Ponto de Vista do Edward

O caminho para a sala eu já sabia de cor. As pessoas eu não tinha nem idéia de quem eram. As mulheres pareciam ser simpáticas, elas sempre eram. Já os homens, os que não estavam numa posição acima da minha, pareciam que me viam como uma ameaça. Talvez pensassem que eu ia roubar uma de suas transas fáceis de escritório. Bem, se eu continuasse na seca que eu andava, eles que não dessem muita moleza.
Agora que eu não trabalhava tinha uns meses eu entendia porque alguns homens recorriam a truques tão baixos pra transar. Dois meses e eu já estava subindo pelas paredes porque só podia ser essa a explicação pra eu estar a todo o momento saindo da minha sala onde eu devia estar colocando toneladas de trabalho em dia pra beber água no fim do corredor.

Horas de trabalho e nada de Isabella, se o que diziam era verdade ela devia estar com muito trabalho. Ouvi um cara comentar durante o casamento que o pai dela achou que ela levava as coisas tão bem que decidiu tirar umas férias. Será que ninguém reparou que o cabelo dela já não tinha mais o brilho de antes? Que suas unhas antes, sempre com impecáveis desenhos que mais pareciam obras de arte agora tinham simplesmente base, que seus olhos pareciam cansados, o que era mais ressaltado ainda pelas olheiras evidentes que ela tentava sem sucesso esconder com maquiagem.
eu havia percebido todas essas coisas na festa do Jasper e no casamento.
Ela estava esgotada e eu tinha certeza que tudo aquilo não era só por mim. Ela estava trabalhando demais e por mais que seu pai estivesse abalado devia perceber que talvez o peso que estava sobre ela naquele momento, estivesse pesado demais pra agüentar sozinha.

Uma semana de trabalho e eu ainda tinha que ficar um tempo alem do expediente pra colocar tudo em ordem. Dois dos meus amigos do futebol trabalhavam de free lance entregando documentos para mim, além disso, eu não sabia o nome de ninguém em especial, não tinha nenhum contato alem do necessário com ninguém. Eu planejava mudar esse lado da minha personalidade, mas me dava nojo só de pensar em ter que me aproximar de todas aquelas mariposas só pra conseguir sexo com alguém. Oh men... Será que eu era gay? Mike gay, Jacob gay, será que era alguma coisa que estava na água?

Foi depois de umas duas semanas eu acho que surgiu a oportunidade pela qual eu tanto esperava, havia papeis pra ela liberar pra mim, Eu logicamente poderia pedir pra Jessica levar os documentos pra mim, mas adivinha só se eu pedi?

A secretaria dela parecia procurar alguma coisa no computador.
-Preciso falar com a Isabella... - disse jogando a pasta na mesa dela.
-Ela esta ocupada agora - ela respondeu sem nem olhar pra mim ou para a pasta.
-Senhor Mars precisa disso pra hoje.
Aquilo pareceu ter chamado a atenção dela porque seus olhos se voltaram rapidamente pra mim...
-Ângela?

-Ow... Olá Edward... Como está? - toda a apatia que havia nela sumiu quando me viu, eu poderia estar errado, mas eu não conseguia ver malicia no sorriso dela.
-Eu sei que ela e ocupada, mas preciso mesmo fazer isso, você deve conhecer meu patrão melhor do que eu.
-Hum... Ta bem, eu vou avisar ela.
-Não precisa... É rápido o que vou fazer, ela já me conhece.
-Ta - ela parecia indecisa. Então eu fui direto pra porta antes que ela desistisse, dei uma piscada pra ela antes de entrar e eu vi seu queixo caindo ao ver que havia sido pra ela.

A sala era bonita. As paredes eram de um amarelo claro, havia poucos quadros e eu reconhecia aquela assinatura, havia visto no quadro da minha sala, ela havia pintado todos...
Ela estava compenetrada no caderno a sua frente, parecia estar escrevendo notas, era canhota havia algum tempo que eu não via uma...
-Então é aqui que a chefe se esconde? - eu disse com um sorriso debochado me sentando a cadeira a sua frente, ela me olhou, estava surpresa eu sabia, mas eu sabia mais do que ninguém também que ela havia se tornado perita em esconder suas emoções.
-O que você quer? -depois que perguntou voltou à atenção para os seus papeis.
-Vim trazer uns documentos do senhor Mars.
-Jessica podia ter feito isso - ela dizia enquanto colocava tudo numa pasta.
-Eu sei... - eu disse empurrando a pasta em sua direção.

