Ponto de Vista da Bella
Eu não sei por que, mas tenho uma leve desconfiança de que ele não gostou muito da historia do James. O que ele pensava afinal? Que eu escolhia um cara pra perseguir por fim de semana?
Trabalhar com James era interessante, ele já viajou tanto, já foi pro Egito, Londres, Espanha, mas quer saber a parte mais engraçada? Ele é pão duro.
Disse que trabalhou em três empregos ao mesmo tempo para morar durante um ano em Londres, inclusive, ele tirou uma foto de uma carreata de quando a rainha passou pela rua. Ele guardava na carteira. Parecia ter muito orgulho daquilo.
Disse que quando foi pro Egito, pra passagem sair mais barata ele foi ao verão, época em que ninguém quase quer ir e os custos caem pela metade. Essa é uma viagem que ele diz não querer repetir nunca mais, mas que foi interessante pela experiência de descer em tumbas com trocentos anos de idade onde faz um frio tremendo e você quase passa mal por causa do choque térmico entre o frio de baixo e o calor de cima.
Parecia mais uma aula de historia do que uma organização de festas o que fazíamos. Ele era lindo, não havia como negar isso, mas quando ele abria a boca, a beleza dele não se destaca muito..
Mas isso não significava que eu não me relembrava que meu deus grego estava a apenas alguns metros de distancia, que se eu quisesse era apenas entrar pela porta e ter tudo aquilo que eu havia sonhado por muito tempo, mas eu não podia. Tinha obrigações e responsabilidades. Falando nisso, cadê aquele loiro que não volta?
Rezei para que a tarde demorasse a chegar. a discussão com meu pai ontem havia sido feia. Edward devia ter vindo com toda aquela sabedoria antes agora a cagada já havia sido feita. Eu havia magoado, eu estava magoada.
Esperei por todo o dia que ele me mandasse uma mensagem, ou que me ligasse, me chamando pra ir pra casa dele, isso tornaria as coisas bem mais fáceis. Eu não ia me oferecer. O resto de dignidade que eu ainda tinha me impedia de fazer isso, mas entre passar a noite ignorando meu pai e sendo ignorada ou nos braços dele não precisa nem perguntar por que às cinco e meia da tarde uma pequena fagulha de esperança ainda brilhava no meu coração.
Eu já podia ter ido embora há meia hora, mas como eu sabia que ele sairia em dez minutos, eu pretendia me encontrar 'acidentalmente' com ele na saída do trabalho. Abri os três primeiros botões da camisa, soltei o cabelo. Vamos lá Bella, força no bojo que tu consegue.
Como eu pensava, ao sair do elevador no térreo, ele estava tomando um copo de água conversando com a Jessica. Amanha mesmo eu vou decretar uma lei nessa bodega aqui. Saias com menos de quatro palmos abaixo do joelho são proibidas. A menos pra mim é claro, porque numa saia desse tamanho eu acho que tropeçaria na barra.
Desisti da minha idéia mirabolante de sedução assim que vi a animação que os dois conversavam. Fui direto pra porta e vi pelo canto dos olhos seu olhar passando por mim, me sentir a mulher mais gostosa do mundo porque ele a largou lá e veio atrás de mim é errado?
-Atrasada Isabella? - o que? Eu já tinha voltado a ser Isabela agora?
-Não. Com preguiça de ir embora se encaixa melhor - tentei dar um sorriso educado e discreto pra ele, dois diretores da empresa nos olhavam, conversando no estacionamento. Isso não era bom. Marcus, o grandão adorava pegar no meu pé quando se tratava de aprovar orçamentos.
Ele esperou que eu destravasse a porta do meu carro pra abri-la pra mim. Oh men. Porque até quando quer ser cafajeste, ele sabe ser cavalheiro?
-Porque essa carinha de triste?
-Você quer jantar comigo? - ele arqueou uma sobrancelha por causa do convite inesperado, até eu estava surpresa - agora?
-Mas ainda são cinco da tarde... - ele disso com uma careta.
-Se você não quer ir poderia inventar uma desculpa melhor.
