Ponto de Vista da Bella
Ele não vai vir. Largue de pensar coisas idiotas e seja prática, pois essa é quem você é uma pessoa racional que sabe exatamente as probabilidades de coisas impossíveis acontecerem.
Ele deixou bem claro que não ia querer nunca mais te ver e se ele disse isso é obvio que ele não viria justo a sua casa numa recepção que ele sabe muito bem que é você quem está organizando.
Mas talvez ele sentisse saudade... Talvez ele sentisse um milésimo da falta que eu sentia dele...
Mas ele é homem e se ele sente falta de você vai fazer como todo homem quando senti isso. Ir pra uma boate procurar mulher fácil. Ou num puteiro onde isso é mais garantido.
Mas ele não é esse tipo de homem.
Não até uma louca aparecer na vida dele e bagunçar tudo.
E foi assim que eu passei toda minha semana: preparando a reunião do Jasper durante a noite e me afundando no trabalho que nunca esteve tão adiantando durante o dia, discutindo comigo mesma.
No dia da reunião eu me sentia fora do meu corpo. Uma parte de mim sabia que não havia chances de ele vir, mas a outra parte...
Ah, a outra parte estava judiando de mim. Fazendo planos caso ele puxasse conversa... Fazendo planos caso ele não puxasse.
Pensando na minha reação se ele dissesse que queria voltar pra mim e pensando na minha reação caso ele simplesmente me ignorasse e agisse como uma pessoa normal.
Algumas pessoas já haviam chegado e eu encaminhava para a mesa de bebidas e de petiscos. Jasper se mostrava um anfitrião melhor do que eu esperava e não havia ambiente pra Alice se sentir mais a vontade. Ela havia nascido pra aquilo, dar festas, ir à festa. Alice praticamente era a festa.
Eu estava pegando mais pratos de papelão no armário embaixo da escada quando senti uma mão me puxar lá pra dentro, meus olhos demoraram a se acostumar com a escuridão...
-Alice você está louca ou o que? - eu disse tentando sair dali.
-Bella, eu preciso te contar uma coisa - ow ,essa era aquela voz. A voz de culpada. A voz que Alice fazia quando havia feito alguma cagada.
-Ah meu deus Alice. O que você fez dessa vez?
-Eu não ia te contar. Eu assumo que não ia mesmo, mas eu não imaginava que ele viria - ela me deu aquele espaço que sempre dava pra meu cérebro processar a primeira parte da informação.
-Quem veio? Edward?
-É. E semana passada eu fiz uma coisa... - ela olhou pra baixo - Eu liguei pra ele e contei...
-Contou o que? - só aquilo não fazia sentido.
-Contei sobre você cuidar de uma empresa toda sozinha, sobre a doença da sua mãe, que eu achava que essa paixão sua por ele era uma fuga pra dor de estar quase perdendo a mãe. Queria que ele visse que você não é tão mesquinha quanto ele pensa. Pensei que talvez ele desculpasse você. - ela estava tentando controlar as lagrimas que caiam - Eu não agüentava mais Bella. Não agüentava mais ver você naquele estado vegetativo.
Ele sabia então. Sabia que eu era uma garota responsável-psicopata que inventa identidades falsas, mas em compensação cuida de tudo enquanto a mãe passa por um momento difícil no hospital e então aquela parte esperançosa da minha mente criou uma outra possibilidade.
P.E.N.A. Ele me olhando com pena. Com dó de mim por ser mal amada, por ser louca pra inventar toda e qualquer mentira pra ter o cara que ama a seu lado.
Percebi então que vê-lo olhando com misericórdia pra mim seria pior do que saber que ele me odeia. Porque pena e um sentimento baixo, um sentimento fraco.
-Por favor, Bella diz alguma coisa.
Dizer o que? Que ela havia estragado tudo? Por que antes minha ultima esperança de ainda ser um pouco feliz era de que ele me perdoasse, mas nem isso eu tinha agora. Porque eu sabia que mesmo que isso um dia acontecesse não seria porque ele me amava ou porque sentia falta de mim. Seria por pena.
-Cuida de tudo pra mim. Preciso ficar sozinha.