Ela ficou um tempo olhando aquilo tudo, carimbou uns dois deles, assinou em cima, escaniou outros dois e depois voltou tudo pra pasta novamente.
Eu ignorei a pasta e fiquei olhando pra ela.
-Alguém já te disse que você fica muito sexy nesse uniforme de miss independent?
Ela tentou disfarçar, mas corou violentamente. Ela era daqueles tipos que não ligava muito se falavam de seus peitos, mas se o assunto era sua inteligência... Bem, essa era Isabella.
-Me diga uma coisa - ela disse cruzando as mãos em cima da mesa se inclinando pra mim, inconscientemente eu fiz o mesmo. - Você não tem orgulho não?
-Como assim?
-Sabe... Orgulho. Aquilo instinto de auto-preservação do próprio ego que seres humanos normais geralmente têm.
Ela estava tentando ser... Irônica? Então quer dizer que Isabella é irônica?
-O que você esta tentando dizer?
-Eu menti, fingi e enganei da forma mais sórdida que alguém pode agir com uma pessoa e quando eu penso que já me acostumei com a idéia de que você nunca mais vai olhar na minha cara você me dá uma prensa no elevador...
Eu olhei pra ela não entendendo, se ela sentiria minha falta tanto quanto queria demonstrar, isso que eu fazia não era uma coisa boa então?
-Qual é o seu plano afinal? - Agora assim mais de perto. Eu podia ver que as olheiras que eu havia visto estavam ainda piores, talvez pela falta da maquiagem para amenizar os estragos.

Eu me inclinei mais na cadeira, chegando mais perto, fazendo a ponta de nossos narizes se tocarem.
-Qual você acha que é meu plano...
-Eu acho que você e muito esperto - ela disse com um sorriso torto - Você não deve se conformar com o fato de eu não estar rastejando por você então esta querendo me viciar naquilo que depois não me dará mais, você quer me fazer sofrer assim como eu fiz a você...
É. Ela é boa, eu tenho que admitir.
-Só não esqueça que esse jogo foi eu quem criou - e aquele brilho estranho nos olhos dela apareceu por um segundo - E não pense que é fácil pra mim me manter nessa cadeira quando você sabe muito bem que o que eu quero e pular em cima de você.

Ela conseguiu me deixar de queixo caído com aquilo, num momento ela me dizia claramente que não acreditava em mim e no outro que queria me atacar.
-Por que você se controla tanto Isabella? - eu perguntei traçando o contorno de seus lábios com meu dedo.
-Por que eu preciso.
-E se eu te dissesse que não precisaria mais.
-Ninguém é tão bom assim, eu não acreditaria.
Eu me levantei da cadeira dando a volta na dela ficando por detrás, colocando minhas mãos em seus ombros massageando-os. É, toda aquela tensão e abatimento que eu via em seu rosto se refletiam em seus nervos.
-Sabe Isabella, eu acho que você anda interpretando mau alguns de meus atos.

Apesar de eu estar me esforçando na segunda coisa que eu sabia fazer melhor que era massagem, ela não parecia estar relaxando.
-Eu não disse que vai ser a mesma coisa entre nós - Apertei mais forte seus ombros que se arquearam - Não estou dizendo que vou ser o mesmo cara que te ligava todos os dias só pra ouvir sua voz ou que diz que te ama na melhor hora do sexo... - eu imobilizei minhas mãos em seus ombros. - Esse Edward não existe mais - a senti enrijecer e me abaixei pra dizer em seu ouvido - Não pra você...

O silencio ficou por um tempo. Se ela fosse tão imune a mim quanto queria parecer não teria ficado tão chocada assim.

