.

-Você já sabe quando vai terminar as férias?

Ele tentava se fazer de desinteressado, mas eu sabia que ele estava interessado. E muito...

-Isso vai depender de umas coisas...

-Umas coisas ou a garota?

-Umas coisas Emmett... - eu disse enquanto pegava umas latas de cerveja.

-Ontem uma tal de Alice ligou pra mim.

Eu não sei, mas senti de novo. Aquilo que eu não sentia há tanto tempo. Era como se meu sangue voltasse a correr nas minhas veias e minha energia caísse da minha cabeça toda para os pés, passando pelo estomago, deixando algo gelado. Será que ela havia quebrado a promessa? Será que ia lutar por mim?

-O que ela queria? - Foi a minha vez de tentar se fazer de desinteressado.

-Ela me disse pra te perguntar... Que se ela ligar pra você... Se você vai atender... - ele ficou me olhando por um tempo - É. Eu não entendi nada na hora também.

-Ela quer saber se não vou desligar na cara dela?

-Alguma coisa assim...

-Ela te disse o que quer falar?

-Não. Mas deve ser importante, ela parecia estar nervosa.

-Droga! - eu tentei falar baixo, mas não consegui. E lá estava ele com um ponto de interrogação na testa - É que ela esta grávida, não é bom passar nervoso.

-Diga isso pra Rose que também esta e ficou tendo um pití por causa dessa uma... atrás de você no meu telefone.

-Eu ainda não te dei os parabéns. Desculpa. Papai - eu estava zoando com ele, mas um filho faria bem para aquela relação. Precisavam amadurecer um pouco mais. Ele aceitou meu aperto de Mao.

-E então... Você vai atender a garota?

-Eu não vou ligar pra ela, mas se ela ligar de novo pra você diga que eu sou um adulto civilizado. Não costumo desligar o telefone na cara das pessoas nem inventar identidades falsas.

-Ta. Eu digo isso.

Agente passou a tarde conversando coisas banais. Ele estava tremendamente nervoso com a história de paternidade. Eu tentei acalmar ele, apesar de não saber neca-de-pitibiriba do assunto, mas Emmett era inteligente. Ia encontrar uma forma de esconder a coitada da criança da Rose quando ela estivesse de TPM.

Dediquei minha terça, quarta e quinta feira a cozinhar, não com as receitas dela, comprei uma revista que estava exposta no balcão do supermercado. Depois da terceira ou quarta, talvez chegue à sétima, torta queimada você pega o jeito da coisa. Cozinhar acabou se tornando meu hobby preferido.

Na sexta eu apareci na academia nova, mas não malhei. Só dei uma checada no lugar, nas pessoas, era o de sempre. Loiras com corpos lindos e homens cujas testas estavam estampadas 'tomo bomba sim, mas e daí? Vai encarar?'

No sábado eu voltei a ler o diário. Tentei fugir o quanto pude daquilo, mas reler as partes do primeiro beijo, a caminhada, haviam se tornado um vicio pra mim. Depois de um tempo aquela visão que Bella tinha de mim passou de ridícula à 'engraçadinha'. Pelo visto eu havia sido o primeiro amor dela, meio atrasado, mas fui. Não é qualquer uma que tem o primeiro cara por quem se apaixona tão loucamente aos pés dela como eu fiquei. Eu me coloquei no lugar dela por um segundo. Tendo meu objeto de desejo tão perto quanto eu cheguei dela. É. Eu não sei se conseguiria abrir mão disso tão fácil quanto ela havia feito. Abrir mão entre aspas porque Alice estava me procurando, a mando dela provavelmente.

No domingo, às oito da noite pra ser mais exato, meu celular tocou. 'numero indisponível' e novamente aquela sensação de vida que volta ao corpo tomava conta de mim, mas talvez não fosse ela, mas e se fosse o que eu diria? Bem, era ela que estava ligando, não seria eu quem teria de dizer alguma coisa.

-Alo - eu tentei ser casual, mas não demonstrei minha ansiedade.

-Olá Edward - era a mesma voz, mas nada de bonitão ou gostosão. Agora eu era Edward pra ela.

-Oi Alice.

-Quem você pensa que é afinal? O único homem perfeito da terra que não comete erros?

A voz dela estava alterada.

-Alice você sabia que não é saudável beber álcool durante uma gestação?

-AH VOCÊ QUER FALAR DE COISAS SAUDAVEIS? - escutei ela respirar fundo tentando se controlar talvez... - Eu vou te contar o que não é saudável senhor Edward perfeitinho deus grego da Bella.

Eu não consegui evitar uma risada de escárnio depois dessa, mas ela não parecia ter ouvido.

