Ponto de Vista da Bella

-Me desculpe. vi que Ângela já havia ido embora. Achei que você estava sozinha.

Eu sai correndo da minha mesa indo em direção a ele que já havia saído da sala rapidamente. Foda-se as aparências na frente dos outros. Eu não podia o deixar ir embora tirando as conclusões que eu havia visto em seus olhos.

Não dava pra alcançá-lo naquela velocidade. Não as minhas pernas curtas pelo menos.

-Edward! - ele aumentou a velocidade - Edward, quer fazer o favor de parar de fugir de mim? - e dessa vez eu gritei com ele.

Que simplesmente foi pelas escadas. Filho da puta que freqüenta academia. Que fôlego pra correr é esse?
Devo ter chegado muito tempo depois. Os corredores vazios. Todo mundo já havia ido embora.
Fui ao lugar obvio onde ele deveria estar. A sala dele. Entrei, estava sentado na mesa, guardando umas coisas na gaveta, desligando o computador.

-Porque ficou desse jeito? - perguntei deixando cair uma lagrima.

-Porque você se entrega sozinha...

Ele não me olhava. Fitava a tela do computador esperando terminar de finalizar.

-Como assim eu me entrego?

Cheguei mais perto. Cruzei meus braços. Ele não me olhava.

-Mas que droga Edward, olhe pra mim!

Ele relutou. Seu maxilar ficou mais rígido. Ele ia quebrar os dentes se continuasse botando aquela força ali.

-Não desconte nos seus dentes, desconte em mim! - eu disse descruzando os braços.

Eu não sei como, de repente eu estava na parede. a mão dele segurando a lateral do meu cabelo.

-Você ta afim daquele cara - ele parecia ter nojo de pronunciar aquelas palavras. - Ta se sentindo atraída por ele - não. Não era uma pergunta. Simplesmente uma afirmação.

-É claro que não estou! Você e que esta vendo coisas.

-Você me olhou com culpa quando entrei naquela sala Bella. Conheço culpa quando a vejo.

-Eu não tenho... - me desviei das mãos dele que ainda puxavam meu cabelo. Ele parecia com ódio... - Não tenho motivos pra me sentir culpada.

Ele deu um passo pra trás pra me olhar enquanto eu falava.

-Não devo nada você, nem você a mim. Não foi esse o trato que fizemos? Porque eu me sentiria culpada?

Eu vi uma risada nervosa e cínica ao mesmo tempo se formando em seus lábios.

-Ah, então você quer jogar MESMO pelas regras? - ele passou a mão pelos cabelos e se virou pegando sua mochila chegando perto de mim - Perfeito Srta Isabella. Você quem manda.

Não era ódio o que estava em seus olhos. Era magoa. Ele estava magoado comigo, de novo. Por quê?
Não consegui dizer nada enquanto via-o sair pela porta.

Uma parte de mim me dizia pra sair correndo atrás dele, pra colocar tudo em panos limpos. Explicar que eu apenas estava com vergonha por ele ter me pegado tocando alguém que não era ele porque eu sabia como EU ficaria se visse ele nessa situação com alguém, que eu nunca olharia, nunca amaria mais ninguém como eu o amava.

Mas havia outra metade...

Outra metade que estava cansada. Cansada de tentar provar a Edward Cullen que eu não era uma mentirosa lunática. Que só fiz o que fiz porque amava ele. Que não era da minha natureza mentir. Uma parte de mim que sabia que depois daquela noite no meu quarto ele nunca mais acreditaria em uma palavra minha, seria sempre assim. Ele o mártir e eu a carrasca que tentava desesperadamente se desculpar por alguma coisa que nem sequer havia feito. Seria sempre a desconfiança e a magoa que eu veria em seus olhos por mais que eu tentasse fazer com que ele me amasse a magoa e a desconfiança de que se o que estava saindo da minha boca não era outra mentira estaria ali. Eu estaria sempre que estar correndo atrás dele pra provar que falava a verdade. E eu... Eu estava cansando. De verdade.