Ponto de Vista da Bella

... Esse Edward não existe mais... Não pra você.
Talvez uma faca se enterrando em mim doesse mais do que isso. Talvez eu preferisse sua pena, agora meus sonhos iam por água a baixo, tudo estava acabando naquele momento porque qualquer coisa que eu fizesse ou dissesse nunca o fariam esquecer o que eu havia feito. Eu estraguei tudo esnobando ele nos últimos dias ou foi quando inventei uma identidade falsa impossível de ser mantida por muito tempo?
-Mas quero te propor uma coisa.
Ele virou minha cadeira giratória ate que eu ficasse de frente pra ele, se abaixou ate chegar ao meu nível.
-Por algum motivo muito... - senti sua boca no meu pescoço – estranho - sua língua traçou um caminho leve pela minha nuca... Morri - eu adoro o sabor da sua pele.
Eu fiquei esperando, ele me olhou, me deu um sorriso cínico que ele estava usando muito comigo ultimamente.
-Então o que eu tenho pra te oferecer e o seguinte.
Senti suas mãos passando por debaixo das minhas pernas me levantando da cadeira. Sentando-me na minha mesa, se encaixando entre as minhas pernas.
-Você pode ter um pouco de mim, mas quando eu quiser, onde eu quiser e como eu quiser.
Meu queixo meio que... Desabou com ele me falando aquilo. Sinceramente, eu esperava de desprezo a perdão menos aquilo... Edward cafajeste?
-E tem outra coisa - ele completou rindo do meu choque - Eu não te devo nada, nem fidelidade, nem pontualidade. Já você ao contrario vai me dever tudo isso e um pouco mais.
Mas que tipo de vadia ele pensava que eu era pra aceitar um trato daqueles? Eu havia dito pra Alice desde o começo entregar aquele diário entregando o jogo de bandeja nas mãos dele seria um erro muito grande. Talvez tivesse sido melhor eu ter ido viajar pro Alaska como era meu plano inicial.

-E o que eu teria a ganhar com isso tudo... - eu tinha um sorriso cansado, já havia me cansado de gritar, de chorar, eu tinha certa empatia agora.
-Você sabe muito bem que meu forte não são as palavras.
Ele olhou pra baixo, levando meu olhar junto...
Vendo-o todo animadinho daquele jeito era inevitável que todas aquelas lembranças que com algum sucesso eu havia bloqueado na minha memória voltarem com toda a força. Sentir aquelas mistura do perfume dele com a química natural da sua pele fazia meu batimento acelerar naturalmente, parecia que seria algo eterno. Toda vez que eu sentisse aquele cheiro ou algum parecido um 'eu te amo' numa hora bem conveniente viria a minha memória.
-E então o que me diz? - ficaria mais fácil se você tirasse esse sorriso cínico idiota que te deixa ainda mais gostoso do rosto.
Eu tentei imaginar em pouco tempo as duas alternativas que eu tinha: manter minha dignidade e empurrar ele pra fora da minha sala assinando sua demissão imediatamente. Ou simplesmente, pela primeira vez na minha vida, deixar rolar. Aproveitar os momentos em que estivesse com ele usando o tempo restante pra sonhar com um próximo encontro porque o que ele me propunha agora me dava pelo menos isso. Uma pequena esperança de ter um pouquinho mais dele em mim a cada dia. Definitivamente a segunda opção era bem melhor.
Ele esperou pacientemente pela minha resposta e viu quando meus olhos ganharam foco novamente, sabia que eu havia encontrado uma resposta.

Só agora eu via quem estava a minha frente, naquele pouco tempo em que estava na minha sala ele havia desarrumado todo o cabelo, afrouxado o no da gravata. Meu deus grego, sem duvida, era meu deus grego.
Ao invés de responder eu puxei seu rosto pela gravata para que chegasse mais perto do meu, ele não se assustou, parecia já estar esperando por isso.
Me permiti olhar em seus olhos assim tão de perto, cinismo. Havia cinismo em todos os cantos ali, mas não importava, ainda era meu deus grego.
meus lábios se aproximaram lentamente dos dele que não se moveu um milímetro. Pelo visto se eu quisesse alguma coisa a partir de hoje, teria que buscar. Ele não me daria nada mais de bandeja.
Minha língua traçou o contorno de seus lábios que demoraram a se abrir pra aceitar meu beijo. Eu sentia seu gosto na minha boca, sua língua brincando com a minha sobre quem provocava mais descargas elétricas no outro, minhas mãos se mantiveram em sua gravata e as dele apoiadas na mesa e quando já não sentia mais sua boca e pensava que havia acabado ele voltava a procurar minha boca. Uma hora estando a direita e outra a esquerda. Eu tinha a impressão que ele me largaria ali beijando o ar a qualquer momento, mas não importava, mesmo com um beijo um tanto sem graça como aquele eu ainda passaria por cima de qualquer orgulho que fosse pra ter minha dose diária daquilo.