Eu ainda a ouvi tentar dizer alguma coisa, mas não parei. Saí daquele armário e subi as escadas correndo. Eu tinha que fugir agora antes que eu o visse, se eu olhasse dentro daqueles olhos verdes agora por um momento que fosse eu já não saberia como não me ajoelhar aos seus pés e pedir pra que ele voltasse pra mim. Fosse por pena ou pelo motivo que fosse.
Bati a porta com força ao chegar ao quarto dos meus pais. Não. Eu não iria pro meu quarto, não com todas aquelas lembranças que aquela cama me trazia dele. Fui ao banheiro da minha mãe procurar pelos remédios de dormir do meu pai. Eu precisava dormir. Não havia como ficar na mesma casa que ele sem ir lá ver ele, tocar ele, não se tivesse acordada. Tomei três comprimidos. Aquilo seria suficiente pra fazer efeito logo antes que eu não tivesse mais controle sobre mim.
Ponto de Vista do Edward
Eu realmente não vi os dias passando. Nesse meio tempo eu tomei tantas decisões que pareciam que os dias não eram longos o suficiente para o que eu tinha pra fazer. Destranquei minha matricula, voltei pra faculdade com uma lista enorme do que ler e fazer...
Entrei num curso de web designer o que ocupou mais duas noites minhas e Emmett ia ver se conseguia meu trampo de volta. É. O na empresa dela. Eu tive que refazer meu programa de exercícios na academia porque aparentemente eu havia saído de forma por causa das minhas longas ausências e seria prejudicial continuar com o mesmo.
Quando numa noite eu sentei e vi a confusão que minha vida estava eu não acreditei: e isso não era só culpa dela. Não seria justo eu tentar culpá-la por tudo. Minha vida estava uma bagunça antes mesmo dela aparecer nela.
Mas as quintas e domingos a noite, não tinha pra ninguém. Futebol havia se tornado meu vicio, ate que eu estava melhorando, mas eu tenho que admitir, aquele primeiro gol havia sido pura sorte ou os caras que foram legais comigo porque ultimamente eu só apanhava. Não que eu esteja reclamando disso.
Jasper às vezes ia jogar também, conversei com ele umas duas vezes de coisas banais, ele nunca tocou no nome da rima dele e nem eu, mas eu sabia que ele devia ter contado pra ela que eu fazia parte do time agora. Havia alguma coisa bem lá no fundo que achava que qualquer dia ela apareceria do jogo, mas não, ela nunca foi.
O mesmo acontecia com a faculdade, às vezes eu via a tal de Ângela me olhando de canto. Eu sabia que provavelmente ela também já havia contado e minha mente não descartava a ver passando ali qualquer dia 'acidentalmente por acaso' e me ver, mas eu preciso dizer? Eu nunca a vi.
ela estava respeitando o meu espaço. Fazendo o que eu havia dito, ela estava se mantendo longe de mim, ela desistiu de mim e aquilo estava me matando.
Eu tentava me convencer de que não, de que era apenas meu ego ferido de macho afinal eu não podia reclamar e mandá-la sair do meu pé. Ela não estava no meu PE não, ela só estava na minha cabeça.
O tal casamento da Alice era hoje. Eu tentava me convencer de que não tinha a intenção de não ir, mas era mentira. Eu estava vivendo por causa desse casamento desde que Alice havia me ligado. Isso não era saudável. Isso não era certo, mas era o que me fazia sentir vivo. Ela me fazia sentir vivo, mas eu não queria mais ela. Como fazer com sentimentos tão conflitantes?
Aquele era o casamento da Alice. Então porque é que eu estava esperando por algo normal? Porque o fato de ela estar se casando no estacionamento de um hipermercado estava me deixando assim de boca aberta?
Quando eu chequei se era esse mesmo o endereço achei que estava enganado, mas lá estavam as cadeiras brancas, um altar montado, Jasper parado com aquela expressão de dor que estava sempre nele, agora um tanto pior e um anjo ao lado dele. Bella estava... Estava linda.
