Prólogo

O ponteiro do relógio do quarto marcava onze horas. Estava uma noite fria e silenciosa naquele cômodo. Tinha as paredes brancas e as cortinas em tons de rosa, que estavam abertas, permitindo a entrada de correntes de ar gélido.

No criado mudo, ao lado da cama box coberta por um edredom pêssego, podia se ver um porta retrato com três jovens abraçadas em uma festa.

A ruiva estava no meio das três, usava um óculos bizarro de cor verde limão, um arminho rosa Pink no pescoço e fazia bico. A que estava no lado esquerdo tinha cabelos castanhos mediano com mechas claras, estava com uma peruca laranja de palhaço como se fosse chapéu, uma bola vermelha no nariz e fazia uma careta. Por fim a que estava do lado direito tinha cabelos castanhos escuros, usava um óculos com a lente em formato de estrela na cor rosa, diadema com antenas de abelha, também fazia uma careta muito estranha.

O ambiente era limpo e claro, uma decoração de bom gosto. Havia vários porta-retratos espalhados, na grande maioria estavam as três mesmas garotas do anterior. Era o quarto de Lily Evans.

Tinha cabelos ruivos e lisos com as pontas bastante onduladas. Era muito longo e com um 'franjão'. Olhos incrivelmente verdes esmeralda que eram realçados na pele alva. Lily Evans tinha um lindo sorriso.

Dezessete anos, prestes aos dezoito, era uma filha única de um promotor e de uma neurocirurgiã. Daniel e Sarah Evans. Uma menina engraçada, simpática, estudiosa, baladeira de plantão e que ama andar de skate. Lily Evans sempre foi muito querida por todos, sobretudo, por suas duas melhores amigas. Por sinal, elas estavam no deck.

Costumavam fazer essas "festinhas" à noite, normalmente quando seus pais saiam de casa. Eram as três mosqueteiras, como três imãs, eram simplesmente: melhores amigas.

A ruiva retornava da cozinha e entregava para as duas, coquetéis de morango. A mais alta levantou-se e propôs um brinde.

- Para a nova etapa de nossas vidas que está prestes a começar!

Chamava-se Amy, Amy Meester. Tinha dezoito anos de pura meiguice, simpatia, esperteza, humor, energia. Assim como Lily, Amy era filha única. Seu pai e mãe eram, respectivamente, empresário e engenheira civil. Eles sempre lhe ofereceram uma vida de estabilidade e conforto. Ao contrario que se pensa, Amy não era esnobe como algumas garotas da escola.

Tinha um cabelo extremamente sedoso e bem cuidado na cor castanho médio com várias mechas naturais. Os olhos castanhos escuros e pele clarinha. Adorava animais e festas. Sim, ama sair. Amy é o tipo de pessoa que não pode escutar a palavra 'festa' que já está nela.

Após o brinde Lily e Amy se entreolharam e olharam para a amiga mais nova que estava bocejando lentamente.

A caçula do trio era Luma Kopke Schmidt, ou simplesmente, Malu. Havia completado dezessete anos há apenas dois meses. Sempre foi filha única, mas isso não era sinônimo de atenção total de seus pais. Richard era embaixador da Alemanha nos Estados Unidos e Emily era estilista. Ambos brigavam bastante, mas nunca deixaram de amar a pequena Malu.

Os cabelos já não são mais loiros como quando era uma criança, resolveu mudar e assim ficou parecida com seu pai. Os fios apresentam tonalidade castanha escura, lisos com pequenas ondulações na ponta que ela aproveita para investir nos cachos. Olhos castanhos claros como de sua mãe, um sorriso doce e infantil.

Dorminhoca, às vezes tímida... É, só às vezes. Malu costume andar sorridente, sonhadora, "filósofa", vive no mundo da lua, mas tem personalidade forte e sempre teve bom relacionamento com as pessoas.

- Nunca vi alguém tão preguiçosa quanto você Malu. – Lily comentou.

- A preguiça é a voz do progresso. – Disse em tom filosófico.

- Uma barbaridade dessas só poderia ser proveniente de quem? – Amy revirou os olhos.

- Certo, autógrafos depois. – Malu revirou os olhos também.

- Me deu uma idéia. – Lily disse do nada, retirando a sandália.

- Nem pense nisso, Lily Evans! – Malu disse desconfiada da idéia das amigas.

