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: : Capítulo I : : .
. : : De Nova York para Chicago : : .
James Potter
Depois de Remus defender a velhota chata da Sra. Vissoto, recolhemos o nosso jogo e entramos no hall para esperar o elevador, isso demorou uns dois minutos.
- Sinceramente, essa mulher é um pé no saco! – Sirius continuava reclamando.
- De fato, mas temos que admitir que já seja muito tarde para ficarmos aqui gritando na praçinha ou pelos corredores. – Peter falou entrando no elevador.
- Peter, você só fala isso porque é o queridinho dela. – Remus alfinetou e pressionou o botão 12.
- Mas ela é bem legal. – Defendeu a senhora.
- Deve ser mesmo, para você todas as sextas-feiras tomar o chá da tarde com ela na varanda dela. – Falei revirando os olhos, todos nós rimos, inclusive Peter.
- Ah ela conta histórias fascinantes sobre a guerra. - Ele continuava tentando defende-la.
- Para mim, ela não passa de uma velha impertinente. – Quando Sirius concluiu a frase o elevador parou no quarto andar. – Ah olá Karen. – Disse com um sorriso nos lábios, que todos nos conhecemos.
- Oi, Sirius. – Retribuiu o sorriso.
Peter, Remus e eu nos entreolhamos, estávamos sobrando enquanto os dois estavam parados apenas trocando sorrisos. Tossi alto para enfatizar nossa presença. Ela saiu do estado de transe e perguntou com superioridade:
- Estão subindo ou descendo?
- Subindo. – Ele respondeu.
- Então eu pego o próximo. – Ela retirou a mão da porta e dirigiu-se ao outro elevador, então a porta fechou.
- Você precisava ter visto a sua cara de idiota. – comentei.
- Não estava com cara de idiota. – Resmungou irritado. – Ela é gostosa, não é?
- Aff Sirius, você está interessado nela? – Peter franziu o cenho.
- Estou. – Respondeu com sensibilidade.
- Só para constar: ela tem namorado, que por sinal é um baita de um corno. – Remus se pronunciou.
- Como você sabe? – Todos nós fizemos um coro.
- Ela é "amiga" da Lisa. – Respondeu.
- Não sabia disso. – Sirius suspirou. – Mas ela não deixa de ser atraente e interessante para um casinho.
- Vou me abster, Sirius Black. – Falei, por fim estávamos no décimo segundo andar.
- Ah, sabiam que compraram esse apartamento? – Sirius comentou.
- Sirius, você é um baita de fofoqueiro, dava para trabalhar em revista de fofoca.
- Obrigado. – Disse orgulhoso.
- Com quem está a chave? – Remus perguntou.
- Comigo. – Peter respondeu procurando nos bolsos. – Aqui está. – Entregou a Remus.
- Pô que bagunça. – Peter comentou.
- É, só para constar: amanhã mamãe vem nos visitar. – comentei.
- Sério? – Sirius se largou no sofá.
- Sério, ela me ligou hoje. – Falei me encaminhando até a cozinha para beber água. – O quarto de hóspedes está arrumado?
- Suponho que não. – Remus respondeu. – Parece que o garanhão ai trouxe visitas. – E apontou para Sirius.
- Quem foi a vitima da vez? – perguntei rindo.
- Mika, eu acho. – Disse incerto.
- Não a conheço. – Falei.
- Não estranho, nem eu a conheço, de fato. – Falou pondo-se de pé. – De qualquer forma isso não vem ao caso. Eu vou arrumar a "bagunça" que eu fiz no quarto das visitas, e o resto, bem, a tia já se acostumou não?
- De fato sim. – Respondi. – Mas ela nunca perde as esperanças.
Sirius foi para o quarto de hóspedes arrumá-lo enquanto os tentávamos dar um jeito na bagunça, sem muito sucesso. Fomos para nossos quartos por volta das três da manhã.
O apartamento possui três suítes, ou seja, não é suficiente para todos nós. Ano passado resolvemos que iríamos dividir os quartos de forma que ficassem dois em cada um e o outro... Bem, nossos pais costumam nos visitar com freqüência, o que, particularmente, eu odeio, mas também serve para algumas ocasiões "especiais".