Eu não sei se um decote daqueles era exatamente apropriado pra um casamento, mas não era um igreja, então era só o que eu podia dizer: ela estava linda.
Não era exatamente minha Bella aquela pois essa tinha olhos de um azul mágico, essa tinha o queixo erguido de uma forma que poderia aparecer um homem nu pulando na frente dela e isso não afetaria seu cenho, mas de longe assim aquela parecia minha Bella. Minha Bella.
Senti uma mão no meu ombro e era Saulo, de terno e gravata eu quase não o reconheci, sempre o via todo acabado no futebol. Ele me apresentou sua namorada, Daiane. Os outros cara do futebol estavam lá também então fomos todos sentar nas cadeiras em frente ao altar.
Pelo tanto de cadeiras dispostas ali não era uma recepção para muitos convidados e havia uma tela grande também e varias câmeras. Perguntei pra um dos caras e eles disseram que era pra mãe do Jasper ver o casamento, ela ainda estava internada e Charlie estava ao seu lado no hospital e eles veriam tudo ao vivo pela televisão. Renan enquanto contava pra mim parecia emocionado, pelo visto todos eles haviam se comovido com a história da mãe da Bella e a atenção, força e união que a família havia criado depois disso.
Eu estava conversando com a namorada de um deles quando vi Alice me chamando atrás do altar, parecia brava.
-Mas o que diabos você esta fazendo sentado ali?
Meu deus. Será que ela havia retirado o convite e eu não cheguei a saber? Eu era um penetra? Merda.
-E onde eu deveria estar? - eu disse levantando os braços.
-Ali - ela disse apontando o altar - Eu disse que você não precisava falar com ela, mas precisava ficar perto lembra? Ou você acha que só te ver de longe vai servir de alguma coisa?
Eu usei o 'seu demente' na minha testa e ela entendeu.
-Não me olhe com essa cara Edward - ela deu um meio sorriso então - Se você está aqui, então é porque já não a odeia tanto. É só ficar ali do lado dela no altar como padrinho. Não estou te pedindo pra casar com ela.
Ela saiu apressada e quando eu cheguei perto do altar uma mulher com um ponto no ouvido eterno preto me levou ate onde ela estava.
Nos entramos pela parte de trás do altar então ela na me viu chegando, ela também não conseguiu esconder o choque a me ver. Vi sua boca ficando brancos, seus olhos perdendo o foco, ela mudando o peso de uma perna pra outra, suas mãos se apertarem. Eram sinais tão pequenos, insignificantes, mas que mostrava o quanto minha presença ainda a afetava.
-Oi - eu tentei não ser mal educado. Tentei ser normal. Eu fui seco, mas eu não podia me derreter pra ela aqui. Por que não? Por que você não vai cuidar da sua vida?
'Brigando comigo mesmo. Só o que faltava. Ficando louco igual a ela'.
Ela abriu a boca pra dizer alguma coisa, mas não ouvi nada sair da sua boca. vi ela se virar pras pessoas a nossa frente, se virar novamente pra mim, a boca voltava a ter cor, o foco voltava aos olhos e ela saiu correndo.
Correndo entre aspas. O salto a deixava no máximo andar rápido, mas era o que ela fazia agora. E eu? Eu fui atrás dela...
-AH EU JA SEI - eu consegui chamar sua atenção enquanto ela esperava o elevador que levava ao estacionamento no subsolo - Agora você vai me dizer que não sabia que eu vinha ao casamento?
Ela me olhou, mas não disse nada. Havia lagrimas em seus olhos e ela continuava a encarar a porta do elevador.
-Vai dizer que não esperava que eu fosse à sua casa - eu disse chegando mais perto - E agora vai dizer que quer fugir porque não quer ficar perto de mim em cima do altar.
Eu segurei ela por um braço, eu sabia que devia estar apertando, mas eu não me importava coma dor dela naquele momento. Só com a minha.
-Pois eu sei exatamente qual e o seu jogo. Tentar me ignorar pra eu correr atrás de você, mas saiba de uma coisa - eu cheguei mais perto do seu rosto - Não vai dar certo.