-Se você quer ir pra minha casa poderia inventar uma desculpa melhor - ele disse com um riso safado.
Marcus prestava mais atenção ainda a nos dois ali com ele segurando a porta do meu carro e eu encostada nele.
-Podemos discutir isso em outro lugar? - eu pedi em voz baixa.
Ele viu pra onde meu olhar se direcionava e voltou o olhar pra mim fechando a cara, indo embora sem dizer nada. Céus, será que nos dois não podíamos mais ficar dois minutos respirando o mesmo ar que já tínhamos que brigar?
Quando vi que ele não pretendia voltar, pois já havia entrado no próprio carro, desisti e entrei no meu de volta, agora sim todas as chances de me livrar de uma noite de caras emburradas havia ido pro espaço.
Respirei fundo umas duas vezes, antes de procurar minha chave pra sair dali
Ouvi o som de uma mensagem chegando.
'segue meu carro'
Ai Jesus, será que um dia eu conseguiria dizer não? Um dia talvez, não hoje.
Fiz o que ele me pediu, não me surpreendeu nem um pouco que era pra casa dele que estávamos indo.
Parei meu carro há uns dois quarteirões de lá. Quando cheguei perto do prédio, ele estava na esquina me esperando ainda de cara fechada. Eita homem pra emburrar fácil... Saco.
Estava há um pouco menos de um metro dele e vi algo voando na minha direção, peguei por causa do meu reflexo bom.
-Verde portaria, azul portão de entrada do bloco, vermelha da porta da frente. - ele apontava pras cores do plástico que envolvia a parte de cima das chaves.
Isso significava o que? Que eu estava autorizada a aparecer sempre...
-E se um dia eu entrar na sua casa e você estiver numa situação constrangedora no sofá? - perguntei seguindo-o pela rua, na direção da entrada do prédio.
-E só você me ligar sempre que vier pra dar tempo de eu esconder ela no guarda roupa... - ele disse com um sorriso torto.
-Não acho que ela vá achar legal ficar presa lá dentro por minha causa. - respondi rindo, entrando pela garagem do edifício.
-Eu não costumo me importar com o que elas gostam ou deixam de gostar.
Acides na voz novamente. Eu começava a me perguntar se realmente não preferia a cara feia do meu pai.
Fomos em silêncio até o apartamento. Ele parecia de mau humor ou eu sei lá o que... Aquele silêncio começava a me irritar. Depois que ele fechou a porta, foi pra cozinha abrindo o freezer. Oh, mas o quê que era aquilo?
-Edward eu não acredito nisso. O que foi que eu disse sobre comer tanto congelado desse jeito?
Tomei a frente dele pra olhar melhor. Estava abarrotado de pizza, tortas e outras coisas semi-prontas. Peguei uma embalagem de lasanha. Eu havia visto uma matéria semana passado sobre aquele tipo de congelado. A concentração de sódio era tão grande que estava causando problemas de rins nas pessoas que consumiam com freqüência.
Ele puxou a embalagem da minha mão, fechando a porta do freezer com força.
-Pare de reclamar - sua voz era grossa, ele estava quase gritando - Você vai querer jantar ou não?
Fiquei o olhando ali com aquela expressão dura, acusadora, ameaçadora. Foi quando eu me toquei, eu estava ali pra não ter que agüentar desaforos do meu pai por causa do que eu havia feito ontem, ao invés disso estava escutando desaforo por algo que havia feito meses atrás. Eu era uma idiota muito grande mesmo.
Foi uma lagrima solitária, fiz uma promessa em silencio pra eu mesma, seria a ultima também.
Virei minhas costas pra ele e fui buscar minha bolsa no sofá.
Quando me virei pra porta ele já estava lá trancando a e guardando as chaves no bolso do jeans.
-Você não vai embora - ele disse serio, me olhando.
-O que? Vai dar que desculpa da hora de novo? - eu respondi ficando vermelha de raiva - São seis horas ainda, tem muita gente na rua.
-Não. Não vou dar desculpa. Dessa vez você não vai embora porque eu não quero.