Remus e Peter dividem uma suíte já que eles odeiam bagunça. Sinceramente, o quarto deles parece um cômodo que não pertence a esta casa. E no outro quarto fica Sirius e eu, que gostamos de dormir tarde e temos uma filosofia em comum: "para que arrumar a cama se vai desfazê-la à noite?".
- Quem será que vai morar aqui na frente? – Sirius se jogou na sua cama.
- Depois que eu consultar a minha bola de cristal eu te respondo. – falei e, imediatamente, uma almofada voou em minha cara.
- Espero que não seja nenhuma velha gagá! – comentou. – Esse condomínio precisa de agitação, mulheres bonitas!
- Pensei que a Karen era bonita. – Falei sarcástico.
- Não. A Karen é gostosa, o que é completamente diferente. – Ele me corrigiu.
- Então se explique. – Pedi.
- Mulher gostosa serve apenas para ficar e mulher bonita é para namorar, entende a diferença?
- Não, não entendo seus conceitos para chegar a esta conclusão, mas não pretendo tomar conhecimento agora. Boa noite, Sirius. – Disse apagando a luz.
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Amy Meester
Olhei para meu relógio de punho, eram oito horas. Espreguicei-me e fiquei de pé, Malu ainda estava dormindo, porém Lily já estava de pé. A porta do closet estava aberta.
Fui ao banheiro lavar o rosto e depois coloquei a cabeça na porta do closet e lá estava Lily Evans. Havia quatro grandes malas de viagem vermelhas de carrinho abertas no chão, uma mala menor, também de carrinho e uma mala de mão grande. Estavam todas vazias.
- Bom dia Lily! – Entrei no cômodo sorrindo.
- Bom dia Amy! – Ela veio me abraçar. – Dormiu bem?
- Dormi sim, obrigada.
- É, estou atrasada nas malas. Eu andei saindo com mamãe para fazer as compras para o meu quarto e acabei esquecendo as malas! – Ela disse um pouco frustrada com sua "irresponsabilidade".
- Relaxe, eu acabei as minhas um pouco antes de vir para cá. – A confortei.
- Bem, nosso vôo é pela madrugada, terei tempo de arrumá-la.
- Faremos o seguinte, ainda está cedo, acordamos a Malu para o café e depois agente ajuda com as malas e depois vamos nos arrumar para os almoços com nossas famílias, parece justo não? – Sugeri.
- O que seria de mim sem vocês? – Lily me abraçou.
- Provavelmente alguém que teria de arrumar as malas sozinhas. – sorri.
Voltamos ao quarto para acordar Malu, coisa que ela odeia. Aproximei-me dela e puxei o edredom que ela estava usando, quase que imediatamente ela pôs-se de pé reclamando.
- Hei! Puxar o edredom é sacanagem! – protestou.
- Bom dia, Malu! – Lily interveio.
- Bom dia, Lily. – Respondeu com uma voz simpática esquecendo como fora acordada.
- Vamos tomar café e ajudar Lily com suas malas. – Anunciei.
- Tudo bem, irei ao banheiro e já desço. – Disse ela já alcançando uma porta branca.
Dez minutos depois estávamos sentadas na mesa da sala de jantar da casa de Lily, apreciávamos o café da manhã da cozinheira Maria, nossa ela tem um tempero brasileiro!
Por algum motivo muito estranho, Malu estava muito quieta esta manhã, e definitivamente não foi porque a acordamos.
- Aconteceu alguma coisa? – perguntou Lily, parecendo ler meus pensamentos.
- Não. – Respondeu séria. – Estava pensando...
- Ah Malu, pelo amor de Deus NO Matt de novo não é? – Perguntei a ela.
- Claro que não! – protestou. – Não depois do que eu soube.
- O quê? – Lily perguntou bebendo um pouco de suco.
- Dois dias depois que ele acabou comigo ele ficou com a Tayla dois dias após acabar comigo. – Falou com simplicidade.
- O quê? Lily se engasgou com o suco e perguntou incrédula na mesma hora que eu.
- Vão dizer que vocês não sabiam?