Como eu imaginava, ele terminou aquele beijo cedo demais. Não que um dia eu achasse que um beijo de Edward Cullen tivesse sido o suficiente.
Passou a mão pelo cabelo, tentando arrumar o que eu havia acabado de bagunçar.
Ele já andava em direção a porta, eu tinha quase certeza que ele sairia sem me dizer uma palavra sequer, mas não, ele não era capaz, já com a mão na maçaneta olhou pra mim.
-Eu vou ligar pra você... - aquele sorriso torto era por ele que eu simplesmente não o mandava se foder pra que ele saiba quem era a chefe aqui.
Eu sabia que poderia apenas mandar ele pro inferno, voltar pra minha casa e assistir toda a minha coleção de comedias românticas pela terceira vez, mas de repente eu sentia uma vontade violenta de viver intensamente. De parar de pensar e sentir um pouco, como ele mesmo dizia.

Minha semana seguinte foi um terror porque a festa de apresentação da nova campanha de um dos nossos maiores clientes, A Clone Intervision, seria somente daqui a um mês e aquelas estagiarias não conseguiam comprar uma taça de champanhe sequer sem eu ter que assinar algum papel pra elas, estávamos controlando os gastos, mas eu não saberia que com isso eu teria que supervisionar cada garfo extra que tivesse que ser usado.

Ponto de Vista de Edward

Imaginei desde o começo que aquela correria toda era somente por causa de ser começo de trabalho. Veja como estou eu agora: três da tarde, sem nada pra fazer, realmente não sei se vou me adaptar a essa vida de trabalhador comum.
Eu poderia fazer um visitinha a sala da diretoria, mas quando estava passando acidentalmente pela quarta vez no dia por lá havia uns japoneses estranhos entrando. Pareceu-me que ela falava fluentemente aquela língua estranha que não parecia nem inglês nem espanhol.
Quinze minutos pra eu sair e ainda não conseguia pensar numa desculpa convincente pra ir lá e foi quando me lembrei... Mas que porra, ela era caidinha por mim, eu não precisava de uma desculpa. Era chegar pegar e sair. Com ela seria simples assim a partir de agora, eu já não precisava me preocupar tanto com os seus sentimentos. Ela não havia se preocupado com os meus afinal.
Ângela já havia ido, mas eu ainda via movimento na sala dela apenas uma sombra que andava por detrás das persianas.
Tentei abrir a porta, mas estava trancada. eu juro que se ela estivesse trancada naquela sala com qualquer espécie de macho eu mataria os dois agora.
Ela percebeu que eu forcei a porta e a abriu terminando de abotoar uma camisa.
-Se trocando no escritório? - Eu perguntei levantando uma sobrancelha...
E ela ficou daquela forma zumbi, fazia muito tempo que eu não a via ficando em torpor por causa da minha sobrancelha.
-Preciso economizar tempo - ela disse voltando pra um armário no fundo da sala, tirando de lá um casaco.
-Não está frio lá fora - eu disse sentando na cadeira dela, rodando como uma criança fazia no escritório do papai.
-Vai estar quando eu voltar pra minha casa de madrugada.
-Não vai pra sua casa agora? - eu disse vendo-a guardar uns papéis em uma pasta.