Ponto de Vista do Edward

Emmett era um gênio. Eu sabia que ia compensar falar com ele.
Depois que Bella foi embora do meu apartamento naquela noite, e que noite por sinal, eu sei lá qual a causa, razão ou circunstancia, mas a idéia de que os tais 'velhos babões' pudessem fazê-la se sentir menor do que era me fazia espumar por dentro. Então ao invés de remoer minha dor, ou apenas consolá-la eu resolvi agir.
Meu primo irmão me explicou como funcionam as coisas na hierarquia de uma empresa comum. Ele só não sabia se aquilo funcionava ali porque Bella não havia sido empossada oficialmente no cargo de diretora, mas como herdeira legal tinha alguns direitos que pelo o que Ângela estava me explicando, estavam sendo amplamente desrespeitados. Possivelmente pela falta de sabedoria dela nesse ponto. Bem, eu tinha esse conhecimento agora.
Passei boa parte da minha noite fazendo um documento pra ela. Primeiro com os direitos legais dela, depois aqueles que ela supostamente ganhou com o cargo que ocupa.
Achei algumas dicas num desses livros de auto ajuda sobre como se portar em publico. Eu não sei porque, mas eu suspeitava que grande parte do problema dela estava na falta de firmeza na hora de dar sugestões ou ordens. Ela precisava entender que ser doce e simpática nem sempre é interessante. Pode fazer com que suas palavras e atitudes não tenham o impacto necessário.

Passei meu dia numa expectativa. Queria ver qual seria sua reação ao que eu havia concluído. Queria saber se ela pelo menos testaria aquelas dicas.
Fiquei ate mais tarde. Esperei Ângela passar pela minha porta indo embora e fui pro escritório dela. Eu sabia que como a festa estava próxima ela devia estar resolvendo coisas de ultima hora.
O porquê ela estava toda boba risonha e tocando o ombro daquele cara eu não sei. Impressão minha ou ele esta com a camisa aberta?

Flashback

-Não sei se já te contaram, mas o novo assistente do senhor Mars não é qualquer um.
Ângela estava meio vermelha. Talvez tivesse exagerado no campari, pois não costumava comentar a vida do pessoal da empresa comigo, nem na faculdade. Mas hoje estava apresentando o namorado pra mim então tentava se mostrar mais faladeira do que o normal.
-o pai dele tem uma rede enooorme de supermercados aqui na cidade - ela olhava pra Ben agora - E o playboyzinho quer provar que não sabe só torrar a grana dos pais. Então esta trabalhando lá com agente.
-James é um playboy? - eu não costumava dar corda pra fofoca, mas eu sabia que o tal andava passando mais tempo com a Bella do que eu, então...
-Mais ou menos. É educado, esforçado, mas todo mundo sabe que só inventou esse negocio de trabalhar na empresa dos outros pra desafiar o pai que queria colocar ele na linha como 'herdeiro' - ela fez o gesto de aspas com os dedos junto com uma careta - Acha demais o que faz, trabalhando cinco horas por dia - ela deu mais um gole na cerveja então - Se tivesse que trabalhar como a pobre da Bella faz, ele ia saber o que e trabalhar feito um homem de verdade.

Então era rico. Bella andava de um lado para o outro, oito horas por dia, com um riquinho? Mas é lógico que ele era rico, eu devia ter lido na cara dele desde o começo.

Fim do flashback.

Aquela cena de Ângela no bar passou como um flash pela minha mente vendo aquela cena. Eu estava longe, mas pude ver as pupilas dela se dilatando ao me ver ali, a boca se abrindo por causa do susto. Droga. Idiota. Idiota... Mil vezes estúpido! Quando vai aprender a se por no seu lugar?

Ela veio correndo e gritando atrás de mim, lógico que viria. não perderia tão fácil não é?

Bem, eu vou te dar uma dica. Quando um cara disser que a partir de hoje ele só quer te comer e porque esta com medo de dizer que sente algo mais, porque se ele realmente não te quisesse era simples. Ele simplesmente não te comeria mais.

Outra coisa, se simplesmente não viramos pro lado e dormimos ou vamos pro sofá depois que acaba o sexo é porque gostamos realmente de você.

Ela só tinha que me dar um beijo. Dizer que eu não tinha com o que me preocupar. Era simples. Eu estava inseguro. Não era porque eu tinha bolas no meio das pernas que eu não podia sentir isso. Mas ela não entendeu. Lógico que não entendeu. Ataque era a melhor defesa. Ela devia conhecer esse ditado. Ela o usava agora.

-Ah. Então você quer jogar MESMO pelas regras? - eu pensei que no momento que havia a deixadoela chorar nos meus braços. Aquilo havia sido esquecido, mas não pelo visto. Ótimo. Pior pra ela - Perfeito Srta Isabella. Você quem manda.

