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/Limp Bizkit - Por trás dos Olhos Azuis/
Ninguém sabe como é
Ser o homem mau
Ser o homem triste
Por trás dos olhos azuis
Ninguém sabe como é
Ser odiado
Ser destinado
Para contar apenas mentiras.
Mas meus sonhos não são vazios,
Como minha consciência parece ser
Eu tenho horas, de pura solidão
Meu amor é a vingança
Que nunca está livre.
Ninguém sabe como é
Sentir esses sentimentos
Como eu sinto
E eu culpo você.
Ninguém engana-se dificilmente
Na sua raiva
Nada de minha dor é como a desgraça que
Pode mostrar a verdade.
Mas meus sonhos não são vazios,
Como minha consciência parece ser
Eu tenho horas, de pura solidão
Meu amor é a vingança
Que nunca está livre.
Descubra L.I.M.P, Fale (4x)
Ninguém sabe como é
Ser maltratado
Ser derrotado
Por trás dos olhos azuis.
Ninguém sabe como falar
Que está arrependidos
E não se preocupe
Não estou mentindo.
Mas meus sonhos não são vazios,
Como minha consciência parece ser
Eu tenho horas, de pura solidão
Meu amor é a vingança
Que nunca está livre.
Ninguém sabe como é
Ser o homem mau
Ser o homem triste
Por trás dos olhos azuis.
-Você tem certeza de que não vai ter problemas no seu trabalho se for com agente? - Adiantava ele me perguntar isso na entrada do avião com o check-in já feito?
-Tenho Emmett... Minha patroa se demitiu e o cara que simultaneamente viraria meu patrão caso isso acontecesse sumiu depois de dar um desfalque na empresa... - aquela coisa estranha se apoderou de mim novamente... Um vazio talvez - desfalque que só vai ficar impune por minha causa por sinal...
-Tem certeza de que a tal Miranda ainda não pode ferrar com a sua vida? -- ele procurava por nossos acentos, aliás, nossos uma pinóia, eu pedi o meu bem longe da Rose que estava indo na nossa frente e me ignorando desde que Emmett havia me buscado na minha casa.
-Tenho. Pelo que Alice me contou o tal tio Charlie da Bella tem bastante poder na cidade, se alguma denuncia for feita ele dá um jeito de ela sumir por milagre.
Emmett ficou balançando a cabeça com um ar incrédulo.
-A garota faz uma coisa dessas por você e você larga ela sozinha... Eu não sei o que se passa com essa sua cabeça oca viu.
Eu olhei pra Rose gritando com uma mulher com duas crianças que aparentemente estava sentada em sua poltrona.
-Eu é que não sei o que se passa na sua cabeça oca - apontei pra frente, pra cena que ele ainda não tinha visto - afinal você se casou com isso ai...
Ele fez uma cara de bravo pra mim, mas depois se adiantou pra ver o que estava acontecendo. A mulher não parecia falar português, dizendo tudo num espanhol enrolado, Rose tentava falar o portunhol arranhado dela...
-No. no... Noventa e nueve, mi logar, mi potrona. Escafeda-se.
-Amor - Emm bateu no ombro dela.
-Espera ai Emmett que eu preciso me entender com essa folgada aqui.
-Amor... - ele bateu no ombro dela de novo.
-Saia-te ahora de acá entendeu? - ela gesticulava com a mulher que não entendia nada e Emmett parecia estar ficando irritado.
-ROSALIE HALE CULLEN SERÁ QUE DÁ PRA ME OUVIR?
Quando Rose se virou pra ele, os olhos arregalados, a boca meio aberta com uma clara expressão de ódio eu tive vontade de fugir. De verdade. Eu não queria estar na pele do meu primo agora, não que eu alguma vez já o tenha feito.
-Você gritou comigo? Você gritou comigo seu brutamonte... Eu vou...
-É 66 Rosalie.
-Pegar minhas roupas e sair de casa de casa e depois... - ela parou meio assustada então... - O que é 66? - ela perguntou confusa.
-Sua poltrona meu amor, é 66. Não noventa e nove. Esta pobre senhora não esta no seu lugar.
O vermelho que o rosto da Rose ficou naquele dia era realmente indescritível.