E eu senti uma dor aguda que na verdade era mesmo uma sensação de impotência enorme. Sabia que não poderia sair dali pra voltar pra minha casa. Sabia que não podia ajudar em nada pra curar minha mãe. Sabia que não podia fazer nada pra salvar o casamento dos meus pais. Não podia fazer nada pra que do dia pra noite aqueles velhos babentos parassem de me olhar como a filinha do chefe e passasem a me dar o respeito e mérito que eu merecia. Eu não podia fazer nada a respeito de nada, essa era a verdade.
-Eu odeio você - um soco no ombro dele - odeio você - outro soco – odeio - dois socos de uma vez só - o.d.e.i...
Ele não parecia se atingir com meus tapas. Quando viu que a histeria se apoderava de mim, apenas me abraçou forte, comigo ainda batendo nele, chorando novamente...
Mas não, não estava quebrando minha promessa. Não era nele que eu estava batendo, não era ele que eu queria socar, não era por ele que eu estava chorando. Era por tudo. Pelas idiotices dos meus pais, pelas cagadas que Alice fez com a própria vida e principalmente pelas minhas idiotices. Porque era só isso que eu sabia fazer na minha vida, estragar tudo, sempre.
Eu continuava batendo nele que agüentava firme, sem se mexer, sem tirar os braços de volta de mim e meus punhos doíam de tanto se chocar com seu ombro.
Ele esperou que eu me acalmasse um pouco e me sentou no sofá me dando um beijo no rosto saindo em seguida. Fiquei lá, me deitei ainda extravasando toda a dor que eu juntava dentro de mim sabe-se lá há quanto tempo.
Acho que já era de noite, horas já deviam ter passado e eu continuava deitada no sofá com uma mão embaixo do rosto olhando pro vazio do tapete dele.
O vi colocando uma toalha na mesa de centro da sala e depois dois pratos e uma garrafa de vinho.
Se sentou em uma almofada colocando outra do seu lado.
-Venha antes que esfrie.
Ele tinha um sorriso torto agora. Parecia que minha crise de choro havia espantado aquele mau humor todo dele.
me levantei sentando- me ao seu lado. Ele não ascendeu a luz pra comer. Apenas a pouca claridade que vinha das janelas nos permitiam ver os contornos um do outro.
-Não vai acender a luz? - perguntei tomando um gole de vinho.
-Não. Consegue comer mesmo assim?
Eu não respondi, espetei o garfo em uma rodela de canelone. Eu adorava massa.
Ele comeu em silêncio também. Às vezes me perguntando se eu queria mais vinho e eu sempre aceitando. Estava na quinta taça, ou será sétima? Não sei. Parei de contar na terceira. Aliás, eu esqueci como se conta na terceira.
-Esse vinho parece mais forte - comentei limpando minha boca acabando de comer.
-Realmente. Ele tem uma concentração de álcool maior.
Ele se levantou levando os pratos pra cozinha e eu o segui levando as taças e a garrafa com o que restou do vinho.
A tristeza vinha agora, era hora de ir embora, encarar meu pai, Jasper que provavelmente já havia sido colocado a par de tudo, mas que como era do ponto de vista do meu pai devia estar irado comigo.
Depois de colocar tudo na pia ele se virou pra mim.
-Quer uma camiseta minha pra dormir melhor?
Senti meu rosto queimar. Será que ele lia meus pensamentos? Será que meu oferecimento pra dormir ali havia sido tão claro? Bella, a oferecida sem teto. Aquilo fez meu rosto queimar ainda mais.
-Não precisa ficar roxa de vergonha Bella - ele passou um dedo pelo meu rosto - Não estou te pedindo pra fazer nada, só pra dormir aqui comigo.
Ele estava pedindo? Pra quem estava pensando em ajoelhar e implorar pra ficar nem que fosse no sofá isso estava pra lá de bom.
-Eu posso dormir no sofá se você quiser - ele disse, vendo que eu não respondia nada.
-Não, tudo bem. Tem espaço pra nos dois lá - desviei meu olhar do dele vendo algo no balcão - Posso pedir uma coisa?
Tentei meu sorriso maroto, seus olhos brilhavam de me ver assim. Será que era o álcool, ou ele me comia com os olhos?