-Não é da sua conta - ela não me olhava enquanto falava e o tom era o mesmo, impessoal.
-E se eu achar que é? - eu disse puxando pro meu colo.
Bella tentou se soltar, mas não poderia haver competição entre nossas forças. Ela parou de tentar escapar então respirando fundo, me olhando pela primeira vez.
Me deu um sorriso de rendição, passando um dedo pela minha mandíbula, minha mão antes na sua cintura desceu pra sua perna.
-Essas, saias justas que você us - eu disse espalmando minha mão em sua coxa - são ótimas de se olhar, mas péssimas nessas horas.
Eu olhei pra saia preta, procurando alguma forma das minhas mãos conseguirem passar. Impossível, apertada demais.
-Você acha que fico bem com elas?
-Você fica incrivelmente - eu percebi que já ia começar a enchê-la de elogios lisonjeiro, mas não seria mais assim que funcionariam as coisas... - gostosa com ela.
Suas mãos desceram do eu rosto pra minha gravata.
-Eu não gosto de você de terno - ela disse fazendo uma careta de desaprovação.
-Não? - elas diziam que eu ficava ainda mais gostoso de terno, essa não entendi.
-Não... - senti sua mão entrando pelo espaço que havia entre um botão fechado e outro... - prefiro você sem roupa - ela murmurou no meu ouvido, mordendo meu pescoço.
Controle Edward, e você que esta no controle dessa merda aqui. Não vamos deixar ela mandar aqui de novo, não dessa vez.
-Você é uma vadia - eu disse apertando sua bunda sob o tecido grosso da saia.
-E você é um trouxa - ela disse rindo no meu ouvido.

Ponto de Vista da Bella

Ele poderia me chamar do que quisesse. Entre quatro paredes, é lógico. Perante os outros ele ainda precisava me respeitar, eu era a chefe ali, mas quando éramos só nós dois, ele e que mandava, pois ele era meu deus grego e eu estava sentada no colo dele sentindo Ed jr dando sinais de presença por minha causa, pra mim era só isso que importava.
-E você e um trouxa- ele merecia ouvir um pouco também, afinal estávamos sendo um tanto sinceros e irônicos ao mesmo tempo ali.
Mas meu comentário parecia apenas ter o deixado mais animadinho ainda. Senti sua boca indo pro meu pescoço me devolvendo com juros as caricias que eu havia feito a pouco nele, nossas bocas se procuravam num ato desesperado senti seus dedos irem pros botões da minha camisa. Eu fui má eu sei, deixei-o abrir até o terceiro pra dar a ma noticia.
-Eu preciso ir Edward.
-Não você não vai.
-Você sabe que eu vou - eu disse segurando suas mãos.
-Você sabe que eu posso te obrigar a não ir.
Ele me disse com aquele sorriso cínico, sensual, prepotente.
-É, mas eu aposto que você não quer perder o emprego, o que vai acontecer se eu não for encontrar certos três coreanos no restaurante Bloom em - dei uma olhada no meu celular em cima da mesa - Sete minutos e meio.

Ele deu um suspiro de resignação, mas ainda não havia me soltado, deu uma olhada pra minha mesa.
-Precisamos estrear sua mesa - eu já disse como ele ficava lindo com aquele sorriso cínico, sensual, prepotente?
Ele me soltou e eu fiquei em pé ajeitando minha saia e terminando de guardar minhas coisas na minha bolsa.
-Qualquer dia agente conversa sobre isso - droga, agora eu sabia que ia ficar pensando nisso o jantar inteiro. Droga de hormônios que me fazem desconcentrar.
-Não - senti seu abraço e Ed Jr que dava sinais de vida ainda - Não vamos conversar, vamos suar - Arrepios ainda aconteciam quando ele falava no meu ouvido assim...
-Tchau Edward - eu disse me virando pra ele, pendurando minha bolsa no meu ombro.
Ele não me olhava, olhava pra minha boca. Passei a ponta língua no meu lábio inferior umedecendo. Seus olhos queimaram sei lá do que naquele momento, e sua boca já estava a milímetros da minha sua respiração tocando meu rosto. Seus olhos querendo dizer algo pros meus e eu já estava com aquela maravilhosa sensação de TPB (Tensão pré-beijo)
-Tchau Isabella.
E foi com aquele sorriso malévolo que ele saiu da minha sala me deixando completamente frustrada e com fantasias sobre mesas sendo estreadas.