- Claro que não! – Lily disse incrédula. – Por que você não nos contou?
- Porque eu soube ontem. – Disse imparcial.
- Meu deus desde quando você fala com esta naturalidade? – perguntei abismada.
- Bem, desde quando eu descobri que ele é um idiota. – ela piscou para nós. – Acho que deveríamos não perder tempo com essas futilidades e irmos arrumar as malas da moçinha ai.
Meia hora depois subimos para o quarto de Lily, Malu entrou no banheiro e tomou um banho, depois eu e por fim Lily.
Malu ficou responsável por recolher todas as caixas de acessórios de Lily e colocar na mala menor de carrinho, eu fiquei guardando as sandálias e tênis e Lily com as roupas.
- Você vai almoçar com seus pais Lily? – Malu perguntou fechando o zíper da mala.
- Vou sim, eles devem estar chegando a qualquer momento.
- Certo, e você Amy?
- Claro, você acha que minha família perderia oportunidade de fazer um almoço super careta? – revirei os olhos.
- Vou almoçar na casa do papai, mamãe também irá. – Disse um pouco triste.
- Ah Malu, vai ser legal. – Lily sorriu.
- É, suponho que sim. – Disse descrente.
Às onze horas o motorista da embaixada foi buscar Malu, combinamos de nos encontrar no aeroporto. Poucos minutos depois meus pais chegaram.
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Peter Pettigrew
É quase a hora do almoço e eu estou sozinho em casa, acho melhor sair um pouco também. Sirius saiu logo cedo para andar de patins no parque, uma atitude muito infantil, mas que combina perfeitamente com o jeito dele.
Remus saiu há meia hora, almoçar com alguns amigos da faculdade. James foi buscar os pais no aeroporto. E eu? Bem, não tenho nenhuma programação interessante agendada para hoje.
Peguei a carteira e as chaves, seria bom andar de carro, tomar um ar. Ao trancar a porta do apartamento, não foi difícil notar uma movimentação no apartamento da frente.
Havia vários homens trabalhando, montando sofás, colocando quadros, várias caixas enormes espalhadas pelo chão, quando eu digo "várias" eu digo mais do que a quantidade normal de uma mudança. É vai ver a família real não está mudando prá lá.
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James Potter
Estava a exatamente uma hora esperando meus pais no aeroporto, eles vinham de Londres, estavam na casa da vovó. Jazia sentado na cafeteria quando senti um braço delicado repousar em meu ombro.
- Olá mãe, pai. – coloquei-me de pé.
- Como vai James? – papai me deu um abraço.
- Muito bem, e o senhor? – perguntei. – Ora mamãe, por favor, não comece com drama! – repreendi-a antes que começasse a chorar.
- Ora, James, eu senti tanta saudades! – ela me abraçou quase me deixando sem ar. - Querido, eu acho que você está muito magro! – Mamãe apertou minhas bochechas.
- Por deus, não comece com isto de novo. Vamos almoçar, estou faminto!
- Claro. – papai acenou positivamente.
Fomos a um restaurante próximo ao aeroporto, nos servimos de boa comida e colocamos as conversas em dia.
- James, sua avó ficou extremamente desgostosa com você. – mamãe falou apreciando um pouco de seu vinho.
- É muito complicado ir a Londres mãe, é muito longe e eu não... Sabe mãe eu não gostaria de passar as férias longe dos meninos. – confessei.
- Tudo bem querido. – ela segurou a minha mão.
Uma hora depois estávamos no condomínio, pegamos o elevador e nos dirigimos para o décimo segundo andar. Tenho pena da expressão da mamãe ao ver que o apartamento continua no mesmo estado catastrófico desde a última visita.
- Querido, só por curiosidade, passou alguma espécie de furacão nesta sala? – Ela perguntou horrorizada com tamanha bagunça.
- Bem, um furacão eu não sei, mas quatro universitários bagunceiros sim. – Falei, em vez de levar uma bronca consegui arrancar um sorriso dos lábios dela, bom sinal.
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Luma Kopke Schmidt
- Srta, nós já chegamos. – O motorista informou me acordando dos meus pensamentos.