-Não é nada saudável você ver sua melhor amiga definhando no sofá da casa dela dia apos dia, porque mesmo com os meus avisos deixou que a única felicidade que estava ao alcance das mãos dela dependesse de um garoto metido e prepotente que pra conceder um pouco da sua limitada atenção precisa de um circo armado.

Ela parecia realmente alterada. Falou tudo aquilo num fôlego só e agora eu ouvia ela arfar procurando por ar depois de ter gasto tudo de uma vez.

-Então eu sou o vilão da historia, por ter ficado bravo e por ter se apaixonado por alguém que não existe? - Eu sei, não devia ter falado assim come ela, mas se nem ela mesmo estava se cuidando por causa da gravidez. Quem era eu para fazer isso?

-É. Eu to culpando você sim. Porque eu não tenho mais ninguém pra culpar. Porque mesmo que eu vá à casa da Bella e chacoalhe ela ate que o cérebro saia do lugar não vai adianta. Porque ela esta parecendo um zumbi. Ela não fica mais só de pijama o dia inteiro como antes de você. Agora ela veste a cama inteira, parecendo um fantasma enrolado num edredom branco.

Havia lágrimas na voz dela. Aquilo parecia a machucar, mas parecia algo engraçado pra mim...

Eu pensei no que dizer pra ela. O que dizer pra uma ex-namorada é até fácil, mas o que dizer pra melhor amiga magoada da ex. ela não pode ouvir desaforos, mas também não pode ouvir mentiras. O que havia dento e mim agora que me fazia querer manter distancia de Bella era essa a resposta que faria Alice se convencer de que eu sairia da vida delas por uma razão nobre.

-Alice. Eu sinto muito, mas... - vamos lá, sincero esse é o caminho - Eu li o tal diário dela, e ela é muito... - vamos lá, força - muito infantil. Ela me vê como um super herói ou algo assim. Ela não tem maturidade. O jeito dela de olhar o mundo é muito diferente do meu, não daria certo.

-Você acha que Bella é imatura demais? - ela parecia estar achando graça agora.

-É - e depois que eu soltei essa...

Ela começou a gargalhar feito uma louca. Ria, ria e ria que parecia ate o Emmett quando eu contei que estava apaixonado.

-Meu deus, eu nunca pensei que ouviria alguém dizer isso da Bella.

-Ah é? E porque não? - Tirar foto de estranhos na rua sem seu conhecimento já eram provas suficientes de imaturidade pra mim.

-Edward. Ela comanda a vida de mais de 300 pessoas naquela firma desde que aquela maldita doença tomou conta da família. Ela quem esta mandando em tudo porque o pai não tem forças suficientes pra cuidar de tudo. Acredite. Não tem espaço pra imaturidade na vida dela.

Mas... Mas... Ah qual é? Vocês leram aquela merda junto comigo. Não parecia mais um diário de uma garota de cinco anos do que a de uma mulher de quase 25?

-Que doença é essa que você esta falando?

-A mãe dela descobriu um tumor no seio faz uns meses. Bella entrou no seu pior estagio de zumbi, tirando esse em que se encontra hoje, quando descobriu. Mas ela é a forte da casa dela. Porque todo mundo, incluindo pai e irmão, desabaram quando descobriram e agora... Faz umas semanas, ela estava quase saindo recuperada, aconteceu dela contrair uma infecção hospitalar. Foi a tal viagem que ela disse que fez com o Jacob de uma semana. Ela ficou do lado da mãe dela ate ter certeza de que poderia voltar em paz pra casa.

-Eu não sabi... - minha voz era só um fio agora.

A garota que escrevia naquele diário não parecia ser a mesma que comandava sozinha uma empresa e muito menos aquele membro que mantém toda uma família em pé quando uma doença como o câncer a assombra. A garota do diário também não parecia minha Bella, a garota tímida e responsável que corava a cada olhar que eu dava.

-É lógico que você não sabia. Bella não é tão mesquinha quanto você pensa pra usar a doença da mãe pra te ganhar.

-Mas eu aposto que você vai querer me convencer agora de que ela nem imagina que você esta me ligando. Que está fazendo tudo escondido...

A melhor defesa era o ataque, por isso eu bombardeava Alice agora, pra me defender da dor que me assolava por dentro.

-Eu não quero convencer de nada. Porque nem adianta. Ela não vai deixar você chegar perto o suficiente dela pra descobrir a verdade, mas eu não agüento mais ver os olhos vermelhos dela de tanto chorar - a voz dela vacilou naquela hora, pelo visto lembrar-se da dor da amiga doía tanto quanto a dela - Ela se sente mal e não é por ter mentido nem inventado. Ela não suporta a idéia de que você a odeia pelo que fez.

-Ela não pode estar tão mal quanto você quer fazer parecer.