-Pode...
-Posso levar a garrafa de vinho junto? - eu não sei se era pelo álcool extra, mas eu nunca tinha bebido um vinho tão gostoso ao lado de um homemmais gostoso ainda.
Ele se negou com a cabeça rindo. Pegou a garrafa de vinho com uma mão e me puxou com a outra.
Fomos para o quarto e ele me entregou uma camiseta preta. Peguei-a e fui pro banheiro tomar um banho. O xampu dele não era dos melhores, mas serviu pra que me sentisse mais fresquinha. Saí de lá esfregando a toalha no cabelo já com a camiseta que ele havia emprestado.
Oh god. Ed com cara de soninho e de boxer preta e a coisa mais fofa do mundo.
-A garrafa esta em cima da cômoda se você quiser - ele disse passando por mim. Seu rosto passou perto do meu, mas logo se afastou.
Nenhum beijo. Eu estava na casa dele desde as cinco da tarde, já eram mais de onze e ele ainda não tinha me dado nem um beijinho ainda, é maldade.
Eu realmente tentei me deitar quando ouvi o barulho do chuveiro, mas saber que meu deus grego estava no banho tão perto assim não me deixava em paz.
Fui pra perto da porta então. Gente, pra que um banho tão quente? Aquilo estava uma fumaceira só e não pense que eu estava espiando escondida. Me apoiei no batente da porta vendo a sombra que ele fazia no Box esfregando a perna, a barriga. Ah céus, melhor eu sair, meu frágil coração não agüenta. Eu estava quase fazendo isso quando vi a porta do Box abrir. Ele puxou uma toalha que estava pendurada. Não pareceu surpreso a me ver ali olhando.
Pensei que ele fosse enrolar a toalha na cintura. Ao invés disso saiu de lá esfregando o cabelo, não parecendo nem um pouco incomodado com a nudez a minha frente. Claro que não. Quando se tem um corpo perfeito de deus grego daquele, se envergonhar de que?
Ele deu um sorriso torto ao ver que eu o estava medindo dos pés à cabeça. Oh god. Que corpo aquela checada básica fez com que eu mordesse meu lábio inferior. Acho que aquele negócio de não precisa fazer nada, só dormir, eu dispensava por hoje.
-Já te disseram que você e muito, muito gostoso? - arqueei uma sobrancelha pra acentuar mais minha afirmação.
Ouvir aquilo fez com que seu sorriso dobrasse de tamanho, enquanto ele parava em frente ao espelho do balcão mexendo no cabelo ele me respondeu
-Eu costumava ouvir isso todos os dias no meu antigo emprego.
Gostoso e convencido. Era típico. Onde estava uma coisa, estava a outra.
Depois daquela minha declaração obvia e descarada de que tava tão afim, pensei que ele fosse tomar a iniciativa, ou algo assim, mas não. Ele apenas passou por mim indo ate a gaveta pegar uma samba canção de cetim preta. Eu geralmente achava aquilo horrível em outros caras, mas nele ficava tão sexy.
Ele puxou as cobertas pra parte de baixo da cama e se jogou no lado direito dando palmadas no outro lado pra que eu fizesse o mesmo. E eu fiz né. Fazer o que? Deitar na mesma cama que ele era tão ruim.
EU SOU MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO legal mesmo. IUAHSIAUSHIAUHIUSH' 2 capítulos em um dia? aaah nem.
tá que não é um super capítulo, mas foi de coração. e PARABÉEEEEEEEEEEEENS SARA! muuuitas felicidades e anos de vida *-*
eu fui dá uma olhada agora nas reviews antigas e eu to sentindo falta de muita gente pra falar verdade. e eu preciso me sentir amada pra revisar esses capítulos que sugam a minha energia ;/
voltem pra mim e não me abandonem! MILHÕOOOOOOOOOES de beijos pra todas. eu queria mandar um beijo especial pra Miih Brandon Cullen, criei um apego por ela indescritível. IUAHSIUAHSIAUHS'
amo vocês, de verdade. :* eu preciso de reviews, vou começar a fazer chantagem.