Ponto de Vista da Bella

Burra. Burra. Burra. Quantas vezes eu teria que repetir isso pra eu mesma?

Meu pai não parava de falar a cinco minutos sobre como e importante respeitar a autoridade dele, que assinar um ou dois papeis não tiravam o mérito de que ele havia transformado a firma falida de publicidade da família da minha mãe em sinônimo de qualidade em apenas alguns anos com trabalho árduo e que se eu tentasse novamente chamá-lo de louco e covarde eu descobriria o que e ser desprezada pelo próprio pai. Segundo ele, desprezo dói mais do que tapa na cara e eu iria descobrir amanha porque eu sabia que depois do que havia acontecido entre eu e Edward naquele escritório. Isso seria o que eu receberia dele com um pouco de sorte.

Eu queria tanto poder ir chorar no ombro dele, mas como eu não podia, tive que fazer o que estava evitando durante todos esses dias. Desabafar com Alice.

A gravidez dela andava sensível. Sangramento a todo o momento. Jasper havia se tornado praticamente um zumbi porque agora que iria ser pai, estava levando a agencia de viagens a serio e quando chegava cansado em casa passava a noite acordado velando o sono da esposa com medo que algo de ruim acontecesse a esposa enquanto ele dormia.

Eu procurava não dar palpite quanto a esse assunto, mas depois que descobri que Alice estava num estado desses, tentei não preocupá-la com minhas aventuras adolescentes um tanto atrasadas.

Mas naquele dia não ia ter jeito. Eu precisava muito conversar, chorar, saber onde e que eu estava errando.

Ponto de Vista do Edward

E complicado quando situações como essas te atingem. Você sabe que tem que fazer algo, sabe que tem que ser logo. Mas simplesmente não sabe o que fazer.

Um limite havia sido alcançado. A mágoa já não podia ser escondida. Quando eu a via eu já não sabia se queria simplesmente quebrar o seu pescoço, ou quebrar o meu por ainda ser tão apegado ao ar que ela respirava.

E fácil dizer 'larga pra lá', 'parte pra outra', mas partir pra outra significa voltar pra minha vida antiga. Voltar pra ela é voltar a não ter razão de existência, uma vida sem nuance. Eu não pensei que fosse assim, mas só agora eu via que minha vida só tinha razão com Isabella por perto e isso tinha que acabar. Eu não sei como porque por mais cagadas que ela fazia, eu simplesmente procurava uma maneira de ver por outro ponto e tentar entende-la, mas dessa vez não tinha como ver por outro ponto. Eu só vi por um ponto. aquele em que eu estava parado, com a porta aberta e ela passando a mão num cara semi nu. Ciúmes idiotas? Talvez, mas eu não queria MINHA mulher passando a mão em macho nenhum. Desde quando era minha mulher? Pensei que a partir do momento em que eu havia dado as chaves da minha casa pra ela, isso houvesse ficado bem claro.

Foi com esses sentimentos conflitantes que eu cheguei à casa do Emmett. Rosalie dava aulas à noite de quarta feira, então eu sabia que o clima estaria mais tranqüilo. Eu preciso conversar. Mais do que nunca.

Ponto de Vista Interativo

Emmett e Alice - Eu não acredito que você está chorando...

Alice - Por esse cara...

Emmett - Por essa uma...

Emmett e Alice - De novo.

Emmett - Edward...

Alice - Isabella...

Emmett e Alice - Você não se cansa não?

Alice - Já viu que esse cara nunca vai esquecer o que você fez?

Emmett - Já viu que essa garota e louca e não sabe o que quer?

Emmett e Alice - Parte pra outra!

Edward e Bella - Mas, eu não consigo!

Emmett e Alice - Pois é melhor que você consiga, antes que eu vá lá e...

Alice - Quebre a cara daquele moleque.

Emmett - Arraste ela pra minha cama pra saber que segredo e esse pra te deixar fora de si.

Ponto de Vista do Edward

Boa! Estava demorando. Ele havia ficado - me deixa dar uma olhada no celular - ele ficou três minutos e vinte e dois segundos sem fazer uma piadinha com a desgraça da minha vida. Aquele devia ser um recorde pra ele.


por hoje é só :*

PS BOMBÁAAAAAAAASTICO: quem viu a foto do Rob e a Kristen se beijando? quem é ROBSTEN? eu fiquei assim :O