A casa de campo do tio Carlisle que resolveu ficar por um tempo lá antes de voltar pra vida rotineira na cidade. Alice me disse que eu era um covarde fujão quando contei que ia ficar por um tempo lá. Eu não neguei. Eu era isso mesmo.
Levei minhas coisas pro quarto que seria meu e fui pra cozinha encontrar tia Esme. Estava mais bonita do que nunca. Bronzeada, um sorriso fácil que sempre tinha nos lábios.
-Veja só se não é o garoto de programa mais bonito que eu conheço - ela estendeu os braços, abraçando minha cintura, já que sem salto era bem menor que eu. Assim como... Enfim... Ela era baixinha.
-Quantos garotos de programa você conhece alem de mim tia Esme?
-Nenhum... Acho que todos saíram do ramo assim que você entrou.
É essa era a primeira frase que dizíamos toda vez que nós nos encontrávamos. Isso desde... Desde sempre eu acho. Desde que eu comecei na nova profissão pelo menos.
-Mas pelo o que eu andei sabendo, você saiu do ramo também não é? - ela disse com um sorriso malicioso tirando um pacote de cereal do armário. Pelo visto Emmett andou falando, e demais...
-Isso já é passado.
-Vai voltar pra antiga profissão então? - ela perguntou indo buscar o leite na geladeira.
-Não, mas sei bem que não e no meu novo emprego que esta interessada.
Ela fez aquela cara de criança que e pega em flagrante.
-Eu sinto que não vá poder conhecê-la. Ela é... é - eu não conseguia encontrar uma palavra - Linda...
Eu soltei com um suspiro, e ela se aproximou de mim colocando uma vasilha com cereal e leite pra mim...
-Eu sei que ela é linda - ela respondeu se sentando ao meu lado...
-Como sabe? Já a viu por acaso?
-Sim. Eu e Carlisle recebemos o vídeo da ultima reunião de amigos do Emmett. Soube que a garota simpática e abatida que recebia os convidados e apareceu varias vezes no vídeo era aquela que quebrou seu coração - aquele sorriso compreensivo dela não era muito animador... - Ela é realmente muito bonita. Estranha foi a forma como ela subitamente desaparece assim que você chega a festa - ela colocou uma mão no meu ombro apertando um pouco num carinho maternal - Você esta muito bonito naquele vídeo por sinal. Agora que não é mais acompanhante de uma noite. Pensou melhor sobre o que eu te falei sobre ser modelo?
-Pensei sim. E a resposta ainda e não obrigado.
-O que pretende fazer então? Sofrer por essa linda garota pelo resto da vida? Emmett me contou que você largou tudo, faculdade, emprego, quando vocês terminaram o namoro.
-Emmett não tem vida própria para cuidar não? - ela ficou vermelha por ter deixado escapar sua fonte - E não. Não pretendo ficar chorando. Estou fazendo faculdade. Estou cuidando da minha vida...
Esme ficou me olhando por um longo tempo. Parecia perdida ao mesmo tempo em que procurava algo em mim que eu não sabia e da sua boca saiu a frase que eu esperei toda uma vida pra ouvir...
-Seus pais estariam orgulhosos de você se estivessem aqui...
Eu nem imagino porque uma lagrima caiu de seu rosto naquele momento, a apenas alguns minutos estávamos rindo, agora ela parecia pensativa.
-Não que isso já não fosse verdade. Se orgulhariam de você porque eles admiravam o amor. eu acho que nunca vi um casal que se amasse tanto, mas tanto quanto seus pais, eles tinham uma cumplicidade no olhar. Havia algo nos olhos do seu pai e da sua mãe que entregavam a quem estivesse por perto toda a admiração, paixão e amor que tinham um pelo outro.
Ela se calou por um momento.
-Eu sempre penso que queria poder amar Carlisle com a intensidade que eles se amavam e olha que eu amo muito seu tio, não é pouco... - ela me olhou de um jeito divertido então - mas nem tudo são flores, houve uma crise seria entre eles certa vez... - ela limpou os olhos marejados num sorriso doce - Você sabia que salvou o casamento dos dois?
Uma declaração daquelas não era o que esperava agora.
-Eu nem sabia que o casamento dos dois chegou a precisar ser salvo... - ela franziu a testa ao me ouvir dizer aquilo - pensei que tivessem um casamento perfeito.