-Ah não vai? - a voz dela me deu arrepios. a muito tempo eu não ouvia a voz dela - E o que você está fazendo nesse momento então?
Soltei o braço dela então como se tivesse recebido uma carga elétrica. Ela soltou um risinho vencedor ao ver o que eu fiz e entrou no elevador que havia acabado de chegar.
-Isso acabou Edward.
-Eu decido quando isso acaba - e quando disse isso eu estava do lado de dentro do elevador.
Vi as portas se fecharem, vi as pupilas dela se dilatarem e senti minhas mãos indo sozinhas pra cintura dela apertando-a enquanto a encostava na parede fria do elevador e elevando-a um pouco pra que ela pudesse olhar nos meus olhos.
-Eu decido as coisas agora - eu disse enquanto cheirava o pescoço dela. Ah, a essência de maracujá ainda era a mesma - Você entendeu Isabella?
-É Bella - escutei-a dizendo meio sem ar.
-Não, você é Isabella agora pra mim.
Minhas mãos apoiavam suas pernas contra o elevador pra que ela se mantesse assim. Eu via seu peito se elevar, parecia estar difícil pra ela...
-O que foi? - passei minha língua por seu pescoço - Não consegue respirar? - eu a sentia engolir em seco. Eu sentia sua pele arrepiada, como era bom que humanos não ouvissem pensamentos uns dos outros ou ela saberia quanto falta eu havia sentido do seu cheiro, da reação da sua pele ao meu toque.
-Eu vou conseguir daqui a três segundos quando a porta do elevador se abrir e você for obrigado a me soltar.
E ela tinha razão, faltava pouco pra elevador chegar.
Deixei que seu corpo escorregasse ate o chão, mas não sai da frente dela. Não havia espaço suficiente ali pra que ela se mexesse e a porta se abriu.
Ninguém. Eu mandei que o elevador voltasse pra cima.
-Eu vou embora - ela tentou se desvencilhar para apertar o botão que voltava pra baixo.
-Não. Você não vai - segurei seu braço pra que passasse ao meu redor.
-O que você pensa que esta fazendo? - ela tentou soltar o braço, mas eu não deixei que ela o fizesse.
-O que eu estou fazendo não. O que você está fazendo? - Ela me olhou sem entender - Você está estragando o casamento da sua melhor amiga e do seu irmão. Ou você acha mesmo que ela vai casar sem você lá?
Agora sim eu via compreensão em seus olhos. Ela se tocava agora do que estava fazendo o que ela não podia ver antes por minha presença estar confundindo sua mente.
-Ela não deve estar preocupada - ela tentava manter um mínimo de dignidade - Do jeito que se ilude, é capaz de pensar que estou pegando você no elevador.
Ela percebeu onde estava meu olhar, no seu decote, mas se ela não queria que olhassem, não devia usar algo assim. Seu corpo se virou, tirando-o do meu campo de visão.
-Por que agente não a deixa ter certeza?
Eu senti seu susto quando minha boca tocou a dela. Também senti suas mãos tentando me empurrar quando minha língua contornou seus lábios. Eu ainda tentava chegar mais perto, aprofundar o beijo quando ouvi aqueles gritos ardidos.
-BELLA SUA VACA! O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO COM MEU CASAMENTO?
Eu não percebi como havia sido arrastado e nem por quem. Eu penas via Alice fazer com Bella o mesmo que faziam comigo agora, arrastando pro altar, mas Alice ficou pra trás quando entrou co campo de visão do noivo.
-Se você sumir com a minha madrinha de novo, Ed Junior não existirá mais - Alice parecia assustadora agora olhando pro zíper da minha calça para que eu entendesse do que ela estava falando.
-Ta bom, sem mais fugas.
E como típico Alice jeito de ser, ela passou de uma expressão ameaçadora pra um sorriso angelical.
-Obrigada pelo que esta fazendo bonitão - ela me deu um soco no braço - Estou te devendo uma - ela olhou pra mulher de ponto e terno que acenava então - Agora volte pra aquele altar e faça minha amiga feliz mais um pouco.
Eu me virei pra ir até a escada que levava aos fundos do altar.