-MAS ELA TA DROGA! - Alice se descontrolava agora - Será que você não entende que era você a morfina pra dor dela?

Como assim? Ela estava me comparando com anestésicos agora?

-Ela tenta dizer que não, mas eu tenho certeza que sim. Duas semanas depois de a mãe dela ter descoberto o tumor ela veio com essa paixão doentia por você. Ela mesma não sabe disso, mas isso deve ter sido o inconsciente dela fugindo da dor, encontrando alguma coisa pra se distrair enquanto o mundo dela caia. Não é saudável se sustentar tanto assim em uma pessoa. Muito menos em mentiras como ela fez, mas foi a forma que ela encontrou. Foi a forma dela de enganar a dor.

E então tudo fazia sentido. Ela trabalhando tantas horas por dia inclusive domingos. A forma como ela havia ficado magoada quando insinuei como ela havia aproveitado a tal viagem, toda aquela intensidade de sentimentos... Aquilo era realmente muito estranho. Quase doentio e era por isso, eu havia sido a válvula de escape dela...

-O que você quer de mim Alice? - ela havia ficado calada. O que ela queria que eu dissesse? 'Diga pra Bella ficar sossegada... Eu estou voltando' Não. Não. Eu não diria isso. Não até processar muito bem todas aquelas informações que ela havia simplesmente jogado em cima de mim.

-Você vai ao meu casamento? - aquela era a voz da Alice que eu conhecia. Leve, doce, um tanto brincalhona - Você não tem que falar com ela. Você não precisa nem chegar perto dela se não quiser, mas eu acho, eu acho que se ela pelo menos vir você. Nem que seja de longe, talvez eu veja um pouco de vida de volta aqueles olhos azuis dela.

-A mãe dela não vai estar lá? - Era o único filho homem dela afinal que se casava.

-Não. Minha sogrinha ainda precisa ficar um tempo no hospital.

Não. Eu ainda não tinha uma resposta pra dizer a ela. Ainda não tinha nada a dizer nem pra ela nem pra Bella.

-Eu não tenho certeza Alice, não posso te dar uma resposta agora.

-Tudo bem. Me dê pelo menos seu endereço pra eu mandar o convite.

-Bella não te deu? - com aquele amor todo que ela descrevia no diário ela devia saber meu endereço de cor.

-Ela proibiu todo mundo em casa de sequer tocar no seu nome...

-Hum...

Eu passei meu endereço pra ela então. Eu não sabia nem se acreditava naquilo tudo. E se fosse mais um truque? O que? Desculpe-me. Bella havia me deixado um pouco desconfiado demais com a vida.

-Eu não posso te garantir nada Alice. Mesmo assim obrigada por ter ligado, você é uma boa amiga pra Bella. Mas tente se colocar no meu lugar não é fácil perdoar o que ela fez.

-Se você QUISER perdoar é fácil sim.

-Ta bem. Tchau.

Ela não se despediu, apenas desligou.

Na semana seguinte algo novo aconteceu. Os amigos do Jasper me ligaram dizendo que um cara estava viajando, se eu não queria ocupar o lugar dele. Avisei que não lembrava a ultima vez que uma bola de futebol havia tocado meus pés, mas eles disseram que não importava. Era só por brincadeira. Eu fiquei meio desconfiado que houvesse um dedo... Não. Uma mão inteira da Bella naquele convite, mas não importava. Se ela ousasse aparecer lá eu simplesmente ia embora. Eu não era obrigado a ter que conversar com ela. Eu não era obrigado a perdoar ela agora. Por mais nobres que tenham sido os motivos dela fazer o que fez.

Mas não. Ela não apareceu no jogo. que aliás foi bem no qual por mais estranho, chocante e inacreditável que pareça eu fiz um gol.

Os caras eram totalmente loucos. Agora eu entendia porque eles não trocavam um dia da semana daquilo por nada no mundo. Falar palavrões a vontade e xingar a mãe dos outros sem dor na consciência por meros 60 minutos que fossem, substituía muito bem uma terapia. Agora eu fazia parte do time. A cada dez minutos trocava-se de time então sempre havia espaço pra mais um. No caso eu.

O que me deixou a beira de um ataque de nervos foi a ligação do Emmett no final de semana. Eu havia me esquecido de que a tal reunião de turma dele seria naquele sábado. Eu expliquei pra ele que era na casa da tal a garota, que eu não queria ir. Ele disse que ou eu saia um pouco pra sociedade com ele naquele dia ou na semana que vem, eu voltava pra casa e ia estar vazia. Ele ia me obrigar a me mudar pra casa dele. e acredite. Se ele disse que obriga, ele obriga. Então entre 24 horas por dia com Rose que alem de Rose esta com os hormônios a flor da pele por causa da gravidez ou umas duas horas ignorando o motivo pelo qual eu tive que entrar em rehab* eu decidi ir ao meu guarda-roupa escolher que roupa usar pra festa.