Da forma como ela ria agora parecia que a maior besteira do mundo havia saído da minha boca agora.
-Perfeito? - ela se levantou pra pegar um copo de água - Meu deus Edward... Você tem noção de quantas vezes seu pai dormiu no meu sofá por ter brigado com a sua mãe? Meu bem, casamentos não são perfeitos, casamentos têm compreensão e amor. É diferente - ela olhava pra aliança no dedo – Sem falar no sexo de reconciliação.
Ela me olhou assustada, pelo visto aquela ultima parte não devia ter saído em voz alta. Ela estava roxa de vergonha... – Eu vou... Vou... Ver se Caca quer um café. Seja bem vindo meu bem - e ela saiu correndo da cozinha.
Como ela fazia aquilo? Jogava por terra abaixo a maior convicção da minha vida de que se um casal era perfeito um para o outro, não havia brigas nem discussões assim como meus pais...
Então eles eram um casal normal? Que brigava? Como assim? Isso não fazia sentido nenhum...
Fui atrás dela, estava no quarto, dobrando umas roupas e colocando em uma gaveta.
-O que você quis dizer com salvei o casamento deles? - disse me encostando-se ao batente da porta.
-Ah Edward, esqueça isso. Não sabia que falar dos seus pais afetaria tanto você.
-Não me afetou tia. Só fiquei curioso.
Ela me olhou meio de canto e depois se sentou na cama me chamando pra fazer o mesmo.
-Salvou o casamento porque depois que você nasceu... Ninguém nunca mais viu os dois brigando ou algo do tipo... - ela arrumou o cabelo meio nervosa - Seus pais costumavam ter brigas constantes por motivos muito fúteis.
-Que motivos? - pela descrição que faziam deles eu não conseguia imaginar um motivo suficiente pra fazê-los discordar.
-Sua mãe ficava brava com seu pai por causa do cigarro e o seu pai pela mania dela de tricotar lá mesmo tendo uma alergia horrível.
Eu não consegui não rir daquilo.
-Mas isso são motivos ridículos.
-É. Mas você tem que entender que às vezes brigas fazem bem - ela viu a cara de nojo que eu fiz. Não podia imaginar discussões fazendo bem a alguém - Às vezes você só consegue mostrar a uma pessoa que realmente se importa com ela, brigando com ela. Isso mostra que você esta atento aos olhares, ao que acontece ao redor, quando não e nada exagerado e freqüente e lógico. Mostra que a pessoa se importa com o que acontece com você.
Eu estava chorando e nem sabia por que, mas havia um vazio dentro de mim agora, um vácuo dentro do meu peito. Não estava lá ate aquele momento. Eu não sabia do que eu sentia saudade.
-Eu sinto falta deles às vezes - eu disse passando secando meus olhos úmidos - Às vezes como agora...
Senti minha tia me fazendo carinho. Deitei-me em seu colo, o vazio ainda estava lá. É horrível sentir saudade de algo que você nem sabe o que é.
-Eu tenho um modo de você curar essa saudade! - ela disse saltando de repente.
-O que é? - eu perguntei confuso, mas ela não me respondeu. Saiu correndo pela escada.
Ela foi ate a lareira que tínhamos e do lado abriu uma gaveta que eu nem percebi existir. Lá havia muitos e muitos DVDs.
-Se lembra do vídeo que Emmett me mandou, da reunião? - ela disse segurando uma das capas, me olhando com os olhos brilhantes... - pois bem. Emm me mandou outros vídeos também. Outros muito antigos que ele passou para DVD, outros como esse... - ela me estendeu a capa que segurava.
Havia apenas uma etiqueta ali: réveillon 1979.
Eu nem sabia que já produziam vídeos naquela época.
-A qualidade esta péssima por causa da câmera antiga com que gravaram o vídeo. Pode assistir no retroprojetor se quiser aquele controle ali é que o aciona.
Esme saiu me deixando com o DVD e o controle em mãos. A sorte é que Emmett já havia me ensinado a mexer com uma parafernália daquelas.
Tudo pronto. Sentei-me no sofá e coloquei o filme pra rodar...
2...
PS: EU AAAAAAAAAAAAAAAAAAMO VOCÊS!