-Mais um pouco, porque lá no elevador você fez um bom trabalho - eu me virei pra vê-la sorrindo de longe - A garota estava ate sem cor...
Alice era esperta. Ela sabia que eu a perdoaria antes mesmo de que eu soubesse disso
Ponto de vista da Bella
Eu não ia chorar. Eu tinha quase certeza daquilo. Eu os via juntos todo o santo dia e Alice já morava mais na casa dele do que na dela nos últimos tempos. Fui quem fez o no da gravata do Jasper e quem havia maquiado Alice, a roupa também não ia ser uma surpresa.
Mas quando eu ouvi a marcha nupcial e Alice ali vestida de branco rindo pro meu irmão como se ele fosse o homem mais sexy e gostoso do mundo. Arg, ele era meu irmão afinal, mas, falando em homem mais sexy do mundo. Ow God. Meu Deus Grego.
Quando eu o vi parando ao meu lado no altar eu realmente achei que a emoção era tanta que eu estava tendo alucinações, afinal, porque ele aceitaria vir ate o casamento da minha melhor amiga e do meu irmão sendo que ele não queria mais me ver na frente dele?
Ele me deixava confusa, me deixou passada quando apareceu na festa da minha casa, me deixou assim quando apareceu naquele altar.
Me deixou tão passada e sem noção que eu só conseguia pensar em fugir dali, sair de perto antes que ele viesse com uma voz educada, antes de ele tentar jogar toda a sua pena e piedade em cima de mim.
Então fugi. Antes que ele me fizesse sentir pena de mim mesma também, ele me fazia sentir isso, me fazia sentir... Eu sei lá. Eu só sei que sai do meu corpo quando ele me prensou na parede daquele elevador e eu procurei.
Procurei nos olhos dele pela pena que ele devia estar sentindo 'pobre menina rica, tem que gravar o casamento do irmão pra que a mãe possa ver' não que eu não concordasse com as câmeras. Minha mãe morreria de desgosto se perdesse o casamento do único filho homem, mas eu tenho certeza que as coisas poderiam ser feitas um pouco mais discretas.
Eu não gostava daquele diploma de filha do ano que eu via na cara dos amigos dos meus pais ou dos amigos do meu irmão. Eu não fazia aquilo tudo pra que eles vissem, fazia porque amava minha mãe.
Bem, o que eu posso dizer? Não havia pena nos olhos dele naquele elevador. Aquilo tudo era um misto de raiva e desejo que ele sentia por mim. Aquilo me excitava. Excitava-me não saber se ele me daria um tapa ou um beijo. Ele escolheu o beijo. Ainda beeeem!
Não se sabe a saudade que se teve de uma coisa ate tê-la de novo. E era nesses momentos em que eu sentia suas mãos sobre mim que eu não entendia como havia conseguido ficar tanto tempo sem ir atrás dele e implorar por mais beijo, mais um toque, por mais uma noite.
E quando eu estava quase rendida escutei a voz da Alice. Talvez tivesse sido melhor assim, eu não precisava ter tão nítido em minha memória àquilo que não teria nunca mais.
Aquele foi um casamento lindo. Digno da Alice mesmo. No altar havia um monitor só com o rosto da minha mãe, mas ele estava voltado pro Jasper que de vez enquanto olhava pra ela. Eu não podia vê-la, mas eu sabia como ela devia estar agora: chorando, chorando, chorando e meu pai dizendo que isso é bobagem, que vamos ter que chorar quando começarem as brigas dos dois e tiver que arrumar o sofá pro Jasper dormir.
Eu não consegui aproveitar o casamento como queria. Não com meu deus grego bem ao lado me passando aqueles olhares de canto que de hora em hora eu sentia. Eu nunca acreditei que a simples presença de alguém pudesse fazer o coração se acelerar. Bom, diga isso pras minhas mãos que tremiam mais que a da noiva.
Post sem música sem muito que falar. Essa fic vai mudar a partir de agora, FATO. Então se divirtam. Amo vocês e até amanhã. (eu quero mais reviews, e se eu fosse vocês, eu ia mandar. vocês não querem me deixar com raiva /MUAHAHA)