Cheguei vinte minutos atrasado no carro do Emmett, mas ele sabia que só o fato de eu aceitar ir naquela festa já era um milagre, então ele não tinha o direito de ficar reclamando. O meu atraso podia muito bem ser justificado. Eu levei um tempinho fazendo a barba que não via gilete fazia umas duas semanas e estava um tanto grandinha. Pra dizer o mínimo. E mmm, eu estava parecendo uma garotinha tirando e colocando todas as camisas do meu guarda roupa indeciso sobre que camisa vestir. Mas eu estava nervoso. Minhas mãos estavam suadas, minhas pernas não pareciam obedecer, sem falar naquele iceberg no meu estomago que não me deixava pensar claramente. o caminho pra casa dela nunca pareceu ser tão longo.

Jasper veio nos receber na porta, não foi muito efusivo com Emmett, ele me disse que os dois não eram exatamente amigos na escola. Simplesmente tinham amigos em comum. Então devia ser por isso que eu não me lembrava da cara dele em nenhuma das reuniões.

Para falar a verdade se eu visse qualquer uma daquelas pessoas que estavam ali amanha na rua provavelmente eu não reconheceria. Era uma mania que eu sempre tive. Parecia que quase ninguém teria algo interessante a se dizer ou que merecesse a minha atenção em especial. Talvez Bella tivesse razão, talvez eu precisasse mesmo de uma dose de humildade, talvez se não tivesse sido todo aquele circo que ela armou eu nunca teria reparado nela em especial. Nem nessa festa. Nem na faculdade. Nem em lugar nenhum.

E falando em Bella, simultaneamente meus olhos procuraram por ela, aquela era a casa dela. Ela preparou tudo como disse. Ela teria que aparecer em algum momento. Eu olhei pela cozinha, aquela pia me lembrava nossos amassos do dia do chá de bar. Olhei na sala, e aquela mesa de centro me fez lembrar o jantar na última noite em que eu havia estado ali. Olhei pra escada, por onde eu havia carregado ela e ali estava...

A única figura feminina presente no lugar e ela subia apressada a escada. Parecia estar com muita pressa mesmo a musica não tocava ainda então eu pude ouvir uma porta ser fechada com força, mas não pude tentar reparar em mais nada porque Emmett me puxou pra me apresentar pra umas pessoas.

Durante toda a festa, sem que eu pudesse controlar ou parar, meus olhos rondavam a casa. Olhavam pra escada esperando que a qualquer momento ela descesse as escadas, provavelmente com uma roupa linda e provocante, provavelmente agarrada com outro homem pra jogar na minha cara tudo aquilo que eu havia perdido, mas não. ela não apareceu. Eu vi Emmett se despedindo e uma pequena fagulha de esperança ainda brilhava em mim. Eu queria ver ela. Eu queria falar com ela, aliás, eu queria que ela viesse falar comigo pra eu poder dizer pra ela que nunca mais, nunca mais ela me teria. Eu queria ignorar ela, mas como ignorar alguém que não esta por perto?

-Caramba irmaosão - ele disse enquanto me levava pra casa - eu sabia que você não queria ir, mas precisava ficar com aquela cara? Eu nem vi garota nenhuma por lá, pra você dizer que ficou assim por causa daquela uma...

E como eu ia dizer que era exatamente por isso que eu estava tão irritado? Que era o fato dela não se aproximar, de não tentar se aproveitar da situação me deixava tão irado. Eu queria que ela implorasse. Queria que ela pedisse desculpas de novo e de novo, ate eu me cansar de ouvi-la falar e ir embora dali ou jogar ela na cama mais próxima. Era isso que eu queria. Saber qual seria minha reação de verdade se ela me pedisse perdão com os olhos cheios de lagrimas. Mostrando-me que ainda havia um pouco da Bella adolescente que eu amava naquela Isabella universitária que existia na verdade.


(Como a nossa autora tem um vocabulário vasto, aí vai um mini glossário desse capítulo para vocês.)

*reabilitação


Alice também se consultou com a Dri? HAHAHA, parei. Não sei vocês, mas eu gostei TANTO desse capítulo *-*

Observação a se fazer: A música que foi sugerida pra esse capítulo é gigante e repete varias partes várias vezes, então pra não ficar muito cansativo e repetitivo aqui eu reduzi as essas partes ok? Quem quiser ver a música completa o endereço é esse aqui: h t t p : / / vagalume. uol. com. br/ justin-timberlake/ cry-me-a-river-(traducao). html (não se esqueçam de tirar os espaços)

SUUUUUUUPER beijo pra todas, pra Alice e até amanhã! :)