- Já pensamos! – Amy pegou a perna e braço esquerdo da amiga enquanto Lily segurava o outro lado.

- Não, a água está gelada! – Apelou.

- Cinco, seis, sete.. oito!

Houve um barulho do impacto do corpo das três com a água. As três após o mergulho voltaram à superfície e começaram a rir da situação. Estava muito frio, mas era uma sensação agradável, começaram a brincar na água.

- Depois de amanhã, estaremos tão longe disso tudo. – Malu falou pensativa.

- É verdade. – Lily assentiu olhando em volta, adorava sua casa. – Mas espero que a piscina de lá tenha aquecedor. – As três riram.

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Já passava da uma da manhã e eles continuavam na praçinha do condomínio. Moravam em Chicago há um ano.

Era um condomínio luxuoso, na orla da cidade. Tinha um prédio, com doze andares, e duas piscinas na cobertura. Uma praçinha situava-se entre o prédio e o clube, era um local agradável. Uma pequena fonte situava-se no centro, vários banquinhos e mesinhas de concreto espalhavam-se pela grama verde, algumas árvores compunham o cenário.

Estavam em uma das mesas mais afastadas, jogando pôquer. Inevitavelmente, eles acabavam fazendo barulho.

Srta Vissoto, tinha quase setenta anos, era uma mulher vaidosa e muito respondona que morava no primeiro andar, sua varanda coincidia diretamente com a praçinha.

- Ora seus moleques parem já de algazarra ou eu chamarei o sindico! – resmungou da varanda.

- Perdão senhora. – Disse um rapaz de estatura mediana e um pouco acima do peso.

Ele era Peter Pettigrew. Tinha dezoito anos, cabelos castanhos escuros curtos. Rosto arredondado, sobrancelhas largas, olhos castanhos, pele alva e algumas sarnas. Tinha um rosto bonito. Era o mais baixo dos quatro, e era um pouco "cheinho", mas tinha seu charme.

Era um garoto muito simpático e sorridente, gosta de ler e principalmente "cantar". É o guloso do grupo, mas também o palhaço e aquele que sempre está disposto a ajudar os amigos.

- Tudo bem moçinho. – ela sorriu. – Mas calem a boca já! – voltou ao tom áspero e fechou a porta com força.

- Velha ignorante. – James resmungou para si mesmo.

James Potter, dezoito anos. Um rapaz muito alto, músculos bem definidos, ama esportes malhar. Cabelos castanhos geralmente muito bagunçados, olhos castanhos. Era encantador.

Seus pai e mãe eram, respectivamente, engenheiro em mecatrônica e dentista. Era o filho caçula, muito mimado e amado por seus pais. James gostava de correr na praia, malhar, sair para boates, namorar, sim ele gostava muito de namorar.

Tinha um dom natural com as mulheres, talvez, devido a seu lindo sorriso (o corpo sarado e um lindo carro, também são fatores fortes!), James Potter era um sedutor de primeira classe.

- Sinceramente, essa velha gagá não deveria estar dormindo? – Sirius falou em voz alta.

- Shiiiiiiiiiiiiii! – Peter e Remus fizeram o mesmo barulho uníssono.

Sirius Black, dezoito anos, o pecado em pessoa. Era um homem alto, pele alva. Cabelos incrivelmente negros, lisos, em um comprimento um pouco longo. Os fios estavam sempre desalinhados, era o charme de quem anda de moto ou pratica esportes radicais. Possuidor de uma linda e vibrante íris azul.

Músculos definidos, sorridente, galanteador, inteligente, muito estudioso. Esse era Sirius Black, o primogênito da família Black. Sua mãe médica e seu pai empresário. Um homem que ao mesmo tempo era um moleque, uma pessoa responsável e também tão sem limites. Livre, era a palavra que melhor o definia.

Remus Lupin tinha dezenove anos, sendo assim, o mais velho dos "Marotos". Um rapaz sensível, romântico ao extremo e que gostava de escrever nas horas vagas. Tinha cabelos castanhos escuros, lisos e um tanto que rebeldes e olhos castanhos escuros.

Era o tipo de garoto que toda menina sempre sonha: cavalheiro, gentil, estudioso, mas esse mesmo menino também é aquele que ama festa, sair com os amigos para beber e sair dos limites.

- Sabem, acho que vocês deveriam entendê-la, já está tarde, vamos jogar lá na varanda ou no deck. – Disse Remus pondo-se de pé.