- Ah sim, muito obrigada. – Sorri e desci do carro, amanhã eu não moraria mais nesta casa. Suspirei.
Esses almoços em "família" são nada além de irritantes, hipócritas! Odeio toda a falsidade envolvida neles. Para um bom começo, a família não se reúne apenas papai e mamãe e eles já são o bastante para termos sempre uma discussão a cada reunião.
Maldita ou bendita hora que eles se separaram. Os dois se separaram há três anos quando eu estava no colégio interno até hoje não sei ainda o real motivo da separação. Sempre jantamos juntos as sextas-feiras, todas as sextas-feiras eu participo das conversas "harmônicas" dos dois.
Entrei pelo hall e fui para a sala de estar, muito havia mudado desde a época que mamãe morava naquela casa, mas uma coisa que jamais mudou, foram todas as fotografias espalhadas pelos porta-retratos.
Aproximei-me do meu predileto e fiquei perdida em meus devaneios. Eu tinha apenas dez anos naquela foto, naquela época éramos uma família feliz. Eu estava pendurada na corcunda do meu pai, meus braços envolviam seu pescoço. Ele me segurava com uma mão e a outra estava repousada na cintura dela, todos nós sorriamos alegremente. Lembro-me tão bem daquele dia, estávamos em férias na Disney.
- Olá querida. - papai me abraçou.
- Oi pai. Tudo bem?
- Tudo sim querida, dormiu bem? – perguntou acariciando meu cabelo.
- Sim, muito bem. A mamãe já chegou? – perguntei já sabendo a resposta.
- Claro que não aquela desnaturada!
- Não se irrite com ela, a mamãe trabalha muito. – defendi-a
- Sei... Você sempre defende a sua mãe. – disse com uma pontinha de ciúmes.
- Não comece com ciúmes papai...
- Ah, vamos olhar os jardins, tenho uma surpresa para você!
Fomos para os jardins, lá caminhamos lentamente pela grama verde. Chegamos até as plantações de rosas que mamãe criou e ele suspirou.
- Mandei plantar para lembrar-me de você, sei que são suas favoritas.
- Papai são lindas! – o abracei. Em um canto especial estavam plantados lírios e anêmolas coloridas, minhas flores prediletas.
- Senhor, sua ex-esposa acabou de chegar. – a governanta informou.
- Vamos, sua mãe chegou. – ele informou, mas sua voz não havia desgosto como sempre que falava nela.
O almoço foi um dos melhores desde a separação, eles não brigaram e até conseguiram conversar como duas pessoas normais. Às três e meia subi para dormir um pouco antes da viagem e mamãe prometeu ir conosco ao aeroporto. Progressos!
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Sirius Black
Incrível como patinar me faz bem, eu deveria fazer isso mais vezes. São seis da noite, o tempo passou rápido. É, por essas horas a mãe do James já deve estar lá no apê, é melhor voltar.
Fui patinando até o carro onde tirei o patins e coloquei no banco traseiro, nessas horas eu me sinto tão infantil, mas é uma sensação maravilhosa só não mais que outras coisas.
Fui até o supermercado comprar vinho e depois a uma floricultura comprar rosas brancas e fui para casa. É, parece que o meu andar foi invadido por pintores, decoradores e caixas! Ah é, temos novos vizinhos.
- Boa noite família. – Disse entrando em casa.
- Boa noite. - Eduard respondeu e apertou minha mão.
- Ah Sirius querido, que saudades de você meu lindo! – Tia Dorea veio me abraçar.
- Saudades da senhora também tia Dorea. Rosas para uma rosa. – Entreguei-lhe o buquê.
- Ora sempre tão galanteador! – Ela sorriu. – Muito obrigada querido.
- Ah trouxe vinho para o jantar. – Informei.
- Sirius venha aqui! – James me chamou da cozinha. Eu fui até lá. – Anda me ajuda a colocar o jantar na mesa.
O jantar foi muito agradável, aliás, os pais de James são pessoas muito agradáveis de conversar. Depois da refeição fomos dar uma volta pela cidade.