Minha semana estava sendo tão lotada, que quando Alice me chamou pra ir ao shopping fazer compras para o bebe com ela, eu sabia que teria que pagar caro por aquelas duas horas que eu tive que sair mais cedo do trabalho, mas ela era minha melhor amiga, aquele seria o filho do meu irmão. Eu não conseguia dizer não.

Tudo para bebê era tão lindo que eu quase acabei com o limite do meu cartão. Acho que nunca gastei tanto dinheiro nem comigo mesma, mas fazer o que? Eu já estava boba antes mesmo de ver a carinha linda dele, ou dela.
Alice também não economizou o dinheiro nada suado dos pais dela. Saímos de lá e parecíamos as patricinhas de Bervelly Hills, mas mal sabiam as pessoas que nada do que estavam naquelas sacolas seria para uma de nos duas.
Eu passava por aquelas lojas de roupa masculina e inconscientemente pensava como 'ele' ficaria em uma camiseta daquelas. Enquanto íamos para o carro uma em especial me chamou a atenção: vermelha, pólo, com asas pretas nas costas. Eu não costumava fazer isso, na verdade eu não me lembrava de ter feito isso alguma vez na minha vida com a exceção de uma vez em que eu comprei um boné pro Jasper, mas eu comprei a camiseta, pedi pra que embrulhasse par presente e depois fui encontrar Alice na sorveteria, dizendo que era um presente pra minha secretaria.

Eu pretendia passar meu fim de semana terminando o relatório provisório de gastos pra festa de apresentação, fins de semana eram os piores pra mim. Eu ficava bem até quinta feira... Depois disso, sentia quanta falta meu deus grego fazia na minha vida. Assistir finais felizes nos filmes já não era tão satisfatório como antes, eu queria meu final feliz agora, mas estávamos na vida real.
Essa sexta seria um tanto mais fácil, seria minha reunião com os diretores, já estava tudo pronto. Ângela havia adiantado as informações. Seria apenas ir naquela sala e soltar as informações em cima deles, eles nunca discutiam ou algo assim. Eu era a filha do chefe, a herdeira. Não haveria porque tentar passar a perna em alguém.

Ponto de Vista do Edward

Sextas feiras ultimamente se mostravam as piores pra mim. também não tinha vontade de cair na farra na sexta-feira a noite. o que me sobrava nesses dias então? Ficar na academia ate fechar e depois disso passar em algum fast food pra me empanturrar de comida gordurosa ate cair no sono assistindo a algum DVD que eu alugava no caminho.
Isso era o passado. Porque hoje as coisas seriam diferentes, porque agora eu a teria a minha disposição, sem cobranças nem deveres, era só por prazer.
Esperei que ficasse um tanto tarde, se eu tivesse que tirar ela da cama seria mais divertido ainda. Fiquei com um pouco de remorso pelo que faria no começo, mas depois passou. Eu sabia que se eu não ligasse pra ela sua sexta se basearia em trabalho, pelo menos comigo ela aproveitaria tanto ou ate mais que eu.

Depois de tomar um banho e esperar que passasse um pouco das onze peguei meu celular e disquei seu numero. Precisei tentar três vezes pra ela atender. Querendo me vencer pelo cansaço? Vai sonhando...
-Alô - ela disse impaciente.
-Eu quero você na minha casa em trinta minutos - minha voz era firme, teria que ser assim pra não deixar cair a máscara com ela.
-Edward eu não posso... Eu...
-Isabella - eu interrompi...
Ela entendeu meu tom de voz, não ouvi mais a dela. Minha casa estava quieta, o ambiente dela também. Pude ouvir sua respiração acelerando.
-Não me provoque - eu era dócil, mas ameaçador - As regras do jogo já estão bem ruins. Não vai querer que deixem elas um pouco piores pra você.
Ela hesitou um pouco, ponderou um pouco e desligou. É. Na minha cara. Mas ela viria, eu seria capaz de apostar que ela viria.


QUERO REVIEWS, AMO VOCÊS, AMO A ALICE E ATÉ AMANHÃ. curto, simples & direto.