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Lily Evans
São quase meia noite, ainda estou em meu quarto, terminando de me arrumar e checando os últimos detalhes antes da minha partida. Sentirei tanta falta desse meu cantinho. Tomei um banho quente e troquei de roupa, estava frio então coloquei uma roupa de manga e peguei meu casaco. Desci e informei que estava pronta.
- Podemos ir.
- Tudo bem querida. – Mamãe colocou-se de pé. – Ah Lily, sentirei tanta a sua falta. – Disse chorosa.
- Por favor, mãe, não começa a chorar! – pedi.
- Mas você é a minha menininha, minha filha única! – Ela chorou. – Eu vou me sentir tão solitária.
- Ah, mamãe eu venho visitar nas férias. – consolei.
- Que consolo miserável, só ver minha filha nas férias!
- Ora é para o bem dela! – Papai interveio. – Iremos visitá-la assim que pudermos Lily.
- Estarei esperando. – Sorri.
- Ótimo, pegou tudo? – ele perguntou e eu apenas confirmei com a cabeça.
O caminha até o aeroporto foi silencioso, mamãe soluçava inconsoladamente e papai, às vezes, repousava sua mão sobre a dela.
Chegando lá, avistamos imediatamente os pais de Malu, mas ela não estava. Nossos pais se cumprimentaram e sentaram-se para conversar.
- Oh Emily, como vamos permitir isto? – Mamãe perguntou.
- Sarah, eu não estou fazendo isto de bom grado, mas sei que será o melhor para ela. – Tia Emily disse segurando a mão da mamãe.
Papai e Tio Richard tem muito em comum. Eles conversavam sobre política e economia. Mas onde diabos a Malu se meteu? É, séria uma ótima resposta.
- Com licença, Tio Richard, o senhor viu a Malu? – perguntei.
- Ela foi comprar chocolate quente, ela já deveria ter voltado. – Disse olhando para o relógio.
- Eu vou procurá-la. Papai, faça o meu check-in, por favor.
Sai caminhando pelo aeroporto, ora bola, quantas pessoas mal educadas! Dois rapazes esbarraram em mim quase levando meus pés e nem pediram desculpas!
Sim, mas onde diabos ela está!? Fui para a cafeteria do local e avistei uma figura "nanica" apreciando um chocolate na companhia de um homem. Oh, quem seria ele?
Fiquei parada por um tempo observando, eles riam alegremente, mas quem seria ele? Resolvi que era melhor não interromper, pelo menos não pessoalmente. Já estava quase na hora do nosso embarque, tínhamos que fazer o check-in e passar as malas, isso levaria um bom tempo.
"Malu, já estou no aeroporto, precisamos fazer o check-in urgente! L"
O aparelho dela, completamente discreto, começou a alarmar, ela olhou e falou com ele. Ambos se levantaram e trocaram dois beijinhos na bochecha.
Ele deveria ter aproximadamente vinte e sete anos, cabelos claros bastante bagunçados e olhos claros. Era muito alto e com um belo corpo, adoraria saber de onde ela o conhece. Ela passou por mim e eu a puxei, dei um sorriso que foi retribuído por ela.
- Seu pai disse que você estava demorando demais. – Informei.
- Ah sim, de fato, acabei perdendo a hora.
- Aham, quem era aquele? – perguntei.
- Enrico. – Respondeu com simplicidade. – Detalhes depois. Amy!
Amy nos abraçou com um sorriso no rosto, fizemos o check-in entramos no saguão de embarque e nossos pais nos abraçavam e lamentavam a separação. Embarcamos no avião pouco tempo depois.
- Malu, você quer que eu coloque sua bolsa no bagageiro? – Amy perguntou.
- Sim, obrigada. – Ela disse com o olhar fixo para a porta, logo um sorriso se formou em seus lábios, era o rapaz da cafeteria.
- Tudo bem, ah sim, eu irei dormindo, portanto acho melhor ficar na janela. – Amy informou.
- Claro. – Concordei.
- Olá Luma. – Enrico a cumprimentou.
- Oi Enrico. – Ela sorriu.
- Posso sentar-me ao seu lado?
- Claro, fique a vontade. Enrico esta é Lily Evans e Amy Meester. – ela apresentou.
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